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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

ESTA FOI A SUA VIDA, MAS NÃO PRECISA SER ASSIM!






 
















Para pensar:


Ninguém mais pode salvar você! Confie em Jesus hoje! Hoje é o tempo! Não deixe para amanhã, receba Jesus como seu Único e Suficiente Senhor e Salvador e tenha a garantia de vida eterna! 

"Porque, se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo" (Romanos 10:9)

O que fazer?

1. Admita que você é um pecador (Romanos 3:10);
2. Deseje abandonar a vida de pecado (arrependa-se dos seus pecados cometidos) (Atos 17:30);
3. Creia que Jesus Cristo morreu por você, foi sepultado e ressuscitou (Romanos 10:9,10);
4. Através da oração, convide a Jesus para entrar em sua vida e tornar-se seu Salvador pessoal (Romanos 10:13).

COMO ORAR: Amado Deus, sou pecador e necessito de perdão. Arrependo-me dos meus pecados, pelos quais Cristo morreu e derramou seu precioso sangue por mim. Agora te peço perdão e convido Jesus para entrar em meu coração e minha vida, como meu Salvador pessoal.

Se você confiou em Jesus como seu Salvador, começará agora uma maravilhosa vida com Ele. Então:

1. Leia a Bíblia diariamente;
2. Fale com Deus em oração, todos os dias;
3. Seja batizado nas águas, participe do culto e sirva numa igreja, junto com outros irmãos, onde Cristo seja pregado e a Bíblia seja a autoridade final.
4. Fale de Cristo aos outros.

 Se quiser conversar sobre sua nova vida em Cristo, sobre a vida cristã, sobre a Bíblia ou sobre a fé, estou à disposição! Convido você a conhecer-me e à Igreja que pastoreio, Igreja Batista Ministério Reviver, em Vila da Penha/RJ. Se desejar, entre em contato!



segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

NATAL: O QUE VOCÊ ESTÁ CELEBRANDO?


Todo ano, nesta época de Natal, é costume que as famílias se reunirem para comemorações; em alguns casos, participam também outras pessoas, amigas daquela família e convidadas para o grande festejo. Essas comemorações em geral envolvem um bom almoço, com peru e chester, com vinhos, com saladas e arroz especiais, com frutas típicas. No natal é também o costume de se montar uma árvore artificial e decorá-la com bolas coloridas de vidro ou de plástico, com luzes pisca-pisca, com estrelas, com anjos, com muitas outras coisas. Debaixo dessa árvore são colocados presentes, que são abertos no dia (ou na noite, dependendo do costume) pelos membros daquela família. Dependendo do país, as pessoas cantam músicas natalinas, como a "Deck The Halls" ("Decore os salões"): "Decore os salôes com ramos de azevinho/Fa-la-la-la-la, la-la-la-la/Essa é a temporada para celebrar/Fa-la-la-la-la, la-la-la-la/Vestir-se com roupas alegres/Fa-la-la-la-la, la-la-la-la/Cantar canções de natal (...)". 

No Natal fala-se muito sobre um velhinho gordinho, que dizem morar no pólo norte. Esse velhinho teria uma fábrica de brinquedos, com anões trabalhando para construí-los, de modo que esse senhor possa montar em seu trenó mágico, puxado por renas, e distribuir presentes para todas as crianças que foram boazinhas durante o ano. Esses presentes são pedidos pelas crianças durante o ano, que escrevem cartinhas para o Noel, pedindo os presentes. Obviamente, tudo isso não passa de fantasia, importada junto com outras lendas e festas como o Halloween e sua Jack-O-Lantern. Não existe esse velhinho, nem essa história é verdadeira. O tal "papai noel" (santa claus). O tal "papai noel" não passa de uma lenda baseada em Nicolau, bispo católico do século 5º. A Enciclopédia Britânica, 11ª edição, vol. 19, páginas 648-649, diz: "São Nicolau, o bispo de Mira, santo venerado pelos gregos e latinos em 6 de dezembro... conta-se uma lenda segundo a qual presenteava ocultamente a três filhas de um homem pobre... deu origem ao costume de dar em secreto na véspera do dia de São Nicolau (6 de dezembro), data que depois foi transferida para o dia de Natal. Daí a associação do Natal com São Nicolau."

A exemplo da tradição do Noel, outros elementos que não têm nenhum respaldo bíblico e que foram introduzidos na celebração do Natal são as guirlandas, a árvore, a data da celebração, etc. Acerca da árvore, por exemplo, segundo uma fábula babilônica, um pinheiro renasceu de um antigo tronco morto. O novo pinheiro simbolizava que Ninrode tinha vindo a viver novamente em Tamuz. Entre os druidas o carvalho era sagrado. Entre os egípcios era a palmeira, e em Roma era o abeto, que era decorado com cerejas negras durante a saturnália. O deus escandinavo Odim era crido como um que dava presentes especiais na época de natal àqueles que se aproximassem de seu abeto sagrado. Em inúmeras passagens bíblicas a árvore é associada a idolatria e a adoração falsa: Porque também os de Judá edificaram altos, estátuas, colunas e postes-ídolos no alto de todos os elevados outeiros, e debaixo de todas as árvores verdes (I Rs.14:23). Não estabelecerás poste-ídolo, plantando qualquer árvore junto ao altar do Senhor teu Deus que fizeres para ti (Dt.16:21). Portanto a árvore de natal recapitula a idéia da adoração de árvore, sendo que castanhas e bolas simbolizam o sol. (WOODROW, Ralph. Babilônia A Religião dos Mistérios).  
 
Bom, é sempre possível apresentar razões e justificativas para qualquer coisa. O mesmo se dá com relação ao Natal. Podem ser apresentadas razões para não comemorá-lo tal como é feito atualmente e podem ser apresentadas razões para comemorá-lo. Se o cristão deve ou não celebrar o natal é uma questão de foro íntimo, pessoal (diferentemente do Halloween, com clara conotação satânica, no qual um cristão não deve se envolver). O Natal não é um artigo de fé; não faz parte do corpo doutrinário da igreja; é questão de ordem pessoal. É preciso que haja espírito de tolerância para com os que não pensam como nós em aspectos secundários de fé (Romanos 14). Os extremos devem ser evitados. Não se deve dizer a respeito de quem comemora o Natal: “Está em pecado; enganado por Satanás”. Por outro lado, quem não celebra o 25 de dezembro não deve ser crucificado por causa disso. Por outro lado, não se deve, contudo, alimentar fantasias e coisas inúteis nas cabecinhas das crianças, como a lenda do Noel. Nem tampouco devemos tentar "tapar o sol com a peneira", ignorando as origens da festa. A discussão não é a origem, isso é ponto pacífico; mas sim se essa origem interfere na celebração do Natal ou não. E isso é foro íntimo.  

Os defensores do Natal argumentam que trata-se de uma importante ocasião para se celebrar a Cristo. Isso é um pensamento correto; na verdade, todas as ocasiões do ano (incluindo o Natal) são importantes ocasiões para celebrar ao Supremo Senhor e Rei. Natal, aliás, significa nascimento. A cristandade celebra no dia de Natal, 25 de dezembro, o nascimento de Cristo. A realidade é que essa celebração a Cristo dá-se quase em sua totalidade nas igrejas, por meio em geral de cantatas e peças teatrais. São lindíssimas! Porém, fato é que as famílias modernas pouco ou nada entendem acerca dessa celebração.  Uma boa prática que falta hoje é o ensino familiar do real significado do Natal: de que nesse dia comemora-se o nascimento de Cristo e dos porquês celebrar seu nascimento. Jesus nasceu numa cidade chamada Belém, no país chamado Israel, que fica na região conhecida como "Oriente Médio". A temperatura mínima em Israel na época de dezembro é muito baixa; lá é inverno nessa época do ano. Em 2013, previsões apontam que a temperatura mínima em Jerusalém no dia 25/12 será de 3ºC (http://www.zoover.com.br/israel/israel/jerusalem/tempo). Portanto é inverno no país em dezembro. Localizada nas Montanhas da Judeia, entre o mar mediterrâneo e o norte do Mar Morto, a Jerusalém moderna tem crescido aos arredores da cidade antiga. Jerusalém está situada no sul de um planalto na Judeia. A elevação da Cidade Velha é de aproximadamente 760 metros. 

Agora, vejamos o relato acerca do nascimento de Cristo: “E aconteceu que, estando eles ali, se cumpriram os dias em que ela havia de dar à luz. E deu à luz o seu filho primogênito, e envolveu-O em panos, e deitou-O numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem. Ora, havia, naquela mesma comarca, pastores que estavam no campo e guardavam durante as vigílias da noite o seu rebanho.” (Lucas 2:6-8). Como os pastores poderiam estar no campo em dezembro, guardando seus rebanhos durante as vigílias da noite, se na região é inverno? Os pastores tiravam seus rebanhos dos campos em meados de outubro e [ainda mais à noite] os abrigavam para protegê-los do inverno que se aproximava, tempo frio e de muitas chuvas (Adam Clark Commentary, vol. 5, página 370). A Bíblia mesmo prova, em Ct 2.1 e Ed 10.9,13, que o inverno era época de chuvas, o que tornava impossível a permanência dos pastores com seus rebanhos durante as frias noites, no campo. É também pouco provável que um recenseamento fosse convocado para a época de chuvas e frio (Lucas 2:1), conforme vemos no relato bíblico. 

Assim, a lógica impõe que Cristo não nasceu em dezembro, como pensam alguns. Quando Jesus nasceu? Novamente, é preciso recorrer ao relato bíblico, no Evangelho de Lucas, cap. 1: 

5 Existiu, no tempo de Herodes, rei da Judéia, um sacerdote chamado Zacarias, da ordem de Abias, e cuja mulher era das filhas de Arão; e o seu nome era Isabel.

6 E eram ambos justos perante Deus, andando sem repreensão em todos os mandamentos e preceitos do Senhor.

7 E não tinham filhos, porque Isabel era estéril, e ambos eram avançados em idade.

8 E aconteceu que, exercendo ele o sacerdócio diante de Deus, na ordem da sua turma,

9 Segundo o costume sacerdotal, coube-lhe em sorte entrar no templo do Senhor para oferecer o incenso.

10 E toda a multidão do povo estava fora, orando, à hora do incenso.

11 E um anjo do Senhor lhe apareceu, posto em pé, à direita do altar do incenso.

12 E Zacarias, vendo-o, turbou-se, e caiu temor sobre ele.

13 Mas o anjo lhe disse: Zacarias, não temas, porque a tua oração foi ouvida, e Isabel, tua mulher, dará à luz um filho, e lhe porás o nome de João.

14 E terás prazer e alegria, e muitos se alegrarão no seu nascimento,

15 Porque será grande diante do Senhor, e não beberá vinho, nem bebida forte, e será cheio do Espírito Santo, já desde o ventre de sua mãe.

16 E converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus,

17 E irá adiante dele no espírito e virtude de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à prudência dos justos, com o fim de preparar ao Senhor um povo bem disposto.

18 Disse então Zacarias ao anjo: Como saberei isto? pois eu já sou velho, e minha mulher avançada em idade.

19 E, respondendo o anjo, disse-lhe: Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus, e fui enviado a falar-te e dar-te estas alegres novas.

20 E eis que ficarás mudo, e não poderás falar até ao dia em que estas coisas aconteçam; porquanto não creste nas minhas palavras, que a seu tempo se hão de cumprir.

21 E o povo estava esperando a Zacarias, e maravilhava-se de que tanto se demorasse no templo.

22 E, saindo ele, não lhes podia falar; e entenderam que tinha tido uma visão no templo. E falava por acenos, e ficou mudo.

23 E sucedeu que, terminados os dias de seu ministério, voltou para sua casa.

24 E, depois daqueles dias, Isabel, sua mulher, concebeu, e por cinco meses se ocultou, dizendo:

25 Assim me fez o Senhor, nos dias em que atentou em mim, para destruir o meu opróbrio entre os homens.

26 E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré,

27 A uma virgem desposada com um homem, cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria.

28 E, entrando o anjo aonde ela estava, disse: Salve, agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres.

29 E, vendo-o ela, turbou-se muito com aquelas palavras, e considerava que saudação seria esta.

30 Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus.

31 E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus.

32 Este será grande, e será chamado filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai;

33 E reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim.

34 E disse Maria ao anjo: Como se fará isto, visto que não conheço homem algum?

35 E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.

36 E eis que também Isabel, tua prima, concebeu um filho em sua velhice; e é este o sexto mês para aquela que era chamada estéril;

37 Porque para Deus nada é impossível.

38 Disse então Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela.

39 E, naqueles dias, levantando-se Maria, foi apressada às montanhas, a uma cidade de Judá,

40 E entrou em casa de Zacarias, e saudou a Isabel.

41 E aconteceu que, ao ouvir Isabel a saudação de Maria, a criancinha saltou no seu ventre; e Isabel foi cheia do Espírito Santo.

42 E exclamou com grande voz, e disse: Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre.

43 E de onde me provém isto a mim, que venha visitar-me a mãe do meu Senhor?

44 Pois eis que, ao chegar aos meus ouvidos a voz da tua saudação, a criancinha saltou de alegria no meu ventre.

Note: segundo esse relato, Jesus foi concebido pelo Espírito Santo no ventre de Maria 6 meses depois da concepção de seu primo João Batista, filho de Isabel e Zacarias. Isto é, Ele foi concebido 6 meses após o período ou “o turno de Abias” (versículos 5 e 8). Esse turno de Abias é aquele estabelecido em I Crônicas 24, onde é apresentada a relação dos turnos em que foram organizados os sacerdotes para ministrarem na casa do Senhor: “Saiu a primeira sorte a Jeoiaribe, a segunda a Jedaías, a terceira a Harim, a quarta a Seorim, a quinta a Malquias, a sexta a Miamim, a sétima a Coz, a oitava a Abias” (I Crônicas 24:7-10). O TURNO DE ABIAS ERA O OITAVO. Ora, o primeiro turno começava a funcionar no primeiro mês do ano religioso dos judeus: “Disse o Senhor a Moisés e Arão na terra do Egito: este mês vos será o principal dos meses; será o primeiro mês do ano” (Ex.12:1,2; 13:4; Dt. 16:1). “No mês primeiro, aos catorze do mês, no crepúsculo da tarde, é a páscoa do Senhor (Lv. 23:5). O primeiro mês do calendário religioso judaico (mês de Abibe – Êxodos 23:15, veja a tabela abaixo) coincide mais ou menos com o nosso mês de março. É fato bem sabido que a Páscoa é uma festa móvel, que cai em março ou abril. Ela é móvel justamente porque sua data não é marcada segundo o nosso calendário, mas segundo o calendário judaico, que se baseia no ano lunar (o nosso é romano, gregoriano). 

Mês (número)
Mês (nome, em Hebraico)
Turnos
Referências
1
Abibe ou Nissan
= março / abril
1 e 2
Êx 13:4 Ester 3:7
2
Zive = abril / maio
3 e 4
1Re 6:13
3
Sivan = maio / junho
5 e 6
Et 8:9
4
Tamuz = junho / julho
7 e 8 (Abias)
Jr 39:2; Zc 8:19
5
Abe = julho / agosto
9 e 10
Nm 33:38
6
Elul: agosto / setembro
11 e 12
Ne 6:15
7
Etenim ou Tisri
= setembro / outubro
13 e 14
1Rs 8:2
8
Bul ou Cheshvan
= outubro / novembro
15 e 16
1Rs 6:38
9
Kisleu
= novembro / dezembro
17 e 18
Ed 10:9; Zc 7:
10
Tebete = dezembro / janeiro
19 e 20
Et 2:16
11
Sebate = janeiro / fevereiro
21 e 22
Zc 1:7
12
Adar = fevereiro / março
23 e 24
Et 3:7

 Assim, portanto, João Batista foi gerado logo depois do período em que os sacerdotes do turno de Abias serviam no templo, ou seja, no fim de junho ou começo de julho, em nosso calendário. Jesus nosso Senhor, foi gerado pelo Espírito Santo seis meses depois, isto é, no fim de dezembro ou começo de janeiro (provavelmente durante os dias da festa de Hanuká – a festa das luzes). Contando-se os nove meses normais de gestação, segundo estes cálculos cronológicos, Maria veio dar à luz ao nosso Senhor no fim de setembro ou começo de outubro – nos dias da Festa de Tabernáculos, no ano seguinte, ou sétimo mês do calendário judaico – o mês de Etanim (I Rs. 8:2). O sétimo mês judaico era marcado pela Festa dos Tabernáculos, a terceira e última das grandes festas instituídas por Deus por intermédio de Moisés. Isso por si só é bem interessante: João, o apóstolo,  em seu evangelho, nos mostra que Cristo habitou entre nós (Jo 1.14). A palavra habitar, aqui, é tradução do grego "skenoo" que significa "armar uma tenda", ou tabernacular (tabernáculo é uma "tenda pequena"). Deus enviou Jesus e este se tornou carne, tabernaculando entre nós, no dia da Festa dos Tabernáculos. A data exata (o dia), contudo, permanece como segredo de Deus (Dt 29.29). 

Ora, se o nascimento de Jesus não se deu no dia 25 de dezembro, então porque a cristandade adotou esta data?  Uma das teses mais populares é que o dia 25 de dezembro foi escolhido porque coincidia com os festivais pagãos que celebravam a saturnália e o solstício de inverno, em adoração ao deus-sol, o sol invictus. O deus-sol é muito provavelmente, uma indicação de Ninrode mencionado em Gênesis 10:8-10. Este festival de inverno era chamado a natividade do sol. A festa solar do natalis invicti (natividade do sol inconquistado) era celebrada em 25 de dezembro. A idéia da igreja cristã naquela época era modificar o foco de uma festa pagã, dando a ela uma "roupagem cristã", a fim de facilitar a aceitação do cristianismo (pela redução do "radicalismo da mudança" que era - e ainda é - renunciar ao mundo e as religiões por Cristo) que Cristo fosse adorado naquela festa ao invés de um deus pagão. A isso denominamos sincretismo religioso, que nada mais é do que a fusão de diferentes cultos ou doutrinas religiosas, com reinterpretação de seus elementos. Outra tese, esposada por pastores e irmãos em Cristo sérios e tementes a Deus, é a tese da oposição. Segundo essa tese, a Igreja teria estabelecido o Natal no dia de uma festa pagã  para rivalizar com a mesma. Sobre isso, comenta meu amigo e Ministro do Evangelho Rev. Magdiel Anselmo em seu blog "A Verdade Bíblica": "Isto é, o que os cristãos fizeram era como dizer, “Antes do que celebrar em imoralidade o nascimento de Ucithra, um falso deus que nunca nasceu realmente, e que não pode lhe salvar, celebremos com alegre justiça o nascimento de Jesus, o verdadeiro Deus encarnado que é o Salvador do mundo.”" (veja a postagem em: http://pranselmoteologia.blogspot.com.br/2011/12/devem-os-cristaos-celebrar-o-natal.html?spref=fb).

Quando foi feita a primeira referência histórica ao nascimento de Cristo? Por volta do ano 200 d.C., um professor cristão no Egito faz referência à data que Jesus nasceu. De acordo com Clemente de Alexandria, vários dias diferentes haviam sido propostos por vários grupos cristãos. Por mais surpreendente que possa parecer, Clemente não menciona 25 de dezembro. Clemente escreve: "Há aqueles que determinaram não apenas o ano de nascimento de nosso Senhor, mas também o dia, e eles dizem que ocorreu no ano 28 de Augusto, e no dia 25 de [mês egípcio] Pachon [20 de maio, em nosso calendário] ... E o tratamento de Sua Paixão, com grande precisão, alguns dizem que isso ocorreu no 16 º ano de Tibério, no dia 25 de Phamenoth [21 de março], e outros no dia 25 de Pharmuthi [21 de abril] e outros dizem que no dia 19 de Pharmuthi [15 de abril] o Salvador sofreu. Além disso, outros dizem que Ele nasceu no dia 24 ou 25 de Pharmuthi [20 de abril ou 21] ".

É interessante notar que somente no 4º século da era cristã é que encontramos referências a duas datas que foram amplamente reconhecidos e agora também celebradas, como o aniversário de Jesus: 25 de dezembro, no Império Romano do Ocidente e 06 de janeiro, no Oriente (especialmente no Egito e na Ásia Menor). A igreja armênia moderna continua a celebrar o Natal em 6 de janeiro; para a maioria dos cristãos, no entanto, 25 de dezembro prevaleceu, enquanto 06 de janeiro, eventualmente, veio a ser conhecido como a Festa da Epifania, comemorando a chegada dos Magos em Belém.

Porém, é somente a partir do século 12 que encontramos a primeira sugestão de que a celebração do nascimento de Jesus foi deliberadamente escolhida na época das festas pagãs. Uma nota marginal em um manuscrito dos escritos do siríaco comentarista bíblico Dionísio bar-Salibi afirma que nos tempos antigos o feriado de Natal foi, na verdade, passado de 6 janeiro para 25 dezembro para que ele caisse na mesma data que o feriado pagão Sol Invictus. Nos séculos 18 e 19, os estudiosos da Bíblia, estimulados pelo novo estudo de religiões comparadas, se agarraram a esta idéia. Eles alegaram que, como os primeiros cristãos não sabiam quando Jesus nasceu, eles simplesmente assimilaram o festival pagão do solstício a seus próprios propósitos, afirmando-o como o momento do nascimento do Messias e celebrando-o apropriadamente.  

Ora, então por que celebrar o Natal, o nascimento de Cristo? Porque o seu nascimento significou a intervenção de Deus na história humana, que traria fim, com a sua morte, à escravidão do pecado a qual estava sujeita toda a raça humana. O propósito do nascimento (encarnação de Cristo) sempre foi a sua morte; a morte vicária e expiatória e a ressurreição de Cristo são o cerne da fé cristã. Jesus nasceu para morrer, para dar a Sua vida em resgate de muitos; em resgate de todo aquele que se identifica com Cristo ao ponto de Nele encontrar o seu justo pagamento por seu pecado e, portanto, a solução definitiva para uma vida distante do Criador. Para todo aquele que se rende ao Senhor, que para de se justificar e de prover para si mesmo falsos deuses, ídolos pessoais, e que confiam suas vidas inteiramente a Cristo. Em Cristo - e somente Nele, em ninguém mais -  temos o perdão dos nossos pecados e a vida eterna.  

CONSIDERAÇÕES FINAIS:

Em nenhuma ocasião Jesus expressou a idéia de que seus seguidores devessem celebrar seu aniversário. Pelo contrário, em duas ocasiões quando as pessoas queriam enfatizar seus laços naturais (mãe e irmãos), ele rapidamente rebateu esta atitude, enfatizando a importância dos seus laços espirituais (os discípulos e todos aquele que ouve e pratica sua palavra) – Lc. 11:27,28; Mc. 3:31-35. Em outras palavras, ele não queria ser venerado como um grande astro e sim como o caminho pelo qual todos os homens poderiam chegar a Deus nas mesmas condições de filiação que Ele tinha. É com este propósito que ele realmente instituiu uma cerimônia em sua memória, não um aniversário, uma vez por ano, mas “todas as vezes que o beberdes, em memória de mim (1Co. 11:25)”. Ele queria que lembrássemos dele sempre, não como uma figura histórica a ser homenageada, mas como o pão e o vinho da Ceia, que nos alimentam e nos dão o poder para tornar-nos como Ele.

Dito isto, surge a pergunta: Será que devemos começar a celebrar o Natal na época da Festa dos Tabernáculos? Devemos criticar ou combater aqueles que continuam celebrando o Natal no dia 25 de dezembro? Será que o mesmo fervor que alguns demonstram quando evangelizam católicos sobre a remoção de imagens de suas casas não deveria ser exercido contra esta herança idólatra que penetrou nas tradições das igrejas protestantes? Em primeiro lugar quero deixar claro que o propósito em levantar este assunto não é de transferir a celebração da data do Natal para outra data, nem tampouco introduzir outro elemento de controvérsia entre os irmãos. Questões sobre o Natal são “questões menores” que não devem em hipótese alguma destruir a unidade, o companheirismo e o amor cristãos.

Quer celebrar o Natal? Faça-o sabendo o seu real significado, não porque A ou B celebram ou porque "aqui sempre fizemos assim"!

Convém, contudo, meditarmos no seguinte:

1 – À medida que Deus restaura sua igreja na terra nestes últimos dias, muito entulho de tradições humanas que foi se amontoando sobre a verdade do evangelho precisa ser removido. Se quisermos voltar à autêntica experiência cristã apostólica, precisaremos abrir os corações e as mentes para a necessidade de despojarmo-nos das tradições pagãs. Sobre isso, devemos notar que a maioria das pessoas que aceita festejar o Natal, com todos o seus elementos, não aceita festejar as festas bíblicas. O que se depreende disso é que ou o medo das "tradições judaicas" é muito maior do que o medo das "tradições pagãs" (o mesmo argumento para uma se aplica para a outra, mesmo aquele articulado com base na Bíblia) ou a tradição (gerada pelo aculturamento social-teológico) é mais forte para com o Natal do que para com as Festas Bíblicas. Cabe aqui uma maior reflexão pelos adeptos e opositores da celebração do Natal.  

2 - Em tudo, há a necessidade de coerência. Aqueles que não celebram o natal por suas raízes pagãs não deveriam celebrar o carnaval, o halloween ou mesmo as festas juninas pela mesma razão. Dar a estas festas uma "roupagem cristã" é repetir o mesmo ato da igreja católica, independente do argumento usado para o fazer.

3 – A vontade de Deus é que fiquemos deslumbrados diante da grandeza do mistério da Encarnação todos os dias do ano e não apenas no Natal. Porém, se queremos lembrar de forma especial deste grande evento na época do Natal não há problema algum. O problema está em celebrar o nascimento de Jesus com a prática de tantas coisas totalmente opostas aos seus ensinamentos.

4 – Infelizmente a cerimônia que Jesus instituiu para manter a sua pessoa em nossa memória, a Ceia, tem perdido seu sentido para a maioria dos cristãos por ter se tornado apenas um ritual vazio. Precisamos clamar ao Senhor para que o sentido da ceia seja revelado novamente à igreja para que mais uma vez possamos honrar Jesus com simplicidade e realidade “partindo pão de casa em casa… com alegria e singeleza de coração”(At 2.46). A Ceia, que foi uma expressão viva de comunhão com Cristo e com os irmãos no Espírito na época apostólica, acabou se transformando em um ritual formal, exterior apenas, sem vida.

5 – Finalmente, o mais importante de tudo é lembrarmos que Deus se fez carne, se tornou fisicamente presente entre nós no tempo e no espaço, não para criar um fato exótico a ser admirado como objeto de museu, mas para que sua presença se tornasse real para nós “todos os dias até a consumação dos séculos” (Mt 28.20). É somente a consciência desta presença que poderá nos separar para a Segunda Vinda, que será, sem dúvida alguma, o maior acontecimento da história.

Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!

A propósito: Um Feliz Natal!

Referências:
http://www.biblicalarchaeology.org/daily/biblical-topics/new-testament/how-december-25-became-christmas/

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

SINTOMAS DE UM CORAÇÃO EM PROCESSO DE ENDURECIMENTO PARA COM DEUS

"Portanto, como diz o Espírito Santo: Se ouvirdes hoje a sua voz, não endureçais os vossos corações, como na provocação, no dia da tentação no deserto. Onde vossos pais me tentaram, me provaram, E viram por quarenta anos as minhas obras. Por isso me indignei contra esta geração, E disse: Estes sempre erram em seu coração, E não conheceram os meus caminhos. Assim jurei na minha ira que não entrarão no meu repouso." (Hb 3.7-11)

Não endureça o coração, é o que diz a figura acima. Se começarmos a ler o início do capítulo 3 da epístola aos Hebreus, veremos que o autor faz uma comparação entre Moisés e Cristo, mostrando que ambos foram fiéis a Deus, porém evidenciando a superioridade de Cristo sobre Moisés, "tido por digno de tanto maior glória, quanto maior honra do que a casa tem aquele que a edificou". Seguindo a linha de raciocínio, o autor mostra Moisés como aquele que, como servo, foi fiel em toda a sua casa. Contudo, nosso Senhor, como Filho de Deus, foi fiel sobre sua própria casa. Que casas são essas que o autor se refere? Ambas são Casa de Deus; a que Moisés edificou é a Casa de Israel e fez isso na condição de servo, ou seja, a casa que ele edificou não era a casa dele; Moisés era apenas um servo. Nesse texto, o termo "servo" é a tradução do gr. therapon, que significa "atendente", "servente, aquele que atende alguém", "alguém que presta serviço num tempo particular". Esse termo é diferente de doulos, a palavra comum para escravo, porém tratando-se de alguém que está permanentemente em servidão, em sujeição a um mestre. Assim, Moisés prestou um serviço numa época particular, edificando uma casa que não era a sua. Porém acerca de Cristo é dito que Ele, sendo Filho de Deus, edificou sua própria casa. Essa casa somos nós, os crentes em Cristo, como explica o autor aos Hebreus, SE (note a condicional) "tão somente conservarmos firme a confiança e a glória da esperança até ao fim" (v.6). 

Após essa introdução, o autor aos Hebreus então passa a discorrer sobre o destino da Casa de Deus no antigo pacto como um profundo e terrível exemplo para a Casa de Deus no novo pacto. A idéia do autor é muito simples e ao mesmo tempo profunda: "ora se a Casa de Deus no antigo concerto, edificada por Moisés, servo de Deus, fiel em toda a casa não entrou na Terra da Promessa por endurecer seu coração, não deve presumir a Casa de Deus no novo concerto, edificada pelo próprio dono, que ficará impune se errar na mesma coisa que a primeira". A primeira casa foi fielmente edificada pelo Moisés, nada ficando pendente segundo a instrução que ele recebera do dono da Casa para realizar tal edificação. Porém, a segunda Casa foi edificada pelo próprio Cristo, o Filho do Deus vivo, segundo Sua soberana vontade; por isso tem maior honra que a primeira. No entanto, essa diferença entre os edificadores e a natureza da edificação não deve servir de modo algum para soberba ou vanglória, nem de excesso de confiança quanto a impossibilidade de rejeição.  Ele então liga essa reflexão com uma conclusão, utilizando a conjunção "portanto", introduzindo uma oração coordenada que contém a conclusão de um raciocínio ou exposição de motivos anterior. E é nesse portanto que a coisa fica muito feia para o nosso lado!

"Portanto...", começa o autor aos Hebreus, "...como diz o Espírito Santo". Quem diz? O Espírito Santo. Oh sim, Ele fala! E como Ele é eloquente e como Suas palavras são agudas e penetrantes! Sua Palavra é viva e eficaz, mais penetrante que espada afiada de dois gumes! Ela penetra fundo no homem, até a divisão da alma e do espírito (Hb 4.12). O Espírito Santo falou no princípio da criação e continua falando abertamente até nossos dias! Ele fala de diversas formas, sendo que nos últimos dias Ele tem nos falado pelo Filho! Cristo é a expressão verbal do Espírito, é o discurso do Senhor para nós. Ele é a Palavra viva, a Palavra que gera a vida porque tem em si mesmo a vida de Deus, vivendo independentemente e por si mesmo! A geração da vida de Deus àqueles que estão mortos, nas trevas, em delitos e pecados, só pode acontecer por meio da Palavra viva, do Cristo-Palavra, do logos divino, da revelação de Cristo por meio do Espírito pela Palavra.

Parênteses: Sem demérito para com os apreciadores da Teologia - e eu sou um deles, nesses últimos dias a humanidade precisa do Cristo-Palavra, não de teorias sobre Cristo e sobre a fé; precisa de salvação, não de teologias soteriológicas; precisa de Deus, não de teorias sobre Deus; precisa do Espírito Santo e dos dons espirituais. Se nos tempos apostólicos isso - a presença viva do Espírito, anunciando a Cristo palavra viva - fazia toda a diferença, sendo essencial ao desenvolvimento sadio da Igreja, ainda mais o é nos dias de hoje, onde talvez haja problemas ainda mais sérios e graves contra a fé cristã e a Igreja do que naqueles dias. Ensinemos teologia sim, mas ensinemos principalmente a se obedecer à Palavra de Deus. Fecha parênteses.

Mas o que diz o Espírito Santo? Ele diz que quando o crente escuta a voz do Espírito, independente do tom dessa voz, não deve endurecer seu coração porque foi exatamente esse o erro que a Casa do antigo concerto cometeu e, com isso, ficaram impedidos de entrar no descanso de Deus, trazendo a ira do Senhor sobre si mesmos. Ao falar sobre o coração endurecido de Israel, mais adiante o autor exorta à Igreja para que não haja um coração mau e infiel em qualquer irmão que seja. Assim, o que é um coração endurecido? É um coração mau e infiel, que insiste teimosamente em se afastar do Deus vivo, que fala na pessoa do Espírito, exortando os crentes a reterem firmemente o princípio da confiança até ao fim de modo a serem participantes de Cristo (v.14).    

Um coração de um crente não fica endurecido da noite para o dia, isso é um fato. Ocorreu toda uma transformação em sua vida, de forma que o coração antes responsivo é agora duro como pedra. Como começa o endurecimento do coração? Começa no primeiro sintoma não combatido, não tratado, não cuidado. Começa quando o crente, ao escutar a voz do Espírito exortando-o em direção a Cristo, quer seja num sermão, num estudo, num aconselhamento ou mesmo numa situação específica em sua vida - sim, Deus fala por meio das situações também - reage fechando seu coração a esta voz. Ele faz isso quando justifica-se a si mesmo diante do erro de sua vida à luz de Cristo-Palavra na voz do Espírito. Cristo é e sempre será o padrão de perfeição do crente; olhando para Ele, para a Sua luz, vemos as nossas trevas e o quanto precisamos de transformação de vida.  É interessante notar que o o termo grego para endurecimento é sklērunēte, um termo médico: esclerose. Aqui vemos um coração esclerosado, fazendo com que a Palavra de Deus não o alcance mais, não o comova mais, fazendo ver os erros dos outros, mas nunca os próprios. Aliás, crente acusador é um problema, porque ele enxerga os erros em tudo e em todos, menos em si mesmo. Assim, quanto mais a Palavra de Deus chega até um coração endurecido, mais ele se vai endurecendo.

Assim, o primeiro sintoma de um coração em processo de endurecimento é a rejeição parcial ou total da exortação trazida pelo Espírito para sua mudança de vida. O crente simplesmente rejeita o que está sendo dito; ele diz "isso não é para mim", "ele fala isso, mas não vive o meu problema", "queria vê-lo em meu lugar, para ver o que é bom para tosse", "é mole falar, quero ver fazer", e por aí vai. Isso tem a ver com a maldade do coração e com a infidelidade do crente, como diz o autor aos Hebreus. Infelizmente, há em nossas igrejas uma ENORMIDADE de crentes que já iniciaram o processo de endurecimento e não perceberam! Pessoas que escutam a Palavra ano após ano, domingo após domingo; que já foram exortadas milhares de vezes (e é fácil ver quando isso acontece, porque ninguém fica passivo ouvinte quando a Palavra viva penetra no interior). Pessoas que são até mesmo obreiros (lideranças em geral - louvor, crianças, escola dominical, juventude, homens, evangelismo, etc -  diáconos, evangelistas, presbíteros, pastores, etc), seminaristas e professores de seminário, etc. Gente que reage negativamente aos apelos insistentes do Espírito, MESMO SENDO CRENTE.

O próximo sintoma do endurecimento é o julgamento, quando o crente se transforma em juiz de tudo e de todos, julgando-os sempre à luz de si mesmos, de sua própria vida. O que acontece é que ao escutar o Espírito falando acerca de alguma coisa sobre Cristo que o crente não vive em sua vida (por exemplo, falta de perdão, santidade, comunhão, etc) o crente passa então da defesa (baseada na auto-justificação) para o ataque (baseada na auto-justiça). Daí ele se torna especialista pós-doutor em microscopia eletrônica de varredura, passa a procurar e "enxergar" defeito e pecado em tudo e em todos, "nos mínimos detalhes". Ninguém mais presta: o irmão não presta, o pastor não presta, a igreja não presta... São os famosos queixumes carnais de sempre: "o pastor (ou a Igreja) perdeu a visão, não é mais como era antigamente", "tem muita Igreja boa por aí, diferente dessa que já se perdeu", "o irmão/obreiro/pastor tá em pecado e o pastor não fala nada, vem falar só comigo que sou pequeno", "só sabe cobrar de mim", "eu sou injustiçado e perseguido aqui", "a igreja não tem amor" (essa é clássica). Eles passam a perseguir as pessoas! E hoje, com o advento das redes sociais, a coisa tá muito pior: facebook, twitter, orkut, instagram... tudo a serviço da vigilância do crente.

O terceiro e último estágio dá-se quando o crente desiste de continuar naquela igreja. Ele pede para sair da igreja não porque haja realmente algum problema acontecendo com aquela congregação, mas porque ele tem um problema dentro de si e que não quer resolver de modo algum. Seu problema não é, na verdade com ninguém, mas sim com a Verdade, diante da qual não há como escapar. Daí, ele prefere sair para outra igreja (em geral, uma em que possa ficar sossegado, sem ser confrontado em sua prática anti-cristã - e há muitos lugares que fornecem esse tipo de "serviço espiritual"), ou mesmo tornar-se "crente em casa" ou até "o que vai pelas igrejas". Afinal, ele se considera auto-suficiente, capaz de cuidar de sua fé sozinho e com a vida "acima do bem e do mal".  Não sabe o grande mal que se abateu sobre sua vida!   O versículo 10 do cap. 3 de Hebreus diz que Deus se indignou contra aquela geração que saiu do Egito e que foi pastoreada por Moisés, por causa do endurecimento! Esse endurecimento foi tão grande que levou Deus a dizer que aquelas pessoas sempre erraram em seu coração, e não conheceram os Seus caminhos. Gente que erra o Caminho de Deus por não quererem conhecê-lo, preferindo seus próprios caminhos errôneos e perdidos;  erram a Cristo que deveria ser o supremo alvo de suas vidas!  Gente endurecida pelo engano do pecado! Incrédulos! Desobedientes! Teimosos! Obstinados! Rebeldes!

Segundo o autor aos Hebreus, nós crentes em Cristo se agirmos de forma igual à Israel, endurecendo o nosso coração à voz do Espírito, teremos o mesmo destino deles: Não entraremos no repouso de Deus. Milhares de pessoas ficaram de fora desse descanso no antigo concerto! Milhões poderão também ficar de fora no novo concerto, basta cair no mesmo erro.Assim, querido(a) leitor(a), Hoje, se você está ouvindo ou ouviu a voz do Espírito, não endureça os seu coração. Cuidado amado(a), não seja desobediente à essa voz! Não seja obstinado! Se Ele falou contigo, mude sua vida! Ele exortou à mudança porque ama você, porque te trata como a um filho, a quem Ele quer bem. Saia deste mau caminho, abandone essa inflexibilidade, essa obstinação; arrependa-se e volte para o Senhor, que é rico em perdoar. Ouça aquele que do Céu fala contigo! Não permita que sua carne subjugue o Espírito e com isso você venha a ficar de fora do repouso do Senhor.

Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações! Pense nisso, Deus está te dando visão de águia!

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

POR FAVOR ME AJUDE! SOU VICIADO(A) EM PORNOGRAFIA!



As últimas brasas da fogueira já estavam quase apagadas. As etiquetas nas garrafas estavam danificadas, depois de dias expostas ao sol. Os que haviam acampado perto de minha barraca já estavam longe há algum tempo. Meu amigo e eu pegamos as coisas que estavam para trás. Ficou apenas um CD de hip-hop. Tínhamos algumas malas e garrafas vazias. Além de uma revista.

Sua capa estava molhada e irreconhecível. Eu a abri com um pedaço de pau. Havia orvalho naquele dia e as páginas da revista também estavam molhadas. Naquele momento eu vi uma mulher. Ela estava com seus seios descobertos.

Desde meus sete anos tenho fugido. Quero dizer, meninas eram “problemáticas”. Elas eram indesejáveis. Tinham alguma coisa que desejávamos, mas não sabíamos dizer o que, já que nunca as alcançávamos. Eu ainda me lembro daquela cena. Eu estava ao mesmo tempo empolgado e receoso. Eu não conseguia entender a razão, mas sabia que ninguém deveria me ver olhando aquela revista.

De uma coisa eu sabia: eu queria mais.

Alguns anos depois eu tive minha chance. Dessa vez eu não fugi. Eu tinha treze anos e estava na casa do meu amigo Tyler (nome fictício). Ele era meu único amigo com acesso à internet. Quase todos os dias nós jogávamos no computador por horas.

Certo dia, eu cliquei em um ícone que pensei ser um jogo; tudo mudou em nossa vida. Não era um jogo, mas um vídeo. Nossa primeira reação foi cair na gargalhada com as lentas imagens daquelas mulheres. Era uma gargalhada do tipo “desligue isso; é tão ridículo”. Contudo, nós não desligamos. Assistimos ao vídeo e, então, eu fui para casa.

Tyler continuou procurando por vídeos daquela natureza e me mostrou o que havia encontrado. Dessa vez, eu não fugi. Não queria continuar olhando, mas eu continuei. Estava hipnotizado.

Com o tempo, ficar olhando, juntos, aquela nudez na internet causava-nos estranheza e desconforto. Por isso, Tyler e eu preferimos nos dedicar ao pornô solo. Tyler continuou a fazer download de tudo o que podia. Dos vídeos mais leves aos mais pesados. Eu, àquela altura, estava dividido entre o prazer de ver aquelas cenas e a culpa que carregava dentro de mim pelo que estava a fazer. Em alguns dias eu estava forte, e resistia. Em outros, eu parecia um viciado em pornô, desesperado para achar uma imagem. Apesar disso, eu nunca comprei ou fiz download de um filme pornô. Era um garoto nascido na igreja, em uma cidade pequena. Todos me reconheceriam se descobrissem quem estava comprando aqueles vídeos. Além disso, eu não tinha computador em casa. Ao invés de comprar pornô, eu comecei a roubá-los.

Eu vasculhava as casas de meus amigos para ver se os pais deles tinham alguma revista Playboy. Quando não achava, as roubava de lojas de conveniência. Não muitas; apenas três ou quatro em alguns anos. De qualquer jeito, eu fiz.

Página por página eu ficava imaginando se aquilo poderia ser real para mim. Sei que é constrangedor dizer isso, mas aquelas mulheres pareciam me fazer sentir amado. Meus olhos desejavam aqueles corpos e faziam sentir-me um homem. Por um momento, eu me senti amado, desejado.

Eu me sentia perto de alguém, e não me incomodava o fato de aquele alguém não ser real. Para mim era muito real.

Entretanto, aqueles momentos de plenitude passavam. Sempre. O prazer fracassava. Em pouco tempo eu era tomado por um sentimento de remorso e culpa. Sentia-me a milhões de quilômetros da bondade e a bilhões de anos luz de Deus. Eu sempre pensava naquela primeira foto de mulher pelada que eu vi, na minha infância. Achava que Deus estava com um bastão em sua mão, me punindo à distância e me mostrando que não tínhamos nada em comum.

Sabia que aquilo não era verdade. Eu era um cristão. Sabia que Deus me via perfeito e amável, assim como via seu próprio Filho. Conhecia todas aquelas coisas. Amor. Graça. Perdão.

Contudo, eu não experimentava tais coisas em minha vida. Pior! Eu crescia cada vez mais frustrado comigo mesmo. Eu havia prometido para mim mesmo que eu não me incomodaria mais com aquilo, só para repetir meus erros.

Tyler não estava nada melhor. Ele começou a achar impossível crer em um Deus que o impediria de assistir seus vídeos pornôs. Sem Deus em sua mente, ele se convenceu de que pornô era apenas diversão. De que forma uma diversão pode machucar alguém? Tendo decidido que pornografia não é ruim, ele decidiu que aquilo seria algo útil para sua vida. Ele fez uma assinatura da revista Playboy e começou a comprar todos os seus vídeos.

Perceber o que estava acontecendo com o Tyler foi uma forma de me despertar. Eu sabia que estava fadado ao mesmo destino. Por isso, pedi ajuda. Certo dia, estava conversando com um amigo que é um bom cristão. Sem vergonha, disse tudo o que estava acontecendo a ele. Disse que se pudesse assistir a um filme pornô de graça, sem ser acusado por minha consciência, eu o faria. Pedi ajuda a ele e nós oramos juntos.

Para minha surpresa, meu amigo me disse que tinha o mesmo problema. Na verdade, a maioria dos meus amigos tinha. Pedimos a uma pessoa mais velha de nossa igreja para se encontrar conosco uma vez por semana e nos ajudar. Aquele homem não tinha nenhuma sabedoria mágica ou força sobrenatural para nos ajudar contra a pornografia. Contudo, ele nos ouviu, aconselhou e orou conosco. Ele se tornou um cuidadoso mentor para todos nós. A primeira coisa que ele nos mostrou foi que não estávamos sozinhos naquilo, não éramos os únicos a enfrentar aquele problema e tampouco éramos loucos.

Quando me encontrei com meu grupo, vi que minha vida precisava mudar. Muitas daquelas mudanças ainda se aplicam em minha realidade hoje. Primeira lição: Corra! “Voe”, dizia nosso mentor. “Alcoólatras devem atravessar a rua para fugir de uma garrafa de bebida”. Em meu caso, isso significa que não posso entrar sozinho em uma banca de jornal, ou usar sozinho um computador sem filtros de internet.

Preciso limitar as oportunidades que dou para a tentação. Tenho que criar um espaço que me distancie da pornografia. Não posso ter catálogos em minha casa. Não posso me dar o direito de assistir TV sozinho. Mesmo com filtros na internet, não uso o computador se não tiver outra pessoa em casa. Essas restrições me aborrecem algumas vezes. Todavia, elas me ajudam demais.

A segunda coisa que aprendi foi a perguntar: Como posso aprofundar meu desejo por Deus e esquecer-me dessas coisas que me fazem pecar? Alguém me disse, certa vez, que há dois cachorros no quintal do meu coração. Um cachorro cava egoísmo, pecado e prazer. O outro cachorro cava justiça, misericórdia, paz e obediência a Deus. Quando acordo todas as manhãs, escolho qual cachorro pretendo alimentar. O que eu alimento cresce até o outro não poder mais ser visto.

Preciso alimentar o cachorro correto. Faço isso quando cultivo relacionamentos honestos com cristãos. Tenho um amigo com quem converso de forma particular diariamente. Falamos abertamente sobre sexo, pecado e tudo o que nos leva a pecar. Juntos, nós buscamos formas de evitar o pecado. Nós oramos, choramos, nos ensinamos, nos deixamos aprender.

Eu também alimento o cachorro correto ao estudar a Bíblia em grupo. Não apenas a leio. Escrevo o que aprendi e o que desejo fazer com aquilo. Passo um tempo em silêncio, esperando para ver o que Deus falará comigo. Eu oro, adoro, sirvo outras pessoas.

Na maior parte das vezes, o cachorro bom prevalece. Aquele terrível monstro está tão sufocado agora que nem o vejo com tanta frequência. Contudo, de vez em quando ele aparece. Começa a latir e logo me vejo na direção errada. Ele late muito alto, quando não tomo cuidado em resistir às tentações. Então eu fujo. O deixo esquecido, ignorado.

Além disso, eu oro: “Deus, me ajude a fazer hoje o que é certo. Ajude o Tyler também. Livra-nos da pornografia e leve-nos próximos da perfeição. Faça-nos amar mais ao Senhor do que a nós mesmos e nos cerque com pessoas que nos façam lembrar que tu nos amas mesmo quando erramos. Cerque-nos com amigos e nos dê uma igreja que nos ajude a viver em santidade. Mate o cão mau e alimente o bom. Amém!”

Copyright © 2008 por Christianity Today International (Traduzido por Daniel Leite Guanaes). Fonte: SexxxChurch, via Não Morda a Maçã (http://naomordamaca.com/2009/08/26/viciado-em-pornografia/#.Uk3xk1PheyY).

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Essa postagem, extraída da referência acima, foi motivada pela leitura da mesma e da imensa quantidade de comentários que vi, feitos por irmãos e irmãs em Cristo desesperados, carregando fardos pesadíssimos, sem ninguém que os ajude, sofrendo terrivelmente debaixo desse maldito vício. Além da preocupação, como pastor, com o assunto, é claro.

O assunto tratado na postagem é bem atual. Hoje, há centenas, talvez milhares de pessoas presas, cativas do inimigo, nesse vício escravizante. Muitas famílias padecem com isso, com a pornografia, obra da carne incluída no termo grego porne.

De igual atualidade e precisão, o texto relata como a vida de alguém torna-se presa na prática e a grande dificuldade de se lidar com esse pecado e de ser livre. Com muitos anos de experiência com auxílio pastoral e libertação de cativos, tenho constatado como é difícil haver libertação (não apenas nessa área, mas em outras também)! Libertação não é instantânea, não acontece de uma hora para outra, mas é fruto de um longo trabalho pastoral, de aconselhamento, oração, pregação e ministração, e isso vale para todas as áreas da vida, sejam sexuais, sejam espirituais. Não é impossível, mas precisa haver dedicação e interesse em seguir a estrada, ao Caminho que conduz à liberdade.  

Desde já, estou à disposição para ajudar aquelas pessoas que se encontram presas nesse terrível e infernal vício de pornografia. Se você pertence a alguma Igreja e está desviado, ou está vivendo oprimido, escondendo seu vício por vergonha e medo, sentindo remorso, chorando, triste, em baixa auto-estima, sem saber o que fazer ou a quem recorrer e desejar um pastor, ou mesmo um amigo, para compartilhar seu fardo pesado, orar por você e lhe ajudar, conte comigo. Independente se você é jovem ou adulto(a), solteiro(a) ou casado(a), membro de igreja ou não. Juntos, sem acusações, com Cristo Jesus, podemos vencer este mal!  Jesus disse: "Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres." (Jo 8.36) Para Aquele que venceu a morte e o inferno, não há, ABSOLUTAMENTE NADA, que Ele não possa vencer!

Se você desejar, sinta-se livre para me procurar, sem grilos. Estou na Igreja Batista Ministério Reviver, sito à Rua Tomás Lopes, no. 257 - Vila da Penha/RJ. Me escreva (prricardoksf@yahoo.com.br) e marcamos um dia para conversar. Sinta-se livre também para publicar aqui seu testemunho, como comentário dessa postagem, bem como sua dificuldade, se assim desejar.  

Deus te ama! Jesus morreu por você na cruz! Deus te abençoe, querido(a) leitor(a)!

Pense nisso! Deus está te dando visão de águia!

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

DESCONSTRUINDO UM JARGÃO: ENTENDENDO O "NÃO JULGUEIS" A LUZ DA BÍBLIA

"Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores.  Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos?  Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons. Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis." (Mateus 7:15-20)

"... não julgueis para que não sejais julgados". Esse é um dos muitos argumentos que estão "na moda" de uma grande quantidade de crentes evangélicos atualmente; são especialmente vistos na internet, em comentários de postagens em blogs apologéticos ou em redes sociais, quando a matéria publicada "fere as suscetibilidades" desses crentes ao combater os falsos profetas (pastores, bispos e apóstolos da bufunfa, do "faz-me rir") e seus ensinos anti-bíblicos. Tais crentes, desse modo, assumem a figura de "defensores do indefensável". Outros argumentos, nessa linha do "politicamente correto", muito comuns:
  • "antes de julgarmos, devemos observar nossas vidas, se somos absolutamente inculpáveis diante do senhor, pois aquele que diz não ter pecado já está pecando!"
  • "[...] O diabo tem trabalhado neste mundo levando várias pessoas para o inferno, antes de ficarmos aqui falando mal do ministério dos nossos irmãos que cabe somente ao senhor Jesus aquele que morreu por nossos pecados julgar [...]"
  • "o que será dessas pessoas que, sem nenhum temor de deus falam mal, julgam, caluniam, criticam, difamam, perseguem e ridicularizam a igreja de Jesus, a qual ele comprou com seu sangue?"
  • "cuidado ao julgar fulano, pois ele/ela é escolhido/a do senhor. Ao invés de julgar, porque não vão pregar o evangelho genuíno do senhor Jesus?"
  • "cuidado com falar mal de um homem de deus como o fulano , você não é nada e nem ninguém, não julgueis para não seres julgados".

Alguns vão mais além, chegando mesmo a amaldiçoar os autores dessas matérias: "você vai para os quintos dos infernos por julgar o (m)ungido do sinhô..." e outras sandices do tipo. A questão é: será que realmente a Bíblia ensina que não se deve julgar? A proibição do julgamento é geral quanto a sua aplicação ou é específica? Devemos ou não julgar? Se sim, em que ocasiões? Antes de responder a essas perguntas, primeiramente vamos definir alguns termos importantes. 
  1. Juízo: faculdade intelectual que permite julgar, avaliar com correção, discernimento, bom senso; capacidade de ponderação. Operação mental que articula termos ou conceitos, por meio de uma atribuição afirmativa ou negativa de um predicado (P) a um sujeito (S), intermediados por um verbo (redutível ao verbo ser) com papel de cópula ou ligação, segundo o modelo S é P. 
  2. Julgamento: apreciação crítica, opinião favorável ou desfavorável sobre alguém ou algo; juízo, parecer. 
  3. Raciocínio: exercício da razão através do qual se procura alcançar o entendimento de atos e fatos, se formulam idéias, se elaboram juízos, se deduz algo a partir de uma ou mais premissas, se tiram conclusões.
  4. Premissas: cada uma das proposições que compõem um silogismo e em que se baseia a conclusão.
  5. Silogismo (gr. sullogismós,oû 'cálculo, conta, p.ext., conjectura, suposição, raciocínio'):  raciocínio dedutivo estruturado formalmente a partir de duas proposições, ditas premissas, das quais, por inferência, se obtém necessariamente uma terceira, chamada conclusão (p.ex.: "todos os homens são mortais; os gregos são homens; logo, os gregos são mortais").
  6. Dedução: processo de raciocínio através do qual é possível, partindo de uma ou mais premissas aceitas como verdadeiras (p.ex., A é igual a B e B é igual a C) a obtenção de uma conclusão necessária e evidente (no ex. anterior, A é igual a C).
A faculdade (capacidade) de juízo é algo particular da criação racional de Deus; todos os seres criados por Deus com capacidade de pensamento racional são capazes de exercer juízo, assim como Deus é capaz de fazê-Lo. Assim, os anjos e os homens têm essa capacidade, a qual pode ser usada tanto para o bem quanto para o mal. Sem esta capacidade, Deus não teria criado seres livres, com capacidade de livre-escolha (livre arbítrio), de escolherem o bem, a pureza e a vida, ou o mal, o pecado e a morte:

"Formei-o judicioso, justo e livre; 
Quanto a ele podia, eu dei-lhe tudo
Estava em seu poder, co'o mesmo arbítrio, 
Cair no crime ou ter-se na virtude.
Ingrato! Fi-lo igual dos Céus aos anjos,
Dos quais uns na virtude se firmaram,
À rebeldia se arrojaram outros,
Ambos obrando em liberdade plena.
E como de obediência voluntária,
De verdadeiro amor, de fé constante,
Fariam prova se não fossem livres?
[...]
Homens e anjos formei de todo livres,
E livres serão sempre, inda que insanos
Queiram na escravidão envilecer-se"
(Paraíso Perdido, John Milton)
 
Assim como 1/3 (um terço) dos anjos do Céu escolheram seguir a rebelião de Satanás (Ap 12.4), assim também o homem escolheu dar ouvidos ao mesmo odioso e repulsivo ser. Ambos, porém, escolheram.  O que é escolher senão fazer opção entre duas ou mais pessoas ou coisas, com base num critério aprazível pré-determinado por quem escolhe? Ora, se há escolha, há manifestação de preferência; escolhe-se A em detrimento de B, sendo A e B distintos entre si. Essa escolha só pode ser realizada porque temos a capacidade de raciocínio e juízo. Entre duas ou mais opções, raciocinamos segundo regras apropriadas (premissas) e então comparamos as opções disponíveis com base nessa regra. Daí, realizamos um julgamento e emitimos um juízo, resultado dessa análise. Isso chama-se lógica.

Voltando ao exemplo, os anjos que escolheram seguir a Satanás fizeram mentalmente raciocinaram antes de fazer tal coisa. Eles entenderam que havia "potenciais vantagens", para eles, em seguir a Satanás e então compararam isso com as "pressupostas desvantagens", para eles, de continuarem obedientes ao Senhor. A partir disso, tomaram uma decisão, fizeram uma escolha - a mais terrível escolha da Criação: rebelaram-se contra o Amoroso e Bondoso Criador! Do mesmo modo, fizeram Eva e Adão no Éden, com uma única diferença: os anjos pecaram por sua livre e espontânea vontade – e portanto merecem a ira eterna de Deus (fogo eterno). Já o homem pecou porque foi seduzido por Satanás, dando ouvidos às suas vãs lisonjas, e por isso pode se arrepender e ser salvo. Na Graça do Senhor encontra refúgio o homem pecador!

Abre parênteses: No Céu não houve engano ou sedução, nenhum dos anjos que caíram estavam "enganados", ou "iludidos". Sabiam exatamente o que estavam fazendo: queriam que Satanás ocupasse o Trono de Deus no lugar do próprio Deus! O querubim ungido queria ombrear, assim, com Deus, como se a criatura pudesse ser de algum modo maior do que o Seu criador. Rebelados, tornaram-se consócios do diabo, porque assim desejaram, porque julgaram-se invencíveis em sua empresa contra o Onipotente. A si mesmos se impeliram para a depravação, e votados se acham a irremissível punição eterna. Assim, para sempre se perderam, sem nenhuma possibilidade de arrependimento. Fecha parênteses.

Assim, para evitar extensões desnecessárias, basta dizer que é inerente a natureza do homem exercer juízo, realizar julgamento. Dia-a-dia, em todas as situações que a vida nos apresenta, exercemos tal faculdade silogística, fazendo deduções. Quer digamos que duas ou mais coisas são equivalentes, iguais ou diferentes entre si, estamos julgando. Portanto, quando pretensamente afirmamos que tudo o que há em matéria de fé é igual (o famoso "todos os caminhos levam a... algum lugar"), que todos os líderes dessas "igrejas", com seus ensinos, são bons e úteis e em nada diferindo, em termos de qualidade intrínseca, aos demais, estamos realizando um julgamento: comparando analiticamente A e B, dizemos que A equivale a B e que, portanto, é irrelevante escolher A ou B em matéria de fé. Eis aí a primeira contradição nessa argumentação da turma do "não julgueis". Mas há mais.

Donde tão confusa turba retirou a recorrente argumentação do "não julgueis"? A Bíblia nos mostra: "Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós. E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão." (Mt 7.1-5) Assim, a dita turba, lendo esta porção das Escrituras, entende que a proibição do julgamento é geral: jamais, em hipótese alguma, deve o crente julgar qualquer pessoa, dita "irmã ou irmão", ou seu ensino, ou instituição religiosa "de crentes" (igreja-???), pois isto seria uma violação a ordem de Jesus aqui expressa. Assim, por exemplo, não podemos ser contrários ao apóstolo suado e seus ensinos e práticas "sudoréticas". Porém, se esta interpretação for a correta, ou seja, trata-se de uma proibição de aplicação geral, como quer a turba raivosa, então estamos diante de um gravíssimo problema:

1) O Senhor Jesus criou o homem com uma capacidade inerente de juízo e raciocínio e depois manda que o homem anule esta capacidade em matéria de questões de fé. Com isso, o homem em última análise não deve pensar, nem refletir, nem ponderar; deve aceitar tudo o que vier em termos de fé sem questionar a procedência do ensino e a essência do mesmo.

2) A Bíblia não é inerrante e infalível e, portanto, não tem utilidade alguma em termos de fé e prática cristã, pois está repleta de contradições. Daí, cada um pode expressar a sua fé cristã da forma que bem entender, porque não há nenhum parâmetro, nenhum guia, nenhuma diretriz, nada. O empirismo e a intuição bastam ao homem, que segue na tentativa de se aproximar de Deus como bem entende. Basta ao homem receber a instrução inerrante do sacerdote (seja ele pastor, missionário, bispo, apóstolo, padre, pai-de-santo, etc) e segui-la fielmente que terá acesso a Deus, ao final, logrará entrar no Empíreo.

3) A Bíblia é inerrante, mas a interpretação só é facultada ao "ungido do sinhô". Ele é quem recebeu de Deus o "poder especial" para interpretá-la da forma que melhor entender, segundo seu bel-prazer, sem obedecer nenhuma regra hermenêutica. Afinal, para que isso? Para que ter que estudar geografia, história, arqueologia, política, grego, hebraico, gramáticas, etc. se tudo isso ou vem no "pacote divino" (uma espécie de "faça você mesmo" celestial) para o ungido analfabeto de Bíblia? Ou é desnecessário tal coisa, pois o propósito de Deus com a escrita e preservação da Bíblia foi conferir à humanidade um livro de "rituais, poções e invocações energizadoras e ativadoras do sobrenatural", sem nenhum princípio moral, ético ou balizador. Ora, se é assim, não há nenhum problema em repetirmos os sacrifícios cruentos estabelecidos em Levítico (como é feito em certos terreiros...ops...igrejas afro-evangélicas), afinal esse tipo de culto agrada ao sinhô, pois "Assim Falou" Zaratus... ops, o Ungido!  

Como nenhuma das hipótese acima é verdadeira, somente resta uma única opção: ERRO! De fato, "o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios" (I Tm 4.1). Ou seja, essa história de "não julgueis", protegendo esses falsos profetas e seus falsos ensinos, ambos inspirados no Inferno, está completamente errada do ponto de vista bíblico! Isso é coisa da turba com "prurido no órgão auditivo", ou seja, da turba com comichão nos ouvidos, com "já-começa no ouvido", gente que há muito desviou seus ouvidos da verdade, voltando-se para fábulas: "Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas." (II Tm 4.3)

Note que há ABUNDANTE ENSINO BÍBLICO combatendo os falsos mestres e falsos profetas, com suas heresias malditas e seu evangelho anátema. Só para citar alguns, recomendo que você ABRA A SUA BÍBLIA E LEIA as seguintes passagens: João 7:24; I Coríntios 5:12, 6:2-5, 11:31, 14:29; Mateus 7:15-20. Vejamos o juízo (capacidade de julgamento) em prática, claramente afirmando (julgando) o falso em detrimento do verdadeiro: II Coríntios 11:13-15,26; Gálatas 2:4; I Timóteo 1:7; Tiago 1:22; II Pedro 2:1; I João 4:1 (esse aqui é gritante!); Judas 1; etc.

Então, de que tipo de julgamento Jesus está falando? Jesus, em Mateus 7:1-5, está se referindo ao julgamento hipócrita, que se dá quando julga-se o erro que outrem comete quando o próprio comete o mesmo erro. Siga a leitura em Mateus 7 e facilmente você facilmente perceberá esse ensino. Veja como a Bíblia é inerrante e perfeita: Paulo ensina a mesmíssima coisa em Romanos 2: "Portanto, és inescusável quando julgas, ó homem, quem quer que sejas, porque te condenas a ti mesmo naquilo em que julgas a outro; pois tu, que julgas, fazes o mesmo. E tu, ó homem, que julgas os que fazem tais coisas, cuidas que, fazendo-as tu, escaparás ao juízo de Deus?" (Romanos 2:1,3) Jesus nos deu ordem para nos acautelarmos do fermento dos fariseus e saduceus (Mt 16.6), que é a hipocrisia, ou seja, o ato ou efeito de fingir, de dissimular os verdadeiros sentimentos, intenções; fingimento, falsidade. No julgamento hipócrita, o padrão de comparação usado é sempre a vida que a pessoa vive. Na prática: "ô fulano, você está erradissimo nisso; eu não sei como você pode fazer tal coisa, eu não sou assim não!" Veja: isso não quer dizer que a pessoa não está errada, mas sim que a outra está tão errada quanto e que ela, a segunda pessoa, não é parâmetro para julgar ninguém. Note ainda que o texto fala de julgamento puro e simples, carnal e destruidor, baseado na hipocrisia, não da sadia e correta repreensão quando percebemos um erro em nosso irmão. Nesse caso, somos estimulados pela Bíblia a exortá-lo e corrigi-lo com amor (Mateus 18:15; Gálatas 6:1) nas instâncias necessárias!

Por sua vez, o julgamento dos falsos mestres, profetas, apóstolos e demais qualificados, bem como seus heréticos ensinos, tem uma base não pessoal, mas numa base bíblica sólida, ou seja, o parâmetro de comparação, para o julgamento, é a própria Bíblia. É, por exemplo, comparar o verdadeiro Evangelho com o falso evangelho, o qual deve ser sempre anatematizado, independente se for proferido por apóstolo, profeta, bispo, pastor ou até por um anjo (Gálatas 1:8,9). É, por exemplo, observar os frutos que o sujeito, o "ungidão", produz (Mateus 7:15-20) - seus ensinos anti-bíblicos (muitos chegam a negar a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo e a converterem em dissolução a Graça de Deus), sua vida sem evidências de regeneração ou novo nascimento (cheias de escândalos), gente que apascenta a si mesmo ("comeis a gordura, e vos vestis da lã; matais o cevado; mas não apascentais as ovelhas", Ezequiel 34:3), murmuradores, queixosos da sua sorte, andando segundo as suas concupiscências, e cuja boca diz coisas mui arrogantes, bajulando as pessoas por causa do interesse, escarnecedores que andam segundo as suas ímpias concupiscências. Judas diz que estes "são os que causam divisões, sensuais, que não têm o Espírito" (Jd 1:19). Somos ordenados a provar se os espíritos são de Deus: "Irmãos, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas tem saído pelo mundo afora." (1 Jo 4.1)

Como diz o Pastor Augustus Nicodemus Lopes (http://noticias.gospelprime.com.br/nao-toque-nos-ungidos-do-senhor/), homens de Deus, os verdadeiros ungidos por Ele para o trabalho pastoral, não respondem às discordâncias, críticas e questionamentos calando a boca das ovelhas com “não me toque que sou ungido do Senhor” mas com trabalho, argumentos, verdade e sinceridade. “Não toque no ungido do Senhor” é apelação de quem não tem nem argumento e nem exemplo para dar como resposta. Do mesmo modo, afirmo que o mesmo se dá com o mais novo jargão da turba, o "não julgueis", tal como é usado, que só serve para alimentar e fazer proliferar ainda mais as heresias destruidoras e seus hereges transvestidos de ungidos que aí estão.

Concluindo:

"O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; e, visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos." (Oséias 4:6)

Hoje em dia, proliferam as heresias e hereges no seio evangélico, que fariam um Charles Taze Russell corar de vergonha, com tanta bobagem que se faz e se ensina em nome de Deus e da fé cristã. Essa imensa proliferação deve-se em parte aos propagadores desses ensinos, aos apó$tolo$ modernos e outras hierarquia$, que definitivamente tem transformado a "piedade em fonte de lucro"; parte deve-se aos próprios adeptos, mantenedores e defensores desses sujeitos, tratando-os como se fossem verdadeiros deuses do Olimpo; porque estão, muitos, atrás de uma graça barata, de um eu-vangelho, de uma fé "soft" e instantânea, não suportando a verdade de Deus. Assim, como a Bíblia diz, "Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira" (II Ts 2.11).

Sim, essas ditas igrejas apóstatas não passam das filhas de Babilônia espiritual, lugar de comércio de tudo, inclusive de almas; lugar onde os mercadores da terra se enriquecem com a abundância de suas delícias (Ap 12.3,11-13). Mas há, também, muito povo de Deus perdido nesses lugares. Essas pessoas não estão recebendo o devido ensino bíblico, tão necessário à vida espiritual do crente em Jesus, mas que estão ali, numa busca sincera por Deus; pessoas que saíram do mundo, convertidas, mas infelizmente não entraram ainda na Igreja do Senhor. O Espírito de Deus tem visitado corações no meio de toda essa apostasia, porque Ele deseja salvar esses que estão presos e iludidos na mentira e no engano. Ele está a clamar nos corações, dizendo insistentemente aos frequentadores de Babilônia "sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas." (Ap 12.4)

"Ouvindo esta semana certo programa religioso, ouvimos do seu apresentador, o guia espiritual, a seguinte expressão, referindo-se ao texto de Atos 17:26, que diz que Deus fez a raça humana de um só homem: "o apóstolo Paulo cometeu um erro quando disse que Deus fez a raça humana de um só homem". E disse mais. Disse que os outros apóstolos, que escreveram as suas epístolas, também cometeram erros. E afirmou que a reencarnação é a única doutrina que explica a presença do homem na Terra. Ora, meus leitores, quem é o homem, ou quem é esse líder religioso para dizer uma coisa dessas? Com que autoridade ele diz que Paulo cometeu um erro ao escrever suas epístolas? Este é um caminho perigoso, isto é, dizer que este ou aquele texto bíblico está errado. A bíblia sagrada não é um livro que contenha a palavra de Deus; ela é a palavra de Deus. Não foi ele quem a escreveu, mas o homem o fez, sob a sua inspiração. O livro dos salmos diz: "a tua palavra é a verdade". Paulo diz a Timóteo: "toda escritura é divinamente inspirada". Neste mundo não faltam homens ignorantes e arrogantes para dizer tamanhas asneiras. Eles se apresentam como os donos da verdade. Para eles a Bíblia está errada, ou contém erros e eles é que estão certos. E o pior de tudo não é isso, mas o fato de haver milhares de pessoas que acreditam no que eles dizem. Acreditam e seguem os seus ensinos cegamente [...] O que você, amigo leitor, deve fazer, é tomar muito cuidado para não ser levado pelo engodo de suas heresias, pois a Bíblia não contém erros; ela é a palavra de Deus; palavra fidedigna, infalível. Ela é inerrante. O que contém erros são as doutrinas desses falsos mestres. Não se deixe levar pela arrogância e pelas heresias desses falsos guias espirituais. Siga fielmente os ensinos da Bíblia Sagrada que você irá muito bem. Não aceite essas afirmações absurdas de que o apóstolo Paulo cometeu enganos quando escreveu suas epístolas." (Pr. Timofei Diacov, "ERROS NA BÍBLIA? ESSA NÃO!", disponível em http://www.jornalismogospel.com.br/modules.php?name=News&file=print&sid=4146)

Se você, querido leitor, está com sua vida presa nesses lugares e nesses ensinos, eu te dou um conselho: rompa com essas manipulações emocionais, com essas ameaças, feitiços e maldições lançadas por esses "Simãos Mágicos modernos" e LEIA A SUA BÍBLIA! Não leia ela com os olhos da sua "igreja", mas leia ela com os seus próprios olhos. Peça ao Espírito Santo que ilumine seu coração, ao ler a Palavra de Deus, e Ele abrirá seus olhos para as Verdades Eternas contidas em Sua Palavra. Ele ainda é o melhor intérprete das Escrituras Sagradas, pois Ele foi quem inspirou seus servos a escrevê-la, preservando-os de erros. A fé cristã-bíblica é antes de tudo uma fé estruturada, histórica, pois foi ao longo da história humana que Deus se revelou progressivamente ao homem, bem como foi assim que Ele revelou Seu maravilhoso plano para nós. Nossos irmãos, do tempo apostólico e dos séculos iniciais do cristianismo (I, II, III sécs. da era cristã), buscaram viver suas vidas segundo essa Palavra de Deus, pois esse foi o ensino de Jesus e dos Seus apóstolos. Façamos nós o mesmo, sigamos suas pegadas sem vacilar. A Bíblia deve ser a sua regra de fé e de conduta, não a palavra desses falsos guias espirituais: a Bíblia é inerrante e infalível; já os falsos guias há muito estão errados, verdadeiros náufragos da fé.

Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!