segunda-feira, 6 de agosto de 2012

RADICAL OU BÍBLICO, MODERADO OU LIBERAL-RELATIVISTA?




Young man, up on the hillside (Um jovem na colina)
Teaching new ways (Ensinando novos caminhos)
Each word, winning them over (Cada palavra, conquistando-os)
Each heart a kindled flame (Em cada coração, uma chama acesa)

Old men, watch from the outside (Os anciãos, olhando de longe)
Guarding their prey (Vigiando sua presa)
Threated by the voice of a paragon (Ameaçados pela voz de um exemplo)
Leading their lambs away (Guiando suas ovelhas para longe)
Leading them far away (guiando-as para bem longe)

Nobody knew his secret ambition (Ninguém sabia sua ambição secreta)
Nobody knew his claim to fame (Ninguém sabia sua reputação)
He broke the old rules steeped in tradition (Ele quebrou as velhas regras mergulhadas em tradições)
He tore the holy veil away (Ele rasgou o véu sagrado)
Questioning those in powerful positions (Questionando aqueles em posições poderosas)
Running to those who called his name (correndo para aqueles que chamavam seu nome)
But nobody knew his secret ambition (Porém, ninguém sabia que sua ambição secreta)
Was to give his life away (Era a de entregar sua vida.)

His rage, shaking the temple (Sua ira, fazendo o templo tremer)
His word to the wise (Sua palavra para o sábio)
His hand, healing on the seventh day (Sua mão, curando no sétimo dia)
His love wearing no disguise (Seu amor sem disfarces)

Some say, death to the radical (Alguns dizem: Morte ao radical!)
He's way out of line (Ele está ultrapassando os limites!)
Some say, praised be the miracle (Alguns dizem, abençoado seja o milagre)
God sends a blessed sign (Deus nos enviou um sinal abençoado)
A blessed sign for troubled times (Um sinal abençoado para tempos difíceis)

Nobody knew his secret ambition (Ninguém sabia sua ambição secreta)
Nobody knew his claim to fame (Ninguém sabia sua reputação)
He broke the old rules steeped in tradition (Ele quebrou as velhas regras mergulhadas em tradições)
He tore the holy veil away (Ele rasgou o véu sagrado)
Questioning those in powerful positions (Questionando aqueles em posições poderosas)
Running to those who called his name (correndo para aqueles que chamavam seu nome)
But nobody knew his secret ambition (Porém, ninguém sabia que sua ambição secreta)
Was to give his life away (Era a de entregar sua vida.)

(Música: "SECRET AMBITION", Michael W. Smith)

Talvez essa música tenha sido a mais inspirada dentre aquelas que já foram compostas por Michael Smith. Ela retrata o ministério de Jesus e o impacto que esse ministério exercia sobre os vários grupos de pessoas existentes naquela época, em Israel. Enquanto um grupo via em Jesus um milagre dos céus, outro via Nele uma ameaça à sua posição de "líderes ungidos"; obviamente uma referência ao partido dos fariseus. Esse grupo - os fariseus - seguiam doutrinas de homens, as famosas tradições orais que lhes haviam sido transmitidas, usando-as para reinterpretarem, ao seu bel prazer, a Palavra de Deus. Com isso, eles quebravam a Palavra (Mateus 15:3-6). Como o Senhor não seguia as tradições orais, Ele foi duramente atacado por esse grupo religioso em inúmeras ocasiões (Mateus 15:1-14; Marcos 7:1-13).

É interessante como a Bíblia revela-se dia-a-dia como Palavra de Deus, 100% inspirada pelo Espírito Santo. Hoje, o mesmo quadro religioso é visto em muitas igrejas e ministérios, independente da denominação a que pertençam!

Exatamente como em Israel do 1º século E.C., hoje há uma tensão entre dois pólos diamentralmente contrários, entre aquilo que os homens ensinam e aquilo que a Bíblia ensina. O "sola scriptura" - princípio basilar da reforma protestante - vem sendo abandonado e condenado como errado, direta ou indiretamente, pelos pastores, bispos e apóstolos modernos, em prol da elevação de seus ensinos. Assim, combate-se a Bíblia e o seu ensino, colocando-os como "ultrapassados", "impossíveis de serem observados pela geração atual", "radicais", etc. fazendo com que a Palavra de Deus não seja mais a regra de fé e de conduta dos crentes, mas apenas mais um manual religioso. Esses líderes, que assim procedem, elevam o seu ensino pessoal, segundo seu ponto de vista, ao nível anteriormente ocupado pelas Escrituras. Por quê? Porque as doutrinas de homens são combatidas pelas Escrituras: uma coisa é a doutrina do homem, outra é a doutrina de Deus. Ensinos diferentes, de pessoas diferentes, com propósitos finais diferentes. Enquanto o propósito de Deus com Sua Palavra é a salvação do homem, condenando o pecado como tal e revelando ao homem a única solução possível para o mesmo, o propósito do homem com seu próprio ensino é, em geral, interesseiro, motivado pela soberba e pela ganância, pelo desejo de lucro financeiro e de posição social.

Ora, o raciocínio (infernal) é bastante lógico: para que o ensino humano prevaleça é preciso reduzir ou acabar com o status do ensino de Deus, pois são contraditórios; colocando ambos lado-a-lado rapidamente vê-se quão enganoso é o ensino humano. Exatamente como nos dias de Oséias, os sacerdotes rejeitaram o conhecimento; eles "comem da oferta pelo pecado do meu povo, e pela transgressão dele têm desejo ardente." (Os 4.8) Esse texto é bastante revelador: tratam-se de sacerdotes que vivem às custas das ofertas pelo pecado do povo de Deus. Como dito pelo Pr. Caio Fábio, "é a exploração que o sacerdote faz do estilo de vida auto-destrutivo dos indivíduos, aquilo que alimenta o processo, e enriquece os bolsos dos controladores de consciência. Os sacerdotes abençoam a maldade que destrói predatoriamente os próprios humanos". Evidentemente, estes guias religiosos não levam o povo a fugir do pecado, a buscar uma conversão genuína e a desejar a presença de um Deus Santo. Não é necessário muito para entender o ensino bíblico: para o sacerdote, quanto mais o povo pecasse, mais ele enchia a pança! Eles não se importavam o quanto as pessoas eram culpadas de pecado, o ministério para eles tornara-se meio de enriquecimento!

Assim é hoje em dia: não importa se Deus considera pecado a "macumbaria gospel" transvestida de "ato profético"; se isso faz aumentar a frequência dos cultos (e, com isso, as ofertas), ótimo! Não importa se os dízimos e ofertas são motivados pela ganância, pela cobiça desenfreada; se os dízimos e ofertas aumentam às expensas de ensinos antibíblicos como a "teologia da prosperidade", que mal há nisso? Ora, isso é igreja? Isso é Bíblia? É melhor retirar a placa de igreja, substituindo-a por outra mais apropriada; talvez algo como "Centro Ecumênico de Serviços Sobrenaturais".

Abre Parênteses: "Macumbaria gospel" é o termo utilizado para as práticas religiosas por igrejas que NADA possuem em semlhança ou embasamento na Bíblia Sagrada, as quais se assemelham, em altíssimo grau e nível de concordância, às práticas das religiões espíritas e espiritualistas. Aqui estão, por exemplo, as práticas numerológicas, como a recém-proposta pelo autodenominado patriarca manauense, baseada no número 12: no dia 12/12/12 será comemorado o "Feriado da Visão" pelos participantes do M12, com a prática de um jejum de 12 horas, além de um toque de shofar nos 12 primeiros minutos da data, e ao 12h12min, para fechar um “ciclo de 12”. Segundo o líder do M12, os seguidores de sua denominação vão nesse evento “legislar a sua própria causa e buscar a conquista da liberação no trabalho, faculdade e escolas” para que possam “levar as multidões aos lugares selecionados” para o “maior avivamento da história”. Ainda segundo o dito líder, a justificativa para o evento se baseia no argumento de que tal ação é necessária para a “remissão da vergonha nas áreas mais diversificadas”, como “política, moeda, educação, saúde, mídia e a conversão de empresários para que a nação prospere”. É interessante notar que as religiões espiritualistas usam e abusam dessa numerologia barata, propondo eventos grandiosos em datas como essas; por exemplo na mesma data - será coincidência?!? - os adeptos do Movimento Nova Era estão propondo a abertura de portais sobrenaturais, "Portal 12:12:12 - Vórtice da Kundalini", "com uma série de Trabalhos voltados para o desenvolvimento e implantação da Consciência de Unidade em torno da Freqüência da Chave Mestra 111.11. Esta Chave de Luz abre as Frequências e Ativa os Códigos Primordiais deste Universo local, permitindo aos Seres que se encontram em experiência resgatar sua origem divina e propósito, seus dons ancestrais de trabalhar em favor do Grande Plano Diretor Divino, sem descumprir ou derrogar a Grande Lei do Sistema de Portas." (http://vivendonanovaera.blogspot.com.br/2012/04/conexao-profunda-distancia-portal.html). Assim, o que o "patriarca" propõe, sob roupagem gospel, nada mais do que o mesmo proposto por adeptos do MOVIMENTO NOVA ERA.
Reescrevo aqui o parágrafo de autoria de John Ankerberg, no site chamada.com.br: "Existe hoje grande confusão na área dos fenômenos psíquicos, experiências místicas, e ocultismo. Todos eles são vistos como bons, progressistas e de origem divina; devendo, no futuro, fazer parte do aspecto natural e normal da evolução ou potencial humano. Essas são atividades tidas não só como "boas", mas também "seguras". No geral, as realidades danosas só são percebidas tarde demais, porque a nossa sociedade rejeita a idéia de poderes demoníacos que enganam deliberadamente sob um disfarce de "bondade". As pessoas da Nova Era não têm idéia de que as suas novas práticas espirituais possam levá-las ao envolvimento com demônios". Deuteronômio 18:10-12 (comp. 2 Cr 33.6) diz calaramente: "Não se achará entre ti... adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal cousa é abominação ao Senhor..." (http://www.chamada.com.br/mensagens/fatos_nova_era.html). No mesmo pé de igualdade estão as "fogueiras santas", a "unção dos oceanos", "a unção dos bichos", "o shu profético", "o hadouken da fé", "o shoryuken ungido" e outras "gospelices" do gênero. Fecha parênteses.

Os fariseus eram amantes do dinheiro (Lucas 16:14). Jesus os acusou de roubalheira (Mateus 23:25) e de devorar as casas das viúvas (Marcos 12:40; Lucas 20:47). Além disso eles amavam serem vistos e honrados pelos homens, eram cheios de pompa (Mateus 23:5-12; Marcos 12:38-40; Lucas 16:15; 20:46-47). Não é exatamente isso que vemos hoje? Ser pastor está em desuso, é um título inferior; muito mais pomposo é ser chamado de apóstolo; para outros, o título apóstolo é pequeno, por isso buscam ser chamados de patriarcas. Qualquer dia desses - quem viver, verá - surgirão outros dizendo que esse título também é pequeno; serão chamados "Governadores do Reino de Deus", e outros ainda pior. Por um momento, fico pensando o que seria dessas mega-corporações religiosas e de seus mega-super-ultra líderes pomposos se, por algum razão qualquer, o dinheiro deixasse de existir... Será que a fé se manteria a mesma? E a teologia da prosperidade, continuaria sendo "a última bolacha do pacote da revelação"?

Jesus muito provavelmente era tido como radical em seus dias. Afinal, sua mensagem era radical, combatendo o pecado e exigindo mudança. Ele entrou no Templo e saiu distribuindo chicotadas nos vendilhões que ali estavam, os espertalhões da fé de sua época: "E, entrando no templo, começou a expulsar todos os que nele vendiam e compravam, dizendo-lhes: Está escrito: A minha casa é casa de oração; mas vós fizestes dela covil de salteadores." (Lc 19.45,46) Seus ensinos até hoje são considerados radicais pela humanidade perdida e longe de Deus. Do mesmo modo, seus discípulos foram considerados radicais pelas autoridades daquela época; por exemplo, Policarpo foi exortado pelo procônsul a considerar a sua idade e amaldiçoar a Cristo, reunciando a sua fé, para ser salvo da morte por ser cristão, obtendo como resposta de Policarpo "sirvo a Cristo há oitenta e seis anos e não me fez algum mal: como posso blasfemar o meu rei, aquele que me salvou?" Agora, isso é radicalismo ou é fé? Do mesmo modo, os livros do Antigo e do Novo Testamento são inflexíveis ao condenar o pecado como tal, sem deixar espaço para argumentações; seria Deus também um radical? E quanto ao Espírito Santo, cuja Palavra de Deus diz que Ele tem ciúmes de nós, crentes em Cristo; seria isso também radicalismo?

Faço a seguinte pergunta, na linha do pragmatismo que tomou conta de muitas igrejas: se Jesus era radical, como querem os defensores da "fé paz e amor" e do anti-dogmatismo bíblico-teológico, mais conhecido como liberalismo, então ele estava errado? O que ele produziu com sua vida e ensino? Há frutos - mudança de vida, para melhor - na vida daqueles que procuraram seguir, à risca, os ensinos do Mestre? Outra pergunta: o que o liberalismo tem produzido de positivo na sociedade: Houve redução da criminalidade? Houve redução na corrupção? Cessou a destruição da família? Está o homem mais próximo de Deus com a sua vida liberal, com seu relativismo ético, espiritual e moral? Que os frutos falem por si mesmos! Talvez você diga: mas pastor, hoje está cheio de evangélicos no Brasil. Onde está a mudança? A mudança, querido, só se dá a partir da Obra do Espírito Santo na vida do homem por meio da Palavra de Deus, ensinada como ela é, sem suavizações ou relativizações. Mude a Palavra de Deus só um pouquinho e ela DEIXA DE SER A PALAVRA DE DEUS e passa a ser PALAVRA DE HOMENS. Altere um pouquinho só a mensagem de Deus para o homem, e ela perde a eficácia divina!

A música acima, numa de suas estrofes, diz assim: "Some say, death to the radical, He's way out of line" (Alguns dizem: Morte ao radical! Ele está ultrapassando os limites!). Você também faz coro com esse grupo? Você diz "fora com esse radical! Ele já passou dos limites com esse radicalismo!" "É por causa desse radicalismo que aquilo não dá certo!" Ora, se ser radical é ter raiz, isto é ser bíblico, então eu digo que sou um radical. Busco ser bíblico no que faço, porque acima de tudo sou crente em Cristo, que ainda crê na Palavra de Deus como REGRA ABSOLUTA E INSUBSTITUÍVEL DE FÉ E DE CONDUTA. Condeno o pecado sim, não tem essa de varrer pecado para debaixo do tapete não; condeno o mesmo em todas as esferas! Por quê? Porque Deus assim o faz! Você, que defende o liberalismo e o relativismo, por favor, explique para uma vítima de violência que tudo que ela sofreu não passa de algo relativo. Explique para a família que perdeu seu esposo e pai, vítima de assassinato, que tudo isso é normal, é assim mesmo. Explique para uma vítima de estupro que ela não deve considerar o que ela sofreu como absoluto não, que ela deve considerar as coisas da perspectiva do estuprador, do desenvolvimento e das necessidades dele. Diga para o filho abandonado na tenra infância com a mãe pelo seu pai, por pura sem-vergonhice do sujeito que não sabe se controlar diante de um rabo-de-saia e vai atrás de uma após outra - o famoso garanhão, quando este for adulto, que todas as marcas e sofrimentos que ele traz na alma são relativos, que ele precisa ver o lado do progenitor dele, o coitado com seus impulsos sexuais incontidos... Explique para essas pessoas que "tudo isso é normal hoje em dia, que é assim mesmo, que não precisa fazer essa confusão toda por tão pouca coisa"...

A Bíblia condena estas e outras ações como pecados, com condenação ao inferno aos praticantes se não se arrependerem e entregarem a vida à Cristo. Aqui, mais uma vez, estou me referindo a algo sério, não a isso que fazem hoje em dia: dizendo-se convertidos, tornam-se piores do que os não-convertidos. Condenar esses e outras atitudes como pecados é ser radical? Pregar contra isso é ser radical? Procurar viver de forma correta e assim ensinar outros é ser radical? Ensinar que Cristo Jesus é a Única Solução para o pecador é ser radical? Então eu sou sim, com muito prazer, o primeiro da fila! Na verdade, isso que hoje chamam erroneamente de radicalismo já foi chamado em épocas passadas de ortodoxia, de fundamentalismo, de "ser bíblico", de "ser evangélico".

Abre parênteses: Há radicalismo verdadeiro no mundo religioso-cristão? Sim, infelizmente há. Por exemplo, há pastores que insistem em partir para a violência contra pessoas que não professam a mesma fé, desrespeitando primeiramente o próprio Deus a quem dizem servir e depois ao próximo, a quem Jesus ordenou que amássemos. Coisas como desrespeito a símbolos religiosos - o "chute na santa", ou ataques a centros espíritas ou a templos de religiões afro-brasileiras, DEVEM SER COMPLETAMENTE REPUDIADAS POR AQUELES QUE SÃO CRISTÃOS VERDADEIROS. Do mesmo modo, depredação de templos religiosos estão RADICALMENTE FORA DAQUILO QUE A BÍBLIA ENSINA.  Como protestantes, temos o direito de crer de forma diferente das outras religiões e credos; temos o direito de expor as nossas crenças e de fazermos proselitismo ("evangelismo") das mesmas, isso é garantido pela Constituição do Brasil. Mas outras religiões e credos têm o mesmo direito e nada, em absoluto, deve ser feito para alterar isso. O católico, o espírita, o budista, o protestante, enfim todos têm direito a expressarem suas IDÉIAS, suas CRENÇAS, a fazerem PROSELITISMO, de forma a fazem novos adeptos, inclusive de MUDAREM DE RELIGIÃO, se assim lhes for conveniente. NINGUÉM, EM HIPÓTESE ALGUMA, DEVE SER VÍTIMA DE VIOLÊNCIA POR SUA CRENÇA RELIGIOSA. Debates de idéias, ortodoxia, fundamentalismo bíblico não devem ser confundidos com violência, com depredação de patrimônio particular ou de objeto de culto religioso; estes - os debates - são sempre bem-vindos. A Bíblia nos exorta - a nós, crentes em Cristo, a "estarmos sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós" (I Pe 3.15). Condenar o pecado - e o conceito de pecado é bíblico, pertencente a fé cristã, é correto; amar o pecador, buscando com zelo e mansidão mostrá-lo o seu pecado e a solução para o pecado, que é Jesus, também pertence a mesma fé. Esse blog JAMAIS INCITA OU INCITARÁ A VIOLÊNCIA, mas sim o pensamento, a reflexão e a argumentação bíblico-teológica (ou até mesmo científica, social, etc se assim for conveniente e interessante) à luz daquilo que a Bíblia verdadeiramente ensina o que, infelizmente, nem sempre é praticado pelas igrejas e religiões. Esse blog é de orientação bíblica-ortodoxa, não-ecumênico, não-relativista, bordando a práxis da humanidade sob esse ponto de vista. Fecha parênteses.

Voltando ao tema: Você quer viver no oba-oba e no "vamos que vamos"? Quer viver de forma contrária ao que ensina a Bíblia? Ou quer mudar a verdade de Deus em mentira, alterando aquilo que Deus estabeleceu? Quer suavizar a mensagem sagrada? Quer banalizar a fé cristã, pela qual homens de Deus morreram no passado para que esta fé chegasse até nós, hoje? Com todo respeito, problema seu! É você - e só você - comparecerá diante de Deus naquele dia e só você que sofrerá as terríveis consequências disso. Céu e Inferno são lugares reais, assim como Deus e o diabo são pessoas reais. Viva como for do seu gosto, afinal o corpo é seu e a alma é sua; só não venha exigir que eu concorde com isso e faça o mesmo que você! Só não diga, depois, que você não foi avisado! "A Lei e o testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva." (Is 8.20)

Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!

sexta-feira, 13 de julho de 2012

VEM E SEGUE-ME OU VEM E SEGUE-O?


"Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, segue-me." (Mt 19.21)

"Vou seguir... os passos de Jesus". Assim começa o refrão de uma famosa música cristã. Seguir ao Senhor Jesus, essa é - ou deveria ser - a meta, o objetivo maior, de todo aquele que crê e aceita a Jesus Cristo como Único e Suficiente Senhor e Salvador pessoal. Seguir o Mestre de Nazaré... Como? Seguir tudo aquilo que a Sua Palavra - a Bíblia Sagrada - ensina. Essa era a meta antiga de todos os crentes evangélicos praticante em décadas passadas. Aliás, é bom que se diga que naqueles dias, o crente evangélico era praticante, ou seja, ele praticava a sua fé - não apenas indo em cultos na sua igreja, mas buscando SEMPRE, em TODOS OS MOMENTOS, checar se a sua vida estava sendo vivida realmente de acordo com aquilo que a Bíblia ensinava e ensina.

Por isso mesmo, era importantíssimo, era vital a compreensão da Bíblia Sagrada. Esta não era um livro "optativo", um "manual de direitos" como hoje infelizmente muitos assim a compreendem; tampouco era um livro a ser interpretado segundo o que cada um entendia, mas era O LIVRO, interpretado COM TODO CUIDADO E AUXÍLIO DO ESPÍRITO SANTO, de acordo com as regras de HERMENÊUTICA BÍBLICA, de forma a não se inventarem doutrinas novas, nem se imporem interpretações estapafúrdias ao texto sagrado. A Teologia - a qual muitos hoje criticam porque simplesmente ignoram (desconhecem) o que venha a ser, do que trata, etc. - era preciosa, era importante; nessa época, muitos e muitos seminários bíblicos e teológicos surgiram. A Bíblia e seu ensino (sistematizado na teologia, porque é isso que via de regra faz a teologia: sistematiza os ensinos bíblicos, organizando-os de forma compreensiva e lógica) era a base da fé. Ensino e crença em doutrinas anti-bíblicas, heresias no bom vernáculo, eram a forma pela qual se identificavam as SEITAS (não a igreja). DESVIOS DOS ENSINOS BÍBLICOS NÃO ERAM TOLERADOS DE FORMA ALGUMA, pois isso implicava em desvio da fé! As Escolas Bíblicas (EBDs), realizadas em geral aos domingos pela manhã antes do culto matutino, eram "seminários em miniatura": a Bíblia era ensinada com conhecimento e sabedoria do Alto; os mestres da EBD eram crentes evangélicos que se esmeravam em CONHECER e PRATICAR as Escrituras. Não raro, muitos e muitos mestres de renome se assentavam para ouvir e ensinar nas EBDs e as classes eram L-O-T-A-D-A-S, por multidões de irmãos ávidos pelo conhecimento!

Porque quase a totalidade de crentes evangélicos naquela época seguiam a Jesus de perto - porque seguiam a Palavra de Deus, a bússola do viajante na qual o norte era sempre o Mestre dos mestres - eles eram fortes e saudáveis, espiritualmente falando. Não raro havia sinais e maravilhas - genuínos - realizados pelos crentes evangélicos. O autor desse texto, que se converteu na última hora daquela época de ouro, foi testemunha de vários sinais e maravilhas sendo realizados por aqueles irmãos. Do mesmo modo, naqueles dias havia temor de Deus nos corações dos crentes evangélicos que viviam naquela época, que se manifestava de duas maneiras principais (não descartando outras, é claro): TEMOR EM ENSINAR O QUE A BÍBLIA ENSINAVA (E ENSINA), sem distorções e TEMOR EM CRITICAR ENSINOS SEM CONFRONTÁ-LOS PRIMEIRO COM A BÍBLIA. Noutras palavras, o salutar costume dos crentes de Beréia era comum!

"E logo, de noite, os irmãos enviaram Paulo e Silas para Beréia; tendo eles ali chegado, foram à sinagoga dos judeus. Ora, estes eram mais nobres do que os de Tessalônica, porque receberam a palavra com toda avidez, examinando diariamente as Escrituras para ver se estas coisas eram assim. De sorte que muitos deles creram, bem como bom número de mulheres gregas de alta posição e não poucos homens." (At 17.10-12)

Deste modo, naqueles dias, os crentes evangélicos seguiam suas lideranças SE, E SOMENTE SE, estas fossem fiéis a Palavra de Deus. A mudança de igreja, congregação ou mesmo denominação só acontecia OU por mudança de endereço residencial (e em último caso, quase se o crente mudasse de estado ou país, porque só de bairro não causa suficiente) OU em caso de desvio de conduta - adultério ou roubo - pelo líder (raríssimo naqueles dias) OU quando o líder daquela igreja (em geral, pastor ou bispo, não existiam apóstolos naqueles dias) abraçava e ensinava heresias, apostatando (ou seja, desviando-se) da fé. O autor desse texto mudou-se de igreja uma única vez, extamente porque de forma clara e aberta, sem nenhuma espécie de temor do Senhor, o líder da igreja que ele era membro havia esposado doutrinas do inferno, ensinando outro evangelho, o qual o apóstolo Paulo nos manda anatematizar (ou seja, amaldiçoar, reprovar energicamente). Sair da igreja, noutra hipótese, era por desvio da fé.

E hoje? Sinceramente, dá vontade de chorar...

Hoje, a fé evangélica mudou. Ser evangélico hoje, para muitos, é ser uma espécie de autômato. Há muito mais emoção do que razão. Há muito mais doutrinas anti-bíblicas sendo produzidas DENTRO DA "IGREJA" do que fora dela. Fora da igreja a coisa se manteve mais ou menos estável do ponto de vista de criação de falsos ensinos, do que dentro; houve uma explosão de heresias, ditas bíblicas sem o sê-lo, produzidas em profusão por lideranças. Hoje, perdeu-se o temor de Deus: alguém levanta-se a si mesmo como pastor, bispo ou apóstolo; produz uma série de ensinos sem pé nem cabeça, defendidos como "a última revelação", como um novo "apocalipse", onde o auto-proclamado líder, no auge do hedonismo e vaidade, proclama-se a si mesmo quase como o "assistente de Deus", "a última bolacha do pacote". Como condenar os livros apócrifos e pseudoepígrafos, se as pregações e ensinos desses líderes são mais heréticos do que o Pastor de Hermas, do mesmo pé que os ensinos contidos no evangelho da Infância! Ressucitam heresias antigas, já amplamente condenadas pela Igreja ao longo dos séculos (como arianismo, sabelianismo, montanismo, marcionismo e outras) e as recheiam com novas! Estes homens, a partir dos falsos ensinos que tão seguros de si ensinam, estão, na prática, anulando a inerrância das Escrituras. Qualquer dia farão para si mesmos uma bíblia, com os livros que eles acham correto, acescentado às interpretações sem pé nem cabeça deles, e dirão: "Deus me revelou, a mim ungido máximo do Senhor, grande apóstolo da era de Laodicéia, quais os livros que devem estar no cânon bíblico; daí, preparei com a ajuda da revelação sobrenatural dada esse novo cânon, porque o antigo está errado! E só a mim foi dada a chave para correta interpretação desse novo cânon!" Quem viver, verá!

O que se vê, hoje, é que ao invés dos crentes seguirem a Cristo, estão seguindo homens, sem ponderar sequer se estes homens estão seguindo ao Senhor ou não. Não há nada errado em seguir ao líder, ao pastor da igreja, DESDE QUE ELE SIGA AO SENHOR. Seguir ao Senhor Jesus - manifesto pelo seguir e esmerar-se em seguir a Bíblia - é a chave, é o cerne da questão, a pedra principal. O problema é que muitos substituiram a  pedra principal, de esquina, pelo culto a personalidade, pelo carisma pessoal, pela fama do líder e da igreja. A grande prova disso é que estão reduzindo as Escrituras a um papel de somenos importância para a fé e a prática cristã, por não a usarem para aquilo que ela foi designada - regra de fé e prática, ou sola scriptura! O ensino que vem dos púlpitos não é checado com aquilo que a Bíblia diz, ela não é mais o padrão de medida. O padrão de medida foi abandonado! O problema é que seguir o líder que não segue ao Senhor é o mesmo que um cego seguir outro cego. O resultado disso é inevitável: os dois cairão no abismo!

Leia a sua Bíblia! Estude-a! Compare as coisas espirituais com as espirituais, o que é ensinado com o que está escrito na Palavra! Lembre-se: "Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho." (Sl 119.105)


A quem você, querido leitor, está seguindo de fato? Ao Senhor Jesus ou a outro senhor?

Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!    

sábado, 23 de junho de 2012

PROVADOS POR DEUS!

"Estou passando pela prova", "a prova tá difícil!", etc são algumas expressões outrora comuns no meio evangélico antigo, do século passado, especialmente em voga na década de 80/90, a "golden age" do evangelicalismo brasileiro. Uma época onde o cristão evangélico, de forma geral, buscava ser leal em sua procura pela graça de Deus, a fim de ser fiel à revelação que Deus fez de si mesmo em Cristo e nas Escrituras. Naqueles dias, não havia confusão entre a fé evangélica e uma visão peculiar ou  esotérica da fé cristã. Não era uma inovação recente. A fé evangélica era o cristianismo original, bíblico e apostólico.

O que significa ser provado por Deus? Significa basicamente um crente em Cristo, fiel ao Senhor, vivenciar uma ou mais privações ou situações adversas de intensidade considerável, por um período de tempo determinado pelo Senhor, com o objetivo de evidenciar, na vida do crente, uma ou mais características ligadas a sua fé (perseverança, dependência em Deus, paciência, fidelidade, domínio próprio, etc).

Na Bíblia, em diversos episódios, vemos Deus colocando à prova seus servos. Por exemplo, Deus conduziu o seu povo, Israel, pelo deserto por 40 anos, por uma caminho circular saindo do Egito em direção à Terra Prometida, quando simplesmente podia tê-los guiado numa linha reta. Por que? A própria Bíblia responde: "E te lembrarás de todo o caminho pelo qual o Senhor teu Deus tem te conduzido durante estes quarenta anos no deserto, a fim de te humilhar e te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias ou não os seus mandamentos." (Dt 8.2) O propósito de Deus era provar o Seu povo, de forma que cada pessoa (e não Deus, que é onisciente, ou seja, tem  todo o conhecimento) visse, na realidade, o estado do interior do seu coração quanto à fidelidade ao Senhor. Eles precisavam ver o seu real estado espiritual, cada um deles,  fim de que pudessem buscar ao Senhor para tratamento de suas mazelas. Afinal, o médico só é procurado quando sabemos que estamos doentes ou que potencialmente podemos ficar doentes. O propósito de Deus era fazer bem a eles! (8.16)

No período de Juízes, vemos mais uma vez colocando Seu povo à prova. Ele fez isso a partir das nações gentílicas, extremamente malignas, que não foram desterradas por Israel conforme o Senhor ordenara. Josué havia deixado que estas nações ficassem naquela terra e essas nações influenciaram negativamente o povo de Deus, os quais passaram a servir aos falsos deuses (baalins e astarotes) daquelas nações, sendo por elas subjugado em escravidão e violência. Eles então clamavam ao Senhor e este, ouvindo o clamor, se compadecia deles e levantava juízes para os livrar. Porém, quando aquele juiz morria, o povo, uma vez livre, voltava a cair novamente no mesmo erro, no mesmo pecado. Juízes 2:19 nos mostra isso com muita clareza: "Mas depois da morte do juiz, reincidiam e se corrompiam mais do que seus pais, andando após outros deuses, servindo-os e adorando-os; não abandonavam nenhuma das suas práticas, nem a sua obstinação". Daí, "se acendeu contra Israel a ira do Senhor, e ele disse: Porquanto esta nação violou o meu pacto, que estabeleci com seus pais, não dando ouvidos à minha voz,  eu não expulsarei mais de diante deles nenhuma das nações que Josué deixou quando morreu;  a fim de que, por elas, ponha a prova Israel, se há de guardar, ou não, o caminho do Senhor, como seus pais o guardaram, para nele andar." (Jz 2.20-22)

É preciso deixar bem claro que provação não é tentação. Deus a ninguém tenta, é o que diz a Bíblia; cada um de nós é tentado por nossas próprias concupiscências, por nossas cobiças interiores. Na prova, as nossa real natureza surge, aflora, ficando evidente o nosso real estado espiritual; nesse processo, fica muito claro quais são as nossas dificuldades interiores, as nossas tentações, as quais devemos orar e resistir para não cairmos em pecado e em condenação. Tiago declara: "Ninguém, sendo tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele a ninguém tenta.  Cada um, porém, é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência;  então a concupiscência, havendo concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte." (Tg 1.13-15)

O objetivo final da prova é, invariavelmente, sermos aprovados por Deus - quer naquela prova específica, quer num contexto mais amplo - ainda que nem sempre o crente obtenha a aprovação. Todas as coisas cooperam para o nosso bem, inclusive as provas. Sobre isso, Tiago declara: "Bem-aventurado o homem que suporta a provação; porque, depois de aprovado, receberá a coroa da vida, que o Senhor prometeu aos que o amam." (Tg 1.12) Provação, aqui do grego "peirasmos", "colocado à prova" (pela experiência do bem, pela experiência do mal, solicitação, disciplina ou provocação, adversidade) é algo que traz bênção, que traz felicidade, para aqueles que obedecem, suportam, perseveram pacientemente a prova. A recompensa da prova, aqui revelada, é tanto presente quanto futura; o homem que se mantém firme é verdadeiramente feliz agora, mas também receberá a coroa da vida.

Se você, querido(a) leitor(a), é um crente fiel, você será posto(a) em prova. Se você deseja mais de Deus, se você quer aumentar a sua fé, ou quer ser mais semelhante ao Senhor Jesus em seu caráter e vida, saiba que há uma prova (ou mais) reservada para você. Deus provará você e, durante a prova, será revelado aos seus olhos com toda clareza as áreas de sua vida que você precisa entregar nas mãos do Senhor, aquelas que você ainda não submeteu ao senhorio do Cristo. A luz gerada pelo fogo da provação iluminará todas as áreas de sua vida, revelando aquilo que até então estava oculto aos seus olhos, aquilo que você sequer considerava como importante. A prova é fácil? Não, não é. Sofrer privação, especialmente num mundo onde a abastança e a passividade são ensinados como ideais para uma vida próspera e feliz, onde o sucesso de alguém é medido por sua estabilidade social e econômica, se revela como algo muitíssimo ruim e doloroso. Não são poucos aqueles que diante da prova cogitam intensamente em "entregar os pontos" e "dar um jeitinho" para resolver a situação; infelizmente, muitos são os que não resistem e assim agem, sendo reprovados por Deus. Na prova, a nossa velha natureza agita-se, buscando a todo custo livrar-se desse estado. Isso é comum. Porém, ceder a estes impulsos, utilizando-se de subterfúgios anticristãos, não é o "padrão de resposta" que Deus espera de cada um de nós.
   
A prova traz consigo abundância de lágrimas; ela deve produzir em nós abundância de orações intensas, de busca incessante de Deus e de renovação e estreitamento da comunhão no Corpo. Fugir da prova é impossível; você só poderá ser aprovado ou reprovado, nunca evitar a prova. Assim, se você está sendo provado(a) por Deus, entregue-se imediatamente nas mãos Dele, em orações e súplicas no Espírito Santo. Essa prova não vai destruir a sua vida, nem arruinar os seus sonhos e projetos. Ela vai aperfeiçoar a sua vida! Isso mesmo: a prova serve para seu treinamento para a Obra de Deus. Ela ensina, na prática, aqueles valores e caráter grandiosos que todos nós devemos possuir, como a humildade. Somente debaixo da potente mão de Deus é que vemos a nossa pequenez, a nossa fragilidade e a inutilidade e loucura da soberba e do orgulho. São nesses momentos que aprendemos, na prática, que aquele que se orgulha é falto de entendimento, de juízo.  Do mesmo modo, aprendemos que a Igreja tem um papel primordial em nossa vida cristã, pois é nela que recebemos o consolo do Espírito a partir da comunhão com nossos irmãos; é nela que somos fortalecidos pelas
orações e pela Palavra de Deus, é nela que tudo o que outrora parecia estranho passa a fazer sentido diante dos nossos olhos.

Amado(a), se você está passando pela prova, não resista a Deus. Saiba que essa prova tem duração definida e que ao final dela o Senhor trará a Sua bênção sobre sua vida. Se, porém, você foi provado e fracassou, volte para o Senhor, quebrantado e contrito; volte para a Casa de Deus, para a comunhão da Igreja. Permita-se novamente ser exortado e edificado por Deus a partir daqueles que Deus instituiu verdadeiramente na Sua Casa para este mister. Você foi reprovado, mas não foi rejeitado, assim como Israel muitas vezes foi reprovado por Deus, mas jamais e em momento algum foi ou será rejeitado pelo Senhor. O Senhor ama Seu povo Israel e eu e você, crentes gentílicos, somos parte do Israel de Deus. Venha, com mágoas e feridas, venha com frustrações e desapontamentos, mas venha! Não importa se você se considera um galho seco, pois o Senhor pode fazer você florescer novamente!

Ofereço para você a mensagem musical abaixo:




Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!

terça-feira, 12 de junho de 2012

LIBERDADE E AMOR, PROPÓSITOS DE DEUS PARA O HOMEM

Por: Sem. Dc. Manoel Guimarães


Nenhum ser humano foi feito para sofrer, apanhar ou ser subjugado por outra pessoa. Deus nos fez para sermos livres, alegres, certos que toda liberdade vem d’Ele. O ato de ser livre, ir, vir, agir, pensar, se portar, se vestir, falar, expressar suas opiniões é algo criado por Deus e é para todos. Claro, tudo com decência e ordem.
Algo que foi esquecido pelas pessoas é o amor. Vemos que pela Palavra de Deus, no texto de 1 Corintios 13, o apóstolo Paulo nos falar que o amor é dom Supremo, sim, claro, de certo que sem amor para fazer qualquer coisa, nada será tão bom quanto poderia ser se fosse feito com amor.
Veja, se você cria seus filhos sem amor, sem segurança, respeito, como poderá exigir deles que te respeitem e te amem como merece!?!
Como poder pedir de alguém o amor se essa pessoa não conhece o que é amor? Como dar amor se nunca recebeu amor? Como querer ser amado se você não ama? O que é o amor? Quem é o amor?
Mateus 24 verso 12 nos fala: “e por se multiplicar a iniquidade (PECADO) o amor de muitos se esfriará”. O que é que você vê hoje na sua sociedade???
Saiba, Deus não te fez para ser capacho ou saco de pancadas, Ele disse que nós somos “a menina de Seus olhos”, que somos filhos, que somos herdeiros com Cristo, que não fomos criado para sofrimento.
Precisamos entender que sem amor nada de bom, de positivo, de duradouro acontece. Eu amo minha vida? Eu amo meus filhos? Eu amo meu trabalho? Eu amo meu casamento? Eu me amo?
A Bíblia nos ensina muito sobre relacionamentos, sobre casamento, sobre como ser (e por conseguinte agir) no nosso trabalho, de como agir com nossos filhos, de como tratar a vida conjugal, de como lidar com o pecado, de como resistir às tentações, de como amar; fala sobre diversos homens que passaram por inúmeras situações da vida e que acertaram e erraram muitas vezes. Mas o amor de Deus não se anulou na vida deles e também não se anulou na sua vida, mas sim, Ele sim é o maior interessado na sua felicidade, Ele é o maior interessado em realizar seus sonhos, em te dar o melhor desse mundo, em te completar.
Veja, você já deu tanta chance a diversas coisas, deu chance a pessoas que te magoaram, que te enganaram, que te fizeram chorar, já deu chance ao pecado... porque você não dá uma chance a Jesus para mudar sua vida? Ele sim, eu sei que jamais te magoaria! Somente em Jesus você encontrará a graça e a paz necessárias para o seu viver, trazendo plenitude de liberdade e alegria no Espírito Santo!
Deus está a sua espera, o que falta para você vir a Ele?
Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!

sexta-feira, 18 de maio de 2012

AQUI SE FAZ... MAS ONDE SE PAGA?


“Aqui se faz, aqui se paga”. Esse é um dos ditados populares mais utilizados, sempre referindo-se às conseqüências negativas a serem imputadas sobre uma pessoa em razão de seu comportamento, entendido como negativo segundo os padrões individuais de conduta, segundo a justiça própria de cada pessoa. Em geral, quem utiliza esse tipo de expressão não crê num julgamento divino ou destino eterno, preferindo acreditar que Deus – ou o destino, ou Força Maior - julga “aqui e agora” todos segundo suas ações, fazendo da vida terrena uma espécie de “purgatório dos vivos”, onde cada pessoa sofre as conseqüências de suas atitudes e é assim purificada por estes sofrimentos, estando então apta, após a morte, para entrar no descanso eterno.

Inicialmente, é importante deixar claro que, de fato, todas as ações que praticamos em vida trazem conseqüências sobre nós mesmos, ou até sobre as pessoas que estão próximas a nós, as quais serão experimentadas ainda nesta vida. Um pai que não ama seu filho terá sobre si mesmo as conseqüências do seu desamor, mas seu filho também experimentará os frutos amargos dessa atitude de seu pai. As conseqüências são diferentes é claro, mas as conseqüências inevitavelmente virão sobre todo ser humano a seu tempo. Deste modo, encontramos uma lei universal: a Lei da Semeadura e da Ceifa. 

Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna. E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos. (Gl 6.7-9) A Lei da Semeadura e da Ceifa é uma lei universal; ela abrange todas as ações de todos os seres existentes no mundo, tanto visível quanto invisível, tanto material quanto imaterial (espiritual). O apóstolo Paulo, escrevendo aos Gálatas, nos mostra que essa Lei deriva-se da Justiça e da Santidade de Deus – “de Deus não se zomba”, é o que o apóstolo afirma. Isto é, ninguém jamais cometerá alguma ação impunemente, sem colher as justas conseqüências sobre seus atos; isso seria o mesmo que zombar de Deus! Ninguém jamais poderá debochar de Deus, dizendo: “fiz o que bem quis, e saí impune; nem Deus foi capaz de me julgar!” Para toda ação, sempre haverá uma reação!

Assim, o homem até hoje colhe as terríveis conseqüências de sua escolha maliciosa e auto-suficiente no Éden. Ao homem, Deus disse: “E ordenou o SENHOR Deus ao homem, dizendo: [...] Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás (Gn 2.16a,17). O homem não quis dar ouvidos à solene ordem de Deus e assim desobedeceu, comendo o fruto proibido. Essa foi a ação do homem. Essa ação não passou impune, pois as conseqüências logo surgiram: a terra tornou-se maldita, a concepção e desejo da mulher foram afetados e a morte entrou no mundo. O homem morreu como disse Deus? Sim, morreu espiritualmente e passou a um estado mortal do ponto de vista físico. 

Abre parênteses: O domínio do homem sobre sua mulher é conseqüência do pecado cometido, como facilmente se lê em Gn 2.16. A conclusão lógica é que antes do pecado, antes da queda, a relação homem-mulher não era uma relação de domínio, mas de co-igualdade. O domínio do homem estendia-se à criação física, aos animais do campo, as aves do céu, mas não à sua companheira. Hoje, há muitos pastores e mestres ensinando que a mulher convertida deve estar “submissa” ao marido cristão, o que é correto; porém esta submissão, tal qual ensinam, não é submissão, mas sim dominação. Com isso, acabam estes mestres invertendo a Palavra de Deus, fazendo com que as relações marido-mulher retrocedam ao Éden pós-queda, ao invés de ensinarem que em Cristo estas relações voltam-se à Cruz, exatamente como Paulo ensina em Efésios. Fecha parênteses.
 
Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.” (Rm 5.12) Novamente, nos ensina o apóstolo Paulo que as consequencias da atitude de Adão no Éden não ficaram restritas apenas àquele primeiro homem. Elas se estenderam a todos os homens, pecado e a morte. Toda raça humana tornou-se pecadora, assim como toda raça humana possui sobre si mesma a terrível consequencia por seus pecados: a morte, tanto física, quanto espiritual e, dependendo, até mesmo eterna. 

Abre parênteses: A morte física é a separação da alma e do espírito do corpo; a morte espiritual é a separação do homem de Deus e a morte eterna é a separação eterna do homem de Deus. Fecha parênteses.
 
Note que isso não exclui o fato de que a Terra, moradia do homem, está ainda debaixo de maldição. O pecado cometido a amaldiçoou, e esse estado permanece até hoje e permanecerá até a redenção final da criação ao Seu Supremo Criador. Por causa disso, vivemos num mundo repleto de perigos mortais, de vírus e bactérias e outros agentes microscópicos perigosíssimos, capazes de matar o homem ou de causar-lhe sérias deformidades. Haja vista, por exemplo, o vírus da poliomielite, podendo ocasionar a destruição de neurônios motores gerando a paralisia flácida dos músculos por eles inervados (“paralisia infantil”). Isso pode ser chamado de morte em certo sentido, uma vez que separa a vida da plena saúde. É preciso entender aqui que a morte, por habitar em nós, causa-nos uma série de degenerações físicas e biológicas, afetando os mecanismos mais básicos do nosso corpo e assim a nossa existência. Infertilidade (por alterações na morfologia e mobilidade dos espermatozóides ou mesmo por dificuldades na ovulação), o câncer, a diabetes, o glaucoma e outras doenças são, em última análise, conseqüência direta da atitude rebelde do homem no Éden. Do mesmo modo, figuram as más-formações congênitas, com os mais variados defeitos físicos. 

Abre parênteses: o espiritismo postula que os defeitos físicos são o resultado de erros em vidas passadas por parte daquela pessoa. Assim, se alguém sofre com um aleijão em seu corpo isso se deve, segundo o espiritismo kardecista, em crimes ou maldades cometidas por aquela pessoa noutra encarnação. Daí, segundo postulam, aquela pessoa estaria recebendo as conseqüências por seus erros noutra encarnação, a fim de se purificar e poder tornar-se mais evoluído. Contudo, a Bíblia Sagrada, Palavra de Deus para os homens, nos ensina que (1) não existe reencarnação ou pluralidade de vidas; (2) os erros cometidos por alguém ou são perdoados por Cristo ou então acompanham a pessoa até o julgamento da mesma por Seu Criador (Hb 9.27; Ap 20, etc). Crer como ensina Kardec é crer contrário ao que ensina a Bíblia, é crer de forma contrária a fé cristã bíblica e genuína, é crer em heresia. Fecha parênteses.  

Porém, se as conseqüências dos nossos pecados nos acompanham enquanto ainda estamos vivos – e isso se dá desde o Éden, como já foi dito – é preciso considerar, ainda, o resultado desses pecados quando o homem morre. A morte não é o fim da existência humana; tampouco é um estado de bem-aventurança eterna independente daquilo que o homem tenha feito em vida. A morte física é apenas uma passagem para um novo estado: ou para um estado de vida eterna ou para um estado de morte eterna. O que acontece quando alguém morre fisicamente? A Bíblia nos ensina que há uma separação da parte material da espiritual, das quais é composto homem. A parte material – o corpo – fica nesta Terra, aguardando o dia em que será ressuscitado (corpo reunido novamente a parte espiritual) por Deus (ou na ressurreição dos justos – I Ts 4.16 ou na ressurreição dos ímpios – Ap 20.13). Já a parte espiritual – alma e espírito – tem destino diverso, dependendo daquilo que foi feito enquanto na vida terrena. 

O espírito, que é a parte imaterial do homem responsável pela comunicação deste com o Seu Criador e com o mundo espiritual volta para Deus, quem o criou. Já a alma, que é a parte imaterial do homem onde reside sua vontade, intelecto, emoções, etc., ou o homem em si mesmo, pode ou ir para um lugar de descanso eterno ou para um lugar de tormento, onde ficará aguardando a ressurreição para condenação final. Esse é o ensino de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo: “E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico, e foi sepultado. E no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio. E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; e agora este é consolado e tu atormentado. E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá passar para cá. E disse ele: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai Pois tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento”. (Lucas 16:22-28)

Dois homens – o rico e Lázaro; duas vidas vividas de forma diferente; uma mesma morte física, mas dois destinos eternos diferentes. Um, teve acesso ao Céu; já o outro, não pode ir para esse bendito lugar, mas foi condenado ao inferno, lugar de tormento. Sobre este lugar, Jesus disse que o seu bicho não morre, e o fogo nunca se apaga. (Mc 9.44) É um lugar de sofrimento, de dor, de tristeza, de angústia; um lugar criado para o diabo e seus anjos, mas que acaba sendo o destino de muitos e muitos que insistem em não permitir que Deus os salve, preferindo acreditar em ditados populares ou em mentiras. Prefere viver a vida ao seu próprio jeito, de acordo com sua própria justiça, do que sujeitar-se à Vontade de Deus e Justiça de Deus. Gente que prefere justificar-se em obras, achando que boas obras tem o poder de anular as más obras cometidas e de justificar sua vida e assim ser salvo ao final de sua vida. Ora, está escrito: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.” (Efésios 2:8-9) As boas obras para nada adiantam, espiritualmente falando, se a vida da pessoa não for salva pela bondade, pela Graça de Deus. Esmolas, caridade, missas, cultos, louvores, ofertas, sacrifícios pessoais, etc. para nada servem sem estar o homem reconciliado primeiramente com Deus. 

Como alguém pode escapar da condenação ao inferno? Vejamos o que Jesus nos diz: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.” (João 3:16-18) A resposta é simples: é necessário crer em Cristo! Crer, aqui, não é uma fé passiva, superficial; é ter um relacionamento com Ele! É entregar a vida Àquele que entregou a própria vida por cada um de nós. Note que se houvesse qualquer outra forma diferente de salvação a morte de Jesus na cruz teria sido perda de tempo, um horror desnecessário. Ao contrário, Cristo morreu na Cruz por Sua Vontade e Vontade de Seu Pai, a fim de ser O Salvador de todo aquele que nele crer! Não há, assim, uma variedade de caminhos a se escolher; ou um punhado de verdades que ao fim dizem a mesma coisa. NÃO! Há só Um Caminho, Uma Só Verdade e Uma Só Vida, a saber Jesus Cristo, o Filho Unigênito de Deus. 

Quem Nele crer e como resultado disso a Ele se entrega, confessando seus pecados, recebe Dele a purificação dos pecados, por Seu Sangue derramado na Cruz. Noutras palavras, Jesus morreu por nós a fim de que nossos pecados sejam perdoados, de forma que as conseqüências espirituais dos mesmos recaiam irremediavelmente sobre Nosso Senhor, que morreu na Cruz. Por isso dizemos que Sua morte foi vicária, isto é, substituta. Já vimos que a conseqüência do pecado é a morte; assim, o Senhor Jesus foi morto por causa dos nossos pecados. Ao crermos no Senhor e arrependidos confessarmos nossas culpas e pecados, automaticamente Deus julga nossos pecados em Nosso Senhor, o qual pagou as conseqüências por cada um deles, nos perdoando por causa do sacrifício do Seu Filho. Por isso, quem Nele crê não perece, não experimenta a morte espiritual, mas recebe de Deus a vida eterna como favor imerecido! Isso é Graça! 

Note que Deus não “passa a mão sobre nossos pecados”, nos tratando como “coitadinhos” ou “fazendo vista grossa” para nossos pecados. Não! Ele trata os nossos pecados com muita seriedade; daí dar o Seu Filho para morrer por nós. Portanto, Seu Filho é o Único capaz de nos salvar. Sem crer Nele, continuamos em nossos pecados, aguardando a justa condenação eterna – conseqüência última dos mesmos – da qual nenhum homem poderá escapar. Como dissemos anteriormente, haverá um dia em que os mortos sem Cristo ressuscitarão de onde estiverem, sendo os corpos reunidos novamente às respectivas almas que no inferno estão hoje, aguardando esse dia; a fim de que todos compareçam perante o Juiz de Toda Terra, o Juiz de Vivos e de Mortos, naquilo que a Bíblia chama de Juízo do Grande Trono Branco: “E vi um grande trono branco, e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles. E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras. E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte. E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo.” (Ap 20.11-15) Ninguém escapará! Nenhum homem! Nem mesmo a morte e o inferno escaparão nesse dia! Perceba que cada um, presente nesse julgamento, será julgado de acordo com as suas obras! Sem Cristo, as obras nos perseguirão até esse último dia!

Concluindo: aqui se faz, aqui se paga, mas lá se paga também! O inferno não é sua morada aqui, mas pode vir a ser lá, quando você morrer. Não pense que haverá qualquer tipo de alternativa a isso. Você quer ir para o inferno? Após ter sofrido tanto em vida, quer viver nesse lugar onde o sofrimento é infinitamente pior do que aqui, aguardando sem escape o julgamento final já ciente do veredicto - condenado? O sofrimento humano em vida é pequeno se comparado à esse sofrimento; o corpo vivo pode adormecer, ser anestesiado, ser curado; sempre é possível experimentar algum alívio estando vivo; mas naquele lugar, no inferno, não há alívio de forma alguma! Sofrimento dia-a-dia, 24h por dia, sem descanso, sem escape, sem sossego, sem socorro; não adiantará gritar, nem se enraivecer ali, nem clamar por perdão ou misericórdia, não adiantará coisa nenhuma! Você verá seus entes queridos vivos que se encontram perdidos, sem Cristo, sendo seduzidos e influenciados pelo diabo, e não poderá fazer nada, até que por fim eles sejam arrastados para o inferno para sofrer com você! Você os verá sofrer ao seu lado nesse lugar, e não poderá fazer nada para salvá-los ou aliviar sua dor! Você verá todas as oportunidades que teve para ser salvo, e não poderá voltar atrás no tempo! É isso que você quer para si? 

Querido(a), você não está lendo esta matéria à-toa. Deus te ama e deseja muito salvar você! Ele deu Jesus por você, para salvá-lo(a) do pecado e do inferno! Há um lugar maravilhoso, preparado por Deus, especialmente para você; um lugar de felicidade eterna, onde não haverá mais dor, mais sofrimento, tristeza, angústia, fome; um lugar onde Deus mesmo limpará de seus olhos todas as lágrimas! Toda dor que você experimentou em vida, serão plenamente removidas naquele dia, e nunca mais você voltará a sofrer novamente! Venha para Jesus, hoje mesmo; venha como você estiver! Não importa o que você tenha feito, qual seja a sua vida até hoje, quais sejam os seus pecados, não importa! Não importa se até hoje você viveu no mais profundo abismo de trevas e de maldades, Deus te chama assim mesmo! Venha até Cristo, Ele lhe receberá! Confesse seus pecados, mesmo que sejam grandes ou muitos, a Ele; e receba Dele o perdão para cada um dos seus pecados! Não há um só pecado seu que Ele não possa perdoar! Receba o Senhor hoje mesmo em seu coração. Confesse os seus pecados, aí onde está. Quero propor-lhe a seguinte oração:

Senhor Jesus, reconheço que sou pecador, reconheço que não há nenhuma justiça em minha vida. Reconheço que estou longe de Ti, reconheço que estou condenado sem o Senhor. Eu venho nesta hora confessar os meus pecados ao Senhor [diga quais são, daqueles que você se lembrar], por favor peço que perdoe-me por cada um deles. Eu estou arrependido e preciso de Ti como meu Senhor e Salvador. Sei que o Senhor morreu por meus pecados, assim eu renuncio a minha vida de pecado, de auto-suficiência e de rebelião contra Ti. Senhor Jesus, eu hoje te recebo como meu único e suficiente Salvador e Senhor. Peço-lhe que o Senhor entre na vida, no meu coração e faça morada permanente. Eu me entrego completamente a ti, meu Senhor e Salvador. Em nome de Jesus, amém!

Se você fez esta oração, crendo verdadeiramente em cada palavra, você está salvo. Agora, lhe aconselho a procurar uma igreja evangélica perto da sua casa, onde existam pessoas que amem a Deus e que estudem a Bíblia com seriedade, para que eles possam ensinar-lhe como viver para Cristo. Se você desejar conhecer-me pessoalmente e a Igreja onde me reúno com outros irmãos, me escreva. Será um prazer conhecê-lo(a) e ser seu amigo!

quarta-feira, 2 de maio de 2012

PARE O MUNDO GOSPEL, EU QUERO DESCER!


O mundo, como um todo, está cada vez mais louco, mais estranho! O que era antigamente não é mais nos dias de hoje, está tudo mudado! A distinção entre o “certo” e o “errado” quase não existe mais, o que é certo virou errado e o que é errado tornou-se certo. Cada vez entendo menos o que vai pela cabeça de algumas pessoas.

E eu não estou falando apenas do mundo, o qual o apóstolo João disse que está morto, em elevado estado de decomposição no maligno. Desse mundo não dá para esperar nada de bom dele. Está podre mesmo, só resta exalar mau cheiro enquanto vai apodrecendo cada vez mais, aguardando o dia de ser comida de verme, “que não morre nunca”! Não, estou falando do mundo daqueles que se dizem de Deus, daqueles que se dizem “salvos”, ”iluminados pelo Espírito Santo”, “que vão morar no céu”. Estou me referindo a um mundo dentro do mundo, uma espécie de subconjunto do mundo, que deveria, por definição, não ser subconjunto mas sim um conjunto diferente. Matematicamente falando, trata-se da mesma relação que há entre o conjunto de números reais, R, e o conjunto de números naturais, N: N está contido em R! R contém N! A interseção entre os dois conjuntos é diferente do conjunto vazio!!!!!
Em tempos antigos... “a long time ago, in a far, a far away world”, ambos os mundos eram bem diferentes, com limites bem demarcados. Não havia confusão, mistura. Os habitantes do mundo que jaz no maligno tinham o mesmo caráter de hoje em dia: amantes de si mesmos, gananciosos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a seus pais, ingratos, ímpios, sem afeição natural, implacáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus. Porém, o caráter do mundo “gospel” era bem demarcado. Ou andavam como crentes verdadeiramente, manifestando a nova natureza oriunda do encontro com Cristo, ou não eram reputados por “gospel”, mas por “falsos crentes”. Ser crente era algo muito difícil naquela época, pois era preciso renunciar o mundo dia após dia, debaixo de inúmeras perseguições que se levantavam para provar a fé daqueles que se diziam “filhos de Deus”. Eram perseguições na escola, na faculdade, no trabalho, na rua... onde quer que fossemos, éramos reputados como “escória”, como “personas non gratas”.
Havia testemunho de vida! A vida do crente era um livro aberto. Havia muita preocupação com o testemunho pessoal, algo mais do que contar uma história fantástica e mirabolante de conversão numa Igreja. Testemunho pessoal! Qualquer coisa que pudesse vir a prejudicar esse testemunho era logo rechaçada; afinal, o comportamento precisava refletir obrigatoriamente a fé professada. Nenhum crente verdadeiro queria tornar-se fonte de escândalo ou de vergonha para o Evangelho de Cristo. Havia preocupação até com a linguagem usada: palavrões e piadinhas sujas? Nem pensar! Chocarrices não eram, definitivamente, o costume dos crentes em Cristo. Havia mais temor ao Senhor, que se refletia em tudo o que era feito cotidianamente. Por isso, havia a manifestação do sobrenatural, da atuação do Espírito Santo na vida dos crentes, que se refletia na vida da Igreja, ressaltando ainda mais a diferença entre estes e o mundo.
E hoje? Hoje, ninguém quer mais saber de nada! Palavrão é o mínimo de mundano que os gospels praticam (e compartilham abertamente no facebook e twitter). Pecados sexuais já se tornaram “drops de menta”. Orgulho? Caramba! O que mais se vê são gospels orgulhosos: quando há o “milagre” de pedirem perdão (porque hoje todo mundo acha que é certo, independente da lambança que faça), fazem isso não com um coração quebrantado e contrito, mas com um coração cheio de orgulho, inutilizando o pedido de perdão! Sim, porque pedir perdão sem reconhecer-se errado de nada adianta, já que perdão é mais do que uma atitude exterior. Assim, vão deixando brechas e mais brechas abertas em sua vida. Será que as orações deles são ouvidas por Deus e as ofertas aceitas? “Portanto, se estiveres apresentando a tua oferta no altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai conciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem apresentar a tua oferta” (Mt 5.23,24). Está tudo errado! Estão apresentando ofertas, sendo que as mãos do ofertante estão cheias de sangue e violência, achando que o Senhor está recebendo as ofertas das mãos deles!
Ingratidão! Por mais que você faça, por mais que Deus faça, por mais que a Igreja faça em prol do benefício da pessoa, nunca há o reconhecimento, a gratidão. Na hora do problema, você serve para ajudar, para estender à mão; quando o problema é resolvido não há o devido reconhecimento pela ajuda. Ninguém reconhece o bem que lhes é feito; talvez porque pensam que não passa da obrigação dos outros ajudarem. “Não fez mais que sua obrigação, não espere gratidão de mim” ou o famoso “Jesus lhe abençoe” (porque eu não abençôo). Tem uns que você faz tudo por eles: consagra, ordena, faz casamento... e, ao final, o que recebe de volta? Nem um obrigado! Os anos passam e você acaba virando inimigo dos tais, que "inexplicavelmente" passam do amor ao ódio...Inexplicavelmente? Talvez haja um exagero aqui. Há sempre uma explicação: em alguns casos, isso acontece por causa da Síndrome "viúva Porcina, a santinha" (Roque Santeiro), que mandava e desmandava no "Sinhozinho Malta" (personagem do ator Lima Duarte). Bananice pura! Honra? Você honra a pessoa e ela irá um dia se voltar contra você, de forma que suas costas ficam parecendo uma peça de lagarto redondo para ser assado no forno: cheia de furos de faca para rechear a peça de carne com bacon e cenoura! Aconselhamento? Esteja certo: aconselhe hoje, amanhã os ingratos voltar-se-ão contra você por causa do aconselhamento que insistentemente lhe pediram. Traidores! Ingratidão e desonra andam de mãos dadas...

Atrevidos! Abusados! Não ponderam mais com que estão falando. Não respeitam idade, maturidade ou posição, mas levantam a voz com ousadia do espírito da rebeldia gerada no inferno! Ser pastor hoje, após o advento desse movimento neo-gospel-penteca, é tarefa inglória, principalmente se você quiser ser um pastor sério, preocupado com o ensino da Bíblia e com o crescimento espiritual e secular dos crentes. Qualquer dia vão levantar a mão para bater em pastor dentro de Igreja, quando discordarem de qualquer coisa que ele diga ou faça. Espero já estar no céu quando isso se tornar realidade arraigada...

Ganância? Está aí a infernal teologia da prosperidade que produz dia a dia gente cada vez gananciosa, que só fala de “bênção” e de “unção” do Tio Patinhas. Irmãos? Só se forem Metralhas... Gente inconstante, que vai de um lado para outro ao sabor da “onda”; vivem em movimento oscilatório, muito bem descrito por uma senóide...
Isso tudo sem mencionar as inúmeras complicações e dificuldades de se entender a "fé neo-gospel". É sacrifício para lá, é trabalho para acolá; é corrente disso, seca-pimenteira daquilo. "Água orada" (uma espécie de água benta gospel), sal grosso, óleo ungido... daqui mais um pouco vão inventar alho para espantar o demônio sugador de sangue, cruz para cravar nele (já tem gente que briga com anjo no monte, porque não brigar com demônio também?) e apetrechos de prata para acabar com o "espírito maligno do lobisomem". Ah sim, o apetrecho de prata precisa ser depositado no altar da seita, juntamente com um de ouro, para que o brux... ops, sacerdote, prepare uma solução alquímica a fim de espantar todos os males por 07 dias! Poção mágica eficaz, mas sem o ouro e a prata; a final o sacerdote da seita precisa viver, né? E ainda chamam isso de igreja... Irineu de Lyon escreveria outro tratado teológico contra essas heresias e seitas, se vivo estivesse em nossos dias (Adversus Haereses, ou Contra Heresias), as quais há muito superaram o gnosticismo que ameaçava a Igreja do segundo século. São "mistérios misteriosos de mantas núbias covas", diriam os neo-gospels, com sua linguagem hermética e repleta de jargões e frases de efeito. Me faz lembrar a música composta por Zé Ramalho, "Mistérios da Meia-Noite":

 Mistérios da Meia-Noite
Que voam longe
Que você nunca
Não sabe nunca
Se vão se ficam
Quem vai quem foi... 
 
Aliás, basta juntar as poções e utensílios mágicos, o altar, a luta contra o sobrenatural e o uso de "armas místicas", num ambiente de misticismo e esoterismo, numa boa estória bem contada, e a grana, é claro, que se conseguem todos elementos que compõem o jogo Skyrim, The Elder Scrolls. Espero que as "inovações" parem onde estão e retrocedam, ou em breve teremos sacerdotes neo-gospels de seitas distribuindo (a preços módicos) pó de ossos para que os neo-gospels recriem a passagem bíblica do vale de ossos secos (Ez 37), pele de leviatã e chifre de unicórnio, numa alusão do livro bíblico de Jó. Ah sim, não podemos esquecer o fígado de peixe para ser queimado, tão famoso no livro não-canônico de Tobias, a fim de espantar o demônio Asmodeu e curar a cegueira do ente querido. Quem sabe não haverá uma poção alquímica composta por suor ungido do sacerdote, óleo composto de Israel aquecido na fornalha santa e água orada retirada do Guandú? Basta dar o "septízimo"... rs.

Claro que graças a Deus nem todos são assim, nem todos agem desse modo; mas essa é a tônica moderna! Essa é a tônica em nossos dias! Uma confusão sem pé nem cabeça! Quem é quem? O que é o quê? Ninguém se entende, não se fala mais a mesma língua! Até o Senhor Jesus tornou-se pessoa desconhecida no meio daqueles que mais professam, que mais invocam o Seu Santo Nome. Fazem muita coisa em Nome Dele, prometem muita coisa, mas não O conhecem, porque se O conhecessem não O tratariam com tanto desprezo e desonra! Teriam mais temor nos seus corações e pensariam dez vezes antes de invocar o Nome do Senhor em vão, como vem fazendo. Lembre-se do que foi dito e escrito por Deus: "Não tomarás o nome do SENHOR teu Deus em vão; porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão." (Ex 20.7) Todas as vezes que tomamos o Nome do Senhor associando-o ao erro e ao pecado, ou fazendo Dele piada ou em jargões, estamos tomando esse Nome em vão.
 "Pare o mundo gospel, eu quero descer!" Se esse é o clamor do seu coração, diante de todo esse quadro de apostasia que aí está, então você deve se considerar feliz, porque o Espírito de Deus é quem está clamando continuamente aos verdadeiros filhos e filhas de Deus para que saiam dessa falsa igreja, dessa religião mundana e perdida. "Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas." (Ap 18.4) Saia, enquanto ainda pode, enquanto é tempo! Deus tem o melhor para sua vida! Deus tem um lugar reservado para você, uma Igreja séria, com pessoas sérias, que buscam a Deus com seriedade e compromisso, que buscam viver a Palavra de Deus e a comunhão do Espírito!

Que o grande amor de Deus o Nosso Pai, a graça de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo e a Comunhão e doces Consolações do Espírito Santo seja sobre sua vida, querido(a) irmão(ã), desde agora e para todo sempre!

Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!

terça-feira, 10 de abril de 2012

MORADORES DE BABILÔNIA E SUAS PRÁTICAS COMERCIAIS

Vendem-se casas. Casas são vendidas. Qual é o sujeito da frase? Quem executa a ação "vender"? Não dá para saber, o sujeito é indeterminado. A única coisa conhecida é que um sujeito desconhecido, indeterminado, tem uma ação conhecida e determinada: vender. Há que se perguntar se o sujeito aqui, em questão, vende o que é dele ou de outrem. Infelizmente, há muitos que vendem o que não lhes pertencem. Lucram às custas da perda de outros, repassando por preço o bem sobre o qual não tem nenhum tipo de direito de posse ou de venda. Simplesmente, apossaram-se daquilo que não lhes pertencia e agora estão a vender tal coisa para incautos e ignorantes, ou até mesmo para espertalhões. Afinal, se há uma verdade no mundo dos malandros é que sempre haverá alguém mais malandro do que o outro. Há sempre enganadores e enganados; um enganador hoje pode ser o enganado de amanhã.

Mas voltemos ao vender. No mundo, há muitas coisas que podem ser vendidas. Casas, roupas, jóias, brinquedos... até mesmo almas dos homens. A ganância, a sede de lucro, é de tal intensidade que nem mesmo os bens espirituais são ignorados. A Bíblia nos mostra que vender almas é algo possível e típico de pessoas sem Deus, cuja motivação mais íntima é vender, vender e vender: "mercadorias de ouro, de prata, de pedras preciosas, de pérolas, de linho fino, de púrpura, de seda e de escarlata; e toda espécie de madeira odorífera, e todo objeto de marfim, de madeira preciosíssima, de bronze, de ferro e de mármore;  e canela, especiarias, perfume, mirra e incenso; e vinho, azeite, flor de farinha e trigo; e gado, ovelhas, cavalos e carros; e escravos, e até almas de homens" (Ap 18.12,13). Que pessoas são essas? São pessoas que espiritualmente habitam numa cidade chamada Babilônia, uma cidade espiritual, terrível, maligna, onde ninguém respeita ninguém, nem respeita coisa alguma.

Infelizmente, não poucos são aqueles que vivem nesta cidade. Sim, porque pelo comportamento continuado vê-se facilmente a origem pátria. Afinal, humanamente falando, é fácil identificar um estrangeiro em solo nacional, quer por suas roupas, quer por seus costumes, quer por seu comportamento, quer por sua fala. Porém, o mais terrível é que há moradores nesta cidade que, por definição, não deveriam jamais habitar nela. Tratam-se dos cidadãos do Reino de Deus. Para entender a amplitude do problema, é preciso primeiro entender como alguém torna-se cidadão do Reino de Deus. Em sua obra The Pilgrim's Progress (O Peregrino), o antigo escritor cristão e pregador John Bunyan ilustra o processo pelo qual um homem muda de nacionalidade espiritual.

Resumidamente, a mudança de nacionalidade envolve (1) o reconhecimento de que é pecador, (2) fugir em direção à porta estreita (Mt 7.13,14) e (3) chegar-se à Cruz de Cristo, onde lhe cairá o fardo dos ombros, será justificado, e receberá um vestuário e um diploma de adoção na família de Deus, ou seja, será considerado nova criatura, filho de Deus, salvo por Cristo e reservado para vida eterna. Quando isso acontece, dizemos que aquela pessoa foi "comprada" para Deus pelo sangue de Cristo: "E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação" (Ap 5.9). Pelo sangue de Jesus, derramado no Calvário, fomos comprados para Deus, para sermos propriedade exclusiva Dele, e para vivermos para a glória de Deus. Esse resgate não foi mediante ouro ou prata, ou coisas corruptíveis!

O preço do resgate do homem do pecado, das trevas, do diabo foi o preço do sangue de Jesus, derramado por ocasião de Sua morte na Cruz do Calvário. Esse preço foi pago a Deus, o preço da justiça de Deus, que exige a morte do pecador, uma vez que esse é o justo pagamento por seus pecados. Assim, como diz o versículo bíblico supracitado, Jesus comprou com o Seu sangue homens para Deus. Ora, aquilo que é comprado passa a pertencer legalmente ao comprador. Passa a ser sua propriedade exclusiva. Assim também nós fomos postos pelo sacrifício de Cristo: povo de propriedade exclusiva de Deus: "Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz". (I Pe 2.9)

Daí, o comércio de almas, de vidas, de um redimido por Cristo é um pecado diante de Deus. Ninguém pode comercializar o que não lhe pertence. O grande problema aqui é que muitos, em sua cobiça insaciável, vendem a própria vida! Vendem-se, o que é uma afronta Àquele que os comprou e, para aumentar ainda mais a afronta, vendem-se por ninharias. Sim! Todos os bens da Terra reunidos têm valor irrisório, ínfimo, diante do precioso Sangue de Jesus! Nenhum bem material jamais poderá pagar o preço pela alma humana! No entanto, muitos não entendem isso, ou não conhecem, ou não dão a mínima para essa verdade básica nas Escrituras.

Assim, há, por exemplo, pastores que vendem-se: eles deixam de pregar o puro Evangelho, para o que foram chamados, e passam a suavizar a mensagem de Cristo, no afã de aumentar o número de membros e com isso o montante das ofertas arrecadadas. Combater o pecado? Jamais! Isso afasta gente! Nesse raciocínio errado e pecaminoso, é preferível manter o pecador na Igreja sem confrontação bíblica, do que correr o risco de ter que reduzir sua prebenda ao final do mês. Daí, fazem inúmeras concessões com a mensagem do Evangelho e, sem perceberem, criam outro evangelho, o qual é anátema (maldito) por definição. O anátema traz pessoas? Ótimo, essa é a solução para o bolso, pensam esses pregadores sem pregos, de martelos de penas. O pecador permanece na Igreja com o seu pecado, achando que tudo está bem entre ele e Deus, sem saber que sua vida corre um risco terrível! Um evangelho maldito, de falsidade; isso é o que está sendo anunciado em muitos lugares, tanto por famosos midiáticos quanto por não famosos, desconhecidos! Um evangelho que não é boa-nova der Deus, que cura levianamente, de forma superficial: "Porque desde o menor deles até ao maior, cada um se dá à avareza; e desde o profeta até ao sacerdote, cada um usa de falsidade. E curam superficialmente a ferida da filha do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando não há paz." (Jr 6.13,14) Pregadores ávaros, vendidos e vendilhões! Não combatem o pecado porque tem interesses escusos, porque a grana do pecador enche os seus bolsos, lhes proporcionando bens materiais e/ou status pessoal.

E não para por aí: muitos são os crentes que acham que isso está correto, que pastor não tem que pregar contra o pecado, principalmente quando trata-se da visita de um parente ou amigo seu. São crentes que estão a se vender em troca da aceitação pessoal, da manutenção da amizade cheia de concessões que mantém com os não-crentes. Mude a mensagem! Fale de coisas boas, que atraem e acalentam; não venha falar de pecado nesse dia! É o brado dos corações, quando não dos próprios lábios, daqueles que deveriam estar entre os primeiros a exortar aos pecadores que se convertam dos seus pecados! Novamente, diz o Senhor por meio do profeta Jeremias: "Coisa espantosa e horrenda se anda fazendo na terra. Os profetas profetizam falsamente, e os sacerdotes dominam pelas mãos deles, e o meu povo assim o deseja; mas que fareis ao fim disto?" (Jr 5.30,31)

A quem você pertence? A quem pertence à Igreja? A quem pertence a salvação? A você ou a Deus? Porque então você insiste em se vender; em vender sua fé, sua unção, sua alma e quiçá sua salvação? Você pertence a Deus! O Espírito Santo é Deus! O Evangelho e a Igreja são de propriedade de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo! Se quer ganhar dinheiro, vá trabalhar! Largue o ministério - porque você não está sendo digno dele - arrume um emprego secular e vá à luta camarada! Agora, se quer seguir com o seu chamado, aprenda a depender exclusivamente de Deus, sem negociar com a Palavra. Precisou exortar? Faça! Precisou disciplinar? Não perca tempo!

E se você, por sua vez, quer que seu parente ou amigo se converta, pare de fazer negócio com a fé e ore por ele, para que Deus use seus dons na Igreja de forma que ele venha a se converter! Pare com essa meninice de ficar chateadinho(a) por causa da mensagem pregada, que combate o pecado! A Igreja não é sua, o pregador não é seu, o Espírito Santo não lhe pertence e a mensagem não foi gerada por você; do mesmo modo, a alma do pecador que está a ponto de ir para o inferno não é assunto para menino na fé, para neófito.

Na Igreja o homem vai para ouvir a verdade de Deus acerca de sua vida, de seu estado espiritual e de sua condição eterna; para ouvir que o Único que pode mudar sua vida chama-se Jesus Cristo e que ele precisa se arrepender dos seus pecados, confessá-los a Deus, receber a Cristo como Único e Suficiente Salvador e Senhor e permanecer firme na fé. Esse é o propósito evangelístico da Igreja, sem o qual a Igreja perde sua função e identidade de Igreja, não passando de mero clube social, sem Deus e sem vida. Assim, não peça ao pregador para vender a mensagem, a Igreja ou a fé; mas peça ao Espírito de Deus que traga a Sua Palavra de forma que o pecador venha ouvir e compungir o seu coração! Do mesmo modo, não deixe se vender, por coisa alguma. Não tenha vergonha do Evangelho, nem dos efeitos que ele gera sobre o homem! Lembre-se: "Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego." (Rm 1.16)

Pense nisso. Deus está te dando visão de águia