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quarta-feira, 21 de maio de 2014

ÉTICA CRISTÃ: HÁ UM PADRÃO BÍBLICO PARA A ROUPA DO CRENTE?



Antes de abordamos o tema proposto, cabe dizer que os tempos atuais são muito diferentes dos tempos antigos em tudo, em especial no que se refere a Igreja. Antigamente, há alguns anos, havia uma preocupação quase que coletiva na maioria dos crentes com questões que hoje são tratadas como supérfluas. Por exemplo, havia muita preocupação com a ética pastoral, o que fazia com que os pastores fossem muito admirados pelos crentes e até mesmo pelos não-crentes. Do mesmo modo, havia uma preocupação com a ética cristã de forma mais ampla, naquilo que poderíamos chamar de "testemunho cristão": cada crente primava pelo bom testemunho em todas as áreas de sua vida, evitando ao máximo causar "escândalos" (sobre escândalos, veja a postagem "ESCANDALOSOS E SEUS ESCÂNDALOS", em http://apenas-para-argumentar.blogspot.com.br/2013/05/escandalosos-e-seus-escandalos.html). 

Hoje, quando falamos em testemunho, muitas pessoas entendem que trata-se tão somente de alguma bênção ou livramento que Deus tenha proporcionado na vida da pessoa. O entender hoje é muito diferente! Isso se dá por várias razões e é muito provável que as gerações passadas tenham de alguma maneira falhado em transmitir esses valores às novas gerações (o problema da geração seguinte: "E foi também congregada toda aquela geração a seus pais, e outra geração após ela se levantou, que não conhecia ao SENHOR, nem tampouco a obra que ele fizera a Israel", Jz 2.10). Outra hipótese é que àqueles a quem foi transmitido os valores cristãos antigos não foi suficientemente forte para fazer o mesmo na sua própria geração, ou até, quem sabe, viu-se impotente diante das rápidas e acentuadas mudanças que o evangelicalismo brasileiro experimentou dos anos 80 em diante.

A verdade, porém, é que de fato muita coisa foi alterada. O que no passado era visto como "comportamento cristão sadio" pela Igreja hoje é visto como algo ultrapassado, velho, caduco, fora de moda. É visto como "legalismo". É interessante notar que o mundo comporta-se exatamente da mesma maneira: o antes "venerado" e "desejado" ato do casamento, sonho de moças e rapazes que desejavam constituir família, hoje é visto como sendo algo banal, sem importância, mera convenção social com pouca ou nenhuma utilidade. Pior é que a respeito do casamento - e de outros valores antigos, bíblicos - a Igreja atual apresenta a mesma visão interpretativa do mundo, ou seja, o casamento como algo supérfluo (haja vista o crescimento do número de pessoas divorciadas na Igreja). Isso é, por si só, algo sintomático; revela um processo de aculturamento da Igreja com o mundo e, consequentemente, afastamento dos padrões bíblicos. É sinal que o sal está cada vez mais sem sabor, sem suas propriedades de salgar. Não é à-toa que o sal insípido está cada vez sendo mais e mais pisado pelos homens, nos meios de comunicação (Tv, jornais, internet, etc) e na sociedade, que insiste em querer dizer à Igreja o que ela deve crer.

Parênteses (1): A IGREJA CRÊ NÃO NO QUE O MUNDO ACHA CERTO. O conceito de certo e errado do mundo nada, absolutamente, tem a ver com a Igreja. A Igreja sadia crê na Bíblia - de Gênesis a Apocalipse - e no Deus da Bíblia. Se isso é loucura para o mundo - e de fato é - paciência, não será a Igreja, "que está no mundo mas não é do mundo" que se mundanizará para ser aceita pela sociedade. Crentes são diferentes? Sim, são. Jesus era diferente daquilo que o mundo convencionava - e até hoje convenciona - sobre Deus? Sim, Ele foi, é e será. Não compartilha da mesma fé? Lamento. Isso é problema e direito seu. Mas não venha impor, direta ou indiretamente, o que a Igreja deve ou não crer. Não gostou do que crê a Igreja? Não frequente-a e que Deus tenha piedade da sua alma. Como cita o Pr. Isaltino, em http://www.isaltino.com.br/2013/08/o-novo-teologo-da-veja/: "a Igreja é a única instituição sobre a face da terra que reivindica autoridade divina. Se o pessoal concorda ou não, se gosta ou não, não vem ao caso. Mas se a Igreja e as igrejas perderem essa noção de substância, nada podem fazer. Nivelam-se a qualquer outra instituição. Sequer merecem o espaço que lhe dão. Não compete aos de fora ditarem a agenda da Igreja e das igrejas. Parece-me com a postura do “cristianismo alemão” e das igrejas controladas em países comunistas: “Vocês pregam o que nós dizemos”. Não querem os palpites da Igreja? Recusem-nos. Mas não deem seus palpites à Igreja. A Igreja não se vê como uma ONG criada para satisfazer as pessoas e massagear seu ego. Ela tem valores muito ricos, que vêm de milhares de anos, não pode se pautar pelas novidades que surgem." Fecha parênteses. 

Parênteses (2): Hoje, há o retorno da velha estratégia do inferno em mudar o texto bíblico quando não se concorda com ele. Há uma proliferação de "bíbrias" dos mais diversos tipos e gostos, elaboradas arrancando-se textos e passagens da Bíblia ou modificando sua redação. Isso é válido? Sim, perfeitamente. Podem criar uma religião - ou mesmo Igreja - em torno dessas adulterações da bíblia? Sim, podem. A pergunta é: será que Deus concorda com isso? Será que Ele aprova? Vamos deixar O próprio responder:  "Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; E, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro." (Ap 22.18,19) Àqueles que modificam o texto bíblico, atenção! Fecha parênteses.

Nessa argumentação, abordaremos uma dessas práticas "cristãs religiosas" (se quiser chamar assim) que foi modificada pela sociedade: a questão do vestuário. Logo de saída, antes de qualquer coisa, atenção: Não há um padrão bíblico para tipo de pano ou de roupa! Os crentes não são chamados a usarem vestes talares ou roupões (como é costume de alguns); porém, do mesmo modo, não são chamados a usarem "micro-isso" ou "micro-aquilo". Um crente não deve nem viver como legalista, nem tampouco como mundano; a posição bíblica correta é sempre a liberdade com responsabilidade. Mas como ela se manifesta neste sentido? O que a Bíblia ensina? Obviamente, os exemplos bíblicos que serão vistos, dos quais extrairemos os princípios que devem reger nossas vidas como filhos e filhas de Deus, se referirão ao sexo feminino, por um contexto histórico-cultural; no entanto, por ilustrarem princípios eternos, valem para ambos os sexos e para nossos dias e dias futuros. Assim, atenção: Os exemplos são HISTÓRICOS-CULTURAIS; já os PRINCÍPIOS ilustrados nos exemplos são ETERNOS.

1) Paulo e as Mulheres em Corinto: "Portanto, se a mulher não se cobre com véu, tosquie-se também. Mas, se para a mulher é coisa indecente tosquiar-se ou rapar-se, que ponha o véu." (I Co 11.6; ver também vv.13-16)

O apóstolo Paulo, nesse texto, exorta às mulheres cristãs de Corinto, com relação ao uso do véu. Por que ele tratou desse tema naquela igreja (e não nas demais)? Esse fato indica que havia alguma coisa em Corinto, que não havia noutras cidades onde Paulo estabeleceu Igrejas. Ou seja, havia um motivo histórico-cultural, típico de Corinto, para Paulo tratar desse tema nessa Igreja. Na Antigüidade, a mulher carregava no corpo um sinal da autoridade do marido. Esse sinal era o véu. Esse mesmo costume prevalece até hoje entre alguns povos do Oriente. Nestes lugares, a mulher honesta não deve aparecer em público sem o véu, ou algo correspondente. Era um sinal da honra e da dignidade das mulheres (Gn. 24.65; Ct 4.1).

Também considerava-se o véu um sinal de subordinação da mulher ao marido, por isso que não o usavam as mulheres de luto, as prostitutas e as esposas infiéis.  Na cidade de Corinto localizava-se o "templo de afrodite",  templo que era frequentado por 1.000 sacerdotisas/prostitutas, mantidas a expensas do povo, onde sempre estavam prontas para se entregar a prazeres imorais, como culto à deusa. A prostituta cultual, para se diferenciar da mulher de bem, fazia o seguinte: raspava o seu cabelo, assim, todos que vissem uma mulher com cabelo raspado, saberia de que se tratava de uma prostituta cultual de Afrodite. Esta era uma forma de identificá-las.O Templo de Afrodite ficava plantado sobre a acrópole de Corinto, e tanto os homens para lá subiam a fim de ter relações sexuais com as sacerdotisas prostitutas cultuais, como também, regularmente, elas mesmas desciam a montanha, até a cidade, na qual havia também toda sorte de bacanais e orgias. Ora, tão forte era esse perfil da cidade, que no mundo grego, havia o verbo "corintianizar".

Assim, qual era o princípio envolvido na recomendação do uso do véu por Paulo às irmãs em Corinto? O princípio fundamental nas instruções de Paulo é o respeito pelo local de culto e pelo culto, propriamente dito. A questão de ausência do véu servia de escândalo, pois as irmãs da Igreja eram confundidas com as sacerdotisas de Afrodite. Obviamente, o que Deus tencionou em nos ensinar com este exemplo é que a mulher (e o homem) cristão não deve se vestir ou se comportar de forma a ser confundido com um mundano (além de, é claro, respeitar o culto e o local de culto).

Como aplica-se isso hoje, ou seja, como aplica-se esse princípio hoje? Ora, basta uma rápida olhada na nossa sociedade, que cada vez mais prima pela exposição do corpo, beirando em muitos casos a nudez (especialmente feminina). Hoje, por certo o apóstolo Paulo proibiria às mulheres cristãs usarem microvestidos apertadíssimos, calças justíssimas, blusas transparentes e coisas do tipo, pois é justamente esse o comportamento das não-crentes. Note que exatamente como em Corinto, essa prática de usar roupas (cadê a roupa?!?) muito curtas e/ou transparentes traz confusão e perturbação ao culto cristão. Obviamente, não estamos nos referindo a visitantes, mas sim à crentes devidamente batizadas nas águas, que professam ter se convertido e aceito a Cristo como Senhor e Salvador de suas vidas.  

2) Paulo e seus conselhos à Timóteo: "Que do mesmo modo as mulheres se ataviem em traje honesto, com pudor e modéstia, não com tranças, ou com ouro, ou pérolas, ou vestidos preciosos, Mas, como convém a mulheres que fazem profissão de servir a Deus, com boas obras." (I Tm 2.9,10)

Aqui, vemos mais uma vez a preocupação apostólica com a verdadeira essência da fé. Para Paulo, o que as mulheres cristãs mais deveriam se preocupar era com a decência do vestuário (pudor e modéstia), pois ele seria uma demonstração do caráter da mulher que se apresentava para participar do culto. Em grego, esse texto escreve-se: ὡσαύτως καὶ τὰς γυναῖκας ἐν καταστολῇ κοσμίῳ, μετὰ αἰδοῦς καὶ σωφροσύνης, κοσμεῖν ἑαυτάς, μὴ ἐν πλέγμασιν, ἢ χρυσῴ, ἢ μαργαρίταις, ἢ ἱματισμῷ πολυτελεῖ
Aqui, modéstia é a tradução de σωφροσύνης, sōphrosunēs, "sobriedade, temperança, equilíbrio, moderação, recato", que indica controle das paixões e dos desejos, e pudor é a tradução de αἰδοῦς, aidous, "reverência, timidez, respeito".  A modéstia procura não atrair a atenção para si mesma nem se mostrar de maneira inconveniente. Portanto, a modéstia é o elemento chave do caráter cristão e, as vestes devem fazer a mesma “confissão” que os lábios fazem. Vestir-se com modéstia significa um sentimento moral que inclui respeito para com o sentimento de outros, ou seja, indica um senso de respeito aos limites de conveniência. Enfim, a modéstia não quer exibir-se, não se revela em nudez quer na igreja ou fora dela.

"Quando você se veste decentemente, você reconhece que Deus ordenou as roupas para cobrirem, e não para chamarem atenção para sua pele nua. Você se cobre por respeito a Ele, ao Evangelho, aos seus irmãos cristãos – e por respeito a quem Ele te criou para ser. Decência significa que você concorda com o Senhor sobre o verdadeiro propósito de se vestir e que abre mão de seu interesse próprio para se vestir de uma maneira que exalte a Cristo. Então, naquele provador de roupas, experimentando aquela saia, gaste tempo sentando, curvando-se, esticando-se em frente ao espelho e pergunte a si mesma: “Essa saia é decente? Ela faz o que deveria fazer? Ela me cobre devidamente? Será que ela mostra minha nudez subjacente – ou exalta o Evangelho de Cristo?" (Mary Kassian)


Há realmente mulheres, que se tornam indecentes na maneira de trajar, usando vestidos transparentes ou escandalosamente decotados. Às vezes, aparecem com as costas desnudas e o busto quase totalmente exposto, numa demonstração de evidente adesão aos padrões mundanos. Existem, ainda, as preferências pelas mini-saias, as quais despertam a lascívia dos olhares cupidinosos. As vestes falam bem alto dos sentimentos do interior e das pretensões do coração, ou seja, “o como” nos vestimos está relacionado com “o que” somos por dentro. Há uma moda desavergonhada e provocante em vigor no mundo que nenhuma relação possui com o padrão de santidade prática da Bíblia Sagrada. Atualmente, o padrão definido pelos meios de comunicação como sendo a mulher ideal é a sensual, geralmente pouco vestida, que exibe o corpo. Não se procura a mulher virtuosa, mas a mulher formosa. É o reflexo de uma sociedade que cultua o corpo e que tem a mulher apenas como um pedaço de carne em exposição num açougue chamado exibicionismo. É preciso que os servos e as servas de Deus não se deixem aviltar pela imposição diabólica da moda, mas se ataviem com trajes decentes, com modéstia e bom senso. Os homens, por exemplo, não devem usar calças, bermudas ou shorts que marquem seus genitais, mas do mesmo modo vigiarem sobre sua forma de se vestir.

Que o mundo dite seus padrões de moda àqueles que são do mundo, isso é problema do mundo. Contudo, nós, Igreja de Cristo, não somos do mundo e não podemos aceitar os padrões e valores do mundo, que chocam-se diretamente com os padrões e valores de Deus, como equivalentes! Afinal, como disse Jesus: "Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia. Lembrai-vos da palavra que vos disse: Não é o servo maior do que o seu Senhor. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa. Mas tudo isto vos farão por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou." (Jo 15.18-21)

As mulheres cristãs podem - e devem - encobrir a beleza de suas partes mais íntimas com o propósito de servir aqueles que são mais fracos, porque isso espelha o evangelho. O chamado à modéstia não é um chamado para se cobrir porque tem algo sujo a respeito do corpo feminino – nada pode estar mais longe da verdade. As mulheres cristãs não precisam lutar pelos seus direitos de exibir sua beleza; elas podem guardar isso para um futuro contexto de intimidade mais apropriado e mais agradável a Deus, junto aos seus queridos esposos.

Precisamos disciplinar nossa mente e comportamento de maneira que nosso exterior e nossas atitudes reflitam o senhorio de Cristo em nossas vidas. Se não tivermos moderação, acabaremos pecando com certos exageros, seja no vestir, no falar ou nas demais áreas de nossa vida. O modo como nos vestimos revela o que somos. É claro que uma mulher pode está pudicamente vestida e ter um coração cheio de rapinas, mas a Deus ela não engana. Não estamos defendendo aqui que a mulher - ou o homem - se vista de forma ridícula ou que não cuide da aparência; não é isso. O fato de se ter a possibilidade de uma mulher está pudicamente vestida e ter um coração podre não invalida o figurino estabelecido por Deus: modéstia e bom senso.
 
Muitas outras passagens bíblicas poderiam ser citadas, e elas chegariam no mesmo princípio: nós, crentes em Cristo, devemos usar a nossa liberdade cristã, gerada pela Graça de Deus, com o devido cuidado de não causar tropeço ou escândalo, quer aos irmãos mais fracos na fé, quer à comunidade dos fiéis, quer ao Evangelho. Paulo chegar a dizer que não podemos usar a Graça para justificar nossos pecados, ou como se a graça fosse uma espécie de trampolim para o pecado. Como vivemos a nossa vida, uma vez que estamos em Cristo Jesus, é assunto para o Espírito Santo, que já deixou claro nas Escrituras como fazê-lo. Somos livres em Cristo, porém essa liberdade deve, à luz da Bíblia, ser exercida com responsabilidade, como temor e tremor, pois havemos de um dia dar contas de nossas atitudes, palavras e pensamentos. 

Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!

terça-feira, 6 de maio de 2014

A IGREJA BATISTA MINISTÉRIO REVIVER: HISTÓRIA, VISÃO E PRINCÍPIOS





A pedido de alguns irmãos, aproveito este espaço para contar um pouco da história da Igreja que tenho a honra de pastorear, a Igreja Batista Ministério Reviver (IBMR). 


I. Nossa História:     

Nossa história começa no mês de Outubro de 1993, quando então nosso pastor-presidente, Pr. Kennedy Fábio, sentiu a direção Deus para iniciar um ponto de pregação no bairro de Quintino Bocaiúva, no Rio de Janeiro, fruto de um sonho antigo que Deus havia dado a ele e a outro irmão (que aqui preservo o nome), quando ambos ainda eram seminaristas no ano de 1986, dentro do trem da Central do Brasil, da linha Deodoro-Central.

Os anos se passaram até que Deus falou ao coração do Pr. Kennedy Fábio que o tempo havia chegado, e que ele deveria iniciar este ponto de pregação. O Pr. Kennedy Fábio então começou a procurar um imóvel no bairro, para iniciar o trabalho, e conseguiu então encontrar uma casa antiga e velha na Rua Oscar, número 80, que ficava em um lugar terrível, onde carros roubados eram desmanchados, jovens consumiam e vendiam drogas, e onde pessoas praticavam a feitiçaria, já que o imóvel ficava na esquina da rua.

O Pr. Kennedy Fábio convida então alguns irmãos para orarem com ele, em sua casa pela obra: os irmãos Dc. Marcos Aurélio (hoje pastor da IBMR), Dc. José Fernando, Dc. Almir de Santana e Pb. Ronaldo. Após um momento fervoroso de oração, onde foi sentida a presença do Espírito Santo, todos unânimes manifestaram o desejo de iniciar esta empreitada juntamente com o Pastor Kennedy Fábio.  Foi marcada então a data para o início do trabalho: Novembro de 1993. Nesse dia, reunimos em torno de 22 irmãos no culto de adoração ao Senhor. O Pr. Kennedy Fábio celebrou o culto e o Dc. Marcos Aurélio pregou a Palavra de Deus em Ageu 2:9, com os irmãos sentados em toco de árvores e tijolos, cobertos pela sombra de uma árvore de amendoeira (já que o imóvel na Rua Oscar, devido às suas condições, não possibilitava o uso). Em Janeiro de 1994, foi iniciada a construção de um barraquinho de alvenaria e telhas finas de amianto, que seria conhecido como o "barraquinho da Rua Oscar". Quando chovia, os irmãos assistiam o culto dentro desse barraquinho com o garda-chuva aberto e, literalmente, um rio corria dentro dele. Saíamos ensopados do culto!

Obviamente, o diabo, francamente entronizado na localidade, não permitiu que a Igreja fosse edificada sem retaliações. Em inúmeras ocasiões o inimigo investiu contra a Igreja, que apesar de pequena em tamanho, não era pequena aos olhos do Senhor. Foram várias pessoas que, ao entrarem para assistir às reuniões, caíam possessas por demônios; estes, no momento da libertação, diziam que matariam o Pr. Kennedy e fechariam aquela Igreja. E isso se dava com muita frequência.  Muitos irmãos tinham sonhos espirituais onde Deus mostrava, no sonho, o inimigo trabalhando contra a Igreja; mostrava também o Senhor à frente daquela obra. Só para ilustrar, lembro do sonho contado pela nossa irmã Benedita: no sonho, ela via 03 cães muito raivosos, espumando, querendo avançar contra o nosso pastor; mas ela via também uma mão segurando esses cães por uma corrente. Isso nos incentivava a continuar, mesmo debaixo dos ataques malignos. A batalha espiritual era muito grande, o que levava a igreja que se iniciava a jejuar, orar em vigílias na igreja e no monte. É bom que se diga que a novel Igreja se constituía num trabalho pioneiro naquele lado do bairro, que não possuía, até então, nenhuma Igreja evangélica nas proximidades.

Em Março de 1994, o saudoso Pr. Adival Vale, ex-professor de grego do Pr. Kennedy Fábio, no Instituto Bíblico Pentecostal (IBP), onde ele concluiu o seu curso de Bacharel em Teologia, o convida para conhecer o saudoso Pr. Adriano Augusto de Castro Magalhães, então na época, pastor-presidente da querida Igreja Batista Nova Peniel na Tijuca, Rio de Janeiro, que é filiada a CBN (Convenção Batista Nacional), com o objetivo de filiar o ponto de pregação a Peniel, fato que acabou acontecendo, em Abril de 2004. O então  ponto de pregação, que nesta altura contava com 60 membros, passa então a posição de Missão Batista Nova Peniel em Quintino Bocaiúva.

Em Junho de 1994, chega para congregar o saudoso Pr. Getulio, que ajudou a dinamizar a juventude, por meio de um forte discipulado. Neste período, a congregação começou a experimentar um grande avivamento e crescimento espiritual, com a manifestação poderosa do sobrenatural de Deus, com curas tremendas, milagres, ressurreição de mortos, visitação de anjos, batismo com Espírito Santo, libertação e salvação de almas. Neste mesmo ano de 1994, gravamos um LP na área de louvor e adoração, e iniciamos projetos na área de liderança e crescimento.

No período de 1995 e 1997, a igreja cresceu ao ponto de muitos irmãos terem que participar do culto do lado de fora do barraquinho, o que nos levou a necessidade de buscarmos um lugar maior. Foi então alugado o galpão da Rua Cupertino 395, no bairro de Cascadura, onde os irmãos em mutirão ajudaram a reformar o imóvel. Lembro-me que ficamos cobertos de poeira, para remover o entulho e limpar o galpão,  e de tinta, na pintura! A fiação precisa ser toda trocada. Graças ao Senhor, reformamos tudo, com recursos enviados de forma sobrenatural: muitos irmãos obtiveram promoções e aumentos salariais na ocasião, aumentando assim nossos recursos; afora muitas doações de material para a reforma. O galpão era bem grande, cerca de 300 metros quadrados (mais um sobrepiso) e deu um trabalhão. Nosso pastor e um diácono da Igreja (Dc. Bartolomeu), mais o sr. Quintanilha (tio do pastor), colocaram ardósia no chão, sozinhos, em todo o galpão na parte de baixo e resinaram tudo! Enquanto isso, eu e outros irmãos íamos trabalhando nos banheiros (os encontramos praticamente destruídos) e na instalação de tomadas e ventiladores (no galpão e no lugar que seria o gabinete pastoral). Depois, fizemos uma divisória, repartindo o galpão em duas partes: o santuário (parte dianteira) e o seminário/cantina/banheiros (parte traseira) e o resinamos. Fizemos então o tablado com madeira e revestimos o mesmo com carpete. Tudo sob a coordenação do nosso pastor e com sua ajuda direta.
 
Finalmente, acabamos toda a reforma e inauguramos a Igreja em Dezembro de 1997, com uma cantata de natal. Em 27 de Dezembro de 1997, a então Missão Batista Nova Peniel em Cascadura, é emancipada pela Igreja-mãe (Igreja Batista Nova Peniel na Tijuca), que passa então a se chamar “Igreja Batista Reviver”. Aqui, pleiteamos a filiação da Igreja junto a CBN (Convenção Batista Nacional) e a CBN-RJ (Convenção Batista Nacional do Rio de Janeiro). Em 1997, nosso pastor-presidente fundou o Seminário Teológico Rhamá, ministrando ensino bíblico-teológico no nível Bacharel em Teologia para cerca de 20 alunos (que posteriormente passaria a se chamar Escola Ministerial Rhamá e, hoje, Escola Teológica Reviver). Eu tive o prazer de ser um dos alunos dessa primeira turma. Ao longo desses anos, formamos vários alunos das mais diversas denominações evangélicas (Batista, Assembléia, Congregacional, Presbiteriana, etc). 

No ano de 1998 gravamos o nosso primeiro CD ao vivo, intitulado: “Ao Rei de Israel”, que tocou em rádios do Rio, São Paulo e Belo Horizonte. Nesta mesma época a Igreja resolveu investir na mídia, divulgando o ministério nas Rádios El-Shadday e Melodia, por meio de "spots" e de "minutetes" (com nosso pastor). Nosso pastor participava, ainda, de debates nessas rádios. Foi uma época onde Deus nos abençoou com crescimento numérico; chegamos a uma membresia de mais de 200 membros. Tínhamos vários ministérios funcionando naquela época: louvor, mulheres, jovens, crianças, escola dominical (todas as classes), ensino teológico, evangelismo, visitação e ação social, missões. Naquela época, eu servia ao Senhor como diácono, professor da EBD (classe de novos convertidos), na juventude (vice-líder) e no evangelismo e visitação (em várias ocasiões, saíamos durante a semana, às 19h para evangelismo e visitação e chegávamos mais de 23h30min em casa; além de subir morros e favelas para evangelizar, fora as visitações com bolsas de compra e com pregações para fortalecer e consolidar os membros e ganhar não-crentes para Cristo). Estávamos quase a semana toda envolvidos com a Igreja e com suas atividades: segunda-feira e quinta-feira, aulas do Seminário; terça-feira, culto de libertação (expulsando demônios e limpando vômitos de endemoniados); quarta-feira, reunião de mulheres e evangelismo; sexta-feira, culto de busca de poder. No sábado, às vezes tínhamos atividades da juventude à tarde. Domingo, pela manhã, Escola Dominical e Culto Matutino; à noite Culto de Louvor e Adoração (nas escalas de serviço diaconal: portaria, recepção, ofertório, Ceia do Senhor, que vigoravam em todos os cultos da semana). Tínhamos grupos familiares em várias localidades do bairro de Cascadura e adjacências. Ainda mais: eu atuava como Secretário da Igreja, fazendo todo trabalho de secretaria. Eu estava basicamente envolvido com tudo! E ainda fazia faculdade...

Obviamente, o diabo voltou a infernizar; agora, ele mudara a tática, achando brechas no coração de alguns obreiros que, movidos pela inveja, começaram a promover rebelião camuflada contra o nosso pastor, querendo tomar-lhe a direção da Igreja. No ano de 1999, agindo em conluio com pastores de fora da então IBR (que tendo conhecido a Igreja, passaram também a cobiçar o nosso galpão e membresia), esses presbíteros chegaram ao ponto de usar de difamação contra nosso pastor, visitando os irmãos mais fracos, no melhor estilo do que fez Amaleque a Israel quando este saía do Egito: "Como te saiu ao encontro no caminho, e feriu na tua retaguarda todos os fracos que iam atrás de ti, estando tu cansado e afadigado; e não temeu a Deus" (Dt 25.17,18). Assim, atingindo os irmãos mais fracos que não conseguiram discernir o que estava acontecendo, acabaram por dividir a Igreja e muitos amados irmãos acabaram saindo da Igreja. Tentamos muito reverter a situação, mas infelizmente não foi possível desta vez. Com isso, tivemos que entregar o galpão (que era alugado), pois ficamos reduzidos a pouco mais de 40 pessoas e passamos a congregar num terraço, na casa de uma irmã, na Rua Vital, em Quintino.

Obviamente, todos nós, que permanecemos fiéis ao nosso pastor, bem como ele mesmo, enfrentamos uma crise muito intensa. Estávamos todos muito abalados emocionalmente, enfraquecidos, sem vigor para seguirmos em frente; motivados unicamente pela nossa fé ao Senhor, a única coisa que não deixou que desistíssemos de tudo. Buscávamos fortalecer uns aos outros, orando uns pelos outros e chorando uns com os outros, mas nós mesmos precisávamos de cura para as nossas feridas emocionais. Vimos todo o trabalho que havíamos feito, com carinho e dedicação, com vida, ruir e se desfazer! Os ministérios, em sua maioria, esfacelados e desfeitos (como o louvor). Assistimos, impotentes, muitos amados irmãos nos deixarem, influenciados pelo espírito satânico de Amaleque, cheios de mágoa e amargura. Foi um choque muito grande! Assistimos ainda, com muito pesar, outros irmãos saírem. Ficamos com pouco mais de 20 pessoas.

Vale ressaltar que por inúmeras vezes pedimos ajuda à CBN - apoio espiritual, por meio de orações e envio de obreiros para nos ajudar - e NUNCA tivemos essa ajuda, que teria e muito nos ajudado! Vi pessoalmente meu pastor ser humilhado na reunião da Convenção quando pediu ajuda e sair em lágrimas da reunião. Por essas e por outras, que canso de ver, eu não peço minha filiação a NENHUMA Convenção. Para mim, por tudo que vi e tenho visto, essas Convenções não passam de lugar de insuportável politicagem denominacional e pouco ou nada contribuem para as Igrejas e aos pastores à elas filiados.

Tivemos que reestruturar toda a Igreja, enquanto aguardávamos que o Senhor reestruturasse a nossas vidas. Foi aí que em 2000, conheci pela internet o querido Pr. Roberto Monteiro de Castro, Secretário de Missões da Convenção das Igrejas Batistas Independentes (CIBI) e, por meio dele, surgiu a possibilidade de filiarmos a Igreja àquela Convenção. Precisávamos de apoio, e o Pr. Roberto nos ofereceu esse apoio. Ele foi grandemente usado pelo Senhor para nos abençoar; particularmente, guardo no meu coração um grande carinho por esse homem de Deus. Assim, pedimos o cancelamento de nosso pedido de filiação à CBN-RJ (que nada fez para nos apoiar na crise que tivemos) e demos entrada ao pedido de filiação junto à CIBI. Eu, aqui consagrado a Presbítero, fui com meu pastor a um Congresso da CIBI em São Paulo, para conhecermos a liderança da denominação. Conhecemos vários pastores; nessa viagem foi quando o Pr. Roberto, junto com o Presidente da CIBI, se reuniram com meu pastor e lhe disseram que eu tinha chamada pastoral em minha vida. Acabei sendo o primeiro pastor ordenado pela Igreja Batista Reviver (junto com a esposa do pastor, hoje Pra.Valdinéia), no ano de 2001.

Fizemos uma segunda viagem a São Paulo, para definirmos nossos rumos na denominação. Mas, infelizmente, mais uma vez esbarramos na excessiva morosidade do processo denominacional; toda a documentação estava em ordem e tínhamos urgência em sermos recebidos por conta do problema que havíamos enfrentado. Porém, as idas e vindas extremamente longas, dispendiosas e cansativas não cessaram, levando a nós, que já estávamos extenuados emocional e espiritualmente, ao limite máximo que podíamos aguentar. Daí decidimos pedir mais uma vez o cancelamento da filiação à uma Convenção denominacional e passamos a seguir sozinhos, começando uma caminhada como ministério independente. Assim, em 2002, como ministério independente, nosso pastor muda-se para a região sul fluminense (cidade de Barra Mansa) e funda ali uma filial da IBR, ficando eu como pastor da Igreja Sede, no terraço do RJ. Posteriormente, abrimos também filiais em na capital, baixada fluminense (Juscelino) e no sul fluminense (Volta Redonda). Daí, mudamos o nome da Igreja, que passaria a se chamar Igreja Batista Ministério Reviver. No RJ, ficamos nesse terraço até 2005, quando surge a oportunidade de mudarmos a localização da Igreja para um imóvel em Vila da Penha, onde até hoje estamos, sob minha liderança. Detalhe: todos os  imóveis onde funciona uma IBMR são alugados.   

II. Nosso Pastor-Presidente:

O Reverendo Kennedy Fábio F. Santos é o Pastor Presidente da IGREJA BATISTA MINISTÉRIO REVIVER, e Fundador e Professor da Escola Ministerial Rhamá, no Rio de Janeiro. Bacharel em Teologia pelo Instituto Bíblico Pentecostal. Mestrado em Teologia (Especialização em Psicologia Pastoral) na Faculdade Teológica Peniel Internacional. Fez o Curso de Especialização em Doutrinas Bíblicas, pelo Gilbert Tripp Bible Institute em Jackson Building, Chicago – USA. Doutorado em Ministério, Doutorado em Divindade e Ph.D. pelo St. Luke Evangelical School Of Biblical Studies - USA. Professor de vários seminários do Rio de Janeiro, dentre eles. IBP, EPOE, Faculdade Teológica Seminário Unido e Instituto Bíblico Beth-Le-Hen, sendo neste último, Professor e Fundador. Ministro de Louvor filiado a Christian Music Association – USA. Compositor na linha de cântico profético congregacional com CD gravado ao vivo. Compositor e Interprete Filiado a AMAR (Conselho de Músicos e Arranjadores).

Filiado ao Conselho de Pastores do Rio de Janeiro e ao CIMEB (Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil). É Ministro Ordenado e Missionário de Campo da International Ministerial Fellowship - USA.  Conferencista e Evangelista a nível Internacional. Ex-gestor do Hospital Evangélico Regional de Volta Redonda. A ênfase de seu Ministério é de Palavra e Louvor Profético, Avivamento e Despertamento Espiritual. É articulista e escritor na área de Teologia, Palavra e Louvor Profético. Participou de acessória teológica para o Jornal o Dia e Central Globo de Jornalismo, de Minutetes na Rádio El-Shadday FM, e dos Debates das Rádios Melodia FM, Nossa Rádio e 88 FM.

III. Nossa Visão Ministerial:

NOSSA DECLARAÇÃO DE PROPÓSITO: Nós existimos para trazer pessoas para Jesus e torná-las membros de sua comunidade, desenvolver nelas maturidade espiritual e equipá-las para Seus ministérios na igreja e para a missão de suas vidas no mundo, a fim de magnificar a Deus.

POR QUE "IGREJA"?

- Fortalecer a visão de família;
- Destacar o valor de cada participante;
- Prevenir o uso institucional do termo "igreja";
- Realçar o fator relacional da visão.

POR QUE "BATISTA"?

- Fortalecer a visão de pertencer;
- Destacar o Valor de identidade doutrinária;
- Prevenir a resistência no meio evangélico;
- Realçar o fator bíblico da visão.

POR QUE "REVIVER"?

- Porque recebemos um Rhema de Deus no texto de Ezequiel 37:3;
- Porque no mesmo capítulo 37 de Ezequiel, vemos um movimento de Avivamento, Restauração e Reforma;
- Porque cremos na restauração da Igreja, dos 5 ministérios e da Palavra Apostólica;
- Porque vemos o elemento profético em nosso ministério;
- Porque a palavra Reviver reflete a visão de Deus de restaurar, renovar, renascer e reviver.

DETALHANDO A VISÃO: Princípios norteadores:

1. Elemento Busca de constante frutificar, Jo 15.2;
2. Zelo com a ministração da Palavra, Jo 15.3;
3. Busca de dependência total, Jo 15.4;
4. Valorização do Ministério individual Jo 15.16;
5. Ênfase na comunhão e relacionamento, Jo 15.12;
6. Alvo de adoração verdadeira, Jo 15.8;
7. Destaque para o serviço ao próximo, Jo 15.13.

ELEMENTOS PROFÉTICOS.

- Ministério de Visão Profética;
- Palavra Profética;
- Louvor e Adoração Profética;
- 5 Ministérios;
- Batismo no Corpo;
- Palavra Apostólica;
- Graça;
- Palavra Viva;
- Discernindo o Corpo;
- Reforma e Restauração;
- Somos uma Igreja de duas asas: “Asa corporativa e Asa comunitária”;
- Somos “A IGREJA QUE TEM VISÃO DE ÁGUIA”.

Não mercadejamos com a Palavra de Deus nem flexibilizamos o ensino bíblico em prol de crescimento financeiro ou numérico. Ensinamos a Palavra como ela é, doa a quem doer, goste quem gostar.

IV. A Escola Teológica Reviver:

A ESTER - ESCOLA TEOLÓGICA REVIVER, não é um Seminário ou Instituto Bíblico nos moldes tradicionais, nem o seu currículo pedagógico segue o padrão tradicional adotado por estas instituições de ensino. Ensinamos teologia mas não apenas teologia. A ESTER é uma Escola Profética de cunho Teológico, uma Escola por princípios, cujo objetivo é ensinar sobre visão e palavra profética, tratar com caráter, confrontar valores, gerar visão do corpo, graça, restauração da igreja, reforma, autoridade espiritual entre outros princípios do Reino de Deus. Sendo uma Escola de formação de caráter por princípio, é fundamental que estes princípios não sejam quebrados, pois eles são fundamentais na formação de uma geração de lideres com uma visão clara do Reino de Deus, ao contrário do ensino denominacional e institucional, que é ensinada na grade pedagógica dos seminários tradicionais, que só visa a formação teológica. São propósitos dos cursos oferecidos pela ESTER:

i. Preparar mensageiros da Palavra Profética para a nossa geração com um conhecimento sólido das Escrituras;
ii. Aproveitar o ambiente formado pelo ajuntamento de almas sedentas de Deus, que deseja se preparar para Seara do Mestre e para interceder pelo mover de Deus no Brasil;
iii. Colocar-nos à disposição de Deus para ouvir suas instruções atuais neste momento crítico que estamos vivendo (foi numa escola bíblica no início do século passado que Deus restaurou o dom de línguas que veio a se espalhar pelo mundo a partir da Rua Azuza alguns anos mais tarde e que também foi numa escola bíblica que o poderoso avivamento “Chuva Serôdia” irrompeu no meio do século passado no Canadá).

Todo o corpo docente da ESTER é composto por homens e mulheres formados em Teologia e noutras áreas de conhecimento, muitos com mestrado e doutorado. Porém, acima de tudo, são homens e mulheres que possuem caráter cristão, experiência, princípios, humildade, compromisso com a verdade e zelo com o ministério de ensino. São homens e mulheres que merecem respeito, e que devem ser honrados no exercício deste glorioso ministério.

Os Cursos oferecidos ESCOLA TEOLÓGICA REVIVER – Escola de Profetas, Instituição Teológico-Evangélica Confessional, de cunho INTERDENOMINACIONAL, são CURSOS LIVRES (que não são reconhecidos pelo MEC como cursos de graduação de nível superior ou equivalente), visando, unicamente, a formação de pessoas para exercerem Ministérios em Igrejas Evangélicas locais, como Professores de Escola Dominical, Ministério Pastoral, Obra Missionária, Evangelismo, entre outros, de acordo com a Liberdade Religiosa e Confessional, não visando, em hipótese alguma, a formação de mão-de-obra para mercado de trabalho, como no caso das Universidades e Faculdades seculares, nem tampouco possuindo o status de curso superior ou denominação semelhante.
  
V. Nossa Confissão de Fé:

 a) só Deus verdadeiro, um em essência, Trino em Pessoas, Pai, Filho e Espírito Santo (Jo 15.26; Mt 28.19).

b) Sagradas Escrituras, a saber o Antigo e Novo Testamento que são plenamente inspirados pelo Espírito Santo de Deus e constituem nossa única regra de fé e conduta (2 Tm 3.16; 2 Pe 1.21).

c) Jesus Cristo, o Filho, co-eterno com o Pai e o Espírito, que tomou a forma de homem no seio virginal de Maria, concebido do Espírito Santo, sem pecado original viveu livre de pecado, e se entregou à morte de cruz por nossa salvação; ressuscitou, ascendeu, e se sentou à destra do Pai, onde está intercedendo por nós como nosso único (Mt 1.21; Lc 1.35; Ef 1.7; Rm 4.25; Hb 7.25; Tt 2.13; 1 Co 15.25-28).

d) No iminente regresso de Cristo a reinar com Sua Igreja (At 1.11; 1 Ts 4.15-17).

e) No Espírito Santo, que convence o mundo de pecado, e opera o arrependimento e a regeneração nos crentes em Cristo, dando-lhes o poder para viver vitoriosamente (Jo 16.8-11; Rm 8.2).

f) Na personalidade de Satanás, chamado o Diabo, e seu presente controle sobre a humanidade não crente em Cristo, e sua obra maligna contra a Igreja (2 Co 4.4; 1 Pe 5.8).

g) Na salvação da alma, que se obtém unicamente pela fé em Jesus Cristo, não por obras, posto que estas são o resultado da salvação e não a causa dela (Ef 2.4-10).

h) Na Igreja verdadeira, o corpo de Cristo, que está formada por todos aqueles que confiam em Cristo como Salvador e têm sido regenerados pela obra do Espírito Santo (Ef 1.23; 2.22; 1 Co 2.13).

i) Na imortalidade da alma e seu estado consciente depois da morte (Lc 16.19-31).

j) Na ressurreição do corpo glorificado dos crentes em Cristo, para a felicidade eterna com Ele; e na ressurreição corporal dos que nesta vida tem rejeitado a Cristo, para tormento eterno (Ap 20.4-6; Jo 5.27-29).

l) No dever de todo cristão verdadeiro de anunciar aos outros o Evangelho e procurar conduzi-los à experiência da salvação em Cristo Jesus e no desenvolvimento da vida cristã (Mt 28.19,20).

m) No Batismo com Espírito Santo como bênção distinta do novo nascimento e na operação dos Dons Espirituais (At 1.8; 1 Co caps. 12 e 14).

n) O Batismo com Espírito Santo tem as línguas estranhas como sua evidência. A mesma evidência continuaram a acompanhar todos os que recebiam o Batismo com o Espírito Santo: a) Todos falaram em línguas (At 2.4); Todos falaram em línguas na casa de Cornélio (At 10.45,46); Todos falaram em línguas (At 19.6).

o) O falar em línguas não é somente uma evidência, é também uma bênção (1 Co 14.17).

p) Na manutenção da obra de Deus e no sustento de obreiros, por meio de nossos dízimos e ofertas (2 Co caps. 8 e 9; At 4.34,35; 1 Co 16.1-3; Ml 3.6-12).

q) No Princípio de Autoridade delegada por Deus, a homens que ele constituiu como Seus representantes na Igreja, e aos quais devemos honrar, respeitar e nos submetermos, de acordo com as Sagradas Escrituras (Rm 13.7; Hb 1.3; Is 14.12-14; Mt 6.13; 26.62-64).

r) No princípio de que Deus nos constituiu para o louvor da Sua Glória e Majestade, no louvor e adoração profética, na espontaneidade e alegria do Espírito Santo, seja com palmas, danças e expressões de louvor (Is 6.2; Sl 28.2; 63.5; 119.48; 134.2; 141.2; 47.1; 150; 95.6; Fp 3.3; Ef 5.18,19; Cl 3.16).

s) No poder de Deus para curar os enfermos conforme a obra de Jesus Cristo no calvário, na libertação dos oprimidos do Diabo, e no poder do nome de Jesus Cristo no que tange a cura e libertação (Mc 16.17.18; Is 53.4,5).

t) Na cooperação entre Deus e o homem na preservação da salvação; no exercício do livre-arbítrio, na preservação de Deus e na perseverança do homem em orar e vigiar, como o meio pelo qual ele terá a manutenção da sua salvação. Portanto, cremos que aquele que permanecer firme nos caminhos do Senhor será salvo (Jo 1.29; 12.32; 14.1-6; Ef 2.1,2; 1.4,5; Jo 3.16; Rm 2.11; 8.29,30; Tg 4.8; 1 Tm 2.4; Tt 2.11; Mc 16.16; Ap 22.17).

u) Na manifestação da graça e justiça de Deus como meio de salvação e santificação pessoal e não na prática de usos e costumes e legalismo como meios de santificação pessoal (Rm 3.20; 5.9; 8.1,33-37; At 13.38,39; 1 Co 6.11; Hc 2.4; Gl 3.10,24).
  
VI. Nossos Endereços:

Igreja Batista Ministério Reviver - RJ
Rua Tomás Lopes, nº 257 - Vila da Penha/RJ
Pastor-titular (vice-presidente da IBMR): Pr. Ricardo K.S. Fermam

Igreja Batista Ministério Reviver - Volta Redonda
Rua Pitágoras, 150 - Retiro/Volta Redonda
Pastor-titular (Presidente da IBMR): Pr. Kennedy Fábio F. Santos

Igreja Batista Ministério Reviver - Valença
Est. Valença Rio das Flores 2364, Biquinha.
Pastor-titular: Pr. Weslei Generoso

CONCLUSÃO:

Hoje a Igreja Batista Ministério Reviver, estabelece a sua visão, no contexto profético, de crescimento e multiplicação (ainda que não estejamos na visão G12), na formação do caráter de nossa liderança, na unidade, na sã doutrina, no ensino teológico, na adoração e nos princípios do Reino de Deus.

A Igreja Batista Ministério Reviver hoje, se assemelha aquele pai de família da parábola de Mateus 13:52: “E disse-lhes: Por isso, todo escriba que se fez discípulo do reino dos céus é semelhante a um homem, proprietário, que tira do seu tesouro COISAS NOVAS E VELHAS.” – Queremos o novo de Deus, sem abandonar o velho de Deus!

Resume-se, assim, um pouco da história do IBMR, ressaltando o fato de que um povo que não possui história, não possui memória. Deus está te dando visão de Águia!