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segunda-feira, 12 de julho de 2010

CONSIDERAÇÕES SOBRE A MARCA DA BESTA

E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome. Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis. (Apocalipse 13:16-18 )

Talvez não exista um tema mais controvertido no meio evangélico que a marca da besta, tema constante da escatologia bíblica, o sinal distintivo que será aposto na mão direita ou nas testas daqueles que se submeterão ao governo mundial do anticristo. Muitas teorias surgiram propondo explicações sobre o que seria esta marca; a maioria delas considerando os avanços tecnológicos da humanidade: Seria um chip eletrônico implantado sob a pele? Seria um código de barras? Seria o cartão de crédito? O fato é que até o presente não há plena certeza do que venha a ser esta marca. Isso tem gerado muita especulação, teorias conspiratórias e misticismo, especialmente pelas seitas e movimentos heréticos.

É preciso considerar, inicialmente, que o Livro de Apocalipse é um livro de revelações. Aqui, como em toda a Palavra de Deus, o Senhor nos comunica os seus eternos desígnios e a verdade que estes envolvem; porém tem foco nos fatos e nos acontecimentos que ocorrerão nos últimos dias, no fim dos tempos. Há, contudo, muitas correntes teológicas sobre o apocalipse, que fogem do escopo desta argumentação; algumas mais coerentes com a Bíblia, outras menos. De forma geral, afirmo que o Livro de Apocalipse, como Escritura Sagrada, é divinamente inspirado, e proveitoso para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça (II Tm 3.16). Tampouco é de particular interpretação, porque não foi produzido por vontade de homem algum, mas o homem santo de Deus (João, o apóstolo) é seu autor, inspirado pelo Espírito Santo (II Pe 1.20,21).

Deste modo, há muito ensino útil para a nossa vida e fé que podemos aprender com todo o Livro de Apocalipse. Em especial com o texto de Apocalipse 13:16-18.

Por exemplo, a cobiça desenfreada que os homens atualmente exibem, independentemente de sua classe econômica ou social, os levará a tomar ações que os privarão, definitiva e irremediavelmente, da Salvação em Cristo. Hoje, as ações de "comprar e vender" são mais do que mera atividade comercial; é o consumismo desenfreado. Em épocas de festas, como o Natal, compramos e vendemos qualquer coisa, úteis e inúteis. Coisas que muitas vezes não possuem a menor utilidade prática ou que iremos abandonar após certo tempo. Coisas compradas por puro modismo. Meras bugigangas. Assim, será irresistível para muitas pessoas receberem esta marca, por tudo o que ela representa: poder econômico! Não é à toa que a cada dia são abertas mais e mais Igrejas que pregam o E(u)vangelho da Prosperidade e mais e mais pregadores e mestres se levantam, cada um "vendendo" a "pedra filosofal" capaz de transmutar tudo em ouro!

Assim, em última análise, o que estas "igrejas" e estes "pregadores e mestres" da prosperidade estão fazendo é preparar o caminho do anticristo, como a antítese recíproca de João Batista. Estão exatamente divulgando as "boas novas" do reino das trevas: "consumam, consumam, consumam; a vida é feita do consumo, você existe para consumir, você merece consumir, você pode consumir também. O nosso deus te dará dinheiro para isso. Basta você dar o seu tudo". Hoje, o "tudo" dado é material; naqueles dias, o "tudo" será realmente TUDO - a vida eterna! Observe que a pregação da prosperidade, a exemplo da oferta da marca, abrange qualquer pessoa: pobre, rico, patrão, empregado, profissional liberal, empregado da indústria... é para todos.

Não podemos nos esquecer de que o anticristo terá um "braço" religioso - o falso profeta, que fará "milagres extraordinários", de forma que as pessoas se maravilharão e darão crédito ao anticristo. Fico pensando sobre a real procedência dos "milagres" divulgados pelos ministérios e Igrejas da prosperidade modernas... Aqui, vale uma exortação: PERFORMANCE NÃO SIGNIFICA ESSÊNCIA. Quem se baseia em performance para qualificar a essência está correndo um sério risco de apostatar da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrina de demônios (I Tm 4.1), isto é se já não apostatou há muito tempo.

Por outro lado, se as pessoas só poderão comprar e vender se ostentarem a marca da besta e considerando que o anticristo terá controle mundial, então a conclusão óbvia é que a marca terá aceitação mundial. Não haverá necessidade de câmbio ou de "traveler´s checks", basta exibir a marca e a transação será prontamente concluída. Funcionará esta marca como o dinheiro - algo dado em troca de um produto ou serviço? Seria uma espécie de "cartão de débito" mundial? Pouco se pode concluir a este respeito.

Naqueles dias, a sociedade estará dividida entre aqueles que seguirão o anticristo e, deste modo, receberão a sua marca e aqueles que não aceitarão a autoridade e governo deste líder satânico mundial e que só pela sua existência se constituirão em oposição à ele. Obviamente, isso gerará perseguição pelo governo aos "rebeldes"; essa perseguição dar-se-á em todas as esferas: sociais, políticas, religiosas e econômicas. Nós já vimos a introdução dessa história, mais modernamente com o governo Hitler na Alemanha.

Se esta suposição for verdadeira, então é possível concluir que a marca da besta é uma marca de identificação, ou seja, na marca haverá todos os dados que o governo considere importantes para caracterizar aquele cidadão. Novamente, já vimos a introdução dessa história: durante a Alemanha nazista, os judeus que estavam aprisionados em campos de concentração possuíam a "estrela dos judeus" costurada em sua camisa. Dentro da estrela de Davi, ficava escrita a palavra "Jude", que em alemão significa "Judeu". O símbolo era usado para facilitar a identificação dos Judeus.

A questão, então, passa a ser: que dados pessoais terão importância estratégica para o governo do anticristo? Constarão estes dados na marca, ou a marca possuirá algum sistema de codificação alfanumérica onde os dados estarão armazenados previamente numa central do governo? De um jeito ou de outro, é possível especular alguns dados importantes: nome, idade, endereço completo, formação, profissão e endereço profissional, dentre outros.

Outra pergunta que surge: como esta marca será posta no homem? Será feita alguma avaliação prévia para determinar as características de cada uma das pessoas como pré-requisito para a marcação? Aqui, introduzo um conceito que julgo oportuno: o conceito de avaliação da conformidade. Segundo a norma técnica ABNT NBR ISO/IEC 17000 "Avaliação da Conformidade - Vocabulário e princípios gerais", esta expressão é definida como sendo "a demonstração de que os requisitos especificados relativos a um produto, processo, sistema, pessoa ou organismo são atendidos". O domínio da avaliação da conformidade inclui as atividades de ensaio, inspeção, certificação e acreditação de organismos de avaliação da conformidade.

De acordo com o website do Inmetro (http://www.inmetro.gov.br/qualidade/certificacao.asp. Acesso 12/07/2010, às 18h07min), a certificação de pessoas avalia as habilidades e os conhecimentos de algumas ocupações profissionais, e pode incluir, entre outras, as seguintes exigências:
  • Formação – a exigência de certo nível de escolaridade visa assegurar nível de capacitação;
  • Experiência Profissional – a experiência prática em setor específico permite maior compreensão dos processos envolvidos e identificação rápida das oportunidades de melhorias;
  • Habilidades e conhecimentos teóricos e práticos - a capacidade de execução é essencial para atuar e desenvolver-se na atividade.
Teoricamente falando, os critérios de certificação de pessoas, elaborados no governo do anticristo, poderiam incluir outros requisitos, além dos relativos às questões profissionais, de forma que o produto final da análise seria uma marca afixada na pessoa pelo agente de governo. Mas isto é apenas uma hipótese.

Finalmente, fica uma importante lição: o número do nome do anticristo (alternativa à marca) é número de um homem. A expressão "um homem" qualifica o "número"; assim, não é "número do homem", de forma geral, mas "número de um homem", de forma específica. Que este homem é o anticristo é óbvio. Assim, o propósito da revelação do número do anticristo parece apontar para um critério de verificação, ou seja, naqueles dias os crentes poderão identificar o anticristo pelo número do seu nome, 666. Sem dúvida, trata-se de um critério muito útil, tendo em vista que o poder infernal na vida anticristo será tal que ele enganará a muitos por 3 anos e meio.

Deste modo, é provável que a correta compreensão sobre este número venha ainda a ser revelada pelo Espírito Santo quando for oportuno. A enormidade de teorias sobre o mesmo indica que ainda não dispomos desta revelação. Portanto, devemos descansar em Deus, não permitindo que o nosso coração seja turbado por qualquer coisa que não possua embasamento na Palavra de Deus, pois sabemos que Nosso Senhor não deixará que sejamos iludidos de forma alguma.

Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!

Um comentário:

  1. O que precisamos saber Deus já nos revelou,e por hora isso nos basta.Devemos portanto continuar seguindo a Cristo para que não venhamos a sofrer
    debaixo do anticristo.Que possamos estar firmes Nele,a Rocha inabalável.Também necessário se faz
    combatermos as heresias,que tem crescido como erva daninha e que tem ludibriado a muitos incau-
    tos,que vão atrás de qualquer conversinha...Também
    há alguns(muitos) dorminhocos que não vigiam e pensam que a Bíblia só serve para levar à Igreja aos domingos.

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