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quinta-feira, 10 de novembro de 2016

DÍZIMOS E OFERTAS: DO ANTIGO PARA O NOVO TESTAMENTO

Dízimo: referente à décima parte de um todo (um décimo). Pode se referir, portanto, a décima parte de qualquer coisa, desde alimentos, tempo, dinheiro, etc. Em termos religiosos, refere-se a doação da décima parte do fruto do trabalho afim de ser dedicado a causa religiosa, tanto no que se refere à sua manutenção quanto a propagação (expansão). Por sua vez, as ofertas não possuem estipulação de percentual sobre o total, podendo ser maior, igual ou menor que a décima parte. Quando igual, a oferta recebe o nome especial de dízimo.

De saída, é importante afirmar que o tema sobre dízimos e ofertas é bíblico. Ambos os Testamentos - Antigo e Novo - abordam o assunto. Portanto, não se trata de invenção humana para "ganhar dinheiro fácil", como afirmam muitos atualmente. Infelizmente, essa conotação pejorativa acerca dos dízimos e ofertas deve-se a malversação (má administração, apropriação indébita) desses recursos por parte de alguns líderes religiosos, os quais buscam somente enriquecerem às custas da fé alheia. Com a banalização das regras e princípios bíblicos, a Igreja permitiu que surgissem muitos aproveitadores, lobos disfarçados de pastores, mercenários da fé em suas fileiras, os quais passaram a ocupar posições de liderança sem sequer nunca terem se convertido. Desnecessário dizer que isso tanto foi predito na Bíblia quanto é abominação diante de Deus; sobre estes, sem dúvida, não tarda a condenação eterna, tal como mostra a Epístola canônica de Judas, no Novo Testamento.

Portanto, é importante compreender o que a Bíblia ensina sobre o tema. Qual deve ser a postura do crente em Cristo com relação aos dízimos e ofertas? Deve ser ele um ofertante?

1) NO ANTIGO TESTAMENTO:

A primeira menção bíblica sobre dizimar - entregar o dízimo - encontra-se no livro de Gênesis: "E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; e era este sacerdote do Deus Altíssimo. E abençoou-o, e disse: Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra; E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo." (Gn 14.18-20)

Melquisedeque era um rei-sacerdote (Salmos 110), provavelmente de uma raça semítica que ocupava Salém naquela época. O valor típico do sacerdócio de Melquisedeque não reside apenas em ser "rei da justiça e rei da paz", mas ainda mais no fato de que seu sacerdócio era universal, não sendo limitado por nenhuma ordenança externa e não estando ligado a nenhuma raça ou povo em particular. Ele abençoa a Abrão e recebe dele dízimos, tornando-se o representante de um sacerdócio mais elevado do que qualquer outro que pudesse brotar dos lombos de Abrão. Ao dar os dízimos dos despojos da guerra contra os reis que haviam saqueado Sodoma e Gomorra, Abrão consagra sua vitória ao Senhor. Ao dar o dízimo, Abrão também reconhece o sacerdócio de Melquisedeque e que o Deus a quem Melquisedeque servia era o verdadeiro Deus. Trata-se, portanto, de um reconhecimento prático da absoluta e exclusiva supremacia do Deus que Melquisedeque adorou, e da autoridade e validade do sacerdócio que ele exerceu.

Veja: Melquisedeque como um sacerdote primeiro apela a Deus em favor de Abrão, e então se dirige a Abrão em nome de Deus. Assim, ele executa a função de mediador. Daí Abrão reconhece que por meio desta mediação ele teve a vitória e então entrega a Melquisedeque o dízimo do espólio da guerra (não de suas propriedades). Note que Abrão não deu o dízimo como uma obrigação, mas como uma oferta de gratidão e de honra. Nasceu, portanto, a prática de dizimar como o ato voluntário de um coração generoso e agradecido ao Senhor pela vitória concedida.

A segunda menção do dízimo no Antigo Testamento é no episódio de Jacó em Betel: "E Jacó fez um voto, dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer, e vestes para vestir; E eu em paz tornar à casa de meu pai, o SENHOR me será por Deus; E esta pedra que tenho posto por coluna será casa de Deus; e de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo." (Gn 28.20-22)

Nessa passagem, Jacó faz um voto a Deus. Esse voto consistia de duas partes, a Deus e a de Jacó: se Deus fosse com Jacó e o guardasse na viagem, se Deus lhe desse pão e vestes, e se Jacó voltasse em paz à casa de seu pai Isaque - se Deus lhe concedesse vitória em sua empreitada, portanto - Jacó (1) tomaria o Senhor como seu Deus pessoal; (2) a pedra posta como coluna seria a casa de Deus e (3) Jacó daria o dízimo de tudo quanto o Senhor lhe desse. Obviamente, esses dízimos dados a Deus por parte de Jacó seriam entregues a um sacerdote de Deus, o que denota que haviam sacerdotes de Deus em atuação naquela época mesmo sem a oficialização do sacerdócio (que veio somente com Moisés). Novamente, como no no primeiro caso, vemos o princípio mantido, isto é, o dízimo como sendo um  ato voluntário de um coração generoso e agradecido ao Senhor pela vitória concedida.

Observe que em ambos os casos o dízimo será dado ao sacerdote "do Deus Altíssimo". Esse dízimo, portanto, tem uma função adicional: servir como instrumento de adoração a Deus e um presente gracioso dado ao sacerdote de Deus que mediou a vitória (como no caso de Melquisedeque e Abrão) ou um presente gracioso para o sacerdote de Deus estabeleceu (como no caso Jacó). Nos dois casos, ninguém pode desempenhar a função sacerdotal sem o reconhecimento de Deus e se Deus reconheceu alguém para desempenhar esta função o adorador deve reconhecer isto de forma prática em seu gesto de gratidão a Deus. Assim, entregando voluntariamente o dízimo ao sacerdote de Deus, estou adorando a Deus e sendo-Lhe grato por sua vitória em minha vida.

As menções posteriores sobre o dízimo no Antigo Testamento referir-se-ão ao período após a entrega da Lei de Deus, por Moisés, ao povo no Sinai, até o livro de Malaquias, o último profeta do Antigo Testamento. O dízimo, nesse período, servia para manutenção do sacerdócio levítico em Israel, porque na repartição da herança da terra de Canaã os filhos de Levi não tiveram direito a mesma. O dízimo tinha caráter compulsório. Os dízimos eram trazidos pelos israelitas das demais tribos ao sacerdote como ofertas de adoração e este então recebia-os e deles usufruía conforme estabelecido na Lei, conforme estabelecido no livro de Números, cap. 18:

21 E eis que aos filhos de Levi tenho dado todos os dízimos em Israel por herança, pelo ministério que executam, o ministério da tenda da congregação.
22 E nunca mais os filhos de Israel se chegarão à tenda da congregação, para que não levem sobre si o pecado e morram.
23 Mas os levitas executarão o ministério da tenda da congregação, e eles levarão sobre si a sua iniqüidade; pelas vossas gerações estatuto perpétuo será; e no meio dos filhos de Israel nenhuma herança terão,
24 Porque os dízimos dos filhos de Israel, que oferecerem ao SENHOR em oferta alçada, tenho dado por herança aos levitas; porquanto eu lhes disse: No meio dos filhos de Israel nenhuma herança terão.
25 E falou o SENHOR a Moisés, dizendo:
26 Também falarás aos levitas, e dir-lhes-ás: Quando receberdes os dízimos dos filhos de Israel, que eu deles vos tenho dado por vossa herança, deles oferecereis uma oferta alçada ao SENHOR, os dízimos dos dízimos.
27 E contar-se-vos-á a vossa oferta alçada, como grão da eira, e como plenitude do lagar.
28 Assim também oferecereis ao SENHOR uma oferta alçada de todos os vossos dízimos, que receberdes dos filhos de Israel, e deles dareis a oferta alçada do SENHOR a Arão, o sacerdote.
29 De todas as vossas dádivas oferecereis toda a oferta alçada do SENHOR; de tudo o melhor deles, a sua santa parte.
30 Dir-lhes-ás pois: Quando oferecerdes o melhor deles, como novidade da eira, e como novidade do lagar, se contará aos levitas.
31 E o comereis em todo o lugar, vós e as vossas famílias, porque vosso galardão é pelo vosso ministério na tenda da congregação.
32 Assim, não levareis sobre vós o pecado, quando deles oferecerdes o melhor; e não profanareis as coisas santas dos filhos de Israel, para que não morrais.

Note que os dízimos eram dados pelo Senhor como herança para os filhos de Levi pelo ministério que executavam em favor dos filhos de Israel. Que ministério era esse? De abençoar o povo, oferecendo pelo povo sacrifícios pacíficos ao Senhor; oferecendo também sacrifícios pelo pecado, de forma que o Senhor perdoasse o pecado; cuidando da manutenção do tabernáculo e das coisas santas (como a mesa dos pães da proposição), desarmando-o e carregando-o nos tempos de peregrinação e armando-o quando era necessário. Além disso, deveriam ensinar a Lei de Deus ao povo. O dízimo era, deste modo, uma espécie de pagamento - recompensa que Deus supriu para os levitas, pelos seus serviços sacerdotais ("galardão é pelo vosso ministério", v.31). Isto é similar ao sustento que os funcionários do governo recebem hoje no nosso país, através dos impostos e taxas pagos pelo trabalhador comum. Por sua vez, os levitas deveriam oferecer ao Senhor o dízimo dos dízimos, os quais deveriam ser dados ao Sumo-Sacerdote Arão.

Observe que esse dízimo deveria ser "comido" (v.31). Portanto, refere-se ao dízimo derivado da atividade agro-pastoril. O dízimo é descrito como sendo parte do produto da terra, da semente do campo, do fruto das árvores, do gado, e do rebanho, conforme lemos no Livro de Levítico: "Também todas as dízimas do campo, da semente do campo, do fruto das árvores, são do SENHOR; santas são ao SENHOR. Porém, se alguém das suas dízimas resgatar alguma coisa, acrescentará a sua quinta parte sobre ela. No tocante a todas as dízimas do gado e do rebanho, tudo o que passar debaixo da vara, o dízimo será santo ao SENHOR. Não se investigará entre o bom e o mau, nem o trocará; mas, se de alguma maneira o trocar, tanto um como o outro será santo; não serão resgatados." (Lv 27.30-33) O dízimo era provavelmente dado, portanto, em uma base anual. Cada ano, depois que a terra tinha sido colhida, as pessoas traziam para os sacerdotes as décimas partes de suas colheitas e do aumento na manada e no rebanho. Sem os dízimos, os sacerdotes passariam fome ou teriam que deixar seu sacerdócio para desempenharem outra atividade que lhes trouxesse condições de sobrevivência. Portanto, com a ordenança do dízimo, Deus indicava para Seu povo a importância do sacerdócio para a teocracia de Israel: "Guarda-te, que não desampares ao levita todos os teus dias na terra" (Dt 12.19).

Há, ainda no Antigo Testamento, duas outras menções importantes sobre o dízimo. A primeira está em Deuteronômio 14:22-27. O Talmude e os intérpretes judeus em geral concordam que o dízimo mencionado nesta passagem e também o dízimo descrito em Deuteronômio 26:12-15, são "o segundo Dízimo" (ou dízimo festival), sendo inteiramente distintos do dízimo ordinário atribuído aos levitas para sua subsistência em Números 18:21 e por eles novamente para os sacerdotes (Números 18:26). O povo de Israel devia usar este dízimo para comer na presença do Senhor, em Jerusalém (o local que Ele escolheu para estabelecer seu nome). Se fosse demasiadamente incômodo para as pessoas de longe trazerem seus dízimos todo o caminho até Jerusalém, seria permitido que elas o vendessem  e trouxessem o dinheiro apurado até Jerusalém, onde poderiam comprar aquilo de necessidade para os festivais. Deus expressamente encoraja as pessoas a gastarem o dinheiro deles em "tudo o que deseja a tua alma," incluindo bebida forte! 

A segunda menção, por sua vez, encontra-se em Dt 14.28,29. Trata-se do "dízimo dos pobres" (Ma’aser ‘Âni). Os judeus o consideram idêntico ao segundo dízimo, que era comido pelos proprietários em Jerusalém; mas em cada terceiro e sexto ano o mesmo era concedido aos pobres (Ellicott's Commentary for English Readers). No terceiro ano e sexto ano do ciclo septenal as festas seriam substituídas pela hospitalidade privada. Note que, até aqui, o povo judeu tinha sido ordenado a dar pelo menos 20% das suas colheitas e rebanhos. É bom que se diga que o Senhor sempre teve um cuidado especial com os pobres, órfãos, viúvas e estrangeiros em Israel.

No retorno do cativeiro, uma das coisas que foi restaurada por Neemias é o dízimo conforme a Lei: "Também no mesmo dia se nomearam homens sobre as câmaras, dos tesouros, das ofertas alçadas, das primícias, dos dízimos, para ajuntarem nelas, dos campos das cidades, as partes da lei para os sacerdotes e para os levitas; porque Judá estava alegre por causa dos sacerdotes e dos levitas que assistiam ali." (Ne 12.44) Note que o texto diz que os dízimos eram exigências "da Lei". Estes dízimos não eram voluntários como o foi nos dias de Abrão e Jacó. Similarmente, lemos em Hebreus 7:5 "E os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm ordem, segundo a lei, de tomar o dízimo do povo, isto é, de seus irmãos, ainda que tenham saído dos lombos de Abraão." O dízimo nunca foi voluntário sob a Lei de Moisés. Note, aqui, que, nos dias de Neemias, homens eram indicados para ajuntarem as ofertas e os dízimos em câmaras designadas para aquele propósito particular. Estas câmaras eram para os bens armazenados, e depois se tornaram conhecidas como "casas do tesouro".  Acerca da "casa do tesouro", precisamos agora examinar uma passagem muito importante. Ela se encontra no Livro de Malaquias: "Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nação. Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes. E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo não será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos. E todas as nações vos chamarão bem-aventurados; porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o SENHOR dos Exércitos." (Ml 3.8-12)

Esse texto é muito usado - e mal usado - nos tempos atuais para coagir pessoas a darem seus dízimos nas igrejas. Quem usa esse texto com essa finalidade, chama de ladrão e maldito aquele que por qualquer razão não dá mensalmente os 10% do seu salário para a igreja. De início, é muito bom que fique claro que esse tipo de uso do texto bíblico é, no mínimo, falta de conhecimento sobre exegese bíblica, para sermos condescendentes e misericordiosos com os que assim procedem. Vamos buscar compreender, então, o real contexto de Malaquias. Primeiro, é bom notar que o texto diz que maldição aqui devia-se a Israel (e não a toda a humanidade), portanto não é um mandamento moral que transcenda o Antigo Testamento (como é o "não matarás", que se aplica à humanidade independente do Testamento, Antigo ou Novo); esta maldição se devia à desobediência da Lei na questão da obrigatoriedade dos dízimos e ofertas (Dt 28.18,23-24,38-40,45).  Segundo, conforme a passagem, quando um homem retém seus dízimos ele está roubando, na realidade, a Deus. Isto porque ele está retendo algo que não lhe pertence, antes é propriedade de Deus. Sob o Velho Pacto, o dízimo era mandatório, portanto retê-lo era se tornar um ladrão. Terceiro, a razão pela qual Israel devia trazer todos os dízimos para dentro da casa do tesouro era que houvesse bastante alimento na casa de Deus. Deus estava interessado em que os levitas tivessem comida para comer e não estava sobrando nada para eles; estavam passando à míngua. Este era o propósito daqueles dízimos que eram trazidos para o Templo de Deus. Somos ditos, também, que se o povo de Deus fosse fiel em trazer seus dízimos para a casa do tesouro, Deus abriria as janelas do céu e derramaria para eles uma bênção até que transbordasse. Isto sem dúvidas refere-se à promessa de Deus de trazer abundantes chuvas para produzir a bênção de uma transbordante ceifa. Quarto e último, o contexto de Malaquias é o contexto do segundo templo, reconstruído por Neemias; é o mesmo contexto da profecia de Ageu, de Zacarias, etc. Assim sendo, o contexto de Malaquias 3 é dirigido mais aos sacerdotes infiéis e relapsos, mas também ao povo de Israel, falando dos dízimos, com os quais se alimentava a tribo de Levi, os órfãos e as viúvas, contexto no qual o dízimo estava sendo tratado com displicência. Cada um cuidava apenas da sua vida enquanto o Templo permanecia em ruínas.

2) NO NOVO TESTAMENTO:

No Novo Testamento há, com exceção de uma passagem no Evangelho de Mateus (que se repete no Evangelho de Lucas), um silêncio sobre o dízimo. Não há nenhuma recomendação, mínima que seja, nas Epístolas, sobre a continuidade da obrigatoriedade do dízimo para a Igreja cristã. E por mais que isso possa vir a chocar alguns, a despeito da seriedade da profecia de Malaquias, não há NENHUMA REPETIÇÃO da mesma no Novo Testamento. Assim, a "casa do tesouro" de Malaquias não tornou-se o Templo da Igreja no Novo Testamento (tampouco - e pior ainda - da denominação religiosa da Igreja); nem tampouco as maldições em Malaquias se aplicam aos crentes em Jesus. Vou repetir: NÃO HÁ NENHUMA CONDENAÇÃO E/OU MALDIÇÃO PARA QUEM ESTÁ EM CRISTO JESUS! Malaquias fala de um contexto de maldição por quebra da Lei; no entanto, "Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; Para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios por Jesus Cristo, e para que pela fé nós recebamos a promessa do Espírito" (Gl 3.13,14).

O único texto que fala sobre o ato de dizimar (dar o dízimo) se encontra em Mateus 23:23: "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas". Observe que Jesus está se dirigindo aos fariseus sobre um tema pertencente a Lei enquanto a Lei estava em vigor. Dizer que, uma vez que Jesus falou a estes fariseus que deviam dizimar, isto força que também nós devemos dizimar, ignora o fato que aqueles fariseus viviam sob pacto e leis diferentes daqueles de um salvo do Novo Testamento. Obviamente, esse dízimo aqui ao qual o Senhor se refere é compulsório. Jesus lhes diz que "deveis" (tendes o dever de) dizimar. O dízimo era mandamento, ordem para todos os judeus e, assim, era obrigatório.

O Novo Testamento fala um pouco mais sobre ofertas, as quais sempre são mencionadas num contexto de generosidade e voluntariedade, exatamente como era na época de Abrão e Jacó. Esse é o contexto que os crentes no Novo Testamento precisam se apegar, ou seja, um contexto onde a oferta, independente do valor, nasça como ato de adoração e ação de graças, de um coração generoso e voluntário, com liberalidade e cheio da graça de Deus: "Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria" (II Co 9.7). Não é uma contribuição por coação, por medo de ser taxado como ladrão e amaldiçoado, percebe? Mas é uma contribuição alegre, com o valor que o Senhor propôs em seu coração contribuir. Ele propôs 1%? 5%? 10%? 50%? 100%? É conforme o Espírito Santo colocou no seu interior, querido(a) leitor(a), não segundo uma taxa compulsória pré-fixada. Em Atos 2, lemos que os crentes voluntariamente "vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister. E era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns. Não havia, pois, entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido, e o depositavam aos pés dos apóstolos. E repartia-se a cada um, segundo a necessidade que cada um tinha." (At 2.45; 4.32-35). Quem tinha, ajudava com o que havia proposto; quem não tinha, era ajudado generosamente com aquilo que lhe era necessário! Ninguém considerava "seu" coisa alguma, ou seja, não havia usura, não havia ganância, não havia materialismo e nem egoísmo por parte dos crentes; porém tudo o que um possuía era repartido. Resultado: não havia necessitado algum entre aqueles irmãos! As possessões que aqueles irmãos vendiam eram coisas que eles tinham acima e além de suas necessidades, coisas não essenciais à sua sobrevivência. Em alguns casos, elas provavelmente tinham se tornado como fortalezas dentro do coração dos proprietários. Então os bens foram vendidos, transformados em dinheiro, e doados para sustentar as viúvas, os órfãos e os desamparados da igreja.

É nesse contexto que vemos o trágico destino do casal Ananias e Safira, que resolveram mentir ao Espírito Santo: "Mas um certo homem chamado Ananias, com Safira, sua mulher, vendeu uma propriedade, E reteve parte do preço, sabendo-o também sua mulher; e, levando uma parte, a depositou aos pés dos apóstolos. Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, e retivesses parte do preço da herdade? Guardando-a não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus. E Ananias, ouvindo estas palavras, caiu e expirou. E um grande temor veio sobre todos os que isto ouviram." (At 5.1-5) Observe: qual foi o problema aqui? Foi dar só uma parte como se estivesse dando o todo. Foi a mentira. Ananias, se assim quisesse, poderia ter vendido e ficado com o valor da venda para si, não haveria nenhum problema nisso. Do mesmo modo, poderia não vender tal propriedade, era dele para decidir assim. Ananias morreu (e Safira 3 horas depois) porque resolveu mentir a Deus. Mentiram sobre algo que era destinado aos pobres. Quanto a isso, comenta o pr. David Wilkerson: "No Dia do Juízo muitas pessoas serão cobradas por malversação daquilo que foi designado à caridade. Penso em organizações que coletaram centenas de milhões de dólares para as vítimas da tragédia de 11 de setembro, mas se apropriaram de muito disso para si. Eu também penso nos ministros que levantaram dinheiro para as mesmas viúvas e órfãos, mas que usaram mal isso. Quero dizer o seguinte - eles não precisam temer o Imposto de Renda - eles precisam temer o Deus Todo-poderoso, que registra nos livros até o último centavo." (fonte: http://www.tscpulpitseries.org/portuguese/ts020527.html)

O ensino do Novo Testamento sobre o contribuir ressalta o seu caráter voluntário "Porque, segundo o seu poder (o que eu mesmo testifico) e ainda acima do seu poder, deram voluntariamente." (II Co 8.3). Esta contribuição voluntária é exatamente o que Abraão e Jacó estavam praticando antes da instituição da Lei, e é o que todos os cristãos devem praticar hoje. Os crentes de hoje têm a liberdade de dadivar tanto quanto decidam. Se quiserem dar 10% como Abraão e Jacó o fizeram, eles estão perfeitamente livres para tal. No entanto, se decidirem dar 9% ou 11% ou 20% ou 50% ou até 100%, então podem muito bem fazê-lo. Cada pessoa deve buscar a Deus sobre o quanto e o como ela deve dadivar. Por sua vez, aqueles que são pobres ou que estejam passando alguma situação negativa financeiramente falando não devem se sentir culpados se não forem capazes de dar 10% de seus rendimentos, nem mesmo se não puder doar coisa alguma. Deus vê o coração do ofertante, para só então ponderar sua oferta - esse é o ensino da viúva pobre (Mc 12.41-44).

Não faça nada por obrigação, mas tudo o que fizer seja algo agradável. Se você tem para dar, dê; se não tem para dar, o Senhor recebe o teu desejo de dar. Se o desejo for sincero, a oferta está feita e é recebida pelo Senhor! Quero apresentar agora alguns conselhos práticos sobre as ofertas.

QUANDO OFERTAROferte com alegria aquilo que Deus lhe propôs no coração...

1. Para sustentar o seu pastor, que ministra-lhe a Palavra de Deus e lhe guia no caminho: "Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina; Porque diz a Escritura: Não ligarás a boca ao boi que debulha. E: Digno é o obreiro do seu salário." (I Tm 5.17,18) Note: não é sustento de mercenário, que só vê dinheiro na frente e que coage e instila medo, que vende promessas (de prosperidade, de cura, etc), para obter dinheiro. Seu pastor é um servo de Deus honesto e íntegro? Você considera importante o serviço que ele lhe presta, como seu pastor? Então você deve ofertar para que ele tenha como sustentar sua vida com dignidade. Aqui, estamos nos referindo aqueles que cuidam ativamente - que mantém interesse, que se preocupam, que ensinam diretamente, etc - isto é, o seu pastor pessoal (não uma imagem numa parede). Quem é que preside sobre ti - o presbítero que governa diretamente? A este você deve honrar.

2. Para sustentar os missionários cristãos: Há muitos irmãos e irmãs que estão nos campos missionários por amor a Cristo. Devemos sustentá-los no campo com nossas ofertas. Você pode até mesmo assumir integral ou parcialmente o sustento de missionários sérios, e responsáveis que estão dando as suas vidas para o avanço do Reino de Deus entre todos os povos, línguas e nações. Você pode adotá-los. Converse com os seus líderes, pois juntos é possível, juntos, nós podemos ampliar a visão missionária pessoal e coletiva, e através dela estabelecer metas de apoio e sustento para o missionário. Fiquem certo disso, os missionários existem e estão na linha de fogo intenso onde os inimigos são mais ferozes.  Note que estamos falando aqui de missionários sérios - que prestam contas regularmente de suas atividades.

3. Para sustento dos pobres: Você deve contribuir para ajudar no sustento dos pobres. Esteja certo: ajudar os pobres é sempre a vontade do Senhor. Se sua Igreja tiver um departamento especial ou alguma ação destinada a ajuda dos pobres, quer sejam eles da Igreja ou não, contribua; se não tiver, procure ajudar você mesmo asilos, orfanatos, etc (Ef 4.28; Lc 12.33,34; Tg 1.27, etc).

4. Para pagamento das obrigações do templo onde a Igreja se reúne (e para reformas): Nada mais que justo contribuirmos para o pagamento de luz, água, telefone, aluguel, compra de papel higiênico, desinfetante, etc. de forma a suprir estas necessidades do local onde a Igreja se reúne. Você pode tanto contribuir financeiramente quanto com o próprio material, por exemplo; verifique a necessidade com sua liderança e auxilie. Às vezes, o templo precisa de reforma (pintura, reparos elétricos, etc). Novamente, você pode ajudar, contribuindo com sua oferta (financeira ou material) e/ou voluntariando-se para ajudar.

QUANDO NÃO OFERTAR: Não oferte...

1. Para ter destaque especial, alcançar posições na Igreja, agradar pastor ou receber aplausos (Mt 6.1-4): Não seja hipócrita.

2. Para receber bênçãos em troca: Deus não é banco, nem aceita barganha da sua parte. Nunca oferte se sua intenção é investir no "banco de Deus". Oferte por graça, por gratidão, por alegria, pelo reconhecimento do amor e da providência, pelo desejo de contribuir para ajudar outros, e, sobretudo, como manifestação de culto a Deus, no qual a alegria grata oferece como culto aquilo que é um “deus” na terra: o dinheiro! O que passar disso é "negócio" feito em nome de Deus e que se alimenta da culpa que se põe sobre os ombros ignorantes de quem não sabe que em Cristo tudo já está Consumado!

3. Para sustentar mercenários: Quem são os mercenários? São bajuladores, são egocêntricos, são perdulários, que usam a fé para se locupletarem. Quem cobra trízimo dos desempregados, pede o dinheiro do aluguel, das compras do mês, da luz e da água usando o nome de Deus não é servo Dele, é servo do diabo! Quem promete bençãos espirituais em troca de dinheiro é discípulo de Simão Mago! É a pior classe de cobrador de impostos - que usa o nome de Deus e a fé alheia para enriquecimento pessoal, para comprar suas mansões e jatinhos, suas limousines e carrões do ano, seus ternos caros e anéis de ouro, suas fazendas e cabeças de gado; para manterem uma vida nababesca. O deus deles é o ventre! É um deus inseguro, invejoso e arrogante, que quer ser o grande banqueiro da Terra. "O meu programa vai sair do ar; a Igreja vai fechar, blábláblá" - se o programa sair do ar, melhor do que ficar no ar iludindo pessoas; se a Igreja fechar, é porque tornou-se apóstata. Tem Igreja para tudo que é lado; o Evangelho no Brasil não precisa de tele-evangelistas com seus projetos megalomaníacos, discípulos de Constantino.

4. Para sustentar injustiças: Se há injustiça na administração dos recursos financeiros, você não deve contribuir. Essa injustiça pode se manifestar de diversas maneiras, como por exemplo no não retorno das ofertas (pelo menos em parte) como benefício para a própria pessoa. Se, por exemplo, você é chamado para ofertar para comprar um teclado novo e seu líder compra um usado e guarda o restante do dinheiro, mesmo que sob boa justificativa, ele está administrando injustamente os recursos que não são dele. Se os recursos foram solicitados para fazer alguma atividade, é esta atividade que deve ser feita - caso contrário, apresente-se as causas da não-realização e peça autorização para usar os recursos noutra coisa - se não for autorizado, devolvam-se as ofertas. Aquele que trata as pessoas como se fossem tolas, acabará mais dia menos dia perdendo a credibilidade diante delas. Há líderes que não entendem isso. Outra coisa: se há mais de uma Igreja ligada com outras (no caso de ministérios eclasiásticos), lembre-se que a gestão das ofertas deve ser justa - não se oprime financeiramente uma Igreja mais fraca financeiramente falando em prol de uma mais forte.  

Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

WHEN THE CHURCH GENERATE NAUSEA IN GOD

And thou shalt say to the rebellious, even to the house of Israel, Thus saith the Lord GOD; O ye house of Israel, let it suffice you of all your abominations, In that ye have brought into my sanctuary strangers, uncircumcised in heart, and uncircumcised in flesh, to be in my sanctuary, to pollute it, even my house, when ye offer my bread, the fat and the blood, and they have broken my covenant because of all your abominations. (KJV - Ezekiel 44:6,7)

Chapter 44 of the Book of Ezekiel contains provisions relating to the true priests. These principles have been carefully established by God in order to keep the temple free of all the desecration . Desecration is "disrespect or violation of what is holy, sacrilege, profanity", something totally unacceptable to Him who is thrice Holy (Isaiah 6.3).

"And thou shalt say to the rebellious, even to the house of Israel", so the Lord commands Ezekiel. Prophetically, the Lord is speaking to His Church today, which is in spiritual decline because of its disregard for the ordinances, rules and laws of God's house, which has been systematically flouted by believers, called "rebels" fairly and accurately because of that. This violation of the Word of God, specifically with regard to His house by the rebels, was called by the Lord "abomination." The word "abomination" in this text comes from the Hebrew tow`ebah, meaning "repulsion, abhorrence, idolatry, something ritually impure and ethically evil, something disgusting, which causes vomiting." God was speaking, therefore, with His people, saying, "you are bringing something repulsive, disgusting, evil, inside of My house, causing me disgust, causing me nausea with it."

But what Israel was doing - and that we believers in Christ, many, many times we repeat today - that was "wrapping the stomach" of the Lord? The introduction of foreign (heb. "Ben Nekar" ing. "Aliens") wicked (uncircumcised in heart and uncircumcised in flesh) in service (worship) the Lord by offering sacrifices to the Lord! Heart Circumcision refers to a correct state of the soul, holiness; therefore the uncircumcised of heart was not sanctified nor is holy in the eyes of the Lord, but it is wicked (Romans 2:29), not-fearing the Lord and disobedient to His Law (hence the uncircumcision of the flesh) - both circumcisions are linked, for who does not care for the Word of God makes it heart. Uncircumcision of the heart (gr. Sklerokardia in LXX) expresses thereby indomitable determination to oppose God (Acts 7:51). So what was in focus in this text of Ezekiel, which caused an abomination to the Lord, was the fact that wicked men had been brought into the house of God to act as priests with all prerogatives! Infidels in the function which admitting only people circumcised in heart and flesh, genuine people of God! They were there, in the house of God, ministering; offering the Lord's bread on the table of showbread, burning fat derived from the sacrifices on the altar and sprinkling the blood sacrifice! Indeed, just thinking about it gives knot in my stomach!

Today, the very same abomination is committed in many places, strange and horrible as it may seem! There is now a huge number of wicked men and women, unregenerate, unconverted, who are in a state of alienation of divine and spiritual things - people who do not know Christ, strangers to the Holy Spirit, ministering at the altar of the house God, officiating as if they were priests and ministers of the Lord! Ministering the Word (the bread), the gifts and operations (fat) and even the Lord's Supper (the blood)! This constitutes a real desecration of God's house! There is no validity in what they do - they invalidate the alliance! The sacrifices of the wicked are an abomination to the Lord (Proverbs 21:27)! Obviously, a non-converted ministering in a place of a convert, although follows the rite, not worship the Lord, but an idol. In other words, introduce idolatry in God's house as worship God! It is worth mentioning that the idol, whatever that may be, of which generation is, of what essence is, it is an abomination to the Lord! (Dt 7:25,26)

The truth is that in many places believers are putting in pulpits of churches unconverted people, for minister to the Lord; many of these unconverted priests possessed by evil spirits! To illustrate this fact, look what happened in Nigeria, during a service at the Synagogue Church Of All Nations pastored by Pastor T. B. Joshua: a pastor who visited the church expressed a demonic possession during a service and, after free from oppression, confessed that he sought help in witchcraft to work miracles in his name, who was suffering from the loss of the faithful, as reported by the British newspaper "The Mirror" (http://www.mirror.co.uk/news/world-news/fallen-pastor-who-used-witch-8706923. Access: 02.09.16). As news this newspaper, "the pastor Victory Chiaka was so desperate to save his church in the state of Imo in Nigeria who was an expert on occultism to sacrifice a chicken and a goat in order to achieve a supernatural edge". The site "Gospel Mais" brings the outcome of the case:. "During a prayer to cast out demons, Pastor Victory Chiaka fell squirming [...] According to information Express UK, Chiaka also said that as his church experience growing and some people witnessed healings and miracles, he thought God had approved his choices. " (https://noticias.gospelmais.com.br/pastor-possesso-admite-ritual-feiticaria-operar-milagres-85319.html) According to another British newspaper, the "DailyMail", the pastor Victory Chiaka decided to visit the Synagogue Church of All Nations to receive their "liberation" after witnessing the negative effects.

Pay close attention, dear reader: There are many ministers, bondholders apostles, pastors, prophets, bishops, etc., throughout Brazil and the world which never were saved by Christ  and are being used by evil spirits! People who are not converted and they are doing an all grow "their ministries and churches," even consult sorcerers and practice witchcraft! People who say "used by God" operating "in the Spirit" miracle workers, when in fact the supernatural operation being performed does not originate in the work of the Holy Spirit, but in acting evil spirits!

In truth, this gospel paranoia "grow and be powerful and recognized", which took account of the Gospel people, is annihilating the little of true Christian spirituality that remains to church, either in Brazil or in the world. Because the growth and recognition are accepted the evil in the church; are accepted "gospel witchcraft" (anointed handkerchief, anointed water, anointed broom, coarse salt, anointed pen, unload session, undoing work, etc.), "gospel prosperity" (tie mammon, open door / window, gives trízimo / quadrízimo, etc.), "gospel anointings" (lion, chicken, owl, ocean, penile, etc.), "prophetic acts" (pastor going over the members of the Church, leaders released inflated balloons with helium gas containing prophetic words and a seed that will spread over the state in a powerful revival, etc.), etc; false miracles and healings, pastors locking demons bottles, etc. Today the church, which should be centered in biblical faith, are centered in market rules, using and abusing to marketing to conquer believers of other denominations, as this will result in economic and political power to the leader on his personal project of social mobility. Apostates of the faith!

There are a proliferation of heresies (see this, by Joyce Meyer, reported by Genizah website: "During the time that He remained in hell, the place where you and I should go, because of our sins ... He paid there the price ... No plane would be too extreme ... Jesus paid on the cross and in hell ... God raised up His throne and said to demon powers tormenting His flawless Son:. 'Let him go' then the power of the resurrection God Almighty entered hell and filled Jesus rose from the dead ... and the first man born again "-" the Most Important Decision You Will Ever Make:. a Complete and Thorough Understanding of What it Means to Be Born Again ", 1991, pages 35-36 Joyce Meyer's original) (source: http://www.genizahvirtual.com/2016/08/joyce-meyer-prestigio-luxo-fortuna-e.html. Access: 09.02.16). And every day there is a new one! Doctrines of demons, teaching deceiving spirits!

There is a phrase attributed to Luther that fits well here: "Any teaching that does not fit in Scripture must be rejected, even if it rains do miracles every day."

It is obvious that in this environment, with impious people ministering at the altar, the result can only be one: the loss of Christian essence by the church. Yes, because our Lord is being replaced as the foundation of the Church; He is, to this day, the stone which the builders rejected! The church today has not based the apostles (I speak of true apostles, not this bizarreness that is there). Today, the spiritual state of the church is "Jesus out, slamming the church door" (Revelation 3:20) - empty of God, producing empty believers of God, without essence, without conversion - then applies again Ezekiel: "invalidating my covenant." People who participate in worship and return to their lives without having a real spiritual transformation, without experience regeneration, the new birth of which the Lord spoke, a prerequisite for entrance into the Kingdom of God. People who even has a form of godliness, but denying the power thereof; lovers of their own selves, covetous, boasters, proud, blasphemers, disobedient to parents, unthankful, unholy, without natural affection, trucebreakers, false accusers, incontinent, fierce, despisers of those that are good, traitors, heady, highminded, lovers of pleasures more than lovers of God (II Timothy 3:1-5).

This is so serious, so serious, that the Holy Spirit inspired a whole book on the subject: the Epistle of Jude. And that's exactly how the Spirit inspired: "For there are certain men crept in unawares, who were before of old ordained to this condemnation, ungodly men, turning the grace of our God into lasciviousness, and denying the only Lord God, and our Lord Jesus Christ. These be they who separate themselves, sensual, having not the Spirit." (Jude 1:4,19) Note: DOES NOT HAVE THE SPIRIT! If anyone do not have the Spirit, then NOT THE SPIRIT THAT OPERATES BY MEANS OF THEM! This is not a question of "understanding of the Bible" or "a theological question": is much more serious: despite the performance, do not have the Holy Spirit! See, dear: How many people were "anointed" and "ministered" by Pastor Victory Chiaka? How many supernatural things this pastor did? And who was behind these acts? Who was behind the said growth and protection? The Holy Spirit? God? The Lord Jesus? NO, NO AND NO! Dear Brothers and Sisters, it's time to open your eyes! It's time to wake up, to be mature in spiritual things! You have to know what is truly spiritual, not be ignorant of this reality (I Corinthians 12:1), or Satan will continue to take advantage of you! That´s enough of abominations, Oh! Church of Christ! That´s enough of profanation! That´s enough tolerate wicked people in the government of the Church, in the altars and pulpits, ministering as if they were genuine Christians! THAT´S ENOUGH!

All this has provoked nausea in the Lord; so He calls you to repentance; yes; you have agreed to these things, you have them involved! He even says, "as many as I love, I rebuke and chasten: be zealous therefore, and repent." (Rev. 3:19) Repent of your transgression of the Divine Covenant (Hosea 6:7)! The Lord is your husband, the God of Israel is your Lord, become again to Him, for He will abundantly pardon! Go back to the Lord, though your sins be as scarlet, they shall be as white as snow; though they be red like crimson, they shall be as wool! (Isaiah 1:18)

Think about it. God is giving to you eagle vision! God bless you!

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Note 1: This is english version of: http://apenas-para-argumentar.blogspot.com.br/2016/09/quando-igreja-gera-nauseas-em-deus.html. I´m not has much proficiency in English writing, but the purpouse of this is build the Christ church around the world which don´t speak or understand Portuguese. In case of doubt, prevails Portuguese version.

Note 2: Please, fell free to comments. In case of copy, please request permission first by e-mail prricardoksf@yahoo.com.br, mention the link of this article/blog and the authorship.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

ENTENDENDO O JUGO DESIGUAL E SUAS CONSEQUÊNCIAS

"Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; E não toqueis nada imundo, E eu vos receberei; E eu serei para vós Pai, E vós sereis para mim filhos e filhas, Diz o Senhor Todo-Poderoso." (II Co 6.14-18)

Jugo: peça de madeira assentada sobre a cabeça dos bois para atrelá-los a uma carroça ou arado; canga. O termo grego é "heterozugeo", "unido de forma diferente", aparecendo apenas aqui, no Novo Testamento. No entanto, na Septuaginta (LXX), o termo aparece também em Levítico 19:19, onde o termo heterozugeo é usado na proibição de acasalamento entre animais de espécies diferentes. A palavra hebraica é rabah, "híbrido" (Levítico também usa rabah para proibir as pessoas de ter relações sexuais com animais,18:23, 20:16). Desse modo, o jugo se refere a estar acoplado a algo ou alguém de tal forma que a sua conduta, ações e comportamento será determinado por aquele a quem você está unido. É por isso que um boi mais jovem é posto no mesmo jugo que um boi mais velho por ocasião do arado: o boi mais jovem pode ser ensinado como arar pelo boi mais velho e mais experiente. Porém, segundo Deuteronômio 22:10, não era permitido que animais de espécies diferentes fossem colocados sob o mesmo jugo para arar a terra.  

De acordo com o Comentário Bíblico de Ellicott para Leitores em Inglês (Ellicott's Commentary for English Readers), alguns em Corinto viam com indiferença o casamento entre pagãos e cristãos e o amizades íntimas entre adoradores de Afrodite e de Cristo; daí Paulo combater tal prática em sua epístola. A bem da verdade, Paulo não está trazendo nenhuma revelação aqui; não é nenhuma novidade, do ponto de vista bíblico, o erro dos relacionamentos mistos. Note que Abraão fez seu servo JURAR "pelo Senhor Deus dos céus e Deus da terra" que este não tomaria mulher para seu filho Isaque "das filhas dos cananeus", mas somente mulher que pertencesse à sua terra e à sua parentela (Gn 24.2,3). Mais tarde, Deus SOLENEMENTE PROÍBE aos Seus filhos e filhas, aos filhos de Israel, se aparentarem com os moradores de Canaã: "Quando o SENHOR teu Deus te houver introduzido na terra, à qual vais para a possuir, e tiver lançado fora muitas nações de diante de ti, os heteus, e os girgaseus, e os amorreus, e os cananeus, e os perizeus, e os heveus, e os jebuseus, sete nações mais numerosas e mais poderosas do que tu; e o SENHOR teu Deus as tiver dado diante de ti, para as ferir, totalmente as destruirás; não farás com elas aliança, nem terás piedade delas; nem te aparentarás com elas; não darás tuas filhas a seus filhos, e não tomarás suas filhas para teus filhos; pois fariam desviar teus filhos de mim, para que servissem a outros deuses; e a ira do SENHOR se acenderia contra vós, e depressa vos consumiria." (Dt 7.1-4) A predição da apostasia se cumpriu literalmente por conta da desobediência a essa ordem, como lemos no livro de Juízes: "Habitando, pois, os filhos de Israel no meio dos cananeus, dos heteus, e amorreus, e perizeus, e heveus, e jebuseus, tomaram de suas filhas para si por mulheres, e deram as suas filhas aos filhos deles; e serviram aos seus deuses. E os filhos de Israel fizeram o que era mau aos olhos do SENHOR, e se esqueceram do SENHOR seu Deus; e serviram aos baalins e a Astarote." (Jz 3.5-7)

Neemias aplicou esse mandamento de uma forma muito intensa na vida daqueles que retornaram do cativeiro babilônico, que haviam se casado com "mulheres asdoditas, amonitas e moabitas" e que justamente por isso "filhos falavam meio asdodita, e não podiam falar judaico, senão segundo a língua de cada povo": "E contendi com eles, e os amaldiçoei e espanquei alguns deles, e lhes arranquei os cabelos, e os fiz jurar por Deus, dizendo: Não dareis mais vossas filhas a seus filhos, e não tomareis mais suas filhas, nem para vossos filhos nem para vós mesmos."  (Ne 13.23-30) Esdras, de igual modo, condenou a prática dos casamentos mistos, ordenando que as mulheres estrangeiras fossem despedidas por seus maridos (Edras caps. 9 e 10).

Uma simples leitura desses textos bíblicos supracitados revela o efeito do jugo desigual sobre o cristão: ele faz com que este acabe deixando o Senhor, voltando-se para práticas e/ou religiões que o Senhor condena. O resultado do jugo desigual, além disso, se estende da pessoa que nele se envolve até seus filhos, que acabam tendo uma criação mista, sendo ensinada com valores meio cristãos meio pagãos. Assim, o crente acaba por ver-se sob a influência dos valores do mundo, tão malignos e diabólicos, com suas falsas religiões e visões de mundo. O perigo espiritual é, portanto, óbvio.

Há inúmeros casos de relacionamentos íntimos mistos (sociedade, casamento, etc) nos quais NENHUM DELES a parte cristã foi ou é pleno(a) ou feliz. Há sempre o elemento mundano envolvido. Há cônjuges crentes que vivem às lágrimas pedindo socorro e ajuda por conta de violência doméstica (verbal ou física), ou porque uma das partes insiste em viver seu mundanismo no lar (bebidas, jogatinas, vícios de comportamento, filmes e palavreado impróprios e profanos, etc), de pouca ou nenhuma consideração com seus sentimentos, valores e princípios, ou porque criam dificuldades (ou até proíbem) o livre exercício da fé cristã! Crentes que gostariam de ser mais usados na Obra de Deus, gostariam de participar mais das atividades da Igreja... até de se consagrarem mais ao Senhor... de lerem sossegadamente suas Bíblias sem terem que ouvir xingamentos e palavrões ou toda a sorte de imoralidades... Sobre isso, comenta o Pr. Samuel Vieira: "Uma pessoa sem Deus pensa e age de forma diferente daquele que ama a Deus. O crente pensa nas coisas relacionadas à missão e ao reino de Deus, enquanto o homem sem Deus, busca fazer as coisas para sua carne. Mesmo que o que fazem não seja, necessariamente ruim ou eticamente condenável. O problema é a motivação. O lazer do cristão é diferente, as férias possuem objetivos diferentes e as prioridades são diferentes. No domingo de manhã, o crente quer ir para a Escola Dominical, o descrente, para o clube; No carnaval, o crente quer ir para o retiro, o descrente, para a folia." (fonte: http://revsamuca.blogspot.com.br/2013/09/o-que-voce-acha-de-namorar-uma-pessoa.html)

Os efeitos do jugo desigual se manifestarão, mais cedo ou mais tarde! Sobre isso, o ir. Jailson apresenta em seu blog "Gloriosa Paz" o seguinte testemunho: "Guardo comigo uma palavra “dura” de um pastor; - quando (novo convertido) me envolvi num jugo desigual. (Buscas fora do ‘arraial’ são perigosas à vida espiritual do cristão!), ele me disse: “Estas construindo um belo castelo, contudo seu alicerce é muito raso, e a qualquer momento poderá desabar”. Adivinhem o resultado? Foi o que aconteceu num breve espaço de tempo." (fonte: http://jailson-ferreira.blogspot.com.br/2012/05/profetas-ou-profetizadores.html). O Livro de Provérbios fala acerca da mulher estranha, cujos "destilam favos de mel, e o seu paladar é mais suave do que o azeite", "mas o seu fim é amargoso como o absinto, agudo como a espada de dois gumes. Os seus pés descem para a morte; os seus passos estão impregnados do inferno." A exortação bíblica para o fiel é grave e categórica: "Longe dela seja o teu caminho, e não te chegues à porta da sua casa. Para que não dês a outrem a tua honra, e não entregues a cruéis os teus anos de vida; para que não farte a estranhos o teu esforço, e todo o fruto do teu trabalho vá parar em casa alheia; e no fim venhas a gemer, no consumir-se da tua carne e do teu corpo. E então digas: Como odiei a correção! e o meu coração desprezou a repreensão! E não escutei a voz dos que me ensinavam, nem aos meus mestres inclinei o meu ouvido!" (Pv 5.1-13)   

"Não escutei a voz dos que me ensinavam, nem aos meus mestres inclinei o ouvido": como isso é atual! Raramente o aconselhamento pastoral dá resultado, porque a pessoa insiste em se iludir, em se enganar, com os argumentos mais estapafúrdios possíveis: "Não sei se ele é crente, estou namorando a pouco tempo e ainda não tive condições de verificar isto... Ele(a) não é crente, mas é um(a) cara/menina legal...Creio que ele (a) está aberto (a) ao Evangelho...Eu lhe falei que só namoraria pessoas crentes, e então ele(a) aceitou o Evangelho...Ele é mais cavalheiro que a maioria dos rapazes que eu conheço...Ele(a) não é crente porque não quer ser hipócrita..." e por aí vai. Esses argumentos são verdadeiras fortalezas mentais, dificílimas de destruir! Sofismas malignos! Aliás, esse papo furado de "aceitou o Evangelho" é clássico: quando a paixão se instala, a pessoa promete mundos e fundos para manter junto de si o objeto da paixão. É obvio que se o descrente está apaixonado pela pessoa crente, como não possui qualquer compromisso espiritual, facilmente concordará em “se converter e se batizar”, mas será que realmente esta pessoa teve uma experiência com Jesus e entendeu o plano de Deus para sua vida? Em geral, tais compromissos mostram-se superficiais, logo após o casamento. De forma tremenda, o texto de Provérbios faz uma afirmação de "arrancar sabiá do toco": "No meio da congregação e da assembléia foi que eu me achei em quase todo o mal." (Pv 5.14) Noutras palavras... no meio da Igreja!

Portanto, os seres humanos estão num relacionamento desigual - num jugo desigual - quando não compartilham da mesma visão de mundo, da mesma fé em Cristo e dos mesmos valores (morais, espirituais, éticos, etc). O resultado disso é, invariavelmente, muita luta, muito problema, muita ansiedade, muita aflição e... pecado e separação de Deus. Há alguns que realmente abandonam a fé por conta do relacionamento desigual, voltando-se para o paganismo do cônjuge; outros, por sua vez, tentam manter a fé em meio à enxurrada de problemas que aparecem. Em geral, acabam saindo da Igreja ou frequentando-a muito pouco, com pouco ou nenhum envolvimento.

O mesmo raciocínio se aplica às sociedades e amizades. Sobre isso, o Pr. David Wilkerson, que hoje está no Senhor, aborda em seu sermão "Seus Amigos, Assunto Para Deus!" o caso das amizades íntimas, alguém com quem compartilhamos a nossa alma, que têm influência em nossa vida. As amizades íntimas com ímpios, conforme demonstra cabalmente o pastor,  culminarão inevitavelmente em afastamento de Deus. Ele mostra o que acontece com cada filho de Deus que desenvolve afinidade com uma pessoa amarga e injusta. Há três terríveis conseqüências: (1) Você Será Atraído Para os Problemas ou Para a "Guerra" Pessoal de Outra Pessoa - e Se Arrependerá Disto! (nesse caso, acabará confortando ou encorajando a alguém que está em rebelião, tomando partido contra o Espírito Santo e fazendo da pessoa co-participante do pecado desta pessoa), (2) Você Acabará Ignorando Todas as Advertências Proféticas e Todo Aconselhamento Bíblico! e (3) A Última e Mais Trágica Conseqüência da Afinidade Com Um Amigo Mau é a Ira de Deus Sobre Você!  (veja o sermão na íntegra, em português, em: http://www.tscpulpitseries.org/portuguese/ts980914.htm) (Copyright © 2000 by World Challenge, Lindale, Texas, USA). Em síntese, devemos preservar nosso relacionamento com Cristo, pois esse relacionamento é superior a qualquer outro existente! Todos os relacionamentos nos quais consideremos nos envolver, não podem se constituir num empecilho ao nosso relacionamento com o Senhor!

Por fim, a despeito desta aplicação não estar envolvida no ensino de Paulo, é preciso deixar claro que há relacionamentos entre pessoas que mesmo professando teoricamente a mesma fé, ainda assim estão num relacionamento desigual. Por exemplo, o relacionamento amoroso-sentimental entre um crente que crê no cessacionismo e outro que crê na contemporaneidade dos dons espirituais. Nesse caso, a crença de cada um,  irredutível a um denominador comum, faz com que haja desigualdade nesse relacionamento. Consumando-se o relacionamento, haverá tensão no lar: qual igreja frequentar? Como orarão juntos? E quanto ao entendimento das Escrituras, como será?

Concluindo: o jugo desigual é um mal a ser evitado. Quem se envolve num relacionamento com um filho ou filha de satanás, irá mais cedo, mais tarde, ter problemas com seu sogro. E aí, chorar não adianta, porque o mal está consumado. Por isso, é bom pensar antes, é bom ouvir antes, é bom deixar os impulsos e carências carnais de lado e priorizar o que é para ser priorizado. Casamento, segundo a Bíblia, é indissolúvel; só a morte pode separar um casal. Sabedores disso, muitos cônjuges oprimidos em seus casamentos desiguais passam a fazer oração de feiticeiro, pedindo pecaminosamente - em vão, é bom que se diga - que Deus mate o outro cônjuge. A realidade é que aqueles que amam a Jesus e se casam com ímpios, jamais terão a experiência da plenitude de um casamento como Deus planejou. Nunca experimentarão a verdadeira intimidade de estarem unidos nos vínculos do amor de Jesus. Verdadeiras alianças só podem ser construídas debaixo do altar do Senhor. Não há como Deus abençoar aquilo que Ele já disse que é errado diante Dele! Depois do mal consumado, não há mais volta, não há mais como reparar o mal. E a consequência virá: "Quanto ao ímpio, as suas iniqüidades o prenderão, e com as cordas do seu pecado será detido. Ele morrerá, porque desavisadamente andou, e pelo excesso da sua loucura se perderá." (Pv 5.22,23) Quantos aprisionados por Satanás! Quantos mortos-vivos espirituais - e até mortos fisicamente, porque se envolveram com quem não devia, e acabaram assassinadas, estupradas, etc! Perdidos pelo excesso da loucura!

Se você, querido(a) leitor(a), está num relacionamento desigual e pode ainda ser livre, faça-o imediatamente! Não seja teimoso(a), não seja obstinado(a), pois isso com certeza terminará mal! Tenha fé no Senhor: Ele tem para sua vida uma pessoa do Seu coração, que será uma benção para você! Deus quer - e tem - o melhor para você em todas as áreas; creia no Senhor Jesus!  

Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!
 

terça-feira, 27 de setembro de 2016

SINCRETISMO E IDOLATRIA: FESTA DE COSME E DAMIÃO

"Portanto, meus amados, fugi da idolatria. Mas que digo? Que o ídolo é alguma coisa? Ou que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios." (I Epístola de Paulo aos Coríntios, cap. 10, vers. 14, 19-21)

"O que é oferecido (gr. eidolothuton, "oferecido, sacrificado"; "parte de uma oferta idólatra") ao ídolo é alguma coisa?" A resposta é bem clara: não é nada! Isso porque o ídolo, por si só, é nada. Assim o apóstolo São Paulo define com muita clareza a nulidade não só do ídolo em si, mas de toda adoração aos ídolos. É bom dizer que ele não está aqui "propondo algo novo, inédito". Já no Antigo Testamento, em diversas passagens, o Deus único e verdadeiro se pronuncia com muita severidade acerca da prática da idolatria pelo Seu povo:
  • "Não fareis para vós ídolos, nem vos levantareis imagem de escultura, nem estátua, nem poreis pedra figurada na vossa terra, para inclinar-vos a ela; porque eu sou o SENHOR vosso Deus." (Livro de Levítico 26:1) 
  • "Confundidos sejam todos os que servem imagens de escultura, que se gloriam de ídolos; prostrai-vos diante dele [de Yahweh] todos os deuses." (Livro de Salmos 97:7)
  • "O carpinteiro estende a régua, desenha-o com uma linha, aplaina-o com a plaina, e traça-o com o compasso; e o faz à semelhança de um homem, segundo a forma de um homem, para ficar em casa. Quando corta para si cedros, toma, também, o cipreste e o carvalho; assim escolhe dentre as árvores do bosque; planta um olmeiro, e a chuva o faz crescer. Então serve ao homem para queimar; e toma deles, e se aquenta, e os acende, e coze o pão; também faz um deus, e se prostra diante dele; também fabrica uma imagem de escultura, e ajoelha-se diante dela. Metade dele queima no fogo, com a outra metade prepara a carne para comer, assa-a e farta-se dela; também se aquenta, e diz: Ora já me aquentei, já vi o fogo.  Então do resto faz um deus, uma imagem de escultura; ajoelha-se diante dela, e se inclina, e roga-lhe, e diz: Livra-me, porquanto tu és o meu deus. Nada sabem, nem entendem; porque tapou os olhos para que não vejam, e os seus corações para que não entendam. E nenhum deles cai em si, e já não têm conhecimento nem entendimento para dizer: Metade queimei no fogo, e cozi pão sobre as suas brasas, assei sobre elas carne, e a comi; e faria eu do resto uma abominação? Ajoelhar-me-ei ao que saiu de uma árvore?" (Livro de Isaías 44:13-19)
  • "Não a nós, SENHOR, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua benignidade e da tua verdade. Porque dirão os gentios: Onde está o seu Deus? Mas o nosso Deus está nos céus; fez tudo o que lhe agradou. Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos dos homens. Têm boca, mas não falam; olhos têm, mas não vêem. Têm ouvidos, mas não ouvem; narizes têm, mas não cheiram. Têm mãos, mas não apalpam; pés têm, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta. A eles se tornem semelhantes os que os fazem, assim como todos os que neles confiam." (Livro de Salmos 115:1-8)

Além das passagens acima, há muitas outras que revelam a mesma coisa: que os ídolos e imagens de escultura usadas como ídolos não são deus, apenas produto das mãos humanas. Deus jamais pode ser adorado ou cultuado ou servido por meio de uma imagem de escultura, como ensina a Bíblia Sagrada; tal prática, segundo o próprio Deus e Senhor, é abominável a Ele. É bem interessante, e digno de nota, que o único Deus, sabedor da tendência humana de "adorar o que vê", ou "ver para adorar", disse ao Seu povo por meio de Moisés, Seu servo: "Então o SENHOR vos falou do meio do fogo; a voz das palavras ouvistes; porém, além da voz, não vistes figura alguma. Guardai, pois, com diligência as vossas almas, pois nenhuma figura vistes no dia em que o SENHOR, em Horebe, falou convosco do meio do fogo; Para que não vos corrompais, e vos façais alguma imagem esculpida na forma de qualquer figura, semelhança de homem ou mulher; Figura de algum animal que haja na terra; figura de alguma ave alada que voa pelos céus; Figura de algum animal que se arrasta sobre a terra; figura de algum peixe que esteja nas águas debaixo da terra; Que não levantes os teus olhos aos céus e vejas o sol, e a lua, e as estrelas, todo o exército dos céus; e sejas impelido a que te inclines perante eles, e sirvas àqueles que o SENHOR teu Deus repartiu a todos os povos debaixo de todos os céus." (Dt 4.12,15-19) Moisés estava dizendo "vocês ouviram a voz, mas não viram figura alguma", portanto "não criem uma representação de Deus para vocês". Noutras palavras, "não façam ídolos para vocês"!  É bom que se diga que essa instrução é apenas a repetição do mandamento (ordem) que Deus deu a Seu povo, o primeiro mandamento: "Não terás outros deuses diante de mim.  Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam." (Êxodo 20:3-5)

O que é um ídolo? O pastor Mateus Ferraz de Campos ensina que "um ídolo é um produto das mãos do próprio homem, construído a partir de suas paixões, desejos e necessidades; é um meio para se atingir um fim. O deus do idólatra é um objeto de uso. Uma espécie de trampolim para a realização de desejos pessoais." (em: Servindo a Deus com Coração Idólatra, Revista Impacto, 14/09/2011. Link: https://www.revistaimpacto.com.br/biblioteca/servindo-a-deus-com-coracao-idolatra/) Um ídolo é qualquer coisa, visível ou não, que assume um lugar de adoração em nossas vidas. Obviamente, esse conceito inclui o dinheiro, o entretenimento, esporte, sucesso e o sexo como ídolos em potencial, sem a necessidade de fabricar uma imagem de escultura para eles para que sejam ídolos. Esse conceito é muito importante: uma imagem de escultura pode ser usada como ídolo ou não. Ela é usada como ídolo quando assumir um lugar de adoração em nossas vidas; não é um ídolo quando não for usada para tal coisa (como a Monalisa, pintada para fins artísticos, ou a escultura de Davi de Michelangelo).

Retornemos agora ao início: Paulo afirma que o ídolo não é nada. Não é Deus. Então como explicar as "respostas de pedidos" feitos à esses ídolos? Como explicar as vitórias obtidas? O próprio Paulo vai explicar: "Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus". Isso mesmo: por mais terrível que isso possa parecer, as respostas obtidas aos pedidos feitos a um ídolo não foram dadas por Deus (ainda que tivessem como alvo a Deus), mas sim por demônios! São esses espíritos que habitam nos ídolos e que respondem como se fossem os ídolos respondendo (cf. explica o Benson Commentary)! Paulo não está dizendo que os gentios conscientemente ofereciam seus sacrifícios aos demônios. Obviamente, eles pensavam que estavam servindo aos deuses, e nunca a espíritos malignos e impuros. Entretanto, ao fim das contas, seu culto era culto aos demônios. Esse é um princípio espiritual estabelecido na Bíblia, de forma sólida. Há sempre engano por detrás de toda idolatria.

A existência de demônios é claramente demonstrada na Bíblia; eles são os espíritos malignos que Nosso Senhor Jesus Cristo expulsou de muitas pessoas quando esteve sob forma humana aqui na Terra (Mateus 8:28-33; 9:32,33; 17:18; Marcos 1:34,39; 7:26,30; etc.). Ele deu ordem aos Seus discípulos para fazerem o mesmo, ou seja, expulsarem demônios (Mateus 10:8). Eles são agentes da maldade, operando engano com o objetivo de afastarem os homens da Verdade de Cristo (I Timóteo 4:1; Apocalipse 16:13,14). Eles operavam na época do Antigo Testamento, por detrás dos ídolos; sim, "os falsos deuses dos cananeus não eram apenas ídolos criados por humanos. Pelo contrário, cada um era um príncipe do reino de Satanás, capaz de enganar pessoas para que o adorassem. Assim Baal, Astarote, Camos, Moloque, Dagom, Mamom e outros não eram apenas ídolos criados pela imaginação humana, mas espíritos demoníacos, que ainda estão vivos e operando hoje" (em: Deus ou Mamom? Revista Impacto, 06/10/2013. Link: https://www.revistaimpacto.com.br/biblioteca/deus-ou-mamom/. Extraído e adaptado do livro “Bens, Riquezas e Dinheiro”, de Craig Hill e Earl Pitts, Bless Gráfica e Editora Ltda, Pompéia, SP (Universidade da Família) Site http://www.lojadafamilia.com.br). Operavam na época de Jesus e Paulo. E hoje continuam operando o engano e sedução. Note: o ataque desses seres espirituais da maldade dá-se por meio do engano. Isso é bem óbvio, pois se eles aparecessem como são, diretamente para algum cristão ou mesmo não cristão, revelando sua identidade e exigindo lealdade, amor e servidão, poucos se submeteriam voluntariamente a ele. O próprio Satanás é capaz de se transfigurar em anjo de luz no afã de enganar os homens (II Coríntios 11:14)!

Conforme explica William Barclay, "quando adoravam os ídolos, os homens pensavam que estavam adorando deuses, em realidade eram enganados por esses demônios malignos de modo que a adoração dos ídolos punha o homem em contato, não com Deus, mas com os demônios; e qualquer coisa que se relacionasse com isso tinha um selo demoníaco. A carne que era oferecida aos ídolos não tinha nada, mas o fato era que tinha servido aos propósitos dos demônios e portanto estava contaminada". Perceba a cadeia lógica: o que era oferecido aos ídolos era, na verdade, oferecido aos demônios; e o que era oferecido era consumido pelos adoradores destes e por quem mais quisesse comer daquilo que era oferecido. "Comer da mesa" implica necessariamente em ter comunhão. Um cristão verdadeiro não pode ter comunhão com demônios, não pode participar da "mesa" dos demônios, pois ele participa da mesa do Deus verdadeiro - o Cristo! Não pode um verdadeiro cristão tomar o cálice dos demônios, participando de suas libações (geralmente acompanhadas de uma oração ao ídolo, para que ele aceitasse a oferta e que fosse propício ao adorador, concedendo-lhe o desejo), dos "brindes" à sua honra. O ecumenismo religioso, segundo a Bíblia, não é deste modo uma opção válida para o cristão, independentemente de quão inocente ou quão caridosa aparente ser a religião ou prática religiosa em questão. Do mesmo modo, é impossível "cristianizar" cultos pagãos, "harmonizando-os" com o cristianismo. Essa tem sido uma iniciativa praticada há muito tempo, quer no passado pelo clero corrupto da Era das Trevas, que se estendeu desde Constantino até a Idade Média; quer no presente, pela iniciativa igualmente errônea pelo clero dito evangélico. Trata-se de tentar reconciliar o irreconciliável, o paganismo com o cristianismo, com a intenção de "facilitar a conversão" fazendo com que a transição entre um e outro não fosse realmente uma ‘conversão’ do povo, mas fosse um processo o menos traumático possível.

Assim, por exemplo, é a iniciativa de cristianização dos cultos babilônicos e assírios, dos cultos cananeus e modernamente dos cultos afro-brasileiros. Foi errado tentar forçar a conversão dos escravos (o que se constitui em erro sobre erro, pois essas pessoas foram tiradas de sua pátria e de suas famílias à força pelos portugueses e outros povos, para servirem como escravos noutras nações, o que lançou as raízes do caos social, político e econômico no continente africano que hoje se vê). Ninguém deve ser forçado à conversão a qualquer religião que seja, sendo-lhe garantido o direito de mudar de religião se assim preferir, no livre-exercício de sua vontade). Obviamente, a cristianização gerou mais problemas do que soluções, fazendo uma verdadeira Babel religiosa: ninguém entende mais a origem das práticas e dos credos que professa! Para um cristão, cuja fé consiste na crença de um único Deus triúno, o politeísmo não é definitivamente algo harmonizável ou aceitável. É idolatria pura e simples.

Sobre isso, vale a pena trazer a história de dois irmãos em Cristo do passado, que morreram como mártires justamente por não aceitarem a idolatria. Tratam-se dos gêmeos árabes Cosme e Damião, os quais "amavam a Cristo com todo o fervor de suas almas, e decidiram dedicar suas vidas ao serviço do amor. Por isso, não cobravam pelas consultas e atendimentos que prestavam, o que lhes rendeu o apelido de "anárgiros", ou seja, “aqueles que são inimigos do dinheiro" ou "que não são comprados por dinheiro". [...] Durante a perseguição promovida pelo Imperador romano Diocleciano, por volta do ano 300, Cosme e Damião foram presos, levados a tribunal e acusados de se entregarem à prática de feitiçarias e de usar meios diabólicos para disfarçar as curas que realizavam. Ao serem questionados quanto as suas atividades, eles responderam: "Nós curamos as doenças em nome de Jesus Cristo, pela força do Seu poder"." (http://hermesfernandes.blogspot.com.br/2014/09/a-verdadeira-historia-de-cosme-e-damiao.html)

O Bp. Hermes Fernandes relata como deu-se o martírio desses dois cristãos sinceros: "Por não renunciarem aos princípios de Deus, sofreram terríveis torturas. Mas mesmo torturados, jamais negaram a fé. Em 303, o Imperador decretou que fossem condenados à morte na Egéia. Os dois irmãos foram colocados no paredão para que quatro soldados os atravessassem com flechas, mas eles resistiram às pedradas e flechadas. Os militares foram obrigados a recorrer à espada para a decapitação, honra reservada só aos cidadãos romanos. E assim, Cosme e Damião foram martirizados." (http://hermesfernandes.blogspot.com.br/2014/09/a-verdadeira-historia-de-cosme-e-damiao.html)

Esses irmãos, agora mártires cristãos por não negarem sua fé, acabaram sendo cultuados como santos intercessores pela Igreja na Idade Média, tendo inclusive seus restos mortais envolvidos na prática do relicarismo. Dois séculos após sua morte, por volta do ano 530, o Imperador Justiniano ficou gravemente doente e deu ordens para que se construísse, em Constantinopla, uma grandiosa igreja em honra de Cosme e Damião. A fama dos gêmeos também correu no Ocidente, a partir de Roma, por causa da basílica dedicada a eles, construída a pedido do papa Félix IV, entre 526 e 530. A solenidade de consagração da basílica ocorreu num dia 26 de setembro e assim, Cosme e Damião passaram a ser festejados, pela igreja católica, nesta data. (http://www.montesiao.pro.br/estudos/festaspagas/cosmedamiao.html) 

O fato é que com essa iniciativa de cristianização, vários elementos do culto afro foram sincretizados com o culto católico, como explica o website “O Fiel Católico” (http://www.ofielcatolico.com.br/2005/09/sao-cosme-e-damiao-nao-sao-orixas.html. Acesso: 27/09/2016): "ocorre que na triste época da escravatura os cativos africanos criaram uma maneira engenhosa de ludibriar os senhores de engenho: invocavam seus deuses da natureza ou entidades espirituais – os orixás, como "Oxalá", "Ogum", "Iemanjá" e muitos outros – simulando que rezavam para Jesus, Maria ou alguns dos santos mais reverenciados na época, como São Sebastião, São Jorge, Santa Bárbara, São Cosme e São Damião, etc.[...] No dia da celebração de S. Cosme e Damião, adeptos de diversas seitas costumam distribuir doces às crianças, usando os nomes dos santos católicos para homenagear  determinadas "entidades" espirituais infantis que compõem o panteão de suas crenças.

O padre Luizinho, no artigo "Sincretismo: A verdadeira história de São Cosme e São Damião, mártires" (http://formacao.cancaonova.com/igreja/santos/a-verdadeira-historia-de-sao-cosme-e-sao-damiao-martires/) explica o sincretismo de Cosme e Damião com os orixás-meninos da tradição africana yorubá: "Os negros bantos identificaram Cosme e Damião como os Ibejis: são divindades gêmeas, sendo costumeiramente sincretizadas aos santos gêmeos católicos [Cosme e Damião]. A grande cerimônia dedicada a Ibeji acontece no dia 27 de setembro, quando comidas como caruru, vatapá, bolinhos, doces, balas (associadas às crianças, portanto) são oferecidas tanto a eles como aos frequentadores dos terreiros. Para nós, católicos, este é o dia de São Vicente de Paulo. Por isso, há o costume de distribuir doces e comidas às crianças no dia 27, que também foi um costume introduzido pelo candomblé". Portanto, diante do exposto, fica evidente que um cristão não pode participar de tal festa. Diante do conhecimento sobre os fundamentos e embasamentos da festividade, reitero que nenhum cristão pode, biblicamente falando, participar da mesma. A mesma conclusão é vista no website “O Fiel Católico”: "Contudo, o cristão que tem conhecimento do contexto espiritual em que são distribuídos tais alimentos e ainda assim os aceita e come, age mal, não somente incentivando uma festa pagã, como também tomando parte nela". Por que não participar? Pelo simples fato de que, para um cristão verdadeiro, participar voluntariamente e conscientemente em tais festividades é uma clara desobediência à Palavra de Deus, que é regra de fé e de prática do cristão! Significa desobedecer a Deus e, portanto, cometer pecado. Pecado de desobediência, por participar de idolatria, da mesa de ídolos e daquilo que é oferecido aos ídolos. Para o crente em Cristo, somente Deus deve ser adorado e servido, não havendo a nenhuma hipótese de se servir e/ou adorar outro deus, entidade ou divindade. Basta dizer que essa foi a principal causa das perseguições imperiais, movida contra a Igreja, nos séculos II e III da era cristã.

Adicionalmente, o Bp. Hermes Fernandes comenta em seu blog: "Uma característica marcante na Umbanda e no Candomblé em relação às representações de Cosme e Damião, é que junto aos dois santos católicos aparece uma criancinha vestida igual a eles. Essa criança é chamada de Doúm ou Idowu, que personifica as crianças com idade de até sete anos de idade, sendo considerado o protetor das crianças nessa faixa de idade. Na festa de tradição afro, enquanto as crianças se deliciam com as iguarias oferecidas às entidades, os adultos ficam em volta entoando cânticos aos orixás. [...] Os médicos gêmeos jamais se deram aos ídolos, tampouco praticaram magia ou ocultismo, embora tenham sido acusados de fazê-lo. Pelo contrário, foram cristãos fiéis até o fim, amando o Senhor sem medida e manifestando Seu amor no serviço ao próximo. Tal testemunho deve continuar a nos inspirar, como tem inspirado a tantas gerações." (http://hermesfernandes.blogspot.com.br/2014/09/a-verdadeira-historia-de-cosme-e-damiao.html)

O mesmo se aplica, aqui, às demais festas com propósito religioso de outras religiões. É sempre bom analisar uma prática antes de se envolver com ela, a fim de não infringir a Vontade de Deus para nossas vidas. Qual é a base dessa festa? Quem está sendo homenageado, honrado, cultuado? É uma festa idolátrica? Novamente: o problema quanto a participação está sempre na idolatria envolvida. Para Paulo (e para Deus), o crente não deveria ir ao templo pagão para estas festas e ali comer carne, pois isto configuraria culto e portanto, idolatria (I Co 10.19-23). Na mesma linha, os crentes não devem ir a locais onde haverá oração, rezas, invocações, louvores, oferendas, etc., nem participar daquilo que é oferecido aos ídolos nesses lugares, pois isto implicaria em culto idólatra e falso.

Pastor, mas eu posso comer uma comida típica no dia de celebração religiosa? Caso não exista um ato religioso envolvido, ou que não venha a causar escândalos para os irmãos de consciência mais fraca, não há problema. Pode até aceitar o convite de um amigo pagão e comer a comida típica na casa dele, mesmo com o risco de que esta tenha sido oferecida aos ídolos. Nesse caso, Paulo diz: não pergunte, mas coma de tudo o que se puser diante de vós (I Co 10.27).  Porém, se for gerar escândalos para os irmãos em Cristo de consciência mais fraca que estiverem presentes, ou se for sabido por ti, por meio do irmão mais fraco ou mesmo por meio do próprio amigo ou mesmo por qualquer outro meio, que há um ato religioso associado à comida ("consagrada a ídolos"), nesse caso o conselho muda: não coma! (I Co 10.28) Não participe daquilo que o Senhor desaprova! Não participe, nem sincretize. Um cristão não precisa imitar o culto pagão; ele pode cultuar ao Senhor de forma espontânea, alegre e criativa, sem a necessidade de copiar celebrações de outras religiões.

Não cristianize o pagão, nem paganize o cristão!

Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

QUANDO A IGREJA GERA NÁUSEAS EM DEUS: PARTE 1

E dize ao rebelde, à casa de Israel: Assim diz o Senhor DEUS: Bastem-vos todas as vossas abominações, ó casa de Israel! Porque introduzistes estrangeiros, incircuncisos de coração e incircuncisos de carne, para estarem no meu santuário, para o profanarem em minha casa, quando ofereceis o meu pão, a gordura, e o sangue; e eles invalidaram a minha aliança, por causa de todas as vossas abominações. (Ez 44.6,7)

O capítulo 44 do Livro de Ezequiel contém preceitos relativos aos verdadeiros sacerdotes. Estes preceitos foram cuidadosamente estabelecidos por Deus com o objetivo de manter o templo livre de profanação. Profanação é "desrespeito ou violação do que é santo, sagrado; violação, sacrilégio, profanidade", algo totalmente inaceitável para Aquele que é triplamente Santo (Is 6.3). 

"E dize aos rebeldes, à casa de Israel", assim o Senhor ordena a Ezequiel. Profeticamente, o Senhor está a falar com Sua Igreja hoje, em declínio espiritual por conta da desconsideração, por causa de seu desrespeito às ordenanças, regras e leis da casa de Deus, as quais vem sendo sistematicamente desrespeitadas pelos crentes, chamados de "rebeldes" justa e acertadamente por conta disso. Esse descumprimento da Palavra de Deus, especificamente com relação à Sua casa pelos rebeldes, foi chamada pelo Senhor de "abominação". A palavra "abominação", nesse texto, vem do hebraico tow`ebah, que significa "repulsão, execração, idolatria; algo ritualmente impuro e eticamente maligno; algo repugnante, que causa vômito". Deus estava falando, portanto, com Seu povo, dizendo: "vocês estão trazendo algo repulsivo, nojento, maligno, para dentro da Minha casa; vocês estão Me causando nojo, estão Me causando náuseas com isso".

Mas o que Israel estava fazendo - e que nós, crentes em Cristo, muitas e muitas vezes repetimos hoje - que estava "embrulhando o estômago" do Senhor? A introdução de estrangeiros (heb. "ben nekar", ing. "aliens") ímpios (incircuncisos de coração e incircuncisos de carne) no serviço (culto) ao Senhor, oferecendo sacrifícios ao Senhor! Circuncisão do coração refere-se a um reto estado da alma, a santidade; portanto o incircunciso de coração não foi santificado nem é santo aos olhos do Senhor, mas é ímpio (Rm 2.29), não-temente ao Senhor e desobediente à Sua Lei (daí a incircuncisão da carne) - ambas as circuncisões estão atreladas, pois quem não dá a mínima para a Palavra de Deus faz isso de coração. Incircuncisão do coração (do gr. sklerokardia, na LXX) exprime desse modo a indômita obstinação em opor-se a Deus (At 7.51). Assim, o que estava em foco nesse texto de Ezequiel, que causava abominação ao Senhor, era o fato de que homens ímpios haviam sido introduzidos na casa de Deus para agirem como sacerdotes, com todas as prerrogativas do ofício! Pessoas infiéis na função que admitia unicamente gente circuncidada no coração e na carne, povo genuíno de Deus!  Estavam ali, na casa de Deus, ministrando; oferecendo o pão do Senhor na mesa dos pães da proposição, queimando a gordura oriunda dos sacrifícios no altar e aspergindo o sangue do sacrifício! Realmente, só de pensar nisso, dá nó no estômago!

Hoje, a mesmíssima abominação é cometida em muitos lugares, por mais estranho e horrível que isso possa parecer! Há, hoje, uma imensa quantidade de homens e mulheres ímpios, não regenerados, não convertidos, que se encontram num estado de alienação das coisas divinas e espirituais - gente que não conhece a Cristo, estranhos ao Espírito Santo, ministrando no altar da casa de Deus, oficiando como se fossem sacerdotes e ministros do Senhor! Ministrando a Palavra (o pão), os dons e operações (gordura) e até a Ceia do Senhor (o sangue)! Isso se constitui numa verdadeira profanação da casa de Deus! Não há validade alguma no que eles fazem - eles invalidam a aliança! O sacrifícios dos ímpios são abominação ao Senhor (Pv 21.27)! Obviamente, um não-convertido ministrando num lugar de um convertido, ainda que siga o rito, não adorará ao Senhor, mas sim a um ídolo. Noutras palavras, introduzirá idolatria na casa de Deus transvestida de culto a Deus! Vale dizer que o ídolo, seja qual ele for, de qual geração for, de qual essência for, é abominação ao Senhor! (Dt 7.25,26)

A verdade é que em muitos lugares os crentes estão introduzindo nos púlpitos das Igrejas pessoas não-convertidas, para ministrarem ao Senhor; muitos desses não-convertidos até possuídos por espíritos demoníacos! Para ilustrar esta verdade, veja o que aconteceu na Nigéria, durante um culto na Synagogue Church Of All Nations pastoreada pelo pastor T.B. Joshua: um pastor que visitava a igreja manifestou uma possessão demoníaca durante um culto e, depois de liberto da opressão, confessou que buscou ajuda na feitiçaria para operar milagres em sua denominação, que vinha sofrendo com a perda de fiéis, conforme noticiado pelo jornal inglês "The Mirror" (http://www.mirror.co.uk/news/world-news/fallen-pastor-who-used-witch-8706923. Acesso: 02/09/16). Conforme noticia esse jornal, "o pastor Victory Chiaka estava tão desesperado para salvar sua igreja no estado de Imo na Nigéria que foi a um especialista em ocultismo para sacrificar uma galinha e uma cabra afim de conseguir uma vantagem sobrenatural" (tradução livre). O site "Gospel Mais" traz o desfecho do caso: "Durante uma oração para expulsar demônios, o pastor Victory Chiaka caiu se contorcendo.[...] De acordo com informações do Express UK, Chiaka ainda afirmou que, como sua igreja vinha crescendo e algumas pessoas testemunhavam curas e milagres, ele achou que Deus havia aprovado suas escolhas." (https://noticias.gospelmais.com.br/pastor-possesso-admite-ritual-feiticaria-operar-milagres-85319.html) Segundo outro jornal inglês, o "DailyMail", o pastor Victory Chiaka decidiu visitar a Synagogue Church Of All Nations para receber sua "libertação" depois de testemunhar as repercussões negativas.

Preste muita atenção, querido(a) leitor(a): Há muitos ministros, portadores de títulos de apóstolos, pastores, profetas, bispos, etc., espalhados pelo Brasil e pelo mundo que nunca se converteram de verdade e que estão sendo usados por espíritos malignos! Pessoas que não são convertidas e que estão fazendo de um tudo para crescerem "seus ministérios e igrejas", até mesmo consultar feiticeiros e praticar feitiçaria! Gente que se diz "usada por Deus", operando "nos dos espirituais", fazedores de milagres, quando na verdade a operação sobrenatural que está sendo realizada não tem origem na atuação do Espírito Santo, mas sim na atuação espíritos demoníacos!

A bem da verdade, essa paranóia gospel de "crescer e ser poderoso e reconhecido", que tomou conta do meio evangélico, está aniquilando ao pouco da verdadeira espiritualidade cristã que ainda resta à igreja, quer no Brasil, quer no mundo. Pelo crescimento e reconhecimento, topa-se o mundo na igreja; topa-se o "espiritismo gospel" (lenço ungido, água ungida, vassoura ungida, sal grosso, caneta ungida, sessão de descarrego, desfazimento de trabalho, etc), "prosperidade gospel" (amarra mamom, abre porta/janela, dá trízimo/quadrízimo, etc), "unções gospel" (do leão, da galinha, da coruja, dos oceanos, peniana, etc), "atos proféticos gospel" (pastor passando por cima dos membros da Igreja; líderes soltaram balões inflados com gás hélio, contendo palavras proféticas e uma semente, que se espalharão sobre o estado em um poderoso avivamento; etc), etc; falsos milagres e curas, pastores trancando demônios em garrafas, etc. Hoje, a igreja que deveria viver espiritualmente a fé bíblica vive o mundo, segundo as regras de mercado, usando e abusando do marketing para conquistar fiéis de outras denominações, pois isso redundará em poder econômico e político para o líder em seu projeto de pessoal de ascensão social. Apóstatas da fé!

Há uma proliferação de heresias (veja esta, da Joyce Meyer, noticiado pelo site Genizah: “Durante o tempo em que Ele permaneceu no inferno, o lugar para onde você e eu deveríamos  ir, por causa dos nossos pecados... Ele ali pagou o preço... Nenhum plano seria extremo demais... Jesus pagou na cruz e no inferno... Deus levantou do Seu trono e disse aos poderes demoníacos que atormentavam o  Seu Filho impecável: ‘Deixem-no ir’. Foi então que o poder da ressurreição do Deus Todo Poderoso entrou no inferno e encheu Jesus... E ressuscitou dos mortos o primeiro homem nascido de novo.” - “The Most Important Decision You Will Ever Make: A Complete And Thorough Understanding of What It Means To Be Born Again”, 1991, páginas 35-36 do original de Joyce Meyer) (fonte: http://www.genizahvirtual.com/2016/08/joyce-meyer-prestigio-luxo-fortuna-e.html. Acesso: 02/09/16).  E a cada dia surge uma nova! Doutrinas de demônios, ensino de espíritos enganadores!

Há uma frase atribuída a Lutero que se encaixa bem aqui: "Qualquer ensinamento que não se enquadre nas Escrituras deve ser rejeitado, mesmo que faça chover milagres todos os dias".

É óbvio que nesse ambiente, com gente ímpia ministrando no altar, o resultado só pode ser um: a perda de essência cristã por parte da igreja. Sim, porque Nosso Senhor está sendo substituído como fundamento da Igreja; Ele é, até hoje, a pedra que os edificadores rejeitaram! A igreja, hoje, não tem como fundamento os apóstolos (falo de apóstolos de verdade, não essa bizarrice que aí está). Hoje, o estado espiritual da igreja é "Jesus de fora, batendo a porta da Igreja" (Ap 3.20) - vazia de Deus, produzindo crentes vazios de Deus, sem essência, sem conversão - daí, aplica-se novamente Ezequiel: "invalidando a minha aliança". Pessoas que participam de cultos e voltam para suas vidas sem ter uma real transformação espiritual, sem experimentarem a regeneração, o novo nascimento do qual o Senhor falou, pré-requisito para entrada no Reino de Deus. Gente que até possui aparência de piedade, mas nega a eficácia dela; gente amante de si mesmos, avarenta, presunçosa, soberba, blasfema, desobediente a pais e mães, ingrata, profana, sem afeto natural, irreconciliável, caluniadora, incontinente, cruel, sem amor para com os bons, traidora, obstinada, orgulhosa, mais amiga dos deleites do que amiga de Deus (II Tm 3.1-5).

Isso é tão sério, tão grave, que o Espírito Santo inspirou todo um livro sobre o assunto: a Epístola de Judas. E é exatamente como o Espírito inspirou: "Porque se introduziram alguns, que já antes estavam escritos para este mesmo juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo. Estes são os que causam divisões, sensuais, que não têm o Espírito." (Jd 1.4,19) Note: NÃO TEM O ESPÍRITO! Se não possuem o Espírito, logo NÃO É O ESPÍRITO QUE ATUA POR MEIO DELES! Não se trata de "entendimento da Bíblia", não é "uma questão teológica", é muito mais sério: apesar da performance, não possuem o Espírito Santo! Veja, querido(a): quantas pessoas foram "ungidas" e "ministradas" pelo pastor Victory Chiaka? Quantas coisas sobrenaturais esse pastor fez? E quem estava por detrás desses atos, amado(a)? Quem estava por detrás do dito crescimento e proteção? O Espírito Santo? Deus? O Senhor Jesus?  NÃO, NÃO E NÃO! Irmão(ã), é hora de abrir os olhos! É hora de despertar, de amadurecer! É preciso conhecer o que é genuinamente espiritual, não ser ignorante quanto a esta realidade (I Co 12.1), ou Satanás vai continuar levando vantagem sobre você! Chega de abominações, óh! Igreja de Cristo! Chega de profanações! Chega de tolerar ímpios no governo da Igreja, nos altares e púlpitos, ministrando como se fossem cristãos genuínos!

Isso tudo tem gerado náuseas no Senhor; por isso Ele te chama ao arrependimento; sim, tu que tens concordado com essas coisas, que tens delas participado! Ele mesmo diz: "Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê pois zeloso, e arrepende-te." (Ap 3.19) Arrepende-te das tuas aleivosidades, da transgressão da aliança, a exemplo de Adão (Os 6.7)! O Senhor é o teu marido, o Deus de Israel é o teu Senhor, torna-te novamente para Ele, pois é rico em perdoar! Volte para o Senhor, ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã! (Is 1.18)

Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

A PARÁBOLA DO MORDOMO INJUSTO E A MORDOMIA CRISTÃ

"1 E dizia também aos seus discípulos: Havia um certo homem rico, o qual tinha um mordomo; e este foi acusado perante ele de dissipar os seus bens. 2 E ele, chamando-o, disse-lhe: Que é isto que ouço de ti? Dá contas da tua mordomia, porque já não poderás ser mais meu mordomo. 3 E o mordomo disse consigo: Que farei, pois que o meu senhor me tira a mordomia? Cavar, não posso; de mendigar, tenho vergonha. 4 Eu sei o que hei de fazer, para que, quando for desapossado da mordomia, me recebam em suas casas. 5 E, chamando a si cada um dos devedores do seu senhor, disse ao primeiro: Quanto deves ao meu senhor? 6 E ele respondeu: Cem medidas de azeite. E disse-lhe: Toma a tua obrigação, e assentando-te já, escreve cinqüenta. 7 Disse depois a outro: E tu, quanto deves? E ele respondeu: Cem alqueires de trigo. E disse-lhe: Toma a tua obrigação, e escreve oitenta. 8 E louvou aquele senhor o injusto mordomo por haver procedido prudentemente, porque os filhos deste mundo são mais prudentes na sua geração do que os filhos da luz. 9 E eu vos digo: Granjeai amigos com as riquezas da injustiça; para que, quando estas vos faltarem, vos recebam eles nos tabernáculos eternos. 10 Quem é fiel no mínimo, também é fiel no muito; quem é injusto no mínimo, também é injusto no muito. 11 Pois, se nas riquezas injustas não fostes fiéis, quem vos confiará as verdadeiras? 12 E, se no alheio não fostes fiéis, quem vos dará o que é vosso?" (Lucas 16:1-12)

Essa parábola é, talvez, uma das quais mais polêmicas e discordâncias tem suscitado em torno da sua interpretação. É, realmente, um texto difícil de interpretar e por conta disso muita confusão é feita, com evidentes erros bíblicos e que acabam gerando prejuízo para o exercício da fé. Longe de querer solucionar esta polêmica, a intenção dessa postagem é apresentar uma proposta de interpretação que não venha a ferir as regras da hermenêutica bíblica.

Primeiramente, devemos estabelecer o que é um mordomo. Um mordomo, no grego, oikonomos, é aquele que estabelece o "nomos" (lei, regra) da "oikos" (casa). A regra da casa, ou seja,  a forma do bom funcionamento da casa, é de responsabilidade do mordomo. Ele é um servo sobre servos, que tem responsabilidade com tudo que envolve a administração da casa do Seu Senhor. O mordomo não é dono, mas o dono da casa lhe confia tudo o que tem para ser cuidado e desenvolvido - inclusive Seus próprios servos. 

Inicialmente, vemos que no texto de Lucas 12:42, o Senhor já havia feito menção acerca do "mordomo fiel e prudente", como resposta à pergunta de Pedro. Ele aplica o conceito, assim, aos seus discípulos; não apenas os Doze, mas a todos aqueles que fossem colocados pelo Senhor como seus mordomos. Esse "mordomo", em Lucas 12, é aquele que dá a ração, a tempo, aos servos do seu senhor. Ração, nesse texto, é a tradução do termo grego "sitometron", "porção de carne", "uma porção medida de grãos ou de alimento" (desse termo veio a palavra "sitômetro", "aparelho usado para medir a densidade dos cereais"). Caracterizaria uma administração fiel (e sábia), portanto, a ração ser (1) entregue aos servos (não subtraída pelo mordomo, em todo ou parte), (2) a tempo, ou seja, na hora da alimentação e (3) na quantidade certa (nem mais, nem menos), de forma fiel e justa, conforme a necessidade de cada servo. Assim, vemos o exemplo bíblico de José, que "sustentou de pão a seu pai, seus irmãos e toda a casa de seu pai, segundo as suas famílias" (Gn 47.12), bem como a toda a terra do Egito

Nosso Senhor, em Lucas 12, nos diz que "bem-aventurado" (isto é, feliz) será o servo-mordomo que for achado fiel, quando Ele voltar. Ele será posto sobre todos os seus bens (Lc 12.43,44). Note que os mordomos do Senhor darão conta de seus atos nessa função, quando da volta do Senhor. Quem é o mordomo fiel? Aquele que é prudente, que governa bem, que trabalha com integridade, e dispõe as necessidades da casa, com suas mãos, com grande discrição e prudência. Novamente, aqui, vemos o exemplo de José, que foi mordomo fiel, sendo nomeado por Faraó o segundo no seu reino, governador de todo o povo do Egito (Gn 41.40,41), cercado de honras (Gn 41.42-44) e, por fim, teve o nome mudado - de José para Zafenate-Panéia (Gn 41.45). O apóstolo Paulo nos ensina que o que se requer de um mordomo é que ele seja achado fiel (I Co 4.2) e, sem sombra de dúvidas, o Senhor promete recompensar àqueles que forem achados, por ocasião de Seu retorno, nessa condição. Todo mordomo fiel sabe que Seu Senhor voltará e trará nas suas mãos o Seu galardão, para dar a cada um segundo as suas obras (Ap 22.12). Grandes recompensas, que durarão por toda uma eternidade!

Quando o mordomo deixa de cuidar com zelo e fidelidade dos bens do seu senhor, ele torna-se infiel. Em Lucas 12, esse mordomo infiel age como se Seu Senhor não fosse voltar: ele "começa a espancar os criados e criadas, e a comer, e a beber, e a embriagar-se" (Lc 12.45). Este mordomo infiel passou a agir com infidelidade para com seus conservos e para com si mesmo. Ele passou a abusar de sua autoridade com seus conservos; enquanto a si mesmo entregou-se a embriaguez e a glutonaria, vivendo sua vida com devassidão. Se entregaram aos prazeres mundanos. O Senhor promete que o mordomo infiel será pego desprevenido pelo próprio Senhor, dando a este mordomo a sua porção - eterna - com os infiéis (Lc 12.46). 

Em Lucas 16, ao contrário de Lucas 12, o destaque é dado somente ao mordomo como sendo infiel, "acusado de dissipar os seus bens" (ou seja, injustiça). Dissipar, do grego "diaskorpizo", significa, dentre outros, "desperdiçar", "espalhar", "defraudar". Portanto o mordomo infiel é incompetente, irresponsável ou negligente em suas funções que o seu Senhor o conferira. Note que o Senhor deste mordomo é "homem rico" (16.1), portanto a mordomia aqui é sobre muitos bens. Essa defraudação, conforme o texto da parábola indica, consistia em não cobrar as dívidas que outros haviam contraído com seu senhor. Sua função, portanto, era cobrador de dívidas. Assim, este mordomo, em sua infidelidade, simplesmente ignorava a sua função, ou seja, não cobrava as dívidasEste mordomo foi, assim, justamente acusado de infidelidade com os bens do seu senhor, o qual, por sua vez, chama-o e demite-o de sua função de mordomo (v.2). 

Note que há várias diferenças entre Lucas 16Lucas 12: o mordomo infiel, em Lucas, recebe uma recompensa eterna, enquanto o de Lucas 16 recebe uma recompensa terrena. Essa diferença já nos mostra que há pelo menos dois aspectos diferentes (e portanto duas intenções diferentes) sendo tratados pelo Senhor nesses dois textos e, portanto, não podem ser encarados como se fossem a mesma coisa. Entender isso é imprescindível para compreender as parábolas; sem isso, criaremos doutrinas estranhas à Bíblia e colocaremos palavras na boca do Senhor Jesus as quais Ele não disse e nem tencionou dizer. Em Lucas 12, o contexto requer que os discípulos são os mordomos e o Senhor Jesus é o dono da casa; já em Lucas 16 nem uma coisa nem outra estão em foco ou são aplicáveis, apesar das semelhanças; o "senhor/homem rico" é um dos filhos deste mundo, que se admira com a nitidez e rapidez de ação do mordomo. Em Lucas 12, o mordomo é considerado infiel por abuso de autoridade e devassidão moral; em Lucas 16 o mordomo é considerado infiel por defraudação/desperdício (por injustiça), por esbanjar os bens do seu senhor (como acontece na parábola do filho pródigo). 

Em Lucas 16, o mordomo é despedido pelo seu senhor. O que ele passa a fazer? Ele passa a negociar as dívidas com os devedores, de forma que estes devedores o recebessem, após a sua demissão, em suas casas. Note que ele permanece infiel - ele manda que os devedores "escrevam num papel" uma dívida menor do que a verdadeira.  Ele estava garantindo seu lugar às custas do seu senhor, pensando egoisticamente só em si mesmo. A intenção óbvia do mordomo aqui é agradar a estes devedores; uma vez que já estava com "aviso prévio" conferido pelo seu senhor. Obviamente, um ato de desonestidade. No entanto, há algo na atitude do ex-mordomo que o ex-senhor (o homem rico da parábola) louva: a prudência (do grego "phronimōs", "sensibilidade"; "inteligência", denotando astúcia e habilidade).  Talvez o melhor título para esta parábola fosse "O Mordomo Hábil", porque e este o destaque e principal lição da mesma. 

Nosso Senhor conclui esta parábola dizendo que "os filhos deste mundo são mais prudentes na sua geração do que os filhos da luz" (v.8) e que nós, crentes em Cristo, devemos "granjear amigos com as riquezas da injustiça; para que, quando estas vos faltarem, vos recebam eles nos tabernáculos eternos" (v.9). A interpretação do versículo 8 é bem simples: ela dá aplicação direta da parábola, mostrando que os filhos da luz precisam aprender a terem criatividade e habilidade para conduzirem os assuntos de Deus, assim como os filhos deste mundo são hábeis e criativos naquilo que pertence ao reino das trevas. A comparação, portanto, está na habilidade em conduzir os assuntos que são confiados, não nos assuntos per se.  

A partir daí, nos versículo 10 o Senhor Jesus continua a aplicação da parábola, mostrando que a fidelidade (ou infidelidade) não está ligada à quantidade do que é confiado, mas é uma questão de princípio (v. 10). Ou seja, ninguém será desculpado por má administração de recursos alheios com a justificativa de que "eram poucos os recursos".  Se os recursos são poucos, a criatividade e a habilidade precisam ser maiores ainda! Aqui, o Senhor responde de antemão àqueles que justificam sua infidelidade para com ele na quantidade de recursos materiais disponíveis - tamanho de Templo, volume de recursos financeiros, etc. Não há desculpa para não fazermos o que o Senhor requer de nós; os recursos podem ser poucos aos nossos olhos, mas se mostrarão suficientes se forem usados com inteligência, habilidade e criatividade! Afinal, o Senhor não pede para fazermos algo "além das nossas forças". Obviamente, aqui figura a necessidade de planejamento para aplicação de recursos, de forma a alcançar metas e objetivos pré-determinados. Este planejamento abrange a identificação e equilíbrio das receitas e despesas, o ajuste de contas, a escolha de investimentos e a renegociação de dívidas, quando necessário.

Sobre planejamento financeiro, o site "Dinheirama.com" traz uma importante reflexão e recomendação: "Ao contrário do que muitos imaginam, o planejamento financeiro independe da renda do indivíduo. No Brasil, não temos a cultura de desenvolver este plano, assim, ficamos mais vulneráveis às incertezas e riscos e deixamos passar as oportunidades. Todos precisam se planejar, pois, além de termos sonhos e objetivos, imprevistos fazem parte da vida e somos capazes de encará-los com muito mais tranquilidade quando preparados financeiramente para tal" (http://dinheirama.com/blog/2014/10/30/planejamento-financeiro-por-onde-comecar-como-fazer/. Acesso: 19/08/2016)

Ainda com relação ao assunto, há uma excelente recomendação feita por Marcel Nozaki Ulharuzo, em seu Trabalho de Conclusão de Curso de graduação em Administração, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, intitulado "Planejamento financeiro em igrejas: estudo de caso na Igreja Batista Brasa Zona Norte": "[...] sugere-se à organização a continuidade das campanhas que visem buscar um adicional às receitas da igreja. Entretanto, propõe-se uma nova abordagem. Conforme o proposto por Drucker (2006), a melhor forma de incentivar que os indivíduos contribuam é trabalhar a relação entre a instituição e os mesmos de forma a proporcionar aos recebedores uma ligação de interesse com os objetivos organização. Isso significaria deixar de expor as necessidades da instituição, para evidenciar as necessidades dos próprios membros que são supridas por intervenção da BZN. [...] Outra sugestão feita é que sejam abertos aos membros os orçamentos elaborados para os grandes investimentos, de maneira a expor as necessidades de captação para a execução dos mesmos [...]. Assim, reformas e investimentos em infraestrutura devem ser viabilizados, na medida em que os próprios contribuintes se identificarem com as carências mencionadas pelos gestores e participarem das campanhas especiais estabelecidas." (https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/67514/000868554.pdf?sequence=1. Acesso: 19/08/2016)

Quem quer "viver mudando os móveis" não pode reclamar de que o "salário" é baixo! Não é sair gastando com projetos elaborados "na paixão", mal planejados (especialmente projetos de alto risco), e depois queixar-se que não tem recurso para as obrigações. Por exemplo, não adianta "torrar recursos" com a aquisição de um ônibus para a Igreja se não há volume de entradas capaz de sustentar o abastecimento de combustível e a manutenção do mesmo. Não adianta "investir na produção de música" com a banda da Igreja, se não há negociação com canais de produção e de distribuição e nem estratégia de lançamento e divulgação, nem de manutenção dos integrantes da banda (salário/participação nos lucros/diárias para hospedagem em viagens), ou um mínimo estudo de preferência musical dos eventuais compradores das músicas (lembrando que tudo isso envolve custo, em um investimento de alto risco). Será recurso perdido! Esse conhecimento é básico nas escolas de administração, quer nos cursos de graduação, quer nos MBA! Note que nada aqui é "tesouro no céu", nada aqui é "riqueza eterna"; antes, são "riquezas mundanas" (ou injustas).

É preciso fidelidade na administração das "riquezas injustas"! Por isso, o Senhor pergunta no vers. 11: "Pois, se nas riquezas injustas não fostes fiéis, quem vos confiará as verdadeiras?" Ou seja, quem vos confiará as verdadeiras riquezas - as riquezas espirituais - se nem nas terrenas vocês são fiéis?  Se não conseguimos ser fiéis na gestão do dinheiro, como seremos fiéis na gestão dos dons espirituais? Como receberemos dons de cura, ou operações de maravilhas, se não conseguimos ser fiéis na administração financeira e secular dos aspectos da Igreja? Afinal, se eu administro mal um ("o pouco"), administrarei mal o outro ("o muito") e o Senhor não tem interesse em uma má administração daquilo que é seu. A gestão das "riquezas injustas" (do grego translit. "mamōna adikō") é o estágio profissional para ser "gestor das riquezas verdadeiras". Novamente, o pouco e o muito contrastados. E esse "muito" pode ser ainda muito maior: pode envolver a gestão de nações no milênio (Ap 2.26,27), só para ficarmos no que foi revelado! 

Porém, o versículo 9 é o mais difícil de se interpretar. O fato é que o versículo 9 parece deslocar a interpretação do versículo 8. Porém, o versículo 9 precisa ser interpretado à luz de tudo o que foi dito até aqui, ou seja, à luz do princípio que a parábola de Lucas 16 ensina. É possível "granjear amigos com as riquezas da injustiça", de forma que esses amigos nos recebam nos tabernáculos eternos? Sim, é possível. Exemplificando: é possível usar as riquezas injustas para socorrer aqueles que precisam, e isso ter como desdobramento mais que um laço de gratidão: aquela pessoa pode, dependendo da situação, vir a tornar-se cristã! Veja, por exemplo, Barnabé. Em Atos 4:36,37, encontramos Barnabé vendendo a sua propriedade a fim de ajudar a Igreja no desempenho de sua missão. Ele era um homem bom, de coração disposto e de larga visão. Além de todos os outros belos traços de seu caráter, devemos acrescentar seu forte espírito de fraternidade para com seus irmãos em Cristo, pois era guiado pelo Espírito Santo ao ofertar para suprir a necessidade daqueles que não tinham. Esse, aliás, era o fruto visível da mudança de vida daqueles que confessavam a Cristo. As escrituras dizem: "Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade...Pois nenhum necessitado havia entre eles, porquanto os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam os valores correspondentes e depositavam aos pés dos apóstolos; então, se distribuía a qualquer um à medida que alguém tinha necessidade" (Atos 2:44-45; 4:34-35). 

Acerca disso, comenta o saudoso Rev. David Wilkerson em seu sermão "O Toque de Deus - O Toque Humano": "[...] as possessões que vendiam eram coisas que eles tinham acima e além de suas necessidades, coisas não essenciais à sua sobrevivência. Em alguns casos, elas provavelmente tinham se tornado como fortalezas dentro do coração dos proprietários. Então os bens foram vendidos, transformados em dinheiro, e doados para sustentar as viúvas, os órfãos e os desamparados da igreja. Eis o testemunho que se propagou de Jerusalém - é a mensagem que o Espírito de Deus queria espalhar por todo o mundo: Somente o poder de Deus poderia romper o espírito de materialismo que asfixiava Israel há séculos. Pense no poder que foi necessário para agitar e despertar um povo autocentralizador e ambicioso, que por centenas de anos havia desprezado o pobre. Os estrangeiros que ouviram estes crentes falando em suas próprias línguas, agora viam-nos se desfazendo de materiais valiosos. E estas possessões não eram sucata. Elas obviamente estavam sendo vendidas como sacrifício. Mais uma vez, os observadores tinham de perguntar: "O quê está acontecendo? Por que está havendo tantas placas de 'Vende-se'? Será que essas pessoas estão sabendo de algo que nós não sabemos? [...] Aqui estava o testemunho do Pentecostes. O mundo viu aqueles crentes cheios de poder amando uns aos outros, vendendo seus bens, dando aos necessitados. E era exatamente isso que o Santo Espírito queria deles. Ele desejava um testemunho vivo para o mundo quanto ao amor de Deus. Eles estavam proclamando o evangelho de Cristo através de seus atos." (http://www.tscpulpitseries.org/portuguese/ts020527.html. Acesso: 19/08/2016)

Isso é fazer amigos para a eternidade! E se a forma de fazer esses amigos é ser um bom mordomo com as "riquezas injustas", então que assim seja! Um tesouro no céu é também uma alma que lá entrará por nosso bom testemunho, mas também pela nossa sabedoria e inteligência. Se é a venda de alguma propriedade ou patrimônio adicional, com recurso oriundo sendo revertido para atender à necessidade urgente de uma pessoa; se é a generosidade em ajudar alguém, ou mesmo um simples almoço, roupa, remédio ou carona; enfim, se assim é que essa pessoa conhecerá a Cristo através da minha vida, então assim seja! Eu não devo "reter além do necessário", nem encolher a minha mão frente às necessidades daqueles que me são próximos. Afinal, até dos recursos injustos somos mordomos de Cristo!  Não é à toa que Nosso Senhor Jesus conclui esse ensino, dizendo: "Nenhum servo pode servir dois senhores; porque, ou há de odiar um e amar o outro, ou se há de chegar a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom" (Lc 16.13). Mamom, aqui, é o termo aramaico transliterado para o grego que é traduzido por riqueza, o mesmo termo usado desde o início desse capítulo. Não é possível, nas palavras de Jesus, servir a Deus e às riquezas ao mesmo tempo; ou somos servos de Deus e assim procuraremos agradar a Deus (e portanto desprezaremos as riquezas) ou agradar as riquezas (mamom) e com isso desprezaremos a Deus!

Concluindo, surge uma pergunta: quem são os mordomos, hoje? Levando em consideração que cada crente em Cristo tem um ou mais dons espirituais (I Co 12.11; I Pe 4.10) e talentos humanos, cada crente, como servo do Senhor, é um mordomo do Senhor a quem o Senhor conferiu Seus bens para serem usados em prol de Sua Igreja e Reino. Porém, há aquele servo a quem foi confiado outros servos - são estes os apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres - além dos presbíteros e diáconos e líderes em geral. Mesmo um líder de departamento infantil é um mordomo. Todos os mordomos tem grande responsabilidade com àquilo que é do Senhor, porém muito mais responsabilidade tem aqueles que cuidam também dos outros servos. E um dia o Senhor voltará! Voltará e se reunirá com cada um dos seus mordomos para acerto de contas: "o que fizeste com aquilo que é Meu? Com aquilo que confiei a Ti? Dá contas da tua mordomia!" Vamos prestar conta da nossa mordomia (Lc 16:1), de como usamos nossa vida, família, bens, recursos, talentos, dons,oportunidades, tempo, dinheiro, inteligência, etc. E aí, querido(a) leitor(a), como será no seu caso? O Senhor disse que há quem muito é dado, muito será cobrado (Lc 12.47,48)! Será você considerado fiel ou infiel? Será você posto sobre os bens do Seu Senhor, ou a sua parte será com os infiéis?  

Pense nisso! Deus está te dando visão de águia!