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sábado, 24 de julho de 2010

O CRISTÃO E A POLÍTICA - 1

No período de eleições, surgem inúmeros candidatos ditos "evangélicos" com um discurso de causar inveja aos oradores gregos do passado. Nesta época, é muito importante que os cristãos saibam exercer seu direito constitucional de voto, com consciência. Antes de votar, devemos levar em conta os valores cristãos bem como o testemunho pessoal do candidato.

Fuja do voto de cabresto. Não vote em alguém só porque seu pastor ou líder eclesiástico está te mandando fazê-lo, ou porque este é o candidato da denominação. Isso é controle político através de abuso da autoridade. Isso não é coisa de pastor, mas de coronel.  Igreja não é "curral eleitoral"! Muito cuidado com a máxima "irmão vota em irmão".

Não devemos votar por causa da fama ou posição eclesiástica do candidato. Nem tampouco por ele se autodenominar "crente". Antes, devemos votar a partir da proposta política e do plano de governo, principalmente no que se refere ao bem-estar da população de forma geral.

Em especial, cuidado com aqueles candidatos ditos evangélicos que na última eleição foram eleitos para cumprir um mandato e nesta estão se candidatando a outro. Qual o verdadeiro propósito deste indivíduo: a proposta política, visando o bem-estar de milhões de miseráveis dessa nação, ou apenas a ganância financeira e a busca de poder social?

Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

ENTENDENDO A UNÇÃO DE LENÇOS À LUZ DA BÍBLIA

"E Deus pelas mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinárias. De sorte que até os lenços e aventais se levavam do seu corpo aos enfermos, e as enfermidades fugiam deles, e os espíritos malignos saíam." (Atos 19:11,12)

Ao longo dos anos, o episódio registrado no livro de Atos tem sido evocado por pastores e ministros de algumas denominações evangélicas como justificativa bíblica para a distribuição aos fiéis de lenços ungidos, rosas ungidas, toalhinhas ungidas e outras bugigangas ungidas, as quais supostamente teriam o poder de curar doenças e/ou de expulsar espíritos malignos. Mas será que este ensino está realmente correto?

Inicialmente, é importante identificar os lenços e aventais citados em At 19.12. Em grego, os termos traduzidos como lenços e aventais são, respectivamente, σουδαρια (soudaria, uma toalha para enxugar o suor da face ou lenço) e σιμικινθια (simikinthion, um semicinctium, meia-cintura ou avental, com o qual se cobria toda a barriga e utilizava-se para preservar as roupas daqueles que estavam envolvidos em algum tipo de trabalho). Estes eram levados até os enfermos, logo conclui-se que os enfermos estavam impossibilitados de ir até onde Paulo estava.

Em seu comentário, Barnes argumenta que o propósito deste milagre estava ligado à propagação do Evangelho. Tal milagre foi um mero sinal, ou uma evidência para as pessoas envolvidas, de que isto foi feito pela instrumentalidade de Paulo, de que este maravilhoso poder lhe fora concedido, assim como o fato de que o Salvador colocou seus dedos nos ouvidos de um homem surdo, e cuspiu e tocou sua língua (Mc 7.33). (Barnes´New Testament Notes) A razão de tal milagre pode residir na difícil tarefa de Paulo na pregação e ensino do Evangelho em Éfeso: Depois de 3 meses de ensino, argumentando e respondendo objeções, com razões embasadas nas Escrituras, ainda existiam aqueles que se endureceram e não obedeceram, falando mal do Caminho perante a multidão (At 19.8).

Neste momento, cabe a seguinte pergunta: porque não há o registro de nenhum milagre feito por Paulo desde a expulsão de um espírito maligno de uma moça em Filipos? Porque não foram feitos milagres em Tessalônica, Beréia e Atenas? Ou se foram feitos, porque não há o registro? É possível argumentar que o sucesso do evangelho, sem milagres no reino natural, foi em si mesmo um milagre no reino da graça, não necessitando de outro.

O comentarista Matthew Henry concorda com Barnes. Segundo ele, Deus confirmou o ensino de Paulo pelos milagres. Estes foram milagre especiais, ou seja, não eram milagres usuais. Deus enxertou poderes que não eram conforme o curso da natureza: virtudes não vulgares. As coisas que foram feitas não poderiam de forma alguma serem atribuídas ao acaso ou causas secundárias. Com isso, os preconceituosos opositores do evangelho não teriam outra opção a não ser atribuir a Deus os milagres realizados: não foi Paulo que fazia tais coisas (quem é Paulo, e quem é Apolo?), mas foi Deus que operou pela mão de Paulo. Ele era apenas o instrumento, Deus foi o agente principal, confirmando assim a natureza tanto do milagre quanto da mensagem pregada.

De fato, se a fé daquelas pessoas fosse distorcida, sendo posta sobre os lenços e aventais ao invés de Deus, isto se constituiria em idolatria e deste modo nenhum milagre teria sido realizado. O Deus que tão veementemente combateu a idolatria no Velho Testamento não a ratificaria no Novo Testamento, afinal "Ele, o SENHOR, não muda" (Nm 23.19; I Sm 15.29; Ml 3.6; Tg 1.17) e nem Paulo autorizaria o uso de tais utensílios.

Sobre isso, Alexander MacLaren (1826-1910) comenta: "Não parece que o próprio Paulo enviou os lenços e aventais, os quais transmitiam virtude de cura, mas que ele simplesmente permitiu o uso. Os conversos tinham fé para acreditar que tais milagres seriam feitos, e Deus honrou a fé deles. Note cuidadosamente que a narrativa coloca a parte de Paulo em seu devido lugar. Deus "fez"; Paulo foi somente o canal. Se as impulsivas pessoas, que levavam as roupas, tivessem supersticiosamente imaginado que havia virtude em Paulo, e não olhassem através dele para Deus, isto implicaria que os milagres não teriam sido feitos." (Expositions of Holy Scripture: The Acts)

Por outro lado, os objetivos de Deus na realização de tais milagres haviam sido alcançados. Foi estabelecida a inequívoca distinção entre Paulo e os mágicos e exorcistas judeus (At 19.13-17). Os empecilhos iniciais na pregação do Evangelho em Éfeso haviam sido superados, "muitos dos que tinham crido vinham, confessando e publicando os seus feitos" (At 19.18). Também muitos dos que seguiam artes mágicas trouxeram os seus livros, e os queimaram na presença de todos (At 19.19). Assim a palavra do Senhor crescia poderosamente e prevalecia (At 20.20).

Conclusão:

Diante do exposto, torna-se evidente o erro crasso de algumas denominações evangélicas em distribuir, de graça ou por preço, objetos ungidos aos seus fiéis. Paulo jamais ungiu suas vestes com óleo ou qualquer outra coisa, tampouco mandou que fossem levados aos doentes e possessos de espíritos imundos, ou mesmo solicitou partes de vestuário destes para que fossem por ele ungidas. O fato de aquiescer com a prática de maneira alguma fornece a base doutrinária para que o ato se perpetue na Igreja Cristã. De fato, não há sequer um versículo em toda a Bíblia onde conste a mínima recomendação apostólica sobre esta prática à Igreja. O texto de Atos 19:12 trata-se tão somente do registro das acontecimentos relacionados à pregação da Palavra de Deus em Éfeso.

A despeito do que ensinam erroneamente alguns, não houve nenhuma "transferência de unção" do apóstolo Paulo para seus utensílios de trabalho, tampouco há evidência de que estes tivessem algum poder sobrenatural. DEUS e não o lenço/avental realizavam o milagre! No mundo real, existe transferência de massa, de calor e de quantidade de movimento, realizadas devido a existência de um gradiente da grandeza entre dois meios; mas não há registros de transferências de unção. Além disso, pessoas são ungidas por Deus para alguma atividade específica (e isso deu-se tanto no Antigo quanto no Novo Testamento), coisas foram ungidas com óleo no Velho Testamento indicando separação, para serem utilizadas única e exclusivamente dentro dos propósitos de Deus para elas (como, por exemplo, o tabernáculo; Êx 30.26; 40.9-11).

É preciso entender que estes milagres foram especiais, realizados num tempo especial. Havia a peremptória necessidade de estabelecer de forma clara as marcas apostólicas de Paulo em Éfeso, sem a qual possivelmente a Igreja não teria sido fundada naquela cidade. Havia uma grande oposição espiritual, pela imitação, e intelectual que impedia a aceitação do Evangelho. A argumentação retórica na Palavra de Deus havia encontrado forte resistência intelectual; assim era preciso que a natureza divina do Evangelho fosse confirmada sobrenaturalmente aos incrédulos. Ademais, é muito importante perceber que tal milagre, dito extraordinário, não era realizado pela vontade e poder do apóstolo, mas sim pela vontade, poder e soberania do Senhor.

Os defensores dos lenços ungidos fequentemente usam o argumento de que o poder de Deus não mudou para corroborar suas práticas. De fato, como citado, Deus não mudou; porém, a revelação bíblica sobre Deus nos mostra que Ele tem Vontade própria, não sendo mecanicamente repetitivo, mas agindo de forma diferente em diferentes situações.  Estes mesmos ministros precisam explicar porque Deus não abriu o mar ou fez andar sobre ele, em várias ocasiões modernas, onde teriam sido salvas inúmeras pessoas de afogamento (inclusive crentes); porém façam-no sem apelar para a "vulgar solução" da "falta de fé".

Tomar o episódio registrado em Atos 19:12 como doutrina para a Igreja é negar todos os princípios da hermenêutica bíblica. O uso de objetos ungidos favorece a criação e perpetuação da idolatria e feitiçaria na vida dos crentes bem como a terrível prática da simonia. Assim, é evidente que o Espírito Santo, que não divide sua glória com ninguém (Is 42.8), jamais permitirá, em hipótese alguma, que a sua glória seja dada aos ídolos, tenham eles qualquer forma ou aparência, ratificando tal prática idólatra por meio da realização da cura e assim desviando as pessoas de Cristo.

A idéia de que estes utensílios serviriam como "ponto de contato" para aquelas pessoas mais fracas, para para despertar-lhes a fé. Contudo, biblicamente falando, segundo o Autor aos Hebreus, "a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se vêem" (Hb 11.1,2). A fé é gerada nos crentes a partir da Palavra de Deus: "a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus" (Rm 10.17). A questão não é se Jesus ou os apóstolos usou algum objeto em suas ministrações, mas no que isto pode implicar. Em seu site, o Pr. Ricardo Gondim comenta que "os evangélicos retrocederam aos tempos do catolicismo medieval. Observa-se com facilidade, na maior parte das igrejas, o incentivo de que se usem amuletos como ponto de contato para a fé. O paganismo e a feitiçaria se disfarçaram de piedade e a maioria dos crentes só se preocupa em aprender a controlar o mundo sobrenatural para serem prósperos ou para resolverem seus problemas existenciais."
(http://www.ricardogondim.com.br/Artigos/artigos.info.asp?tp=61&sg=0&id=1556. Acesso 21/07/2010, às 17h15min)

Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!

terça-feira, 20 de julho de 2010

O RESULTADO DO ENEM 2009 E A EVASÃO DA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

A rede pública de ensino do Brasil tem apenas duas escolas entre as 20 melhores do país no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2009. Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) nesta segunda-feira (19/07). Entre as 20 escolas com as piores médias, 19 são estaduais e uma é municipal.

(fonte: http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2010/07/rede-publica-tem-so-duas-escolas-entre-20-melhores-do-enem-2009.html. Acesso 20/07/2010, às 15h40min)

Comentários:

Parte da missão da Igreja está ligada ao ensino. Na grande comissão, Jesus disse que deveríamos fazer discípulos e ensiná-los a guardar todas as coisas que Ele nos tem mandado (Mt 28.19,20). Para este mister, a Igreja instituiu formalmente o ensino bíblico-doutrinário por meio da criação da Escola Dominical, em 1780 na Inglaterra. Robert Raikes, jornalista e crente em Cristo, fundou uma escola que funcionava aos domingos porque as crianças e os jovens trabalhavam 6 dias por semana, durante 12 horas. Usava a Bíblia como livro de estudo, cantava com os alunos e ministrava-lhes, também, noções de boas maneiras, de moral e de civismo. No Brasil, a primeira escola dominical permanente foi fundada pelo casal Robert e Sarah Kalley, missionários congregacionais escoceses, em Petrópolis, no dia 19 de agosto de 1855.

Atualmente, todos os anos são elaboradas várias revistas com as mais diversas lições bíblicas, resultando num material com, via de regra, excelente conteúdo, arte, diagramação e encadernação, vendidos a preços acessíveis ao público em geral. Há diversos materiais auxiliares disponíveis, como mapas, artigos, fotos, etc, vendidos ou mesmo de graça, pela internet. Porém, apesar da grande quantidade de material de qualidade, um dos maiores desafios das Igrejas evangélicas sérias é, talvez, a assiduidade dos crentes à Escola Dominical. Muito se tem teorizado acerca das causas desse esvaziamento, focando em sua grande maioria a figura e desempenho do professor. Assim, foram criados diversos cursos e treinamentos visando capacitar e aperfeiçoar o corpo docente desta Escola. Apesar disso, a freqüência dos crentes à Escola continua em queda. Por quê? Será que é porque a Escola Dominical está ultrapassada enquanto instituição de ensino?

Ainda que muitas causas possam ser apontadas para o esvaziamento da Escola Dominical, há pelo menos duas que detêm importância ímpar. A primeira causa é o imediatismo que grassa a Igreja evangélica. Como imediatismo, refiro-me a busca incessante por resultados imediatos. Cada vez mais, o imediatismo torna-se o modus faciendi dos crentes, desde o púlpito até os bancos da Igreja. A presente geração fast food não investe tempo em coisas como estudo e reflexão bíblica; não interessa mais a formação integral do crente por meio do discipulado cristão. De igual modo, infelizmente, há pouco ou nenhum interesse em sermões expositivos, repletos de instrução e conhecimento. Não; hoje a tônica é o "aqui e agora", da solução imediata para os males da vida. Por conseguinte, o estudo bíblico sistemático perde sentido, afinal, não há necessidade de doutrina porque o que vale é unicamente a experiência. A Escola Dominical perde o propósito. A Igreja precisa crescer tão rápido como o bolo da vovó, os crentes precisam de solução “para ontem”; então nada melhor do que uma boa dose de fermento. Todas as doutrinas bíblicas acabaram, com isso, sendo reduzidas, na prática, para se adequarem às urgências terrenas dos crentes.

Deste modo, por exemplo, a Soteriologia (doutrina da salvação) passou a ser, na prática, o ensino de como Jesus pode salvar os crentes da dívida, das doenças e males que afligem a humanidade. Cristologia (doutrina de Cristo) e Teologia (doutrina de Deus) se constituem num único ensino: Deus está preso em sua Palavra, assim "peça qualquer coisa em nome do Filho que o Pai será obrigado a atender". Paracletologia (doutrina do Espírito Santo) foi ressignificada para "estudo das unções e do frenesi". Angelologia virou a doutrina dos escravos invisíveis. Bibliologia resume-se em 10 versículos decorados, interpretados fora de contexto (na luz da nova hermenêutica), que são citados sempre que os problemas surgem, uma espécie de SHAZAM moderno, conferindo aos crentes "a sabedoria de Salomão, a força de Hércules, o vigor de Atlas, o poder de Zeus, a coragem de Aquiles e a velocidade de Mercúrio" (crentes "Billy Batson": parecem adultos e maduros, mas ainda assim têm a mente de uma criança).

A segunda causa é a baixa qualidade do ensino público secular, ofertado à sociedade. É preciso entender que a educação cristã-doutrinária pressupõe uma educação secular mínima. Conhecimentos básicos de leitura e interpretação de texto são imprescindíveis para o início da compreensão do texto bíblico. No entanto, a educação em nossa sociedade está cada vez mais relegada às classes sociais que podem pagar por ela, uma minoria decerto. Enquanto algumas Igrejas sérias buscam capacitar razoavelmente seus professores, pouco ou nenhum recurso é investido na capacitação dos professores da rede pública de ensino, responsáveis pela educação secular. Assim, tanto os professores quanto os alunos carecem de uma formação mínima que permita o aprendizado bíblico. Como ensinar a Bíblia, se muitas pessoas sequer sabem ler corretamente, entendendo o que lêem? Não sabem sequer interpretar um texto, nem ao menos de um jornal.

Lembro-me do episódio ocorrido por ocasião de uma aula no Seminário Teológico sobre Didática Cristã, quando um seminarista leu a passagem de Mateus 27:17 e fez-me a seguinte pergunta: “Professor, não entendi o que significa ‘toma-o, e dá-o por mim e por ti’. Obviamente, não era o conteúdo bíblico que faltava ao seminarista, mas sim o conhecimento mínimo do vernáculo.

Consoante ao exposto fica a pergunta: como solucionar o problema de evasão da Escola Bíblica Dominical? Por certo, não há soluções prontas, imediatas, já que o imediatismo é um dos problemas desta Escola. Particularmente, creio que será preciso repensar a Escola Dominical. Talvez seja preciso aliar o ensino secular mínimo ao ensino bíblico, num novo desenho de currículo. Ensinar técnicas de redação e interpretação de texto, língua portuguesa e ciências com auxílio da Bíblia. Para isso, será necessário investir não apenas na formação doutrinária e pedagógica do professor, mas também em sua formação cultural.

O reformador Calvino tinha um alvo muito claro quanto à educação. Ele desejava que os alunos das escolas de Genebra fossem futuros cidadãos da cidade, bem preparados "na linguagem e nas humanidades", além de terem formação cristã e bíblica. O currículo que ele ajudou a elaborar tinha ênfase nas artes e nas ciências, além da ênfase nas Escrituras. Outro ponto das convicções religiosas de Calvino era o entendimento de que todo conhecimento vem de Deus, quer seja o conhecimento "sagrado", quer seja o "profano". Calvino tinha uma visão ampla da cultura, entendendo que Deus é Senhor de todas as coisas e que, por isso, toda verdade é verdade de Deus.

Por outro lado, se a Igreja deseja realmente ter uma Escola Dominical efetiva, precisa repensar suas prioridades. Se formar pessoas é mais importante do que crescer a qualquer custo, será necessário mudar o foco dos sermões e a liturgia da Igreja, de base pragmática para uma base bíblica-doutrinária. A Igreja precisa valorizar o conhecimento e o ensino se deseja ter sucesso na tarefa de ensinar e formar discípulos de acordo com a fé cristã genuína, de acordo com o evangelho bíblico. A fé e a prática cristã precisam, obrigatoriamente, estarem de acordo com as Escrituras Sagradas. A Igreja deve ser o lócus do conhecimento bíblico, não o agente de alienação e apassivação mental; deve ser a luz do mundo (Mt 5.14) em todas as áreas que o Senhor nos comissionou, não o lócus da ignorância e das trevas.

Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

ENTENDENDO AS DOENÇAS À LUZ DA BÍBLIA E DA RAZÃO

Conforme noticiado pelo Jornal O Dia, um menino de 4 anos que tinha pneumonia morreu durante um ritual de exorcismo feito por um xamã coreano, em Moscou. Os pais da criança decidiram consultar os xamãs para realizar um ritual com vistas a afastar os "maus espíritos" que estariam afligindo o filho. A criança parou de respirar durante o ritual. Segundo um dos xamãs, todos os membros da família do menino estavam possuídos pelos espíritos e que bastaria tirar a maldição do menino para que fossem salvos.
(fonte: http://odia.terra.com.br/portal/mundo/html/2010/7/garoto_de_4_anos_morre_durante_exorcismo_na_russia_96146.html. Acesso 15/07/2010, às 11h35min)

Comentários:

Pela Bíblia, creio que demônios possam possuir pessoas, inclusive causando-lhes doenças físicas. Também creio que Jesus levou sobre si, na cruz, as nossas enfermidades e por suas pisaduras fomos sarados. Em meu ministério, já fui usado por Deus algumas vezes em curas divinas (sem maluquices ou esquizofrenias pseudo-espirituais, curas comprovadas por médicos), mas já tive que celebrar cultos fúnebres de pessoas amadas que enfermaram e morreram, apesar de muitas orações, lágrimas e jejuns.

Porém, as doenças não possuem a mesma causa: é preciso saber discenir quando a doença possui causa espiritual e quando ela possui causa física. Isso parece óbvio, mas não é. Principalmente em Igrejas neopentecostais e, infelizmente, em algumas pentecostais mais tacanhas, onde o misticismo permeia todo o culto, doutrina e liturgia, esta confusão frequentemente acontece. Tal como na Idade Média, onde pessoas portadoras de epilepsia eram consideradas endemoniadas, esses místicos entendem que todas as doenças possuem invariavelmente causa espiritual, como se tudo no mundo fosse simplesmente uma questão binária - ou zero ou 1, positivo ou negativo.

O advento da teologia da saúde divina, que diz que os crentes não podem ficar doentes porque isso representaria a ação do inimigo em suas vidas, forneceu a base doutrinária tão esperada para muitas Igrejas justificarem seu radicalismo quanto às doenças. Para muitos, os crentes adoecem e não são curados porque lhes falta fé em Deus, ou porque estão em pecado, ou porque estão possuídos por espíritos de doença. Por exemplo, o livro "Ele Veio para Libertar os Cativos" menciona episódios onde a Dra. Rebecca Brown trata doentes físicos a partir de diagnósticos espirituais. Aparentemente, a prática não-ortodoxa da medicina rendeu-lhe a cassação do direito de exercer a profissão (http://teophilo.info/analises/rebeccabrown.php#n62).

Já vi um pregador que mandava as pessoas beberem uma colher de “óleo ungido” para curar moléstias do sistema digestivo quando, na verdade, uma dieta e talvez um sal de frutas era tudo o que precisavam. Ainda bem que o problema não era no fígado...

As doenças têm sua origem no pecado original, isso é um fato. Mas nem todas as doenças que acometem o homem são devido à prática do pecado; algumas são, outras não. Algumas doenças se devem a agentes microbiológicos patogênicos (bactérias, protozoários, fungos e vírus, por exemplo), que passaram a existir no mundo após a queda do homem (por exemplo, uma das hipóteses para a origem dos vírus é que eles seriam a evolução de "restos" de células: a degradação de pedaços de ácidos nucléicos celulares que posteriormente adquiriram os elementos constituintes de um vírus, capsid e envelope. Do ponto de vista bíblico, é possível teorizar que uma das consequências da queda foi a degradação destes pedaços de ácidos nucléicos de algumas células existentes, gerando os vírus).
(veja mais em: http://www.qmc.ufsc.br/qmcweb/artigos/virus_container/virus.html)

Outras doenças são causadas por desgaste natural do corpo humano (envelhecimento). Outras, por abusos e excessos praticados (alcoolismo, tabagismo, glutonaria, ingestão de sal, atividade física excessiva, ingestão de "bombas", etc). Outras,  devido a uma série de problemas que ocorrem durante a formação do corpo humano no ventre materno (doenças congênitas) ou ligadas a hereditariedade (doenças hereditárias). Isso sem mencionar as doenças psíquicas...todas elas são oriundas, em última análise, do pecado original, mas podem ou não ter como causa na prática do pecado. Do mesmo modo, podem ter ou não como causa problemas espirituais.

O cinema retrata com primazia a confusão feita quanto às origens das doenças. O ótimo filme "O Estranho Caso de Benjamim Button", mostra um homem que nasce com oitenta anos e regride na sua idade. No filme, há uma cena onde a mãe adotiva do"jovem"  Button, evangélica, leva-o a um culto, na Igreja à noite. O pregador, vendo-o numa cadeira de rodas e entendendo que se tratava de um idoso, pergunta: "e qual é o problema deste velho?", com a seguinte resposta: "o diabo está no corpo dele, quer levá-lo antes da hora". Então, começa a expulsar o demônio ("sai demônio! sai belzebu!"). Ao final, ministra a "cura" sobre ele ("vamos tirá-lo desta cadeira, e vamos fazê-lo andar! [...] Em nome da glória de Deus, levante-se!"). Depois de muitas promessas e ordens do pastor, Button se levanta da cadeira e começa a andar com muito sacrifício (lembra as curas modernas, no Brasil, do apóstolo comedor de angu). É interessante notar que Button levanta-se não porque havia um demônio a ser expulso, mas sim porque fazia parte do seu "processo natural de crescimento". Ele ainda usaria muletas depois por mais alguns anos. No final da cena, o pregador morre. Vale à pena assistir o filme e refletir em sua mensagem!

Cristãos verdadeiros, pessoas de fé, eventualmente adoeceram e morreram de enfermidades, conforme a Bíblia e a história claramente demonstram. O canadense John Graham Lake (1870-1935), usado por Deus para realizar curas tremendas, morreu de derrame com 65 anos de idade. Isso significa que as doenças nem sempre representam falta de fé e que Deus se reserva o direito soberano de curar quem ele quiser.

Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!

terça-feira, 13 de julho de 2010

MORTE: A TERRÍVEL CONSEQUÊNCIA DE SE ESCOLHER O CAMINHO SEM DEUS

Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte. (Provérbios 14:12)

Um caminho que parece direito, mas não é; parece bom, mas não é; parece agradável, mas não é. Assim é o caminho que conduz para os caminhos da morte. Um curso de vida que leva a antítese da vida, um modo de agir completamente insano, apesar de correto aos próprios olhos. Aqueles que seguem caminhando, sem ponderar o caminho que trilham e onde a jornada os levará, acabam inevitavelmente conspirando contra si mesmos. Encontrarão, ao final da jornada, vários caminhos, todos eles com o mesmo destino - a morte.

Assim é o caminho escolhido por aqueles que preferem as festanças orgíacas, a licenciosidade, a imoralidade, o sexo livre e irresponsável. Movidos por um sentimento de aparente segurança, sua concupiscência leva-os a esbanjarem-se como e quanto querem, entregando-se os tais aos mais sórdidos pecados. Porém, o pecado, uma vez consumado, gera a morte; esta é uma verdade eterna que atinge crentes e descrentes, não importando classe social ou econômica (Tg 1.15). Muitos que se dizem evangélicos e escolhem tal caminho acabam tornando-se pagãos na prática, adoradores de Baco através de bacanais. Ao final, encontram o destino do caminho escolhido.

Aqui, aproveito a oportunidade para abrir o seguinte parênteses: hoje em dia há muitas pessoas que se autodenominam evangélicas. Ser evangélico tornou-se modismo; parte disso se deve a um esvaziamento de conteúdo, doutrinário e prático, das Igrejas evangélicas. O duro caminho do Peregrino na sua jornada da Cidade da Destruição para a Jerusalém Celestial, ilustrado com excelência por John Bunyan, foi substituído pelo caminho da vida fácil, da sem-vergonhice, do "pão e circo" típicos do Império Romano. Para Deus (e para mim), dizer-se evangélico sem mostrar vida é mesmo que dizer-se pagão ou feiticeiro. Jesus foi muito claro: "Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade." (Mt 7.21-23) Fecha parênteses.

Da Bíblia, aprendemos que caminhos de mesma natureza sempre convergem num mesmo ponto, num determinado momento; deste modo, aqueles que antes seguiam sozinhos passam a seguir juntos para o mesmo final - a morte. 

A morte sempre será o destino final quando se segue um caminho sem Deus, isoladamente ou em conjunto. A morte pode variar quanto à forma, mas é morte em essência. Morte de sonhos, de projetos de vida, de famílias, de pais e mães; morte física, morte espiritual e ao final morte eterna. No lugar da vida que um dia pensam viver, recebem a morte que sequer cogitam provar. Ao invés de uma longa e próspera história de vida, há uma lápide, onde se lê, em letras capitulares: "Porque o salário do pecado é a morte" (Rm 6.23a). Sim, porque no lugar do dom gratuito que é a vida eterna, pelo qual não se trabalha, mas se recebe como presente de Deus quando se opta em seguir O Caminho - Cristo Jesus nosso Senhor, optaram em seguir um caminho que parecia direito, pelo qual trabalharam arduamente, que ao final desembocou nos caminhos da morte.

Querido leitor, vale à pena continuar no caminho que você está seguindo? Não julgue o caminho pelo que ele te proporciona, mas pelo destino final. O Caminho correto é ao mesmo tempo Verdade e Vida; este caminho sempre conduzirá para o Pai (Jo 14.6): Jesus!

Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

CONSIDERAÇÕES SOBRE A MARCA DA BESTA

E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome. Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis. (Apocalipse 13:16-18 )

Talvez não exista um tema mais controvertido no meio evangélico que a marca da besta, tema constante da escatologia bíblica, o sinal distintivo que será aposto na mão direita ou nas testas daqueles que se submeterão ao governo mundial do anticristo. Muitas teorias surgiram propondo explicações sobre o que seria esta marca; a maioria delas considerando os avanços tecnológicos da humanidade: Seria um chip eletrônico implantado sob a pele? Seria um código de barras? Seria o cartão de crédito? O fato é que até o presente não há plena certeza do que venha a ser esta marca. Isso tem gerado muita especulação, teorias conspiratórias e misticismo, especialmente pelas seitas e movimentos heréticos.

É preciso considerar, inicialmente, que o Livro de Apocalipse é um livro de revelações. Aqui, como em toda a Palavra de Deus, o Senhor nos comunica os seus eternos desígnios e a verdade que estes envolvem; porém tem foco nos fatos e nos acontecimentos que ocorrerão nos últimos dias, no fim dos tempos. Há, contudo, muitas correntes teológicas sobre o apocalipse, que fogem do escopo desta argumentação; algumas mais coerentes com a Bíblia, outras menos. De forma geral, afirmo que o Livro de Apocalipse, como Escritura Sagrada, é divinamente inspirado, e proveitoso para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça (II Tm 3.16). Tampouco é de particular interpretação, porque não foi produzido por vontade de homem algum, mas o homem santo de Deus (João, o apóstolo) é seu autor, inspirado pelo Espírito Santo (II Pe 1.20,21).

Deste modo, há muito ensino útil para a nossa vida e fé que podemos aprender com todo o Livro de Apocalipse. Em especial com o texto de Apocalipse 13:16-18.

Por exemplo, a cobiça desenfreada que os homens atualmente exibem, independentemente de sua classe econômica ou social, os levará a tomar ações que os privarão, definitiva e irremediavelmente, da Salvação em Cristo. Hoje, as ações de "comprar e vender" são mais do que mera atividade comercial; é o consumismo desenfreado. Em épocas de festas, como o Natal, compramos e vendemos qualquer coisa, úteis e inúteis. Coisas que muitas vezes não possuem a menor utilidade prática ou que iremos abandonar após certo tempo. Coisas compradas por puro modismo. Meras bugigangas. Assim, será irresistível para muitas pessoas receberem esta marca, por tudo o que ela representa: poder econômico! Não é à toa que a cada dia são abertas mais e mais Igrejas que pregam o E(u)vangelho da Prosperidade e mais e mais pregadores e mestres se levantam, cada um "vendendo" a "pedra filosofal" capaz de transmutar tudo em ouro!

Assim, em última análise, o que estas "igrejas" e estes "pregadores e mestres" da prosperidade estão fazendo é preparar o caminho do anticristo, como a antítese recíproca de João Batista. Estão exatamente divulgando as "boas novas" do reino das trevas: "consumam, consumam, consumam; a vida é feita do consumo, você existe para consumir, você merece consumir, você pode consumir também. O nosso deus te dará dinheiro para isso. Basta você dar o seu tudo". Hoje, o "tudo" dado é material; naqueles dias, o "tudo" será realmente TUDO - a vida eterna! Observe que a pregação da prosperidade, a exemplo da oferta da marca, abrange qualquer pessoa: pobre, rico, patrão, empregado, profissional liberal, empregado da indústria... é para todos.

Não podemos nos esquecer de que o anticristo terá um "braço" religioso - o falso profeta, que fará "milagres extraordinários", de forma que as pessoas se maravilharão e darão crédito ao anticristo. Fico pensando sobre a real procedência dos "milagres" divulgados pelos ministérios e Igrejas da prosperidade modernas... Aqui, vale uma exortação: PERFORMANCE NÃO SIGNIFICA ESSÊNCIA. Quem se baseia em performance para qualificar a essência está correndo um sério risco de apostatar da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrina de demônios (I Tm 4.1), isto é se já não apostatou há muito tempo.

Por outro lado, se as pessoas só poderão comprar e vender se ostentarem a marca da besta e considerando que o anticristo terá controle mundial, então a conclusão óbvia é que a marca terá aceitação mundial. Não haverá necessidade de câmbio ou de "traveler´s checks", basta exibir a marca e a transação será prontamente concluída. Funcionará esta marca como o dinheiro - algo dado em troca de um produto ou serviço? Seria uma espécie de "cartão de débito" mundial? Pouco se pode concluir a este respeito.

Naqueles dias, a sociedade estará dividida entre aqueles que seguirão o anticristo e, deste modo, receberão a sua marca e aqueles que não aceitarão a autoridade e governo deste líder satânico mundial e que só pela sua existência se constituirão em oposição à ele. Obviamente, isso gerará perseguição pelo governo aos "rebeldes"; essa perseguição dar-se-á em todas as esferas: sociais, políticas, religiosas e econômicas. Nós já vimos a introdução dessa história, mais modernamente com o governo Hitler na Alemanha.

Se esta suposição for verdadeira, então é possível concluir que a marca da besta é uma marca de identificação, ou seja, na marca haverá todos os dados que o governo considere importantes para caracterizar aquele cidadão. Novamente, já vimos a introdução dessa história: durante a Alemanha nazista, os judeus que estavam aprisionados em campos de concentração possuíam a "estrela dos judeus" costurada em sua camisa. Dentro da estrela de Davi, ficava escrita a palavra "Jude", que em alemão significa "Judeu". O símbolo era usado para facilitar a identificação dos Judeus.

A questão, então, passa a ser: que dados pessoais terão importância estratégica para o governo do anticristo? Constarão estes dados na marca, ou a marca possuirá algum sistema de codificação alfanumérica onde os dados estarão armazenados previamente numa central do governo? De um jeito ou de outro, é possível especular alguns dados importantes: nome, idade, endereço completo, formação, profissão e endereço profissional, dentre outros.

Outra pergunta que surge: como esta marca será posta no homem? Será feita alguma avaliação prévia para determinar as características de cada uma das pessoas como pré-requisito para a marcação? Aqui, introduzo um conceito que julgo oportuno: o conceito de avaliação da conformidade. Segundo a norma técnica ABNT NBR ISO/IEC 17000 "Avaliação da Conformidade - Vocabulário e princípios gerais", esta expressão é definida como sendo "a demonstração de que os requisitos especificados relativos a um produto, processo, sistema, pessoa ou organismo são atendidos". O domínio da avaliação da conformidade inclui as atividades de ensaio, inspeção, certificação e acreditação de organismos de avaliação da conformidade.

De acordo com o website do Inmetro (http://www.inmetro.gov.br/qualidade/certificacao.asp. Acesso 12/07/2010, às 18h07min), a certificação de pessoas avalia as habilidades e os conhecimentos de algumas ocupações profissionais, e pode incluir, entre outras, as seguintes exigências:
  • Formação – a exigência de certo nível de escolaridade visa assegurar nível de capacitação;
  • Experiência Profissional – a experiência prática em setor específico permite maior compreensão dos processos envolvidos e identificação rápida das oportunidades de melhorias;
  • Habilidades e conhecimentos teóricos e práticos - a capacidade de execução é essencial para atuar e desenvolver-se na atividade.
Teoricamente falando, os critérios de certificação de pessoas, elaborados no governo do anticristo, poderiam incluir outros requisitos, além dos relativos às questões profissionais, de forma que o produto final da análise seria uma marca afixada na pessoa pelo agente de governo. Mas isto é apenas uma hipótese.

Finalmente, fica uma importante lição: o número do nome do anticristo (alternativa à marca) é número de um homem. A expressão "um homem" qualifica o "número"; assim, não é "número do homem", de forma geral, mas "número de um homem", de forma específica. Que este homem é o anticristo é óbvio. Assim, o propósito da revelação do número do anticristo parece apontar para um critério de verificação, ou seja, naqueles dias os crentes poderão identificar o anticristo pelo número do seu nome, 666. Sem dúvida, trata-se de um critério muito útil, tendo em vista que o poder infernal na vida anticristo será tal que ele enganará a muitos por 3 anos e meio.

Deste modo, é provável que a correta compreensão sobre este número venha ainda a ser revelada pelo Espírito Santo quando for oportuno. A enormidade de teorias sobre o mesmo indica que ainda não dispomos desta revelação. Portanto, devemos descansar em Deus, não permitindo que o nosso coração seja turbado por qualquer coisa que não possua embasamento na Palavra de Deus, pois sabemos que Nosso Senhor não deixará que sejamos iludidos de forma alguma.

Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!

sábado, 10 de julho de 2010

ASSEMBLÉIA DE DEUS DOS ÚLTIMOS DIAS: DOUTRINAS ANTIBÍBLICAS

Devido a explosão de criação de movimentos religiosos e comunidades de fé, que têm surgido nos últimos anos, além de uma imensa quantidade de ensinos e doutrinas religiosas, cada vez mais divulgadas pelos meios de comunicação, surge a seguinte pergunta: Todos esses caminhos levam a Deus? Estão todos certos? Claro que não! Deus não é Deus de confusão (I Co 14.33), e como prova disso deu a humanidade um livro que é a sua Palavra, a Bíblia, onde o homem pode basear a sua fé naquilo que é real e eterno.

Os teólogos classificam todos esses movimentos religiosos que se afastam daquilo que a Bíblia ensina como seita. Assim, seita é o conjunto de pessoas que afastam-se da verdade e passam a seguir seus próprios impulsos e pensamentos, evidenciando claramente a redenção pelos seus próprios recursos e esforços, ou seja, é um grupo de pessoas que seguem uma ou mais heresias. Porque as pessoas seguem as seitas? Porque a seita satisfaz várias necessidades (Maslow): 

1) Necessidade de auto-realização
2) Necessidade de status e estima
3) Necessidades sociais (afeto)
4) Necessidades de segurança
5) Necessidades fisiológicas

As seitas, de forma geral, variam desde libertinas (onde não há princípios morais ou estes não são ortodoxos; tudo é permitido) até isolacionistas (onde tudo que o líder não aprova é proibido). As seitas isolacionistas primam pelo controle total da vida dos adeptos, envolvendo desde suas vestimentas, o que podem ou não comer, com quem podem ou não se relacionar e formas de relacionamento (quem nunca ouviu sobre o casal que se relacionava sexualmente a partir de um lençol furado) e confissão auricular.

Obviamente, ao isolar seus adeptos dos contatos com o mundo exterior à seita,  os líderes pretendem impedir que os mesmos tenham acesso a informações que poderiam colocar em dúvida a "inspiração divina" de seus ensinos, e assim sua "distinção espiritual". Se conhecimento é poder, imagine o conhecimento da Verdade?!? O conhecimento da Verdade liberta o homem dos grilhões da mentira colocados pelo diabo!

Pois bem, vejamos um exemplo típico de isolacionistas, a partir do seu próprio material divulgado na internet: A Assembléia de Deus dos Últimos Dias (ADUD) (http://www.adud.com.br/doutrinas. Acesso em 09/07/2010, às 13h50min):

A) RESTRIÇÕES DE COMUNICAÇÃO: Não ter e nem assisitir TV, não ter o hábito de ler jornais e revistas. 

B) RESTRIÇÕES ALIMENTARES: carne de porco e derivados (salsicha, lingüiça, presunto, bacon, etc), gordura, alguns tipos de peixes e frutos do mar, etc. Até beber coca-cola é proibido (com base em lendas da internet)!

Comentário: Aqui, citam os textos bíblicos do Antigo Testamento (em especial, o Livro de Levítico) para justificar o ensino. Aliás, isso é comum em muitas seitas, como adventismo, testemunhas de jeová, e outras seitas modernas, como algumas comunidades judaizantes.
O problema é que "esquecem" de citar que o I Concílio da Igreja, realizado em Jerusalém sob a presidência de Tiago, conforme registrado no Livro de Atos cap. 15, determinou às exigências para a Igreja Gentílica. Observe os versículos 28 e 29:

Na verdade pareceu bem ao Espírito Santo e a nós [os apóstolos, os anciãos e toda a Igreja, vv. 22], não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias: Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da prostituição, das quais coisas bem fazeis se vos guardardes. Bem vos vá.

Nós, crentes em Cristo, quer no Brasil, quer na África, quer na China somos crentes gentílicos; juntos, constituímos a Igreja Gentílica. Logo, a menos da lista de Atos 15, não há restrições alimentares ou de guarda de dias, luas novas, sábados, etc. como querem os crentes judaizantes. Aliás, cabe uma pergunta: o judaizante já foi circuncidado? Já praticou ou concorda em particar o levirato?  Se é para ser justificado com base no cumprimento da lei - algo que por si mesmo já está errado, conforme o Livro de Gálatas, que seja cumprida em sua totalidade!

Outra pergunta: Coca-cola não pode; pepsi pode? Sim, porque de forma geral ambos os refrigerantes têm a mesma composição básica: xarope (composto por extratos de plantas), cafeína, açúcar, água, gás carbônico (CO2) e um acidulante (geralmente, ácido fosfórico, H3PO4), mais alguns conservantes (benzoato de sódio, por exemplo).

A noz-de-cola (conforme o seu rótulo, de onde se extrai a substância para elaboração do refrigerante) é uma arvore nativa da África. Foi naturalizadas na América do Sul, América Central, Índias Ocidentais, Sirilanka e Malásia. Contém metilxantinas (cafeína e teobromina) que são usadas no tratamento da apnéia infantil pré-termo, doenças pulmonares obstrutivas crônicas e especialmente asma. Aliás, a teobromina (C7H8N4O2, 3,7-dimetilxantina o 3,7-dihidro-3,7-dimetil-1H-purina-2,6-diona) é a principal constituinte de uma das mais consumidas substâncias dos nossos dias, o chocolate, segundo o site
(http://www.unifran.br/2007/processoSeletivo/pesquisa/tcc/Marcelo_Erik_Lopes.pdf. Acesso 09/07/2010, às 15h20min).

Refrigerante faz mal? Em excesso, tudo faz mal. Por exemplo, o sal de cozinha é essencial para o organismo; em excesso causa hipertensão arterial. Por causa disso vamos criar uma lei religiosa-dietética sobre o sal? E o que dizer do café: será a bebida coisa do demônio? A comunidade médico-científica já considera a planta como funcional (previne doenças mantendo a saúde) ou mesmo nutracêutica (nutricional e farmacêutico). Isso porque o café não possui apenas cafeína, mas também potássio, zinco, ferro, magnésio e diversos outros minerais, embora em pequenas quantidades. O grão do café também possui aminoácidos, proteínas, lipídeos, além de açúcares e polissacarídeos.
(http://www.abic.com.br/sabor_cafe.html. Acesso 09/07/2010, às 15h40min)

C) RESTRIÇÃO COM CORES: Não usar roupas/objetos com as cores preta ou vermelha, porque seriam usadas para identificação satânica.
 
Comentário: Essa restrição revela uma extrema pobreza cultural do líder que a propôs. Primeiramente, as cores não são de propriedade de demônio algum. A cor vermelha consta, inclusive, no arco-íris (que segundo o Livro de Gênesis foi criado por Deus e é sinal de Sua aliança com o homem). Isaac Newton, um crente em Cristo, provou que a luz branca continha todos os comprimentos de onda e que quando esta incidia no prisma, havia então a decomposição desta nas cores do arco-íris.
 
A luz visível é composta por ondas eletromagnéticas de freqüência de 4,0x10^14 Hz até 7,5x10^14 Hz aproximadamente. A freqüência da onda de luz que chega aos nossos olhos nos indica qual é sua cor. Cada cor que enxergamos é caracterizada por uma freqüência determinada. O amarelo, por exemplo, é caracterizado por uma freqüência próxima de 5,1x10^14 Hz. As cores não são propriedades dos objetos! Como quem nos indica o que vemos é a luz, as características visuais dos objetos dependerão da forma como ela interage com eles.
 
Nossos olhos são formados por células receptoras de luz. Essas células são capazes de identificar três cores: vermelho, verde e azul. Todas as cores que vemos são interpretadas por essas células como combinações destas três cores. O interessante é notar que isso possibilita que possamos obter determinadas cores através da superposição de cores diferentes. Vejamos um exemplo simples: A cor amarela pode ser obtida através da combinação de duas cores, o vermelho e o verde. E muitas outras cores podem ser obtidas assim. Quando sobrepomos todas as cores, que é equivalente a dizer que sobrepomos as cores primárias, obtemos a cor branca. O branco, diferentemente da outras cores não tem uma faixa de freqüência característica. Essa cor só pode ser definida como a união de todas as cores. Com o preto ocorre o processo inverso, ele é definido como a ausência de cor.
 
D) RESTRIÇÕES COM ANIMAIS DOMÉSTICOS: Seja cachorro, gato, periquito, papagaio, peixes..., qualquer espécie ou tipo de bichinhos de estimação (pelúcia). Isto se dá aos animais serem seres irracionais, incapazes de se defenderem de ataques de espíritos malignos, trazendo males como enfermidades, dissensão, "improsperidades" e etc.
 
E) NÃO TER PLANTAS: Lembramos que as plantas também possuem vida (ai,ai...). Em salmos cap. 148 vers 9, diz que os outeiros e árvores frutíferas louvam ao Senhor. Por isso não podemos tê-las presas em vasos. Pois também há possibilidade dos espíritos maus se esconderem nas tais, como nos animais.
 
Comentários: Cada uma que me aparece... motivaria até Burt Ward exclamar: "santa ignorância, batman"! o pior é que muitos seguem esse tipo de ensino, estapafúrdio, sem nenhuma base bíblica, científica, ou mesmo lógica. Acho que andam vendo muito o filme dos "Ghostbusters" (às escondidas, é claro, já que Tv não pode...). Acho que vamos precisar de um "capetômetro", porque é provável que o cramunhão esteja escondido até no bife à cavalo do almoço!
 
Não há nenhuma base bíblica para esta afirmação. Toda a criação pertence ao Senhor, Dele é a Terra e toda a sua plenitude, os animais e todos os que nela habitam (Sl 24.1; 89.11). Ele, o Supremo Criador do Universo, criou no princípio os céus e a Terra e fez brotar as plantas e surgir toda a sorte de animais terrestres, marinhos e aves. Plantou um jardim e colocou o homem nele (Gn cap. 1). Com a criação animal e vegetal alimentou seus servos no passado, alimenta-os no presente e os alimentará no futuro. O vaso é apenas um local de cultivo; poderia ser num balde ou até numa caixa de leite tetrapack. Sobre os animais de estimação, há duas passagens muito interessantes na Bíblia:

Deuteronômio 22:6,7: Quando encontrares pelo caminho um ninho de ave numa árvore, ou no chão, com passarinhos, ou ovos, e a mãe posta sobre os passarinhos, ou sobre os ovos, não tomarás a mãe com os filhotes; Deixarás ir livremente a mãe, e os filhotes tomarás para ti; para que te vá bem e para que prolongues os teus dias.  Gestão Ambiental é algo que o próprio Criador estabeleceu; desde os primórdios, depredar o meio ambiente é crime aos olhos Daquele que tudo criou, punível com atribulações e a perda de longevidade (de fato, basta olhar para a natureza em nossos dias e veremos as terríveis consequências que descaso com o meio ambiente trouxeram para o homem). Observe que o propósito de tomar os passarinhos no ninho era, logicamente, o uso como animais de estimação, animais domésticos.

Infelizmente, o pecado na vida do homem tem alcançado níveis tão altos que obrigou aos legisladores criarem leis rígidas para a defesa do meio ambiente. Particularmente, a Lei 9605 de 12/02/1998 estipula no Capítulo V, dos Crimes contra a Fauna, que é crime "Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida" (Art. 29). Conforme o § 1º,  incorre nas mesmas penas "quem modifica, danifica ou destrói ninho, abrigo ou criadouro natural". A correspondência entre esta legislação, elaborada no ano de 1998, com a legislação de Deuteronômio é total! Sábio é o homem que baseia sua vida na Palavra de Deus! 

Provérbios 12:10: O justo tem consideração pela vida dos seus animais, mas as afeições dos ímpios são cruéis. O costume de ter animais domésticos é corroborado.  Aqui, novamente o Supremo Criador e Legislador do Universo prossegue com a Gestão Ambiental, nos revelando que uma das marcas de justiça na vida de uma pessoa é o cuidado com a vida dos seus animais (seus animais = animais domésticos).
 
F) CONFESSAR SEMPRE QUE PECAR: Procurar o ministério da igreja ou seu dirigente, expondo tudo que tenha feito contrário as leis de Deus ou da igreja, sejam por palavras, pensamentos, atos, obras, sentimentos...Sem ocultar qualquer fato ou ação.
 
Comentários: Obviamente, essa falsa doutrina provoca culpa, vergonha, medo, desgraça e hipocrisia naqueles que precisam participar dela. Nenhum cristão é chamado para policiar e dominar a vida espiritual dos seus irmãos (Gl 5.5; 2 Co 1.24; Rm 14; Jo 8.31). Quanto à confissão de pecados, baseando-se em Tiago 5:16, que diz "confessem os seus pecados uns aos outros", convém lembrar que este é um ato recíproco, nunca unilateral. Nessa igreja o discipulador ouve o discípulo confessar seus pecados, mas será que ele confessa os seus próprios ao discípulo? Ora, o "confessem os seus pecados uns aos outros" indica reciprocidade, ou seja, é toma-lá-dá-cá, do mesmo modo que encontramos na Bíblia:  
  • "Amai-vos uns aos outros" (João 13:34; 15:12, 17; Romanos 12:10; 1ª Tessalonicenses 4:9; 1ª Pedro 1:22; 1ª João 3:11, 23; 4:7, 12; 2ªJoão 1:5).
  • "Perdoai-vos uns aos outros" (Efésios 4:32; Colossenses 3:13)
  • "Suportai-vos uns aos outros" (Efésios 4:2; Colossenses 3:13)
  • "Aconselhai-vos uns aos outros" (Romanos 15:14; Colossenses 3:16)  
Além disso, encontramos na Bíblia que a confissão deve ser feita sobretudo a Deus, que, por meio de Jesus Cristo, nosso Advogado junto ao Pai, nos perdoará de nossos pecados (1ª João 1:7 a 2:2).

G) MULHERES: Em nosso caso são usados os chamados “roupões” (vestidos longos que não delineiam o corpo feminino) revelados pelo Espírito Santo de Deus e aprovado pelas santas do Senhor. Ficam de fora os tecidos brilhantes, os maleáveis demais, as cores muito extravagantes juntamente com o preto e o vermelho. Usamos combinação, peças intimas, shorts ou bermuda. Tudo como convém a santas, nos diferenciando dos costumes mundanos. Excluindo sempre e em tudo o preto, o vermelho e as imagens. Andamos assim em qualquer lugar, em qualquer hora ou ocasião.  
  • Os cabelos devem ser presos em coque, para não serem usados como instrumentos de vaidade ou atrativo sensual.
  • Não podem ser cortados ou aparados. São sinal de poderio e honra.
  • Não usar cosméticos e perfumes.
  • Não usar pendentes.
  • Não usar método anticoncepcional.
Comentários: Confesso que senti pena das mulheres que frequentam esta seita. Só faltou uma ordem: o uso do véu. Por ocasião da fabricação da arca da aliança e dos demais utensílios para o tabernáculo no deserto, muitas doações foram de espelhos e jóias das mulheres piedosas de Israel (Êx 38.8). Retirar os adornos era sinal de juízo de Deus (Is 3); ao contrário, vemos o próprio Deus adornar Jerusalém (Ez 16.8-13).  A Bíblia não apoia a proibição absoluta aos adornos femininos. Recomendo a leitura do artigo: "O Adorno da Mulher Cristã: Proibição ou Privilégio?" (http://www.caditaguai.com.br/novo/imagens/departamentos/oadorno.pdf
Produtos de Higiene Pessoal, Cosméticos e Perfumes, são preparações constituídas por substâncias naturais ou sintéticas, de uso externo nas diversas partes do corpo humano, pele, sistema capilar, unhas, lábios, órgãos genitais externos, dentes e membranas mucosas da cavidade oral, com o objetivo exclusivo ou principal de limpá-los, perfumá-los, alterar sua aparência e ou corrigir odores corporais e ou protegê-los ou mantê-los em bom estado.  Assim, estão invariavelmente ligados à higiene e à conservação do corpo humano, que é templo do Espírito Santo.
Sobre os anticoncepcionais, a impressão é que o dito pastor parou no tempo. É possível refutar essa proibição inepta de diversas maneiras, de tão estulta que ela é. Deus (e não o diabo) deu ao homem o conhecimento tanto do corpo humano quanto das formas de tratá-lo, quando necessário. Deu também ao homem o conhecimento para planejar sua família; afinal, é um absurdo crer que Deus faz com que a família cresça indefinidamente, sem que existam condições para mantê-la. Não há sequer uma proibição na Bíblia (nem ao menos meio versículo) quanto ao planejamento familiar.
Do mesmo modo, afirmar que o único propósito do sexo é a procriação é dizer que Deus errou em dotar o homem e a mulher de zonas erógenas, como a glande e o clitóris. É melhor então fazer como algumas tribos da África: extirpar o clitóris das moças. Esquecem-se do que recomenda Salomão: "Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade. Como cerva amorosa, e gazela graciosa, os seus seios te saciem todo o tempo; e pelo seu amor sejas atraído perpetuamente." (Pv 5.18,19) Há uma função recreativa e prazerosa no sexo dentro do casamento! Glórias a Deus por isso!
A única coisa que recomendo é que cada irmã consulte a sua ginecologista antes de fazer uso de pílulas anticoncepcionais, pois estas são remédios e, independente de precisarem de receita médica ou não para serem adquiridos, só o médico sabe qual a melhor substância e dosagem para cada caso. Outra coisa: nem todos os métodos possuem a mesma eficiência. Converse com sua ginecologista.
 

CONCLUSÃO:

Será que os adeptos desta seita são plenos e felizes? Será que vivem de forma abundante? Não há como se calar diante dos absurdos doutrinários defendidos pela seita.

Alguns apresentarão números para justificar a inserção da ADUD no rol de Igrejas Evangélicas. Infelizmente, abrir mão da essência em detrimento da performance é a estratégia dominante no meio gospel moderno. "Quantas almas você ganhou?", "eles ganham muitas almas que ninguém ganhou", "críticos não fazem nada de útil a não ser criticarem", etc. Porém, a mesma ordem para evangelizar o mundo é acompanhada da ordem de fazer discípulos, ensinando-os a aguardar TODAS as coisas que foram ordenadas pelo Senhor. Será que estas sandices foram ordenadas pelo Senhor?!? E assim como fica a missão integral da Igreja? Fazer pela metade é fazer de forma correta? Por acaso adianta limpar a casa e deixá-la vazia, do ponto de vista espiritual?

Percorrer o mundo para fazer um prosélito e não ensinar-lhe toda a Palavra de Deus, mas do contrário ensinar-lhe hipocrisia, é fazer este prosélito filho do inferno duas vezes pior que o proselitista! (Mt 23.15)

Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

PEDÓFILO PÕE A CULPA EM DEUS PELOS SEUS CRIMES

Conforme noticiado pelo jornal "O Globo" (08/07/2010 às 09h27min), o "intitulado" pastor José Pedro Santos, de 60 anos, é acusado de abusar sexulamente de pelo menos 5 garotas menores de idade, na cidade de Pinheiro, no Maranhão. Das cinco vítimas do pastor, duas estão grávidas: uma menina de 14 anos estaria no quarto mês de gestação, enquanto outra de 15 anos estaria no oitavo.

Ao ser preso, o meliante negou o crime, afirmando (pasmem) que as meninas estariam grávidas por milagre do "espírito santo". Segundo a delegada regional de Pinheiro, o pastor disse que, certo dia, um anjo apareceu diante de seus olhos, mostrando uma coroa de fogo com o rosto das meninas, dizendo que elas iriam engravidar do "espírito santo" porque "ele" estaria em busca de mulheres para conceber os "salvadores do mundo". Após crescerem, estas cinco crianças se uniriam para destruir o "mundo dos pecadores" e construir um "novo mundo". Para completar, disse que as meninas são virgens e que tudo é um milagre de Deus.

Segundo a delegada, as garotas dizem que os filhos que esperam são frutos do Espírito Santo. Mas confirmam que mantiveram relação sexual com o pastor.
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COMENTÁRIOS:

Parodiando Tom Jobim, "é pastor, é padre, é o fim dos tempos... é a Igreja enguiçada, é a lama, é a lama".

Sacerdotes sem "sacer" nem "dote"; não são sagrados e nem são dons. Não foram dados por Cristo à Igreja. Não passam de sacrílegus, roubadores daquilo que é sagrado diante de Deus. Destruidores de vidas, assassinos da fé e dos bons costumes.

Diga NÃO à pedofilia! Diga NÃO aos safados de gola clerical ou batina, que se escondem sob o manto da religião para explorar sexualmente as nossas crianças!

Deus possa nos dar visão de águia, para enxergarmos de longe estes picaretas da fé!

P.S.: Pornografia infantil, popularmente conhecida como pedofilia, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente, ocorre quando há o envolvimento de menores de 18 anos (criança ou adolescente) em atividades sexuais explícitas, reais ou simuladas, ou exibição dos órgãos genitais do menor para fins sexuais. A lei brasileira considera crime a divulgação e a troca de material pornográfico envolvendo menores. Guardar material dessa natureza no computador também é crime (http://denuncia.pf.gov.br/).

quarta-feira, 7 de julho de 2010

O 1º. PATRIARCA EVANGÉLICO...


Recentemente, por ocasião das comemorações pelo 49o. aniversário do apóstolo Renê Terra Nova, 19 de junho, durante a programação do 13o. Congresso Internacional da Visão Celular, no MIR, em Manaus, líderes do Brasil e das nações reconheceram publicamente diante da igreja, o papel de patriarca o qual o apóstolo Renê tem exercido no Brasil e nas nações por onde tem passado. No evento, foi exibido um vídeo mostrando as marcas do patriarcado na vida dos apóstolos do MIR, culminando no ato profético do manto sacerdotal, em cor púrpura, sobre a vida do casal de apóstolos, Renê e Ana Marita Terra Nova.
Leia Mais em:

http://www.genizahvirtual.com/2010/06/terra-nova-agora-e-papa-o-maluco-surtou.html#ixzz0t28Phb5N. Acesso 07/07/2010, às 19h11min.


 
http://www.mir12ro.com.br/?pg=mat_22062010. Acesso 07/07/2010, às 19h11min.

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COMENTÁRIOS:

Patriarca (grego: πατριάρχης, πατήρ, patér, pai + αρχή, arché, primeiro, máximo) é um título utilizado em certas Igrejas cristãs para designar algumas autoridades eclesiásticas que têm ascendência jurídica ou honorífica em relação a um território, rito ou igreja particular. A circunscrição eclesiástica do patriarca chama-se patriarcado. Em algumas Igrejas, o patriarca recebe o titulo de Catholikós, e sua circunscrição é o Catholikossato.

A semelhança da igreja constantinizada com o império, como organização, fortalecia a tendência da nomeção de um cabeça. Em um Estado governado por uma autocracia, e não por autoridades eleitas, no qual um imperador governava com poderes absolutos, era natural que a igreja, da mesma forma, fose governada por um chefe. Em toda parte os bispos governavam as igrejas, porém esta pergunta surgia constantemente: Quem governará os bispos? Qual o bispo que deve exercer na igreja a autoridade que o imperador exerce no império?

Os bispos que dirigiam igrejas em certas cidades eram chamados "metropolitanos" e mais tarde "patriarcas". Havia patriarcas em Jerusalém, Antioquia, Alexandria, Constantiopla e Roma. O bispo de Roma tomou o título de "pai", que mais tarde foi modificado para papa. Entre os cinco patriarcados acima mencionados havia frequentes e fortes disputas pela supremacia. Mais tarde essa disputa ficou somente entre o patriarca de Constantinopla e o papa de Roma, para saber-se qual dos dois seria chefe da igreja. (Jesse Lyman Hurlbut, História da Igreja Cristã)

Muito interessante também são as informações fornecidas pelo site http://pt.mormonwiki.com/Patriarca, sobre o Mormonismo:

Os Patriarcas ordenados são bênçãos especiais aos membros dignos da Igreja Mórmon, chamadas de Bênçãos Patriarcais. A um patriarca é dada a introspecção profética especial que o permite dar bênçãos que falam da vida futura de uma pessoa, assim como de sua vida pré-mortal. O Profeta Joseph Smith disse: “Um evangelista é um Patriarca. Onde quer que a Igreja de Cristo seja estabelecida na terra, deve haver um Patriarca para o benefício da posteridade dos Santos, como era com Jacó que deu sua benção Patriarcal a seus filhos”. (Ensinamentos do Profeta Joseph Smith, p. 151) O Patriarca enxerga o futuro, enumera as bênçãos e promessas, algumas em especial, outras gerais, a linhagem a que a pessoa pertence é adequadamente intitulada; e com seu poder e autoridade sela estas bênçãos sobre a pessoa de modo que possam desfrutar delas pela eternidade mediante a sua fidelidade.

Assim, podemos concluir:

1. O patriarcado foi instituído na Igreja por semelhança com o Império Romano, na qual estava inserida. Nunca foi ordenado pelo verdadeiros apóstolos de Jesus.

2. O princípio motivador do surgimento do patriarcado na Igreja é o domínio do rebanho.

3. Salvo melhor juízo, apenas as Igrejas Ortodoxas, a Católica (papa é o patriarca; os Ortodoxos reconhecem Papa como "Primeiro Patriarca") e os Mórmons adotam a figura do patriarcado. Não consta a figura de um patriarca nas Igrejas Protestantes (presbiteriana, metodista, batista, congregacional, assembléia, etc).

4. No Antigo Testamento vemos a figura dos "patriarcas", relacionados às famílias ou clãs: Noé, Abraão, Isaque, Jacó, etc. Pedro, Paulo, Judas, Tiago, etc nunca, absolutamente, foram denominados patriarcas, conforme mostra o Novo Testamento.
 
Onde a Igreja irá parar com essa sede de poder? Será que a maior necessidade da Igreja moderna são títulos honoríficos? Os títulos são a solução de Deus para os clamores dos crentes fiéis, do da Igreja remanescente, contra a mundanização da Igreja?  Ou será que a solução é o retorno à Verdadeira e Pura Palavra de Deus, vivida e pregada? Os títulos pomposos (ou não) transformarão as vidas dos incrédulos? Representam alguma coisa no mundo espiritual?
 
Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!