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quarta-feira, 21 de julho de 2010

ENTENDENDO A UNÇÃO DE LENÇOS À LUZ DA BÍBLIA

"E Deus pelas mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinárias. De sorte que até os lenços e aventais se levavam do seu corpo aos enfermos, e as enfermidades fugiam deles, e os espíritos malignos saíam." (Atos 19:11,12)

Ao longo dos anos, o episódio registrado no livro de Atos tem sido evocado por pastores e ministros de algumas denominações evangélicas como justificativa bíblica para a distribuição aos fiéis de lenços ungidos, rosas ungidas, toalhinhas ungidas e outras bugigangas ungidas, as quais supostamente teriam o poder de curar doenças e/ou de expulsar espíritos malignos. Mas será que este ensino está realmente correto?

Inicialmente, é importante identificar os lenços e aventais citados em At 19.12. Em grego, os termos traduzidos como lenços e aventais são, respectivamente, σουδαρια (soudaria, uma toalha para enxugar o suor da face ou lenço) e σιμικινθια (simikinthion, um semicinctium, meia-cintura ou avental, com o qual se cobria toda a barriga e utilizava-se para preservar as roupas daqueles que estavam envolvidos em algum tipo de trabalho). Estes eram levados até os enfermos, logo conclui-se que os enfermos estavam impossibilitados de ir até onde Paulo estava.

Em seu comentário, Barnes argumenta que o propósito deste milagre estava ligado à propagação do Evangelho. Tal milagre foi um mero sinal, ou uma evidência para as pessoas envolvidas, de que isto foi feito pela instrumentalidade de Paulo, de que este maravilhoso poder lhe fora concedido, assim como o fato de que o Salvador colocou seus dedos nos ouvidos de um homem surdo, e cuspiu e tocou sua língua (Mc 7.33). (Barnes´New Testament Notes) A razão de tal milagre pode residir na difícil tarefa de Paulo na pregação e ensino do Evangelho em Éfeso: Depois de 3 meses de ensino, argumentando e respondendo objeções, com razões embasadas nas Escrituras, ainda existiam aqueles que se endureceram e não obedeceram, falando mal do Caminho perante a multidão (At 19.8).

Neste momento, cabe a seguinte pergunta: porque não há o registro de nenhum milagre feito por Paulo desde a expulsão de um espírito maligno de uma moça em Filipos? Porque não foram feitos milagres em Tessalônica, Beréia e Atenas? Ou se foram feitos, porque não há o registro? É possível argumentar que o sucesso do evangelho, sem milagres no reino natural, foi em si mesmo um milagre no reino da graça, não necessitando de outro.

O comentarista Matthew Henry concorda com Barnes. Segundo ele, Deus confirmou o ensino de Paulo pelos milagres. Estes foram milagre especiais, ou seja, não eram milagres usuais. Deus enxertou poderes que não eram conforme o curso da natureza: virtudes não vulgares. As coisas que foram feitas não poderiam de forma alguma serem atribuídas ao acaso ou causas secundárias. Com isso, os preconceituosos opositores do evangelho não teriam outra opção a não ser atribuir a Deus os milagres realizados: não foi Paulo que fazia tais coisas (quem é Paulo, e quem é Apolo?), mas foi Deus que operou pela mão de Paulo. Ele era apenas o instrumento, Deus foi o agente principal, confirmando assim a natureza tanto do milagre quanto da mensagem pregada.

De fato, se a fé daquelas pessoas fosse distorcida, sendo posta sobre os lenços e aventais ao invés de Deus, isto se constituiria em idolatria e deste modo nenhum milagre teria sido realizado. O Deus que tão veementemente combateu a idolatria no Velho Testamento não a ratificaria no Novo Testamento, afinal "Ele, o SENHOR, não muda" (Nm 23.19; I Sm 15.29; Ml 3.6; Tg 1.17) e nem Paulo autorizaria o uso de tais utensílios.

Sobre isso, Alexander MacLaren (1826-1910) comenta: "Não parece que o próprio Paulo enviou os lenços e aventais, os quais transmitiam virtude de cura, mas que ele simplesmente permitiu o uso. Os conversos tinham fé para acreditar que tais milagres seriam feitos, e Deus honrou a fé deles. Note cuidadosamente que a narrativa coloca a parte de Paulo em seu devido lugar. Deus "fez"; Paulo foi somente o canal. Se as impulsivas pessoas, que levavam as roupas, tivessem supersticiosamente imaginado que havia virtude em Paulo, e não olhassem através dele para Deus, isto implicaria que os milagres não teriam sido feitos." (Expositions of Holy Scripture: The Acts)

Por outro lado, os objetivos de Deus na realização de tais milagres haviam sido alcançados. Foi estabelecida a inequívoca distinção entre Paulo e os mágicos e exorcistas judeus (At 19.13-17). Os empecilhos iniciais na pregação do Evangelho em Éfeso haviam sido superados, "muitos dos que tinham crido vinham, confessando e publicando os seus feitos" (At 19.18). Também muitos dos que seguiam artes mágicas trouxeram os seus livros, e os queimaram na presença de todos (At 19.19). Assim a palavra do Senhor crescia poderosamente e prevalecia (At 20.20).

Conclusão:

Diante do exposto, torna-se evidente o erro crasso de algumas denominações evangélicas em distribuir, de graça ou por preço, objetos ungidos aos seus fiéis. Paulo jamais ungiu suas vestes com óleo ou qualquer outra coisa, tampouco mandou que fossem levados aos doentes e possessos de espíritos imundos, ou mesmo solicitou partes de vestuário destes para que fossem por ele ungidas. O fato de aquiescer com a prática de maneira alguma fornece a base doutrinária para que o ato se perpetue na Igreja Cristã. De fato, não há sequer um versículo em toda a Bíblia onde conste a mínima recomendação apostólica sobre esta prática à Igreja. O texto de Atos 19:12 trata-se tão somente do registro das acontecimentos relacionados à pregação da Palavra de Deus em Éfeso.

A despeito do que ensinam erroneamente alguns, não houve nenhuma "transferência de unção" do apóstolo Paulo para seus utensílios de trabalho, tampouco há evidência de que estes tivessem algum poder sobrenatural. DEUS e não o lenço/avental realizavam o milagre! No mundo real, existe transferência de massa, de calor e de quantidade de movimento, realizadas devido a existência de um gradiente da grandeza entre dois meios; mas não há registros de transferências de unção. Além disso, pessoas são ungidas por Deus para alguma atividade específica (e isso deu-se tanto no Antigo quanto no Novo Testamento), coisas foram ungidas com óleo no Velho Testamento indicando separação, para serem utilizadas única e exclusivamente dentro dos propósitos de Deus para elas (como, por exemplo, o tabernáculo; Êx 30.26; 40.9-11).

É preciso entender que estes milagres foram especiais, realizados num tempo especial. Havia a peremptória necessidade de estabelecer de forma clara as marcas apostólicas de Paulo em Éfeso, sem a qual possivelmente a Igreja não teria sido fundada naquela cidade. Havia uma grande oposição espiritual, pela imitação, e intelectual que impedia a aceitação do Evangelho. A argumentação retórica na Palavra de Deus havia encontrado forte resistência intelectual; assim era preciso que a natureza divina do Evangelho fosse confirmada sobrenaturalmente aos incrédulos. Ademais, é muito importante perceber que tal milagre, dito extraordinário, não era realizado pela vontade e poder do apóstolo, mas sim pela vontade, poder e soberania do Senhor.

Os defensores dos lenços ungidos fequentemente usam o argumento de que o poder de Deus não mudou para corroborar suas práticas. De fato, como citado, Deus não mudou; porém, a revelação bíblica sobre Deus nos mostra que Ele tem Vontade própria, não sendo mecanicamente repetitivo, mas agindo de forma diferente em diferentes situações.  Estes mesmos ministros precisam explicar porque Deus não abriu o mar ou fez andar sobre ele, em várias ocasiões modernas, onde teriam sido salvas inúmeras pessoas de afogamento (inclusive crentes); porém façam-no sem apelar para a "vulgar solução" da "falta de fé".

Tomar o episódio registrado em Atos 19:12 como doutrina para a Igreja é negar todos os princípios da hermenêutica bíblica. O uso de objetos ungidos favorece a criação e perpetuação da idolatria e feitiçaria na vida dos crentes bem como a terrível prática da simonia. Assim, é evidente que o Espírito Santo, que não divide sua glória com ninguém (Is 42.8), jamais permitirá, em hipótese alguma, que a sua glória seja dada aos ídolos, tenham eles qualquer forma ou aparência, ratificando tal prática idólatra por meio da realização da cura e assim desviando as pessoas de Cristo.

A idéia de que estes utensílios serviriam como "ponto de contato" para aquelas pessoas mais fracas, para para despertar-lhes a fé. Contudo, biblicamente falando, segundo o Autor aos Hebreus, "a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se vêem" (Hb 11.1,2). A fé é gerada nos crentes a partir da Palavra de Deus: "a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus" (Rm 10.17). A questão não é se Jesus ou os apóstolos usou algum objeto em suas ministrações, mas no que isto pode implicar. Em seu site, o Pr. Ricardo Gondim comenta que "os evangélicos retrocederam aos tempos do catolicismo medieval. Observa-se com facilidade, na maior parte das igrejas, o incentivo de que se usem amuletos como ponto de contato para a fé. O paganismo e a feitiçaria se disfarçaram de piedade e a maioria dos crentes só se preocupa em aprender a controlar o mundo sobrenatural para serem prósperos ou para resolverem seus problemas existenciais."
(http://www.ricardogondim.com.br/Artigos/artigos.info.asp?tp=61&sg=0&id=1556. Acesso 21/07/2010, às 17h15min)

Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!

14 comentários:

  1. Amado, todas as coisas prov=ém do nosso coração,; me entedm , não quero agrdir ninguem, mas, de que adianta um lenço ungido, e um coraç~çao contaminado pela mágoa, pelo ressentimento, pela falta de perdão. devemos pedir ao Senhor q nos capacite a examinar primeiramente o,nosso coração e vermos se estamos de acordo com a vontade de Deus! A Paz!

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  2. Para esse tipo de gente os reformadores morreram em vão.Até onde o povo que se diz crente vai se deixar levar por quinquilharias ao invés de usar
    a massa cinzenta e queimar as pestanas no estudo e na meditação da Bíblia?

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  3. Achei interessante o estudo, mas o que realmente faz milagres e a santificacao de vida e intimidade com Deus. Nao adianta nada carregar qualquer coisa que seja em nome de Jesus se nao estiver com Jesus na vida e uma vida com o altar restaurado. Elias quando foi pedir a Deus para mandar fogo do ceu eu acredito que pela intimidade que ele tinha com Deus ele podia orar que Deus o ouviria, mas, antes de mais nada ele restaurou o altar nos ensinando que para que o fogo caia e necessario que o altar esteja restaurado. Paz.

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  4. Daqui a pouco vão vender ou doar cadeirinhas no céu ?!......
    Isto é retroagir no tempo e no engano.
    Que o Espirito Santo nos conceda discernimento
    para não cairmos nas ciladas do astuto inimigo!

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  5. E aquela parte onde um morto caiu na cova de Eliseu e ao tocar em seus ossos ressuscitou?Eliseu irradiava tanta virtude e poder de Deus , não seria isso?

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  6. Querida Sônia,
    Não há correlação bíblica entre os fatos expostos. Os ossos de Eliseu não foram usados por ninguém para a cura ou ressurreição de mortos, a Bíblia nesse caso apenas registrou o fato, mas não formou um ensino sobre isso. Perceba que não há um só versículo onde seja ordenado que os mortos e/ou enfermos sejam levados à sepultura de um pastor/bispo/apóstolo/profeta/missionário/etc - e graças a Deus por isso. Já pensou como seria? Quantos corpos seriam exumados para fins religiosos?
    Do mesmo modo, o registro da passagem de Atos 19: não houve a intenção de Deus em criar um ensino sobre isso, apenas registrar o ocorrido.
    É importante sempre termos em mente que uma coisa é o registro bíblico de um fato ocorrido, outra coisa é o registro bíblico de um ensino doutrinário. Nem todos os fatos bíblicos ensejam uma doutrina bíblica sobre o assunto. Devemos obedecer as doutrinas bíblicas, mas não somos exortados a repetir os fatos bíblicos. Veja, por exemplo, Ezequiel 4:12-15. Ao profeta foi ordenado cozer bolos de cevada sobre o esterco humano, sendo depois permitido que fosse usado esterco de vacas no lugar. Obviamente, não nos é ordenado, na Bíblia, assarmos nosso pão, cozermos nossa comida, sobre o mesmo material. Entendeu?
    Graça e Paz!

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  7. Olá a todos,uma dúvida se eu ou um de vos estivermos muito doente em faze terminal como o filho do oficial do rei ou até mesmo a mulher do fluxo de sangue e pegar algo de certo ministério crendo que a unção de Deus esta ali e fomos curados e posterior dar testemunho que Jesus que curou,seria algo errado,ou seria melhor ficar esperar a morte sob a piedade dos outros nos vendo se definhar?

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  8. Prezada Viviane Ferreira,

    A sua pergunta enseja outra, de maior amplitude: tudo é válido para obtermos a realização de um desejo? Ou, dito de outras palavras: os fins justificam os meios? Fica para sua reflexão.

    Voltando a sua pergunta, é preciso entender: a crença foi nos poderes sobrenaturais do objeto dito ungido, ou no Senhor Jesus? Vale a pena lembrar que a unção para realização de milagres, na Bíblia, esteve sobre os servos de Deus, pessoas como eu e você, não sobre coisas.

    A mulher que há 12 anos padecia de um fluxo de sangue, citada por ti, foi curada pela virtude que saiu de Jesus, não por algum poder especial que estivesse na orla de Sua roupa. Veja o que diz a Bíblia: "E disse Jesus: Alguém me tocou, porque bem conheci que de mim saiu virtude." (Lc 8.46; ver também Mc 5.30) Note que a fé daquela mulher - não no vestido, mas em Jesus - foi o que a salvou (Mc 5.34).
    Adicionalmente, note que essa era a única forma daquela mulher poder tocar em Jesus, pois uma mulher, nos tempos bíblicos, que padecesse de um fluxo de sangue, era considerada impura e tudo o que ela tocasse era considerado impuro também (Levíticos 15:25-27). Ela sabia disso muito bem, com toda certeza; e, raciocinando sobre esta parte da Lei e sua condição, ponderou em seu coração que não seria atendida pelo Senhor (afinal, Ele era um Rabi, mestre da Lei). Assim, toca-o em secreto, sem que Ele o soubesse; por isso, quando é descoberto que ela fez, ela viu que não havia condições de continuar anônima e se aproxima tremendo, para então confessar o que havia feito (Lc 8.47).
    Hoje, querida Viviane Ferreira, eu e você podemos ir direto ao Senhor Jesus, com fé, sem receios de não sermos ouvidos ou atendidos, e pela fé recebermos a cura para nossos corpos e para nossa alma.
    Graça e paz!

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  9. Olá irmãos,a paz de CRISTO :
    RESPEITO A opinião de cada irmão,
    Mas o que eu pergunto é?
    Se usar esses métodos é errado?porque então que o milagre acontece? É DEUS que curou,ou foi os demônios?
    Será que nós não estamos querendo limitar DEUS ou falar pra DEUS de que maneira os milagres deverão serem feito???

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    1. Amado ir. Cristovao,

      Obrigado por comentar! O assunto é realmente palpitante e importante para a nossa fé.

      Não é o propósito desse texto "limitar Deus ou ensiná-Lo como fazer milagres", mas apresentar aquilo que a Bíblia realmente ensina sobre o assunto. Aqui, cabem duas questões importantes, já que os cristãos são tidos como "povo da Bíblia" e que a mesma é - ou deveria ser - nossa regra de fé e prática. A primeira questão refere-se a que espírito realiza o milagre. Todo milagre - "ato ou acontecimento fora do comum, inexplicável pelas leis naturais" - é de origem divina, obrigatoriamente? Há 3 espíritos que podem realizar milagres, a saber o Espírito de Deus, o espírito do erro e o espírito humano. Sinais, prodígios - milagres em resumo - nunca foram um padrão para julgamento da veracidade bíblica; ao contrário, a Palavra de Deus é o padrão. Aconselho a leitura do livro "O Poder Latente da Alma", do Pr. Watchman Nee, para aprofundar a questão.
      A segundo questão, de igual importância da primeira, é: tudo o que está na Bíblia (registro do fato) se constitui em doutrina bíblica? É importante sempre termos em mente que uma coisa é o registro bíblico de um fato ocorrido, outra coisa é o registro bíblico de um ensino doutrinário. Nem todos os fatos bíblicos ensejam uma doutrina bíblica sobre o assunto. Devemos obedecer as doutrinas bíblicas, mas não somos exortados a repetir os fatos bíblicos. Veja, por exemplo, Ezequiel 4:12-15. Ao profeta foi ordenado cozer bolos de cevada sobre o esterco humano, sendo depois permitido que fosse usado esterco de vacas no lugar. Obviamente, não nos é ordenado, na Bíblia, assarmos nosso pão, cozermos nossa comida, sobre o mesmo material.

      Grande abraço!

      Graça e Paz!

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  10. Bom dia irmãos, a paz de Cristo!
    Venho, por este,deixar meu comentário :É claro que devemos seguir os que nos ensina à biblia,mas queria que vc me dicesse,em qual passagem na biblia,fala que nós não podemos imitar os fatos ocorridos na Bíblia? E sobre usar coisas para curar,vcs sabem que até Jesus usou? Ele cuspiu na TERRA e em seguida passou a terra nos olhos do cego, e este voltou a enxergar, o que me dizem?
    Será que vcs não estão se limitando da fé?

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  11. Bom dia ir. Vilmar!
    Permita-me fazer a mesma pergunta para você, só que na negativa: "qual passagem da Bíblia diz que devemos imitar os fatos (note bem, os fatos) que ela registra?" Exemplo: onde está escrito que o crente em Cristo precisa subir ao Monte Sinai, como Moisés o fez? Outro exemplo: Em Deuteronômio 21:18-21 lemos: "Quando alguém tiver um filho contumaz e rebelde, que não obedecer à voz de seu pai e à voz de sua mãe, e, castigando-o eles, lhes não der ouvidos, Então seu pai e sua mãe pegarão nele, e o levarão aos anciãos da sua cidade, e à porta do seu lugar; E dirão aos anciãos da cidade: Este nosso filho é rebelde e contumaz, não dá ouvidos à nossa voz; é um comilão e um beberrão. Então todos os homens da sua cidade o apedrejarão, até que morra; e tirarás o mal do meio de ti, e todo o Israel ouvirá e temerá." Na sua linha de raciocínio - IMITAR OS FATOS - o que deveríamos fazer com nossos filhos rebeldes? Você faria isso com o seu filho?
    Mais uma pergunta: Onde está escrito que aquela pessoa, crente em Cristo, que ora pela cura de um cego deve cuspir na terra e passar esse bolo de terra cuspido no olho do cego? E outra: No seu raciocínio, lascou-se tudo: O cago com olho cheio de terra cuspida precisa se lavar no Tanque de Siloé para que volte vendo! Coitado do cego!
    Para finalizar, a fé cristã não é limitada; muito pelo contrário. Mas ela é baseada não na imitação de fatos bíblicos, mas sim no Deus que se revelou nas Escrituras, o qual é ilimitado! A Bíblia deve ser interpretada; fatos bíblicos não são para serem repetidos, mas sim os princípios bíblicos por detrás desses fatos.
    Graça e paz!

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  12. Sei de casos, que as primeiras toalhinhas doadas pela Igreja Mundial pessoas colocavam as toalhinhas, sobre as enfermidades e as dores e o mal desapareciam, mas acredito as pessoas agiam pelo impulso, no firme propósito de receber a cura, mas a fé dela foi que agiu, e assim será com todos a Fé amem! amados. Paz e graça..

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  13. Já ouvi dizer, perdoem se estiver errada, mas que há diferença entre doença e enfermidade, pois na Bíblia cita que Jesus curava os doentes e enfermos como se fossem coisas distintas. Ao meu ver, a enfermidade é um espírito maligno, a doença talvez não, a doença talvez seja adquirida por outro fator que não o de um espírito, talvez uma má alimentação, um fator ambiental, enfim. Partindo disso, numa enfermidade (sendo um espírito), como aquele que tocou em Jó, esse espírito pode entrar e sair do corpo da pessoa a hora que quiser, principalmente para atribuir a um milagre de um evangelho distorcido, porque o inimigo é o espírito do engano e enganaria muitos, até os escolhidos, faria milagres, expulsaria demônios, tudo usando o nome do Senhor como está Escrito nas Escrituras. Então vamos vigiar, pois nem tudo que reluz é ouro. O inimigo não vem de garfo e capa vermelha, ele vem de branco e anjo de luz, fiquem espertos. Com uma palavra meu criado sarará! Esse é o segredo! Como disse o Senhor Jesus: Deus procura por quem sirva-o em espírito e em verdade.
    O Senhor abominava as heresias.

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