segunda-feira, 29 de março de 2010

A Geração do Amor Fingido

Em sua carta à Igreja de Corinto, o apóstolo Paulo escreve: Na pureza, na ciência, na longanimidade, na benignidade, no Espírito Santo, no amor não fingido (II Co 6.6).

A Igreja de Corinto foi, sem sombra de dúvida, a Igreja que mais deu trabalho ao apóstolo Paulo durante seu ministério. 

Neste versículo, ele demonstra a sua vocação ministerial e a sua chamada apostólica, revelando a sua integridade e espiritualidade alicerçadas nos princípios fundamentais da sua fé cristã, bem como nos princípios estabelecidos por Deus nas Sagradas Escrituras. Diante daqueles crentes de Corinto, o apóstolo Paulo faz a apologia de seu ministério, com base numa profunda certeza de sua retidão de caráter diante de Deus, refletida na tranqüilidade de sua consciência perante os homens. 

1) Ele revela sua pureza (do gr. agnotes, "simplicidade", "sinceridade","integridade") vivida por ele em santo temor a Deus. Isto significa integridade de vida, alo que muitos cristãos hodiernos não querem viver. 


2) O segundo aspecto é o conhecimento (do gr. gnosis) de Deus e da revelação da Sua soberana e perfeita vontade para as nossas vidas.


3) Longanimidade (do gr. makrothumia), que significa constância, permanência e resistência do apóstolo perante as tribulações e perseguições sofridas por ele. 


4) Benignidade (gr. chrestotes): generosidade e bondade do apóstolo.


5) Espírito Santo, que agia livremente na vida de Paulo, guiando-o, orientando-o, santificando-o, revetindo-o de poder, ensinando e frutificando o caráter perfeito de Cristo em sua vida, por meio do fruto do Espírito.


Estes aspectos da vida de Paulo não eram encontrados na vida dos crentes de Corinto e, infelizmente, não são também encontrados na vida da maioria dos crentes modernos. Porém, interessa aqui abordar mais enfaticamente a questão do amor fingido.


O amor é o aspecto mais importante do fruto do Espírito, devendo ser exercido por todos aqueles que experimentam o amor de Deus em Cristo e que o amam de fato. Porém, muitos compreendem o amor de Deus de forma distorcida, devido ao egoísmo e hipocrisia constantes no homem carnal. A manifestação do amor fingido dá-se, pelo menos, de quatro maneiras:


1) Na prática da disciplina cristã pela Igreja: Muitos costumam dizer: "Esta Igreja prega tanto o amor, e agora quer disciplinar, excluir o irmão fulano de tal...". Esta é uma afirmativa extremamente carnal, de uma mente cuja consciência já foi obscurecida pelo pecado, pelo ego e por um coração rebelde.  


Na concepção destes irmãos meninos, Igreja boa é aquela que só diz SIM e não conhece o NÃO, o que contraria as palavras de Jesus: Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna. (Mt 5.37). O pior é que as críticas não são geradas por amor ao irmão em questão; este tem pouca ou nenhuma importância. O maior objetivo é criticar, algumas vezes por insatisfação com a liderança da Igreja, outras pelo sentimento de culpa gerado pela prática continuada do pecado que, ao vir à tona, será passível da mesma disciplina. Amor fingido!


2) Nos votos e declarações: "Pastor, eu te amo...", "eu amo essa Igreja, eu amo esse irmão..." e assim os votos de amor se multiplicam no seio da Igreja. Porém, basta que o pastor faça algo que contrarie o capricho carnal do crente McDonalds - "amo muito tudo isso", não dando ao menino "chupeta ungida com Mucilon sabor maná espiritual" que os votos desaparecem quase instantaneamente. No lugar do amor declarado surge o rancor encoberto que, mais tarde, dará à luz a um sentimento de ódio consumado. Aqui, quem era bênção vira maldição; a Igreja e o pastor que tanto ajudaram no passado tornam-se opróbrio, anátemas. Nenhuma gratidão! Amor fingido!


3) Nas honrarias: Os crentes, em geral, fazem de tudo para serem honrados com cargos e posições na Igreja.  Para estes, assumir alguma posição na Igreja é o máximo, é um objetivo a ser perseguido e uma meta a ser alcançada.  Para isso, prometem mundos e fundos, jurando fidelidade e amor (à Igreja, ao pastor, ao ministério, a Deus, à Convenção, etc). Contudo, após algum tempo, tendo conseguido o tão almejado cargo,  tornam-se rapidamente frios e inertes, egoístas e soberbos, só pensando em sua própria justiça. O amor prometido em dedicação e fidelidade torna-se raiva, inconformidade com as normas da Igreja e, não raro, em abandono da Congregação.

4) No louvor: Nunca se cantou tanto, em verso e prosa, o amor "apaixonado" a Jesus. Declarações do tipo "quero me apaixonar", "apaixonado, apaixonado...", "Quero me apaixonar por Ti outra vez ", "Apaixonar-me por Ti Jesus", etc. proliferaram nas letras das músicas gospel. As lágrimas no rosto e os gritos de amor são a marca dos crentes "apaixonados" por Jesus durante as músicas. O problema é que a paixão termina tão rapidamente como surge; assim, o apaixonado deixa de sê-lo após o término do culto. O que aconteceu? Nunca foi desenvolvido o amor - sólido e compromissado - pelo Senhor. Desenvolver amor por alguém exige comunhão, contato contínuo, o que envolve tempo investido no relacionamento.


Na verdade, aquele que mais cobra amor, pouco ama. Se estes tivessem o amor de Deus em suas vidas, não seriam levianos, soberbos; não buscariam seus próprios interesses e não suspeitariam mal. Antes, tudo creriam, tudo esperariam e tudo suportariam (I Co 13.4-7). Na verdade, o que está geração almeja é um amor fingido, uma Igreja mundanizada de portas largas, de filhos rebeldes e auto-suficientes, de líderes frouxos e de vista grossa e de um amor mentiroso e falso, camuflado pela hipocrisia religiosa. Igrejas assim ficam cheias de pessoas interiormente vazias.


Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!



sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

HOROSCOPIZADORES PROFÉTICOS

Durante minha vida cristã, tenho me deparado com um tipo de "profecia" muito comum no meio evangélico pentecostal: a profecia "horóscopo". O termo "horóscopo" pode ser definido, segundo o Dicionário Aurélio, como "predição, por mera conjetura, acerca de uma pessoa ou coisa". Ou seja, é um juízo ou opinião, acerca da vida de alguém, referindo-se em geral ao tempo presente ou futuro, sem fundamento preciso; suposição, hipótese - coloquialmente, "um chute". Não um chute qualquer, por certo; mas um chute óbvio.

Para exemplificar minha constatação, vejamos o que diz o horóscopo de hoje (26/02/2010; http://extra.globo.com/horoscopo/): "Você perceberá que ficar estagnado nas relações afetivas não é o desejável. Procure conviver com pessoas diferentes". Observe que o "prognóstico" é de uma imensa obviedade, senão vejamos: quantas pessoas, num país com aprox. 193 milhões de habitantes, não percebem que ficar estagnado nas relações afetivas é algo ruim? Aliás, o que deve ser entendido como "estagnado" - pelo contexto, parece que trata-se de estabilidade. Estabilidade em relacionamentos é algo ruim???? Isso sem mencionar a outra parte da "revelação dos astros": Quantos, em 193 milhões de habitantes, não procuram conviver, ou já não convivem, com pessoas diferentes? Aliás, podem duas pessoas serem iguais? Nem se forem gêmeos univitelinos... No mínimo, o prognóstico não passa de um punhado de obviedades, de construção obscura, de modo a facilitar toda sorte de interpretação possível.

Agora, veja um tipo clássico de "profecia", muito comum em grupos pentecostais: "hummm, meu servo... eis que falo contigo, hummm... [rita-la-na-sala]... você tem clamado pela tua bênção... eis que te digo, [chuta-la-na-lata]: você tem sofrido lutas e perseguições lá no seu trabalho, mas eu te falo nessa hora, a vitória é tua! Receba a tua vitória, [decanta-na-bacia]...em nome de Gizuz!" Observe que estão presentes os mesmos elementos que balizam a construção do horóscopo: obviedades e obscurantismo.

Veja: qual é o crente que nunca pediu a Deus uma bênção - principalmente no mundo de hoje, onde os crentes correm atrás do seu "saquinho" de bênçãos como crianças em dia de "cosme e damião"? E qual é o crente que se preza que não sofre uma perseguição, por menor que seja - algumas vezes, dentro da própria Igreja? Obviedades! Fora isso, estão presentes os grunhidos e pretensas "línguas estranhas", para validar espiritualmente a horoscopização profética! E assim são muitas outras semelhantes, com pouquíssimas variantes.

Sou pentecostal, creio no batismo com Espírito Santo e nos dons espirituais; e como tal já devo ter escutado algumas dezenas de profecias-horóscopo. Das mais ilógicas e incoerentes, capazes de fazer as sombrancelhas do sr. Spock (Star Trek) levantarem, até as mais óbvias construções possíveis. Não porque fui atrás desse tipo de coisa, mas porque é quase inevitável que elas venham até você.

No fundo, não acho que estas pessoas estavam mal intencionadas. É possível que algumas tenham pensado em me agradar para auferirem vantagens especiais e assim "chutaram o óbvio" ; outras, por conhecerem meus combates pessoais, o fizeram no afã de servir de consolo, por simples gesto de amor e carinho. Não houve nenhuma "horoscopização", até hoje, com objetivo maligno, destrutivo. Graças a Deus!

Porém, raríssimas vezes pude constatar que era algo realmente da parte Deus. E isso sem o auxílio de irmãos que tentam, a todo custo, harmonizar a dita profecia com a vida dos ouvintes, por meio de mais obviedades. São intérpretes bem-intencionados, "decodificadores do sobrenatural"; não desistem até que o ouvinte "confirme a mensagem".

É preciso entender que Deus, ao falar com o homem por meio do dom espiritual, sempre o faz de modo claro, de forma que não fique a menor sombra de dúvida quanto ao seu conteúdo. A dúvida anularia o propósito da mensagem. O que adianta uma mensagem enigmática: "você está vivendo isso porque um grilo amarelo pousou na grama verde que estava seca e, com isso, a água ficou marrom"? Deus não é buda! Nele não há nada de coisas obscuras, ou ininteligíveis; mas total clareza. Ele é o Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação (Tg 1.17). A mensagem que dele ouvimos é que Deus é luz, e não há nele trevas nenhuma (I Jo 1.5). Deus é direto! Jesus é direto! O Espírito Santo é direto!

Além disso, Deus usar o dom espiritual para falar obviedades, como querem crer alguns, é no mínimo atribuir a Deus o fato Dele considerar Seus filhos - que tem a mente de Cristo - como os mais completos idiotas. Ao ler a Bíblia, é facílimo constatar que Deus jamais se dirigiu ao homem para falar o que era óbvio para Seus ouvintes. Ele mesmo diz: Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes (Jr 33.3). Meu Deus não é óbvio, previsível. Isso é próprio de ídolos. Para o óbvio, temos inteligência!  Não é necessário ensinar que "b" com "a" faz "ba" aos leitores deste post, pois já foram alfabetizados.

Se é necessário falar algo da parte de Deus com alguém, faça-se de forma direta: "Fulano, eu sei que você está vivendo isso-e-aquilo. A Bíblia diz que o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã. Confie no Senhor. Ele é o teu socorro, Aquele que te ajuda. Não desista, mas sê forte e corajoso, em nome de Jesus!" Nada de teatralizações espirituais! Nada de Circ du Soleil! Seja claro como o cristal!

Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

JUSTIÇA A QUALQUER PREÇO E O PREÇO DE QUALQUER JUSTIÇA


Justiça (dic. Aurélio):

1.Conformidade com o direito; a virtude de dar a cada um aquilo que é seu.
2.A faculdade de julgar segundo o direito e melhor consciência.

O sentimento de justiça é talvez um dos mais antigos do homem. Para a filosofia, o sentimento de Justiça é intrínseco à consciência humana, isto é, no homem normal dotado de discernimento do bem e do mal, do certo e do errado, do que é justo e injusto.
O poder de discernir entre o bem e mal - algo até então restrito à Deus - foi justamente o que a antiga serpente prometeu a Eva, conforme registrado no Livro de Gênesis: "Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal" (Gn 3.5). Desde então o homem, incapaz de conter o mal libertado no mundo por sua ação de desobediência, passou a ter que lidar com a maldade, criando códigos de conduta baseados em seu conceito de certo e errado. Parodiando Gênesis, "e o mal foi gerado na humanidade. E disse o Homem: faça-se um código de Leis que administrem a maldade humana. E fez-se o Direito".

Assim, o transgressor passou a exigir observância aos seus princípios "legais"; obediência aos princípios, normas, preceitos e padrões criados pelo próprio transgressor. Talvez seja a partir daí que surge o antigo dito popular "faça o que eu mando, mas não faça o que eu faço". Como homens, exigimos justiça, mas não somos justos; julgamos segundo o nosso padrão, o qual nem nós mesmos conseguimos atender.

Gritamos "justiça!", "quero a minha justiça!"; queremos justiça a qualquer preço, sem nos importarmos com o preço de qualquer justiça. Não importa se pessoas inocentes sofrerão; não importa se a causa, pela qual todos trabalharam, se perderá por completo. O que interessa é termos o nosso "sentimento de justiça" satisfeito! Nem que para isso seja preciso montarmos um verdadeiro tribunal da inquisição, o qual consideramos como "santo tribunal" ou "tribunal de Cristo" - principalmente em Igrejas. E assim irmãos se levantam contra irmãos, pelo "direito de justiça". Ninguém quer ser injustiçado, ninguém quer arcar com o dano; antes, todos, uma vez demandados, exigem reparação!

Sobre o "sentimento de justiça" e o consequente "direito de reparação", Paulo, escrevendo aos Coríntios, diz: "Na verdade é já realmente uma falta entre vós, terdes demandas uns contra os outros. Por que não sofreis antes a injustiça? Por que não sofreis antes o dano? Mas vós mesmos fazeis a injustiça e fazeis o dano, e isto aos irmãos" (I Co 6.7,8). Ou seja, já é um erro notório haver a demanda - a disputa, o litígio, a peleja - entre os irmãos. Os crentes da Igreja de Corinto deveriam fazer tudo o que estivesse ao alcance para evitar o litígio, até mesmo sofrer o dano. Sofrer o dano (o prejuízo) do ponto de vista do Cristianismo Bíblico é preferível ao litígio, até porque um erro não compensa outro: se a injustiça é errado, cobrá-la também o é. Observe que Paulo diz que ao cobrar a reparação, aqueles crentes estavam eles mesmos causando o dano, "e isto aos irmãos", acrescenta.

Ele segue a exposição: Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? (I CO 6.9) Injustos - era o melhor qualificativo para aquelas pessoas, mesmo às que foram injustiçadas. O valor a ser pago na hipótese de "justiça a qualquer preço" é caríssimo - a perda da entrada no reino de Deus, o preço de qualquer justiça como esta. Fora do reino, sem a santa herança; esse é o resultado do exercício da justiça mundanizada, da justiça daqueles que se consideram a si mesmos eruditos e mestres da Lei. Jesus
disse: "Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus" (Mt 5.20).

Você tem pautado o exercício da justiça com base numa justiça a qualquer preço? Você julga segundo a aparência? Você julga segundo sua própria medida, sendo parcial? Cobra direitos sem cumprir deveres? Sua vida é um livro aberto? Você é um bom exemplo a ser seguido, especialmente naquilo que você tanto cobra nas outras pessoas? Exige transparência, mas há áreas da sua que ainda estão em trevas e que você faz questão de continuar assim? Considera-se a si mesmo um "paladino da justiça", mas não passa de um patético bufão na sua vida cotidiana?


Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

A ANTIGA PRÁTICA DA AUTO-JUSTIFICAÇÃO

1 ORA, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o SENHOR Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim? 2 E disse a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim comeremos, 3 Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis para que não morrais. 4 Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis. 5 Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal. 6 E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela. 7 Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; e coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais. 8 E ouviram a voz do SENHOR Deus, que passeava no jardim pela viração do dia; e esconderam-se Adão e sua mulher da presença do SENHOR Deus, entre as árvores do jardim. 9 E chamou o SENHOR Deus a Adão, e disse-lhe: Onde estás? 10 E ele disse: Ouvi a tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me. 11 E Deus disse: Quem te mostrou que estavas nu? Comeste tu da árvore de que te ordenei que não comesses? 12 Então disse Adão: A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi. 13 E disse o SENHOR Deus à mulher: Por que fizeste isto? E disse a mulher: A serpente me enganou, e eu comi. 14 Então o SENHOR Deus disse à serpente: Porquanto fizeste isto, maldita serás mais que toda a fera, e mais que todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida. 15 E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar. 16 E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dor, e a tua conceição; com dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará. 17 E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida. 18 Espinhos, e cardos também, te produzirá; e comerás a erva do campo. 19 No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás. (Gênesis, cap. 3)

Talvez um dos mais terríveis costumes modernos é a prática da auto-justificação. Para toda ação errada ou não-ação há uma desculpa preparada, há uma justificação a ser oferecida. Criar justificativas é uma arte; e assim as desculpas são cada vez mais antológicas. Aliás, a cultura da justificativa está imersa em nossa humanidade.

Vivemos em um mundo repleto de material para a construção de justificativas. Desde a má atitude de políticos e líderes religiosos, questões climatológicas, econômicas, sociais, nacionais e internacionais, até as atitudes de chefes, executivos e pessoas do nosso dia-a-dia, como mães e pais, não falta criatividade para construir uma boa estória.

A questão é que nenhuma justificativa é suficiente, diante de Deus, para nossa tendência a agir de forma independente. Tampouco para não agir de forma correta. Independência foi justamente o que Adão e Eva procuraram. "Seremos semelhantes a Deus". Só que no lugar da independência, conseguiram o feito de submeter toda a humanidade ao domínio do mal, à morte. Não há cifra numérica capaz de exprimir quantas almas já foram para o inferno, e quantas irão, por causa dessa prática. Perdidas eternamente; eternamente separadas de Deus, condenadas a um lugar de sofrimento, de choro e de ranger de dentes (Mt 13.42), lugar onde o fogo nunca se apaga, e o seu verme nunca morre (Mc 9.44).

Exatamente como Adão, preferimos fugir de nossas responsabilidades. Ao pecarmos, preferimos sair da Igreja, deixando a nossa congregação, do que ficarmos e encararmos as consequências. Preferimos nos esconder - física e emocionalmente, afinal é sempre melhor ficar escondido "entre as árvores do jardim", pois a sua altura e a sua sombra teoricamente impedirão de sermos descobertos. Melhor é a sombra da auto-comiseração, da auto-indulgência, da auto-justificativa, da religiosidade falida, do que encarar o Todo-Poderoso. O problema é que não podemos fugir Dele; em lugar nenhum estamos à salvo de Sua Presença. Para onde me irei do Espírito de Deus, ou para onde fugirei da tua face? (Sl 139.7) A pergunta de Deus a Adão "Onde estás?" ecoa desde a eternidade até nos encontrar em nosso fútil esconderijo.

Isso mesmo: do mesmo modo que Adão e Eva, somos nós. Temos a péssima atitude de nos justificar. Adão, ao ser questionado por Deus, disse: "foi a mulher que tu me deste". Com isso, buscou se isentar da culpa, responsabilizando a mulher e o próprio Deus pelo pecado que cometera. Assim como Adão, culpamos tudo e todos pelos nossos atos. Se alguém é pego na prática do pecado, acaba acusando o sistema, o próximo, a Igreja por sua prática. Por exemplo, se é fornicação o pecado em questão, o culpado é sempre o outro! Nunca a responsabilidade é compartilhada. Se recebemos um convite para irmos à Igreja, a justificativa é "conheço um monte de crentes que não valem nada", "prefiro seguir a minha religião, do que viver na Igreja e fazer isso". Outros apresentarão razões para abandonar a Igreja. No fundo, não importam as razões; sempre procuraremos transferir para outros a nossa responsabilidade.

Mas exatamente como Adão, vamos mais além: culpamos Deus. A Bíblia é um livro de princípios, princípios imutáveis! E se há um princípio imutável, ele é o princípio da autoridade espiritual. Toda autoridade emana de Deus e quem exerce autoridade o faz sob delegação do Senhor (Rm 13). Quantas vezes escutei crentes culparem pastores pelas ações (ou falta de ações) tomadas. "Isso é culpa do pastor fulano", "fiz isso porque o pastor beltrano disse", "não funciona porque o pastor siclano não quer", "Deus não faz nada para melhorar o mundo" e outras tantas afirmativas semelhantes a estas, que ocupariam várias e várias páginas deste blog.

Não satisfeitos, agimos também como Eva. Ao ser questionada por Deus, disse "foi a serpente". "Foi o diabo, pastor, aquele coisa ruim que impediu de dar certo", "isso é espiritual, o diabo está aprontando suas diabolices", etc. E aí, o que acontece? Novamente, não assumimos nossas responsabilidades. Preferimos culpar o diabo, os demônios, quiçá o inferno inteiro, ao invés de assumirmos diante de Deus que foi o "diabo da independência, do pecado, do desejo oculto, da concupiscência de cada um de nós". De que se queixa, pois, o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus pecados (Lm 3.39).

Agora, quando realmente é o diabo, nada fazemos para combatê-lo ou tentamos fazê-lo com as armas humanas. Que adianta isso? Que adianta agirmos isoladamente, no afã de combater o diabo, se é exatamente isso que ele quer - nos levar a agir de forma independente? Que adianta amarrar o valente, se nós estamos debaixo de sua influência? Que adianta os cultos de batalha espiritual, com toda a sua performance, se fazemos parte do "exército de Cristo" apenas na camiseta? Que adianta toda a fé em sal grosso, rosas, copos d´água, fitinhas e coisas do gênero - meros objetos materiais - na luta contra os poderes espirituais das trevas?

Paulo diz que as armas da nossa luta não são carnais, mas espirituais. Ele diz: "Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas; destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo." (II Co 10.4,5) Prestou atenção ao que diz Paulo? As armas espirituais servem, justamente, para combater aquilo que tantos dizem enfrentar: altivez de espírito (soberba - teórico e prática), de forma a levar cativo (preso) todo o entendimento (compreensão) à obediência de Cristo.

Onde estão as armas? Onde estão todos os estudos bíblicos, seminários, cursos de formação, etc. já ministrados em nossas Igrejas? Onde estão os dons espirituais? Isso não é VIDEOGAME! Isso não é BRINCADEIRA! Lidar com o mundo espiritual É COISA SÉRIA! Se você retrocede, esteja certo: o diabo avança! Ele não brinca com ninguém, não tem piedade de ninguém, não deixa ninguém escapar! Ele é mal em absoluto! O grande desejo dele é levar mais e mais almas a serem independentes de Deus; a rejeitarem e blasfemarem de Deus e do Cordeiro, e por fim levá-las para as profundezas do inferno, de onde JAMAIS, digo JAMAIS SAIRÃO!

Sem Cristo, amados, somos presas fáceis. Sem Cristo, estamos todos nós perdidos! Sem obedecer ao Senhor, sem se sujeitar DIARIAMENTE ao Rei dos reis e Senhor dos senhores, a batalha está perdida! A palavra de ordem que ecoa desde o eterno passado até o presente é DEPENDÊNCIA, TOTAL E IRRESTRITA; DEPENDÊNCIA EM TUDO, POR TUDO E PARA TUDO; DEPENDÊNCIA DO SENHOR - DIRETA E INDIRETAMENTE!

Seguindo mais além em Gênesis, os pecadores modernos se esquecem de que cada pecado traz em si uma ou mais consequências. Quando Adão e Eva pecaram, várias consequências surgiram - maldição da terra, parto com dores, morte no mundo, etc (Gn 3.14-19). E exatamente como a imensa maioria da humanidade não querem colher o que plantam. Não querem a consequência, apenas o prazer efêmero que o pecado proporciona. Têm amor ao álcool, mas não querem sofrer de cirrose hepática causada pelo alcoolismo; praticam a glutonaria, mas não querem sofrer de hipertensão arterial; querem sexo irresponsável, mas não querem sofrer as terríveis consequências das doenças venéreas, da AIDS ou da gravidez fora do casamento.

Quando Deus permitiu o registro, na Bíblia, do que Ele considera pecado, Ele fez isso para o nosso próprio benefício. O pecado só causa, ao final, dores e tristezas ao próprio homem. Deus não é afetado pelo que fazemos, apenas nós o somos. É preciso entender que o pecado não é apenas uma maldade que é praticada, mas ele traz também malefícios para nós mesmos quando o praticamos, e em alguns casos também para aqueles que estão ao nosso redor. O salário (pagamento) do pecado é a morte: morte emocional, morte da sensibilidade, do amor verdadeiro, da pureza, das características internas (espirituais) do homem que o possibilitaria ser a imagem de Deus - perdida por Adão.

Independente da existência das práticas motivadoras para o surgimento de justificativas, o fato é que não há nenhuma forma de Deus aceitar qualquer tipo de justificativa pessoal para isentar alguém das responsabilidades por seus atos. Se alguns não andam corretamente, isso jamais poderá servir de justificativa para que outros façam o mesmo - o erro não é justificativa para outro erro! Cada um prestará contas a Deus por seus próprios atos. Cada um será julgado por suas próprias obras - algo que nem a morte física será capaz de impedir: "E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras" (Ap 20.13). O juízo de Deus através das obras é a última coisa que resta àqueles que não receberam a Cristo pela fé, ou que desta fé desviaram-se, sendo assim julgados na única base possível: suas próprias obras, pensamentos e motivos.

A ação do homem não deve ser governada pelo conhecimento que ele possui do bem ou do mal; deve ser motivada pelo senso de obediência. O princípio do bem e do mal é viver de acordo com o que é certo ou errado. Antes de Adão e Eva comerem do fruto proibido, o que era certo e errado para eles estava na mão de Deus. Se não vivessem diante de Deus, não saberiam nada, pois o que era certo e errado para eles se encontrava realmente no próprio Deus. Consequentemente, depois da queda os homens não precisaram mais descobrir em Deus o senso do certo e do errado, Já o tinham neles mesmos, porém de uma forma deturpada. Este foi o resultado da queda: a independência de Deus e a deturpação do conceito de certo e errado, que se manifestam, dentre outras muitas maneiras, na prática de agir isoladamente (independência) e de auto-justificação (deturpação do certo e errado).

A única solução para o pecado é reconhecê-lo como algo pessoal. Reconhecê-lo como alguém reconhece uma nota promissória a ser paga. Reconhecer que o que você fez é pecado e que o responsável pelo pecado é você mesmo - ninguém mais. Pare de culpar os outros, quer sejam estes outros entes institucionais, sociais, físicos ou espirituais. Para de tentar se esconder! Assuma seu pecado! Seja sincero com você mesmo e com Deus. Coloque-se diante de Deus e diga-lhe, com sinceridade, o que você fez! Confesse! Faça como Davi: "Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim. Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que é mal à tua vista" (Sl 51.3,4a).

Reconheceu? Então ainda diante de Deus peça-LHE perdão pelos seus pecados. Ele é o único, em todo Universo, visível e invisível, que tem poder para perdoar pecados: "Purifica-me com hissope, e ficarei puro; lava-me, e ficarei mais branco do que a neve" (Sl 51.7). Esconde a tua face dos meus pecados, e apaga todas as minhas iniqüidades (Sl 51.9). Senhor, purifica-me do meu pecado! Lava-me, meu Senhor, no Sangue de teu Filho Jesus, para que mais alvo que a neve eu possa ser.

Já ensina o antigo hino:

"Se nós a Ti confessarmos
E seguirmos na Tua luz
Tu não somente perdoas
Purificas também, óh Jesus
Sim,e de todo o pecado
Que maravilha de amor
Pois que mais alvos que a neve
O Teu sangue nos torna, Senhor"

Reconheceu e confessou? Agora, acerte sua situação com a Igreja. És desviado? Volte para a Santa grei. Volte e assuma sua responsabilidade. Volte e encare, nos olhos, àqueles que você deixou. Haverá consequências? Enfrente-as como um fiel a Deus, como alguém que teme ao Senhor, cuja vida pertence à Ele. O plano de Deus é nos exaltar na terra da nossa vergonha (Sf 3.19).

Nunca foste crente até hoje? Pare de se justificar e receba a Cristo como Senhor e Salvador de Sua Vida agora mesmo!

A Bíblia diz que mesmo que você cumpra todos os mandamentos de Deus, continua sendo pecador, e culpado diante dele. Você nunca alcançará o padrão de santidade de Deus, mesmo sendo muito religioso ou caridoso. Você está perdido e separado dele.

Mas Deus entende sua incapacidade, e ama tanto você que mandou seu Filho sofrer e morrer por seus pecados. A Bíblia diz que "o salário do pecado é a morte, mas o presente de Deus é a vida eterna por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor".

A salvação é um presente. Ninguém jamais vai se orgulhar de poder comprá-la com boas obras.

No capítulo 3 do evangelho de João, lemos que Jesus disse a Nicodemos que ele precisava nascer de novo para ter a vida eterna. Você também tem que nascer espiritualmente para fazer parte da família de Deus. Deus é espírito, e você não pode comunicar-se com ele enquanto não tiver a natureza espiritual.

Eu ofereço-Lhe a seguinte oração, para que você, aí onde está, a repita: "Querido Senhor, Reconheço que sou pecador e que me rebelei contra o Senhor. Obrigado por mandar Jesus morrer na cruz e receber o castigo pelos meus pecados. Quero que ele entre em minha vida e seja meu Salvador e Senhor. Obrigado, Jesus, por entrar em minha vida. Amém."

Se você fez essa oração com sinceridade em seu coração, reconhecendo ser um pecador que precisa da ajuda de Deus e não pode fazer nada para evitar o castigo que pesa sobre você, pela graça de Deus você foi salvo da punição eterna.

Se você fez esta oração, e quer saber mais sobre Deus, deve fazer três coisas:
  • Falar sempre com Deus em oração;
  • Ouvi-lo por meio da leitura de Sua Palavra, a Bíblia;
  •  Encontrar uma igreja onde as pessoas amem a Deus e Sua Palavra. Assim você O conhecerá cada vez mais.

Se você deseja receber mais informações sobre como começar em seu novo andar com Deus, entre em contato conosco e lhe ajudaremos em seu novo caminhar.

  
Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Preparativos para Os Últimos Dias

O mundo:


"Tragédia em Angra (RJ) é avaliada com maior nível na escala de desastres. Cidade tem 52 mortes. Do total, 31 corpos foram encontrados na praia do Bananal, na Ilha Grande, e outros 21 no morro da Carioca, no centro". (disponível em http://www1.folha.uol.com.br/folha/especial/2010/tragediaemangra/

"Terremoto que devastou o Haiti completa uma semana. Tremor de magnitude 7 foi o maior na região em 200 anos". (http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1453224-5602,00-TERREMOTO+QUE+DEVASTOU+O+HAITI+COMPLETA+UMA+SEMANA.html)

"Onda de calor no Rio de Janeiro eleva sensação térmica a 50 graus" (RTP Noticias).

E tudo isso no primeiro mês de 2010.


O que será que está acontecendo? Seriam as "forças cósmicas na confluência de saturno com plutão entrando na quinta casa da terceira rua, à esquerda, de marte"? Será que, nas palavras de Pat Robertson, líder evangélico norte-americano, "isso é culpa do diabo", o qual tendo causado o terremoto no Haiti, resolveu fazer chover torrencialmente no RJ e ainda, como se não bastasse, ligou o seu maçarico no máximo, aumentando a temperatura nesta magnitude?

Será que é um problema socio-político-econômico e os verdadeiros "diabos" são os governantes e políticos? Ou seria tudo mera fatalidade, coisa do "destino", esse grande "deus" popular que, na máxima da probabilidade, ao acaso tira bolas marcadas com os acontecimentos que deverão ocorrer, de um saco maior do que o do Noel e mais maligno do que a caixa de Pandora?


Como dizia o antigo bordão do desenho animado intitulado Gênio Maluco, "o que está acontecendo?"


Caro leitor, o que está acontecendo é tão-somente aquilo que um certo homem judeu, conhecido popularmente como Nazareno, já falara a mais de 2.000 anos: E haverá em vários lugares grandes terremotos, e fomes e pestilências; haverá também coisas espantosas, e grandes sinais do céu. (Lucas 21:11) Isso mesmo! Jesus de Nazaré já havia predito estes acontecimentos!

Se você se espantou com o Haiti, isso é apenas o começo, porque haverá grandes terremotos em vários lugares do planeta. Se você acha que a chuva que arrasou Angra dos Reis/RJ foi sem precedentes, que o clima está de "pernas para o alto", Jesus disse que haverá coisas ainda mais espantosas que estas. Coisas espantosas! Grandes sinais do céu!

Essa época, quando tais acontecimentos surgirem, é chamado por Jesus como sendo "o princípio das dores".  Ainda não vivemos neste período, mas ele virá; as profecias bíblicas se cumprirão, inevitavelmente. Tudo o que vem acontecendo é apenas uma fase de preparação.

A principal questão aqui não é se acontecerão ou quando acontecerão tais eventos. Obviamente, a principal questão é de cunho pessoal. Individualmente, como eu e você percebemos tais coisas? Com a devida seriedade, ou com o tradicional descrédito? Fato ou ficção religiosa? Verdade ou invencionice de fundamentalistas evangélicos paranóicos?

É preciso estar preparado para tais coisas e a preparação começa hoje, agora, neste exato momento em que você está lendo este post. Só existe uma única forma de escapar desta época e a saída é Jesus. Arrependimento e confissão da vida pecaminosa e distante de Deus e o recebimento do Senhor Jesus em sua vida - esta é a única saída! Não trata-se de ser religioso ou evangélico; isso não tem nenhuma importância aqui, mas de ter um relacionamento compromissado com o Único Senhor e Salvador do homem.

Veja:

Mas que diz? A palavra está junto de ti, na tua boca e no teu coração; esta é a palavra da fé, que pregamos, a saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação. Porque a Escritura diz: Todo aquele que nele crer não será confundido. Porquanto não há diferença entre judeu e grego; porque um mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam. Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. (Rm 10.8-13)

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. (João 3:16-18)


Querido leitor, que você possa estar preparado, HOJE, para não viver os terríveis dias daquela época - o princípio das dores!
Pense nisso! Deus está te dando visão de águia!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Tempos Modernos, Tempo de Ossos Secos


VEIO sobre mim a mão do SENHOR, e ele me fez sair no Espírito do SENHOR, e me pôs no meio de um vale que estava cheio de ossos. E me fez passar em volta deles; e eis que eram mui numerosos sobre a face do vale, e eis que estavam sequíssimos. (Ezequiel 37:1,2)


Ao longo de minha vida e ministério cristão, nunca foi tão clara a visão de ossos secos.

Vidas que meramente vivem um dia após o outro, que acordam de manhã para sua jornada cotidiana. Tomam seu café e saem apressadas para seus afazeres diários, que em essência não passam da repetição metódica dos dias anteriores. Ao meio-dia, vão almoçar; afinal, é necessário alimento para continuar o dia. Almoçam diante de uma TV, ou de um computador, sozinhos ou acompanhados, mas sempre diante de uma mente fervilhante com os compromissos após o almoço.

Após o almoço, retornam aos seus afazeres anteriores. Afinal, o dia ainda não terminou; é preciso cumprir as tarefas diárias. À noite, retornam para suas casas. Tomam banho e vão se deitar, porque amanhã é "dia de branco", como costumam falar. Tudo recomeça no dia seguinte e, com mínimas variações, segue igual ao dia anterior. Não há espaço para mais nada!

Se casado, o relacionamento inexiste, é de aparências. O amor, a troca, a cumplicidade carinhosa, o contato físico, o contato de alma foi "coisificado", tornado coisa. Afinal, é preciso manter a estrutura (morta) de vida, todo conforto (vazio) da casa; não há tempo para estas "superficialidades". "Amor não enche barriga". Ele precisa pagar a fatura do cartão de crédito que ela gastou; aliás "ela gasta demais". Daí, começam as brigas e discussões. Xingamentos, ofensas, acusações. Ela chora, ele sai batendo a porta de casa. "Ela já não é mais a mesma", ele começa a arrazoar... "nunca me disse um obrigado"..."nem sequer um beijo"... Vai para o bar, encontra com amigos. Os conselhos brotam: "esquece cara, mulher é assim mesmo"... "você precisa se distrair um pouco, tá trabalhando muito"... "olha só aquela gostosa, tá te dando maior mole"...

Ele não consegue compreender que o gasto excessivo é também substitutivo, é compensatório: a alma vazia precisa desesperadamente ser preenchida com algo; não consegue enxergar que o vazio de alma se alastra, que o vácuo deixado por ele na alma dela age nela como um aríete, chocando-se com toda força, sem dó nem piedade, contra o já enfraquecido sentimento de amor por ele.

Ela, por sua vez, precisa se sentir sempre nova, sempre bonita, sempre desejável. "Você tem que se cuidar menina, tá parecendo um tribufú!!", é o conselho das amigas; "o marido vai te trocar por outra, mulher; abre o olho!". Ela então insiste dizendo, "eu amo meu marido e ele me ama"; mas a resposta-pronta vem tinindo: "você tem certeza disso?"..."nenhum homem presta, querida"..."marido só serve para pagar as contas; o lado bom da vida a gente curte é com os gatinhos sarados, viva intesamente a vida". E assim um pensamento começa a surgir, a martelar... "será que não está certo"... "talvez tenha razão"... "ele não liga mesmo para mim"... "nunca me elogia, só fala do trabalho e de dinheiro"..."trabalho e dinheiro"...

Ela não consegue entender que a alma de seu marido também está sofrendo, se fechando para o amor; que as pressões dos "tempos modernos", "da produtividade em massa", são uma terrível força capaz de secar a alma e com ela os sinceros sentimentos que nos aproximam uns dos outros, que nos tornam diferentes das demais criaturas...

Até os filhos são embrutecidos. Todas as vezes que os pais substituem sua presença, sua atenção, seu carinho por "coisas", sem saber estão agindo para o esvaziamento da alma de seus filhos. De início, a criança chora pela presença do pai, da mãe, mas nunca há tempo... não dá, não tem tempo... tenho que trabalhar... dá um beijo, mãe... sai, criança grudenta, não sei como você pode ser assim... pai, olha o que eu fiz... agora não dá, mostra para sua mãe...E a criança torna-se pirracenta, ou chorona... Olha o presente que mamãe trouxe para você...Mamãe tem que trabalhar para te dar mais... E assim, a criança vai sendo "coisificada", exatamente como tudo ao redor.

Se os pais se separam, aí a coisa fica pior: cada um quer viver a sua vida... mas e aquela vidinha que também quer viver? Que precisa de um e de outro? Psicólogo nela?

"Ora, minha função é não deixar faltar nada", dirão os pais (casados ou não). Bem, se esta é a sua função, é bem possível que você ou tenha falhado ou esteja falhando. Algo faltou: sua presença. Seu amor. Seu carinho acolhedor. Sua compreensão com as necessidades de outras pessoas...seu filho...seu marido...sua esposa...Sua dureza de coração impediu-o(a) de ver que exisitia mais alguém, além de você, que não precisava apenas de coisas... de dinheiro... mas de você.

Esta família não passa de um vale de ossos secos... aliás, sequíssimos... Será que ela poderá tornar a viver, ou já está decretado o destino final dela? Poderá a alma da mãe, vazia e sem vida, tornar a viver? Poderá a alma do pai, embrutecida e sem vida como um rocha, tornar a viver? Poderá a alma dos filhos, sem esperança, tornar a viver? Terão um novo viver, um reviver?

Porventura viverão estes ossos? Óh Senhor DEUS, tu o sabes!

Há esperança! Sim, Deus o sabe! Deus sabe como fazer para reviver os ossos secos! Ele tem todo poder e autoridade para torná-los a vida! Mas como será isso? Como Ele fará? O que é preciso?

Profetiza sobre estes ossos, e dize-lhes: Ossos secos, ouvi a palavra do SENHOR.

Profetiza sobre os ossos! Diga-lhes o futuro que os aguarda! Diga-lhes o que o Senhor diz sobre eles. A Palavra do Senhor deve ser ouvida por eles! A Palavra que fala de arrependimento, de confissão e de perdão; que fala de restauração, de cura; que fala que o Senhor Jesus deseja-lhe dar de volta a sua vida, que o inimigo das almas humanas, que causou isso tudo, veio senão para matar, roubar e destruir, mas ao contrário Ele veio para te dar vida e vida em abundância! (João 10:10) Aquele que te ama ao ponto de ter dado a Sua vida por você, o SENHOR teu Deus é Deus misericordioso, e não te desamparará; não desprezará o seu espírito quebrantado; o seu coração quebrantado e contrito (Salmos 51:17)! Ele se compadecerá de você, pobre e aflito, e salvará as almas dos necessitados (Salmos 72:13)! Em nome de Jesus, amém!

Lembre-se: Deus está te dando visão de águia!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Lança o Teu Pão


ECLESIASTES 11:1
LANÇA o teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás.


Você com certeza já deve ter experimentado um pão que ficou duro. É difícil cortá-lo ou mastigá-lo, esfarela com facildiade. Só serve para fazer torrada ou farinha. Mas por que o pão fica duro, de um dia para outro? O pão é macio ou duro de acordo com a quantidade de água que ele contém (assim como a argila: enquanto úmida pode ser moldada, depois de um seca se torna rígida). Ao ser guardado fora de um saco plástico, as moléculas de água que escapam do pão se perdem pela atmosfera.

A Bíblia nos manda lançarmos o pão sobre as águas, porque, dentre outros motivos, isso evita endurecimento do pão da comunhão, matendo-o sempre macio e saboroso.

Não permita nenhum tipo de chance para o pão da comunhão ficar endurecido, seco. Pão duro só serve para ser moído, para fazer farinha de rosca, ou para virar torrada (que depois endurece novamente). Não é saboroso, não desperta interesse de comê-lo. Quando mordido, machuca a boca.

O Pão da comunhão deve estar sempre macio, para poder ser repartido, com a mão, entre irmãos. Cortá-lo com faca, com a faca da inimizade, é estragar o pão, além de ser ofensivo Àquele que dá o pão. Cortá-lo com faca é quebrar a comunhão, inserindo a impessoalidade, a força e a frieza própria do aço da faca. Fazer torrada é submeter o pão ao calor da contenda, da disputa. Transformá-lo em farinha é desfazer o pão, é quebrar definitivamente a comunhão.

Deus nos dá o pão macio da comunhão para que todos possam comê-lo, independente de terem dentes ou não. Ele é tão macio que é cortado com a mão; a mesma mão que corta o pão é a mão que estende o pão na direção do irmão, que olha olho no olho, que oferece o que comer a quem é querido. Pão macio - sem dureza, sem contenda, sem ira, sem disputa, sem inventário de culpados.

Jesus é o pão da comunhão. Não deixe que Ele seja endurecido no seu coração, não permita que Ele seja torrado na sua vida; sequer consinta que Ele seja trasnformado em pó dentro de você.

Que o seu coração e sua vida possa ser sempre o lugar onde o Pão da Vida é conservado macio; que possa sempre fluir rios de água viva do seu interior, mantendo assim a maciez e o sabor do Pão vivo que desceu do céu - Jesus.