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terça-feira, 27 de setembro de 2016

SINCRETISMO E IDOLATRIA: FESTA DE COSME E DAMIÃO

"Portanto, meus amados, fugi da idolatria. Mas que digo? Que o ídolo é alguma coisa? Ou que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios." (I Epístola de Paulo aos Coríntios, cap. 10, vers. 14, 19-21)

"O que é oferecido (gr. eidolothuton, "oferecido, sacrificado"; "parte de uma oferta idólatra") ao ídolo é alguma coisa?" A resposta é bem clara: não é nada! Isso porque o ídolo, por si só, é nada. Assim o apóstolo São Paulo define com muita clareza a nulidade não só do ídolo em si, mas de toda adoração aos ídolos. É bom dizer que ele não está aqui "propondo algo novo, inédito". Já no Antigo Testamento, em diversas passagens, o Deus único e verdadeiro se pronuncia com muita severidade acerca da prática da idolatria pelo Seu povo:
  • "Não fareis para vós ídolos, nem vos levantareis imagem de escultura, nem estátua, nem poreis pedra figurada na vossa terra, para inclinar-vos a ela; porque eu sou o SENHOR vosso Deus." (Livro de Levítico 26:1) 
  • "Confundidos sejam todos os que servem imagens de escultura, que se gloriam de ídolos; prostrai-vos diante dele [de Yahweh] todos os deuses." (Livro de Salmos 97:7)
  • "O carpinteiro estende a régua, desenha-o com uma linha, aplaina-o com a plaina, e traça-o com o compasso; e o faz à semelhança de um homem, segundo a forma de um homem, para ficar em casa. Quando corta para si cedros, toma, também, o cipreste e o carvalho; assim escolhe dentre as árvores do bosque; planta um olmeiro, e a chuva o faz crescer. Então serve ao homem para queimar; e toma deles, e se aquenta, e os acende, e coze o pão; também faz um deus, e se prostra diante dele; também fabrica uma imagem de escultura, e ajoelha-se diante dela. Metade dele queima no fogo, com a outra metade prepara a carne para comer, assa-a e farta-se dela; também se aquenta, e diz: Ora já me aquentei, já vi o fogo.  Então do resto faz um deus, uma imagem de escultura; ajoelha-se diante dela, e se inclina, e roga-lhe, e diz: Livra-me, porquanto tu és o meu deus. Nada sabem, nem entendem; porque tapou os olhos para que não vejam, e os seus corações para que não entendam. E nenhum deles cai em si, e já não têm conhecimento nem entendimento para dizer: Metade queimei no fogo, e cozi pão sobre as suas brasas, assei sobre elas carne, e a comi; e faria eu do resto uma abominação? Ajoelhar-me-ei ao que saiu de uma árvore?" (Livro de Isaías 44:13-19)
  • "Não a nós, SENHOR, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua benignidade e da tua verdade. Porque dirão os gentios: Onde está o seu Deus? Mas o nosso Deus está nos céus; fez tudo o que lhe agradou. Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos dos homens. Têm boca, mas não falam; olhos têm, mas não vêem. Têm ouvidos, mas não ouvem; narizes têm, mas não cheiram. Têm mãos, mas não apalpam; pés têm, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta. A eles se tornem semelhantes os que os fazem, assim como todos os que neles confiam." (Livro de Salmos 115:1-8)

Além das passagens acima, há muitas outras que revelam a mesma coisa: que os ídolos e imagens de escultura usadas como ídolos não são deus, apenas produto das mãos humanas. Deus jamais pode ser adorado ou cultuado ou servido por meio de uma imagem de escultura, como ensina a Bíblia Sagrada; tal prática, segundo o próprio Deus e Senhor, é abominável a Ele. É bem interessante, e digno de nota, que o único Deus, sabedor da tendência humana de "adorar o que vê", ou "ver para adorar", disse ao Seu povo por meio de Moisés, Seu servo: "Então o SENHOR vos falou do meio do fogo; a voz das palavras ouvistes; porém, além da voz, não vistes figura alguma. Guardai, pois, com diligência as vossas almas, pois nenhuma figura vistes no dia em que o SENHOR, em Horebe, falou convosco do meio do fogo; Para que não vos corrompais, e vos façais alguma imagem esculpida na forma de qualquer figura, semelhança de homem ou mulher; Figura de algum animal que haja na terra; figura de alguma ave alada que voa pelos céus; Figura de algum animal que se arrasta sobre a terra; figura de algum peixe que esteja nas águas debaixo da terra; Que não levantes os teus olhos aos céus e vejas o sol, e a lua, e as estrelas, todo o exército dos céus; e sejas impelido a que te inclines perante eles, e sirvas àqueles que o SENHOR teu Deus repartiu a todos os povos debaixo de todos os céus." (Dt 4.12,15-19) Moisés estava dizendo "vocês ouviram a voz, mas não viram figura alguma", portanto "não criem uma representação de Deus para vocês". Noutras palavras, "não façam ídolos para vocês"!  É bom que se diga que essa instrução é apenas a repetição do mandamento (ordem) que Deus deu a Seu povo, o primeiro mandamento: "Não terás outros deuses diante de mim.  Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam." (Êxodo 20:3-5)

O que é um ídolo? O pastor Mateus Ferraz de Campos ensina que "um ídolo é um produto das mãos do próprio homem, construído a partir de suas paixões, desejos e necessidades; é um meio para se atingir um fim. O deus do idólatra é um objeto de uso. Uma espécie de trampolim para a realização de desejos pessoais." (em: Servindo a Deus com Coração Idólatra, Revista Impacto, 14/09/2011. Link: https://www.revistaimpacto.com.br/biblioteca/servindo-a-deus-com-coracao-idolatra/) Um ídolo é qualquer coisa, visível ou não, que assume um lugar de adoração em nossas vidas. Obviamente, esse conceito inclui o dinheiro, o entretenimento, esporte, sucesso e o sexo como ídolos em potencial, sem a necessidade de fabricar uma imagem de escultura para eles para que sejam ídolos. Esse conceito é muito importante: uma imagem de escultura pode ser usada como ídolo ou não. Ela é usada como ídolo quando assumir um lugar de adoração em nossas vidas; não é um ídolo quando não for usada para tal coisa (como a Monalisa, pintada para fins artísticos, ou a escultura de Davi de Michelangelo).

Retornemos agora ao início: Paulo afirma que o ídolo não é nada. Não é Deus. Então como explicar as "respostas de pedidos" feitos à esses ídolos? Como explicar as vitórias obtidas? O próprio Paulo vai explicar: "Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus". Isso mesmo: por mais terrível que isso possa parecer, as respostas obtidas aos pedidos feitos a um ídolo não foram dadas por Deus (ainda que tivessem como alvo a Deus), mas sim por demônios! São esses espíritos que habitam nos ídolos e que respondem como se fossem os ídolos respondendo (cf. explica o Benson Commentary)! Paulo não está dizendo que os gentios conscientemente ofereciam seus sacrifícios aos demônios. Obviamente, eles pensavam que estavam servindo aos deuses, e nunca a espíritos malignos e impuros. Entretanto, ao fim das contas, seu culto era culto aos demônios. Esse é um princípio espiritual estabelecido na Bíblia, de forma sólida. Há sempre engano por detrás de toda idolatria.

A existência de demônios é claramente demonstrada na Bíblia; eles são os espíritos malignos que Nosso Senhor Jesus Cristo expulsou de muitas pessoas quando esteve sob forma humana aqui na Terra (Mateus 8:28-33; 9:32,33; 17:18; Marcos 1:34,39; 7:26,30; etc.). Ele deu ordem aos Seus discípulos para fazerem o mesmo, ou seja, expulsarem demônios (Mateus 10:8). Eles são agentes da maldade, operando engano com o objetivo de afastarem os homens da Verdade de Cristo (I Timóteo 4:1; Apocalipse 16:13,14). Eles operavam na época do Antigo Testamento, por detrás dos ídolos; sim, "os falsos deuses dos cananeus não eram apenas ídolos criados por humanos. Pelo contrário, cada um era um príncipe do reino de Satanás, capaz de enganar pessoas para que o adorassem. Assim Baal, Astarote, Camos, Moloque, Dagom, Mamom e outros não eram apenas ídolos criados pela imaginação humana, mas espíritos demoníacos, que ainda estão vivos e operando hoje" (em: Deus ou Mamom? Revista Impacto, 06/10/2013. Link: https://www.revistaimpacto.com.br/biblioteca/deus-ou-mamom/. Extraído e adaptado do livro “Bens, Riquezas e Dinheiro”, de Craig Hill e Earl Pitts, Bless Gráfica e Editora Ltda, Pompéia, SP (Universidade da Família) Site http://www.lojadafamilia.com.br). Operavam na época de Jesus e Paulo. E hoje continuam operando o engano e sedução. Note: o ataque desses seres espirituais da maldade dá-se por meio do engano. Isso é bem óbvio, pois se eles aparecessem como são, diretamente para algum cristão ou mesmo não cristão, revelando sua identidade e exigindo lealdade, amor e servidão, poucos se submeteriam voluntariamente a ele. O próprio Satanás é capaz de se transfigurar em anjo de luz no afã de enganar os homens (II Coríntios 11:14)!

Conforme explica William Barclay, "quando adoravam os ídolos, os homens pensavam que estavam adorando deuses, em realidade eram enganados por esses demônios malignos de modo que a adoração dos ídolos punha o homem em contato, não com Deus, mas com os demônios; e qualquer coisa que se relacionasse com isso tinha um selo demoníaco. A carne que era oferecida aos ídolos não tinha nada, mas o fato era que tinha servido aos propósitos dos demônios e portanto estava contaminada". Perceba a cadeia lógica: o que era oferecido aos ídolos era, na verdade, oferecido aos demônios; e o que era oferecido era consumido pelos adoradores destes e por quem mais quisesse comer daquilo que era oferecido. "Comer da mesa" implica necessariamente em ter comunhão. Um cristão verdadeiro não pode ter comunhão com demônios, não pode participar da "mesa" dos demônios, pois ele participa da mesa do Deus verdadeiro - o Cristo! Não pode um verdadeiro cristão tomar o cálice dos demônios, participando de suas libações (geralmente acompanhadas de uma oração ao ídolo, para que ele aceitasse a oferta e que fosse propício ao adorador, concedendo-lhe o desejo), dos "brindes" à sua honra. O ecumenismo religioso, segundo a Bíblia, não é deste modo uma opção válida para o cristão, independentemente de quão inocente ou quão caridosa aparente ser a religião ou prática religiosa em questão. Do mesmo modo, é impossível "cristianizar" cultos pagãos, "harmonizando-os" com o cristianismo. Essa tem sido uma iniciativa praticada há muito tempo, quer no passado pelo clero corrupto da Era das Trevas, que se estendeu desde Constantino até a Idade Média; quer no presente, pela iniciativa igualmente errônea pelo clero dito evangélico. Trata-se de tentar reconciliar o irreconciliável, o paganismo com o cristianismo, com a intenção de "facilitar a conversão" fazendo com que a transição entre um e outro não fosse realmente uma ‘conversão’ do povo, mas fosse um processo o menos traumático possível.

Assim, por exemplo, é a iniciativa de cristianização dos cultos babilônicos e assírios, dos cultos cananeus e modernamente dos cultos afro-brasileiros. Foi errado tentar forçar a conversão dos escravos (o que se constitui em erro sobre erro, pois essas pessoas foram tiradas de sua pátria e de suas famílias à força pelos portugueses e outros povos, para servirem como escravos noutras nações, o que lançou as raízes do caos social, político e econômico no continente africano que hoje se vê). Ninguém deve ser forçado à conversão a qualquer religião que seja, sendo-lhe garantido o direito de mudar de religião se assim preferir, no livre-exercício de sua vontade). Obviamente, a cristianização gerou mais problemas do que soluções, fazendo uma verdadeira Babel religiosa: ninguém entende mais a origem das práticas e dos credos que professa! Para um cristão, cuja fé consiste na crença de um único Deus triúno, o politeísmo não é definitivamente algo harmonizável ou aceitável. É idolatria pura e simples.

Sobre isso, vale a pena trazer a história de dois irmãos em Cristo do passado, que morreram como mártires justamente por não aceitarem a idolatria. Tratam-se dos gêmeos árabes Cosme e Damião, os quais "amavam a Cristo com todo o fervor de suas almas, e decidiram dedicar suas vidas ao serviço do amor. Por isso, não cobravam pelas consultas e atendimentos que prestavam, o que lhes rendeu o apelido de "anárgiros", ou seja, “aqueles que são inimigos do dinheiro" ou "que não são comprados por dinheiro". [...] Durante a perseguição promovida pelo Imperador romano Diocleciano, por volta do ano 300, Cosme e Damião foram presos, levados a tribunal e acusados de se entregarem à prática de feitiçarias e de usar meios diabólicos para disfarçar as curas que realizavam. Ao serem questionados quanto as suas atividades, eles responderam: "Nós curamos as doenças em nome de Jesus Cristo, pela força do Seu poder"." (http://hermesfernandes.blogspot.com.br/2014/09/a-verdadeira-historia-de-cosme-e-damiao.html)

O Bp. Hermes Fernandes relata como deu-se o martírio desses dois cristãos sinceros: "Por não renunciarem aos princípios de Deus, sofreram terríveis torturas. Mas mesmo torturados, jamais negaram a fé. Em 303, o Imperador decretou que fossem condenados à morte na Egéia. Os dois irmãos foram colocados no paredão para que quatro soldados os atravessassem com flechas, mas eles resistiram às pedradas e flechadas. Os militares foram obrigados a recorrer à espada para a decapitação, honra reservada só aos cidadãos romanos. E assim, Cosme e Damião foram martirizados." (http://hermesfernandes.blogspot.com.br/2014/09/a-verdadeira-historia-de-cosme-e-damiao.html)

Esses irmãos, agora mártires cristãos por não negarem sua fé, acabaram sendo cultuados como santos intercessores pela Igreja na Idade Média, tendo inclusive seus restos mortais envolvidos na prática do relicarismo. Dois séculos após sua morte, por volta do ano 530, o Imperador Justiniano ficou gravemente doente e deu ordens para que se construísse, em Constantinopla, uma grandiosa igreja em honra de Cosme e Damião. A fama dos gêmeos também correu no Ocidente, a partir de Roma, por causa da basílica dedicada a eles, construída a pedido do papa Félix IV, entre 526 e 530. A solenidade de consagração da basílica ocorreu num dia 26 de setembro e assim, Cosme e Damião passaram a ser festejados, pela igreja católica, nesta data. (http://www.montesiao.pro.br/estudos/festaspagas/cosmedamiao.html) 

O fato é que com essa iniciativa de cristianização, vários elementos do culto afro foram sincretizados com o culto católico, como explica o website “O Fiel Católico” (http://www.ofielcatolico.com.br/2005/09/sao-cosme-e-damiao-nao-sao-orixas.html. Acesso: 27/09/2016): "ocorre que na triste época da escravatura os cativos africanos criaram uma maneira engenhosa de ludibriar os senhores de engenho: invocavam seus deuses da natureza ou entidades espirituais – os orixás, como "Oxalá", "Ogum", "Iemanjá" e muitos outros – simulando que rezavam para Jesus, Maria ou alguns dos santos mais reverenciados na época, como São Sebastião, São Jorge, Santa Bárbara, São Cosme e São Damião, etc.[...] No dia da celebração de S. Cosme e Damião, adeptos de diversas seitas costumam distribuir doces às crianças, usando os nomes dos santos católicos para homenagear  determinadas "entidades" espirituais infantis que compõem o panteão de suas crenças.

O padre Luizinho, no artigo "Sincretismo: A verdadeira história de São Cosme e São Damião, mártires" (http://formacao.cancaonova.com/igreja/santos/a-verdadeira-historia-de-sao-cosme-e-sao-damiao-martires/) explica o sincretismo de Cosme e Damião com os orixás-meninos da tradição africana yorubá: "Os negros bantos identificaram Cosme e Damião como os Ibejis: são divindades gêmeas, sendo costumeiramente sincretizadas aos santos gêmeos católicos [Cosme e Damião]. A grande cerimônia dedicada a Ibeji acontece no dia 27 de setembro, quando comidas como caruru, vatapá, bolinhos, doces, balas (associadas às crianças, portanto) são oferecidas tanto a eles como aos frequentadores dos terreiros. Para nós, católicos, este é o dia de São Vicente de Paulo. Por isso, há o costume de distribuir doces e comidas às crianças no dia 27, que também foi um costume introduzido pelo candomblé". Portanto, diante do exposto, fica evidente que um cristão não pode participar de tal festa. Diante do conhecimento sobre os fundamentos e embasamentos da festividade, reitero que nenhum cristão pode, biblicamente falando, participar da mesma. A mesma conclusão é vista no website “O Fiel Católico”: "Contudo, o cristão que tem conhecimento do contexto espiritual em que são distribuídos tais alimentos e ainda assim os aceita e come, age mal, não somente incentivando uma festa pagã, como também tomando parte nela". Por que não participar? Pelo simples fato de que, para um cristão verdadeiro, participar voluntariamente e conscientemente em tais festividades é uma clara desobediência à Palavra de Deus, que é regra de fé e de prática do cristão! Significa desobedecer a Deus e, portanto, cometer pecado. Pecado de desobediência, por participar de idolatria, da mesa de ídolos e daquilo que é oferecido aos ídolos. Para o crente em Cristo, somente Deus deve ser adorado e servido, não havendo a nenhuma hipótese de se servir e/ou adorar outro deus, entidade ou divindade. Basta dizer que essa foi a principal causa das perseguições imperiais, movida contra a Igreja, nos séculos II e III da era cristã.

Adicionalmente, o Bp. Hermes Fernandes comenta em seu blog: "Uma característica marcante na Umbanda e no Candomblé em relação às representações de Cosme e Damião, é que junto aos dois santos católicos aparece uma criancinha vestida igual a eles. Essa criança é chamada de Doúm ou Idowu, que personifica as crianças com idade de até sete anos de idade, sendo considerado o protetor das crianças nessa faixa de idade. Na festa de tradição afro, enquanto as crianças se deliciam com as iguarias oferecidas às entidades, os adultos ficam em volta entoando cânticos aos orixás. [...] Os médicos gêmeos jamais se deram aos ídolos, tampouco praticaram magia ou ocultismo, embora tenham sido acusados de fazê-lo. Pelo contrário, foram cristãos fiéis até o fim, amando o Senhor sem medida e manifestando Seu amor no serviço ao próximo. Tal testemunho deve continuar a nos inspirar, como tem inspirado a tantas gerações." (http://hermesfernandes.blogspot.com.br/2014/09/a-verdadeira-historia-de-cosme-e-damiao.html)

O mesmo se aplica, aqui, às demais festas com propósito religioso de outras religiões. É sempre bom analisar uma prática antes de se envolver com ela, a fim de não infringir a Vontade de Deus para nossas vidas. Qual é a base dessa festa? Quem está sendo homenageado, honrado, cultuado? É uma festa idolátrica? Novamente: o problema quanto a participação está sempre na idolatria envolvida. Para Paulo (e para Deus), o crente não deveria ir ao templo pagão para estas festas e ali comer carne, pois isto configuraria culto e portanto, idolatria (I Co 10.19-23). Na mesma linha, os crentes não devem ir a locais onde haverá oração, rezas, invocações, louvores, oferendas, etc., nem participar daquilo que é oferecido aos ídolos nesses lugares, pois isto implicaria em culto idólatra e falso.

Pastor, mas eu posso comer uma comida típica no dia de celebração religiosa? Caso não exista um ato religioso envolvido, ou que não venha a causar escândalos para os irmãos de consciência mais fraca, não há problema. Pode até aceitar o convite de um amigo pagão e comer a comida típica na casa dele, mesmo com o risco de que esta tenha sido oferecida aos ídolos. Nesse caso, Paulo diz: não pergunte, mas coma de tudo o que se puser diante de vós (I Co 10.27).  Porém, se for gerar escândalos para os irmãos em Cristo de consciência mais fraca que estiverem presentes, ou se for sabido por ti, por meio do irmão mais fraco ou mesmo por meio do próprio amigo ou mesmo por qualquer outro meio, que há um ato religioso associado à comida ("consagrada a ídolos"), nesse caso o conselho muda: não coma! (I Co 10.28) Não participe daquilo que o Senhor desaprova! Não participe, nem sincretize. Um cristão não precisa imitar o culto pagão; ele pode cultuar ao Senhor de forma espontânea, alegre e criativa, sem a necessidade de copiar celebrações de outras religiões.

Não cristianize o pagão, nem paganize o cristão!

Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!

Um comentário:

  1. Lamentavelmente o ser humano tem uma tendência a manipulação. Quando não manipula outros iguais, manipula " deuses" com o intuito de os forçarem a atender seus mais variados pedidos. O homem não se submete a Deus e não deseja ser servo, apenas senhor, mandar, dominar ,sujeitar esse tem sido o seu afã.
    Deus não precisa do homem e nem aceita barganhas, oferendas para que se torça a Sua vontade. Ele é Soberano e querendo o homem ou não a Sua vontade será feita. Ele deixou registrado em Sua Palavra o que é bom para o homem e como deseja ser adorado. Ele é Espírito e pelo que sabemos não necessita ser servido por mãos humanas, visto que tudo criou. Sendo criaturas feitas por Suas mãos , não podemos pensar que Ele seja semelhante ao ouro, ou à prata, ou à pedra esculpida pela arte e imaginação do homem. Como podemos pensar que estatuetas que podem ser quebradas venham a nos atender fazendo o que pedirmos?E coisas que foram feitas pelas mãos de homens. Como lhes prestar culto? Como fazer-lhes preces e esperar ser atendidos? É ilógico ! Beira a insensatez!
    Cristãos que tem a Bíblia como guia não pode tolerar tal prática. É chamar o santo de profano e o imundo de santo. É algo extremamente bizarro e altamente sacrílego!
    Que Deus abra os olhos dos que andam por aí servindo os ídolos, visto que estão cegos, tateando em densas trevas.

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