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domingo, 9 de dezembro de 2018

A ESSÊNCIA DA GRAÇA É O FAVOR DIVINO SEM MÉRITO, HOJE E ETERNAMENTE

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Guarda-me, ó Deus, porque em ti confio.
A minha alma disse ao Senhor: Tu és o meu Senhor, a minha bondade não chega à tua presença,
Mas aos santos que estão na terra, e aos ilustres em quem está todo o meu prazer.
As dores se multiplicarão àqueles que fazem oferendas a outro deus; eu não oferecerei as suas libações de sangue, nem tomarei os seus nomes nos meus lábios.
O Senhor é a porção da minha herança e do meu cálice; tu sustentas a minha sorte.
As linhas caem-me em lugares deliciosos: sim, coube-me uma formosa herança.
Louvarei ao Senhor que me aconselhou; até os meus rins me ensinam de noite.
Tenho posto o Senhor continuamente diante de mim; por isso que ele está à minha mão direita, nunca vacilarei.
Portanto está alegre o meu coração e se regozija a minha glória; também a minha carne repousará segura.
Pois não deixarás a minha alma no inferno, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção.
Far-me-ás ver a vereda da vida; na tua presença há fartura de alegrias; à tua mão direita há delícias perpetuamente.

(Salmo 16)

Nesse salmo, Davi medita sobre os benefícios que recebia de Deus e, por isso, se sente impulsionado a dar graças. Davi se rende e se devota inteiramente ao Senhor, declarando que a plena e substancial felicidade consiste em repousar exclusivamente em Deus. Ou seja, podemos dizer que esse salmo retrata algo que poucos entendem, ensinam e conhecem: Graça. 

Essa Graça, manifesta na prática por toda bondade, misericórdia e benefícios de Deus para com Davi, é a mesma Graça de Deus hoje. Isso mesmo: mesmo em tempos da Lei, a intenção de Deus sempre foi tratar Seu povo com Graça. Dentre outras razões que fogem ao escopo aqui, por isso a Lei veio primeiro: para que, tendo experimentado a Lei, possamos reconhecer a profundidade e a altura da Graça! Quem viveu os rigores da Lei e por ela foi considerado transgressor e digno de morte, com toda certeza verá a Graça como um bálsamo e jamais dela procurará se apartar!

Esse é um dos principais problemas com sistemas religiosos legalistas. Todo legalista, que diz ter prazer em viver a Lei e que procura se auto-afirmar diante de seus co-religiosos pelo cumprimento de códigos e regras, vive na mentira e é, na verdade, um mentiroso.  Ninguém jamais conseguiu viver a Lei nem jamais conseguirá vivê-la, pois a Lei foi dada para condenar. A Lei condena cada homem, mulher e criança como pecador inveterado, amante do pecado e servo do mesmo, fazendo silenciar toda auto-justificação e reduzindo todo manto escarlate de justiça pessoal à condição de pano sujo e rasgado, de trapo de imundícia! 

O legalista entende que precisa pagar a Deus alguma coisa e se esforça para realmente fazê-lo. Daí, ele se esforça ao máximo para ser digno diante de Deus, de forma a "retribuir" a Deus por todos os Seus benefícios. Na prática, o legalista diz a Deus "olha, estou pagando a dívida! Vê como eu sou o melhor de todos! Vê como eu me esforço! Jejuo 3 vezes ao dia, oro 6 vezes, dou o dízimo de tudo, frequento assidamente as reuniões, faço caridade..." e por aí vai. Devedor a Deus é algo que todo ser humano de todas as eras sempre será; no entanto, essa dívida, impagável pelo lado humano, somente pode ser paga pelo sacrifício gratuito de Cristo Jesus. Esse é o único pagamento aceito por Deus - aquele que Seu Filho pagou! Por isso, aquele que crê em Jesus, que se identifica com o Seu sacrifício na cruz e que rende a vida à Ele, passa a viver na condição de devedor eternamente perdoado! Dívida cancelada, totalmente paga! Perdoado no passado, perdoado no presente e perdoado no futuro! "E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos; tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz" (Cl 2.13,14)  Segue-se então que agora a vida, na condição de perdoado pela fé em Cristo, é a vida de fé e gratidão, de confiança em Deus e de amor retributivo, de nossa parte, Àquele que nos amou primeiro! Cada gesto na vida, portanto, deve ser um gesto movido pelo amor a Deus, como louvor e ações de graças a Ele, e não a apresentação de um "rol de notas fiscais de pagamento"!  

Graça é a relação de Deus para conosco, mas é também a nossa relação para com Ele! Não existe recebermos Graça e retribuirmos Lei! Deus não aceitará Lei da nossa parte, de forma alguma! Ou é Graça, ou estamos dizendo a Deus com nossas atitudes que a dívida com Ele permanece e, com isso, o sacrifício de Jesus foi em vão para nós!

Voltando ao Salmo 16, Davi fala da Graça. Ele começa dizendo: “Guarda-me, oh Deus, porque em ti me refugio”. Davi pede ao Senhor que lhe proteja durante todo o curso de sua vida. Deus era o refúgio de Davi – nenhum esconderijo humano, nenhuma iniciativa humana para a auto-proteção tem sucesso se o Senhor não for o verdadeiro refúgio, se a confiança não estiver Nele.

Temos muitos inimigos externos, estamos cercados por eles todo o dia: Satanás em derredor, buscando tragar a nossa alma. O mundo, com suas ofertas sedutoras. O espírito de violência que está sobre o mundo, atuando sobre os pecadores. Doenças de toda a sorte.  Somos provados pelo tentador com tamanha força e com furor, com tantas artimanhas e astúcia, que faz com que nossa batalha individual e coletiva seja humanamente falando muito desigual. Ele é um anjo (caído), nós somos seres humanos! Além disso, temos muitos inimigos internos: As nossas fraquezas e tendências ao retrocesso, à queda, ao pecado, ao desânimo, à desconfiança em Deus e à desistência. Crises emocionais e espirituais.  Se formos olhar para nós mesmos, para nossas próprias forças e capacidades de defesa, de perseverança, veremos o quão fracos e pequenos nós somos. Como dizia Lutero em seu hino “Castelo Forte”, “a nossa força nada faz, estamos nós perdidos”! QUANTO OS NOSSOS INIMIGOS JÁ TENTARAM – E AINDA TENTAM – NOS DESTRUIR!

O fato de estarmos hoje com vida física e espiritual, de termos vencido até aqui, é por um único motivo: porque temos feito o Senhor o nosso refúgio! Ele é a nossa fortaleza, o nosso Castelo Forte! Deus nos traz todo o dia o seu socorro e assim somos diariamente protegidos! JESUS É O NOSSO SENHOR!  

“Digo ao Senhor, outro bem não possuo: Davi diz que não pode dar nada a Deus, não só porque Deus não tem necessidade de coisa nenhuma, mas também porque o homem mortal não pode merecer o favor divino por alguma coisa que venha a fazer para Deus. “Outro bem não possuo”, Na KJV, é traduzido por “minha beneficiência não te alcança”. É impossível para os homens, por quaisquer méritos pessoais, fazerem com que Deus tenha obrigações para com eles, como se Deus se tornasse devedor aos homens. NÓS SEMPRE SEREMOS DEVEDORES PERDOADOS! Quando nos achegamos a Deus, devemos fazer isso sem nenhuma presunção. Não há bem nenhum em nós, nenhum mérito pessoal. Todo o serviço prestado ao Senhor nada é em si mesmo, somos indignos de recompensas da parte do Senhor.

Davi menciona “os santos que estão na terra”. Eles são excelentes, são nobres, notáveis. Não deve haver nada mais precioso para nós que nossos irmãos e irmãs em Cristo. Devemos dar valor e prestigiar aos que temem a Deus, buscando ter comunhão com eles, pois isso Deus considera como agradável! O verdadeiro estado do meu coração é indicado por meu amor por eles. Em todos os lugares e em todos os momentos, o amor para aqueles que amam a Deus e uma disposição para buscar o bem deles, sua felicidade e sua amizade, será uma característica da verdadeira piedade e devoção. Obviamente, tudo aquilo que destrói essa comunhão é inimigo ferrenho de Deus, devendo ser reputado como nosso inimigo também! Note, ainda, que isso não significa ter comunhão com ímpios em qualquer nível (v.4). As dores deles são multiplicadas, porque vivem impiamente, indo após deuses falsos. Não devemos oferecer as suas “libações de sangue”, nem mencionar os nomes de suas abominações com nossos lábios (Ef 5.11,12). 

Davi bendiz ao Senhor que o aconselha, tanto de dia quanto à noite, falando-o em sua consciência e assim direcionando sua vida. É somente por meio da direção do Senhor que podemos fazer as escolhas certas nas horas certas. Davi não vivia segundo seu conceito de certo e de errado, mas segundo a vontade revelada de Deus para sua vida. Viver segundo o conceito de certo e errado é a pior coisa que podemos fazer, porque é justamente esse tipo de vida que nos levou ao "abismo espiritual" que vivemos! Viver segundo certo e errado é viver segundo o conhecimento do certo e do errado, do bem e do mal; é viver com base na árvore do conhecimento! Por outro lado, quem busca viver segundo a árvore da vida, vive na dependência de Deus. Deus é o guia, Ele é quem diz se é isso ou aquilo que Ele deseja de nós, não nós mesmos com nosso discernimento tosco de certo e errado.  É VIVER SEGUNDO A VONTADE REVELADA DE DEUS E BUSCAR REVELAÇÃO DA VONTADE DE DEUS PARA VIVER.

A Palavra de Deus nos adverte: Onde não há conselho os projetos são vãos (Provérbios 15.22). O Senhor dos Exércitos é maravilhoso em conselho e grande em obra (Isaías 28.29). Não há sabedoria, nem inteligência, nem conselho contra o Senhor (Provérbios 21.30). Eis por que precisamos desse Guia por excelência: nada somos sem o nosso Criador e sem a Sua excelsa Palavra! Deus tem prazer em nos direcionar os passos, em dirigir a nossa vida. Ele não fica feliz diante das nossas quedas, encrencas, fracassos; não tem prazer em nossa ruína. Por isso não nos deixou sozinhos nesse mundo, mas nos deu o Seu Espírito, que fala aquilo que Dele ouviu, que mora em nosso interior. Nosso Senhor nos deu a Igreja, e nos deu uns aos outros. Deus dons e ministérios. Deu a Sua Palavra. Isso tudo é graça TEMOS QUE APRENDER A OUVIR E A OBEDECER AO SENHOR PARA NOSSA PRÓPRIA FELICIDADE! 

Ao exclamar, "O Senhor é a porção da minha herança", Davi se identifica com os filhos de Levi, cuja herança era o Senhor (Dt 10.9). Nossa herança é o Senhor. É Ele o Único bem verdadeiro que temos em vida, e o Único bem verdadeiro que teremos na morte! Tendo o Senhor sempre na nossa presença, diante dEle, jamais seremos abalados! Viveremos alegres e repousaremos seguros hoje, amanhã e sempre! É interessante que Davi fala de linhas. Essas linhas falam daquelas usadas na medição e na divisão da herança (terra de Canaã). Davi diz que a ele coube uma formosa herança – o próprio Senhor! A Davi, coube o Senhor na divisão da herança – Isso é Graça!

O Senhor é quem sustenta a nossa sorte! É o Senhor quem determina o nosso destino, não o acaso. É Ele quem garante o nosso futuro. Todos quantos não tem seu fundamento e confiança postos em Deus vivem em estado de irresolução e incerteza. São constantemente levados pelos dilúvios de erros que prevalecem no mundo.

Davi, por ter o Senhor sempre em sua presença, sabe que jamais será abalado! Por isso, mesmo diante de tantos inimigos e desafios, ele não fica deprimido, mas se alegra e exulta! Sua confiança no Senhor estende-se dessa vida até ao limite máximo da vida humana – a morte física. NEM A REALIDADE DA MORTE ASSUSTAVA A DAVI.

A morte, na Bíblia, é mais que um estado. Ela é uma pessoa, um inimigo a ser vencido (I Co 15.26). Um inimigo cruel, que anda junto com o inferno, tragando as almas dos homens (Ap 6.8). Porém, mesmo diante desse terrível inimigo, Davi dizia "Minha carne repousará segura"! Aleluia! Davi cria na sua imortalidade. Seu corpo não ficaria eternamente na sepultura sob o poder da corrupção, nem sua alma ficaria eternamente no lugar dos mortos; Deus haveria de o ressuscitar, para uma vida imortal. Davi, sem saber, profeticamente fala acerca da vitória de Cristo sobre a morte e sobre o inferno, vitória esta que por Cristo é extensiva a todo verdadeiro crente em Cristo, que crê e entrega a sua vida aos cuidados do Salvador e Senhor Jesus!

O Santo do Senhor (Jesus) não permaneceu com sua alma na morte, nem viu a corrupção. Deus ressuscitou a Cristo, rompendo os grilhões da morte, pois não era possível que fosse retido por ela (At 2.24-32). O corpo de Davi permanece nessa terra, mas sua alma está na presença imediata do Senhor. Hoje, Davi aguarda, junto com uma incontável multidão de santos, a ressurreição física do seu corpo! Nós também, fiéis em Cristo, haveremos de um dia ressuscitarmos do pó da terra. Nem mesmo a morte, nem mesmo o inferno, pode contra aquele que tem a sua vida posta em Deus! A POSSE DE CRISTO SOBRE NÓS SE ESTENDE A TODA A CONDIÇÃO DA VIDA HUMANA, ATÉ A RESSURREIÇÃO. ISSO É GRAÇA, FAVOR IMERECIDO, HOJE E ETERNIDADE A FORA! PARA TODO O SEMPRE!
 
Graça! Graça na proteção e no cuidado de Deus! Graça na direção para a vida e na salvação eterna, inteiramente provista e mantida por Deus! Nada que façamos, nenhum bem que entreguemos, nenhuma dádiva, nenhuma oferta, nenhum sacrifício pode hoje e nem jamais poderá, eternamente, pagar isso que Deus fez, faz e fará por nós e em nós!  Não há pagamentos a serem feitos, nem há uma dívida a ser paga! Jesus pagou tudo por nós, de forma que hoje estamos quites com Deus por Cristo Jesus! Ele, o Senhor Jesus, é o Penhor da Nossa Herança! Mesmo nossas boas obras foram todas preparadas por Deus de antemão, antes da salvação, para que um dia andássemos nelas; mesmo essas boas obras são feitas em Cristo com a Graça de Cristo, pois sem Ele nada podemos fazer!

A verdade é que eu e você, querido(a) leitor(a), somos como um deserto seco, incapaz de florescer por si mesmo! Somos terra de ninguém, infrutífera, rachada! Mas a Graça de Deus é tal que escolhepara Si eu e você, desertos estéreis, e ainda nos faz florescer!   Nunca apresente a Deus seu currículo de boas obras e realizações, porque para Aquele que te salvou a multidão das tuas boas obras e realizações são apenas o testemunho da Graça de Deus na sua vida! Afinal, é Ele quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade (Fp 2.13)!

Pense nisso!
Graça e paz!

domingo, 25 de novembro de 2018

DEUS ESTÁ SEMPRE NO CONTROLE, MESMO QUANDO AS CIRCUNSTÂNCIAS PARECEM DEMONSTRAR O CONTRÁRIO

Ó Deus, tu nos rejeitaste, tu nos espalhaste, tu te indignaste; oh, volta-te para nós. Abalaste a terra, e a fendeste; sara as suas fendas, pois ela treme. Fizeste ver ao teu povo coisas árduas; fizeste-nos beber o vinho do atordoamento. Deste um estandarte aos que te temem, para o arvorarem no alto, por causa da verdade. (Selá.) Para que os teus amados sejam livres, salva-nos com a tua destra, e ouve-nos; Deus falou na sua santidade; eu me regozijarei, repartirei a Siquém e medirei o vale de Sucote. Meu é Gileade, e meu é Manassés; Efraim é a força da minha cabeça; Judá é o meu legislador. Moabe é a minha bacia de lavar; sobre Edom lançarei o meu sapato; alegra-te, ó Filístia, por minha causa. Quem me conduzirá à cidade forte? Quem me guiará até Edom? Não serás tu, ó Deus, que nos tinhas rejeitado? tu, ó Deus, que não saíste com os nossos exércitos? Dá-nos auxílio na angústia, porque vão é o socorro do homem. Em Deus faremos proezas; porque ele é que pisará os nossos inimigos. (Salmo 60)

O título do salmo diz: “Quando ele guerreou com Aram Naharaim e com Aram Zobá e quando Joabe voltou e feriu Edom no vale do sal, doze mil homens”. Aram, a que o texto se refere, é a Síria. Trata-se de um território muito grande onde Zobá está na parte sul, fazendo fronteira com o limite Norte de Israel. Já Aram Naharaim, que significa Aram “entre os dois rios” – o Eufrates e o Tigre –, fica ao norte, na região conhecida como Mesopotâmia. Enquanto Israel ganhava vitórias pelo lado da Síria, os edomitas atacaram desde o sul de Judá; e, ainda que 2 Samuel 8 fale somente de vitórias, este Salmo indica que primeiro houve uma derrota (vv. 1–4, 10). Isso obrigou Davi a enviar uma tropa para defender o país dos edomitas, tropa que parece ter tido dificuldades para repelir os invasores do Sul. Diante do cansaço da guerra, dos inúmeros inimigos e do constante risco de ser derrotado, Davi escreve o salmo, na forma de um diálogo com Deus, que ensina lições preciosas para o servo de Deus que passa por provações longas e duras.

Esse salmo é um clamor nacional: "Deus, tu és o responsável pela nossa derrota!" Igual a outros salmos de súplica, aqui o povo responsabiliza Deus por sua derrota: “Deus, fomos derrotados porque Tu nos desamparou sem razão”!  O povo está frustrado diante de sua realidade!

A frustração faz parte da realidade humana e ela vem em forma de um projeto que não deu certo, da perda de uma pessoa querida, de um pecado que não queríamos cometer ou mesmo diante de uma pergunta "eternamente" sem resposta. Diante da frustração, buscamos fazer “inventários de culpados”, buscamos responsabilizar sempre alguém pela situação que enfrentamos. Aqui, nesse Salmo, é o povo escolhido de Deus quem está a fazer esse inventário. O resultado final é: “Deus é o responsável por isso”! 

Hoje, infelizmente há muitos e muitos crentes fazendo coro com os descrentes numa só “canção”: Deus é o responsável direto pelas mazelas humanas! É como se Deus tivesse prazer em ferir a humanidade ou vê-la sofrer e, para isso, usasse Seu poder para causar dor e sofrimento ao homem! Ou se Ele estivesse assistindo, passivo e impotente, diante das mazelas de cada pessoa existente nesse planeta. Basta uma tormenta, basta uma doença imprevista, basta uma crise financeira, basta um revés ministerial, basta uma luta mais duradoura que a fé, outrora sólida, começar a liquefazer e até a vaporizar pelo calor da situação. Com isso, o povo que diz conhecer a Deus demonstra, com suas ações e palavras, que não O conhece. Muitos confiam assim mais no homem, que é falho, do que em Deus, que “não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa.” (Nm 23.19) 

Não são poucos que diante do problema vêem Deus como alguém irado ao extremo. Veja o que diz o salmista: Ó Deus, tu nos rejeitaste, tu nos espalhaste, tu te indignaste. “Indignado”, do hb. 'anaph – “difícil de respirar”, “respirar de forma ofegante” (fig.: bufando de raiva), enfurecido. Deus aqui é visto como extremamente irado contra o seu povo. O salmista coloca a ação de Deus aqui como um terremoto: o que parece estar firme, Deus pode sacudir. A mesma idéia está na expressão “vinho que atordoa” (v.3).  

Deste um estandarte aos que te temem, para o arvorarem no alto, por causa da verdade. “Um estandarte” faz alusão ao governo de Davi, rei de Israel, que muitas e muitas vitórias conquistou em nome do Senhor para seu povo. Aqui há uma oposição de conceitos: o estandarte, que deveria ser de vitória “para aos que temem ao Senhor”, foi na verdade um estandarte de fuga, em meio a derrota. O problema é que o que Deus fez no passado usando Seu servo Davi (e Moisés, Arão, Samuel, Josué, Paulo, etc.) não é garantia automática de que Ele fará o mesmo no presente! Significa que Ele pode fazer, mas passsar do ato potencial para o real depende de muitas coisas - dentre elas, do plano de Deus para nossa vida particular! Aqui, jaz o imenso erro dos pregadores da teologia da prosperidade e dos pregadores triunfalistas: o fato de Deus ter realizado maravilhas no passado de Seu povo Israel (e na vida da Igreja, no Livro de Atos) não significa uma obrigação de que tais coisas sejam feitas no presente - Deus não vai abrir um caminho na Baía de Guanabara para você atravessar a distância entre Niterói e Praça XV a pé enxuto pelo mar porque você está sendo sendo perseguido no seu trabalho - ainda que Deus possa abrir o mar novamente sem sombra de dúvida! 

Os registros bíblicos servem, de forma geral, para que conheçamos a Deus e Seu plano para a humanidade e inspirar nossa fé em Deus, na Sua bondade e Amor sempre firmes e invariáveis por nós por meio de Cristo Jesus! Porém, no plano pessoal, essa Bondade e Amor podem se manifestar de forma totalmente diferente não só do passado bíblico, como daquilo que pensamos e esperamos. Noutras palavras, o Amor de Deus (e Seus outros atributos) são sempre firmes e imutáveis, como Ele o é, mas a manifestação desse Amor (e dos outros atributos) pode dar-se (e frequentemente é assim) de uma maneira completamente incompreensível para nosso entendimento humano: "Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor. Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos". (Isaías 55:8,9)

O salmista continua, contudo, a mensagem, destacando a soberania de Deus. Todos os povos pertencem a Deus. Gileade, Manassés, Efraim e Judá representam as cidades tementes a Deus, o Seu povo. Por sua vez, Moabe, Edom e Filístia representam as nações descrentes, os povos ímpios. Sobre esses, Deus diz, que lançaria o seu sapato. Lançar o sapato, nos países árabes, é considerado grande ofensa. Há um forte contraste com a honra atribuída a Efraim e Judá e a desgraça de Moabe e Edom. Moabe, famoso por seu orgulho (Isaías 16:6), é comparado ao vaso que é trazido ao guerreiro vitorioso para lavar seus pés quando ele retorna da batalha. O velho inimigo de Deus e Seu povo é degradado para se tornar mero escravo: em outras palavras, torna-se sujeito a Israel e um vassalo deste. Edom é como o escravo a quem o guerreiro arremessa suas sandálias para carregar ou limpar.


Sobre todas as nações da Terra Deus é Senhor e Rei. Nenhuma delas escapa da soberania divina, nenhum plano ou ação delas estão fora do conhecimento e intervenção divina. Portanto, Israel não deveria temer o fato de Edom ter se levantado contra eles, como se Deus os estivesse entregado nas mãos dos seus inimigos. Israel, ao contrário, deveria confiar em Deus, sabendo que Deus estava no controle de tudo, inclusive de Edom!
Tudo que existe e acontece, quer os reputemos como bom ou mal, estão sob o controle de Deus. Nada, nem você querido(a) leitor(a), escapa desse controle!

O povo de Deus aqui aprende importante lição: Que as adversidades não são, sempre, o fruto da ira divina; mas as adversidades momentâneas tem um importante papel dentro dos eternos propósitos de Deus para todas as coisas, inclusive nós mesmos! Mesmo elas refletem o Amor de Deus por nós! Devemos confiar em Deus, independente das circunstancias que estejamos passando ou venhamos a enfrentar. Todas as coisas, independente delas, cooperam juntamente para o nosso bem! Por detrás da permissão de Deus para que soframos reveses e intempéries está sempre um plano maior, um plano de Amor e de Graça, que em última análise culminará no nosso bem e felicidade! Mesmo as perseguições imperiais, movidas contra a Igreja nos séculos II a IV, serviram aos eternos propósitos de Deus para a Igreja daquela época e de todas as épocas!

Quem me conduzirá à cidade forte? Quem me guiará até Edom? Não serás tu, ó Deus, que nos tinhas rejeitado? tu, ó Deus, que não saíste com os nossos exércitos? Dá-nos auxílio na angústia, porque vão é o socorro do homem. Em Deus faremos proezas; porque ele é que pisará os nossos inimigos. Aqui, a nação reconhece que o socorro eficaz, a ajuda definitiva, vem somente de Deus. Não é do homem que vem o socorro! Não é da inteligência, da riqueza, dos planos, dos combinados, das potestades, dos santos, dos espíritos, de coisa alguma abaixo de Deus que vem o socorro efetivo. Nem de você mesmo, de suas capacidades e conhecimento e inteligência e obras! Só de Deus vem o socorro! Jesus disse: “Porque sem mim nada podeis fazer” (Jo 15.5). Sem Jesus, nada em absoluto pode ser feito! Só a partir da confiança posta inteiramente em Jesus, o Autor e Consumador da Nossa fé, poderemos dizer: “em Deus faremos proezas”!

Pense nisso!
Graça e paz!

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

ELEIÇÕES, CONFUSÕES E DISSENSÕES ENTRE IRMÃOS, AMIGOS E FAMÍLIA


As eleições para Presidente da República, no Brasil, em 2018, polarizaram o país. Claramente, é fácil constatar que se formaram dois pólos, dois extremos, com relação aos candidatos: um pólo, defensor do candidato de direita com suas idéias; este, apresentado como "solução" para o "mal que grassa a nação", por si mesmo e por seus apoiadores, mal este identificado com o governo de 16 anos (4 mandatos, portanto) do Partido dos Trabalhadores (PT). Por sua vez, o outro candidato adversário político, ligado ao PT e portanto às suas idéias de esquerda, posicionado noutro pólo, como suposta alternativa contra o candidato de direita e, tal qual o chamam, sua "ideologia facista".

Essa polarização atingiu segmentos de toda a sociedade. Intolerância e extremismos estão por todos os lados! Há, por exemplo, famílias divididas por seus membros adotarem pólos diferentes como se fossem verdades absolutas. E, de forma inédita, até Igrejas estão sendo divididas! Acabou a paz no seio de muitas congregações por conta de polarizações nessas eleições! Irmãos sendo ofendidos e magoados, chamados de "falsos irmãos" por apoiarem um candidato diferente de seu pastor! Muitas pessoas decepcionadas com o Evangelho!

Veja algumas expressões de tristeza e inconformismo com relação ao comportamento da igreja, de irmãos e de pastores nas eleições, extraídas de rede sociais: 
  • "esse é o reflexo do Cristo que vocês pregam ? Amor? Respeito?"!  
  • sou mulher e evangélica [...] estou muito triste com os "líderes evangélicos " e com os "cristãos".
  •  O que mais, eu achei triste foi a religião se meter em política, defendendo, torturador. Eu não sou evangélica, mais sei o que está escrito na Bíblia. Sabe como eu vou definir alguns crentes agora? Me prove em quem você votou, eu te direi quem tu és. Respeito os evangélicos, porque nem todos são assim. Mais perderem um pouco a credibilidade. Muito triste, tinham que dar o exemplo.
  • Fui atacada por um que foi meu líder e professor de EBD na adolescência e hj é pastor. Nunca veio no meu inbox me dar uma palavra amiga ou saber se eu e minha família estávamos bem. Mas teve capacidade de mandar áudio de quase 5min em apoio a este candidato. Respondi com educação e exortação cristã meus motivos para não votar nele. E fui acusada de ter uma vida contrária a palavra de Deus e estar perdida. Estou vendo pessoas que cresceram comigo na igreja exaltando este homem. Meu marido acha que sou radical e estou errada de ser contra o candidato, ele tbm é cristão e já tivemos duras brigas por ele escolher a religiosidade ao zelo por nossa relação.
  • A igreja sairá menor e pior dessas eleições por conta de opções pessoais. Poucos foram os pastores que orientaram sobre política, e não falaram e indicaram políticos. Recebi uma ovelha de outra comunidade no culto de ontem à noite, pois na sua igreja só se falava em políticos...  
  • Como me faz mal não me sentir bem para ir ao culto ou mesmo as orações das quartas, parece que tiraram uma parte de mim!!!!!! 
  • eu cheguei a pensar em ir embora do Brasil pois está difícil acreditar no acontece hoje com os líderes, pensei que só eu estava na contra mão do que está acontecendo nas igrejas brasileiras nesse ano de eleição, ontem chorei angustiada pelo resultado.
  • eu me decepcionei demais com a Igreja Católica hoje ao ver um padre defendendo um candidato que prega tortura, quando o nosso Cristo foi torturado numa cruz. É incoerência demais. Cheguei ao ponto de duvidar do cristianismo.
  • Enfrentei questionamentos de colegas de escola, não-crentes, me perguntando: os evangélicos concordam com isso? Estão se referindo às falas de ódio e as mentiras de Fakenews. Estou respondendo que são "neo-evangélicos", com uma nova ética, totalmente estranha à bíblia.
  • Sou neta de pastor, tenho 4 tios pastores, meu lugar preferido sempre foi a igreja, mas já a algum tempo fui descobrindo o cabresto, a mistura nefasta da religião com o desejo pelo poder político, a ganância e a reprodução e manutenção acrítica do capitalismo. Fui reformulando minha religiosidade. Está quase impossível frequentar uma igreja. Os discursos são bizarros. Agora, nós estamos vendo a bomba explodir, mas a igreja não representa o discurso de Cristo faz tempo.
  • eu saí da igreja por não encontrar mais lugar pra mim nela. [...] Era pra sermos um povo diferente, referência, mas não somos. Não mais.
  • Tenho me sentido uma alienígena dentro da minha comunidade de fé que em massa apoia discurso de ódio [...]. Tristeza me define. Mas não consigo ver Jesus encarnado em nenhuma palavra sequer proferida por esse candidato. Por conta desse posicionamento da igreja, perdemos muitas vidas que realmente precisavam ser alcançadas. Peço à Deus que me guie.
  • como evangélica, estou me sentindo um peixe fora d'água no meio deles, pois dizem que é inadmissível, uma cristã votar no [...], não tenho nem vontade de ir na igreja mais.
  • Estou apavorada com o que estou vendo. Foi decretada a banalização do evangelho com essa postura da liderança evangélica.
Assim como esses, há muitos outros relatos semelhantes. Nem os fiéis pertencentes à Igreja Católica escaparam! Só Deus sabe o que acontecerá com cada uma dessas centenas, quiçá milhares de pessoas que se viram repentinamente num caos interior, provocado pelo choque de realidades que elas constataram. Isso afora os não-convertidos que presenciaram esse comportamento da igreja. Será que depois disso, estão eles mais perto da salvação do que antes? Será que o esforço evangelístico para alcançá-los tornou-se mais eficiente do que antes? O fato é que essas vidas, pelas quais Cristo morreu, poderão jamais serem salvas! E os crentes que se desviaram, poderão jamais retornar! 

A bem da verdade, essas eleições revelaram a apostasia de muitas denominações evangélicas. Sim, querido(a) leitor(a): salvo por algumas exceções, muitas denominações apostataram da fé - e isso há muito tempo! Apostataram quando trocaram Cristo e Seu Reino pelo reino desse mundo, com seus líderes e benefícios. Apostataram quando a Bíblia Sagrada passou a ser considerada, na prática, um livro secundário para as questões de fé e de vida, superada pela palavra dos "ungidos" - profeteiros, apóstolos, pastores, presidentes, bispos, etc. Apostataram quando incorporaram o mundo, seus princípios e técnicas e metodologias como princípios, regras e ações internas e externas. Fizeram G12, MDA, etc. não para ganharem almas para Cristo, mas para aumentarem o número de pessoas e dízimos em suas denominações, para expandirem seu poderio religioso e político! E por falar em poder político, venderam a Cristo novamente, abrindo púlpitos para políticos fazerem campanha! Como foi proibido pelo TRE, pastores (e crentes em geral) se tornaram verdadeiros "cabos eleitorais" de candidatos, deixando de pregar a Cristo e o Evangelho para fazer campanha para político A ou B! 

Infelizmente, é possível constatar que muitas denominações não dão a mínima para o Evangelho! Não dão a mínima se as pessoas estão indo para o inferno - ou se a própria denominação está indo, porque do jeito que a coisa vai, tá difícil! Não dão a mínima para os perdidos, que não entregaram suas vidas ao Senhor; nem dão a mínima para os desviados, para os irmãos afastados por causa das lambanças que a própria igreja comete! Sim! Muita gente hoje está desviada é por responsabilidade da própria denominação, a qual não vive o que prega! Que tem discurso bonito, mas vida zero - isso quando tem discurso, porque hoje a tônica é "dá teu dinheiro e ganhe o mundo em troca" - pastores se tornaram especialistas em pedir grana! Quem não dá é classificado como maldito, ladrão, roubador de Deus... nunca é abençoado, nunca é amado, nunca é acolhido! Para esses caras, a bênção de Deus é conseguida se pagar um preço em grana - na cabeça deles, "Deus só abençoa quem dá"! Mas eles não estão sozinhos nisso: quem se sujeita a esse tipo de coisa, quem fomenta e sustenta essa prática, está tão errado e perdido quanto seus líderes! Dinheiro para luxúria!

Somos a terceira maior igreja do mundo e precisamos de 100.000 crentes para sustentar um missionário dentro da Janela 10-40. Investimos, em média, somente R$ 1,30 por pessoa por ano para missões transculturais (fonte: http://www.jocum.org.br/a-grande-omissao). Se cada crente brasileiro investisse em média R$ 10,00 mensais em missões transculturais, que seria 100 vezes mais que o investimento atual, poderia multiplicar a força missionária em 100! Mas estão interessados nisso? NÃO! Não investem nem para ganharem os perdidos da esquina da igreja! A atividade mais "largada de mão" de uma igreja é a atividade de evangelismo (e missões)! NINGUÉM quer saber! O pessoal gosta de reuniaozinha de fofoquinha! Gostam de "reunião informal" de jovens! Gostam de "cultinho", onde via de regra alguém vai pedir grana, uma pessoa e/ou grupo vai "aparecer" cantando na frente para os outros assistirem e um sujeito vai falar abobrinha no púlpito!  

Bíblia? Esquece! "Isso é muito difícil de viver, pastô!" é a "desculpa esfarrapada" de quem não quer viver o Evangelho! Note como essas denominações apoiaram um candidato em detrimento de outro nessa eleição, sob a justificativa de uma aparente defesa da ideologia cristã! Ora, se a justificativa é a ideologia, então não deveria ser votado NENHUM NEM OUTRO! Ambos apoiam ideologias não-cristãs! O aborto não é prática cristã, por exemplo, mas o armamento pessoal também não é! Ou vamos puxar o gatilho, vamos "sentar o dedo" em nome de Deus, agora??! Na verdade, esse ideologismo dito "cristão" da igreja (e dos candidatos) é DESCULPA ESFARRAPADA! Primeiro, porque muitos não vivem o que pregam - pregam contra o adultério e o divórcio, mas pessoalmente "manda ver"! Pregam contra a cobiça, mas são os primeiros a incentivá-la! Segundo, porque não há na Bíblia uma hierarquia de valores: para Deus, fornicação é tão pecado quanto a fofoca e a mentira! Se o aborto é um problema para a igreja, a liberalização de armas de fogo também deveria o ser, porque em ambos os casos há mortes não-naturais envolvidas!

A bem da verdade, essas eleições foram usadas por Deus para mostrar a todos os homens o verdadeiro estado que se encontra a igreja. Deus não tem problema com isso: na Bíblia Ele mostra abertamente, para quem quiser ler, os pecados do Seu povo e de seus servos. O fato é que depois dessas eleições não dará mais para negar a triste realidade de que a igreja é um corpo dividido. Isso ficou bem claro: a igreja rapidamente dividiu-se por conta de suas paixões políticas. Isso significa que cada um escolheu um candidato diferente? Não, antes fosse isso. Isso significa que as opções políticas diferentes fizeram com que irmão se levantasse contra irmão, com ira, ódio e animosidade. Ofensas foram trocadas - irmãos ofendidos em suas denominações e fora delas, por outros irmãos e até por pastores. Não satisfeitos em vivermos entre "inimizades, porfias, [...] discórdias, dissensões, facções" (Gl 5.20), tratamos os irmãos em Cristo de quem discordamos com um nível de agressividade, arrogância, desrespeito e falta de amor realmente espantosos para seguidores de Jesus, o Príncipe da Paz. 

Recomendo forte e urgentemente que as denominações que apostataram da fé nessas eleições - ou que pelo menos manifestaram sua apostasia nesse pleito eleitoral - se reconciliem com Deus. Se arrependam e voltem ao primeiro amor.  Vocês, que portam o nome de Cristo, parem de envergonhar o Evangelho! Lembrem-se do porquê vocês estão nesse mundo: para a Glória de Deus! Daí, vivam como verdadeiros cristãos fazendo tudo para a glória de Deus: "Portanto, quer comais quer bebais, ou façais, qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus. Não vos torneis causa de tropeço nem a judeus, nem a gregos, nem a igreja de Deus; assim como também eu em tudo procuro agradar a todos, não buscando o meu próprio proveito, mas o de muitos, para que sejam salvos." (I Co 10.31-33)

Adicionalmente, é preciso considerar que mesmo famílias não escaparam desse espírito divisionista que atacou a sociedade brasileira: famílias de cristãos e não-cristãos foram igualmente rachadas por essa paixonite política. Pais contra filhos, filhos contra pais, maridos contra esposas, irmãos contra irmãos, amigos contra amigos... um caos! Filhos que "botaram o dedo" na cara de seus pais, agindo de forma totalmente desrespeitosa! Muita gente desfez amizades antigas por conta de brigas políticas, que começaram nas redes sociais na internet; brigas que se estenderam até o ambiente familiar. Veja alguns exemplos:

(1) "Amigos de infância brigando, ofendendo-se, excluindo um ao outro do convívio pela internet e, nos casos mais graves, até da relação pessoal. O motivo? Discussões sobre política nas redes sociais, especialmente a respeito das eleições. E nem familiares escapam das brigas, que acabam por interferir na relação real das pessoas." (fonte: https://www.correiodoestado.com.br/politica/amigos-e-familiares-entram-em-confronto-na-internet-por-causa-das-elei/230024/. Acesso: 29/10/2018)

(2) "A guerra nas famílias durante as eleições: Clima de intolerância marca também as brigas entre parentes, e expõe a violência e o desrespeito nos conflitos geracionais."  (fonte: https://www.cartacapital.com.br/sociedade/a-guerra-nas-familias-durante-as-eleicoes. Acesso: 29/10/2018)

(3)  "Acirramento eleitoral em 2018 já causa até expulsão de casa por divergência política. Como consequência direta do acirramento político, esses ambientes de diálogo viraram palco de rupturas em relações familiares e de amigos. Por conta das discussões, há casos até de pessoa expulsa de casa por divergências eleitorais, enquanto outra foi proibida de visitar parentes." (fonte: http://tribunadoceara.uol.com.br/noticias/eleicoes-2018/acirramento-eleitoral-em-2018-ja-causa-ate-expulsao-de-casa-por-divergencia-politica/. Acesso: 29/10/2018)


O que faremos? Eu recomendo fortemente que aqueles que se envolveram em todo tipo de agressão e de ofensas, quer nas redes sociais, quer fisicamente, procure os ofendidos e se reconcilie com eles. E, em tratando-se de cristãos, recomendo fazer isso depressa, pois a vida espiritual, com Deus, ficará estagnada - podendo deteriorar - caso o perdão e a reconciliação não ocorram: "Se estás, portanto, para fazer a tua oferta diante do altar e te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; só então vem fazer a tua oferta. Entra em acordo sem demora com o teu adversário, enquanto estás em caminho com ele, para que não suceda que te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao seu ministro e sejas posto em prisão. Em verdade te digo: dali não sairás antes de teres pago o último centavo." (Mateus 5:23-26) 

A verdade é que a ofensa àqueles que amamos pode gerar o ódio. Pelo fato de terem dado sua afeição, lealdade, serviço e confiança, a ofensa penetra com mais força em suas almas e exige mais reparos do que se tivesse sido feito por um conhecido ou por um estranho. Pequenas ofensas podem inflamar feudos familiares ou conjugais, apesar de que coisas tão insignificantes teriam sido facilmente ignoradas em outros relacionamentos. É um fato lamentável da perversidade do homem que ele geralmente mostra menos misericórdia com a família e os amigos do que com estranhos. Portanto, reconciliar envolve, da parte do ofensor, a sinceridade e a humildade de reconhecer seu erro, além do amor pela pessoa que ofendeu. Não há possibilidade de reconciliação se esses elementos não estiverem presentes. O irmão ofendido, diz Provérbios, é mais difícil de conquistar do que uma cidade forte e as contendas são como ferrolhos de um palácio
(Pv 18.19). A versão King James Atualizada é bem clara a esse respeito: "
É muito mais difícil reaver a amizade de um irmão ofendido que conquistar uma cidade fortificada; e as discussões são como as grandes portas trancadas de um castelo."

A sabedoria aqui é a de evitar ofensas com irmãos, especialmente com os da igreja (Ef 4:3,16; Rm 14:16-19; Tg 3:18). Considerando que uma relação íntima é difícil de ser restabelecida pelas ofensas feitas, o melhor é evitá-los. Use de grande cautela ao lidar com amigos, de forma a evitar que se cruze a linha que destrói ou fira o relacionamento, especialmente na igreja.

O foco da fé cristã está invariavelmente posto no amor, primeiramente em Deus e então no próximo, como se lê:  "Respondeu-lhe ele: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo." (Lc 10.27) Não dá para ser cristão e não considerar o próximo como tão importante como a si mesmo, valorizando-o e respeitando-o em sua individualidade e particularidade. Não dá para ser cristão amando a Deus, a quem não vemos, e não amando o próximo, a quem vemos.  

Pense nisso. 
Graça e paz!

domingo, 7 de outubro de 2018

ONDE ESTÁ O MEU AMADO JESUS?

"Beije-me ele com os beijos da sua boca; porque melhor é o teu amor do que o vinho. Suave é o aroma dos teus ungüentos; como o ungüento derramado é o teu nome; por isso as virgens te amam. Leva-me tu; correremos após ti. O rei me introduziu nas suas câmaras; em ti nos regozijaremos e nos alegraremos; do teu amor nos lembraremos, mais do que do vinho; os retos te amam. Eu sou morena, porém formosa, ó filhas de Jerusalém, como as tendas de Quedar, como as cortinas de Salomão. Não olheis para o eu ser morena, porque o sol resplandeceu sobre mim; os filhos de minha mãe indignaram-se contra mim, puseram-me por guarda das vinhas; a minha vinha, porém, não guardei. Dize-me, ó tu, a quem ama a minha alma: Onde apascentas o teu rebanho, onde o fazes descansar ao meio-dia; pois por que razão seria eu como a que anda errante junto aos rebanhos de teus companheiros? Se tu não o sabes, ó mais formosa entre as mulheres, sai-te pelas pisadas do rebanho, e apascenta as tuas cabras junto às moradas dos pastores. Às éguas dos carros de Faraó te comparo, ó meu amor. Formosas são as tuas faces entre os teus enfeites, o teu pescoço com os colares. Enfeites de ouro te faremos, com incrustações de prata. Enquanto o rei está assentado à sua mesa, o meu nardo exala o seu perfume. O meu amado é para mim como um ramalhete de mirra, posto entre os meus seios. Como um ramalhete de hena nas vinhas de En-Gedi, é para mim o meu amado. Eis que és formosa, ó meu amor, eis que és formosa; os teus olhos são como os das pombas. Eis que és formoso, ó amado meu, e também amável; o nosso leito é verde. As traves da nossa casa são de cedro, as nossas varandas de cipreste." (Cânticos 1:2-17)

O amor bíblico não é frio, calculista. É intenso, é quente, é apaixonado. Amor apaixonado é o amor cuja chama da atração mútua arde intensamente, cujo desejo é de estar sempre junto e nunca ser separado de quem ama, de jamais ir embora. Palavras como “desprezo”, “vergonha”, “abandono”, “traição”, “egoísmo” não existem nesse relacionamento de amor. Assim é o amor planejado por Deus dentro do casamento. E assim é o amor que cada um de nós deve expressar por Cristo! 

A esposa demonstra com muita intensidade o amor que ela tinha pelo esposo por meio de várias expressões ao longo do capítulo. Para ela, o amor do seu esposo era infinitamente maior e mais desejável do que qualquer coisa. Esse é o padrão bíblico do amor que deveríamos ter pelo Senhor. Ela diz que o Amor do Esposo é Melhor do que o Vinho: Melhor, aqui, é do hebraico “towb” (tobe). Significa “bom, agradável, amável, alegre”, algo que dá prazer e satisfação. Agradável aos sentidos e agradável por ser superior a outra coisa. Para a esposa, o amor do seu esposo é mais agradável, dá muito mais prazer, completa ela de forma muito maior do que os prazeres que o vinho geram. Por isso, ela prefere o amor Dele do que o vinho! Esse é o amor por Jesus que o Espírito Santo quer gerar em nossos corações. Amor que anseia estar com o Senhor!

Outra expressão que ela usa é ao referir-se ao seu esposo está no versículo 3: "como o ungüento derramado é o teu nome". O amor da esposa pelo esposo é tal que só a menção do nome dele é, para ela, como um unguento derramado. Ela tem tanto amor por Ele que até o nome do esposo faz encher o peito dela! Usando uma linguagem muito intensa, é como se o amor de seu esposo por ela fosse como um delicioso perfume que é derramado, enchendo todo o lugar com a doce fragrância! 

Ela, ainda, deseja expressar intimidade com o seu esposo (vv.13,14). O leito conjugal deles é um lugar de delícias (v.16), lugar que é só deles e de mais ninguém. Usando a mesma linguagem de Cânticos, poderíamos comparar esse leito conjugal entre estes dois amantes com o nosso coração. É no nosso coração, o mais íntimo do nosso ser, onde a nossa alma pode gozar de comunhão exclusiva com o Senhor. É nesse lugar onde o Senhor faz morada, onde Ele reside em nós. É o nosso "jardim secreto", o lugar do encontro secreto com o Senhor. 

Olhando para esse lindo relacionamento entre esposa e esposo como tipo do nosso com o Senhor, precisamos analisar o nosso relacionamento com Cristo. Quando olhamos para a Bíblia, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento o Senhor queixa-se da intensidade do amor do Seu povo por Ele. Vejamos:

1. “porque o vosso amor é como a nuvem da manhã, e como o orvalho que cedo passa” (Oséias 6:4). Veja a queixa do Senhor: Seu povo o amava de forma inconstante, desapaixonada, sem profundidade e sem permanência. Durante o Antigo Testamento, vemos com uma fequência indesejável, mas verdadeira, o amor de Israel pelo Senhor sendo deixado de lado em prol do amor pelos baalins e outros falsos deuses, ao ponto de Oséias ser o registro da dor profunda de Deus, como marido traído, contra Seu povo, como esposa infiel. Deus acusa Seu povo de prostituição! O amor deles pelo Senhor era um amor passageiro, que secava depressa. 

2. “Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor.” (Apocalipse 2:4). A Igreja de Éfeso tinha tudo e ao mesmo tempo não tinha nada. Eles tinham obras, trabalho, perseverança - mesmo diante das provações; porém, tinham perdido o primeiro amor.  que é o “primeiro amor” a que o Senhor Jesus Se refere nesta mensagem? É um fogo de grande intensidade em nosso íntimo, que coloca Jesus acima de todas as demais coisas! O primeiro amor é o nosso primeiro momento de relacionamento com Cristo em que nos devotamos de todo o nosso ser a Ele. Abrimos mão de tudo por causa de Jesus!

E HOJE? Nosso coração é dividido; prova disso é a forma como vivemos a fé cristã. Não suspiramos pelo Senhor, não somos tomados de paixão por Ele. Não queremos muita proximidade, muito envolvimento com o Senhor. Precisamos admitir: Entre Ele e os prazeres que temos à nossa disposição, preferimos os segundos. Falamos de “fazer a obra” num contexto meritocrático. Criamos subterfúgios para aumentar a nossa própria frequência na Igreja, porque facilmente damos desculpas para não estarmos presentes. Nossa fé no Senhor não nos enche de alegria e satisfação, vivemos insatisfeitos para tudo e para todos. Prova disso: somos murmuradores, reclamões. Buscamos o Senhor - quando o fazemos - apenas para termos uma vida mais confortável, sem problemas, sem dificuldades. Nosso amor, se muito, é dominical. Acabou o domingo, passou o amor. Fazemos o que fazemos por hábito, por rotina, por medo, pela religião, pela aparência, para não sermos criticados, pelo galardão, por quaisquer outros motivos. Sejamos sinceros, pelos menos conosco mesmo e com o Senhor. Ele conhece a sua vida. Nosso amor pelo Senhor está muito doente.

A pergunta que surge, então é como termos o nosso amor pelo Senhor novamente incandescido. Para responder isso, vamos voltar ao texto: "Dize-me, ó tu, a quem ama a minha alma: Onde apascentas o teu rebanho, onde o fazes descansar ao meio-dia; pois por que razão seria eu como a que anda errante junto aos rebanhos de teus companheiros?" O que a esposa faz? A esposa quer encontrar-se com o seu esposo e por isso pergunta onde ele está. Ela sabe que ele é pastor de ovelhas; e que se quiser achá-lo precisará saber onde Ele apascenta o rebanho dele. Ela está buscando o seu amado!

ONDE JESUS ESTÁ? Essa é a pergunta central da nossa fé. Não é uma pergunta acadêmica, intelectual, fria. É uma pergunta com sentimento. Perdemos o Senhor de vista e devemos desesperadamente procurá-Lo até encontrá-Lo (Lucas 2:41-52).  Veja como é o nosso raciocínio: se eu estou junto com os meus irmãos, indo para os mesmos lugares com eles, frequentando as mesmas coisas, cantando as mesmas canções, celebrando as mesmas festas, fazendo a mesma viagem, Jesus está conosco, por inferência – ele tem que estar. Julga-se, com isso, que Jesus é uma presença implícita. A gente assume que assim seja. Mas não é assim. Jesus está onde Ele é o centro!

PRECISAMOS OUVIR DE JESUS ONDE ENCONTRÁ-LO. Onde, Senhor, tu estás? Onde eu te encontro, Senhor? Ele deseja ter lugar e hora certa para estar conosco. Ali, paramos tudo para dar atenção somente a Ele. Note: DAR ATENÇÃO AO SENHOR. Encontrar o Senhor e não dar a Ele a devida atenção não resolve. Você, querido(a) leitor(a), por certo não gostaria de estar num lugar onde ninguém lhe desse atenção. Assim também é com o Senhor. Jesus quer a nossa total atenção; atenção ao que Ele fala, ao que Ele diz, às Suas expressões faciais, aos Seus movimentos... quer que conversemos com Ele, quer que olhemos para Ele! Ele nos ama e, com toda certeza, deve ficar triste quando não correspondemos esse amor!  Sim, Deus fica triste! Infelizmente, querido(a), precisamos com sinceridade admitir que hoje em dia Jesus não está em muitos lugares onde dizemos que Ele está. Ele pode não estar até mesmo em lugares onde deveríamos poder encontrá-Lo. Ele pode não estar numa Igreja, mas pode estar do lado de fora dela querendo entrar (Ap 3.20). Pense nisso num momento: todos ali cantando, orando, falando em línguas, chorando, pregando,..., mas Jesus não está! Ao contrário, todos podem estar em silêncio, mas Ele pode estar ali, entre eles! O que isso significa? Significa que Jesus não condiciona a presença Dele às emoções religiosas! Ele pode estar numa simples brisa (I Rs 19.11-13). 

Gostaria de aprofundar isso contigo, nesse ponto. Será que o Senhor Jesus está presente nas reuniões da maioria das Igrejas evangélicas? Veja a confusão que grassa muitas congregações/denominações: ninguém se entende! Um briga com o outro, um trai o outro. Pessoas entram por uma porta e saem por outra. Sogra briga com genro, marido com esposa, esposa com marido, líder com liderado, liderados contra seus líderes, líderes contra outros líderes... tem fofoca, tem divisão, tem partidarismo, tem soberba que vai do púlpito ao último banco... tem acobertamento de pecado, tem briga por púlpito... tem cobiça, tem ênfase em grana, ninguém se preocupa com os perdidos... Conheci gente, dita de Deus, que dá rasteira em pastor para assumir o lugar dele na congregação! Conheci gente que fechou uma congregação e avançou sobre outra para tomar o lugar do pastor, semeando discórdia e agindo unilateralmente de forma a desqualificar o pastor! Será mesmo que Jesus está num local assim? De modo nenhum! Ora, se Jesus não está na Igreja, como a Igreja vai ganhar o mundo para Cristo??? Será que não temos vergonha pelo que fizemos à Igreja? Será que o Espírito Santo não consegue quebrar a dureza do nosso coração impenitente de forma a nos compungir ao arrependimento? Como podemos dizer que somos cristãos, se somos tão indiferentes para com Cristo e com Sua Vontade? 

QUANDO O BUSCARMOS E ENCONTRAMOS O SENHOR, ELE INEVITAVELMENTE NOS CHAMARÁ AO ARREPENDIMENTO: É preciso que sintamos dor por termos perdido o nosso primeiro amor! Precisamos lamentar, chorar, e clamar pelo perdão de Deus! É imperativo reconhecer que a perda do primeiro amor é mais do que um desânimo, ou qualquer outra crise emocional! É um pecado de falta de amor, de desinteresse para com Deus! 

Ao final, o noivo refere-se à sua noiva dizendo: "Eis que és formosa, ó meu amor, eis que és formosa..." O noivo olha para a formosura da noiva! Ele a vê sem mancha, sem mácula, sem ruga ou defeito algum. Esse é o padrão de Deus para nós, Sua Igreja. Devemos perseguir esse padrão! Para isso, precisamos de ajuda; e a boa notícia é que Jesus deixou aqui na Terra uma pessoa para nos ajudar nesse afã: O Espírito Santo! Ele, o amigo do Noivo, é quem cuida e aparelha a Noiva para o dia do casamento! Peçamos a Ele: Senhor, sonda-me e conhece-me; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno! (Sl 139.24). Ao mesmo tempo, nos examinemos a nós mesmos, se ainda estamos na fé em Cristo, sob a lente do Espírito! Somente assim, poderemos estar diante do Senhor em formosura, no grande casamento que há de acontecer entre Cristo e Sua Igreja!

Para seu enlevo espiritual, escute o seguinte louvor: 



Pense nisso!
Graça e paz!

(Mensagem pregada em 04/06/2017)

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

JESUS, MACIEIRA ENTRE AS ÁRVORES DO BOSQUE

Qual a macieira entre as árvores do bosque, tal é o meu amado entre os filhos; desejo muito a sua sombra, e debaixo dela me assento; e o seu fruto é doce ao meu paladar. Levou-me à casa do banquete, e o seu estandarte sobre mim era o amor. Sustentai-me com passas, confortai-me com maçãs, porque desfaleço de amor. A sua mão esquerda esteja debaixo da minha cabeça, e a sua mão direita me abrace. (Cânticos 2:3-6)

NOTE COMO A NOIVA, EM CANTARES, ENXERGA SEU NOIVO:  A noiva vê seu amado Noivo como uma macieira entre as árvores do bosque. Para ela, Seu Amado é o único que se destaca na multidão; ela só tem olhos para ele! Ela olha e só vê ele! Sabe por que? Porque para ela, seu noivo era especial! Seu coração pulsava forte por ele, sua respiração ofegava quando na presença dele! Esse amor que a Noiva tem pelo Seu Noivo, que faz vê-lo como Único, como Especial, é um amor protetor, um amor que protege a noiva e o relacionamento dos dois. Se ela visse ele como igual aos demais, alguém comum, como um qualquer, isso seria sinal que o amor já haveria esfriado e ela correria risco de se apaixonar por outro. Por outro lado, se ela visse ele como inferior aos demais, o amor já não existiria mais entre eles. Não haveria mais razão para estarem juntos. Mas, ao contrário, ela o vê acima de tudo e de todos! 

O que mantém o relacionamento é o amor e é o relacionamento que mantém o amor. Há um círculo virtuoso: quem ama quer se relacionar com o objeto do amor (não é possível manter relacionamento verdadeiro e sadio com que não se ama) e quem se relaciona com quem ama preserva a chama do amor sempre acesa.  Amor e relacionamento são, desse modo, inseparáveis! O Noivo era tão importante para ela, tão singular, que ela ansiava muito estar junto dele, de forma muito próxima e íntima: “desejo muito a sua sombra”. Uma vez assentada debaixo dela, a Noiva seria sustentada pelo seu Amado com um delicioso fruto: “o seu fruto é doce ao meu paladar”. Ali, na sombra do Seu amado, a noiva pede para ser sustentada por ele. Ela então é afagada pelo Noivo (vv.5,6).

Quero perguntar a você, querido(a) leitor(a), nesse momento: como você vê Jesus? Como você O percebe? Para você, Ele é como esse Noivo, desejado ardentemente? Você anseia estar com Ele, você o procura até achá-Lo? Para você, Ele é o único destaque diante dos seus olhos? Ou há algo que chama mais sua atenção do que o Senhor? 

COMO VOCÊ VÊ JESUS, O NOIVO? A forma como você vê o Senhor Jesus vai ditar o Seu relacionamento com Ele. Ele é único para você, ou é só "mais um"? Nós só podemos ter um senhor, amando e servindo ao senhor que escolhemos. Ninguém pode servir a dois senhores: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro” (Mt 6.24). Se forem dois senhores, um será amado e o outro rejeitado. Se o Senhor Jesus não for o primeiro, então Ele já não é mais nada para você. Não passa de ilusão, de fantasia religiosa e de imaginação piedosa. Talvez você já tenha rejeitado o Senhor, de forma prática. Quando preferimos o mundo, quando escolhemos viver de forma independente, automaticamente não escolhemos Jesus. 

Querido(a), você sabia que Nosso Senhor é exclusivista no que diz respeito ao nosso relacionamento com Ele? Ou nos entregamos totalmente a Ele, ou Ele não nos quererá: "Porque não te inclinarás diante de outro deus; pois o nome do Senhor é Zeloso; é um Deus zeloso" (Êxodo 34:14). ZELOSO (CIUMENTO) É O SEU NOME! Deus Não Tem um Ciúme Egoísta e Controlador. Deus tem um ciúme puro, santo, que faz parte da essência do amor. Ele sente por nós amor intenso (paixão) genuíno, de forma que quando não correspondido passa a ter fortes reações de explosão e ira (Êx 32.10). ELE NÃO É FRIO, SEM EMOÇÕES, CALCULISTA.  O amor de Deus não é um amor brando, indiferente, que tolera qualquer atitude, sem reação, que se sempre se manifesta afável e gracioso. É um amor forte, duradouro, capaz de superar enormes obstáculos e contratempos, mas também um amor apaixonado, que se importa com a infidelidade, que arde em ciúmes por nós por nos amar de verdade. (Tg 4.4,5) O SEU ESTANDARTE SOBRE NÓS É O AMOR.

É exatamente como um casamento: cada cônjuge requer exclusividade do outro para si, dentro do relacionamento. Não pode haver outro homem, ou outra mulher, senão o casamento acaba. Não se admite infidelidade. Não é possível manter com Deus uma relação descompromissada e passageira, que vise apenas um benefício próprio imediato. Não pode haver flerte, não pode haver traição! Deus nunca nos trairá, mas nós infelizmente podemos traí-Lo com o mundo e com aquilo que no mundo há. Amado(a) de Deus, é o seu amor pelo Senhor mantém o seu relacionamento com Ele, da mesma forma que o Seu relacionamento com Ele mantém o vivo o Seu amor por Ele!

Esse relacionamento com o Senhor é um relacionamento presencial: “debaixo da sua sombra” (Sl 91.1). O melhor lugar para estarmos nessa vida é “debaixo da sombra das asas do Senhor” (Sl 63.7). É vontade do Senhor que aí estejamos (Mt 23.37). Esse é um lugar especial, um lugar de ternura, de carinho do Senhor conosco! É um lugar onde sentimos o Seu calor por nós, onde ouvimos o Seu coração bater, onde Ele nos afaga e nos consola! É nesse lugar que a magnitude dos nossos problemas e aflições se dissipam como a nuvem, onde a certeza de fé é inteira, onde a esperança é renovada! A noiva diz: desejo muito me assentar debaixo da tua sombra! Esse também deve ser o nosso anelo!

Esse relacionamento é, também, um relacionamento de dependência (v.5): Dependência para ser fortalecido física e espiritualmente, dependência para ser guiado no e pelo caminho, dependência para quando e como agir. Dependência para tudo. O Senhor disse: "Sem mim, vocês nada podem fazer" (Jo 15.5). Oh querido(a), como precisamos do Senhor em tudo e para tudo! Precisamos Dele para vivermos cada dia, precisamos do Seu sustento, da Sua força e direção! Precisamos do Seu cuidado e proteção! Precisamos do Seu amor e compaixão! Precisamos da Sua misericórdia e perdão! Precisamos da Sua graça e bondade! Precisamos Dele para servi-Lo e adorá-Lo, precisamos Dele para vivermos a fé e Nele permanecermos! Precisamos Dele para darmos frutos, para sermos limpos e darmos mais frutos ainda! Precisamos Dele para amarmos e perdoarmos, enfim para tudo! Até para as coisas cotidianas (como trabalhar, namorar, casar, ter e criar filhos, etc.). Sem Ele, sem Jesus, nada podemos fazer! Se fizermos sem Ele, inevitavelmente dará tudo errado mais dia menos dia! 

Por fim, esse relacionamento é um relacionamento de proteção e conforto (v.6): “Senhor, eu sei que jamais estou sozinho, mas o Senhor está comigo aonde quer que o Senhor me levar na jornada da vida. Independente do que venha a enfrentar, independente de circunstâncias ou tentações, sei que Jesus é meu!”. Sua mão esquerda debaixo de nossas cabeças, sustentando-a confortavelmente, enquanto com a direita Ele nos abraça! Qual é o inimigo, por mais abusado que seja, que vai tentar contra você nos braços do Senhor?? 

Cristo está cheio dos frutos e bênçãos da graça, que devem ser alcançados pelas mãos da fé e desfrutados; e como Ele é cheio de graça e verdade, Ele se revela muito bonito e glorioso aos olhos da fé! A macieira é um emblema apropriado de Cristo, na grandeza de sua pessoa, na plenitude, em sua graça, na virtude de seu sangue, e em justiça e graça, que são um antídoto soberano contra o veneno do pecado; e cuja presença e comunhão com Ele curam almas ofegantes, sem fôlego, quando vão buscá-lo e em Sua presença encontram morada; e cuja mediação perfuma sua respiração, suas orações, por meio das quais se tornam gratas a Deus, que de outro modo seriam estranhas e desagradáveis.

Querido(a) leitor, Jesus o(a) convida para estar junto Dele e para Dele você se alimentar! "Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. Assim como o Pai que me enviou vive, e eu vivo pelo Pai, assim também aquele que comer a minha carne viverá por mim." (João 6:54-57) Religião nenhuma - nem mesmo a dita "religião cristã" - te alimentará; na religião você está desabrigado e passa fome! Nada que há em qualquer religião pode satisfazer a sua necessidade de Deus. Nenhuma religião tem a resposta para sua fome espiritual, que assola seu interior! Nenhum cargo religioso, nenhum rito, nenhuma doutrina... nada pode satisfazer! Por outro lado, prazeres, sonhos e fantasias que podemos viver nessa terra, por mais intensos que sejam, ao final sempre se revelarão inúteis para preencher o vazio da nossa alma! Amar o mundo e o que no mundo há se revelará uma experiência infrutífera e dolorosa: quem a ele recorre, sempre precisará de uma dose maior, pois sempre vazio se verá, além de nunca ser amado de volta. Mas quem vai até o Senhor em sinceridade de coração, não importando em que situação esteja, se religioso ou sem religião, encontrará Nele a plena satisfação para seu ser. 

Pense nisso!
Graça e paz!

(Sermão ministrado em 18/06/2017)   

domingo, 30 de setembro de 2018

VOCÊ POSSUI A MENTE DE CRISTO?

Porque, quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo. (1 Coríntios 2:16)

O argumento de Paulo em 1 Coríntios 2 é este: Ninguém pode entender a Deus. Ninguém pode compreender plenamente seus planos, seus sentimentos, seus pontos de vista, seus desígnios. Ninguém por natureza, sob a influência do sentido e da paixão, está disposto a investigar sua verdades, ou amá-los quando eles são revelados. Mas o cristão é influenciado por Deus. Ele tem o seu Espírito. Ele tem a mente de Cristo, que tinha a mente de Deus. Ele simpatiza com Cristo, ele tem seus sentimentos, desejos, propósitos. E como ninguém pode entender Deus completamente por natureza, então ninguém pode entender aquele que é influenciado por Deus e não é de se admirar que os homens considerem a fé cristã como loucura, e o cristão como um tolo.

O cristão, assim, deveria possuir a mente de Cristo. Isto é, deveria possuir a mesma lógica de pensamento e de raciocínio que o Senhor possui. Afinal de contas, como explica Paulo, o cristão possui o Espírito de Cristo nele, influenciando-o e direcionando-o no Caminho, na Verdade e na Vida. Diante disso, um cristão deveria acima de tudo concordar com o que Seu Senhor concorda e discordar daquilo que Ele discorda. Estranha-se, portanto, quando um dito cristão tem pensamentos e lógicas contrários ao Seu Senhor. Infelizmente, é exatamente isso que se vê atualmente: pessoas ditas cristãs com estruturas de pensamento e discursos díspares do pensamento de Cristo. Pessoas cheias de fortalezas de pensamento, muitas auto-impostas por preconceitos e idéias pré-concebidas e muitas outras impostas por suas lideranças denominacionais. 

Que a religião é algo altamente opressor e negativo isso é um fato. Quem mergulha de cabeça numa religião acabará fanático e dissociado do mundo real, porque a religião tem o poder de dominar e escravizar a mente humana.  Veja, por exemplo, o que acontece com os adeptos das seguintes religiões: islã, cristianismo, judaísmo e do hinduísmo, só para citar algumas. Pessoas cometem toda sorte de atrocidades contra si mesmas e contra seu semelhante "em nome de Deus", como se vê na Jihad e como se viu na Inquisição, por exemplo. 

É interessante notar que o nome de Deus, dentro da religião dita cristã, é usado com frequência para justificar tudo aquilo que Deus condena. E infelizmente essa prisão chamada "religião" vai crescer em poder e influência, e muito, nos últimos dias. Nosso Senhor Jesus, que nunca comungou com religião nenhuma nem fundou religião nenhuma, disse: "Expulsar-vos-ão das sinagogas; ainda mais, vem a hora em que qualquer que vos matar julgará prestar um serviço a Deus." (Jo 16.2) Assim, os cristãos seriam explusos das sinagogas e mortos em favor de "Deus" nos dias antigos; nos dias presentes, serão perseguidos e explusos das denominações e casas de culto e nos dias futuros...serão mortos em nome do deus da "religião cristã"! Isso não está longe de acontecer: já hoje, o ódio (essa é a palavra) entre ditos "cristãos" é uma realidade que só tende a crescer; ódio por tudo (pelo político preferido, pelo dominador-presidente fundador e dono de igreja/ministérios, pela denominação preferida, etc.). Basta dar uma rápida olhada nas redes sociais e você constatará essa triste realidade! Idiota, burro, imbecil, tapado, ladrão, etc. são as mais brandas palavras usadas por ditos cristãos uns contra outros, demonstrando intolerância e violência. Isso quando não estão "alfinetando" uns aos outros! Qual é o fundamento ou princípio ético que legitime alguém dirigir-se pessoal e diretamente a uma outra pessoa para insultá-la, menosprezar seu trabalho, rotulá-la, e ainda chamar outras pessoas para participar do achincalhe público por rede social - ainda mais sendo cristão??

Olhando para isso tudo, fico a pensar que estamos muito longe do ideal cristão de vida, de comportamento e de relacionamento que Cristo e seus apóstolos estabeleceram na e para a Igreja. Estamos muito aquém desse ideal de ter a mente de Cristo. Quando muito, temos a mente do líder denominacional, do político querido, etc. É incrível isso! Como pode um dito cristão defender causas e posições claramente anticristãs?!? Como pode defender ideologias claramente antibíblicas?!? Mente de Cristo ou de manada, seguindo outros cegamente, adotando o comportamento de uma pessoa ou grupo sem fazer uma avaliação crítica e independente? Vamos impor ditos valores cristãos a toda uma população de pessoas, a toda uma nação, independente da fé que professem? Vamos "cristianizar o país", desapropriando templos pagãos e forçando conversões em massa sob ameaças estatais, como na época de Constantino? 

Sobre isso, comenta o pr. Antonio Carlos Costa: "Nunca vi nada mais ineficiente, sem fundamento teológico e bizarro do que a pauta moralista da igreja, nesse ano de eleição. Qual legislação, presidente da República, passeata, é capaz de mudar a orientação sexual de uma pessoa, fazer com que não se embriague com a cachaça que é vendida na esquina, modificar seu desejo de montar uma família poliafetiva etc.? O cristianismo é cético quanto à possibilidade de não cristãos se comportarem como cristãos. Uma coisa é você ir às ruas para fazer o Estado cumprir o que lhe cabe fazer, outra, é legislar sobre moral privada." Ele prossegue, argumentando acerca do comportamento dos ditos evangélicos nas redes sociais: "O que me impressiona é ver evangélicos que não dão conta de uma leve ofensa ou discordância de pensamento nas redes sociais, que -recusam-se a não abortar o embrião do respeito ao próximo-, exigirem de não cristãos altíssimo compromisso com a ética cristã. Você quer influenciar a cultura? Defenda suas ideias com fervor, mas não trate a ninguém com estupidez nas redes sociais." (https://web.facebook.com/AntonioCarlosAlvesdeSaCosta/posts/2176008139280001?comment_id=2176438505903631&notif_id=1538218252916525&notif_t=feed_comment_reply).

Para o Pr. Antonio Carlos Costa, estão usando politicamente a igreja e o glorioso nome de Cristo. Eu concordo com essa análise. Estão usando o cristianismo para promoverem o que o cristianismo condena, tanto partidos políticos, quanto denominações religiosas. E com isso, milhões de brasileiros não cristãos estão escandalizados com a forma desinibida mediante a qual evangélicos defendem causas anticristãs cristianizadas. O problema não é político, mas sim teológico. O Brasil quer saber em qual espécie de Deus a igreja crê. Nossos interesses políticos não podem estar acima do compromisso com a causa do evangelho! Mas o efeito manada está em pleno vigor!

Querido(a) leitor(a): nada tenho em comum, portanto em comunhão, com qualquer ideologia cristianizada que contraria os princípios e valores que amo e creio. Não dou a mínima para bandeiras e siglas, para títulos e posições, mas sim para o que Cristo ensina. Meu estado de convertido me leva a aceitar o que Cristo aceita e a repudiar aquilo que Ele repudia. Faço isso com tudo, quer com minha vida pessoal, quer com denominações e seus ensinos, quer com políticos e suas idéias, quer com qualquer idéia, comportamento, conceito, valor ou tese apresentada. Como cristão, devo buscar discernir - entender - todas as coisas. A mente de Cristo não é uma mente passiva: ela está, constantemente, buscando obedecer a Deus, viver para Deus e cumprir as tarefas que Deus lhe dá. 

Compartilho contigo meu testemunho pessoal quanto a isso: já tive que sair de denominação religiosa porque o líder máximo da mesma passou a comportar-se como dono e a exigir obediência absoluta e irrestrita! Passou a exercer domínio sobre todos, caindo em pecado de traição visando remover-me secretamente da posição por (a) discordar de suas posições e (b) por, segundo ele, não fazer a igreja crescer. Sempre fui taxado de radical nessa denominação, por querer ensinar a Bíblia e segui-la e por não fazer vista grossa com pecado em nome de um crescimento numérico. Ora, se a Bíblia diz que um presbítero não deve dominar sobre a Igreja de Cristo, esta atitude não deve ser tolerada, ainda mais com o agravante mencionado! Igreja é lugar de sinceridade, creio eu.  Acabei saindo por não haver mais como ficar; saí, contudo, em paz e seguro de minhas convicções. Depois de um certo tempo, alguém me falou que eu deveria ter ficado e lutado por minha posição. Igreja é local de briga, eu pergunto? Local de confusão? Um cristão deve usar armas carnais para triunfar, para fazer valer sua posição? Isso estaria de acordo com a mente de Cristo? Paulo não nos recomenda sofrermos o dano? Ele não disse: "O só existir entre vós demandas já é completa derrota para vós outros. Por que não sofreis, antes, a injustiça? Por que não sofreis, antes, o dano?" (1 Co 6.7) Sofri e sofro o dano, como cristão e ministro do evangelho que sou! Se temos a mente de Cristo, devemos aprender a conviver com as perdas pessoais para a glória de Cristo, especialmente quando o nome de Cristo e da fé cristã estão em jogo.

Ter a mente de Cristo, portanto, é compartilhar a atitude de Cristo, que disse: “E aquele que me enviou está comigo, não me deixou só, porque eu faço sempre o que lhe agrada” (João 8:29). Como agora você vive no plano espiritual, dependa constantemente do Espírito, o seu Consolador sempre presente, para o alertar, lembrar, sugerir idéias, palavras e ações; para o encorajar e motivar; ou para o controlar e refrear. Busque a Sua direção em todas as suas decisões. Nos sufocantes detalhes da vida, procure olhar de relance momento após momento e quase inconscientemente afim de ver o Seu sorriso, Sua desaprovação ou o Seu questionamento sobre o que você está fazendo ou considerando. Assim como o timoneiro de um barco olha constantemente para o seu compasso e para as estrelas a fim de checar o seu curso e assim como o piloto consulta a todo instante os mostradores do painel do avião, olhe também constantemente, com os olhos da fé, para o Espírito e sinta a Sua aprovação, preocupação ou desaprovação.

Aprenda, por fim, a ser humilde. Quem tem a mente de Cristo não se considera "a última bolacha do pacote": “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz” (Fp 2.5-8).

Pense nisso. Graça e paz!

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

SENHOR, QUEM PODERÁ PERMANECER EM TUA PRESENÇA?

SENHOR, quem habitará no teu tabernáculo? Quem morará no teu santo monte? Aquele que anda sinceramente, e pratica a justiça, e fala a verdade no seu coração. Aquele que não difama com a sua língua, nem faz mal ao seu próximo, nem aceita nenhum opróbrio contra o seu próximo; a cujos olhos o réprobo é desprezado; mas honra os que temem ao Senhor; aquele que jura com dano seu, e contudo não muda. Aquele que não dá o seu dinheiro com usura, nem recebe peitas contra o inocente. Quem faz isto nunca será abalado. (Sl 15.1-5)

Quem subirá ao monte do Senhor, ou quem estará no seu lugar santo? Aquele que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à vaidade, nem jura enganosamente. (Salmos 24:3,4) 


Os pecadores de Sião se assombraram, o tremor surpreendeu os hipócritas. Quem dentre nós habitará com o fogo consumidor? Quem dentre nós habitará com as labaredas eternas? O que anda em justiça, e o que fala com retidão; o que rejeita o ganho da opressão, o que sacode das suas mãos todo o presente; o que tapa os seus ouvidos para não ouvir falar de derramamento de sangue e fecha os seus olhos para não ver o mal. Este habitará nas alturas; as fortalezas das rochas serão o seu alto refúgio, o seu pão lhe será dado, as suas águas serão certas. (Isaías 33:14-16) 


Quem habitará com o Senhor? Essa pergunta se repete 3 VEZES na Bíblia. Por três vezes, Deus inspirou a mesma pergunta; Ele deu ênfase a essa questão. Ou seja, trata-se de uma pergunta MUITO importante, logo não devemos desprezá-la nem trata-la de forma leviana, superficial, como tratamos a maioria das coisas!

O salmo 15 começa perguntando quem habitará no tabernáculo do Senhor. O termo “habitar” vem do hebraico “permanecer” (como hóspede), como convidado pelo Senhor. Então poderíamos traduzir em “quem será recebido por Ti como hóspede em teu tabernáculo, Senhor”? Veja que não é só chegar à presença de Deus, mas é habitar junto a essa presença! Habitar é permanecer, é fazer morada, é ficar de forma definitiva. Não é uma mera visitinha ocasional, não! É vir para ficar! Ser recebido como hóspede indica que o Senhor conhece a quem hospeda. Ele não poria ninguém estranho como hóspede na Sua casa. Ele é hospitaleiro, mas não permite hospedagem a qualquer um. Não permite que qualquer um more na Sua presença! A pergunta do salmista, portanto, é importantíssima. Ela mostra que não é qualquer pessoa, de qualquer forma, sem critério nenhum, que será admitida na casa de Deus, como hóspede, sob Seu teto e desfrutando da comunhão com Ele. 

ENTRAR NA (PARA) IGREJA NÃO É O MESMO QUE SER RECEBIDO POR DEUS PARA TER COMUNHÃO COM ELE. Você pode entrar numa igreja para assistir a um culto ou programação. Pode cantar e se emocionar. Pode ajudar. Pode até recitar a Bíblia como se declamasse uma poesia. Pode tomar um banho numa piscina, num rito religioso. Pode receber uma oração. Novamente, Deus é hospitaleiro. Porém, isso não significa que você está sendo recebido por Deus para morar junto a Ele. Tal coisa é bem mais profunda do que meros atos exteriores! Você pode ir à casa e ser tratado com dignidade. Terás pão, se fome você tiver; terás água, se tiver sede. Mas morar, ficar de forma permanente, isso é outra história. 

Por isso, logo após vem a pergunta que define a condição do hóspede: “quem morará em Teu Santo monte, Tua presença”? “Quem morará em Sião?” Quem deve ser cidadão de Sião, e um habitante da Jerusalém celeste? Quem dentre nós pode habitar com o fogo consumidor? Quem dentre nós pode habitar com as labaredas eternas? A Igreja pode ser a porta do céu para quem a ela chegar disposto a conhecer a Deus e se render a Ele. Por outro lado, pode ser algo completamente inútil em termos de salvação para quem não quer nada com Deus e só tem interesse numa religião exterior, de aparência. Infelizmente, há pessoas que lançam mão do título “povo de Deus” sem o ser de fato e de verdade. Apenas ocupam espaço no templo de Deus. DEUS NÃO RECONHECE A NINGUÉM COMO TAL, SENÃO AQUELES QUE PERSEGUEM UMA VIDA DE JUSTIÇA E RETIDÃO AO LONGO DE TODO CURSO DA VIDA. Muitos se denominam "povo de Deus", mas nunca foram de verdade conhecidos por Deus (Mt 7.23). Cantam, dançam, pulam, se emocionam, pregam, oram, tomam banho em piscinas, comem pão com suco de uva, se reúnem... mas não possuem relacionamento com Deus. Nunca viveram a dimensão pessoal da fé, a intimidade que vem do temor ao Senhor, do santo respeito por Deus. Nunca consideraram a Deus de verdade; a opinião de Deus sobre suas vidas e atitudes, sobre seus caminhos e modos de viver, sobre a forma com que se relacionam uns com os outros e com o próprio Deus. 

Há um conceito muito errado que formamos em nossas mentes de que é suficiente para salvação apenas um ato isolado em direção a Cristo. Porém, a salvação em Cristo é mais do que um mero ato, é uma sucessão de atos, de aproximação constante e contínua do Senhor! VISITAR NÃO É SUFICIENTE! Os membros da igreja visível precisam entender que há uma Igreja Invisível, a qual somente Deus conhece os seus membros. Precisam entender que a salvação final começa nessa Terra, na qual precisamos viver conforme a nossa condição de salvos. Sem retidão de caminhada, não estando apto para a igreja imperfeita na terra, certamente não devemos esperar entrar na igreja perfeita do céu. MILITANTES HOJE, TRIUNFANTES AMANHÃ. Assim, se alguém é povo de Deus, deve cultivar uma vida santa e íntegra, de retidão e sem fazer dano ao próximo. Devemos nos separar cada vez mais das obras de uma vida corrompida e poluída. SOMENTE AQUELES QUE TÊM ACESSO A DEUS E QUE VIVEM UMA VIDA SANTA É QUE SÃO GENUINAMENTE SEUS SERVOS E SEU POVO.

Daí Davi continua a perguntar: “Quem subirá ao monte do Senhor ou quem estará no seu lugar santo?” Trazendo para nós, a pergunta é: “Quem subirá e estará diante do Senhor quando for a hora?” (Sl 24.3) O SENHOR PROMETEU VOLTAR E LEVAR OS SEUS DISCÍPULOS PARA JUNTO DE SI MESMO (Jo 14.3). O Senhor mesmo prometeu que haverá uma grande separação na humanidade quando do Seu retorno. Até lá, o sagrado celeiro de Deus deverá conter joio e trigo, ímpios e santos, aparentes e reais (Mt 13.25-30; 24.40-42). 

A salvação em Cristo é o pré-requisito para moradia na presença do Senhor. Mas é preciso entender que a salvação opera obrigatoriamente em nós uma mudança contínua de vida, moldando-nos de forma a irmos nos conformando continuamente à imagem de Cristo! SALVAÇÃO SEM SANTIFICAÇÃO NÃO É NADA! Quem não busca santificar a própria vida, confiando na salvação feita no passado, corre sério risco de não gozar da salvação no futuro. Salvação é uma condição espiritual que deve trazer um reflexo na minha maneira de viver hoje. A única segurança verdadeira é ser um cristão prático – não teórico de Igreja, cultivando uma vida piedosa que segue os princípios divinos de modo prático. 

Precisamos assim responder a esta tão séria pergunta: QUEM, SENHOR, DENTRE OS HOMENS QUE VEM À TUA CASA, SERÃO POR TI RECEBIDOS NA SUA SANTA PRESENÇA, COMO MORADORES ETERNOS EM COMUNHÃO CONTIGO?

De quem o Senhor aceitará culto hoje na igreja na terra, e um dia morará com Ele no céu para sempre? Daqueles que buscam santificar a própria vida, que buscam viver de verdade a fé e o Evangelho, que buscam viver em amizade e comunhão com o Senhor e com Sua Igreja. QUEM É LIMPO DE MÃOS E PURO DE CORAÇÃO, QUE NÃO ENTREGA SUA ALMA A VAIDADE E NEM JURA ENGANOSAMENTE (SALVAÇÃO NO PRESENTE) – SL 24.4.

Quem é LIMPO DE MÃOS: Aquele que anda sinceramente, e pratica a justiça, e fala a verdade no seu coração (15.2). Sinceridade é ser honesto, transparente consigo mesmo e com o outro. Sinceridade é mostrar ao outro a verdade ou opinião, deixando claro sua posição. Ah, como essa qualidade está em falta! Hoje, quando alguém ousa ser sincero é logo recriminado, logo abandonado! Infelizmente, as pessoas amam a mentira, tanto a mentira falada quanto a mentira vivida - a mentira está no coração delas! Preferem a hipocrisia, mantendo suas aparências religiosas e piedosas com o coração cheio de podridão e de rapina. Experimente ser sincero com os religiosos! Você será apedrejado com a Bíblia que eles carregam debaixo do braço mas nunca no coração! Dirão toda sorte de mal contra você! Porém, querido(a) leitor(a), é somente sendo sincero com os homens - mesmo com essa raça de víboras -, consigo mesmo e com Deus é que você será apto a morar com Deus! A sinceridade levou Jesus a cruz; logo, não podemos presumir que conosco será diferente! O nosso andar nessa Terra precisa ser um ANDAR SANTO, um ANDAR EM JUSTIÇA, sem astúcia ou artifícios pecaminosos. Sem falsidade, nem malandragem, tanto nas palavras como nos atos. Fale sempre a verdade – especialmente com relação a si mesmo (I Co 5.8; Ef 4.25), custe o que custar! Os santos não apenas desejam amar e falar a verdade com seus lábios, mas buscam ser verdadeiros dentro de si; eles não mentirão nem mesmo no mais íntimo de seus corações, pois Deus está lá para ouvir; eles desprezam duplos significados, evasões, equívocos, mentiras brancas, lisonjas e decepções. Embora as verdades, como as rosas, tenham espinhos sobre elas, os homens bons as usam em seus seios. Nosso coração deve ser o santuário e refúgio da verdade, mesmo que venhamos a ser banidos por todo o mundo. Devemos ter cuidado para que o coração seja realmente fixo e estabelecido em princípio, por ternura de consciência em relação à veracidade. Jesus era o espelho da sinceridade e da santidade.

Quem é PURO DE CORAÇÃO: Aquele que não difama com a sua língua, nem faz mal ao seu próximo, nem aceita nenhum opróbrio contra o seu próximo (15.3). Fazer mal ao próximo é prejudicar o próximo. Prejudicamos o nosso próximo quando não damos a ele o que lhe é devido. Isso fala de coisas materiais (Tg 2.15,16; Lc 10.30-37), mas também das imateriais (Ef 4.2-6; Ef 5; etc).  Difamar é fazer com que alguém deixe de possuir uma boa reputação, usando para este expediente de mentiras. O difamador age assim: para que ele se sobressaia e encubra seu erro, ele busca minar a reputação dos outros (veja um exemplo - "Quem sai, vira bode" - em: https://apenas-para-argumentar.blogspot.com/2018/02/a-podridao-do-sistema-religioso-que.html). Difamação e religião andam de mãos dadas, lembre-se disso! Por que? Porque são justamente os religiosos que se consideram acima dos outros, melhores que os outros, mais isso, mais aquilo; uma classe de intocáveis inerrantes, fazendo toda sorte de besteiras (às escondidas e, modernamente, às claras mesmo!) e se escondendo por detrás da capa de religiosidade e, ainda por cima, julgando e condenando os outros! As línguas de alguns homens mordem mais que os dentes. A língua não é de aço, mas corta e suas feridas são muito difíceis de curar. Note: PUREZA DE VIDA É DEMONSTRADA NO TRATO COM OS OUTROS! Muito interessante aqui é a expressão "não aceita nenhum opróbrio contra o seu próximo". Opróbrio significa (a) grande desonra pública; degradação social; ignomínia, vergonha, vexame; (b) caráter daquilo que humilha, degrada; estado ou condição que revela alto grau de baixeza, torpeza; abjeção, degradação. Ou seja, "não aceitar nenhum opróbrio contra o próximo" é o mesmo que não aceitar que ele seja desonrado publicamente (ou de qualquer outra forma). Quem gosta de desonrar os outros não é puro de coração. Nesse ponto, entra o FALAR SANTO – FALAR COM RETIDÃO: Sem difamação e calúnia, sem críticas destrutivas (Pv 16.28; Ef 4.29). O próximo e o irmão devem ser amados como a nós mesmos (I Jo 4.20), não apenas com palavras (o famoso "eu te amo irmão") mas principalmente com a atitude.

Quem NÃO ENTREGA A ALMA A VAIDADE: Aquele cujos olhos o réprobo é desprezado; mas honra os que temem ao SENHOR; aquele que jura com dano seu, e contudo não muda (15.4). Jura com o dano seu, mas não muda. Seu sim é sim e seu não é não. Quem não vive com "dois pesos e duas medidas". Quem não falsifica a verdade, mesmo que essa verdade lhe traga dano pessoal. Aqui, as redes sociais são o "tristemunho" de que muitos estão entregando sua vida a vaidade sim! São pessoas que temem os homens, que temem contrariar o status quo diretamente, mas fazem-no às escondidas. Vivem mudando de opinião, se de alguma forma sua opinião lhe trará algum prejuízo; por exemplo, elas curtem/comentam algo de noite e depois, pela manhã, descurtem/descomentam aquilo que comentaram, só para que outros não vejam e não a condenem como quem "confraterniza com o inimigo".  Sua atitude é igual a de Pedro após Jesus ser preso: observando de longe o que estava acontecendo com o Senhor, junto ao fogo (afinal era amigo de Jesus), mas quando perguntado sobre seu relacionamento com Cristo a resposta é "não sei quem é", "não o conheço", "nunca vi esse homem", "não sou um deles", "não sei o que estás falando", e por aí vai... Logicamente, isso fala também de uma CONSCIÊNCIA SANTA: o que tapa os ouvidos para não ouvir falar do derramamento de sangue e fecha os olhos para não ver o mal (II Co 1.12 – consciência de santidade e sinceridade). Consciência pura (I Tm 3.9).  Devemos ser tão honestos em pagar respeito quanto em pagar nossas contas. Honrar a quem a honra é devida. Para todos os homens bons temos uma dívida de honra, mas não temos o direito de honrar pessoas vis que estão em altos escalões. Quando homens maus estão no poder, é nosso dever respeitar o ofício, mas não podemos violar nossa consciência a ponto de "puxar o saco deles";  por outro lado, quando os verdadeiros santos estão em aflição, devemos simpatizar com suas aflições e honrá-los.

Por fim, quem NÃO JURA FALSAMENTE: Aquele que não dá o seu dinheiro com usura, nem recebe peitas contra o inocente (15.5). Obviamente, isso fala de RELACIONAMENTO SANTO – REJEITAR O GANHO DA OPRESSÃO: Rejeita o ganho da opressão bem como toda a forma de opressão – tráfico de interesses (Dt 16.19; Is 1.23; 33.15). Aqui é que "dançam" os "donos de igreja/ministérios", que distorcem a Palavra de Deus para aumentarem tanto "o público pagante" como "a arrecadação". Aqui dançam também todo aquele que omite a verdade para maximizar sua grana (seja o troco do ônibus, o imposto de renda, etc.). 

Que morará com as labaredas eternas? Eu? Você, querido(a) leitor(a)? Para isso, a vida precisa mudar HOJE. É preciso ser um servo sincero, limpo de mãos e puro de coração e só Cristo pode fazer isso. Um cidadão da Sião Celestial é realmente o que ele professa ser; se esforça para cumprir toda a vontade de Deus em sua vida. Todo verdadeiro membro vivo da igreja, como a própria igreja, é edificado sobre uma rocha. Aquele que faz estas coisas não será movido para sempre. A graça de Deus será sempre suficiente para ele. "Aquele que faz estas coisas nunca será movido." Nenhuma tempestade o rasgará de seus alicerces, o arrastará de seu ancoradouro ou o arrancará de seu lugar. Como o Senhor Jesus, cujo domínio é eterno, o verdadeiro cristão nunca perderá sua coroa. Ele não só estará em Sião, mas como Sião, fixo e firme. Ele habitará no tabernáculo do Altíssimo, e nem a morte nem o julgamento o tirarão de seu lugar de privilégio e bem-aventurança.

(MENSAGEM MINISTRADA EM 28/08/2016)

Pense nisso!
Graça e paz!