quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

DISCERNINDO O VERDADEIRO MOVER DE DEUS NO MUNDO

"Portanto, vos quero fazer compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: Jesus é anátema, e ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo. Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo.  E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos." (I Co 12.3-6)

Quero fazer com que vocês compreendam... é assim que o apóstolo Paulo começa a desenvolver a sua explanação acerca dos dons espirituais. O termo usado em grego é "gnorizo", dar conhecimento, dar entendimento. Ele começa assim porque os crentes de Corinto eram ignorantes, desconhecedores, de um dos temas de grande importância nas Escrituras. Tinham todos os dons espirituais - um padrão para a igreja moderna, porém não tinham conhecimento de como operar esses dons e por isso havia muito desequilíbrio no uso dos dons.

A força desta expressão é: "Eu lhes dou esta regra para distinguir", ou pela qual vocês possam conhecer que influências e operações são de Deus. O plano da passagem é dar um guia geral e simples pelo qual os crentes poderiam ao mesmo tempo reconhecer as operações do Espírito de Deus, e determinar se eles, que alegavam estar sob tal operação,  realmente estavam. Essa regra era que todos os que foram realmente influenciado pelo Espírito Santo estariam dispostos a reconhecer e conhecer Jesus Cristo, e onde existisse essa disposição, era por si mesma uma demonstração clara de que tal operação era genuinamente do Espírito de Deus. Vemos substancialmente a mesma regra em I João 4:2,3 ("Nisto conhecereis o Espírito de Deus: Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já está no mundo.")

Paulo segue dizendo: "quero que vocês entendam que ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: Jesus é anátema, e ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo". O princípio que há por detrás desse intróito é que o Espírito Santo em todas as instâncias deve honrar a Jesus Cristo, e todos que estivessem sob sua influência deveriam prontamente amar e reverenciar o nome e a pessoa de Jesus. O Senhor mesmo disse que o Espírito falaria dele, do Senhor Jesus: "Mas, quando vier aquele, o Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar." (Jo 16.13,14)

"Senão pelo Espírito Santo". Este é um versículo muito importante, não só no que diz respeito ao assunto em particular sob consideração no tempo de Paulo, mas também em sua relação prática no presente. Podemos aprender com ele várias coisas:

1. Qualquer pessoa sob a influência do Espírito Santo está disposta, de coração, a honrar o nome e obra de Jesus Cristo;

2. As formas e expressões religiosas, bem como suas opiniões e práticas, estarão de acordo com o Espírito de Deus à medida que elas honrarem e amarem o nome e a obra de Cristo;

3. É verdade que nenhum homem jamais vai valorizar o relacionamento com Jesus Cristo, nem amar o seu nome e sua obra, a menos que ele seja influenciado pelo Espírito Santo. Ninguém ama o nome e a obra do Redentor, seguindo simplesmente as inclinações de seu próprio coração corrupto. Em todos os casos, aqueles que foram levados a honrá-lo e amá-lo, foi pela atuação do Espírito Santo.

4. Se qualquer pessoa, não importando quem seja, de qualquer forma, menospreza a obra de Cristo, fala levianamente de sua pessoa ou seu nome, ou tem doutrinas que infringem a plenitude da verdade com respeito à sua dupla natureza (divina e humana), sua pureza, sua expiação, isso é a prova de que tal pessoa não está sob a influência do Espírito de Deus.

5. Toda verdadeira religião é a produção do Espírito Santo. Tal religião consiste essencialmente na vontade e na ação de honrar, amar e servir o Senhor Jesus Cristo: religiões, denominações, igrejas, etc. que honram mais a criatura (o homem) do que o Criador, que é bendito eternamente, não são geradas, mantidas ou potencializadas pelo Espírito Santo.

6. A influência do Espírito Santo deve ser valorizada, deixando de lado a frieza de coração, as trevas, a esterilidade, e a morte espiritual.

Note que, portanto, Paulo nos dá uma forma clara para distinguirmos as influências e operações, se são genuinamente de Deus ou não. Esse é um ponto pacífico aqui, sobre o qual não resta dúvida. Perceba o quão importante é essa regra bíblica, especialmente em nossos dias, onde vemos uma explosão de religiões e seitas, e onde vemos várias coisas acontecendo dentro de igrejas as quais reputamos, via de regra, como sendo genuinamente produzidas pelo Espírito Santo.  

Hoje, na Igreja, há coisas que são produzidas genuinamente pelo Espírito de Deus e coisas que não o são, mas são produto da mente humana. É preciso sabermos discernir, a fim de não acabarmos envolvidos com algo que não foi produzido por Deus. Mesmo aquilo que não tem, a princípio, conotação espiritual ou relação direta com o mundo espiritual, pode e deve ser julgado por nós e discernido. A Bíblia diz que se somos espirituais, então podemos e devemos discernir todas as coisas, comparando "coisas espirituais" com "coisas espirituais". Nós podemos - e devemos - buscar conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus. Não podemos, como cristãos, sermos ignorantes com relação àquilo que o Espírito de Deus fez e continua a fazer na Igreja. (I Co 2)

Nosso Deus age na história humana - essa é uma verdade insofismável. Ele mesmo deu início a história humana quando criou o homem no Éden. Desde então, o homem vem agindo nessa Terra e sendo agente da história. Porém Deus, que em Sua soberania permite o agir humano até certo ponto, faz com que Seu plano eterno seja cumprido na humanidade. E a Igreja é, sem sombra de dúvida, parte desse plano. Deus deseja agir no mundo a partir de Seu povo, essa é outra verdade bíblica inconteste: foi assim no Velho Testamento e é assim no Novo Testamento. Deus pode fazer sozinho? Sim! Ele precisa de nós? Não! Mas o plano de Deus é fazer em nós e a partir de nós, Seu povo; é envergonhar e derrotar Satanás com alguém mais fraco do que ele.  

Deus fez surgir no dia de Pentecoste a Igreja. Conforme lemos no livro de Atos, a Igreja surge num ambiente de poder espiritual, do derramar do Espírito Santo sobre a vida de cada um que cria no Senhor Jesus. Era uma igreja una, viva, forte, cheia do Espírito: "E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos. E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister. E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar." (At 2.42-47) Note que a palavra-chave é perseverança: 
  • Eles não tinham uma pluralidade de fontes doutrinárias, nem oscilavam de uma fonte para outra. A única fonte doutrinária eram os apóstolos e nela permaneciam unidos.
  • Eles não iam a um lugar frequentar 2-4 horas de reunião egocêntrica, onde vamos para pedir, receber, ouvir, cantar, dar dinheiro e voltar para casa. Hoje, chamamos isso de comunhão. Mesmo o nosso "partir do pão" (Ceia do Senhor) é frequentemente egoísta. Precisamos ser sinceros conosco mesmo e com Deus: Nós não temos esse nível de comunhão que aqueles irmãos possuíam. Eles tinham tudo em comum; eles perseveravam em estar juntos. Sequer perseveramos em qualquer coisa que exija muito de nós (como a oração - imediatismo). Muito comumente, olhamos as necessidades dos outros e, se muito, oramos por elas! Eles comiam juntos, repartindo entre si de forma que não havia necessidade, com coração singelo (sem malícia) e alegre. Somos cheios de porfias, de disputas tolas, de partidarismos.   
  • Eles perseveravam unânimes todos os dias no templo.Unanimidade em pensamentos, em sentimentos, em valores, em tudo! Perseverantes na unidade, perseverantes em frequência no templo. Nota: Unanimidade (grego ὁμοθυμαδὸν, omothumadon, "com uma mente" é algo possível de existir entre crentes, como mostra a Bíblia, contrariando o senso comum! v.t. 1:14, 4:24, 5:12, etc).

Falemos a verdade uns com os outros, dileto(a) leitor(a): nós hoje somos assim, como eram aqueles irmãos??? Somos cheios de desculpas! Culpamos tudo e todos, mas não assumimos nossa responsabilidade em nossas misérias e falhas. Teologizamos em tudo, mas dificilmente somos bíblicos em essência, isto é, somos verdadeiros com Deus e conosco. Gostamos de uma "explicação" e somos mestres em criá-las. Sejamos sinceros: onde estão todas essas coisas? Onde estão os sinais e maravilhas? Será que você nunca parou para olhar um doente, um aleijado, um cego, um mudo e pensou consigo mesmo "poxa, eu gostaria de poder fazer como Pedro e João e mandar que em nome de Jesus essa pessoa seja curada, mas não faço isso porque tenho medo, porque sei que não vai acontecer nada"?  É tremendo isso, realmente! Deveríamos chorar muito aos pés do Senhor, pedir muito perdão ao Senhor por não serví-Lo e representá-Lo como devíamos hoje em dia! Mas ao invés disso, o que fazemos? (1) Nos preocupamos com nosso próprio umbigo e (2) arrumamos desculpas esfarrapadas! Nós inventamos aquilo que a Bíblia nunca disse para justificar a nossa situação miserável: nós dizemos que isso tudo foi "só para aquela época", que "os dons e maravilhas cessaram com a morte dos apóstolos", e blábláblá... Sabe porquê fazemos isso? Porque é muito melhor tranquilizarmos nossa consciência e nos encastelarmos em nossos raciocínios humanos, em nossas ciências, do que sermos confrontados pelo Espírito Santo e vermos que estamos muito, mas muito aquém da posição que deveríamos estar, reconhecendo nosso fracasso. Precisamos fazer como Josias, diante da verdade da Palavra: rasgar as nossas vestes! (II Cr 34.18,19)


Deus, amado(a) leitor(a), não está, contudo, de braços cruzados, olhando as coisas sem nada fazer. Ele tem um plano e esse plano será cumprido: Seu Nome será exaltado sobre a Terra! Seu povo será, novamente, um povo que fará proezas! Veremos novamente o caráter e o poder - e esse ainda maior - do que lemos no Livro de Atos. É um erro acharmos que a Igreja dos últimos dias deverá ser mais fraca do que a Igreja dos primeiros dias, não! Deus tem um padrão para tudo o que Ele faz. Para fazer o tabernáculo e seus utensílios, no Velho Testamento, Deus mostrou a Moisés no monte o modelo de tudo (Êx 25.40); porque acharíamos que com a Igreja não haveria Deus de ter um modelo também? Esse modelo está expresso no Livro de Atos! O que precisa acontecer, portanto, é que a Igreja seja restaurada ao padrão bíblico de Atos. E Deus está a agir na Sua Igreja, restaurando-a independentemente da crença, desejo, entendimento ou vontade humana paulatinamente. Deus terá para Si uma "igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível." (Ef 5.27) A Igreja há de ter um testemunho irresistível ao mundo, pois faremos as obras do Senhor Jesus que Ele fez, e as faremos maiores do que aquelas! (Jo 14.12)

Foi assim com a Reforma Protestante: o padrão de Deus para a Igreja é que a Palavra de Deus esteja no centro, conforme vemos em Atos. E assim Deus levantou no momento certo os pré-reformadores e os reformadores para trazer essa realidade de volta a Igreja! Mas, o que aconteceu? A Igreja estava totalmente restaurada? Não! Um princípio é que todo movimento é incompleto, limitado. Precisava Deus restaurar o mover do Seu Espírito na Igreja e foi justamente o que Deus fez, na Rua Azusa, onde TODAS AS DENOMINAÇÕES experimentaram o mover do Espírito, o batismo no Espírito Santo e os dons espirituais novamente. E agora, a Igreja está totalmente restaurada? Ainda não! Há mais coisas que Deus precisa restaurar em nosso meio ainda. Uma delas é essa UNIDADE que os cristãos possuíam e que nós estamos patinando nisso. 

Talvez você diga: "Muito bem pastor. Mas onde está hoje essa restauração da Palavra e do Espírito, na prática?" Há um princípio na história da Igreja: tudo esfria com o tempo.  Hoje, deixamos de lado aquilo que Deus fez no passado e queremos inventar coisas. Nós não olhamos para o passado e não honramos o que Deus já fez. Por exemplo, em relação a reforma, hoje raramente vemos uma pregação biblicamente responsável como dizia Lutero que a pregação deveria ser (pregação expositiva, bíblica). Nós não meditamos nas Escrituras, nem honramos a Palavra de Deus, escrita. Lutero falava muito sobre o Salmo 119, onde vemos um profundo amor pela Palavra por Davi. Por outro lado, hoje não vemos uma pregação fácil de entender, por exemplo, nas igrejas reformadas, enquanto Lutero dizia que a pregação deveria ser fácil de entendimento para todos (princípio do ajustamento). Por outro lado, outro princípio que vemos na história da igreja é que todo avivamento uma hora vira um movimento que vira um monumento. Aliás, foi o esfriamento da reforma que acabou sendo o motivador do novo movimento de Deus (apostasia e frieza, época de liberalismo, formalidade, materialismo, profissionalismo ministerial, etc., em especial nos EUA). A formação de monumentos a partir de avivamentos também tomou conta do movimento pentecostal. Hoje, achamos que o mover do Espírito é somente para alegrar a nossa vida durante o momento do louvor da igreja, para falarmos noutras línguas e profetizarmos, ou para agirmos com "unções sem-noções". Cada vez mais e mais profecias, aliás, não passam de pura invenção e manipulação emocional (ainda que há manifestações genuínas, porém cada vez mais raras). Faltou e ainda falta a existência e pleno funcionamento dos 5 ministérios de Efésios.

O que precisa acontecer? O que devemos fazer? Primeiro, precisamos buscar aquilo que Deus já fez na história para nossa própria vida. Deus já restaurou a Palavra e precisamos buscar conhecê-la e vivê-la desesperadamente. Tudo começa com a Palavra, quando estudamos a mesma com sinceridade e a partir de Sua verdade buscamos a Deus para vermos essa verdade em nossa vida. Precisamos busca também o Espírito: o batismo no Espírito e os dons espirituais. Deus já fez isso na história, precisamos buscar isso para nossa vida pessoal. Segundo, precisamos nos colocar na presença de Deus, na brecha do muro, atentos, para discernirmos qual é o agir de Deus em nosso tempo. O que Deus está fazendo? O que Deus não está fazendo? Qual é o mover genuíno do Espírito? Qual não é? Como vimos, todas formas e expressões espirituais, bem como suas opiniões e práticas, serão geradas pelo Espírito de Deus se e somente se honrarem e amarem o nome e a obra de Cristo. O mover honra a Cristo? Glorifica Seu Santo Nome? Traz edificação para Sua Obra? Faz com que os homens amem e honrem ao Senhor Jesus e Sua Obra?


Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!

Referências:
  • Barnes' Notes on the Bible.
  • Jamieson-Fausset-Brown Bible Commentary.
  • Matthew Henry's Concise Commentary.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

DEIXEI O MEU MINISTÉRIO



Amados leitores e seguidores do blog "Ad Argumentandum Tantum", segue abaixo a publicação do artigo intitulado "DEIXEI O MEU MINISTÉRIO", elaborado pelo Pr. Wagner Antonio de Araújo, da Igreja Batista Boas Novas do Rodoanel em Carapicuíba, São Paulo, Brasil. Publicado aqui sob autorização do autor.

Trata-se de um artigo muito interessante e atual, sendo muito útil para edificação da nossa fé em Cristo. Eu sou testemunha ocular de que infelizmente há muita gente que age conforme o artigo relata. Em nosso ministério já sofremos muito com esse tipo de coisa: você acolhe a pessoa, geralmente cheia de problemas e dramas; cuida dela, aconselha, visita, ora, ensina, ama, suporta;  treina, dá seminário a custo irrisório; reconhece o dom da pessoa e coloca-a em posição de liderança ou de destaque. Daqui mais um pouco, a pessoa "surta" e rompe com você, abandonando-o e a Igreja e vai para outro lugar. Ainda diz para você sem o menor temor: "Há um monte de Igrejas boas, não é só essa aqui não!" Para um pastor, é uma verdadeira punhalada quando isso acontece, quando apesar das "juras de amor e fidelidade", o crente(?) age como se você, a Igreja e, pior, Deus não significassem coisa alguma.

Tenho amigos pastores que têm relato semelhante ou até pior do que o meu. Colegas que abriram até suas casas, que acolheram essas pessoas em suas residências e que quando menos esperaram foram traídas, "esfaqueadas pelas costas", pelas mesmas.. Sem medo nenhum de errar, afirmo que essas pessoas não tem a menor noção do que é ser cristão, do que é Bíblia ou do que é Igreja; não conhecem a Deus, ainda que o professem com seus lábios. São fariseus modernos, hipócritas, que fingem na sua frente amá-lo mas por detrás, no íntimo do coração, não lhe suporta! Como diz Paulo a Timóteo, são "amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela" (II Tm 3.2-5). Homens dos últimos dias! (veja o artigo: "O CARÁTER DOS HOMENS EM DIAS TRABALHOSOS", em http://www.apenas-para-argumentar.blogspot.com.br/2010/08/o-carater-dos-homens-em-dias.html)

Assim, leiam o artigo e meditem no mesmo. Desejando comentar, fiquem à vontade para fazê-lo.

Boa leitura!

Pr. Ricardo Kropf.

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- "Por que você saiu?"
- "Porque Deus mandou!"

Essa frase é corrosiva para o meu coração. Em nome de Deus obreiros de várias ramificações nas igrejas ou crentes de várias congregações tomam decisões absurdas, impensadas, puramente emocionais, e, depois, colocam a fatura para Deus pagar:

- "Não pensei que iria ser assim!"
- "Deus está mostrando que o meu tempo aqui terminou!"
- "Oh, Deus, por que fizeste isso comigo?"

Carlos era membro da igreja. Sua participação era muito importante. A igreja era pequena mas muito unida. Cada pessoa era importante, cada oferta necessária. Havia espaço para trabalhar nos dons que Deus lhe concedera. Tinha esposa e 3 filhos. Um dia a igreja precisou reformar o templo e abrigaram-se num local de pouco espaço. Carlos não pensou duas vezes: disse que Deus estava falando ao seu coração para ir congregar noutra igreja, onde havia melhores condições para os seus filhos. Era uma época de extrema necessidade na igreja, mas Carlos não considerou nada disso. Saíram, abandonando-a. Nem carta de transferência solcitaram. Passaram-se 2 anos. Carlos não congrega mais. Disse que Deus mostrou não ser a outra igreja muito boa e agora estão "ciscando" aqui e ali, sem eira nem beira. E a vida financeira? Bem, essa seguiu o mesmo rumo: sem definição.

Astolfo era um músico no Rio Grande do Sul. Estava terminando seus estudos e foi encontrado por uma igreja do Mato Grosso. De formando em música sacra foi consagrado como Ministro de Música. Sua vida financeira deu uma guinada. Não que a igreja lhe desse riquezas; é que ele tinha tão pouco e agora via supridas todas as suas mais urgentes necessidades. Rapaz competente, Astolfo edificou um belíssimo ministério, dando sequência ao trabalho de ministros de música anteriores. Foi projetado nacionalmente. Um dia, sem nenhum constrangimento, Astolfo procura a diretoria e diz que está de saída. Perplexos, os irmãos querem saber o que houve. "Foi a vontade de Deus". O pastor pergunta: "Astolfo, Deus lhe chamou? Por que Ele não nos avisou? Quando fomos lhe buscar no Rio Grande Ele nos mostrou que era da vontade dEle a sua vinda. Como pode ser isso?" Astolfo não quis saber. Atendera ao convite do pastor de outra igreja (convite feito sem que o pastor atual soubesse) e foi embora. O tempo passou. Hoje Astolfo trabalha numa escola; é supervisor de pessoal. O ministério? Deu em nada; Talvez Deus não tenha dado sequência às orientações parciais que dera no início...

Um velho pastor capixaba desejava de toda maneira voltar ao ministério pastoral. Foi no norte do Paraná que encontrou uma pequena congregação. À princípio a igreja não queria nenhum pastor, pois sofrera com os cinco últimos. Mas, por causa de indicações preciosas, resolveram aceitar o capixaba. Ele era carismático e em pouco tempo conquistou todo o povo. Implantou séries de pregações bíblicas e fez boas visitas. Então, próximo à apresentação da Cantata de Páscoa, o pastor capixaba veio à diretoria com uma carta de exoneração. Disse que seu filho iria morar e estudar no Espírito Santo e que tinha que ir com ele. Detalhe: o filho tinha 45 anos. A igreja, revoltada, perguntou ao pastor desde quando ele sabia que isso poderia acontecer. A resposta não poderia ser mais desanimadora: "Eu já vim sabendo disso. Só esperava a confirmação. Como não queria ficar parado, decidi encarar o ministério. Mas já que em cinco meses ele conseguiu o necessário, não tenho mais o que fazer por aqui. Abraços e passar bem". Para a igreja, mais um elemento "non grato": sexto pastor a decepcionar o rebanho...

Que tristeza! Tudo o que eu escrevi é verdadeiro, apenas troquei nomes, localidades, tempos ou citações. Essas coisas infelizmente acontecem. Elas denigrem o bom nome de Deus! E por que?

1) Deus não é Deus de confusão. "Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos" (1Co 14:33). Deus não causa conflito de decisões, não veste um santo para desvestir outro, não cava uma cova para quem vai e outra para quem fica. A vontade de Deus não causa rancor ou priva uns para suprir os outros. Quando é Deus quem fala, ambos ficam felizes e ambos compreendem ser a melhor decisão a ser tomada.

2) Deus não é Deus de sim e não, volúvel, volátil, que não planeja."Antes, como Deus é fiel, a nossa palavra para convosco não foi sim e não." (2Co 1:18). O Senhor não confirma a Sua vontade com sinais, com evidências, com paz no meio da igreja, com fatos inequívocos e, quando tudo se estabelece, manda derrubar tudo e construir de novo. Isso seria loucura. Deus não é louco. Deus não permite um longo processo de esclarecimento para depois, com a obra inconclusa, estragar tudo e deixar uma comunidade ou um obreiro lesado. Isso não é atitude de um Deus sábio ou organizado.

3) Deus não usa pessoas ou igrejas como trampolim para outras vitórias ou ministérios. Uma igreja ou um ministério não podem servir para lançar ou projetar um obreiro de qualquer área para lesar um trabalho. Isso seria roubar de uma igreja para suprir a outra. Sobre isso diz-nos a Bíblia: "O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância." (Jo 10:10). Igrejas são dEle. Quando Ele precisa de obreiros de um lugar para enviá-los a outro, usa do expediente apostólico: "E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado" (At 13:2). Quando é da vontade de Deus TODOS compreendem e entendem, não apenas os agraciados. Podem ficar tristes com uma saída ou um final de trabalho, mas compreendem que é Deus quem está determinando. Saídas conflitivas em nome de uma suposta vontade de Deus são absurdas.

4) Deus não brinca com igrejas ou obreiros. Diz-nos a Escritura: "E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus (Rm 12:2)." A vontade de Deus é BOA, boa para todos. Ela é AGRADÁVEL, não causa estranheza ou revolta. E também é PERFEITA, vê além dos olhos humanos. Ela mostra quando é a hora de CONTINUAR e quando é a hora de PARAR, mas mostra PARA TODOS, não apenas para alguém. E isto pode ser a qualquer tempo, desde um dia a 80 anos, mas tem que ser algo claramente vindo do Senhor, não motivado por convites sedutores, desejo de galgar degraus maiores, encontrar mais conforto ou atalho para sair de provações.

5) Temos que ter AMOR PELA IGREJA. A igreja é a NOIVA do Cordeiro, não uma escrava sem valor ou uma estranha de Deus. Precisamos amá-las, respeitá-las, estimá-las, considerá-las, honrá-las. Elas podem ter os defeitos que tiverem, mas se forem igrejas do Senhor (biblicamente consideradas), terão que ser vistas como dignas da mais alta consideração. Algumas pessoas indigestas ou uma diretoria ruim não justificam a desconsideração pela congregação toda. Não podemos lesá-las, abandonando-as como se fossem meras empresas, agências, indústrias ou grupos humanos. Deus nos plantou ali e temos responsabilidades. Quando a questão é doutrinária e irreversível, temos que obedecer a Deus e abandoná-la sim, pois está em jogo uma obediência maior, obediência à Palavra de Deus. Mas quando os conflitos são administrativos ou humanos, precisamos considerar se o que vamos fazer é benéfico só para nós ou será bom para toda a igreja.

Eu poderia tecer outros comentários, mas estes já bastam.

Estou farto de ver igrejas a sofrer com famílias inteiras que as abandonam, levando consigo os dons, talentos e cooperação financeira para outras que não precisam disso, ou, se precisam, não necessitam desse expediente de lesar a outra em seu próprio benefício. Estou farto de ver pastores, professores de EBD, pregadores, evangelistas, líderes, músicos e ministros de música deixando seu trabalho incompleto em nome de uma suposta vontade de Deus, que é sempre boa para quem recebe e sempre ruim para quem perde, prova inconteste de que não está fundamentada na paz de Deus e na clara convicção de ser a plena vontade do Senhor. E, finalmente, estou farto de ouvir posteriormente a frase: "Deus está mostrando que aqui não é o meu lugar, por isso vou embora". Mostrou para ele mas não para os outros. Mostrou para ele 5 dias depois de chegar. Então que se confesse: "fiz isso da MINHA VONTADE, não segundo a orientação de Deus". Porque Deus não foi culpado pelas atitudes precipitadas que tomamos.

Que Deus perdoe os pecados de Seu povo. E que me perdoem os que se sentirem atingidos com o texto. Aborreçam-se comigo, mas reflitam melhor sobre seu trabalho, suas igrejas e suas decisões.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

ESTA FOI A SUA VIDA, MAS NÃO PRECISA SER ASSIM!























Para pensar:


Ninguém mais pode salvar você! Confie em Jesus hoje! Hoje é o tempo! Não deixe para amanhã, receba Jesus como seu Único e Suficiente Senhor e Salvador e tenha a garantia de vida eterna! 

"Porque, se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo" (Romanos 10:9)

O que fazer?

1. Admita que você é um pecador (Romanos 3:10);
2. Deseje abandonar a vida de pecado (arrependa-se dos seus pecados cometidos) (Atos 17:30);
3. Creia que Jesus Cristo morreu por você, foi sepultado e ressuscitou (Romanos 10:9,10);
4. Através da oração, convide a Jesus para entrar em sua vida e tornar-se seu Salvador pessoal (Romanos 10:13).

COMO ORAR: Amado Deus, sou pecador e necessito de perdão. Arrependo-me dos meus pecados, pelos quais Cristo morreu e derramou seu precioso sangue por mim. Agora te peço perdão e convido Jesus para entrar em meu coração e minha vida, como meu Salvador pessoal.

Se você confiou em Jesus como seu Salvador, começará agora uma maravilhosa vida com Ele. Então:

1. Leia a Bíblia diariamente;
2. Fale com Deus em oração, todos os dias;
3. Seja batizado nas águas, participe do culto e sirva numa igreja, junto com outros irmãos, onde Cristo seja pregado e a Bíblia seja a autoridade final.
4. Fale de Cristo aos outros.

 Se quiser conversar sobre sua nova vida em Cristo, sobre a vida cristã, sobre a Bíblia ou sobre a fé, estou à disposição! Se desejar, entre em contato comigo, pelo email que está nesse blog!



segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

NATAL: O QUE VOCÊ ESTÁ CELEBRANDO?


Todo ano, nesta época de Natal, é costume que as famílias se reunirem para comemorações; em alguns casos, participam também outras pessoas, amigas daquela família e convidadas para o grande festejo. Essas comemorações em geral envolvem um bom almoço, com peru e chester, com vinhos, com saladas e arroz especiais, com frutas típicas. No natal é também o costume de se montar uma árvore artificial e decorá-la com bolas coloridas de vidro ou de plástico, com luzes pisca-pisca, com estrelas, com anjos, com muitas outras coisas. Debaixo dessa árvore são colocados presentes, que são abertos no dia (ou na noite, dependendo do costume) pelos membros daquela família. Dependendo do país, as pessoas cantam músicas natalinas, como a "Deck The Halls" ("Decore os salões"): "Decore os salôes com ramos de azevinho/Fa-la-la-la-la, la-la-la-la/Essa é a temporada para celebrar/Fa-la-la-la-la, la-la-la-la/Vestir-se com roupas alegres/Fa-la-la-la-la, la-la-la-la/Cantar canções de natal (...)". 

No Natal fala-se muito sobre um velhinho gordinho, que dizem morar no pólo norte. Esse velhinho teria uma fábrica de brinquedos, com anões trabalhando para construí-los, de modo que esse senhor possa montar em seu trenó mágico, puxado por renas, e distribuir presentes para todas as crianças que foram boazinhas durante o ano. Esses presentes são pedidos pelas crianças durante o ano, que escrevem cartinhas para o Noel, pedindo os presentes. Obviamente, tudo isso não passa de fantasia, importada junto com outras lendas e festas como o Halloween e sua Jack-O-Lantern. Não existe esse velhinho, nem essa história é verdadeira. O tal "papai noel" (santa claus). O tal "papai noel" não passa de uma lenda baseada em Nicolau, bispo católico do século 5º. A Enciclopédia Britânica, 11ª edição, vol. 19, páginas 648-649, diz: "São Nicolau, o bispo de Mira, santo venerado pelos gregos e latinos em 6 de dezembro... conta-se uma lenda segundo a qual presenteava ocultamente a três filhas de um homem pobre... deu origem ao costume de dar em secreto na véspera do dia de São Nicolau (6 de dezembro), data que depois foi transferida para o dia de Natal. Daí a associação do Natal com São Nicolau."

A exemplo da tradição do Noel, outros elementos que não têm nenhum respaldo bíblico e que foram introduzidos na celebração do Natal são as guirlandas, a árvore, a data da celebração, etc. Acerca da árvore, por exemplo, segundo uma fábula babilônica, um pinheiro renasceu de um antigo tronco morto. O novo pinheiro simbolizava que Ninrode tinha vindo a viver novamente em Tamuz. Entre os druidas o carvalho era sagrado. Entre os egípcios era a palmeira, e em Roma era o abeto, que era decorado com cerejas negras durante a saturnália. O deus escandinavo Odim era crido como um que dava presentes especiais na época de natal àqueles que se aproximassem de seu abeto sagrado. Em inúmeras passagens bíblicas a árvore é associada a idolatria e a adoração falsa: Porque também os de Judá edificaram altos, estátuas, colunas e postes-ídolos no alto de todos os elevados outeiros, e debaixo de todas as árvores verdes (I Rs.14:23). Não estabelecerás poste-ídolo, plantando qualquer árvore junto ao altar do Senhor teu Deus que fizeres para ti (Dt.16:21). Portanto a árvore de natal recapitula a idéia da adoração de árvore, sendo que castanhas e bolas simbolizam o sol. (WOODROW, Ralph. Babilônia A Religião dos Mistérios).  
 
Bom, é sempre possível apresentar razões e justificativas para qualquer coisa. O mesmo se dá com relação ao Natal. Podem ser apresentadas razões para não comemorá-lo tal como é feito atualmente e podem ser apresentadas razões para comemorá-lo. Se o cristão deve ou não celebrar o natal é uma questão de foro íntimo, pessoal (diferentemente do Halloween, com clara conotação satânica, no qual um cristão não deve se envolver). O Natal não é um artigo de fé; não faz parte do corpo doutrinário da igreja; é questão de ordem pessoal. É preciso que haja espírito de tolerância para com os que não pensam como nós em aspectos secundários de fé (Romanos 14). Os extremos devem ser evitados. Não se deve dizer a respeito de quem comemora o Natal: “Está em pecado; enganado por Satanás”. Por outro lado, quem não celebra o 25 de dezembro não deve ser crucificado por causa disso. Por outro lado, não se deve, contudo, alimentar fantasias e coisas inúteis nas cabecinhas das crianças, como a lenda do Noel. Nem tampouco devemos tentar "tapar o sol com a peneira", ignorando as origens da festa. A discussão não é a origem, isso é ponto pacífico; mas sim se essa origem interfere na celebração do Natal ou não. E isso é foro íntimo.  

Os defensores do Natal argumentam que trata-se de uma importante ocasião para se celebrar a Cristo. Isso é um pensamento correto; na verdade, todas as ocasiões do ano (incluindo o Natal) são importantes ocasiões para celebrar ao Supremo Senhor e Rei. Natal, aliás, significa nascimento. A cristandade celebra no dia de Natal, 25 de dezembro, o nascimento de Cristo. A realidade é que essa celebração a Cristo dá-se quase em sua totalidade nas igrejas, por meio em geral de cantatas e peças teatrais. São lindíssimas! Porém, fato é que as famílias modernas pouco ou nada entendem acerca dessa celebração.  Uma boa prática que falta hoje é o ensino familiar do real significado do Natal: de que nesse dia comemora-se o nascimento de Cristo e dos porquês celebrar seu nascimento. Jesus nasceu numa cidade chamada Belém, no país chamado Israel, que fica na região conhecida como "Oriente Médio". A temperatura mínima em Israel na época de dezembro é muito baixa; lá é inverno nessa época do ano. Em 2013, previsões apontam que a temperatura mínima em Jerusalém no dia 25/12 será de 3ºC (http://www.zoover.com.br/israel/israel/jerusalem/tempo). Portanto é inverno no país em dezembro. Localizada nas Montanhas da Judeia, entre o mar mediterrâneo e o norte do Mar Morto, a Jerusalém moderna tem crescido aos arredores da cidade antiga. Jerusalém está situada no sul de um planalto na Judeia. A elevação da Cidade Velha é de aproximadamente 760 metros. 

Agora, vejamos o relato acerca do nascimento de Cristo: “E aconteceu que, estando eles ali, se cumpriram os dias em que ela havia de dar à luz. E deu à luz o seu filho primogênito, e envolveu-O em panos, e deitou-O numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem. Ora, havia, naquela mesma comarca, pastores que estavam no campo e guardavam durante as vigílias da noite o seu rebanho.” (Lucas 2:6-8). Como os pastores poderiam estar no campo em dezembro, guardando seus rebanhos durante as vigílias da noite, se na região é inverno? Os pastores tiravam seus rebanhos dos campos em meados de outubro e [ainda mais à noite] os abrigavam para protegê-los do inverno que se aproximava, tempo frio e de muitas chuvas (Adam Clark Commentary, vol. 5, página 370). A Bíblia mesmo prova, em Ct 2.1 e Ed 10.9,13, que o inverno era época de chuvas, o que tornava impossível a permanência dos pastores com seus rebanhos durante as frias noites, no campo. É também pouco provável que um recenseamento fosse convocado para a época de chuvas e frio (Lucas 2:1), conforme vemos no relato bíblico. 

Assim, a lógica impõe que Cristo não nasceu em dezembro, como pensam alguns. Quando Jesus nasceu? Novamente, é preciso recorrer ao relato bíblico, no Evangelho de Lucas, cap. 1: 

5 Existiu, no tempo de Herodes, rei da Judéia, um sacerdote chamado Zacarias, da ordem de Abias, e cuja mulher era das filhas de Arão; e o seu nome era Isabel.

6 E eram ambos justos perante Deus, andando sem repreensão em todos os mandamentos e preceitos do Senhor.

7 E não tinham filhos, porque Isabel era estéril, e ambos eram avançados em idade.

8 E aconteceu que, exercendo ele o sacerdócio diante de Deus, na ordem da sua turma,

9 Segundo o costume sacerdotal, coube-lhe em sorte entrar no templo do Senhor para oferecer o incenso.

10 E toda a multidão do povo estava fora, orando, à hora do incenso.

11 E um anjo do Senhor lhe apareceu, posto em pé, à direita do altar do incenso.

12 E Zacarias, vendo-o, turbou-se, e caiu temor sobre ele.

13 Mas o anjo lhe disse: Zacarias, não temas, porque a tua oração foi ouvida, e Isabel, tua mulher, dará à luz um filho, e lhe porás o nome de João.

14 E terás prazer e alegria, e muitos se alegrarão no seu nascimento,

15 Porque será grande diante do Senhor, e não beberá vinho, nem bebida forte, e será cheio do Espírito Santo, já desde o ventre de sua mãe.

16 E converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus,

17 E irá adiante dele no espírito e virtude de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à prudência dos justos, com o fim de preparar ao Senhor um povo bem disposto.

18 Disse então Zacarias ao anjo: Como saberei isto? pois eu já sou velho, e minha mulher avançada em idade.

19 E, respondendo o anjo, disse-lhe: Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus, e fui enviado a falar-te e dar-te estas alegres novas.

20 E eis que ficarás mudo, e não poderás falar até ao dia em que estas coisas aconteçam; porquanto não creste nas minhas palavras, que a seu tempo se hão de cumprir.

21 E o povo estava esperando a Zacarias, e maravilhava-se de que tanto se demorasse no templo.

22 E, saindo ele, não lhes podia falar; e entenderam que tinha tido uma visão no templo. E falava por acenos, e ficou mudo.

23 E sucedeu que, terminados os dias de seu ministério, voltou para sua casa.

24 E, depois daqueles dias, Isabel, sua mulher, concebeu, e por cinco meses se ocultou, dizendo:

25 Assim me fez o Senhor, nos dias em que atentou em mim, para destruir o meu opróbrio entre os homens.

26 E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré,

27 A uma virgem desposada com um homem, cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria.

28 E, entrando o anjo aonde ela estava, disse: Salve, agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres.

29 E, vendo-o ela, turbou-se muito com aquelas palavras, e considerava que saudação seria esta.

30 Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus.

31 E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus.

32 Este será grande, e será chamado filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai;

33 E reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim.

34 E disse Maria ao anjo: Como se fará isto, visto que não conheço homem algum?

35 E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.

36 E eis que também Isabel, tua prima, concebeu um filho em sua velhice; e é este o sexto mês para aquela que era chamada estéril;

37 Porque para Deus nada é impossível.

38 Disse então Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela.

39 E, naqueles dias, levantando-se Maria, foi apressada às montanhas, a uma cidade de Judá,

40 E entrou em casa de Zacarias, e saudou a Isabel.

41 E aconteceu que, ao ouvir Isabel a saudação de Maria, a criancinha saltou no seu ventre; e Isabel foi cheia do Espírito Santo.

42 E exclamou com grande voz, e disse: Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre.

43 E de onde me provém isto a mim, que venha visitar-me a mãe do meu Senhor?

44 Pois eis que, ao chegar aos meus ouvidos a voz da tua saudação, a criancinha saltou de alegria no meu ventre.

Note: segundo esse relato, Jesus foi concebido pelo Espírito Santo no ventre de Maria 6 meses depois da concepção de seu primo João Batista, filho de Isabel e Zacarias. Isto é, Ele foi concebido 6 meses após o período ou “o turno de Abias” (versículos 5 e 8). Esse turno de Abias é aquele estabelecido em I Crônicas 24, onde é apresentada a relação dos turnos em que foram organizados os sacerdotes para ministrarem na casa do Senhor: “Saiu a primeira sorte a Jeoiaribe, a segunda a Jedaías, a terceira a Harim, a quarta a Seorim, a quinta a Malquias, a sexta a Miamim, a sétima a Coz, a oitava a Abias” (I Crônicas 24:7-10). O TURNO DE ABIAS ERA O OITAVO. Ora, o primeiro turno começava a funcionar no primeiro mês do ano religioso dos judeus: “Disse o Senhor a Moisés e Arão na terra do Egito: este mês vos será o principal dos meses; será o primeiro mês do ano” (Ex.12:1,2; 13:4; Dt. 16:1). “No mês primeiro, aos catorze do mês, no crepúsculo da tarde, é a páscoa do Senhor (Lv. 23:5)”. O primeiro mês do calendário religioso judaico (mês de Abibe – Êxodos 23:15, veja a tabela abaixo) coincide mais ou menos com o nosso mês de março. É fato bem sabido que a Páscoa é uma festa móvel, que cai em março ou abril. Ela é móvel justamente porque sua data não é marcada segundo o nosso calendário, mas segundo o calendário judaico, que se baseia no ano lunar (o nosso é romano, gregoriano). 

Mês (número)
Mês (nome, em Hebraico)
Turnos
Referências
1
Abibe ou Nissan
= março / abril
1 e 2
Êx 13:4 Ester 3:7
2
Zive = abril / maio
3 e 4
1Re 6:13
3
Sivan = maio / junho
5 e 6
Et 8:9
4
Tamuz = junho / julho
7 e 8 (Abias)
Jr 39:2; Zc 8:19
5
Abe = julho / agosto
9 e 10
Nm 33:38
6
Elul: agosto / setembro
11 e 12
Ne 6:15
7
Etenim ou Tisri
= setembro / outubro
13 e 14
1Rs 8:2
8
Bul ou Cheshvan
= outubro / novembro
15 e 16
1Rs 6:38
9
Kisleu
= novembro / dezembro
17 e 18
Ed 10:9; Zc 7:
10
Tebete = dezembro / janeiro
19 e 20
Et 2:16
11
Sebate = janeiro / fevereiro
21 e 22
Zc 1:7
12
Adar = fevereiro / março
23 e 24
Et 3:7

 Assim, portanto, João Batista foi gerado logo depois do período em que os sacerdotes do turno de Abias serviam no templo, ou seja, no fim de junho ou começo de julho, em nosso calendário. Jesus nosso Senhor, foi gerado pelo Espírito Santo seis meses depois, isto é, no fim de dezembro ou começo de janeiro (provavelmente durante os dias da festa de Hanuká – a festa das luzes). Contando-se os nove meses normais de gestação, segundo estes cálculos cronológicos, Maria veio dar à luz ao nosso Senhor no fim de setembro ou começo de outubro – nos dias da Festa de Tabernáculos, no ano seguinte, ou sétimo mês do calendário judaico – o mês de Etanim (I Rs. 8:2). O sétimo mês judaico era marcado pela Festa dos Tabernáculos, a terceira e última das grandes festas instituídas por Deus por intermédio de Moisés. Isso por si só é bem interessante: João, o apóstolo,  em seu evangelho, nos mostra que Cristo habitou entre nós (Jo 1.14). A palavra habitar, aqui, é tradução do grego "skenoo" que significa "armar uma tenda", ou tabernacular (tabernáculo é uma "tenda pequena"). Deus enviou Jesus e este se tornou carne, tabernaculando entre nós, no dia da Festa dos Tabernáculos. A data exata (o dia), contudo, permanece como segredo de Deus (Dt 29.29). 

Ora, se o nascimento de Jesus não se deu no dia 25 de dezembro, então porque a cristandade adotou esta data?  Uma das teses mais populares é que o dia 25 de dezembro foi escolhido porque coincidia com os festivais pagãos que celebravam a saturnália e o solstício de inverno, em adoração ao deus-sol, o sol invictus. O deus-sol é muito provavelmente, uma indicação de Ninrode mencionado em Gênesis 10:8-10. Este festival de inverno era chamado a natividade do sol. A festa solar do natalis invicti (natividade do sol inconquistado) era celebrada em 25 de dezembro. A idéia da igreja cristã naquela época era modificar o foco de uma festa pagã, dando a ela uma "roupagem cristã", a fim de facilitar a aceitação do cristianismo (pela redução do "radicalismo da mudança" que era - e ainda é - renunciar ao mundo e as religiões por Cristo) que Cristo fosse adorado naquela festa ao invés de um deus pagão. A isso denominamos sincretismo religioso, que nada mais é do que a fusão de diferentes cultos ou doutrinas religiosas, com reinterpretação de seus elementos. Outra tese, esposada por pastores e irmãos em Cristo sérios e tementes a Deus, é a tese da oposição. Segundo essa tese, a Igreja teria estabelecido o Natal no dia de uma festa pagã  para rivalizar com a mesma. Sobre isso, comenta meu amigo e Ministro do Evangelho Rev. Magdiel Anselmo em seu blog "A Verdade Bíblica": "Isto é, o que os cristãos fizeram era como dizer, “Antes do que celebrar em imoralidade o nascimento de Ucithra, um falso deus que nunca nasceu realmente, e que não pode lhe salvar, celebremos com alegre justiça o nascimento de Jesus, o verdadeiro Deus encarnado que é o Salvador do mundo.”" (veja a postagem em: http://pranselmoteologia.blogspot.com.br/2011/12/devem-os-cristaos-celebrar-o-natal.html?spref=fb).

Quando foi feita a primeira referência histórica ao nascimento de Cristo? Por volta do ano 200 d.C., um professor cristão no Egito faz referência à data que Jesus nasceu. De acordo com Clemente de Alexandria, vários dias diferentes haviam sido propostos por vários grupos cristãos. Por mais surpreendente que possa parecer, Clemente não menciona 25 de dezembro. Clemente escreve: "Há aqueles que determinaram não apenas o ano de nascimento de nosso Senhor, mas também o dia, e eles dizem que ocorreu no ano 28 de Augusto, e no dia 25 de [mês egípcio] Pachon [20 de maio, em nosso calendário] ... E o tratamento de Sua Paixão, com grande precisão, alguns dizem que isso ocorreu no 16 º ano de Tibério, no dia 25 de Phamenoth [21 de março], e outros no dia 25 de Pharmuthi [21 de abril] e outros dizem que no dia 19 de Pharmuthi [15 de abril] o Salvador sofreu. Além disso, outros dizem que Ele nasceu no dia 24 ou 25 de Pharmuthi [20 de abril ou 21] ".

É interessante notar que somente no 4º século da era cristã é que encontramos referências a duas datas que foram amplamente reconhecidos e agora também celebradas, como o aniversário de Jesus: 25 de dezembro, no Império Romano do Ocidente e 06 de janeiro, no Oriente (especialmente no Egito e na Ásia Menor). A igreja armênia moderna continua a celebrar o Natal em 6 de janeiro; para a maioria dos cristãos, no entanto, 25 de dezembro prevaleceu, enquanto 06 de janeiro, eventualmente, veio a ser conhecido como a Festa da Epifania, comemorando a chegada dos Magos em Belém.

Porém, é somente a partir do século 12 que encontramos a primeira sugestão de que a celebração do nascimento de Jesus foi deliberadamente escolhida na época das festas pagãs. Uma nota marginal em um manuscrito dos escritos do siríaco comentarista bíblico Dionísio bar-Salibi afirma que nos tempos antigos o feriado de Natal foi, na verdade, passado de 6 janeiro para 25 dezembro para que ele caisse na mesma data que o feriado pagão Sol Invictus. Nos séculos 18 e 19, os estudiosos da Bíblia, estimulados pelo novo estudo de religiões comparadas, se agarraram a esta idéia. Eles alegaram que, como os primeiros cristãos não sabiam quando Jesus nasceu, eles simplesmente assimilaram o festival pagão do solstício a seus próprios propósitos, afirmando-o como o momento do nascimento do Messias e celebrando-o apropriadamente.  

Ora, então por que celebrar o Natal, o nascimento de Cristo? Porque o seu nascimento significou a intervenção de Deus na história humana, que traria fim, com a sua morte, à escravidão do pecado a qual estava sujeita toda a raça humana. O propósito do nascimento (encarnação de Cristo) sempre foi a sua morte; a morte vicária e expiatória e a ressurreição de Cristo são o cerne da fé cristã. Jesus nasceu para morrer, para dar a Sua vida em resgate de muitos; em resgate de todo aquele que se identifica com Cristo ao ponto de Nele encontrar o seu justo pagamento por seu pecado e, portanto, a solução definitiva para uma vida distante do Criador. Para todo aquele que se rende ao Senhor, que para de se justificar e de prover para si mesmo falsos deuses, ídolos pessoais, e que confiam suas vidas inteiramente a Cristo. Em Cristo - e somente Nele, em ninguém mais -  temos o perdão dos nossos pecados e a vida eterna.  

CONSIDERAÇÕES FINAIS:

Em nenhuma ocasião Jesus expressou a idéia de que seus seguidores devessem celebrar seu aniversário. Pelo contrário, em duas ocasiões quando as pessoas queriam enfatizar seus laços naturais (mãe e irmãos), ele rapidamente rebateu esta atitude, enfatizando a importância dos seus laços espirituais (os discípulos e todos aquele que ouve e pratica sua palavra) – Lc. 11:27,28; Mc. 3:31-35. Em outras palavras, ele não queria ser venerado como um grande astro e sim como o caminho pelo qual todos os homens poderiam chegar a Deus nas mesmas condições de filiação que Ele tinha. É com este propósito que ele realmente instituiu uma cerimônia em sua memória, não um aniversário, uma vez por ano, mas “todas as vezes que o beberdes, em memória de mim (1Co. 11:25)”. Ele queria que lembrássemos dele sempre, não como uma figura histórica a ser homenageada, mas como o pão e o vinho da Ceia, que nos alimentam e nos dão o poder para tornar-nos como Ele.

Dito isto, surge a pergunta: Será que devemos começar a celebrar o Natal na época da Festa dos Tabernáculos? Devemos criticar ou combater aqueles que continuam celebrando o Natal no dia 25 de dezembro? Será que o mesmo fervor que alguns demonstram quando evangelizam católicos sobre a remoção de imagens de suas casas não deveria ser exercido contra esta herança idólatra que penetrou nas tradições das igrejas protestantes? Em primeiro lugar quero deixar claro que o propósito em levantar este assunto não é de transferir a celebração da data do Natal para outra data, nem tampouco introduzir outro elemento de controvérsia entre os irmãos. Questões sobre o Natal são “questões menores” que não devem em hipótese alguma destruir a unidade, o companheirismo e o amor cristãos.

Quer celebrar o Natal? Faça-o sabendo o seu real significado, não porque A ou B celebram ou porque "aqui sempre fizemos assim"!

Convém, contudo, meditarmos no seguinte:

1 – À medida que Deus restaura sua igreja na terra nestes últimos dias, muito entulho de tradições humanas que foi se amontoando sobre a verdade do evangelho precisa ser removido. Se quisermos voltar à autêntica experiência cristã apostólica, precisaremos abrir os corações e as mentes para a necessidade de despojarmo-nos das tradições pagãs. Sobre isso, devemos notar que a maioria das pessoas que aceita festejar o Natal, com todos o seus elementos, não aceita festejar as festas bíblicas. O que se depreende disso é que ou o medo das "tradições judaicas" é muito maior do que o medo das "tradições pagãs" (o mesmo argumento para uma se aplica para a outra, mesmo aquele articulado com base na Bíblia) ou a tradição (gerada pelo aculturamento social-teológico) é mais forte para com o Natal do que para com as Festas Bíblicas. Cabe aqui uma maior reflexão pelos adeptos e opositores da celebração do Natal.  

2 - Em tudo, há a necessidade de coerência. Aqueles que não celebram o natal por suas raízes pagãs não deveriam celebrar o carnaval, o halloween ou mesmo as festas juninas pela mesma razão. Dar a estas festas uma "roupagem cristã" é repetir o mesmo ato da igreja católica, independente do argumento usado para o fazer.

3 – A vontade de Deus é que fiquemos deslumbrados diante da grandeza do mistério da Encarnação todos os dias do ano e não apenas no Natal. Porém, se queremos lembrar de forma especial deste grande evento na época do Natal não há problema algum. O problema está em celebrar o nascimento de Jesus com a prática de tantas coisas totalmente opostas aos seus ensinamentos.

4 – Infelizmente a cerimônia que Jesus instituiu para manter a sua pessoa em nossa memória, a Ceia, tem perdido seu sentido para a maioria dos cristãos por ter se tornado apenas um ritual vazio. Precisamos clamar ao Senhor para que o sentido da ceia seja revelado novamente à igreja para que mais uma vez possamos honrar Jesus com simplicidade e realidade “partindo pão de casa em casa… com alegria e singeleza de coração”(At 2.46). A Ceia, que foi uma expressão viva de comunhão com Cristo e com os irmãos no Espírito na época apostólica, acabou se transformando em um ritual formal, exterior apenas, sem vida.

5 – Finalmente, o mais importante de tudo é lembrarmos que Deus se fez carne, se tornou fisicamente presente entre nós no tempo e no espaço, não para criar um fato exótico a ser admirado como objeto de museu, mas para que sua presença se tornasse real para nós “todos os dias até a consumação dos séculos” (Mt 28.20). É somente a consciência desta presença que poderá nos separar para a Segunda Vinda, que será, sem dúvida alguma, o maior acontecimento da história.

Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!

A propósito: Um Feliz Natal!

Referências:
http://www.biblicalarchaeology.org/daily/biblical-topics/new-testament/how-december-25-became-christmas/