Remexendo meus e-mails antigos (de 2006), encontrei esse texto, de autoria do Pr. David Wilkerson, a qual havia compartilhado com um irmão em Cristo que estava vivendo um problema em sua vida e pensando em desistir. Reproduzo aqui.
Deus seja louvado!
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QUANDO VOCÊ ESTÁ FERIDO
Por: Pr. David Wilkerson
link: http://www.tscpulpitseries.org/portuguese/tshurt.htm
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De um jeito ou de outro, todos nos ferimos. Estamos todos no mesmo bote. Até as multidões cheias de riso e de ôba-ôba se machucam. Tentam esconder a dor com bebidas e brincadeiras - mas ela não se vai. Quem se fere? Os pais de um filho ou uma filha esbanjadores, pródigos. Milhões de pais são feridos profundamente por um filho que rejeita seus conselhos. Pais amorosos sofrem pela decepção e delinqüência do filho, que antes era amoroso e bom.
As vítimas dos lares partidos estão feridos. A esposa abandonada, foi rejeitada pelo marido por outra mulher. O esposo que perdeu o amor da esposa. As crianças que perderam sua segurança.
Outros sofrem de enfermidades. Câncer, problemas de coração e uma multidão de outras doenças humanas. Ouvir do médico: “Você está com câncer - você pode morrer!” é aterrador. Em verdade, muitos dos que estão lendo esta mensagem experimentaram esta dor e esta agonia. Namorados rompem. Um garoto ou uma garota vai embora, pisando em cima daquilo que já foi um belo relacionamento. Só resta um coração partido, ferido.
E os desempregados? Os desanimados, cujos sonhos morreram? Os presos? O encarcerado? O homossexual? O alcoólatra? É verdade! De um jeito ou de outro - todos nos machucamos. Cada pessoa na terra carrega sua própria carga de dor e de mágoa.
Não Há Cura Física
Quando a dor é profunda, ninguém nesta terra consegue interromper os medos íntimos e a mais profunda das agonias. Nem o melhor dos amigos pode entender na realidade a batalha que você está enfrentando, ou as feridas que lhe foram impostas. Só Deus pode deter as ondas de depressão, e a sensação de solidão e de fracasso que caem sobre você. Unicamente a fé no amor de Deus pode libertar a mente ferida. O coração ferido e partido que sofre em silêncio, só pode ser curado por uma obra sobrenatural do Espírito Santo - e nada menor que a intervenção divina realmente funciona.
Deus tem de intervir e assumir o controle. Ele tem de deter o andamento de nossas vidas quando chega o ponto de rotura; e esticando Seus braços amorosos, trazer para a Sua proteção e Seu cuidado, aquele corpo e aquela mente feridos. Deus tem de surgir como Pai cuidadoso, e demonstrar que está presente, fazendo com que as coisas resultem no bem. Ele precisa, através de Seu próprio poder, dispersar as nuvens carregadas, afastar o desespero e a amargura, enxugar as lágrimas - e substituir o sofrimento pela paz de espírito.
Por Que Eu - Senhor?
O que machuca mais é que você sabe que seu amor por Deus é grande - contudo, parece que não dá para entender o que Ele está tentando produzir na sua vida. Você iria entender o porquê de as orações não serem atendidas, se fosse frio em relação ao Seu amor. Caso estivesse fugindo de Deus, provavelmente entenderia porque as provações e os severos julgamentos continuam chegando. Se fosse um pecador derrotado, que despreza as coisas de Deus, você poderia chegar a pensar que merecesse um sofrimento atroz.
Mas você não está fugindo; não está rejeitando-O de nenhuma maneira. Você anseia cumprir Sua perfeita vontade; deseja ardentemente servi-lO com tudo que há em você. E é isso que faz com que sua dor seja tão debilitante. Faz você achar que há alguma coisa muito errada consigo. Você questiona a sua profundidade espiritual; e às vezes, até questiona a sua sanidade mental. De algum lugar lá no fundo, uma voz sussurra: “Talvez eu tenha algum defeito! Vai ver que estou sofrendo tanto porque Deus não vê nada de bom em mim! Devo estar tão fora da Sua vontade, que Ele tem de me disciplinar para me tornar obediente.”
Os Amigos Se Esforçam Muito Para Ajudar
Um coração machucado ou partido causa a dor mais lancinante conhecida pelo homem. A maioria das outros sofrimentos humanos são só físicos. Mas um coração ferido, carrega uma dor que é ao mesmo tempo física e espiritual. Os amigos e os queridos podem ajudar a amenizar a dor física de um coração partido. Quando estão lá, sorrindo, amando e cuidando, a dor física se atenua, e há um alívio passageiro. Mas a noite cai, e com ela vem o terror da agonia espiritual.
A dor sempre piora à noite. A solidão cai como uma nuvem quando o sol desaparece. O sofrimento explode quando você está sozinho, tentando entender como se confrontar com as vozes e os temores interiores que continuam vindo à tona.
Os seus amigos, que realmente não compreendem o que você está enfrentando, oferecem todos os tipos de solução fácil. Ficam impacientes com você. Estão muito felizes e despreocupados na ocasião, e não entendem por que você simplesmente não “sai dessa”.
Suspeitam que você esteja se entregando à autocomiseração. Ficam lembrando que o mundo está repleto de pessoas desanimadas e feridas, que sobreviveram. O mais comum, é que desejem orar aquela oração “que se faz uma única vez, cura tudo, resolve tudo”. Mandam você “liberar a fé, reivindicar uma promessa, confessar a cura, e sair do desespero.”
Tudo isto está certo e é bom, mas é uma pregação que geralmente vem de cristãos que nunca conheceram muito sofrimento em suas próprias vidas. São como as “babás” de Jó, que tinham todas as respostas - mas que não conseguiram aliviar a sua dor. Jó disse o seguinte sobre eles: “vós todos sois médicos que não valem nada”.
Graças a Deus pelos amigos bem intencionados, mas se eles experimentassem a sua agonia só por uma hora, iriam mudar a conversa. Se estivessem em seu lugar só um pouquinho, sentindo o que você sente, vivendo a dor íntima que está carregando, lhe diriam: “Como você agüenta? Eu não suportaria isto.”
O Tempo Não Resolve Nada!
E existe a velha frase: “o tempo resolve tudo.” Dizem para você agüentar um pouco, sorrir, e esperar que o tempo anestesie a sua dor. Mas tenho a suspeita de que todas as regras e as frases sobre solidão são cunhadas por pessoas felizes e saudáveis. Soam bem - mas não é verdade. O tempo não resolve nada - só Deus resolve. Quando você está ferido, o tempo só amplia a dor. Os dias e as semanas se arrastam e a agonia insiste. A dor não cessa, não importa o que diga o calendário. O tempo pode abafar a dor no interior da mente, mas uma mínima lembrança pode trazê-la à tona.
Na verdade, nem ajuda muito saber que cristãos sofreram antes de você, ao longo da história. Você se identifica com o sofrimento dos personagens bíblicos que sobreviveram à terríveis experiências de dor. Mas saber que outros enfrentaram enormes batalhas não acalma a dor do seu peito. Ler como saíram vitoriosos de suas batalhas - e você ainda não conseguiu isto - só aumenta a dor. Faz você achar que eles estavam muito próximos de Deus para receber tamanhas respostas às suas orações. E faz com que se sinta sem valor diante de Deus, pois seus problemas continuam, apesar de todos seus esforços espirituais.
Problema Em Dobro
Raramente as pessoas se machucam só uma vez. A maioria dos feridos pode lhe mostrar outros machucados também. É dor em cima de dor. Um coração partido, geralmente é sensível, frágil. É facilmente magoado porque não é protegido por uma casca dura. A brandura é confundida com vulnerabilidade pelo coração de casca dura. O silêncio é interpretado como fraqueza. Entrega total de si mesmo é tomada por “atitude muito drástica”. O coração que não teme admitir sua necessidade de amor, é mal interpretado como “muito direcionado ao sexo.”
Segue-se, então, que um coração sensível que busca amor e compreensão, em geral é o mais fácil de ser partido. Corações abertos e que confiam, geralmente são mais machucados. O mundo está cheio de homens e mulheres que rejeitaram o amor oferecido por um coração suave e terno. Os corações fortes, cobertos por carapaça dura e que não confiam em ninguém, corações que dão muito pouco - corações que exigem que o amor constantemente lhes seja provado - corações calculistas - corações que sempre manipulam e cuidam só de si - corações que temem correr riscos, estes corações raramente se partem. Não se ferem porque não há o que os fira.
São muito orgulhosos e muito egoístas para permitir que alguém os faça sofrer de alguma maneira. Eles saem ferindo o coração dos outros e atropelando as almas frágeis que tocam suas vidas - simplesmente porque são tão compactos e embotados em seus corações, que acham que todos deveriam ser como eles. Corações duros não gostam de lágrimas. Detestam se comprometer. Sentem-se sufocados quando lhes pedem para compartilhar seus próprios corações.
Os Ofensores Não Saem Fácil!
Parte da dor que um coração ferido tem de agüentar é saber que o ofensor, o agressor, sai impune. O coração diz: “Eu fui o ofendido e o ferido, e mesmo assim, tenho de pagar o preço. O ofensor fica livre, em vez de pagar pelo que fez.” Este é o problemas das cruzes - geralmente crucificam a pessoa errada. Mas Deus guarda os livros, e no dia do Juízo, os livros serão avaliados. Mas mesmo nesta vida, os ofensores e os que ferem as pessoas pagam um alto preço. Não importa como tentem justificar seus atos ofensivos, não podem secar o choro daqueles a quem ofenderam. Como o sangue de Abel que clamava da terra, o grito de um coração machucado pode penetrar a barreira do tempo, do espaço, e aterrorizar o mais duro dos corações. As dores geralmente são produzidas por mentiras claras. E todo mentiroso com o tempo é levado à justiça.
Haverá um bálsamo para um coração ferido? Haverá cura para aquelas feridas profundas, interiores? Será que os pedaços podem novamente ser juntados, e o coração se tornar ainda mais forte? Será que a pessoa que conheceu uma dor e um sofrimento tão terrível, pode se levantar das cinzas da depressão e encontrar uma nova maneira de viver, mais poderosa? Sim! Definitivamente sim! Caso não fosse assim, a palavra de Deus seria uma piada e o próprio Deus seria um mentiroso. E não é assim!
Quero compartilhar com você alguns pensamentos simples, sobre como lidar com a sua dor.
1. Pare de Tentar Descobrir Como e Por Que Você Foi Ferido!
O que lhe aconteceu se trata de um sofrimento muito comum na humanidade. O seu caso não é o único. Pertence à natureza humana . Neste ponto, não adianta nada saber se você estava certo ou errado. O importante agora é a sua disposição de prosseguir em Deus, e de confiar em Suas misteriosas operações na sua vida.
A Bíblia diz: “Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma cousa extraordinária vos estivesse acontecendo; pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de sua glória, vos alegreis exultando” (I Pedro 4: 12-13). Deus não prometeu um modo de vida desprovido de dor. Prometeu “um escape” (livramento). Prometeu ajudar a tolerar a sua dor; força para novamente lhe colocar em pé, quando a fraqueza lhe deixa tonto. Muito provavelmente, você fez o que era preciso.
Moveu-se dentro da vontade de Deus - seguindo o coração com honestidade. Você ingressou nela de coração aberto, desejando dar-se de si. O amor foi a sua motivação. Você não interrompeu a vontade de Deus - outra pessoa o fez. Se isto não fosse verdade, você não seria a pessoa que está sofrendo tanto. Você está sofrendo por tentar ser honesto.
Você não consegue entender porque as coisas explodiram na sua cara, quando parecia que Deus estava guiando tudo. O seu coração fica perguntando: “Prá começar, por que Deus permitiu que eu entrasse nesta, sabendo que nunca iria dar certo?” Mas a resposta é clara. Judas foi chamado pelo Senhor. Estava destinado a ser um homem de Deus. Foi escolhido à mão pelo Salvador. Poderia ter sido poderosamente usado por Deus. Mas Judas abortou o plano de Deus. Partiu o coração de Jesus. Aquilo que havia se iniciado como um belo e perfeito plano de Deus, terminou em desastre, porque Judas escolheu os seus próprios caminhos. O orgulho e a teimosia destruíram o plano de Deus em ação.
Então, lance fora as suas culpas. Pare de se condenar. Pare de ficar tentando descobrir o que fez de errado. O que conta realmente para Deus é o que você está pensando neste instante. Você não errou - o mais provável é que simplesmente tenha dado em excesso. Como Paulo, você deve dizer: “...(Eu) amando-vos cada vez mais, seja menos amado” (2 Coríntios 12:15).
2. Lembre-se de Que Deus Sabe Exatamente o Quanto Você Pode Agüentar - E Não Permitirá Que Chegue ao Ponto de Explodir!
O nosso Pai amoroso diz: “Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar” (I Coríntios 10:13). A maior das blasfêmias é imaginar que Deus esteja por trás do seu sofrimento e da sua dor; que se trata da disciplina do Pai celestial; que Deus ache que você precisa de mais um ou dois ofensores antes que esteja pronto para receber Suas bênçãos. Não é assim!
É verdade que Deus corrige a quem ama. Mas essa correção é só por um período, e não deve nos machucar. Deus não é o autor da confusão em sua vida. Nem você. É a falência humana. É o inimigo semeando ervas daninhas no campo do seu esforço. Trata-se do engano dentro de outra pessoa perto de você, pessoa essa que perdeu a fé em Deus. O inimigo tenta nos agredir através dos outros seres humanos, assim como tentou agredir Jó através da esposa incrédula.
O seu Pai celeste cuida de você com um olho que não pisca. Cada movimento é acompanhado. Toda lágrima é pesada. Ele Se identifica com cada uma de suas dores. Sente cada machucado. E sabe quando você foi exposto à excessiva perturbação por parte do inimigo. Intervém e diz: “Chega!” quando o ferimento e a dor deixam de levá-lo mais próximo do Senhor - quando, em vez disto, começam a rebaixar sua vida espiritual. Deus assume. Não permitirá que um confiante filho seja rebaixado devido ao excesso de dor e agonia na alma.
Quando a mágoa começa a agir em favor de uma desvantagem sua, quando começa a atrasar o seu crescimento, Deus age para colocá-lo acima das batalhas por um tempo. Nunca permitirá que você se afogue em lágrimas. Não permitirá que a dor deteriore sua mente. Ele promete chegar na hora certa, para enxugar as suas lágrimas e lhe dar alegria em lugar do pesar. A palavra de Deus diz: “Ao anoitecer, pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã” (Salmo 30:5).
3. Quando a Dor Chegar ao Máximo, Vá ao Seu Lugar Secreto e Derrame Todas as Lágrimas do Desespero.
Jesus chorou. Pedro chorou - amargamente! Pedro carregava consigo a dor de negar o próprio Filho de Deus. Ficou andando só pelas montanhas - chorando de tristeza. Aquelas amargas lágrimas produziram nele um suave milagre. Ele voltou para abalar o reino de Satanás.
Uma senhora que sofrera uma mastectomia escreveu um livro intitulado: “First You Cry” (Primeiro Você Chora). Há pouco conversei com um amigo que acabara de ser informado de ter câncer terminal. “A primeira coisa que você faz”, disse, “ é chorar até acabar todas as lágrimas. Aí, você começa a chegar mais perto de Jesus, até que sabe que Seus braços estão lhe abraçando apertado.”
Jesus jamais afasta o olhar de um coração que chora. Ele diz: “...a um coração quebrantado...não desprezarás (não desprezarei)” [Salmo 51:17]. Nem uma vez o Senhor dirá: “Vire-se! Vá lá tomar seu remédio! Cerre os dentes e seque as lágrimas.” Não! Jesus guarda todas as lágrimas em Seu recipiente eterno.
Você está ferido? Gravemente? Então vá em frente e chore! E fique chorando até as lágrimas pararem de correr. Mas deixe que estas lágrimas se originem só da dor - e não da incredulidade ou da autocomiseração.
4. Convença-se de Que Vai Sobreviver -Você Vai Sair Desta -Convença-se de que, Vivo ou Morto, Você Pertence ao Senhor!
A vida continua. Você fica surpreso do quanto se pode agüentar quando Deus ajuda. Felicidade não é o viver sem dor ou mágoas. De jeito nenhum. A felicidade verdadeira é aprender como viver um dia de cada vez, a despeito de todo sofrimento e da dor. É aprender como se alegrar no Senhor, não importando o que tenha acontecido no passado. Você pode sentir-se rejeitado. Pode sentir-se abandonado. A sua fé pode ficar débil. Você pode achar que chegou ao fim. Pesar, lágrimas, dor e vazio podem lhe devorar às vezes - mas Deus ainda está em Seu trono. Ele ainda é Deus!
Você não pode se ajudar! Não consegue interromper a dor e o sofrimento. Mas o nosso bendito Senhor lhe buscará - e colocará Sua mão amorosa sob você e o elevará para se assentar outra vez nos lugares celestiais. Ele lhe livrará do temor da morte. Revelará Seu infinito amor por você.
Olhe para cima! Encoraja-se no Senhor. Ao ficar coberto pelo nevoeiro, quando não vê saída para o seu dilema, deite-se nos braços de Jesus e simplesmente confie nEle. Ele é Quem tem de fazer tudo! Ele quer a sua fé - a sua confiança. Ele quer que você grite alto: “Jesus me ama! Ele está comigo! Ele não vai falhar! Ele está resolvendo tudo neste instante! Não serei rejeitado! Não serei derrotado! Não serei uma vítima de Satanás! Não vou perder o juízo e nem o rumo! Deus está do meu lado! Eu O amo - e Ele me ama!”
O ponto principal é a fé. E a fé repousa nAquele que é Absoluto - “Toda arma forjada contra ti não prosperará” (Isaías 54:17).
segunda-feira, 25 de junho de 2018
domingo, 10 de junho de 2018
ENTENDENDO O MINISTÉRIO PASTORAL A LUZ DA BÍBLIA
"Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para encher todas as coisas. E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro. Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor." (Efésios 4:10-16)
O texto de Efésios fala sobre os homens-dons, dados por Cristo, em sua ascenção ao céu. Paulo lista 5 tipos de homens-dons, todos resultado da vitória de Cristo na cruz: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres (ou doutores, noutras versões). É possível afirmar, portanto, que esses homens-dons são uma expressão limitada e específica do ministério plural de Cristo sobre a Terra. Limitada, porque em Cristo "habitava corporalmente toda a plenitude da Divindade" (Cl 2.9) enquanto o mesmo não se repete em nossas vidas; nesse caso, temos um dom perfeito dado a um homem imperfeito o qual, por sua vez, vai aperfeiçoando a si mesmo no uso desse dom a medida que vai exercendo. Específica, porque enquanto Cristo possuía a plenitude, os homens tem apenas uma expressão singular dessa plenitude. Assim, quem equipara Cristo e os homens, colocando-os no mesmo patamar de igualdade, comete grave erro; o mesmo erro que o ex-querubim cometeu em tempos imemoriais.
Analisando um pouco mais esse texto de Efésios, vemos que todos os dons listados tem em princípio a mesma função: "com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo". Aperfeiçoamento para desempenho do serviço, ato contínuo que Paulo denomina "edificação do corpo de Cristo". Aperfeiçoamento vem do grego "katartismos", significando um "ajuste correto, ajuste exato que descreve como (permite) que as partes individuais trabalhem juntas na ordem correta". O que se tem em mente aqui é que o serviço dos santos é sinergístico, "o efeito ativo e retroativo do trabalho ou esforço coordenado de vários subsistemas na realização de uma tarefa complexa ou função". Há, portanto, uma complementariedade inevitável no serviço cristão: o serviço que um indivíduo pode - e deve - prestar é importante para outro e para o serviço que esse outro presta e assim sucessivamente. Ninguém, portanto, trabalha sozinho ou para si mesmo. No entanto, para que esses serviços possam "se encaixarem" perfeitamente, Cristo deu dons aos homens.
Como Cristo deu dons aos homens, muitos tendem a medir o desempenho do exercício desses dons usando como padrão o ministério terreno de Cristo. Ou seja, buscam infalibilidade ministerial, estando sempre muito preparados para ferozmente criticarem todo erro que julgaram encontrar na pessoa-dom. É interessante que esses críticos plantonistas eles mesmos possuem dons (I Co 12 e 14) e abusam do direito de errarem - erros em diaconia, erros em profecia (profecias da carne), erros no ensino, erros no aconselhamento, etc. - e mesmo assim consideram-se em condições de criticar os erros dos outros. Isso me faz lembrar sobre a trave no olho: "Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás claramente para tirar o argueiro do olho de teu irmão." (Mt 7.3-5) Obviamente, não estou me referindo aqui ao mau-caratismo de alguns que se intitulam e se promovem a si mesmos, sem sequer serem cristãos verdadeiros (como falsos profetas e falsos apóstolos, etc.). Estou me referindo às relações dentro do corpo de Cristo.
Outro tipo de erro muito comum, no que se refere especificamente ao ministério pastoral, é compará-lo com a atividade pastoril. Comparar um pastor de gente com um pastor humano nos força, obrigatoriamente, a comparar uma pessoa com uma ovelha (animal) em todos os aspectos, tal e qual no primeiro caso. Daí, vamos acabar concluíndo que gente só serve para o abate (virar churrasco) e para produção (de lã e de leite); passou disso, não serviriam para mais nada. Obviamente, isso é um absurdo!
O termo “pastor” é uma metáfora do Antigo Testamento, e, juntamente, com as demais expressões de liderança espiritual na Igreja, aplica-se ao cuidado amoroso, respeitoso e dedicado de um pastor em favor de sua comunidade local. Sobre essa atividade, as epístolas pastorais estão repletas de direção e recomendações acerca do serviço a ser desempenhado. Expressões como "admoestar" (exortar) sirgem com muita frequência; outras expressões como "suplicar" (em favor de todo os homens), "alimentar" (com as palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido; I Tm 4.6), "rejeitar", "ordenar e ensinar", "tornar-se padrão", "repreender" (na presença de todos), "não impor precipitadamente as mãos", e muitas outras. Não há nenhuma expressão, no entanto, que ligue o exercício do ministério pastoral com a atividade pastoril, diretamente transposta. Não há algo como "defenda o crente do inimigo", como querem alguns a partir de um erro crasso de interepretação bíblica (com base numa má exegese de João 10). Com relação ao inimigo, o ministério pastoral (pastor de gente) atua, no máximo, no ensino bíblico e na correção dos desvios, no tratamento disciplinar e na oração.
Quem nos guarda do maligno é o Senhor Jesus, guardando tanto os crentes como os pastores (que também são crentes)! Ele é o bom pastor (Ele mesmo disse isso), que dá a vida pelas suas ovelhas, como de fato Ele o fez, na cruz do calvário! Quem toma essa passagem de João 10 e aplica ao ministério pastoral pós-ascenção de Cristo precisa mostrar atualmente como um pastor humano, de seres humanos, vai dar a sua vida por outros seres humanos (dar a vida aqui, em João 10, é literal; é morrer por e no lugar de outro, de forma que o outro não precise morrer e nem venha a morrer). Fico aqui, "pensando com meus botões", se os mega-líderes e seus liderados condicionados a não pensarem, que tanto criticam outros com base nesse falsa exegese, podem avocar para si mesmos esta função, de morte vicária e redentora! (veja mais em: https://apenas-para-argumentar.blogspot.com/2018/02/a-podridao-do-sistema-religioso-que.html).
Pedro faz um acréscimo importante para o exercício do ministério pastoral: "Rogo, pois, aos presbíteros que há entre vós, eu, presbítero como eles, e testemunha dos sofrimentos de Cristo, e ainda co-participante da glória que há de ser revelada: pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho." (I Pe 5.1-3) Segundo o apóstolo, então, o pastorado de gente deve ser feito de forma espontânea, de boa vontade e como modelo dos irmãos.
A espontaneidade refere-se ao trabalho feito sem pressão, sem forçar a barra. O pastoreio é feito por prazer e devoção, não por pressão por lucros e dividendos, por crescimento e expansão do império pessoal de pastores-presidentes, bispos, apóstolos, etc. que pensam antes nas suas carteiras e ambições de poder do que pessoas. Quem pastoreia debaixo de pressão na verdade não pastoreia, pois tem seu foco mudado por conta das pressões religiosas monetarizadas; as pessoas, aqui, deixam de ser importates (e o pastorado refere-se a ter pessoas como foco do trabalho). Esses interesses escussos levam aos mega-ultra-plus-tabajara-líderes a colocarem gente doente na posição de liderança (de culto ou de atividades) pela "capacidade" que essa pessoa teoricamente possui em atrair gente (por exemplo, colocar sob imposição uma pessoa com síndrome do pânico na liderança de culto de libertação pela suposta capacidade de "fazer movimento" - coisa do neopentecostalismo antiblíblico - a despeito da negativa justificada do pastor local. Quem assim age, não pastoreia ninguém; só a si mesmo).
Como o leitor facilmente perceberá, isso nada tem a ver com a vontade de Deus! Isso está fortemente ligado com o outro requisito - "não por sórdida ganância". A motivação pastoral recomendada não é o lucro material! É a alegria de fazer a obra de Deus! Igreja que tem um pastor (mesmo que seja o mega-ultra-plus) ganancioso por dinheiro, biblicamente está sem pastor! Faço uma pergunta nesse ponto: observe a altíssima rotatividade da igreja "pastoreada" por quem vê cifrão em cada pessoa que chega; observe o sem número de divisões que essa igreja já sofreu, o número de líderes/liderados que perdeu e a quantidade de projetos que não deram certo. Você acha isso normal? Você acha que isso é culpa exclusiva do diabo? Você acredita na chapeuzinho vermelho, na branca de neve e nos três porquinhos? Isso acontece porque esses mega-ultra-plus, com foco na bufunfa e não nas pessoas, vão atropelando princípios bíblicos e consequentemente impedindo o progresso da igreja. Igreja bloqueada! Quem está resistindo a essa igreja não é o diabo, é o próprio Deus! Sabe por quê? Veja: Quanta gente machucada, ferida e abandonada pelo caminho; gente boa, gente com qualidades e defeitos (GENTE), com dons e talentos, gente que confiou a vida ao mega-ultra-plus e foi descartada por não obedecer cegamente aos devaneios imperialistas do sujeito (que não diz "Amém, mein Führer!" para tudo o que o mega-ultra-plus fala)! Quanta gente foi - e é - criticada pelo mega-ultra-plus (e por alguns de seus seguidores apassivados, com cérebro na posição "off") como "bode", "falso isso, falso aquilo", "balaio de gato", etc. só porque não concordou se sujeitar ao espírito de dominação vigente! Há alguma justiça, biblicamente falando, nisso?
Sobre quem está resistindo a igreja, o pr. Francis Frangipane explica: "é o próprio Deus quem “resiste aos soberbos” (Tiago 4.6). Desta forma, se estivermos divididos nos nossos corações de outras igrejas, ou se estivermos de alguma forma nos autopromovendo na nossa atitude, estamos andando em orgulho. Conseqüentemente, o Espírito que se levanta para se opor aos nossos esforços não é demoníaco; é Deus. Deus não tolera orgulho, especialmente o orgulho religioso. E é essa característica religiosa do orgulho – através da qual nos ufanamos dos nossos feitos, ficamos inchados com o nosso conhecimento ou julgamos as outras pessoas – que faz com que o Deus vivo se posicione contra muitos dos nossos esforços para ganhar as nossas cidades para Cristo. O Senhor não desculpará nosso orgulho simplesmente porque cantamos três hinos aos domingos, e nos consideramos “salvos”. Deus resistiu ao orgulho de Lúcifer no céu, e se oporá ao nosso orgulho na terra. O mais triste de tudo é que o orgulho religioso foi tão misturado à nossa experiência cristã que nem mesmo conseguimos perceber que há algo de errado. Entretanto, sem dúvida é o pecado mais ofensivo manifesto na igreja. O Senhor não quer que os perdidos sejam enxertados em igrejas onde vão assimilar o veneno do orgulho na mesma mesa onde recebem a salvação." (recomendo fortemente que você veja essa mensagem em: https://www.revistaimpacto.com.br/quem-esta-resistindo-a-igreja/) Esses mega-líderes são prepotentes! São cheios de si! Gostam de apresentar seu currículo, suas realizações, para coagir e humilhar quem se atrever a debater suas idéias esdrúxulas! Humildade passa longe, muito longe da vida deles, apesar de enfatizarem "o quanto são são humildes" em suas prédicas. Agem como se tudo o que tivessem feito na vida não fosse uma simples concessão do Senhor. O mega-líder se esquece que JAMAIS qualquer cristão deve se vangloriar de coisa alguma, a não ser de suas fraquezas, porque até a mula de Balaão e o peixe de Jonas Ele já usou! Deus Todo-Poderoso usa quem Ele quer e, portanto, não há vantagem alguma em ser usado por Deus! Você dificilmente verá um mega-líder pedir perdão por qualquer coisa: eles se acham sempre certos!
Note que, por fim e de forma muito coesa, vem a última característica: não dominador do rebanho, mas exemplo do mesmo. O conceito de pastor no Novo Testamento não é o de uma pessoa que conserva a totalidade do ministério em suas mãos, tendo ciúmes dele, esmagando toda a iniciativa dos membros da igreja. O ditador não vê nada disso. Ele é um mandão! É um orgulhoso! É um arrogante e prepotente! Um pastor não deve abusar do seu cargo, tornando-se ditador. Mas muitos não conseguem resistir a essa tentação, porque alimentam um grande orgulho carnal. São carnais e não espirituais, e só trazem descrédito à igreja e à comunidade cristã em geral. O pastor precisa ter uma vida tão significativa, que o rebanho o tenha como modelo, como exemplo, em toda a sua maneira de viver. Pergunto: o(a) irmão(ã) considera o mega-ultra-plus um exemplo a ser seguido? Você gostaria de ser e de viver como ele, biblicamente falando? Pois é...
Um pastor deve ser modelo em tudo. Em sua família (como pai, como filho e, como marido), em seu trabalho, em sua fé (zelo e conhecimento, amor fraternal e desinteressado, etc.), em seu modo de ser e de agir, em seus relacionamentos, etc. Na forma com que lida com o dinheiro e com o poder. E principalmente em sua fidelidade a Deus. Ser fiel a Deus e ao chamado de Deus para exercer o ministério pastoral "como Deus quer" pode, em casos extremos, envolver até a saída do pastor da Igreja. Isso acontece por várias razões, especialmente quando a igreja tem um mega-ultra-plus líder acima do pastor local fazendo oposição ao ministério pastoral bíblico (o qual não traz o crescimento e lucro esperados) impossibilitando a continuidade do exercício do ministério. Se insistir em ficar, trará danos para a congregação e para si mesmo, pois acabará se tornando "pastor PIV" (para inglês ver): não apita nada, não manda nada, tendo apenas aparência de líder. Ninguém vai respeitá-lo, ninguém irá honrá-lo, ninguém irá se submeter biblicamente falando a ele. Não poderá repreender ou corrigir ninguém segundo a Bíblia, não poderá exercer o ministério que Deus lhe confiou. (veja mais em: https://apenas-para-argumentar.blogspot.com/2018/02/a-podridao-do-sistema-religioso-que.html).
Quem está num ambiente assim, faz muito bem em pular fora. Essa ambiente deteriorado, sem pastor verdadeiro, se constituirá em cemitério espiritual. Quem insistir teimosamente, sofrerá por certo o dano de sua decisão irrefletida: pessoas doentes da alma, com aparência de fé, mas cujas atitudes e vida cotidiana negam isso. Gente amargurada, orgulhosa e pior: sem um pastor para cuidar delas! Meros cifrões. Meros geradores de grana para outros gozarem desses recursos. Sistema babilônico, já condenado por Deus: "Ouvi outra voz do céu, dizendo: Retirai-vos dela, povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos" (Ap 18.4). Acorda! Sai dela, povo meu!
Pense nisso! Graça e paz!
O texto de Efésios fala sobre os homens-dons, dados por Cristo, em sua ascenção ao céu. Paulo lista 5 tipos de homens-dons, todos resultado da vitória de Cristo na cruz: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres (ou doutores, noutras versões). É possível afirmar, portanto, que esses homens-dons são uma expressão limitada e específica do ministério plural de Cristo sobre a Terra. Limitada, porque em Cristo "habitava corporalmente toda a plenitude da Divindade" (Cl 2.9) enquanto o mesmo não se repete em nossas vidas; nesse caso, temos um dom perfeito dado a um homem imperfeito o qual, por sua vez, vai aperfeiçoando a si mesmo no uso desse dom a medida que vai exercendo. Específica, porque enquanto Cristo possuía a plenitude, os homens tem apenas uma expressão singular dessa plenitude. Assim, quem equipara Cristo e os homens, colocando-os no mesmo patamar de igualdade, comete grave erro; o mesmo erro que o ex-querubim cometeu em tempos imemoriais.
Analisando um pouco mais esse texto de Efésios, vemos que todos os dons listados tem em princípio a mesma função: "com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo". Aperfeiçoamento para desempenho do serviço, ato contínuo que Paulo denomina "edificação do corpo de Cristo". Aperfeiçoamento vem do grego "katartismos", significando um "ajuste correto, ajuste exato que descreve como (permite) que as partes individuais trabalhem juntas na ordem correta". O que se tem em mente aqui é que o serviço dos santos é sinergístico, "o efeito ativo e retroativo do trabalho ou esforço coordenado de vários subsistemas na realização de uma tarefa complexa ou função". Há, portanto, uma complementariedade inevitável no serviço cristão: o serviço que um indivíduo pode - e deve - prestar é importante para outro e para o serviço que esse outro presta e assim sucessivamente. Ninguém, portanto, trabalha sozinho ou para si mesmo. No entanto, para que esses serviços possam "se encaixarem" perfeitamente, Cristo deu dons aos homens.
Como Cristo deu dons aos homens, muitos tendem a medir o desempenho do exercício desses dons usando como padrão o ministério terreno de Cristo. Ou seja, buscam infalibilidade ministerial, estando sempre muito preparados para ferozmente criticarem todo erro que julgaram encontrar na pessoa-dom. É interessante que esses críticos plantonistas eles mesmos possuem dons (I Co 12 e 14) e abusam do direito de errarem - erros em diaconia, erros em profecia (profecias da carne), erros no ensino, erros no aconselhamento, etc. - e mesmo assim consideram-se em condições de criticar os erros dos outros. Isso me faz lembrar sobre a trave no olho: "Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás claramente para tirar o argueiro do olho de teu irmão." (Mt 7.3-5) Obviamente, não estou me referindo aqui ao mau-caratismo de alguns que se intitulam e se promovem a si mesmos, sem sequer serem cristãos verdadeiros (como falsos profetas e falsos apóstolos, etc.). Estou me referindo às relações dentro do corpo de Cristo.
Outro tipo de erro muito comum, no que se refere especificamente ao ministério pastoral, é compará-lo com a atividade pastoril. Comparar um pastor de gente com um pastor humano nos força, obrigatoriamente, a comparar uma pessoa com uma ovelha (animal) em todos os aspectos, tal e qual no primeiro caso. Daí, vamos acabar concluíndo que gente só serve para o abate (virar churrasco) e para produção (de lã e de leite); passou disso, não serviriam para mais nada. Obviamente, isso é um absurdo!
O termo “pastor” é uma metáfora do Antigo Testamento, e, juntamente, com as demais expressões de liderança espiritual na Igreja, aplica-se ao cuidado amoroso, respeitoso e dedicado de um pastor em favor de sua comunidade local. Sobre essa atividade, as epístolas pastorais estão repletas de direção e recomendações acerca do serviço a ser desempenhado. Expressões como "admoestar" (exortar) sirgem com muita frequência; outras expressões como "suplicar" (em favor de todo os homens), "alimentar" (com as palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido; I Tm 4.6), "rejeitar", "ordenar e ensinar", "tornar-se padrão", "repreender" (na presença de todos), "não impor precipitadamente as mãos", e muitas outras. Não há nenhuma expressão, no entanto, que ligue o exercício do ministério pastoral com a atividade pastoril, diretamente transposta. Não há algo como "defenda o crente do inimigo", como querem alguns a partir de um erro crasso de interepretação bíblica (com base numa má exegese de João 10). Com relação ao inimigo, o ministério pastoral (pastor de gente) atua, no máximo, no ensino bíblico e na correção dos desvios, no tratamento disciplinar e na oração.
Quem nos guarda do maligno é o Senhor Jesus, guardando tanto os crentes como os pastores (que também são crentes)! Ele é o bom pastor (Ele mesmo disse isso), que dá a vida pelas suas ovelhas, como de fato Ele o fez, na cruz do calvário! Quem toma essa passagem de João 10 e aplica ao ministério pastoral pós-ascenção de Cristo precisa mostrar atualmente como um pastor humano, de seres humanos, vai dar a sua vida por outros seres humanos (dar a vida aqui, em João 10, é literal; é morrer por e no lugar de outro, de forma que o outro não precise morrer e nem venha a morrer). Fico aqui, "pensando com meus botões", se os mega-líderes e seus liderados condicionados a não pensarem, que tanto criticam outros com base nesse falsa exegese, podem avocar para si mesmos esta função, de morte vicária e redentora! (veja mais em: https://apenas-para-argumentar.blogspot.com/2018/02/a-podridao-do-sistema-religioso-que.html).
Pedro faz um acréscimo importante para o exercício do ministério pastoral: "Rogo, pois, aos presbíteros que há entre vós, eu, presbítero como eles, e testemunha dos sofrimentos de Cristo, e ainda co-participante da glória que há de ser revelada: pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho." (I Pe 5.1-3) Segundo o apóstolo, então, o pastorado de gente deve ser feito de forma espontânea, de boa vontade e como modelo dos irmãos.
A espontaneidade refere-se ao trabalho feito sem pressão, sem forçar a barra. O pastoreio é feito por prazer e devoção, não por pressão por lucros e dividendos, por crescimento e expansão do império pessoal de pastores-presidentes, bispos, apóstolos, etc. que pensam antes nas suas carteiras e ambições de poder do que pessoas. Quem pastoreia debaixo de pressão na verdade não pastoreia, pois tem seu foco mudado por conta das pressões religiosas monetarizadas; as pessoas, aqui, deixam de ser importates (e o pastorado refere-se a ter pessoas como foco do trabalho). Esses interesses escussos levam aos mega-ultra-plus-tabajara-líderes a colocarem gente doente na posição de liderança (de culto ou de atividades) pela "capacidade" que essa pessoa teoricamente possui em atrair gente (por exemplo, colocar sob imposição uma pessoa com síndrome do pânico na liderança de culto de libertação pela suposta capacidade de "fazer movimento" - coisa do neopentecostalismo antiblíblico - a despeito da negativa justificada do pastor local. Quem assim age, não pastoreia ninguém; só a si mesmo).
Como o leitor facilmente perceberá, isso nada tem a ver com a vontade de Deus! Isso está fortemente ligado com o outro requisito - "não por sórdida ganância". A motivação pastoral recomendada não é o lucro material! É a alegria de fazer a obra de Deus! Igreja que tem um pastor (mesmo que seja o mega-ultra-plus) ganancioso por dinheiro, biblicamente está sem pastor! Faço uma pergunta nesse ponto: observe a altíssima rotatividade da igreja "pastoreada" por quem vê cifrão em cada pessoa que chega; observe o sem número de divisões que essa igreja já sofreu, o número de líderes/liderados que perdeu e a quantidade de projetos que não deram certo. Você acha isso normal? Você acha que isso é culpa exclusiva do diabo? Você acredita na chapeuzinho vermelho, na branca de neve e nos três porquinhos? Isso acontece porque esses mega-ultra-plus, com foco na bufunfa e não nas pessoas, vão atropelando princípios bíblicos e consequentemente impedindo o progresso da igreja. Igreja bloqueada! Quem está resistindo a essa igreja não é o diabo, é o próprio Deus! Sabe por quê? Veja: Quanta gente machucada, ferida e abandonada pelo caminho; gente boa, gente com qualidades e defeitos (GENTE), com dons e talentos, gente que confiou a vida ao mega-ultra-plus e foi descartada por não obedecer cegamente aos devaneios imperialistas do sujeito (que não diz "Amém, mein Führer!" para tudo o que o mega-ultra-plus fala)! Quanta gente foi - e é - criticada pelo mega-ultra-plus (e por alguns de seus seguidores apassivados, com cérebro na posição "off") como "bode", "falso isso, falso aquilo", "balaio de gato", etc. só porque não concordou se sujeitar ao espírito de dominação vigente! Há alguma justiça, biblicamente falando, nisso?
Sobre quem está resistindo a igreja, o pr. Francis Frangipane explica: "é o próprio Deus quem “resiste aos soberbos” (Tiago 4.6). Desta forma, se estivermos divididos nos nossos corações de outras igrejas, ou se estivermos de alguma forma nos autopromovendo na nossa atitude, estamos andando em orgulho. Conseqüentemente, o Espírito que se levanta para se opor aos nossos esforços não é demoníaco; é Deus. Deus não tolera orgulho, especialmente o orgulho religioso. E é essa característica religiosa do orgulho – através da qual nos ufanamos dos nossos feitos, ficamos inchados com o nosso conhecimento ou julgamos as outras pessoas – que faz com que o Deus vivo se posicione contra muitos dos nossos esforços para ganhar as nossas cidades para Cristo. O Senhor não desculpará nosso orgulho simplesmente porque cantamos três hinos aos domingos, e nos consideramos “salvos”. Deus resistiu ao orgulho de Lúcifer no céu, e se oporá ao nosso orgulho na terra. O mais triste de tudo é que o orgulho religioso foi tão misturado à nossa experiência cristã que nem mesmo conseguimos perceber que há algo de errado. Entretanto, sem dúvida é o pecado mais ofensivo manifesto na igreja. O Senhor não quer que os perdidos sejam enxertados em igrejas onde vão assimilar o veneno do orgulho na mesma mesa onde recebem a salvação." (recomendo fortemente que você veja essa mensagem em: https://www.revistaimpacto.com.br/quem-esta-resistindo-a-igreja/) Esses mega-líderes são prepotentes! São cheios de si! Gostam de apresentar seu currículo, suas realizações, para coagir e humilhar quem se atrever a debater suas idéias esdrúxulas! Humildade passa longe, muito longe da vida deles, apesar de enfatizarem "o quanto são são humildes" em suas prédicas. Agem como se tudo o que tivessem feito na vida não fosse uma simples concessão do Senhor. O mega-líder se esquece que JAMAIS qualquer cristão deve se vangloriar de coisa alguma, a não ser de suas fraquezas, porque até a mula de Balaão e o peixe de Jonas Ele já usou! Deus Todo-Poderoso usa quem Ele quer e, portanto, não há vantagem alguma em ser usado por Deus! Você dificilmente verá um mega-líder pedir perdão por qualquer coisa: eles se acham sempre certos!
Note que, por fim e de forma muito coesa, vem a última característica: não dominador do rebanho, mas exemplo do mesmo. O conceito de pastor no Novo Testamento não é o de uma pessoa que conserva a totalidade do ministério em suas mãos, tendo ciúmes dele, esmagando toda a iniciativa dos membros da igreja. O ditador não vê nada disso. Ele é um mandão! É um orgulhoso! É um arrogante e prepotente! Um pastor não deve abusar do seu cargo, tornando-se ditador. Mas muitos não conseguem resistir a essa tentação, porque alimentam um grande orgulho carnal. São carnais e não espirituais, e só trazem descrédito à igreja e à comunidade cristã em geral. O pastor precisa ter uma vida tão significativa, que o rebanho o tenha como modelo, como exemplo, em toda a sua maneira de viver. Pergunto: o(a) irmão(ã) considera o mega-ultra-plus um exemplo a ser seguido? Você gostaria de ser e de viver como ele, biblicamente falando? Pois é...
Um pastor deve ser modelo em tudo. Em sua família (como pai, como filho e, como marido), em seu trabalho, em sua fé (zelo e conhecimento, amor fraternal e desinteressado, etc.), em seu modo de ser e de agir, em seus relacionamentos, etc. Na forma com que lida com o dinheiro e com o poder. E principalmente em sua fidelidade a Deus. Ser fiel a Deus e ao chamado de Deus para exercer o ministério pastoral "como Deus quer" pode, em casos extremos, envolver até a saída do pastor da Igreja. Isso acontece por várias razões, especialmente quando a igreja tem um mega-ultra-plus líder acima do pastor local fazendo oposição ao ministério pastoral bíblico (o qual não traz o crescimento e lucro esperados) impossibilitando a continuidade do exercício do ministério. Se insistir em ficar, trará danos para a congregação e para si mesmo, pois acabará se tornando "pastor PIV" (para inglês ver): não apita nada, não manda nada, tendo apenas aparência de líder. Ninguém vai respeitá-lo, ninguém irá honrá-lo, ninguém irá se submeter biblicamente falando a ele. Não poderá repreender ou corrigir ninguém segundo a Bíblia, não poderá exercer o ministério que Deus lhe confiou. (veja mais em: https://apenas-para-argumentar.blogspot.com/2018/02/a-podridao-do-sistema-religioso-que.html).
Quem está num ambiente assim, faz muito bem em pular fora. Essa ambiente deteriorado, sem pastor verdadeiro, se constituirá em cemitério espiritual. Quem insistir teimosamente, sofrerá por certo o dano de sua decisão irrefletida: pessoas doentes da alma, com aparência de fé, mas cujas atitudes e vida cotidiana negam isso. Gente amargurada, orgulhosa e pior: sem um pastor para cuidar delas! Meros cifrões. Meros geradores de grana para outros gozarem desses recursos. Sistema babilônico, já condenado por Deus: "Ouvi outra voz do céu, dizendo: Retirai-vos dela, povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos" (Ap 18.4). Acorda! Sai dela, povo meu!
Pense nisso! Graça e paz!
segunda-feira, 4 de junho de 2018
CRENTES IMUNES ÀS DOENÇAS: DEVANEIOS E DISPARATES!
Há uma tese
teológica, que tem conseguido muitos adeptos atualmente, de que temos tanto
direito à cura quanto ao perdão dos pecados a partir do momento em que somos
salvos. Isaías descreve a obra da cruz; tomado isoladamente parece indicar que
a cura e o perdão dos pecados são realmente assim. Os mestres desta doutrina
ensinam que você está doente apenas porque não tem fé, ou que não entende as Escrituras,
ou que o Diabo de alguma forma se aproveitou de você. Praticamente todos os
evangelistas de cura dos últimos cem anos ensinaram uma variação disso e estão
em pleno vigor agora. Esses mesmos evangelistas estão sempre tentando explicar
por que nem todos são curados. Sempre se resume a ser a culpa da ovelha.
Certamente não há problemas com os líderes ou a doutrina.
Essa postagem
visa apresentar o problema e rebatê-lo.
I. INTRODUÇÃO.
A primeira coisa que devemos fazer é definir o termo “doença”.
Segundo o dicionário Houaiss, esse termo é definido como sendo “alteração biológica do estado de saúde de
um ser (homem, animal etc.), manifestada por um conjunto de sintomas
perceptíveis ou não; enfermidade, mal, moléstia”. Essa definição é
superficial. Lavín, em sua obra “FIBROMIALGIA SEM MISTERIO: Um guia para
pacientes, familiares e médicos”, reconhece que não há uma definição
universalmente aceita, enquanto define doença como “qualquer alteração no
funcionamento do organismo que provoque sofrimentos e diminua a longevidade”.
Há uma imensa multiplicidade de doenças que podem acometer o
homem. Nenhuma parte do corpo humano está imune de ficar doente. Órgãos,
células, tecidos, sistemas, aparelhos... tudo, literalmente, pode ter sua
função alterada, quer por agentes externos (como radiação solar,
microorganismos, substâncias ingeridas ou não ingeridas, absorvidas pela pele
ou não, fraturas, luxações, etc.), quer por agentes internos (alterações genéticas,
problemas congênitos, etc.). Até mesmo a psique não está imune, sujeita a uma
imensa variedade de doenças e transtornos de ordem psicológica e/ou
psicossocial. A CID – Classificação Internacional de Doenças e de Problemas
Relacionados à Saúde – encontra-se em sua décima revisão (CID-10), elaborada
por vários grupos de especialistas e peritos individuais, além da Organização
Mundial de Saúde (OMS).
Apenas para ilustrar a multiplicidade de doenças, segue a
lista dos 22 capítulos que compõem a CID-10: I - Certas doenças infecciosas e
parasitárias; II – Neoplasias; III - Doenças do sangue e órgãos hematopoiéticos
e certas desordens que envolvem o mecanismo imunológico; IV - Doenças
endócrinas, nutricionais e metabólicas; V - Transtornos Mentais e
Comportamentais; VI - Doenças do sistema nervoso; VII - Doenças do olho e
anexos; VIII - Doenças do ouvido e processo mastóide; IX - Doenças do aparelho
circulatório; X - Doenças do aparelho respiratório; XI - Doenças do aparelho
digestivo; XII - Doenças da pele e tecido subcutâneo; XIII - Doenças do sistema
músculo-esquelético e do tecido conjuntivo; XIV - Doenças do aparelho
geniturinário; XV - Gravidez, parto e puerpério; XVI - Certas condições
originadas no período perinatal; XVII - Malformações congênitas, deformações e
anomalias cromossômicas; XVIII - Sintomas, sinais e achados clínicos e
laboratoriais anormais, não classificados em outra parte; XIX - Lesão,
envenenamento e outras conseqüências de causas externas; XX - Causas externas
de morbidade e mortalidade; XXI - Fatores que influenciam o estado de saúde e o
contato com os serviços de saúde e XXII – Códigos para propósitos especiais. Cada
capítulo possui uma grande variedade de códigos para cada doença. Apenas para
reforçar o conceito, a CID-10 traz um total de 1.575 doenças.
Pessoas de todos os países do mundo são acometidas pelas
mais variadas doenças, independentemente de gênero, classe social, religião ou
etnia. O website da OMS (http://www.who.int/gho/map_gallery/en/)
possui dados sobre vários casos. Lembre-se: doenças diminuem a longevidade.
II. DOENÇAS SOB
PERSPECTIVA BÍBLICA.
As doenças nem sempre existiram. A partir do momento em que
o pecado entrou no mundo, como resultado da desobediência a Deus, o homem ficou
suscetível a todos os tipos de doenças e, consequentemente, à morte: “Porque és
pó, e em pó irás te tornar.” (Gênesis 3:19)
Há diversos exemplos na Bíblia de homens de fé que ficaram
doentes e até morreram dessas enfermidades. Um deles foi o profeta Eliseu, que
padeceu de uma enfermidade que o levou a morte: “Estando Eliseu padecendo da
enfermidade de que havia de morrer” (2Re 13.14). Outro foi Timóteo. Paulo
recomendou-lhe um remédio caseiro por causa de problemas estomacais e
enfermidades freqüentes: “Não continues a beber somente água; usa um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das
tuas freqüentes enfermidades” (1Tm 5.23).
“Ao final do seu
ministério, Paulo registra a doença de um amigo que ele mesmo não conseguiu
curar: “Erasto ficou em Corinto. Quanto a Trófimo, deixei-o doente em Mileto”
(2Tm 4.20). O próprio Paulo padecia do que chamou de “espinho na carne”. Apesar
de suas orações e súplicas, Deus não o atendeu, e o apóstolo continuou a
padecer desse mal (2Co 12.7-9). Alguns acham que se tratava da mesma
enfermidade da qual Paulo padeceu quanto esteve entre os Gálatas: “a minha
enfermidade na carne vos foi uma tentação, contudo, não me revelastes desprezo
nem desgosto” (Gl 4.14). Outros acham que era uma doença nos olhos, pois logo
em seguida Paulo diz: “dou testemunho de que, se possível fora, teríeis
arrancado os próprios olhos para mos dar” (Gl 4.15). Também podemos mencionar
Epafrodito, que ficou gravemente doente quando visitou o apóstolo Paulo:
“[Epafrodito] estava angustiado porque ouvistes que adoeceu. Com efeito,
adoeceu mortalmente; Deus, porém, se compadeceu dele e não somente dele, mas
também de mim, para que eu não tivesse tristeza sobre tristeza” (Fp 2.26-27).”
(Augusto Nicodemos, in: http://pulpitocristao.com/2016/03/crente-nao-fica-doente.html).
III. A TESE DO
EVANGELHO DA SAÚDE TOTAL E SUA ANTÍTESE.
O advento da teologia da saúde divina, que diz que os
crentes não podem ficar doentes porque isso representaria a ação do inimigo em
suas vidas, forneceu a base doutrinária tão esperada para muitas Igrejas
justificarem seu radicalismo quanto às doenças. Para muitos, os crentes adoecem
e não são curados porque lhes falta fé em Deus, ou porque estão em pecado, ou
porque estão possuídos por espíritos de doença. Por exemplo, o livro "Ele Veio para Libertar os Cativos"
menciona episódios onde a Dra. Rebecca Brown trata doentes físicos a partir de
diagnósticos espirituais. Aparentemente, a prática não-ortodoxa da medicina
rendeu-lhe a cassação do direito de exercer a profissão (http://teophilo.info/analises/rebeccabrown.php#n62).
Aqui, recomendo a leitura do excelente livro de Paulo Romeiro, “Super Crentes: O Evangelho Segundo Kenneth
Hagin, Valnice Milhomens e os Profetas da Prosperidade”.
Isso é triunfalismo. O triunfalismo, segundo o dicionário
Houaiss, é a "atitude excessivamente triunfante; sentimento exagerado
de triunfo". Esse ensino gera o comportamento do
"super-crente", da teologia da performance, onde o fiel é ""cabeça
e não cauda", “amarra e desamarra o Diabo”, “pisa na cabeça da serpente”;
"determina a cura, a aquisição da casa própria"; “profetiza
restituição, bênçãos e vitórias" e "toma posse de todas as
bênçãos" e ninguém o detém! É o evangelho que tem sua ênfase na luta
contra o diabo, "o evangelho do "sim" que desqualifica o
"não" da existência humana" ("What Has Wittenberg to
Do with Azusa?: Luther's Theology of the Cross and Pentecostal
Triumphalism", David J. Courey). A base do “triunfalismo” é
dizer que, a partir do momento em que o homem aceita a Jesus como seu único e
suficiente Senhor e Salvador, não é mais possível que o homem passe a ter
problemas na vida sobre a face da Terra, pois a sua comunhão com Deus, a sua
salvação lhe traz uma posição de “triunfo”, de vitória sobre o diabo. Portanto,
é impossível que o salvo venha a sofrer enfermidades ou quaisquer outras
necessidades, em especial, as relativas à vida econômico-financeira (https://pentecostalismo.wordpress.com/2008/02/19/o-triunfalismo/
in: https://apenas-para-argumentar.blogspot.com/2015/06/cuidado-com-o-triunfalismo-cristao.html).
O problema é que o triunfalismo propõe soluções simplistas a
problemas multifacetados, além de enfatizar a meritocracia ao invés da Graça.
Nem tudo que acontece na vida do crente em Cristo possui uma única explicação
ou forma de interpretação. Nem todas as suas adversidades são "por
falta de fé" ou por causa do pecado. Há adversidades que acontecem
para o amadurecimento da fé, para o aperfeiçoamento dos santos conforme a
imagem do Senhor (I Pedro 2 e ss). Há adversidades que acontecem para a Glória
de Deus. Há adversidades que acontecem sem nenhuma explicação aparente;
explicação que só teremos SE for da Vontade de Deus e QUANDO for de Sua Vontade
revelar-nos tal coisa. O piedoso Jó, a fiel Sunamita (II Reis 4:8-37; 8:1-6),
Lázaro (João 11:4), o homem cego de nascença (João 9:1-3), os heróis da fé
(Hebreus 11:35-38), etc. nos mostram que as adversidades podem ter vários
propósitos e, portanto, explicações. Do mesmo modo, nos revelam que mesmo os
filhos de Deus genuínos, fiéis, podem experimentar tais coisas em suas vidas, sem
que isso seja por algum demérito espiritual ou moral. Algumas são até mesmo
provas de Deus nas nossas vidas. Se Deus fez com que Israel caminhasse por 40
anos no deserto do Sinai, aumentando e muito o caminho para a Canaã, para
provar Seu povo (Dt 8.2,3), porque nós suporíamos ser tratados de modo
diferente, isto é, uma vida somente de benesses sem reveses?!
Uma frase atribuída ao pastor Augusto Nicodemos é muito
apropriada: “apesar do ensino popular de
que a fé nos cura de todas as enfermidades, uma breve consulta feita à
capelania hospitalar de grandes hospitais do nosso país revela que há um número
elevado de evangélicos hospitalizados — tradicionais, pentecostais e
neopentecostais — sofrendo dos mais diversos tipos de males. A proporção de evangélicos
nos hospitais acompanha a proporção de evangélicos no país. As doenças não
fazem distinção religiosa.” (http://pulpitocristao.com/2016/03/crente-nao-fica-doente.html)
O ensino de que os cristãos devem ser pessoas imunes a todo
e qualquer tipo de doença é parte integrante da teologia do reino agora. Esse "Reino
Agora" ou "Teologia do Domínio" ensina que a salvação de Cristo
também inclui a cura total e completa de todas as enfermidades, e o retorno do
governo do homem a reinar na terra agora como foi nos dias de Adão e Eva antes
da queda. Muitos realmente acreditam que a morte e ressurreição de Cristo
realmente restauraram a terra ao seu estado de pré-queda e os cristãos agora
simplesmente precisam governar e reinar para ver esse efeito. Eles chegam até a
explicar que, se você está vivendo com diabetes, câncer, esclerose múltipla,
etc., que você pode ser totalmente curado hoje, tudo que você precisa é fé.
Quando você não recebe sua cura, eles simplesmente lhe dizem que você não tem
fé suficiente. Isso é um ensinamento cruel e abominável. Devemos lembrar que a
razão pela qual temos doenças e enfermidades hoje é um resultado direto da
queda do homem – até mesmo uma simples fratura está aqui contemplado!
A cura divina é possível? Sim, lógico; mas a cura divina só
acontecerá se o divino, isto é, Deus, assim o quiser. Pode ser que Ele não
queira operar a cura divina, pode ser que Ele queira que a cura aconteça por
meio das mãos dos médicos; pode até ser que Ele não queira curar por nenhum
meio. Porém nada disso deve ser interpretado além do que é: se Ele curou
fulano, foi por Sua soberana Vontade e Supremo poder e Misericórdia, não pelo
mérito humano; se não curou, não foi necessariamente por demérito humano, nem
porque não podia ser feito ou porque não amasse a pessoa para fazer tal coisa.
O salmista afirma que a morte física do crente fiel é vista pelo Senhor com prazer
(Sl 116.15), ou segundo Lutero "a morte dos seus santos é
considerada de valor
perante o Senhor". Deus considera a morte de seus
santos como algo importante, conectada com Seus grandes e eternos planos;
conectada com a Glória de Deus e com o cumprimento de Seus propósitos. O
pensamento particular na mente do salmista parece ter sido de que como ele
tinha sido preservado quando esteve aparentemente tão perto da morte, então
isso era porque Deus viu que a morte de um de seus amigos era uma questão de
tanta importância que deveria ocorrer somente quando o bem maior pudesse
ocorrer por meio dela; Deus não iria decidir sobre isto apressadamente, ou sem
as melhores razões; e que, portanto, Deus iria prolongar a sua vida ainda mais.
Há além disso uma verdade geral implícita aqui, a saber, que o ato de remoção
de um fiel do mundo é, por assim dizer, um ato de profunda deliberação por
parte de Deus (Barnes' Notes on the Bible). EM TUDO O SENHOR NOS AMA E
SEU AMOR JAMAIS POR NÓS JAMAIS SE ACABA!
IV. CONSIDERAÇÕES
FINAIS
As doenças têm sua origem no pecado original, isso é um
fato. Mas nem todas as doenças que acometem o homem são devido à prática do
pecado; algumas são, outras não. Algumas doenças se devem a agentes
microbiológicos patogênicos (bactérias, protozoários, fungos e vírus, por
exemplo), que passaram a existir no mundo após a queda do homem (por exemplo,
uma das hipóteses para a origem dos vírus é que eles seriam a evolução de
"restos" de células: a degradação de pedaços de ácidos nucléicos
celulares que posteriormente adquiriram os elementos constituintes de um vírus,
capsid e envelope. Do ponto de vista bíblico, é possível teorizar que uma das
consequências da queda foi a degradação destes pedaços de ácidos nucléicos de
algumas células existentes, gerando os vírus).
(veja mais em: http://www.qmc.ufsc.br/qmcweb/artigos/virus_container/virus.html)
(veja mais em: http://www.qmc.ufsc.br/qmcweb/artigos/virus_container/virus.html)
Outras doenças são causadas por desgaste natural do corpo
humano (envelhecimento). Outras, por abusos e excessos praticados (alcoolismo,
tabagismo, glutonaria, ingestão de sal, atividade física excessiva, ingestão de
"bombas", etc). Outras, devido
a uma série de problemas que ocorrem durante a formação do corpo humano no
ventre materno (doenças congênitas) ou ligadas a hereditariedade (doenças
hereditárias). Isso sem mencionar as doenças psíquicas... todas elas são
oriundas, em última análise, do pecado original, mas podem ou não ter como
causa na prática do pecado. Do mesmo modo, podem ter ou não como causa
problemas espirituais.
Cristãos verdadeiros, pessoas de fé, eventualmente adoeceram
e morreram de enfermidades, conforme a Bíblia e a história claramente
demonstram. O canadense John Graham Lake (1870-1935), usado por Deus para
realizar curas tremendas, morreu de derrame com 65 anos de idade. Isso significa
que as doenças nem sempre representam falta de fé e que Deus se reserva o
direito soberano de curar quem ele quiser.
A queda trouxe consequências terríveis para o homem e para a
criação. Com a queda, a criação foi sujeita ao pecado, que manifesta-se das
mais variegadas formas na própria criação: tsunamis, meteoros que caem na
Terra, destruição da camada de ozônio, mudanças climáticas, destruição das
lavouras por pragas, desertos, secas, terremotos, etc. Para o homem, diversas
consequências passaram a existir também, como vírus mortais, bactérias,
protozoários; doenças terríveis, como artrose, problemas cardiológicos,
hepáticos, renais, etc. Não há nenhuma parte do homem, nenhum órgão, nenhuma
célula, por mais simples que seja, que esteja imune a doenças e deterioração e
isso tudo é resultado da queda.
Tanto na criação quanto no homem, a consequência da queda
(gerada pelo pecado, como vimos) pode ser resumida numa única palavra: MORTE. Deus havia prevenido ao
homem que no dia em que ele pecasse, a morte passaria a existir na criação (Gn
2.17). O homem pecou, e a Palavra de Deus se cumpriu: a morte entrou na
criação. Afirmar que Deus removeu definitivamente as doenças dos crentes em
Cristo na cruz e que isto deve se manifestar na vida terrena é deste modo um
erro de exegese, posto que não apenas as doenças têm origem no pecado original,
mas também a morte. Com essa tese, o sacrifício vicário de Cristo passa a ter
eficácia parcial – resolve as doenças, mas não a morte física, o que é um
absurdo.
É preciso entender a suficiência do sacrifício de Jesus na
cruz (sim, o sacrifício do Senhor é suficiente - o que passar disso, é de
procedência maligna!) sob o aspecto imediato e mediato. Isaías 53 diz que "por suas pisaduras fomos
sarados" (Is 53.5), porém vemos Deus colocando na
Igreja Neo-Testamentária "dons de
curar" (I Co 12.28). Qual era a base espiritual dos "dons de curar"? O
sacrifício de Cristo. Os dons de curar eram possíveis porque o Senhor Jesus
Cristo havia sido sacrificado na cruz e eram (e ainda são) necessários porque
mesmo o corpo dos genuínos crentes em Cristo era (e ainda é) passível de
adoecer. Note que a ministração de cura é sempre feita "em Nome de Jesus", como Ele
mesmo assim ordenou (Mc 16.18); a cura é o resultado da cruz. Note também que apesar
do sacrifício de Cristo garantir a cura, havia na Igreja crentes doentes, que
precisavam de cura. Assim, o suficiente sacrifício de Nosso Senhor garante
inapelavelmente a realidade da cura (bem como um futuro corpo sem doenças), mas
a realização dessa verdade na vida dos irmãos em Cristo não é necessariamente
instantânea, automática.
Finalizando, é necessário afirmar que a cura divina é uma
possibilidade real. Nada, em absoluto, deve ser dito em contrário. Porém, não
há base para se afirmar algo como “cura total em vida”, “vida sem nenhuma
enfermidade”, ou coisa do tipo. A própria morte física, comum a todos os
homens, aponta para a continuidade da existência e atuação das doenças, tal
como definida na introdução, na vida de crentes e não crentes. Quando o crente
ressurgir, na ressurreição física do seu corpo, sua mortalidade passará à
imortalidade e as doenças não mais afetarão seu corpo. E, por fim, na criação dos
novos céus e nova terra, as doenças serão por fim aniquiladas. Isso é o
resultado da vitória de Cristo na cruz e o pleno cumprimento, no mundo físico,
da promessa de Isaías 53 e outros textos.
Nossos espíritos
foram regenerados (nascidos de novo) no momento da salvação, mas aguardamos a
regeneração de nossos corpos, diz o Novo Testamento. De novo e de novo o Novo
Testamento diz: "Crê no teu coração, confessa com a tua boca e serás salvo".
Mas nem uma vez oferece tal promessa de cura. Deus cura pela Sua graça agora, a
promessa de cura total é ainda futura para quando recebermos nossos corpos
glorificados. Ninguém deve sentir-se excluído da Graça, ou desprovido de fé, por suas doenças e enfermidades (ou a dos entes queridos). Antes, deve buscar a Deus para ser curado (o que pode envolver o uso do sistema de saúde - médicos e tratamentos). Caso não o seja, não se preocupe: sua ressurreição corpórea acontecerá e você jamais sofrerá novamente, mas estará para sempre junto do Senhor num corpo glorificado, totalmente restaurado e imune às doenças! Doenças diminuem a longevidade, abreviando o tempo para que estejamos para sempre com o Senhor!
Graça e Paz!
domingo, 27 de maio de 2018
SOBRE CAVALOS E SEUS CAVALEIROS
"E, havendo o Cordeiro aberto um dos selos, olhei, e ouvi um dos quatro animais, que dizia como em voz de trovão: Vem, e vê.
E olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vitorioso, e para vencer.
E, havendo aberto o segundo selo, ouvi o segundo animal, dizendo: Vem, e vê.
E saiu outro cavalo, vermelho; e ao que estava assentado sobre ele foi dado que tirasse a paz da terra, e que se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada.
E, havendo aberto o terceiro selo, ouvi dizer o terceiro animal: Vem, e vê. E olhei, e eis um cavalo preto e o que sobre ele estava assentado tinha uma balança em sua mão.
E ouvi uma voz no meio dos quatro animais, que dizia: Uma medida de trigo por um dinheiro, e três medidas de cevada por um dinheiro; e não danifiques o azeite e o vinho.
E, havendo aberto o quarto selo, ouvi a voz do quarto animal, que dizia: Vem, e vê.
E olhei, e eis um cavalo amarelo, e o que estava assentado sobre ele tinha por nome Morte; e o inferno o seguia; e foi-lhes dado poder para matar a quarta parte da terra, com espada, e com fome, e com peste, e com as feras da terra." (Apocalipse 6:1-8)
Cavalos e seus cavaleiros: cada um deles tem um papel a cumprir no plano de Deus. Cada um deles é, assim, "liberado", numa ordem e sequência pré-determinada pelo próprio Deus, a partir da abertura de um selo, por Jesus o Cordeiro de Deus. Primeiro surge um cavalo branco com seu cavaleiro; em seguida, vê-se surgir um cavalo vermelho com seu cavaleiro. Depois deste, surge então um cavalo preto com seu cavaleiro e por fim um cavalo amarelo, com seu cavaleiro. Branco, Vermelho, Preto e Amarelo. Cada um deles anunciado por um dos 4 seres viventes.
Há pontos em comum nas características gerais aqui descritas. O texto fala de cavalos, fala de cores, fala de instrumentos portados por cada um desses cavaleiros e fala das ações específicas executadas por esses cavaleiros. Pode ainda ser observado que, quando o símbolo geral é o mesmo - como na abertura dos primeiros quatro selos - pode-se supor que refere-se ao mesmo objeto ou classe de objetos.
Primeiramente, o que vemos sendo descritos são cavalos. Os usos do cavalo eram muito comuns na época que o livro de Apocalipse foi concebido, portanto para seus leitores primitivos a aparição do mesmo é algo significativo e de fácil compreensão. Nas aparições, os cavalos servem de montaria para seus cavaleiros, ou seja, aparecem sendo utilizados como meio de transporte. Vale dizer que o cavalo foi utilizado como instrumento militar durante séculos a fio. Por exemplo, Alexandre Magno levou 5.000 na campanha da Pérsia, em 334 a.C.. O Império Romano prestigiou o cavalo como decisivo nas campanhas conquistadoras, na fase das guerras da Ásia Menor. Os africanos punham na cavalaria a esperança de triunfo.
O cavalo que aparece em Apocalipse é da cor branca. Os conquistadores militares, na antiguidade, montavam cavalos brancos como um símbolo de sua conquista. O branco do cavalo poderia indicar desse modo a paz. O cavaleiro que monta esse cavalo é descrito como tendo um arco nas mãos e, tendo sido-lhe dada uma coroa, ele então sai vitorioso e para vencer. Há quem associe esse cavaleiro com a propagação do evangelho, ou até com o próprio Senhor Jesus. Nenhuma dessas associações, contudo, se encaixam com o texto em questão: esse cavaleiro não pode ser Cristo, pois a vitória obtida, se é sob o mal, não passa de vitória de Pirro, pois em seguida surgem outros 3 cavaleiros que nada lembram uma vitória do bem sob o mal, definitiva, do Senhor (como dá-se em Apocalipse 19). Assim, esse cavaleiro não pode representar algo bom. Nem toda a vitória é algo bom, como nem todos os vitoriosos em batalha foram (ou são) bons e justos.
Uma pista aqui é o registro bíblico de Daniel 7:21,25 - "Eu olhava, e eis que este chifre fazia guerra contra os santos, e prevaleceu contra eles. E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei; e eles serão entregues na sua mão, por um tempo, e tempos, e a metade de um tempo." Ou seja, na visão de Daniel, o chifre era vitorioso sob os santos (se sob os santos, sob toda a humanidade; isso é muito óbvio). Assim, a partir dessa análise, creio que esse cavaleiro branco representa esse chifre abusado - o Anticristo e as forças do mal -, um guerreiro que vence todos os homens. Note: a cor branca é do cavalo, mas nada é dito sob a cor da vestimenta do cavaleiro. O arco e a coroa são símbolos muito importantes, pois indicam que o guerreiro em questão poderia ser um tipo de príncipe ou soberano. Nesse sentido, Joel Richardson, em sua obra "The Islamic Antichrist: The Shocking Truth about the Real Nature of the Beast", indica que esse cavaleiro como o Mahdi, o "messias islâmico". Cita, corroborando sua tese, a interpretação de Ap 6.2 pelo estudioso muçulmano Ka'b al-Ahbar, visto entre os muçulmanos como um transmissor confiável de Hadith e da isra’iliyyat (tradições judaico-cristãs): "Eu acho o Mahdi registrado nos livros dos Profetas ... Por exemplo, o Livro do Apocalipse diz: “E eu vi e contemplei um cavalo branco. Aquele que sentou nele… saiu conquistando e conquistando ”." (veja mais em: http://www.answering-islam.org/Authors/JR/Future/ch04_the_mahdi.htm) Assim, o cavaleiro que cavalga o cavalo branco seria o Mahdi, o Anticristo, cuja origem seria, portanto, muçulmana. Ligando o fato do cavaleiro ser um conquistador com a cor do cavalo, poderíamos afirmar que a vitória conquistada pelo cavaleiro traria um período de ausência de conflito sob a Terra (ausência de conflito, não de tensões; não uma paz duradoura, mas sim efêmera). Uma boa interpretação sobre esse cavalo branco, com seu cavaleiro, é correlacioná-lo com a falsa religião.
O segundo cavalo é vermelho. Vermelho é a cor do sangue e do fogo. No livro do Apocalipse fala de derramamento de sangue na guerra, o que é muito bem especificado na descrição do cavaleiro: "e ao que estava assentado sobre ele foi dado que tirasse a paz da terra, e que se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada". Um cavaleiro responsável por "tirar a paz da terra", por fazer com que os homens "matem-se uns aos outros". Historicamente, períodos de falsa paz (paz efêmera) são sempre sucedidos por um período de guerra. Considere o período de "paz" que o Anticristo trará sobre a Terra, com soluções brilhantes para problemas importantes, que terá como máximo a aliança com Israel por 3,5 anos. Será uma época de "paz e prosperidade", que farão com que milhões, quiçá bilhões de pessoas, adorem esse grande líder! Porém, findo os 3,5 anos, essa aliança será rompida e a guerra irromperá na Terra!
Até aqui, um bom manual de escatologia retrata isso. No entanto, o que mais me impressiona é que se olharmos para as nações da Terra encontraremos esses poderes em vigor, operando. Não creio que de forma plena, definitiva, mas que estão em operação isso parece óbvio para mim. Até a ação do Anticristo é, para mim, bem clara: afinal, o apóstolo João disse, no séc. I-II d.C.: “Filhinhos, já é a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também, agora, muitos anticristos têm surgido; pelo que conhecemos que é a última hora.” (I João 2:18). Veja o falso sentimento de paz, paz utópica e efêmera, que muitos ditos pastores estão pregando atualmente. Eles estão dizendo que se você crer, tudo se resolverá na sua vida como num passe de mágica, baseados numa mistura de versículos mal-interpretados com auto-ajuda e confissão positiva da psicologia. "Prosperidade", eles bradam de seus púlpitos, "creiam e ofertem e vocês vão experimentar abundância sem medida!" Veja a dominação mental e psicológica que exercem sob as pessoas! Fazem com que as pessoas pareçam robôs, autômatos, incapazes de pensar livremente! Incapazes de raciocinar, de refletir, de romperem com o sistema maligno! Esses líderes, no espírito de dominação que exercem, fazem com que seus seguidores creiam que eles são "os melhores e mais ungidos e sinceros líderes da Terra", que "ninguém é tão bom quanto eles ou quanto a igreja deles", que "fora da igreja deles não há verdade, não há conhecimento, não há luz e não há vida" (ou pelo menos não há como há na deles)!
Quem se levanta contra esse sistema é fritado e descartado, é lançado no ostracismo e esquecimento. Já sofri isso na pele: me insurgi contra esse espírito maligno de dominação! Não aceito ser manipulado e nem dominado por homem nenhum; isso é coisa de nicolaíta! Descobri traição, armada contra mim, pelos principais do povo, por aqueles que "metiam comigo a mão no meu prato". Descobri falsidade. Descobri mentira. Resultado: mais frito que filé de sardinha! Carta fora do baralho! Sei que isso - sofrer pela verdade - será a minha sina enquanto viver. Muito bem! Vida que segue. No entanto, é preciso dizer: esse espírito, que assim age, não é o Espírito de Deus! Nunca! Jamais! É o espírito do anticristo, que quer usurpar o trono da Congregação de Deus do próprio Senhor Jesus! Que não aceita a Verdade e nem age na Verdade - apesar de conhecer a letra da verdade, não conhece e nem toca o Espírito da Verdade! Espírito de dominação JAMAIS será o Espírito de Deus; basta ver que Cristo é contra a obra e a doutrina dos nicolaítas! Falsa religião prática, um pulo para falsa religião doutrinária!
Veja como isso se alia muito bem com o cavaleiro do cavalo vermelho: enquanto a Igreja de Cristo (salvo raríssimas exceções) vive uma fé cheia de efemeridades circulares, dando voltas em torno de si mesma, propagando uma vitória e uma paz irreais, o mundo vive um caos. Assassinatos, sequestros, estupros, pedofilia, roubos, corrupção generalizada e banalizada, crescente eliminação de limites morais e éticos, desvalorização da vida, amor ao dinheiro, cobiça, falcatruas, mentiras. Está tudo aí, no mundo! Ameaça de guerra entre países a todo momento! Guerra urbana estourando na porta das pessoas! E a Igreja, diante disso tudo? Faz marcha (para Jesus?), faz culto (ou ajuntamento solene?), faz campanha da prosperidade ($$$), está nas rádios e nos canais de TV (para se vangloriar? para fazer marketing próprio?), grava CD (musiquinhas...e?), amarra o inimigo e faz batalha espiritual (será?), faz escola dominical (para anjos assistirem), gera pessoas com a mente de Gizus (porque de Cristo nem passou perto!)... fica planejando estratégias para atrair e ganhar mais crentes (isso mesmo, crentes ganhando crentes - de preferência da igreja vizinha, vista como concorrente -, a máxima do proselitismo moderno!). NENHUMA DESSAS COISAS, feitas pela Igreja, INFLUENCIA A REALIDADE! Há, ou não, a influência notória desses dois cavaleiros, o branco e o vermelho? Resta ainda alguma dúvida disso?
Mas, espere: tem mais! O próximo cavalo tem a cor preta e seu cavaleiro tem uma balança na mão! Isso denota uma época de calamidade. A cor preta, nas Escrituras, é a imagem do medo, da fome, da morte. Da cor do cavalo aqui introduzido devemos naturalmente procurar alguma calamidade extrema, embora a natureza da calamidade não seja designada pelo mero uso da cor. O que a calamidade deve ser é determinada pelo que segue no símbolo. Opressão, taxação pesada, juros altíssimos, carestia, escassez de alimentos (cf. Barnes' Notes on the Bible).
Observe o que é dito com relação a esse cavaleiro: "Uma medida de trigo por um dinheiro, e três medidas de cevada por um dinheiro; e não danifiques o azeite e o vinho". Essa proclamação de "uma medida de trigo por um dinheiro" era ouvida como endereçada ao cavaleiro, como regra de ação para ele, ou como endereçada pelo cavaleiro à medida que ele avançava. Se o primeiro é o significado, seria apropriado para aquele que estava saindo para coletar tributo - com referência à maneira exata em que este tributo seria coletado, implicando algum tipo de severidade; ou a alguém que distribuísse trigo e cevada dos celeiros públicos a um preço adiantado, indicando escassez. Assim, isso significaria que um imposto severo e pesado - representado pelas escalas e pela escassez - ou um imposto tão severo a ponto de tornar o grão caro, foi mencionado. Se este último é o significado, então a idéia é que haveria uma escassez, e esse grão seria distribuído pelo governo a um preço alto e opressivo. Os preços, aqui retratados, são extremamente caros!
O cavalo preto traz carestia e fome, causando grande dificuldade para encontrar e conseguir comprar alimentos. Escassez de produtos básicos! Hoje, vivemos num mundo extremamente caro! O custo daquilo que é necessário à vida é exorbitante; os homens vendem caro de um tudo - até água! Um galão de água chega a custar R$ 10; quem vende não teve trabalho nenhum a não ser encher o galão vazio e colocá-lo a venda. Verduras, legumes, frutas... carne, pão, leite... feijão, arroz, macarrão... remédios... roupas... sabonete... gás de cozinha... você vai fazer compra de mês e facilmente gasta R$ 600-800 no mercado! No meu país, quem ganha um salário (chamado salário-mínimo), ganha R$ 954. Como sobreviver? E quem ganha isso ainda considere-se feliz, porque as taxas de desemprego são altíssimas, mesmo para os mais academicamente qualificados! Vivemos num mundo cheio de desigualdades, cheio de miseráveis! A África até hoje é paupérrima, apesar de uma série de figurões internacionais, que querem aparecer bonitinho na mídia, ficarem de conversinha de ajuda ao continente! O nordeste brasileiro, igualmente. Para mim, fica muito claro que estamos vivendo sob a influência desse cavaleiro.
Por fim, o último cavalo tem a cor pálida (do grego "chlōros", em algumas versões bíblicas, "amarelo" ou em sua mais correta tradução, "esverdeado", "verde"). Essa cor denota alguém cuja força vital se esvai (por exemplo, em caso de uma doença muito séria), ou mesmo alguém que veio a óbito. Isso se harmoniza com o cavaleiro que cavalga o cavalo pálido: a Morte. É fácil compreender a ação desse cavaleiro: ceifar as vidas dos homens! Não é à toa que esse cavaleiro é o último a aparecer, depois dos cavaleiros vermelho e preto. Guerra e fome trazem consigo a Morte! Os homens guerreiam uns com os outros, a escassez e carestia surgem e então vem a fome, as doenças e o óbito. Teorizo que esses cavaleiros atuam em conjunto: não se trata necessariamente de uma sequência temporal de eventos, como se primeiro viesse um e depois o outro (ainda que essa é a ordem que aparece no livro de Apocalipse). Eventos sequenciais temporais, reconheço, seu lugar; porém, não é a única forma de atuação desses quatro cavaleiros.
Morte, por doenças, é algo muito comum. A humanidade já viveu, na história, o seu pior momento com a peste negra, uma das mais devastadoras pandemias na história humana, resultando na morte de 75 a 200 milhões de pessoas na Europa (séc. XIV). Porém, muitas dessas doenças históricas estão ressurgindo nesses últimos momentos que antecedem a 2a. Vinda de Jesus à Terra; aliado a isso, muitas outras doenças, até então desconhecidas do homem, estão aparecendo. Peste Negra (dois condados do estado do Arizona (EUA) detectaram a bactéria da peste negra nos organismos de várias pulgas comuns, segundo o jornal El País - https://brasil.elpais.com/brasil/2017/08/15/internacional/1502791248_473930.html). Havia dois tipos desta praga. O primeiro foi interno, causando inchaço e sangramento interno. Isso foi espalhado pelo contato. O segundo concentrou-se nos pulmões e espalhou-se tossindo germes no ar. Não houve prevenção ou cura conhecida.
No Brasil, após ter sido erradicada pelo sanitarista Oswaldo Cruz, vemos o retorno da dengue, junto com a febre amarela e a chigungunya. Hoje temos que lidar com a sífilis, com a varíola, com um vírus altamente mutante da gripe humana, com a gripe suína, diabetes, AIDS, hipertensão arterial, estresse, etc. Muitas doenças aparecerão no cenário mundial, ainda desconhecidas por nós. A doença mais recente, a SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave), matou centenas no ano passado e gerou pânico em milhares mais. Antes disso, era a AIDS, que já matou dezenas de milhões e até hoje ainda está dizimando as populações de alguns países. Amanhã será outra praga ainda maior, deixando a morte e a destruição em seu rastro.
Na profecia paralela de Jesus em Mateus 24, Ele explicou que na esteira do engano religioso (cavaleiro do cavalo branco), a guerra e a fome viriam “pestes” ou epidemias de doenças (Mateus 24:7). É bom dizer que “Praga” nas Escrituras denota não apenas pestilência, mas também outras calamidades na natureza que Deus usa para punir uma humanidade desobediente. Naturalmente, tais calamidades tornam as populações muito mais suscetíveis à propagação de epidemias. Tsunamis, aquecimento global, terremotos, etc. estão aqui incluídos, goste o homem ou não.
Sou da opinião que esses poderes já estão em atuação sobre a Terra, conforme demonstrei argumentativamente, mas ainda em seu estado incipiente. Quando os selos forem abertos por Cristo, esses poderes serão liberados de forma plena, no máximo de sua atuação. Eles estarem já em atuação, mesmo em forma reduzida em seu prenúncio, é confirmatório do conteúdo espiritual e divinamente inspirado do Livro de Apocalipse. Isso significa que podemos, enquanto humanidade, aguardar como líquido e certo o surgimento de coisas tremendas que nesse livro estão descritas. Deus falou, Deus cumprirá o que disse. Não há menor espaço para outro desfecho!
O que fazer? Passar a temer a Deus é um bom começo. Deus deve ser temido, ou seja, respeitado por ser Deus e por cumprir o que fala, por mais maravilhoso que isso possa parecer aos olhos humanos. "O temor do SENHOR consiste em aborrecer o mal; a soberba, a arrogância, o mau caminho e a boca perversa, eu os aborreço." (Pv 8.13) "Ao SENHOR dos Exércitos, a ele santificai; seja ele o vosso temor, seja ele o vosso espanto." (Is 8.13) Espante-se - encha-se de admiração, maravilhe-se - com Deus! Ele é Maravilhoso! Tema a Ele, e dê-Lhe a glória devida ao Seu nome! Deus é Deus em cima no céu e embaixo na Terra, todo o Universo por Ele e para Ele foi criado e por Ele é mantido. E todo Apocalipse se tornará real para todo homem vivente! Deus faz essas coisas tremendas descritas em Apocalipse com um propósito: que cada homem e mulher se arrependa dos seus pecados e volte-se para Deus, que é rico em perdoar. Tudo que Deus quer é salvar você; salvar você da Ira que Ele derramará sobre a Terra como juízo pela multidão de pecados!
Note mais uma vez esse último cavaleiro, do cavalo pálido: Seu nome é Morte. Ele é seguido pelo inferno! Dito com uma clareza imensa, o inferno! Hoje vivemos a influência do inferno, retida em todo o seu potencial pela Graça de Deus. E o inferno já foi e será o destino de cada ser humano que rejeita abertamente a gratuita salvação propiciada por Cristo na cruz e morre nesse estado, por mais horrível que isso seja. Jesus, o própio, falou sobre o inferno em inúmeras passagens: "Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo." (Mt 10.28) Portanto, você pode crer que ele existe e real, não um estado d'alma, mas um lugar. A realidade da vida após a morte exige a realidade do inferno. Jesus ensinou, em Mateus 22: 23-33, que havia vida após a morte física. No relato do homem rico e Lázaro (Lucas 16: 19-31), dois destinos distintos são apresentados: conforto para os justos, mas punição para os iníquos.
Sobre este lugar, Jesus disse que o seu bicho não morre, e o fogo nunca se apaga. (Mc 9.44) É um lugar de sofrimento, de dor, de tristeza, de angústia; um lugar criado para o diabo e seus anjos, mas que acaba sendo o destino de muitos e muitos que insistem em não permitir que Deus os salve. O sofrimento humano em vida é pequeno se comparado à esse sofrimento; o corpo vivo pode adormecer, ser anestesiado, ser curado; sempre é possível experimentar algum alívio estando vivo; mas naquele lugar, no inferno, não há alívio de forma alguma! Sofrimento dia-a-dia, 24h por dia, sem descanso, sem escape, sem sossego, sem socorro; não adiantará gritar, nem se enraivecer ali, nem clamar por perdão ou misericórdia, não adiantará coisa nenhuma! Você verá seus entes queridos vivos que se encontram perdidos, sem Cristo, sendo seduzidos e influenciados pelo diabo, e não poderá fazer nada, até que por fim eles sejam arrastados para o inferno para sofrer com você! Você os verá sofrer ao seu lado nesse lugar, e não poderá fazer nada para salvá-los ou aliviar sua dor! Você verá todas as oportunidades que teve para ser salvo, e não poderá voltar atrás no tempo! É isso que você quer para si?
Concluo essa argumentação. Mas Deus ainda não concluiu a execução do Livro de Apocalipse. Portanto, ainda há tempo! O tempo está passando, cada vez temos menos tempo, mas ainda temos tempo: tempo para arrependimento e fé. Isso é porque Deus é bom: "Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento." (II Pe 3.9) E esse convite de salvação é para todos os homens, quer sejam CRENTES EVANGÉLICOS, que sejam CATÓLICOS ROMANOS, quer sejam QUALQUER OUTRA COISA (ou nenhuma). Salvação não é "bilhete de ingresso no céu", que você adquire e deixa guardado até o dia chegar; nem tampouco é obtida pela "intercessão" de algum santo (vivo ou morto, físico ou espiritual). DEUS É O ÚNICO QUE PODE NOS SALVAR DE SUA PRÓPRIA IRA! (sobre isso, leia: https://apenas-para-argumentar.blogspot.com.br/2017/03/pecadores-nas-maos-de-um-deus-irado.html). Salvação é uma nova vida em Cristo, com NECESSÁRIA, IMPRESCINDÍVEL E REAL mudança de pensamento e comportamento em relação a Deus e ao mundo.
Pense nisso e faça sua escolha. Graça e paz!
E olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vitorioso, e para vencer.
E, havendo aberto o segundo selo, ouvi o segundo animal, dizendo: Vem, e vê.
E saiu outro cavalo, vermelho; e ao que estava assentado sobre ele foi dado que tirasse a paz da terra, e que se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada.
E, havendo aberto o terceiro selo, ouvi dizer o terceiro animal: Vem, e vê. E olhei, e eis um cavalo preto e o que sobre ele estava assentado tinha uma balança em sua mão.
E ouvi uma voz no meio dos quatro animais, que dizia: Uma medida de trigo por um dinheiro, e três medidas de cevada por um dinheiro; e não danifiques o azeite e o vinho.
E, havendo aberto o quarto selo, ouvi a voz do quarto animal, que dizia: Vem, e vê.
E olhei, e eis um cavalo amarelo, e o que estava assentado sobre ele tinha por nome Morte; e o inferno o seguia; e foi-lhes dado poder para matar a quarta parte da terra, com espada, e com fome, e com peste, e com as feras da terra." (Apocalipse 6:1-8)
Cavalos e seus cavaleiros: cada um deles tem um papel a cumprir no plano de Deus. Cada um deles é, assim, "liberado", numa ordem e sequência pré-determinada pelo próprio Deus, a partir da abertura de um selo, por Jesus o Cordeiro de Deus. Primeiro surge um cavalo branco com seu cavaleiro; em seguida, vê-se surgir um cavalo vermelho com seu cavaleiro. Depois deste, surge então um cavalo preto com seu cavaleiro e por fim um cavalo amarelo, com seu cavaleiro. Branco, Vermelho, Preto e Amarelo. Cada um deles anunciado por um dos 4 seres viventes.
Há pontos em comum nas características gerais aqui descritas. O texto fala de cavalos, fala de cores, fala de instrumentos portados por cada um desses cavaleiros e fala das ações específicas executadas por esses cavaleiros. Pode ainda ser observado que, quando o símbolo geral é o mesmo - como na abertura dos primeiros quatro selos - pode-se supor que refere-se ao mesmo objeto ou classe de objetos.
Primeiramente, o que vemos sendo descritos são cavalos. Os usos do cavalo eram muito comuns na época que o livro de Apocalipse foi concebido, portanto para seus leitores primitivos a aparição do mesmo é algo significativo e de fácil compreensão. Nas aparições, os cavalos servem de montaria para seus cavaleiros, ou seja, aparecem sendo utilizados como meio de transporte. Vale dizer que o cavalo foi utilizado como instrumento militar durante séculos a fio. Por exemplo, Alexandre Magno levou 5.000 na campanha da Pérsia, em 334 a.C.. O Império Romano prestigiou o cavalo como decisivo nas campanhas conquistadoras, na fase das guerras da Ásia Menor. Os africanos punham na cavalaria a esperança de triunfo.
O cavalo que aparece em Apocalipse é da cor branca. Os conquistadores militares, na antiguidade, montavam cavalos brancos como um símbolo de sua conquista. O branco do cavalo poderia indicar desse modo a paz. O cavaleiro que monta esse cavalo é descrito como tendo um arco nas mãos e, tendo sido-lhe dada uma coroa, ele então sai vitorioso e para vencer. Há quem associe esse cavaleiro com a propagação do evangelho, ou até com o próprio Senhor Jesus. Nenhuma dessas associações, contudo, se encaixam com o texto em questão: esse cavaleiro não pode ser Cristo, pois a vitória obtida, se é sob o mal, não passa de vitória de Pirro, pois em seguida surgem outros 3 cavaleiros que nada lembram uma vitória do bem sob o mal, definitiva, do Senhor (como dá-se em Apocalipse 19). Assim, esse cavaleiro não pode representar algo bom. Nem toda a vitória é algo bom, como nem todos os vitoriosos em batalha foram (ou são) bons e justos.
Uma pista aqui é o registro bíblico de Daniel 7:21,25 - "Eu olhava, e eis que este chifre fazia guerra contra os santos, e prevaleceu contra eles. E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei; e eles serão entregues na sua mão, por um tempo, e tempos, e a metade de um tempo." Ou seja, na visão de Daniel, o chifre era vitorioso sob os santos (se sob os santos, sob toda a humanidade; isso é muito óbvio). Assim, a partir dessa análise, creio que esse cavaleiro branco representa esse chifre abusado - o Anticristo e as forças do mal -, um guerreiro que vence todos os homens. Note: a cor branca é do cavalo, mas nada é dito sob a cor da vestimenta do cavaleiro. O arco e a coroa são símbolos muito importantes, pois indicam que o guerreiro em questão poderia ser um tipo de príncipe ou soberano. Nesse sentido, Joel Richardson, em sua obra "The Islamic Antichrist: The Shocking Truth about the Real Nature of the Beast", indica que esse cavaleiro como o Mahdi, o "messias islâmico". Cita, corroborando sua tese, a interpretação de Ap 6.2 pelo estudioso muçulmano Ka'b al-Ahbar, visto entre os muçulmanos como um transmissor confiável de Hadith e da isra’iliyyat (tradições judaico-cristãs): "Eu acho o Mahdi registrado nos livros dos Profetas ... Por exemplo, o Livro do Apocalipse diz: “E eu vi e contemplei um cavalo branco. Aquele que sentou nele… saiu conquistando e conquistando ”." (veja mais em: http://www.answering-islam.org/Authors/JR/Future/ch04_the_mahdi.htm) Assim, o cavaleiro que cavalga o cavalo branco seria o Mahdi, o Anticristo, cuja origem seria, portanto, muçulmana. Ligando o fato do cavaleiro ser um conquistador com a cor do cavalo, poderíamos afirmar que a vitória conquistada pelo cavaleiro traria um período de ausência de conflito sob a Terra (ausência de conflito, não de tensões; não uma paz duradoura, mas sim efêmera). Uma boa interpretação sobre esse cavalo branco, com seu cavaleiro, é correlacioná-lo com a falsa religião.
O segundo cavalo é vermelho. Vermelho é a cor do sangue e do fogo. No livro do Apocalipse fala de derramamento de sangue na guerra, o que é muito bem especificado na descrição do cavaleiro: "e ao que estava assentado sobre ele foi dado que tirasse a paz da terra, e que se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada". Um cavaleiro responsável por "tirar a paz da terra", por fazer com que os homens "matem-se uns aos outros". Historicamente, períodos de falsa paz (paz efêmera) são sempre sucedidos por um período de guerra. Considere o período de "paz" que o Anticristo trará sobre a Terra, com soluções brilhantes para problemas importantes, que terá como máximo a aliança com Israel por 3,5 anos. Será uma época de "paz e prosperidade", que farão com que milhões, quiçá bilhões de pessoas, adorem esse grande líder! Porém, findo os 3,5 anos, essa aliança será rompida e a guerra irromperá na Terra!
Até aqui, um bom manual de escatologia retrata isso. No entanto, o que mais me impressiona é que se olharmos para as nações da Terra encontraremos esses poderes em vigor, operando. Não creio que de forma plena, definitiva, mas que estão em operação isso parece óbvio para mim. Até a ação do Anticristo é, para mim, bem clara: afinal, o apóstolo João disse, no séc. I-II d.C.: “Filhinhos, já é a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também, agora, muitos anticristos têm surgido; pelo que conhecemos que é a última hora.” (I João 2:18). Veja o falso sentimento de paz, paz utópica e efêmera, que muitos ditos pastores estão pregando atualmente. Eles estão dizendo que se você crer, tudo se resolverá na sua vida como num passe de mágica, baseados numa mistura de versículos mal-interpretados com auto-ajuda e confissão positiva da psicologia. "Prosperidade", eles bradam de seus púlpitos, "creiam e ofertem e vocês vão experimentar abundância sem medida!" Veja a dominação mental e psicológica que exercem sob as pessoas! Fazem com que as pessoas pareçam robôs, autômatos, incapazes de pensar livremente! Incapazes de raciocinar, de refletir, de romperem com o sistema maligno! Esses líderes, no espírito de dominação que exercem, fazem com que seus seguidores creiam que eles são "os melhores e mais ungidos e sinceros líderes da Terra", que "ninguém é tão bom quanto eles ou quanto a igreja deles", que "fora da igreja deles não há verdade, não há conhecimento, não há luz e não há vida" (ou pelo menos não há como há na deles)!
Quem se levanta contra esse sistema é fritado e descartado, é lançado no ostracismo e esquecimento. Já sofri isso na pele: me insurgi contra esse espírito maligno de dominação! Não aceito ser manipulado e nem dominado por homem nenhum; isso é coisa de nicolaíta! Descobri traição, armada contra mim, pelos principais do povo, por aqueles que "metiam comigo a mão no meu prato". Descobri falsidade. Descobri mentira. Resultado: mais frito que filé de sardinha! Carta fora do baralho! Sei que isso - sofrer pela verdade - será a minha sina enquanto viver. Muito bem! Vida que segue. No entanto, é preciso dizer: esse espírito, que assim age, não é o Espírito de Deus! Nunca! Jamais! É o espírito do anticristo, que quer usurpar o trono da Congregação de Deus do próprio Senhor Jesus! Que não aceita a Verdade e nem age na Verdade - apesar de conhecer a letra da verdade, não conhece e nem toca o Espírito da Verdade! Espírito de dominação JAMAIS será o Espírito de Deus; basta ver que Cristo é contra a obra e a doutrina dos nicolaítas! Falsa religião prática, um pulo para falsa religião doutrinária!
Veja como isso se alia muito bem com o cavaleiro do cavalo vermelho: enquanto a Igreja de Cristo (salvo raríssimas exceções) vive uma fé cheia de efemeridades circulares, dando voltas em torno de si mesma, propagando uma vitória e uma paz irreais, o mundo vive um caos. Assassinatos, sequestros, estupros, pedofilia, roubos, corrupção generalizada e banalizada, crescente eliminação de limites morais e éticos, desvalorização da vida, amor ao dinheiro, cobiça, falcatruas, mentiras. Está tudo aí, no mundo! Ameaça de guerra entre países a todo momento! Guerra urbana estourando na porta das pessoas! E a Igreja, diante disso tudo? Faz marcha (para Jesus?), faz culto (ou ajuntamento solene?), faz campanha da prosperidade ($$$), está nas rádios e nos canais de TV (para se vangloriar? para fazer marketing próprio?), grava CD (musiquinhas...e?), amarra o inimigo e faz batalha espiritual (será?), faz escola dominical (para anjos assistirem), gera pessoas com a mente de Gizus (porque de Cristo nem passou perto!)... fica planejando estratégias para atrair e ganhar mais crentes (isso mesmo, crentes ganhando crentes - de preferência da igreja vizinha, vista como concorrente -, a máxima do proselitismo moderno!). NENHUMA DESSAS COISAS, feitas pela Igreja, INFLUENCIA A REALIDADE! Há, ou não, a influência notória desses dois cavaleiros, o branco e o vermelho? Resta ainda alguma dúvida disso?
Mas, espere: tem mais! O próximo cavalo tem a cor preta e seu cavaleiro tem uma balança na mão! Isso denota uma época de calamidade. A cor preta, nas Escrituras, é a imagem do medo, da fome, da morte. Da cor do cavalo aqui introduzido devemos naturalmente procurar alguma calamidade extrema, embora a natureza da calamidade não seja designada pelo mero uso da cor. O que a calamidade deve ser é determinada pelo que segue no símbolo. Opressão, taxação pesada, juros altíssimos, carestia, escassez de alimentos (cf. Barnes' Notes on the Bible).
Observe o que é dito com relação a esse cavaleiro: "Uma medida de trigo por um dinheiro, e três medidas de cevada por um dinheiro; e não danifiques o azeite e o vinho". Essa proclamação de "uma medida de trigo por um dinheiro" era ouvida como endereçada ao cavaleiro, como regra de ação para ele, ou como endereçada pelo cavaleiro à medida que ele avançava. Se o primeiro é o significado, seria apropriado para aquele que estava saindo para coletar tributo - com referência à maneira exata em que este tributo seria coletado, implicando algum tipo de severidade; ou a alguém que distribuísse trigo e cevada dos celeiros públicos a um preço adiantado, indicando escassez. Assim, isso significaria que um imposto severo e pesado - representado pelas escalas e pela escassez - ou um imposto tão severo a ponto de tornar o grão caro, foi mencionado. Se este último é o significado, então a idéia é que haveria uma escassez, e esse grão seria distribuído pelo governo a um preço alto e opressivo. Os preços, aqui retratados, são extremamente caros!
O cavalo preto traz carestia e fome, causando grande dificuldade para encontrar e conseguir comprar alimentos. Escassez de produtos básicos! Hoje, vivemos num mundo extremamente caro! O custo daquilo que é necessário à vida é exorbitante; os homens vendem caro de um tudo - até água! Um galão de água chega a custar R$ 10; quem vende não teve trabalho nenhum a não ser encher o galão vazio e colocá-lo a venda. Verduras, legumes, frutas... carne, pão, leite... feijão, arroz, macarrão... remédios... roupas... sabonete... gás de cozinha... você vai fazer compra de mês e facilmente gasta R$ 600-800 no mercado! No meu país, quem ganha um salário (chamado salário-mínimo), ganha R$ 954. Como sobreviver? E quem ganha isso ainda considere-se feliz, porque as taxas de desemprego são altíssimas, mesmo para os mais academicamente qualificados! Vivemos num mundo cheio de desigualdades, cheio de miseráveis! A África até hoje é paupérrima, apesar de uma série de figurões internacionais, que querem aparecer bonitinho na mídia, ficarem de conversinha de ajuda ao continente! O nordeste brasileiro, igualmente. Para mim, fica muito claro que estamos vivendo sob a influência desse cavaleiro.
Por fim, o último cavalo tem a cor pálida (do grego "chlōros", em algumas versões bíblicas, "amarelo" ou em sua mais correta tradução, "esverdeado", "verde"). Essa cor denota alguém cuja força vital se esvai (por exemplo, em caso de uma doença muito séria), ou mesmo alguém que veio a óbito. Isso se harmoniza com o cavaleiro que cavalga o cavalo pálido: a Morte. É fácil compreender a ação desse cavaleiro: ceifar as vidas dos homens! Não é à toa que esse cavaleiro é o último a aparecer, depois dos cavaleiros vermelho e preto. Guerra e fome trazem consigo a Morte! Os homens guerreiam uns com os outros, a escassez e carestia surgem e então vem a fome, as doenças e o óbito. Teorizo que esses cavaleiros atuam em conjunto: não se trata necessariamente de uma sequência temporal de eventos, como se primeiro viesse um e depois o outro (ainda que essa é a ordem que aparece no livro de Apocalipse). Eventos sequenciais temporais, reconheço, seu lugar; porém, não é a única forma de atuação desses quatro cavaleiros.
Morte, por doenças, é algo muito comum. A humanidade já viveu, na história, o seu pior momento com a peste negra, uma das mais devastadoras pandemias na história humana, resultando na morte de 75 a 200 milhões de pessoas na Europa (séc. XIV). Porém, muitas dessas doenças históricas estão ressurgindo nesses últimos momentos que antecedem a 2a. Vinda de Jesus à Terra; aliado a isso, muitas outras doenças, até então desconhecidas do homem, estão aparecendo. Peste Negra (dois condados do estado do Arizona (EUA) detectaram a bactéria da peste negra nos organismos de várias pulgas comuns, segundo o jornal El País - https://brasil.elpais.com/brasil/2017/08/15/internacional/1502791248_473930.html). Havia dois tipos desta praga. O primeiro foi interno, causando inchaço e sangramento interno. Isso foi espalhado pelo contato. O segundo concentrou-se nos pulmões e espalhou-se tossindo germes no ar. Não houve prevenção ou cura conhecida.
No Brasil, após ter sido erradicada pelo sanitarista Oswaldo Cruz, vemos o retorno da dengue, junto com a febre amarela e a chigungunya. Hoje temos que lidar com a sífilis, com a varíola, com um vírus altamente mutante da gripe humana, com a gripe suína, diabetes, AIDS, hipertensão arterial, estresse, etc. Muitas doenças aparecerão no cenário mundial, ainda desconhecidas por nós. A doença mais recente, a SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave), matou centenas no ano passado e gerou pânico em milhares mais. Antes disso, era a AIDS, que já matou dezenas de milhões e até hoje ainda está dizimando as populações de alguns países. Amanhã será outra praga ainda maior, deixando a morte e a destruição em seu rastro.
Na profecia paralela de Jesus em Mateus 24, Ele explicou que na esteira do engano religioso (cavaleiro do cavalo branco), a guerra e a fome viriam “pestes” ou epidemias de doenças (Mateus 24:7). É bom dizer que “Praga” nas Escrituras denota não apenas pestilência, mas também outras calamidades na natureza que Deus usa para punir uma humanidade desobediente. Naturalmente, tais calamidades tornam as populações muito mais suscetíveis à propagação de epidemias. Tsunamis, aquecimento global, terremotos, etc. estão aqui incluídos, goste o homem ou não.
Sou da opinião que esses poderes já estão em atuação sobre a Terra, conforme demonstrei argumentativamente, mas ainda em seu estado incipiente. Quando os selos forem abertos por Cristo, esses poderes serão liberados de forma plena, no máximo de sua atuação. Eles estarem já em atuação, mesmo em forma reduzida em seu prenúncio, é confirmatório do conteúdo espiritual e divinamente inspirado do Livro de Apocalipse. Isso significa que podemos, enquanto humanidade, aguardar como líquido e certo o surgimento de coisas tremendas que nesse livro estão descritas. Deus falou, Deus cumprirá o que disse. Não há menor espaço para outro desfecho!
O que fazer? Passar a temer a Deus é um bom começo. Deus deve ser temido, ou seja, respeitado por ser Deus e por cumprir o que fala, por mais maravilhoso que isso possa parecer aos olhos humanos. "O temor do SENHOR consiste em aborrecer o mal; a soberba, a arrogância, o mau caminho e a boca perversa, eu os aborreço." (Pv 8.13) "Ao SENHOR dos Exércitos, a ele santificai; seja ele o vosso temor, seja ele o vosso espanto." (Is 8.13) Espante-se - encha-se de admiração, maravilhe-se - com Deus! Ele é Maravilhoso! Tema a Ele, e dê-Lhe a glória devida ao Seu nome! Deus é Deus em cima no céu e embaixo na Terra, todo o Universo por Ele e para Ele foi criado e por Ele é mantido. E todo Apocalipse se tornará real para todo homem vivente! Deus faz essas coisas tremendas descritas em Apocalipse com um propósito: que cada homem e mulher se arrependa dos seus pecados e volte-se para Deus, que é rico em perdoar. Tudo que Deus quer é salvar você; salvar você da Ira que Ele derramará sobre a Terra como juízo pela multidão de pecados!
Note mais uma vez esse último cavaleiro, do cavalo pálido: Seu nome é Morte. Ele é seguido pelo inferno! Dito com uma clareza imensa, o inferno! Hoje vivemos a influência do inferno, retida em todo o seu potencial pela Graça de Deus. E o inferno já foi e será o destino de cada ser humano que rejeita abertamente a gratuita salvação propiciada por Cristo na cruz e morre nesse estado, por mais horrível que isso seja. Jesus, o própio, falou sobre o inferno em inúmeras passagens: "Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo." (Mt 10.28) Portanto, você pode crer que ele existe e real, não um estado d'alma, mas um lugar. A realidade da vida após a morte exige a realidade do inferno. Jesus ensinou, em Mateus 22: 23-33, que havia vida após a morte física. No relato do homem rico e Lázaro (Lucas 16: 19-31), dois destinos distintos são apresentados: conforto para os justos, mas punição para os iníquos.
Sobre este lugar, Jesus disse que o seu bicho não morre, e o fogo nunca se apaga. (Mc 9.44) É um lugar de sofrimento, de dor, de tristeza, de angústia; um lugar criado para o diabo e seus anjos, mas que acaba sendo o destino de muitos e muitos que insistem em não permitir que Deus os salve. O sofrimento humano em vida é pequeno se comparado à esse sofrimento; o corpo vivo pode adormecer, ser anestesiado, ser curado; sempre é possível experimentar algum alívio estando vivo; mas naquele lugar, no inferno, não há alívio de forma alguma! Sofrimento dia-a-dia, 24h por dia, sem descanso, sem escape, sem sossego, sem socorro; não adiantará gritar, nem se enraivecer ali, nem clamar por perdão ou misericórdia, não adiantará coisa nenhuma! Você verá seus entes queridos vivos que se encontram perdidos, sem Cristo, sendo seduzidos e influenciados pelo diabo, e não poderá fazer nada, até que por fim eles sejam arrastados para o inferno para sofrer com você! Você os verá sofrer ao seu lado nesse lugar, e não poderá fazer nada para salvá-los ou aliviar sua dor! Você verá todas as oportunidades que teve para ser salvo, e não poderá voltar atrás no tempo! É isso que você quer para si?
Concluo essa argumentação. Mas Deus ainda não concluiu a execução do Livro de Apocalipse. Portanto, ainda há tempo! O tempo está passando, cada vez temos menos tempo, mas ainda temos tempo: tempo para arrependimento e fé. Isso é porque Deus é bom: "Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento." (II Pe 3.9) E esse convite de salvação é para todos os homens, quer sejam CRENTES EVANGÉLICOS, que sejam CATÓLICOS ROMANOS, quer sejam QUALQUER OUTRA COISA (ou nenhuma). Salvação não é "bilhete de ingresso no céu", que você adquire e deixa guardado até o dia chegar; nem tampouco é obtida pela "intercessão" de algum santo (vivo ou morto, físico ou espiritual). DEUS É O ÚNICO QUE PODE NOS SALVAR DE SUA PRÓPRIA IRA! (sobre isso, leia: https://apenas-para-argumentar.blogspot.com.br/2017/03/pecadores-nas-maos-de-um-deus-irado.html). Salvação é uma nova vida em Cristo, com NECESSÁRIA, IMPRESCINDÍVEL E REAL mudança de pensamento e comportamento em relação a Deus e ao mundo.
Pense nisso e faça sua escolha. Graça e paz!
quinta-feira, 17 de maio de 2018
O AMOR DE DEUS PELO HOMEM REVELADO NA AURORA DA CRIAÇÃO
Deus não criou Satanás. Ele criou o querubim ungido, responsável pelo louvor a Deus no céu. Segundo alguns, esse querubim chamava-se Hillel Ben Shachar, derivado do versículo 12 de Isaías 14, no hebraico (אֵ֛יךְ נָפַ֥לְתָּ מִשָּׁמַ֖יִם הֵילֵ֣ל בֶּן־שָׁ֑חַר נִגְדַּ֣עְתָּ לָאָ֔רֶץ חֹולֵ֖שׁ עַל־גֹּויִֽם׃). Transliterado (ou seja, usando as letras do nosso alfabeto), esse texto fica: Eich nafalta mishamayim heilel ben-shachar; nigda'ta la'aretz, chovlesh al-govyim.Conforme explica Francis Frangipane, "Hillel vem de Hallel, que significa louvar, adorar, servir. Ben Shahar significava filho do amanhecer. A implicação é que Lúcifer era o líder do louvor no amanhecer da criação. Dotado dos dons de liderança e criatividade musical, sua posição não lhe era suficiente. Motivado pela inveja e ambição, Lúcifer fez com que um terço dos anjos se rebelasse contra a autoridade de Deus." (https://www.revistaimpacto.com.br/biblioteca/a-divisao-que-causou-todas-as-divisoes/. Acesso: 17/05/2018)
Assim, o querubim gerou o mal a partir do seu livre-arbítrio. Escolheu ser mal, escolheu viver o mal e espalhar a maldade em toda a criação. Todos os seres racionais, criados por Deus, tem a liberdade de escolher entre o bem e o mal. Assim, a terça parte dos anjos do céu acabou seguindo ao querubim rebelado, no afã de vencerem o Criador numa batalha pelo céu. Aqueles anjos, que estavam contemplando a glória resplandecente de Deus, foram convencidos de que eles conseguiriam vencer uma guerra contra seu Criador! Em temor e admiração, eles haviam visto galáxias surgirem a partir da boca de Deus. Todavia, de alguma forma, passaram a acreditar que, sob a liderança de Lúcifer, poderiam derrotar o Todo-Poderoso.
"Ainda que os anjos rebelados soubessem que Deus era completamente onisciente de cada pensamento, acreditaram que poderiam pensar antes dele. Usando discrição, calúnia e sedução, Lúcifer engendrou descontentamento entre os anjos a fim de que todos os prazeres do céu não conseguissem satisfazê-los. Então, os afastou do esplendor inimaginável da presença de Deus, convencendo-os de que a impenetrável escuridão externa lhes seria mais satisfatória." (https://www.revistaimpacto.com.br/biblioteca/a-divisao-que-causou-todas-as-divisoes/. Acesso: 17/05/2018)
Satanás, ex-querubim da guarda, gerou o mal por si mesmo e por isso é impossível ser novamente reconciliado com Deus. De que forma isso aconteceu, não sabemos. O fato é que por conta disso nem Satanás, nem nenhum anjo caído ou demônio pode ser salvo dos pecados que cometeram e ainda cometem; o destino deles foi selado quando escolheram se rebelar. O único ser que pode ser salvo é o homem, que pecou por conta da tentação no Éden. No entanto, cabe a cada um responder por seus atos morais. Responsabilidade é a consequência imediata da capacidade de fazer escolhas. Os seres criados são livres para escolherem, mas responsabilizados pelas escolhas que fizerem.
Deus, ao criar o querubim da guarda, sabia que ele tornar-se-ia Satanás. Isso não impediu Deus de criar o querubum - e nenhum dos anjos que o seguiram na rebelião celeste. Deus os amou. Do mesmo modo, Deus sabia que o homem cairia no pecado e nem por deixou de criar o homem. Deus o amou. Deus criou Suas criaturas e as amou, mas elas escolheram livremente não corresponder a esse amor. Escolheram viverem suas vidas separadas do bondoso e amoroso Deus e Pai. John Milton expressa essa verdade ao compor seu poema, "O Paraíso Perdido":
"E como de obediência voluntária,
De verdadeiro amor, de fé constante,
Fariam prova se não fossem livres?
(...)
Homens e anjos formei de todo livres, —
E livres serão sempre, inda que insanos
Queiram na escravidão envilecer-se:
De outra sorte, mudar-lhes eu devia
A natureza unida à liberdade,
A irrevogável ordem revogando
Que as criou para sempre inseparáveis.
Os anjos, que a si mesmos se impeliram
Para a depravação, votados se acham
A irremissível punição eterna:
O homem, que sendo deles iludido
Pecou, refúgio em minha graça encontra."
Assim como foi com Satanás, poderia ter sido com o homem. O homem poderia ter gerado o mal dentro de si mesmo sem agente externo para o tentar. Se assim fosse, toda a raça humana teria sido para sempre perdida, tornando-se para sempre irreconciliável com Deus. Ao permitir que Satanás tentasse ao homem no Éden e o induzisse à queda (leia novamente: PERMITIR, isto é, Deus permitiu a ação de seres livres e conscientes dos seus atos a agirem como desejassem), Deus ao mesmo tempo possibilitava o acesso ao perdão dos pecados de todo o homem no futuro. Satanás tentou tornar o homem como um ser semelhante a ele - rebelde, maligno, pecador, longe de Deus e sem redenção, porém ao induzir que o homem pecasse, ele não logou êxito completo! O homem, com a queda, tornou-se realmente rebelde, maligno, pecador e longe de Deus. Mas não sem redenção! A redenção, impossível à Satanás e aos seus seguidores espirituais rebeldes, tornou-se algo plenamente possível para o homem! Novamente, ouçamos Milton:
"O homem de todo não será perdido:
Há de salvar-se quem contrito o intente; —
Porém não bastam diligências próprias:
A graça minha, livremente dada,
Será da salvação primeiro móvel.
Posto que pela culpa escravizadas
A exorbitante, pérfido desejo,
Renovar uma vez inda eu me digno
As desfalcadas faculdades suas.
Ele mais esta vez por mim sustido
Pode firme na terra sustentar-se
De seu fero inimigo contra os golpes.
Por mim sustido, saberá quão frágil
É sua condição; que a mim só deve,
E a mais ninguém, a salvação que aguarda."
Satanás não tem perdão pelo que fez no céu e na terra, mas ao agir sobre a humanidade fazendo-a cair por suas artimanhas e tentações ele não anula a possibilidade de perdão e redenção para o homem. Por isso, tanto a salvação em Cristo como a condenação eterna daqueles que rejeitarem a esta salvação são um fato: quem rejeita, na verdade o faz livremente; livremente tal pessoa escolhe a maldade mesmo diante da oferta do Supremo Bem. Com isso, identifica-se com o pecado de Satanás, que diante do Supremo Bem escolheu ser maligno e viver malignamente.
Jesus foi morto pelo homem antes da fundação do mundo (Ap 13.8). A solução para o pecado do homem e seus efeitos foi providenciada antes que estes viessem a existir. Isso é muitíssimo sério: A salvação em Cristo foi providenciada desde a eternidade por Deus, planejada para ser algo gratuito e plenamente alcançável a todos os homens se assim o desejarem, bastando que façam aquilo que Deus espera deles - tenham convicção de pecado, arrependimento e entrega da vida a Cristo. Novamente, a salvação é gratuita! Ninguém precisa pagar nada; portanto, ninguém é excluído dela por "não ter condições próprias de alcançá-la", por "não ter como pagar o preço para tê-la". É DE GRAÇA E PELA GRAÇA! Portanto, NÃO EXISTE CRIME MAIOR DO QUE REJEITÁ-LA! Logicamente, é digno de condenação eterna, no lugar de eterno sofrimento, todo aquele que rejeita esta tão grande salvação; tal pessoa REJEITA a Cristo! Rejeita tudo o que Deus fez em Cristo e por Cristo para salvá-la! Rejeita, com desprezo, cada gota de sangue de Jesus derramado para sua salvação! Rejeita cada Palavra, cada ato, cada gesto de Jesus de Nazaré; rejeita Sua Pessoa e Obra, rejeita Suas chagas e Sua morte, rejeita Sua ressurreição e governo soberano! Rejeita o Autor da Vida em prol de viver uma vida de morte! De novo: DEUS ENVIOU SEU FILHO AO MUNDO, mas o mundo o rejeitou! Morte é sua realidade; morte eterna seu futuro caso persista nessa rebeldia com Deus! Porém, quem recebe Jesus esse tem a vida eterna!
"Mas quem zombar da tolerância minha,
O meu dia de graça desprezando,
Nunca mais há de obtê-la; e sem remédio
Sua dureza se fará mais dura,
Sua cegueira se fará mais cega.
Seus tropeços serão quedas profundas;
Tem de abismá-lo a perdição eterna."
Quem despreza o amor de Deus em Cristo Jesus selará sua condição, caso morra nesse estado. O único que pode prover salvação é o Senhor Jesus! Sem Ele, nada mais poderá ser feito por ninguém. Deus providenciou salvação para o homem, fazendo com que Seu Filho recebesse todo o castigo pela transgressão e queda do próprio homem. A cruz - a cadeira de elétrica da época - com seus horrores era para ser o final da nossa história, o final da história humana. Porém, em Cristo temos o ponto final tornando-se em vírgula! Em Cristo, a história humana pode continuar! O homem, em estado de maldição e debaixo da ira de Deus, uma vez em Cristo pode ser redimido, pode voltar a viver com Deus, pode ser restaurado, pode ser abençoado, pode ser santo, pode ser curado!
Veja o poder que o mal tem sobre nós! Nós somos tão ruins quanto desejemos ser! Qualquer um de nós pode ser, se desejar, tão maligno que faria Hitler ter medo. O mal está facilmente disponível para qualquer um. Basta olharmos para dentro de nós mesmos e facilmente constataremos isso. Temos um imenso potencial para o mal, uma criatividade quase infinita para planejar e fazer o mal! Foi isso que conseguimos, como humanidade sem Deus. Mas o bem só é possível com e pela Graça de Deus! A verdade é que não existe nenhum bem que pratiquemos ou possamos praticar sem que Deus não tenha nos dado. Ser bom pai, boa mãe, bom marido, boa esposa, bom cidadão... não viver em orgias, não ser assassino ou estuprador... isso só é possível a nós, enquanto raça humana, por uma única razão: Deus não nos abandonou a própria sorte! Aleluia! Ele nos deu a Sua GRAÇA, o Seu FAVOR IMERECIDO, de forma que nessa Graça encontramos o bem que praticamos. Porém isso não é suficiente para salvação: a salvação não é algo conquistado, nem sequer alcançado por esforços pessoais. Não! Deus quer nos salvar de Sua ira, que um dia irá condenar os homens à perdição eterna; para isso, nos deu Seu Filho Unigênito, para que todos que Nele crerem tenham a vida eterna. Isso também é GRAÇA, numa manifestação especial: a graça salvadora. A graça é o que possibilita ao pior dos homens, ou ao mais "bonzinho" deles (para Deus é indiferente), ser salvo em e por Jesus!
Rejeitar a Cristo é morte eterna, com certeza! Receber a Cristo, por outro lado, é vida eterna, com certeza! Eu já fiz a minha escolha; e você? O que você escolhe?
Pense nisso!
Graça e Paz!
Assim, o querubim gerou o mal a partir do seu livre-arbítrio. Escolheu ser mal, escolheu viver o mal e espalhar a maldade em toda a criação. Todos os seres racionais, criados por Deus, tem a liberdade de escolher entre o bem e o mal. Assim, a terça parte dos anjos do céu acabou seguindo ao querubim rebelado, no afã de vencerem o Criador numa batalha pelo céu. Aqueles anjos, que estavam contemplando a glória resplandecente de Deus, foram convencidos de que eles conseguiriam vencer uma guerra contra seu Criador! Em temor e admiração, eles haviam visto galáxias surgirem a partir da boca de Deus. Todavia, de alguma forma, passaram a acreditar que, sob a liderança de Lúcifer, poderiam derrotar o Todo-Poderoso.
"Ainda que os anjos rebelados soubessem que Deus era completamente onisciente de cada pensamento, acreditaram que poderiam pensar antes dele. Usando discrição, calúnia e sedução, Lúcifer engendrou descontentamento entre os anjos a fim de que todos os prazeres do céu não conseguissem satisfazê-los. Então, os afastou do esplendor inimaginável da presença de Deus, convencendo-os de que a impenetrável escuridão externa lhes seria mais satisfatória." (https://www.revistaimpacto.com.br/biblioteca/a-divisao-que-causou-todas-as-divisoes/. Acesso: 17/05/2018)
Satanás, ex-querubim da guarda, gerou o mal por si mesmo e por isso é impossível ser novamente reconciliado com Deus. De que forma isso aconteceu, não sabemos. O fato é que por conta disso nem Satanás, nem nenhum anjo caído ou demônio pode ser salvo dos pecados que cometeram e ainda cometem; o destino deles foi selado quando escolheram se rebelar. O único ser que pode ser salvo é o homem, que pecou por conta da tentação no Éden. No entanto, cabe a cada um responder por seus atos morais. Responsabilidade é a consequência imediata da capacidade de fazer escolhas. Os seres criados são livres para escolherem, mas responsabilizados pelas escolhas que fizerem.
Deus, ao criar o querubim da guarda, sabia que ele tornar-se-ia Satanás. Isso não impediu Deus de criar o querubum - e nenhum dos anjos que o seguiram na rebelião celeste. Deus os amou. Do mesmo modo, Deus sabia que o homem cairia no pecado e nem por deixou de criar o homem. Deus o amou. Deus criou Suas criaturas e as amou, mas elas escolheram livremente não corresponder a esse amor. Escolheram viverem suas vidas separadas do bondoso e amoroso Deus e Pai. John Milton expressa essa verdade ao compor seu poema, "O Paraíso Perdido":
"E como de obediência voluntária,
De verdadeiro amor, de fé constante,
Fariam prova se não fossem livres?
(...)
Homens e anjos formei de todo livres, —
E livres serão sempre, inda que insanos
Queiram na escravidão envilecer-se:
De outra sorte, mudar-lhes eu devia
A natureza unida à liberdade,
A irrevogável ordem revogando
Que as criou para sempre inseparáveis.
Os anjos, que a si mesmos se impeliram
Para a depravação, votados se acham
A irremissível punição eterna:
O homem, que sendo deles iludido
Pecou, refúgio em minha graça encontra."
Assim como foi com Satanás, poderia ter sido com o homem. O homem poderia ter gerado o mal dentro de si mesmo sem agente externo para o tentar. Se assim fosse, toda a raça humana teria sido para sempre perdida, tornando-se para sempre irreconciliável com Deus. Ao permitir que Satanás tentasse ao homem no Éden e o induzisse à queda (leia novamente: PERMITIR, isto é, Deus permitiu a ação de seres livres e conscientes dos seus atos a agirem como desejassem), Deus ao mesmo tempo possibilitava o acesso ao perdão dos pecados de todo o homem no futuro. Satanás tentou tornar o homem como um ser semelhante a ele - rebelde, maligno, pecador, longe de Deus e sem redenção, porém ao induzir que o homem pecasse, ele não logou êxito completo! O homem, com a queda, tornou-se realmente rebelde, maligno, pecador e longe de Deus. Mas não sem redenção! A redenção, impossível à Satanás e aos seus seguidores espirituais rebeldes, tornou-se algo plenamente possível para o homem! Novamente, ouçamos Milton:
"O homem de todo não será perdido:
Há de salvar-se quem contrito o intente; —
Porém não bastam diligências próprias:
A graça minha, livremente dada,
Será da salvação primeiro móvel.
Posto que pela culpa escravizadas
A exorbitante, pérfido desejo,
Renovar uma vez inda eu me digno
As desfalcadas faculdades suas.
Ele mais esta vez por mim sustido
Pode firme na terra sustentar-se
De seu fero inimigo contra os golpes.
Por mim sustido, saberá quão frágil
É sua condição; que a mim só deve,
E a mais ninguém, a salvação que aguarda."
Satanás não tem perdão pelo que fez no céu e na terra, mas ao agir sobre a humanidade fazendo-a cair por suas artimanhas e tentações ele não anula a possibilidade de perdão e redenção para o homem. Por isso, tanto a salvação em Cristo como a condenação eterna daqueles que rejeitarem a esta salvação são um fato: quem rejeita, na verdade o faz livremente; livremente tal pessoa escolhe a maldade mesmo diante da oferta do Supremo Bem. Com isso, identifica-se com o pecado de Satanás, que diante do Supremo Bem escolheu ser maligno e viver malignamente.
Jesus foi morto pelo homem antes da fundação do mundo (Ap 13.8). A solução para o pecado do homem e seus efeitos foi providenciada antes que estes viessem a existir. Isso é muitíssimo sério: A salvação em Cristo foi providenciada desde a eternidade por Deus, planejada para ser algo gratuito e plenamente alcançável a todos os homens se assim o desejarem, bastando que façam aquilo que Deus espera deles - tenham convicção de pecado, arrependimento e entrega da vida a Cristo. Novamente, a salvação é gratuita! Ninguém precisa pagar nada; portanto, ninguém é excluído dela por "não ter condições próprias de alcançá-la", por "não ter como pagar o preço para tê-la". É DE GRAÇA E PELA GRAÇA! Portanto, NÃO EXISTE CRIME MAIOR DO QUE REJEITÁ-LA! Logicamente, é digno de condenação eterna, no lugar de eterno sofrimento, todo aquele que rejeita esta tão grande salvação; tal pessoa REJEITA a Cristo! Rejeita tudo o que Deus fez em Cristo e por Cristo para salvá-la! Rejeita, com desprezo, cada gota de sangue de Jesus derramado para sua salvação! Rejeita cada Palavra, cada ato, cada gesto de Jesus de Nazaré; rejeita Sua Pessoa e Obra, rejeita Suas chagas e Sua morte, rejeita Sua ressurreição e governo soberano! Rejeita o Autor da Vida em prol de viver uma vida de morte! De novo: DEUS ENVIOU SEU FILHO AO MUNDO, mas o mundo o rejeitou! Morte é sua realidade; morte eterna seu futuro caso persista nessa rebeldia com Deus! Porém, quem recebe Jesus esse tem a vida eterna!
"Mas quem zombar da tolerância minha,
O meu dia de graça desprezando,
Nunca mais há de obtê-la; e sem remédio
Sua dureza se fará mais dura,
Sua cegueira se fará mais cega.
Seus tropeços serão quedas profundas;
Tem de abismá-lo a perdição eterna."
Quem despreza o amor de Deus em Cristo Jesus selará sua condição, caso morra nesse estado. O único que pode prover salvação é o Senhor Jesus! Sem Ele, nada mais poderá ser feito por ninguém. Deus providenciou salvação para o homem, fazendo com que Seu Filho recebesse todo o castigo pela transgressão e queda do próprio homem. A cruz - a cadeira de elétrica da época - com seus horrores era para ser o final da nossa história, o final da história humana. Porém, em Cristo temos o ponto final tornando-se em vírgula! Em Cristo, a história humana pode continuar! O homem, em estado de maldição e debaixo da ira de Deus, uma vez em Cristo pode ser redimido, pode voltar a viver com Deus, pode ser restaurado, pode ser abençoado, pode ser santo, pode ser curado!
Veja o poder que o mal tem sobre nós! Nós somos tão ruins quanto desejemos ser! Qualquer um de nós pode ser, se desejar, tão maligno que faria Hitler ter medo. O mal está facilmente disponível para qualquer um. Basta olharmos para dentro de nós mesmos e facilmente constataremos isso. Temos um imenso potencial para o mal, uma criatividade quase infinita para planejar e fazer o mal! Foi isso que conseguimos, como humanidade sem Deus. Mas o bem só é possível com e pela Graça de Deus! A verdade é que não existe nenhum bem que pratiquemos ou possamos praticar sem que Deus não tenha nos dado. Ser bom pai, boa mãe, bom marido, boa esposa, bom cidadão... não viver em orgias, não ser assassino ou estuprador... isso só é possível a nós, enquanto raça humana, por uma única razão: Deus não nos abandonou a própria sorte! Aleluia! Ele nos deu a Sua GRAÇA, o Seu FAVOR IMERECIDO, de forma que nessa Graça encontramos o bem que praticamos. Porém isso não é suficiente para salvação: a salvação não é algo conquistado, nem sequer alcançado por esforços pessoais. Não! Deus quer nos salvar de Sua ira, que um dia irá condenar os homens à perdição eterna; para isso, nos deu Seu Filho Unigênito, para que todos que Nele crerem tenham a vida eterna. Isso também é GRAÇA, numa manifestação especial: a graça salvadora. A graça é o que possibilita ao pior dos homens, ou ao mais "bonzinho" deles (para Deus é indiferente), ser salvo em e por Jesus!
Rejeitar a Cristo é morte eterna, com certeza! Receber a Cristo, por outro lado, é vida eterna, com certeza! Eu já fiz a minha escolha; e você? O que você escolhe?
Pense nisso!
Graça e Paz!
OS MERCADORES EVANGÉLICOS DE HOJE. DISCÍPULOS OU MANTENEDORES DO MINISTÉRIO DE ANÁS E CAIFÁS?
Essa postagem, de autoria do Pr. Marcelo Kropf, foi extraída do blog "Movimento Cristão Restaura Atos - Restaurando a Igreja de Atos dos Apóstolos" (link: http://restauraatos.blogspot.com.br)
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Mt 21.12-14: E
entrou Jesus no templo de Deus, e expulsou todos os que vendiam e
compravam no templo, e derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos
que vendiam pombas; E disse-lhes: Está escrito: A minha casa será
chamada casa de oração; mas vós a tendes convertido em covil de ladrões.
E foram ter com ele no templo cegos e coxos, e curou-os.
Anás e Caifás, os
principais sacerdotes do templo de Deus naquele tempo, tinham tanto amor
ao dinheiro, que nem a Casa de Deus escapava da ganância destes homens.
É impressionante como este texto é atual! Várias verdades podem ser
extraídas deste texto, vejamos algumas:
1) Enquanto a
Igreja for covil de ladrões religiosos, ela não poderá ser chamada casa
de oração, logo não haverá cura, nem milagres, só ganância e avareza.
Somente após Jesus ter expulso os que idolatravam Mamón, Ele operou
curas na Casa de Deus! Agora você entende o porquê não há milagres,
prodígios e maravilhas na Igreja Evangélica moderna! Esse é o motivo e
os muitos porquês vivemos este tempo de apostasia!
2) Estes líderes
gananciosos têm vendido as bênçãos, profanando a Casa de Deus com suas
mensagens de prosperidade; valorizando dízimos e ofertas para entulhar
matéria nesta terra, ajuntando tesouros onde a traça e a ferrugem
consomem, onde eles mesmos minam e roubam (Mt 6.19). Dízimos e ofertas
são bíblicos, mas nunca foram tão demoníacos dentro das igrejas, pois
tais vendilhões se preocupam com pedras, conforto, fama e suas pífias
ações religiosas. Estes líderes são os primeiros a roubarem a Deus (Ml
3.8).
3) Quando o milagre
material é mais importante que os milagres espirituais, devemos
questionar que tipo de casa estamos frequentando: Casa de Oração ou
Covil de Ladrões?
4) Anás e Caifás
eram os religiosos da época, mas representam os ditos "homens de Deus"
de hoje. Eles permitiam o comércio no templo e também tramaram a morte
de Jesus, sob o aspecto humano. Eram os líderes religiosos envolvidos na
política daquela época, pois acobertavam as mazelas de Herodes e se
ajuntavam com Pôncio Pilatos. Foram eles que barganharam com o povo
preferindo o assassino Barrabás do que o carpinteiro de Nazaré! Também
foram eles que perseguiram os apóstolos e a Igreja do primeiro século.
Hoje, os picaretas pregadores de prosperidade são discipulos de Anás e
Caifás. Você que pertence a Igreja destes discípulos de Anás e Caifás é
mantenedor destas loucuras, dos gastos infames que poderiam ser
revertidos para abençoar quem precisa (At 4.34,35).
5) Você que tem
pregado bênçãos materiais, que mercantiliza a Palavra para bater as
metas de seu Ministério, como se sua igreja fosse uma loja de roupas e
sapatos, saiba que seus dias estão contados! Arrependa-se, ainda há
tempo! Arrependa-se antes que Jesus acabe com essa tua farra e mande
você para o INFERNO!
DEUS ESTÁ SEPARANDO
UM POVO DIFERENTE! Um povo que não se preocupa com tijolos, cadeiras e
dinheiro, mas se preocupa com GENTE! Chega de templos! Não precisamos
construir TEMPLOS para buscar a Deus! Precisamos estar juntos apenas,
reunidos em um só propósito! Chega de religião! Chega de GASTAR DINHEIRO
com materialismo barato. Você é o templo de Deus (I Co 6.19). É tempo
de restaurar os ATOS de um povo que realmente testemunhava a
ressurreição do Mestre!
Forte abraço,
Marcelo Kropf, pastor pela graça de Deus.
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