sexta-feira, 3 de agosto de 2018

BATALHA ESPIRITUAL: DEFINIÇÕES, ÁREAS E LIMITES.

Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo; porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes. (Efésios 6:10-12)

Nossa luta. A luta do cristão, do grego palē (πάλη), "luta", "briga", "conflito". A origem do termo remonta a wrestling grega, luta antiga da Grécia, onde dois oponentes lutam um contra o outro com objetivo de levar ao chão e/ou forçar a submissão por meio da aplicação de técnicas de imobilização, tais como chaves. Há uma luta para a qual devemos nos fortalecer em nosso homem interior, conforme o texto de Efésios, de força em força (como em Atos 9:22; 2 Timóteo 2:1). Assim, em Filipenses 4:13 temos a expressão cognata: “Cristo que me fortalece”, em quem “tudo posso”.  Fortalecer para lutar, fortalecer no Senhor, isto é, não em nós mesmos (não em nossa própria força e capacidades) e na força do seu poder, ou seja, na força do Todo-Poderoso Rei e Senhor.

Para lutarmos essa luta, devemos nos revestir de toda a armadura de Deus é o equivalente a se revestir da armadura que Deus fornece, por Sua graça, poder e misericórdia, a fim de que Seus filhos possam permanecer firmes contra as ciladas do diabo. O termo grego para "toda armadura", "panoplia", fala de completude, provendo defesa contra todas as “artimanhas” e “todos os ardentes dardos” do Maligno, não deixando um ponto desprotegido por um descuido que pode ser fatal. Colocar a “armadura de Deus” - que nos é dada por Deus - é declarado (por comparação de Romanos 13:12; Romanos 13:14) como equivalente a “revestir-se do Senhor Jesus Cristo”. Verdade, Justiça, Evangelho da Paz, Fé, Salvação e Palavra de Deus, tudo com oração e súplica no Espírito e vigilância perseverante, tudo isso só é possível se o cristão se reveste do Seu Senhor e Salvador. Não são, portanto, "equipamentos mágicos", que alguém pode dispor como se estivesse num depósito de velharias, mas sim elementos espirituais, ligados ao caráter cristão e a vida cristã, que são fortalecidos pelo Senhor e pelo Seu poder na vida daqueles que Nele crêem e confiam de todo o coração:
  • Verdade x Mentira: Como uma pessoa que ama e pratica a mentira pode estar vestido com a verdade? Isso é literalmente impossível, posto que verdade e mentira são opostos entre si; onde há um o outro não pode estar. A mentira, falada e/ou vivida, incapacita alguém a lutar esta luta a qual Paulo se refere. A mentira é estratégia e arma do inimigo, arma de Satanás, mentiroso desde o princípio e pai da mentira (Jo 8.44). Tristemente, o fato é que hoje a mentira está cada vez mais na boca e na vida daqueles que se dizem servos de Deus. Mentem sobre si mesmos e com relação ao próximo: se a verdade vai, de algum modo, prejudicar a imagem pessoal (ou do ministério que professam com a boa tê-lo), expondo às claras suas mazelas, então usam e abusam do expediente da mentira (nos púlpitos, nos grupos sociais, nas reuniões de ministério, etc.). E, como diz a máxima atribuída a Goebbels, Ministro da Propaganda na Alemanha Nazista, a mentira que contam muitas vezes acaba se tornando verdade - a mentira falada vira mentira vivida. "Mas, quanto aos medrosos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos adúlteros, e aos feiticeiros, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago ardente de fogo e enxofre, que é a segunda morte. [...] Ficarão de fora os cães, os feiticeiros, os adúlteros, os homicidas, os idólatras, e todo o que ama e pratica a mentira." (Ap 21.8; 22.15) Vale lembrar aqui que a hipocrisia religiosa é uma das formas de manifestação da mentira - ser um na coletividade religiosa e outro na vida privada. As redes sociais (como o Facebook) são a evidência, nua e crua, dessa duplicidade de vida; basta "acompanhar" as publicações e os "likes/deslikes" dos "irmãozinhos e irmãzinhas". É cada publicação, cada curtida/descurtida, de arrancar sabiá do toco!  
  • Justiça x Injustiça: Justiça, aqui, tem duas vertentes: a justiça de Deus e a justiça do cristão. A primeira é a justiça de Deus: Deus é justo em tudo o que faz, em todo tempo e com todos.  Ele não faz acepção de pessoas, não aceita peita, nem julga falsamente. Em Deus mesmo e em Seu governo, não se acham quaisquer defeitos de injustiça, erro ou ação duvidosa. Toda a relação de Deus com o homem está baseada na Sua justiça (bem como na Sua bondade). Paulo diz que a justiça de Deus se revela no Evangelho, cujo centro é a cruz de Cristo: "visto que a justiça de Deus se revela no Evangelho, uma justiça que do princípio ao fim é pela fé, como está escrito: “O justo viverá pela fé”". (Rm 1.17) Toda verdadeira justiça tem relação direta de derivação de Deus e da cruz de Cristo, caso contrário não é justiça verdadeira. É nesse ponto que entra a segunda vertente - a justiça do cristão. A justiça do cristão, derivada da fé no Cristo da cruz, chama-se justificação, termo forense que designa o ato pelo qual Deus declara justo (não tornar justo) aquele que tem fé em Jesus. É a justificação pela fé. Justificar não é o mesmo que perdoar ou desculpar, tampouco é o mesmo que santificar; no entanto, a justificação (um novo status) e a regeneração (um novo coração), embora não sejam idênticas, são simultâneas. Todo crente justificado foi também regenerado pelo Espírito Santo e, dessa forma, destinado à santificação constante. Ou, se quisermos citar Calvino, "ninguém pode ostentar a justiça de Cristo sem a regeneração". Ainda que um cristão justificado e regenerado possa vir a cometer pecado (por conta de sua antiga natureza adâmica, ainda presente), é impossível que justificados amem a injustiça e amar viver na injustiça novamente. De forma geral, no âmbito da Igreja, essa injustiça manifesta-se no tráfico de influências, na bajulação, na aceitação resoluta da impiedade, na opressão, na acepção de pessoas. Por exemplo, quando uma igreja não exerce disciplina sobre seus fiéis por faltas morais bíblicas devidamente comprovadas (como sexo/gravidez antes do casamento, por exemplo), fazendo vista grossa, está praticando a injustiça. Quando um líder "passa a perna" no outro para ocupar seu lugar (ou mesmo concorda com isso), está praticando a injustiça.  
  • Evangelho da Paz x Evangélico da Confusão: Crentes que amam a confusão, que anseiam pela disputa, que vivem a procurar confusão com tudo e com todos, por razões espúrias e carnais, não estão de modo algum calçando os pés com a preparação do Evangelho da paz. Vivem causando desavenças e incentivando outros nesse costume maligno. Esses crentes não estão servindo a Cristo, mas sim a Marte (deus da guerra). 
  • Salvação recebida x conquistada: A salvação, segundo a Bíblia, é a salvação da ira de Deus, que será derramada um dia por Deus em Seu justo juízo contra toda impiedade e perversidade humana. Esta salvação só é possível porque Deus deu Seu único Filho, Jesus, para que todo aquele que Nele crê não pereça mas tenha a vida eterna. Nesse ponto, vale dizer: nunca, em hipótese alguma, aceite o engano que diz que Deus jamais irá condenar pecadores ao inferno. Não! Deus é justo e todo aquele que recusou a Sua oferta de amor, manifesta na crucificação, morte e ressurreição de Jesus, amando mais as trevas do que a luz, servindo ao diabo e aos prazeres e vícios carnais, irá ser lançado no inferno para todo o sempre, como justa punição por seus atos: "Os ímpios serão lançados no inferno e todas as nações que se esquecem de Deus." (Sl 9.17) Jesus descreveu o inferno como um lugar de escuridão, tormento, tristeza, vergonha e revolta. As palavras que Jesus utilizou para ilustrar esse lugar foram: fogo, trevas, choro, vermes e ranger de dentes (Mt 8.11-12, 13.49-50, 18.8-9, 22.13, 25.30, Mc 9.43-44, Lc 13.28). Uma vez nesse lugar, o sofrimento será eterno: "E [os ímpios] irão para o tormento eterno" (Mt 25.46a). Assim, a salvação é assunto de capital interesse para a humanidade. Essa salvação não pode ser conquistada, ou alcançada, por boas obras. Não há nada de bom, que o homem faça, que seja capaz de pagar o alto preço pelo seu pecado. A salvação sempre foi e sempre será pela Graça, por meio da fé: "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie" (Efésios 2:8,9) A salvação é presente de Deus para todos os que crêem verdadeiramente em Seu Filho Jesus (lembrando que a fé salvadora gera fruto pacífico de salvação visível). Nunca pode ser conquistada! Nunca pode ser alcançada por ativismos, por doações financeiras, por autoflagelação, por rituais religiosos quaisquer que sejam, por caridade, por bom-mocismo, por filosofias esotéricas ou não, por frequentar reuniões religiosas, por decorar textos, etc. Não por legalismo.
  • Palavra de Deus x Doutrina de Homens: Infelizmente, muitos hoje estão seguindo doutrinas de homens. São "bons conselhos para uma vida de sucesso" baseados na psicologia e na auto-ajuda, são os "não pode isso, não pode aquilo" baseados nos preconceitos e na ignorância de uma ou mais pessoas, são os achismos que viram doutrina, etc. A psicologia tem invadido os púlpitos das igrejas, com suas teses estapafúrdias biblicamente falando! A auto-ajuda e o pensamento positivo - "vai melhorar, vai dar tudo certo", que nunca acontece, cercado de frases espiritualísticas de efeito ("eu profetizo", "determino o milagre na sua vida", "amarro satanás", "vou dar ordem agora para o anjo agir na sua vida", etc.).  
Portanto, como visto, ou o crente reveste-se de Cristo ou então reveste-se do mundo. Não há meio termo nisso. O revestimento com Cristo é o tema principal da epístola aos Efésios. A nossa luta não é brincadeirinha de criança, não é algo bobo ou trivial. Não é coisa para crente carnal, que confunde batalha espiritual com batalha naval, enrolado com a própria vida (sexual, financeira, espiritual, moral, etc.). De modo algum. Paulo diz que o diabo arma suas ciladas e tem sob seu comando várias classes de forças espirituais do mal, nas regiões celestes e isso não é, de modo algum, algo fútil. Essa luta nunca acontece com dia e hora marcados, mas é uma luta que travamos continuamente. Não há um dia específico, uma espécie de dia D espiritual, que iremos "invadir a Normandia" inimiga.  É todo hora, em todo tempo. Por isso, vem a necessidade contínua de oração - "orai sem cessar", pois só por meio da oração nos apropriamos cada vez mais de Cristo em nós. Oração sincera, não repetição vazia de frases religiosas. Oração por nós mesmos e pelas vidas de nossos irmãos e daqueles que precisam ser alcançados pelo Evangelho. Oração de louvor e de adoração, de súplica e confissão, de quebrantamento e total dependência Daquele que É, que Era e que Há de Ser. Oração pedindo ao Senhor que nos livre do mal, da tentação, da queda, da cilada do inimigo!

Hoje, o mal está muito, mas muito difundido na sociedade e em suas diversas operações. A mente é o o campo onde essa luta (ou batalha) é travada: “Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo.” (II Co 10.4,5) Portanto não é na cidade, no país, no bairro ou em qualquer outro local físico (ainda que uma localidade possa estar debaixo da opressão de satanás por conta dos pecados das pessoas que lá vivem). Portanto não é fazer "mapeamento", "saber o nome do valente", "jogar suco de uva no mar", ou qualquer outra invencionice esotérica-cristã. É a mente o foco. Se Satanás controlar a mente, ele estabelece fortalezas resistentes à verdade, de forma a manter a pessoa sob escravidão do mal. ESSE CONCEITO É BÁSICO E MUITÍSSIMO IMPORTANTE. Sem ele, corremos o risco de transformar a nossa luta espiritual em dualismo barato, em simples disputa por poder e território entre Deus o diabo (do dualismo derivam-se a teologia da prosperidade e a ambição pelo poder político, dentre outros erros do cristianismo atual). O DUALISMO É HERESIA! Pelo contrário, o ensino das Escrituras é que Deus é o Senhor; Ele tem todas as coisas debaixo do Seu controle e o diabo não mexe um dedo sem a permissão de Deus. Ele só vai aonde Deus permite. O Diabo é apenas uma criatura, mas do jeito que ele é pintado nesse movimento parece que ele é um poder, senão igual, mas pelo menos independente de Deus. Ele faz o que quer e Deus é que tem que vir atrás para consertar. O diabo não é um poder independente de Deus; ele só faz o que Deus permite, e Deus o usa inclusive nos Seus propósitos. Aqui vale transcrever o comentário do Rev. Ricardo Barbosa de Souza:

"Quando abraçamos o dualismo, a guerra espiritual transforma-se numa disputa de poder; temos que provar quem é mais forte, mais competente. Entramos na arena criada pelo próprio Satanás e passamos a lutar com suas armas. Optamos pelo poder, pelo domínio, e caímos na grande armadilha que ele nos preparou.[...] Um dos perigos que a guerra espiritual trás é o de induzir-nos a usar as mesmas armas de Satanás, as armas do poder. O mundo não está dividido entre duas grandes forças. Por isto, como afirma C. S. Lewis, não há uma guerra espiritual mas sim, uma rebelião interna e o rebelde encontra-se sob controle."
(A Guerra Espiritual, a Palavra de Deus e o Dilema de Jó. Disponível em: http://www.monergismo.com/textos/vida_piedosa/guerra.htm. Acesso: 03/08/18)

Satanás opera de diversas maneiras. Falsos ensinos sobre Cristo, sobre Deus, sobre a Bíblia, sobre a Fé, sobre a Salvação, sobre a Comunicação com o Além (o que determina se um ensino é verdadeiro ou falso é a Palavra de Deus, não as doutrinas humanas, como vimos) (toda sorte de feitiçaria, de idolatria, de controle de forças espirituais, de auto-salvação, de auto-purificação/flagelamento, etc.) - as famosas heresias; contatos espirituais proibidos (como a "brincadeira do copo e do compasso", as quais estão debaixo da maldição de Deus - veja mais em: https://apenas-para-argumentar.blogspot.com/2010/09/perigosa-brincadeira-do-copo-e-do.html); contato com mortos; métodos de adivinhação (tarot; búzios, leitura de mãos, etc.); "trabalhos espirituais";  encantamentos e feitiços em nossos lares;  dentre outras. É digno de nota afirmar que DEUS PROIBIU AO SEU POVO - ISRAEL E IGREJA - TAIS PRÁTICAS e que fazê-lo É DESOBEDECER AO SENHOR. Por que Ele proibiu? Porque essas práticas APRISIONAM E ESCRAVIZAM O HOMEM SOB O DOMÍNIO DE SATANÁS. Dentre todas essas práticas, contudo, há uma que gostaria de ressaltar aqui: o rock in roll.


Quando falamos sobre o rock,  não estamos nos referindo necessariamente ao ritmo, pois todos os ritmos foram criados por Deus, porém principalmente à letra e às imagens. Vale ressaltar contudo que o ritmo da música, combinada ao alto volume que é ouvida, causa um efeito de torpor mental, permitindo que o indivíduo torne-se suscetível à influências espirituais (não devemos menosprezar a influência da música na alma humana). Deve-se notar que as bandas de rock seculares, em sua maioria ligadas ao “heavy metal”, revelam-se altamente ocultistas e satanistas em suas composições. Por exemplo, músicas como “Highway To Hell” (Estrada para o Inferno), do grupo AC/D, é, altamente ocultista e satanista. A banda “death metal ” “Cannibal Corpse” possui temas macabros e sanguinolentos em suas letras, que falam constantemente sobre assassinatos, mortes e necrofilia, além de letras contêm cenas de abuso, violência física e psicológica contra pessoas e animais e suicídio. Há muitas outras bandas que seguem a mesma temática. Mesmo quando não associado diretamente a adoração ao demônio o rock incita a rebeldia e desperta sentimentos violentos nos jovens, além de incitar o hedonismo e em muitos casos até sentimentos suicidas. Note as citações de Ocultismo e Suicídio em algumas letras de Rock:
  • Conjuring (Megadeth): "I am the devil's advocate, a salesman if you will. Come join me in my infernal depths. I've got your soul! Obey!".(Sou o advogado do diabo, um vendedor se você preferir. Venha se juntar a mim nas profundezas do inferno. Sua alma é minha. Obedeça!). 
  •  The Prince (Metallica): "Angel from below, I wish to sell my soul. Devil, take my soul. With diamonds you repay. I don't care for heaven so don't you loonk for me to cry. And I will burn In hell from the day I die." (Anjo das profundezas, eu quero vender minha alma. Demônio, leve minha alma, com diamantes você paga. Eu não me importo com o paraíso então não espere me ver chorar. E eu vou queimar no inferno a partir do dia em que morrer.) 
  •  Burn In Hell (Twisted Sister): "Welcome to the abandoned land. Come on in, child, take my hand. Here there is no work or, only one bill to pay. There's just five words to say as you go down, down, down. You're gonna Burn in hell!" (Bem vindo à terra do abandono. Venha, criança, segure minha mão. Aqui não há trabalho, apenas uma conta a pagar. Há apenas cinco palavras a dizer enquanto você cai. Você vai queimar no inferno.)
  • Homebound Train (Bon Jovi): "When I was just a boy the devil took my hand. Took me from my home, he made me a man." (Quando eu era apenas um garoto o demônio tomou minha mão, me levou de casa e me fez um homem.)
  •  Possessed (Suicidal Tendencies): "I'm a prisoner of a demon... It stays with me wherever I go, I can't break away from its hold. This must be my punishment for selling my soul!" (Sou prisioneiro de um demônio, ele fica comigo onde quer que eu vá e não posso fugir de seu domínio. Deve ser minha punição por vender minha alma.)
  • Fade To Black (Metallica): "I have lost the will to live, simply nothing more to give. There is nothing more for me, need the end to set me free." (Eu perdi a razão de viver, simplesmente não tenho mais nada a dar, não existe nada mais para mim, preciso do fim para me libertar).
  •  Ghost BC: “Depth Of Satan’s Eyes”: Into the eyes of fire/Into the gaze ablaze/Into the burning light/Of Satan's rays/Into the source of wisdom/Beyond the Bible lies/Into the endless depth/Of Satan's ("Nos olhos do fogo/Para o olhar em chamas/Para a luz ardente/Dos raios de satanás/Na fonte da sabedoria/Além das mentiras da Bíblia/Na profundidade infinita/Dos olhos de satanás”). 
  • The Number Of The Beast (Iron Maiden): “I'm coming back, I will return / And I'll possess your body and I'll make you burn / I have the fire, I have the force / I have the power to make my evil take it's course” (“Estou voltando, vou retornar / Possuirei seu corpo e o farei queimar / Eu tenho fogo, tenho o poder / Eu tenho o poder para fazer o meu mal seguir adiante”).
  •  Necropedophile (Cannibal Corpse): “I was once a man before I transformed/into this molester, freshly deceased children/You have born, torn by my rape/The dead are not safe, the lifeless child corpse/I will violate” (“Eu fui uma vez um homem antes eu transformei/neste molestador, [de] crianças recém-falecidas/Você nasce, dilacerado pelo meu estupro/Os mortos não estão seguros, o cadáver da criança sem vida/Eu irei violar”). A música segue com vários palavrões, retratando sexo violento com cadáveres de crianças (o título da música, "necropedophile", significa "necropedófilo" em português) (letra e capa do disco disponível em: . Acesso: 03/08/18) A capa do disco "Worm Infested" apresenta uma vulva e uma mulher nua cheia de vermes, em imagens sobrepostas (ou seja, a vulva em escala maior pertence a mulher em segundo plano). Outras músicas da banda, com suas capas, são tão igualmente malignas e repletas de imagens tão malignas quanto as músicas (por exemplo: "Hammer Smashed Face" ("Matelo Esmagando o Rosto"), "Addicted to Vaginal Skin" ("Viciado em Pele Vaginal"), "Post Mortal Ejaculation" ("Ejaculação Pós Mortal"), "Entrails Ripped from a Virgin's Cunt" ("Entranhas rasgadas de uma boc... Virgem"), "Raped By The Beast" ("Estuprado pela Besta"), "Condemned To Agony" ("Condenado a Agonia"),"I Cum Blood" ("Eu Gozo Sangue"), dentre outras).
Eu particularmente conheço testemunho de cristãos sérios que no passado, antes da conversão, tiveram um profundo envolvimento com esses poderes das trevas, advindos de alguns grupos específicos de rock, e quase cometeram suicídio por conta da influência maligna que as letras (e os poderes envolvidos) exerciam sobre a pessoa. Todo e qualquer envolvimento com as trevas sempre redundará em trevas para quem se envolve: depressão profunda, suicídio, rebelião, apatia, fornicação, etc. O diabo sempre fará o que puder para aprisionar a vida das pessoas, reduzindo-as a nada, até levá-las a morte e ao inferno. É contra essas mentiras, malignidade e satanismo, exemplificadas nessa argumentação, e muitas outras, que a luta do cristão deve ser travada. É aqui, onde as vidas estão sendo cativas por Satanás, que devemos entrar em ação a fim de que o Senhor (sempre o Senhor Jesus) as liberte do reino das trevas e as traga para Sua maravilhosa luz! É aqui que entram as orações e súplicas no Espírito Santo! 

A luta espiritual (ou batalha espiritual, se preferir) não é entretenimento de crentes, ou levantamento de grana, filão literário, prerrogativa para invencionice, ou coisa do tipo. Não é licença para criar ou praticar o esoterismo. É lutar pela vida - a nossa e a das demais pessoas. Lutar contra as ciladas do diabo. Lutar contra as trevas - não contra carne ou sangue, isto é, pessoas - mas contra toda obra do diabo, na vida daquelas pessoas que o Senhor deseja libertar e salvar. A exortação bíblica é para conhecermos os “desígnios” ou intenções de Satanás (II Co 2.11), de forma a poder oferecer resistência a eles. E isso NUNCA, EM MOMENTO ALGUM, se refere a práticas como "tentar descobrir os nomes e o funcionamento das potestades demoníacas", "mapeamento espiritual", "libertação por ponte (sai demônio de um e entra no outro)", etc. Não é ser Ghostbuster, caçador de diabo em tudo e em todos! Antes, refere-se PRIMORDIALMENTE a necessidade do crente se revestir do Senhor Jesus, abandonando cada vez mais sua antiga vida mundana e carnal e EM SEGUNDO LUGAR praticar essa nova vida em escala pessoal, para si mesmo, e ministerial, para outros. Quanto mais cheio de Cristo minha vida estiver, mais fácil será a vitória do Senhor contra o mal se manifestar em minha vida. Mais fácil será reconhecer as falsificações e mentiras de Satanás e não me expor a elas. Mais fácil será viver como cristão verdadeiro.

Pense nisso. Graça e paz!


sexta-feira, 6 de julho de 2018

O SERVIÇO DE ADORAÇÃO CRISTÃ E OS CULTOS CRISTIANIZADOS: O ENSINO BÍBLICO SOBRE O GENUÍNO CULTO CRISTÃO

"Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto." (Mt 4.10)

O serviço de adoração cristã, também conhecido como culto cristão, é de forma básica o centro e o propósito da vida do homem convertido a Cristo. Quem entregou a vida ao Senhor Jesus possui ou deve possuir em sua vida a contínua "ambição" de adorá-Lo, quer de forma pública quer na vida privada; esta ambição é impulsionadora, levando a ações de adoração ou que promovam a adoração a Deus. Mais do que somente um culto, adoração é um estilo de vida (Sl 34.1; 1 Co 10.31; Cl 3.23). Adorar é amar a Deus (Mt 22.37-38).

Há princípios para o culto cristão, é bom que se diga. Se o culto é para Deus, então deve buscar agradar a Deus (e não necessariamente ao homem). E como a fé cristã é revelada pelo próprio Deus, então devemos buscar na Bíblia os princípios que devem nortear a adoração cristã. Assim, nosso Senhor nos ensinou que Seu Pai e nosso Pai, Seu Deus e nosso Deus, procura homens que O adorem em espírito e em verdade (Jo 4.23). Como o Pai procura esse tipo de adorador, é óbvio concluir que Ele se satisfaz com aquele que O adora desse modo e com esta adoração. Portanto, a conclusão é que não se agradará com outro tipo qualquer.

A adoração em espírito é uma autêntica. A autenticidade depende do coração da pessoa, não dos atos externos. Não é dependente de ritos ou tradições. Depende sim da atitude, motivação e sinceridade. A oferta de Abel foi aceita e de Caim rejeitada não por causa do que ofertaram, mas por causa do coração (Hb 11:4). O culto de Israel pré-cativeiro tinha elementos litúrgicos e ritualísticos, mas não tinha atitude e sinceridade (Is 1). Deus é espírito e a adoração deve ser feita em espírito, sem dependência de qualquer objeto (instrumentos musicais, bancos, púlpito, etc.). Estes objetos não são necessariamente errados ou proibidos, mas não são essenciais. Por sua vez, a adoração tem que ser correta, de acordo com a Palavra de Deus e Jesus Cristo (os dois são chamados de “verdade”; Jo 17:17; Jo 14:6). É a adoração "em verdade". É uma adoração de quem busca viver segundo a Verdade (escrita e viva), ou seja, não é uma adoração hipócrita, de quem esconde-se por detrás de religião para ocultar seu verdadeiro eu, seus sentimentos e ações.  A adoração sincera, feita do coração, mas não segundo a verdade bíblica, ou de acordo com os princípios bíblicos, não é uma adoração aceitável a Deus (exemplo: a adoração sincera que se faz a um ídolo, seja ele de escultura ou de carne e osso). Uma adoração feita de forma correta, mas sem o coração e a sinceridade, também não é uma adoração aceitável a Deus. A verdadeira adoração é a que reune tanto a sinceridade do coração como a forma bíblica correta.

Vejamos mais alguns princípios bíblicos para o culto cristão, conforme explica o pr. Pr. Kenneth Eagleton, em sua obra "O Culto Cristão":

1. O culto deve ser oferecido com todo o coração, amor e vontade. Culto por obrigação ou por rotina ou rito não tem valor – Is 29:13; Os 6:6; Mt 15:8-9.

2. O culto não depende de lugar físico ou geográfico (Jo 4.21). O culto cristão não é realizado em templo como no AT. O “templo” (prédio) de uma igreja cristã não é sagrado. Deus está presente em todo lugar. O culto pode ser celebrado em prédio próprio, alugado, casa ou mesmo debaixo de uma árvore. A ideia de um Deus territorial, limitado pela geografia, encontra-se nas religiões pagãs ou animistas. Fazer oração ou culto no monte (montanha) não tem mais poder do que em outro local. Esta ideia também se encontra no paganismo (Torre de Babel, Gn 11.4; lugares altos das religiões pagãs, 1 Re 13.33).

3. É feita "com decência e com ordem" (I Co 14.33,40).

4. Não possui vãs (e cansativas) repetições (Mt 6.7).

O culto cristão pode e deve conter músicas (letras e ritmos pré-selecionados, refletindo verddes bíblicas e gloficando ao Senhor Jesus, de preferência cânticos congregacionais de amplo conhecimento, para que todos possam participar - lembre-se: a música não é o foco do culto e o culto não é show musical), instrumentos musicais (não há restrição bíblica para o tipo de instrumento), ensino bíblico, leitura da Palavra de Deus, pregação ou sermão (um ensino, um desafio, encorajamento ou uma advertência baseada na Palavra), oração (pode ser de dedicação do culto a Deus, louvor, gratidão, confissão de pecados, intercessão por outras pessoas e também de pedidos pessoais ou do grupo), testemunhos e bênção apostólica. Pode ter a celebração da Ceia do Senhor. Pode ter batismo nas águas de novos discípulos. Pode ensejar ações de libertação (quando há manifestação de demônios durante o culto). Pode ter coletas (de dinheiro, de comida, etc.). O importante é nunca perder o foco, do porquê e o quê estamos fazendo ali - Jesus é o porquê e a adoração a Ele é o quê. Sempre. Ele SEMPRE deve ser TUDO em nós!  

Hoje, infelizmente, vivemos uma época de apostasia generalizada da Bíblia. Muitos líderes cristãos estão se desviando da fé bíblica em prol de crescimento númerico e financeiro, do aumento de projeção e poder pessoal e temporal. Não estão preocupados com o que a Bíblia tem a dizer sobre seus atos. Com isso, há uma inserção de elementos espúrios e antibíblicos no culto cristão, um sincretismo perigoso que tem gerado reprovação da parte de Deus. Deus reprovou durante TODO o Antigo Testamento o culto sincrético de Israel; não temos o direito de presumir que Ele o aceitará agora da Igreja, isso seria uma grande tolice.  Esses elementos sincréticos (combinação de práticas cristãs com as de outras religiões), não só do catolicismo, mas principalmente do espiritismo ou animismo (por exemplo, o uso de amuletos e elementos como o sal grosso e o sabonete de arruda para o afastamento e a proteção contra os maus espíritos, dança em giras, mesa de orações, etc.) são desvirtuados da verdade e, portanto, não são expressões de adoração válida.

Esse tipo de culto é, assim, muito interessante para os donos de igreja, senhores de escravos espirituais. O fiel passa a depender do "ungido”, do "homem de Deus", com sua oração forte, autoridade de expulsar demônios, determinador de dia e hora de bênçãos, invocador de anjos, dom de abençoar objetos e capacidade de declarar bençãos e determinar prosperidade, para conseguir o favor de Deus. O fiel se sente distanciado de Deus e dependente do clero, intermediário entre o fiel comum e as bençãos de Deus. A procura por Deus no culto público passa a ser utilitarista, focada principalmente na busca e no agradecimento de suas bençãos. É Deus meio para um fim.

Resume-se esses cultos em 2 coisas: no dualismo e na performance. O dualismo assume que existem duas entidades separadas - bem e mal - que são igualmente poderosas. No dualismo “cristão”, Deus representa a boa entidade e Satanás representa a entidade do mal, ambas com poder equivalente, que estão em constante luta pela vida do fiel. O fiel, assim, precisa da mediação do ungido/profeta/Mr.Kodak o qual detém os "dons certos" que ativam a vitória. No entanto, a verdade é que, embora Satanás tenha algum poder, ele não é igual a Deus Todo-Poderoso, pois ele foi criado por Deus como um anjo antes de se rebelar. Foi criado e sempre será isso: uma criatura, eternamente ínfima e desprezível perante Aquele que é, que era e que há de vir! Segundo as Escrituras, não há dualismo, não há duas forças opostas de igual poder chamadas bem e mal. O bem, representado pelo Deus Todo Poderoso, é a força mais poderosa do universo sem exceção. O mal, representado por Satanás, é uma força menor que não é páreo para o bem. O mal sempre será derrotado em qualquer luta cara a cara com o bem, pois o Deus Todo-Poderoso, a essência do bem, é todo-poderoso, enquanto o mal, representado por Satanás, não é. Nem a vida cristã e muito menos a adoração cristã deve ser dualista: servimos a Deus por gratidão e por Seu Incomensurável Ser Eterno, por Sua Grandiosidade, Majestade, Glória, Poder, Soberania, Amor, Redenção, etc. Nunca por causa do medo do diabo, de maldições, etc. Aliás, o medo (NUNCA O AMOR) rege esses cultos, enfatizado pelo Kodakman: "deus está me revelando... sua vida está debaixo de maldição... to vendo um demônio correndo no seu quarto... tem outro ali no seu relógio... o diabo isso, o diabo aquilo...". Fala-se 99% mais no diabo do que em Deus, mais em maldições do que na Cruz.

Outro ponto é a performance. Esses cultos focam na pirotecnia espiritual. São cultos onde é criada propositalmente uma atmosfera sobrenatural, mística, na qual "o milagre vai acontecer", "grande culto da vitória e da conquista, você não pode perder". e assim vai. Dá a entender que os outros cultos não são nada, esse é o culto onde Deus marcou (sic) o dia da vitória. As músicas são estrategicamente selecionadas para aumentar ainda mais as expectativas (não como um suporte na adoração) e a pregação, quando há, ou tem foco no "poderoso Kodakman" ou no diabo ou na bênção ou nos três ao mesmo tempo. Esqueça exegese e hermenêutica, esqueça Cristo e a cruz em cultos desse tipo. Simplesmente não são o foco. O nome de Cristo é usado em vão, como o "garantidor da bênção naquele dia", um meio para um fim: é o Cristo sendo tornado ídolo no modelo utilitarista desses cultos. Tem Igrejas que montam grupos especiais para esses cultos - são chamados "grupos de libertação", geralmente composto por mulheres uniformizadas que se assentam ao redor de uma mesa (as "Kodakwomen") e ficam dali palpitando na vida dos outros sobre o que não entendem. Sobre esses grupos de libertação, o pr. Caio Fábio escreve: "Sobre o grupo de libertação, o que penso é simples: não há grupo de libertação, pois em nome de Jesus todos podem e devem ajudar a todos no caminho da libertação. Também não há dias especiais para isto, posto que todos os dias devem ser dias de expectativa de libertação e cura. Também devo dizer que quando a Palavra do Evangelho é pregada com graça, verdade, sinceridade e unção, todas as coisas acontecem. A Palavra cura e liberta. Porém, eu creio e pratico a oração com imposição de mãos para cura e libertação espiritual, também conforme Jesus nos evangelhos. Mas isto é tão natural quanto qualquer outra coisa. Afinal, era assim com Jesus. Ou seja: veja se Jesus marcava dias de curas... veja se Ele distinguia uma coisa da outra... veja como Nele tudo acontecia sempre, porém com total espontaneidade e senso de propriedade."

Ele prossegue em sua análise: "Todas essas coisas da religião são como “sacrifícios de bodes e touros”. Ou seja: têm valor de uma catarse psicológica, gerando uma sensação de alívio; mas não produzem a libertação mesmo, sendo apenas um paliativo psicológico. Digo que são “sacrifícios de bodes e touros” pois não realizam a obra do descanso na fé e na Cruz, de uma vez por todas, mas apenas criam gente viciada em se “libertar” todas as semanas; assim como uma beata vai a uma missa buscar uma “remissão de pecados” para aquele dia." 


Então, conclui: "Quando a verdadeira consciência do Evangelho da Graça nos possui, a gente passa a crer e ver que a Verdade, sendo pregada e praticada, produz toda sorte de libertações. E a verdade não é apenas a Verdade que se prega, mas também a verdade que o Evangelho faz as pessoas enxergarem nelas mesmas como revelação das causas de suas opressões, as quais, saiba: na maioria das vezes são produto dos “demônios psicológicos” que as almas culpadas, com baixa auto-estima, cheias de insegurança, e viciadas na barganha com as divindades, criam em si próprias a fim de culparem “um diabo” exterior, enquanto elas mesmas não se enxergam, e, por essa razão, nunca ficam libertas. A obra do diabo é criar cultos mágicos de libertação que apenas usem o nome de Jesus, mas não libertem as pessoas do medo de Deus, que é o que as impede de se confessarem, e se entregarem de vez ao amor de Deus para cura de suas vidas. A maioria dos demônios que se manifestam nos cultos evangélicos de libertação são “entidades próprias”; e seus donos são os que pedem para ser libertos enquanto não desejam que a Verdade os cure pela revelação da verdade acerca deles mesmos. Assim, o diabo leva a culpa dos pecados dos crentes, e ainda é feito culpado das culpas dos crentes! Se tivesse que comprar eu diria que o diabo é o bode expiatório no “arraial dos crentes”. Porém, somente o Cordeiro de Deus ‘tira’ o pecado do mundo!" (https://www.caiofabio.net/conteudo_detalhe.php?codigo=01832)

Todo esse negócio de culto onde Jesus e Sua obra não são o centro na adoração é negócio cultual. É motivado por grana, por poder, por soberba. Por despeito. Por rixa. Já viu como tem confusão nessas reuniões? Como o "ungido" ou as "ungidas" polarizam a igreja entre aqueles que "estão a favor daquele tipo de reunião e, portanto, são de Deus" e aqueles que "são do inimigo porque estão contra"? "Deus me revela que tem gente contra esse culto, e blábláblá"... Se traz essa desunião, pode até ser vontade do dono de igreja que o culto exista, mas nunca do Verdadeiro Dono! Irmão do diabo porque discorda? Que heresia é essa? Quem são essas pessoas para dizerem com tanta ceteza que alguém é de Deus ou do diabo? Para determinarem isso ou aquilo? Isso é um grande atrevimento! Crentes antigos, irmãos amados, sendo taxados de filhos das trevas por discordarem desse sincretismo?

Para concluir, devemos dizer que Cura e libertação etc. acontecem sem haver dia marcado, sem horário marcado, sem agenda prévia; são fruto da pregação do Evangelho que é "poder de Deus". Culto de conquista não existe - é antibíblico até no nome, pois homem nenhum é capaz de conquistar coisa alguma - ou recebemos de graça pela Graça ou não recebemos.  Aliás, se o diabo detém qualquer coisa que Deus queira fazer na vida humana, qualquer bênção, então o diabo é no mínimo tão poderoso quanto Deus e aí voltamos ao dualismo. O propósito do culto cristão é adorar coletivamente ao Senhor, resultado da vida de adoração particular. O que passa disso é culto cristianizado, sincrético, misturado e bolorificado: o primeiro é expressão de vida espiritual, já o segundo só traz tribulação!


Querido(a) leitor(a): se você está frequentando, ou pensando em frequentar um culto assim, meu conselho é que você deixe disso imediatamente. Como não há base bíblica alguma nesses cultos, tudo pode acontecer.  Por exemplo, na África do Sul uma jovem morreu após o dito ungido ordenar que ela deitasse com um alto-falante sobre o peito, como prova de fé em milagres (veja: https://noticias.gospelmais.com.br/mulher-morre-culto-pastor-alto-falante-torax-85011.html). Noutro caso "mais brando", o ungido mandou o fiel abrir a boca e cuspiu dentro (veja: https://segundoevangelho.com/pastor-cospe-agua-dentro-da-boca-de-fiel-em-culto-neopentecostal/). Ou seja, tudo é livre, tudo é plenamente justificado, afinal é o ungido que sabe o que é necessário "ser feito em você" para que você alcance a vitória, não importando o que a Bíblia ensina. É a ética de Maquiavel, pura e simples.  




Pense nisso. Graça e paz!

segunda-feira, 25 de junho de 2018

QUANDO VOCÊ ESTÁ FERIDO

Remexendo meus e-mails antigos (de 2006), encontrei esse texto, de autoria do Pr. David Wilkerson, a qual havia compartilhado com um irmão em Cristo que estava vivendo um problema em sua vida e pensando em desistir. Reproduzo aqui.

Deus seja louvado!

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QUANDO VOCÊ ESTÁ FERIDO
Por: Pr. David Wilkerson
link: http://www.tscpulpitseries.org/portuguese/tshurt.htm
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De um jeito ou de outro, todos nos ferimos. Estamos todos no mesmo bote. Até as multidões cheias de riso e de ôba-ôba se machucam. Tentam esconder a dor com bebidas e brincadeiras - mas ela não se vai. Quem se fere? Os pais de um filho ou uma filha esbanjadores, pródigos. Milhões de pais são feridos profundamente por um filho que rejeita seus conselhos. Pais amorosos sofrem pela decepção e delinqüência do filho, que antes era amoroso e bom.

As vítimas dos lares partidos estão feridos. A esposa abandonada, foi rejeitada pelo marido por outra mulher. O esposo que perdeu o amor da esposa. As crianças que perderam sua segurança.

Outros sofrem de enfermidades. Câncer, problemas de coração e uma multidão de outras doenças humanas. Ouvir do médico: “Você está com câncer - você pode morrer!” é aterrador. Em verdade, muitos dos que estão lendo esta mensagem experimentaram esta dor e esta agonia. Namorados rompem. Um garoto ou uma garota vai embora, pisando em cima daquilo que já foi um belo relacionamento. Só resta um coração partido, ferido.

E os desempregados? Os desanimados, cujos sonhos morreram? Os presos? O encarcerado? O homossexual? O alcoólatra? É verdade! De um jeito ou de outro - todos nos machucamos. Cada pessoa na terra carrega sua própria carga de dor e de mágoa.

Não Há Cura Física

Quando a dor é profunda, ninguém nesta terra consegue interromper os medos íntimos e a mais profunda das agonias. Nem o melhor dos amigos pode entender na realidade a batalha que você está enfrentando, ou as feridas que lhe foram impostas.  Só Deus pode deter as ondas de depressão, e a sensação de solidão e de fracasso que caem sobre você. Unicamente a fé no amor de Deus pode libertar a mente ferida. O coração ferido e partido que sofre em silêncio, só pode ser curado por uma obra sobrenatural do Espírito Santo - e nada menor que a intervenção divina realmente funciona.

Deus tem de intervir e assumir o controle. Ele tem de deter o andamento de nossas vidas quando chega o ponto de rotura; e esticando Seus braços amorosos, trazer para a Sua proteção e Seu cuidado, aquele corpo e aquela mente feridos. Deus tem de surgir como Pai cuidadoso, e demonstrar que está presente, fazendo com que as coisas resultem no bem. Ele precisa, através de Seu próprio poder, dispersar as nuvens carregadas, afastar o desespero e a amargura, enxugar as lágrimas - e substituir o sofrimento pela paz de espírito.

Por Que Eu - Senhor?

O que machuca mais é que você sabe que seu amor por Deus é grande - contudo, parece que não dá para entender o que Ele está tentando produzir na sua vida. Você iria entender o porquê de as orações não serem atendidas, se fosse frio em relação ao Seu amor. Caso estivesse fugindo de Deus, provavelmente entenderia porque as provações e os severos julgamentos continuam chegando. Se fosse um pecador derrotado, que despreza as coisas de Deus, você poderia chegar a pensar que merecesse um sofrimento atroz.

Mas você não está fugindo; não está rejeitando-O de nenhuma maneira. Você anseia cumprir Sua perfeita vontade; deseja ardentemente servi-lO com tudo que há em você. E é isso que faz com que sua dor seja tão debilitante. Faz você achar que há alguma coisa muito errada consigo. Você questiona a sua profundidade espiritual; e às vezes, até questiona a sua sanidade mental. De algum lugar lá no fundo, uma voz sussurra: “Talvez eu tenha algum defeito! Vai ver que estou sofrendo tanto porque Deus não vê nada de bom em mim! Devo estar tão fora da Sua vontade, que Ele tem de me disciplinar para me tornar obediente.”

Os Amigos Se Esforçam Muito Para Ajudar

Um coração machucado ou partido causa a dor mais lancinante conhecida pelo homem. A maioria das outros sofrimentos humanos são só físicos. Mas um coração ferido, carrega uma dor que é ao mesmo tempo física e espiritual. Os amigos e os queridos podem ajudar a amenizar a dor física de um coração partido. Quando estão lá, sorrindo, amando e cuidando, a dor física se atenua, e há um alívio passageiro. Mas a noite cai, e com ela vem o terror da agonia espiritual.

A dor sempre piora à noite. A solidão cai como uma nuvem quando o sol desaparece. O sofrimento explode quando você está sozinho, tentando entender como se confrontar com as vozes e os temores interiores que continuam vindo à tona.

Os seus amigos, que realmente não compreendem o que você está enfrentando, oferecem todos os tipos de solução fácil. Ficam impacientes com você. Estão muito felizes e despreocupados na ocasião, e não entendem por que você simplesmente não “sai dessa”.

Suspeitam que você esteja se entregando à autocomiseração. Ficam lembrando que o mundo está repleto de pessoas desanimadas e feridas, que sobreviveram. O mais comum, é que desejem orar aquela oração “que se faz uma única vez, cura tudo, resolve tudo”. Mandam você “liberar a fé, reivindicar uma promessa, confessar a cura, e sair do desespero.”

Tudo isto está certo e é bom, mas é uma pregação que geralmente vem de cristãos que nunca conheceram muito sofrimento em suas próprias vidas. São como as “babás” de Jó, que tinham todas as respostas - mas que não conseguiram aliviar a sua dor. Jó disse o seguinte sobre eles: “vós todos sois médicos que não valem nada”.

Graças a Deus pelos amigos bem intencionados, mas se eles experimentassem a sua agonia só por uma hora, iriam mudar a conversa. Se estivessem em seu lugar só um pouquinho, sentindo o que você sente, vivendo a dor íntima que está carregando, lhe diriam: “Como você agüenta? Eu não suportaria isto.”

O Tempo Não Resolve Nada!

E existe a velha frase: “o tempo resolve tudo.” Dizem para você agüentar um pouco, sorrir, e esperar que o tempo anestesie a sua dor. Mas tenho a suspeita de que todas as regras e as frases sobre solidão são cunhadas por pessoas felizes e saudáveis. Soam bem - mas não é verdade. O tempo não resolve nada - só Deus resolve. Quando você está ferido, o tempo só amplia a dor. Os dias e as semanas se arrastam e a agonia insiste. A dor não cessa, não importa o que diga o calendário. O tempo pode abafar a dor no interior da mente, mas uma mínima lembrança pode trazê-la à tona.

Na verdade, nem ajuda muito saber que cristãos sofreram antes de você, ao longo da história. Você se identifica com o sofrimento dos personagens bíblicos que sobreviveram à terríveis experiências de dor. Mas saber que outros enfrentaram enormes batalhas não acalma a dor do seu peito. Ler como saíram vitoriosos de suas batalhas - e você ainda não conseguiu isto - só aumenta a dor. Faz você achar que eles estavam muito próximos de Deus para receber tamanhas respostas às suas orações. E faz com que se sinta sem valor diante de Deus, pois seus problemas continuam, apesar de todos seus esforços espirituais.

Problema Em Dobro

Raramente as pessoas se machucam só uma vez. A maioria dos feridos pode lhe mostrar outros machucados também. É dor em cima de dor. Um coração partido, geralmente é sensível, frágil. É facilmente magoado porque não é protegido por uma casca dura. A brandura é confundida com vulnerabilidade pelo coração de casca dura. O silêncio é interpretado como fraqueza. Entrega total de si mesmo é tomada por “atitude muito drástica”. O coração que não teme admitir sua necessidade de amor, é mal interpretado como “muito direcionado ao sexo.”

Segue-se, então, que um coração sensível que busca amor e compreensão, em geral é o mais fácil de ser partido. Corações abertos e que confiam, geralmente são mais machucados. O mundo está cheio de homens e mulheres que rejeitaram o amor oferecido por um coração suave e terno. Os corações fortes, cobertos por carapaça dura e que não confiam em ninguém, corações que dão muito pouco - corações que exigem que o amor constantemente lhes seja provado - corações calculistas - corações que sempre manipulam e cuidam só de si - corações que temem correr riscos, estes corações raramente se partem. Não se ferem porque não há o que os fira.

São muito orgulhosos e muito egoístas para permitir que alguém os faça sofrer de alguma maneira. Eles saem ferindo o coração dos outros e atropelando as almas frágeis que tocam suas vidas - simplesmente porque são tão compactos e embotados em seus corações, que acham que todos deveriam ser como eles. Corações duros não gostam de lágrimas. Detestam se comprometer. Sentem-se sufocados quando lhes pedem para compartilhar seus próprios corações.
 
Os Ofensores Não Saem Fácil!


Parte da dor que um coração ferido tem de agüentar é saber que o ofensor, o agressor, sai impune. O coração diz: “Eu fui o ofendido e o ferido, e mesmo assim, tenho de pagar o preço. O ofensor fica livre, em vez de pagar pelo que fez.” Este é o problemas das cruzes - geralmente crucificam a pessoa errada. Mas Deus guarda os livros, e no dia do Juízo, os livros serão avaliados. Mas mesmo nesta vida, os ofensores e os que ferem as pessoas pagam um alto preço. Não importa como tentem justificar seus atos ofensivos, não podem secar o choro daqueles a quem ofenderam. Como o sangue de Abel que clamava da terra, o grito de um coração machucado pode penetrar a barreira do tempo, do espaço, e aterrorizar o mais duro dos corações. As dores geralmente são produzidas por mentiras claras. E todo mentiroso com o tempo é levado à justiça.

Haverá um bálsamo para um coração ferido? Haverá cura para aquelas feridas profundas, interiores? Será que os pedaços podem novamente ser juntados, e o coração se tornar ainda mais forte? Será que a pessoa que conheceu uma dor e um sofrimento tão terrível, pode se levantar das cinzas da depressão e encontrar uma nova maneira de viver, mais poderosa? Sim! Definitivamente sim! Caso não fosse assim, a palavra de Deus seria uma piada e o próprio Deus seria um mentiroso. E não é assim!

Quero compartilhar com você alguns pensamentos simples, sobre como lidar com a sua dor.

1. Pare de Tentar Descobrir Como e Por Que Você Foi Ferido!

O que lhe aconteceu se trata de um sofrimento muito comum na humanidade. O seu caso não é o único. Pertence à natureza humana . Neste ponto, não adianta nada saber se você estava certo ou errado. O importante agora é a sua disposição de prosseguir em Deus, e de confiar em Suas misteriosas operações na sua vida.

A Bíblia diz: “Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma cousa extraordinária vos estivesse acontecendo; pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de sua glória, vos alegreis exultando” (I Pedro 4: 12-13). Deus não prometeu um modo de vida desprovido de dor. Prometeu “um escape” (livramento). Prometeu ajudar a tolerar a sua dor; força para novamente lhe colocar em pé, quando a fraqueza lhe deixa tonto. Muito provavelmente, você fez o que era preciso.

Moveu-se dentro da vontade de Deus - seguindo o coração com honestidade. Você ingressou nela de coração aberto, desejando dar-se de si. O amor foi a sua motivação. Você não interrompeu a vontade de Deus - outra pessoa o fez. Se isto não fosse verdade, você não seria a pessoa que está sofrendo tanto. Você está sofrendo por tentar ser honesto.

Você não consegue entender porque as coisas explodiram na sua cara, quando parecia que Deus estava guiando tudo. O seu coração fica perguntando: “Prá começar, por que Deus permitiu que eu entrasse nesta, sabendo que nunca iria dar certo?” Mas a resposta é clara. Judas foi chamado pelo Senhor. Estava destinado a ser um homem de Deus. Foi escolhido à mão pelo Salvador. Poderia ter sido poderosamente usado por Deus. Mas Judas abortou o plano de Deus. Partiu o coração de Jesus. Aquilo que havia se iniciado como um belo e perfeito plano de Deus, terminou em desastre, porque Judas escolheu os seus próprios caminhos. O orgulho e a teimosia destruíram o plano de Deus em ação.

Então, lance fora as suas culpas. Pare de se condenar. Pare de ficar tentando descobrir o que fez de errado. O que conta realmente para Deus é o que você está pensando neste instante. Você não errou - o mais provável é que simplesmente tenha dado em excesso. Como Paulo, você deve dizer: “...(Eu) amando-vos cada vez mais, seja menos amado” (2 Coríntios 12:15).

 2. Lembre-se de Que Deus Sabe Exatamente o Quanto Você Pode Agüentar - E Não Permitirá Que Chegue ao Ponto de Explodir!

O nosso Pai amoroso diz: “Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar” (I Coríntios 10:13).  A maior das blasfêmias é imaginar que Deus esteja por trás do seu sofrimento e da sua dor; que se trata da disciplina do Pai celestial; que Deus ache que você precisa de mais um ou dois ofensores antes que esteja pronto para receber Suas bênçãos. Não é assim!

É verdade que Deus corrige a quem ama. Mas essa correção é só por um período, e não deve nos machucar. Deus não é o autor da confusão em sua vida. Nem você. É a falência humana. É o inimigo semeando ervas daninhas no campo do seu esforço. Trata-se do engano dentro de outra pessoa perto de você, pessoa essa que perdeu a fé em Deus. O inimigo tenta nos agredir através dos outros seres humanos, assim como tentou agredir Jó através da esposa incrédula.

O seu Pai celeste cuida de você com um olho que não pisca. Cada movimento é acompanhado. Toda lágrima é pesada. Ele Se identifica com cada uma de suas dores. Sente cada machucado. E sabe quando você foi exposto à excessiva perturbação por parte do inimigo. Intervém e diz: “Chega!” quando o ferimento e a dor deixam de levá-lo mais próximo do Senhor - quando, em vez disto, começam a rebaixar sua vida espiritual. Deus assume. Não permitirá que um confiante filho seja rebaixado devido ao excesso de dor e agonia na alma.

Quando a mágoa começa a agir em favor de uma desvantagem sua, quando começa a atrasar o seu crescimento, Deus age para colocá-lo acima das batalhas por um tempo. Nunca permitirá que você se afogue em lágrimas. Não permitirá que a dor deteriore sua mente. Ele promete chegar na hora certa, para enxugar as suas lágrimas e lhe dar alegria em lugar do pesar. A palavra de Deus diz: “Ao anoitecer, pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã” (Salmo 30:5).

3. Quando a Dor Chegar ao Máximo, Vá ao Seu Lugar Secreto e Derrame Todas as Lágrimas do Desespero.

Jesus chorou. Pedro chorou - amargamente! Pedro carregava consigo a dor de negar o próprio Filho de Deus. Ficou andando só pelas montanhas - chorando de tristeza. Aquelas amargas lágrimas produziram nele um suave milagre. Ele voltou para abalar o reino de Satanás.

Uma senhora que sofrera uma mastectomia escreveu um livro intitulado: “First You Cry” (Primeiro Você Chora). Há pouco conversei com um amigo que acabara de ser informado de ter câncer terminal. “A primeira coisa que você faz”, disse, “ é chorar até acabar todas as lágrimas. Aí, você começa a chegar mais perto de Jesus, até que sabe que Seus braços estão lhe abraçando apertado.”

Jesus jamais afasta o olhar de um coração que chora. Ele diz: “...a um coração quebrantado...não desprezarás (não desprezarei)” [Salmo 51:17]. Nem uma vez o Senhor dirá: “Vire-se! Vá lá tomar seu remédio! Cerre os dentes e seque as lágrimas.” Não! Jesus guarda todas as lágrimas em Seu recipiente eterno.

Você está ferido? Gravemente? Então vá em frente e chore! E fique chorando até as lágrimas pararem de correr. Mas deixe que estas lágrimas se originem só da dor - e não da incredulidade ou da autocomiseração.

4. Convença-se de Que Vai Sobreviver -Você Vai Sair Desta -Convença-se de que, Vivo ou Morto, Você Pertence ao Senhor!

A vida continua. Você fica surpreso do quanto se pode agüentar quando Deus ajuda. Felicidade não é o viver sem dor ou mágoas. De jeito nenhum. A felicidade verdadeira é aprender como viver um dia de cada vez, a despeito de todo sofrimento e da dor. É aprender como se alegrar no Senhor, não importando o que tenha acontecido no passado. Você pode sentir-se rejeitado. Pode sentir-se abandonado. A sua fé pode ficar débil. Você pode achar que chegou ao fim. Pesar, lágrimas, dor e vazio podem lhe devorar às vezes - mas Deus ainda está em Seu trono. Ele ainda é Deus!

Você não pode se ajudar! Não consegue interromper a dor e o sofrimento. Mas o nosso bendito Senhor lhe buscará - e colocará Sua mão amorosa sob você e o elevará para se assentar outra vez nos lugares celestiais. Ele lhe livrará do temor da morte. Revelará Seu infinito amor por você.

Olhe para cima! Encoraja-se no Senhor. Ao ficar coberto pelo nevoeiro, quando não vê saída para o seu dilema, deite-se nos braços de Jesus e simplesmente confie nEle. Ele é Quem tem de fazer tudo! Ele quer a sua fé - a sua confiança. Ele quer que você grite alto: “Jesus me ama! Ele está comigo! Ele não vai falhar! Ele está resolvendo tudo neste instante! Não serei rejeitado! Não serei derrotado! Não serei uma vítima de Satanás! Não vou perder o juízo e nem o rumo! Deus está do meu lado! Eu O amo - e Ele me ama!”

O ponto principal é a fé. E a fé repousa nAquele que é Absoluto - “Toda arma forjada contra ti não prosperará” (Isaías 54:17). 



domingo, 10 de junho de 2018

ENTENDENDO O MINISTÉRIO PASTORAL A LUZ DA BÍBLIA

"Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para encher todas as coisas. E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro. Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor." (Efésios 4:10-16)

O texto de Efésios fala sobre os homens-dons, dados por Cristo, em sua ascenção ao céu. Paulo lista 5 tipos de homens-dons, todos resultado da vitória de Cristo na cruz: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres (ou doutores, noutras versões). É possível afirmar, portanto, que esses homens-dons são uma expressão limitada e específica do ministério plural de Cristo sobre a Terra.  Limitada, porque em Cristo "habitava corporalmente toda a plenitude da Divindade" (Cl 2.9) enquanto o mesmo não se repete em nossas vidas; nesse caso, temos um dom perfeito dado a um homem imperfeito o qual, por sua vez, vai aperfeiçoando a si mesmo no uso desse dom a medida que vai exercendo. Específica, porque enquanto Cristo possuía a plenitude, os homens tem apenas uma expressão singular dessa plenitude. Assim, quem equipara Cristo e os homens, colocando-os no mesmo patamar de igualdade, comete grave erro; o mesmo erro que o ex-querubim cometeu em tempos imemoriais.

Analisando um pouco mais esse texto de Efésios, vemos que todos os dons listados tem em princípio a mesma função: "com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo".  Aperfeiçoamento para desempenho do serviço, ato contínuo que Paulo denomina "edificação do corpo de Cristo". Aperfeiçoamento vem do grego "katartismos", significando um "ajuste correto, ajuste exato que descreve como (permite) que as partes individuais trabalhem juntas na ordem correta". O que se tem em mente aqui é que o serviço dos santos é sinergístico, "o efeito ativo e retroativo do trabalho ou esforço coordenado de vários subsistemas na realização de uma tarefa complexa ou função". Há, portanto, uma complementariedade inevitável no serviço cristão: o serviço que um indivíduo pode - e deve - prestar é importante para outro e para o serviço que esse outro presta e assim sucessivamente. Ninguém, portanto, trabalha sozinho ou para si mesmo. No entanto, para que esses serviços possam "se encaixarem" perfeitamente, Cristo deu dons aos homens.

Como Cristo deu dons aos homens, muitos tendem a medir o desempenho do exercício desses dons usando como padrão o ministério terreno de Cristo. Ou seja, buscam infalibilidade ministerial, estando sempre muito preparados para ferozmente criticarem todo erro que julgaram encontrar na pessoa-dom. É interessante que esses críticos plantonistas eles mesmos possuem dons (I Co 12 e 14) e abusam do direito de errarem - erros em diaconia, erros em profecia (profecias da carne), erros no ensino, erros no aconselhamento, etc. - e mesmo assim consideram-se em condições de criticar os erros dos outros. Isso me faz lembrar sobre a trave no olho: "Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás claramente para tirar o argueiro do olho de teu irmão." (Mt 7.3-5) Obviamente, não estou me referindo aqui ao mau-caratismo de alguns que se intitulam e se promovem a si mesmos, sem sequer serem cristãos verdadeiros (como falsos profetas e falsos apóstolos, etc.). Estou me referindo às relações dentro do corpo de Cristo.

Outro tipo de erro muito comum, no que se refere especificamente ao ministério pastoral, é compará-lo com a atividade pastoril.  Comparar um pastor de gente com um pastor humano nos força, obrigatoriamente, a comparar uma pessoa com uma ovelha (animal) em todos os aspectos, tal e qual no primeiro caso. Daí, vamos acabar concluíndo que gente só serve para o abate (virar churrasco) e para produção (de lã e de leite); passou disso, não serviriam para mais nada.  Obviamente, isso é um absurdo!


O termo “pastor” é uma metáfora do Antigo Testamento, e, juntamente, com as demais expressões de liderança espiritual na Igreja, aplica-se ao cuidado amoroso, respeitoso e dedicado de um pastor em favor de sua comunidade local. Sobre essa atividade, as epístolas pastorais estão repletas de direção e recomendações acerca do serviço a ser desempenhado. Expressões como "admoestar" (exortar) sirgem com muita frequência; outras expressões como "suplicar" (em favor de todo os homens), "alimentar" (com as palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido; I Tm 4.6), "rejeitar", "ordenar e ensinar", "tornar-se padrão", "repreender" (na presença de todos), "não impor precipitadamente as mãos", e muitas outras. Não há nenhuma expressão, no entanto, que ligue o exercício do ministério pastoral com a atividade pastoril, diretamente transposta. Não há algo como "defenda o crente do inimigo", como querem alguns a partir de um erro crasso de interepretação bíblica (com base numa má exegese de João 10). Com relação ao inimigo, o ministério pastoral (pastor de gente) atua, no máximo, no ensino bíblico e na correção dos desvios, no tratamento disciplinar e na oração.

Quem nos guarda do maligno é o Senhor Jesus, guardando tanto os crentes como os pastores (que também são crentes)! Ele é o bom pastor (Ele mesmo disse isso), que dá a vida pelas suas ovelhas, como de fato Ele o fez, na cruz do calvário! Quem toma essa passagem de João 10 e aplica ao ministério pastoral pós-ascenção de Cristo precisa mostrar atualmente como um pastor humano, de seres humanos, vai dar a sua vida por outros seres humanos (dar a vida aqui, em João 10, é literal; é morrer por e no lugar de outro, de forma que o outro não precise morrer e nem venha a morrer). Fico aqui, "pensando com meus botões", se os mega-líderes e seus liderados condicionados a não pensarem, que tanto criticam outros com base nesse falsa exegese, podem avocar para si mesmos esta função, de morte vicária e redentora!  (veja mais em: https://apenas-para-argumentar.blogspot.com/2018/02/a-podridao-do-sistema-religioso-que.html).

Pedro faz um acréscimo importante para o exercício do ministério pastoral: "Rogo, pois, aos presbíteros que há entre vós, eu, presbítero como eles, e testemunha dos sofrimentos de Cristo, e ainda co-participante da glória que há de ser revelada: pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho." (I Pe 5.1-3) Segundo o apóstolo, então, o pastorado de gente deve ser feito de forma espontânea, de boa vontade e como modelo dos irmãos.

A espontaneidade refere-se ao trabalho feito sem pressão, sem forçar a barra. O pastoreio é feito por prazer e devoção, não por pressão por lucros e dividendos, por crescimento e expansão do império pessoal de pastores-presidentes, bispos, apóstolos, etc. que pensam antes nas suas carteiras e ambições de poder do que pessoas. Quem pastoreia debaixo de pressão na verdade não pastoreia, pois tem seu foco mudado por conta das pressões religiosas monetarizadas; as pessoas, aqui, deixam de ser importates (e o pastorado refere-se a ter pessoas como foco do trabalho). Esses interesses escussos levam aos mega-ultra-plus-tabajara-líderes a colocarem gente doente na posição de liderança (de culto ou de atividades) pela "capacidade" que essa pessoa teoricamente possui em atrair gente (por exemplo, colocar sob imposição uma pessoa com síndrome do pânico na liderança de culto de libertação pela suposta capacidade de "fazer movimento" - coisa do neopentecostalismo antiblíblico - a despeito da negativa justificada do pastor local. Quem assim age, não pastoreia ninguém; só a si mesmo).

Como o leitor facilmente perceberá, isso nada tem a ver com a vontade de Deus! Isso está fortemente ligado com o outro requisito - "não por sórdida ganância". A motivação pastoral recomendada não é o lucro material! É a alegria de fazer a obra de Deus! Igreja que tem um pastor (mesmo que seja o mega-ultra-plus) ganancioso por dinheiro, biblicamente está sem pastor! Faço uma pergunta nesse ponto: observe a altíssima rotatividade da igreja "pastoreada" por quem vê cifrão em cada pessoa que chega; observe o sem número de divisões que essa igreja já sofreu, o número de líderes/liderados que perdeu e a quantidade de projetos que não deram certo. Você acha isso normal? Você acha que isso é culpa exclusiva do diabo? Você acredita na chapeuzinho vermelho, na branca de neve e nos três porquinhos? Isso acontece porque esses mega-ultra-plus, com foco na bufunfa e não nas pessoas, vão atropelando princípios bíblicos e consequentemente impedindo o progresso da igreja. Igreja bloqueada!  Quem está resistindo a essa igreja não é o diabo, é o próprio Deus! Sabe por quê? Veja: Quanta gente machucada, ferida e abandonada pelo caminho; gente boa, gente com qualidades e defeitos (GENTE), com dons e talentos, gente que confiou a vida ao mega-ultra-plus e foi descartada por não obedecer cegamente aos devaneios imperialistas do sujeito (que não diz "Amém, mein Führer!" para tudo o que o mega-ultra-plus fala)! Quanta gente foi - e é - criticada pelo mega-ultra-plus (e por alguns de seus seguidores apassivados, com cérebro na posição "off") como "bode", "falso isso, falso aquilo", "balaio de gato", etc. só porque não concordou se sujeitar ao espírito de dominação vigente! Há alguma justiça, biblicamente falando, nisso?

Sobre quem está resistindo a igreja, o pr. Francis Frangipane explica: "é o próprio Deus quem “resiste aos soberbos” (Tiago 4.6). Desta forma, se estivermos divididos nos nossos corações de outras igrejas, ou se estivermos de alguma forma nos autopromovendo na nossa atitude, estamos andando em orgulho. Conseqüentemente, o Espírito que se levanta para se opor aos nossos esforços não é demoníaco; é Deus. Deus não tolera orgulho, especialmente o orgulho religioso. E é essa característica religiosa do orgulho – através da qual nos ufanamos dos nossos feitos, ficamos inchados com o nosso conhecimento ou julgamos as outras pessoas – que faz com que o Deus vivo se posicione contra muitos dos nossos esforços para ganhar as nossas cidades para Cristo. O Senhor não desculpará nosso orgulho simplesmente porque cantamos três hinos aos domingos, e nos consideramos “salvos”. Deus resistiu ao orgulho de Lúcifer no céu, e se oporá ao nosso orgulho na terra. O mais triste de tudo é que o orgulho religioso foi tão misturado à nossa experiência cristã que nem mesmo conseguimos perceber que há algo de errado. Entretanto, sem dúvida é o pecado mais ofensivo manifesto na igreja. O Senhor não quer que os perdidos sejam enxertados em igrejas onde vão assimilar o veneno do orgulho na mesma mesa onde recebem a salvação." (recomendo fortemente que você veja essa mensagem em: https://www.revistaimpacto.com.br/quem-esta-resistindo-a-igreja/) Esses mega-líderes são prepotentes! São cheios de si! Gostam de apresentar seu currículo, suas realizações, para coagir e humilhar quem se atrever a debater suas idéias esdrúxulas! Humildade passa longe, muito longe da vida deles, apesar de enfatizarem "o quanto são são humildes" em suas prédicas. Agem como se tudo o que tivessem feito na vida não fosse uma simples concessão do Senhor. O mega-líder se esquece que JAMAIS qualquer cristão deve se vangloriar de coisa alguma, a não ser de suas fraquezas, porque até a mula de Balaão e o peixe de Jonas Ele já usou! Deus Todo-Poderoso usa quem Ele quer e, portanto, não há vantagem alguma em ser usado por Deus! Você dificilmente verá um mega-líder pedir perdão por qualquer coisa: eles se acham sempre certos!  

Note que, por fim e de forma muito coesa, vem a última característica: não dominador do rebanho, mas exemplo do mesmo. O conceito de pastor no Novo Testamento não é o de uma pessoa que conserva a totalidade do ministério em suas mãos, tendo ciúmes dele, esmagando toda a iniciativa dos membros da igreja. O ditador não vê nada disso. Ele é um mandão! É um orgulhoso! É um arrogante e prepotente! Um pastor não deve abusar do seu cargo, tornando-se ditador. Mas muitos não conseguem resistir a essa tentação, porque alimentam um grande orgulho carnal. São carnais e não espirituais, e só trazem descrédito à igreja e à comunidade cristã em geral. O pastor precisa ter uma vida tão significativa, que o rebanho o tenha como modelo, como exemplo, em toda a sua maneira de viver. Pergunto: o(a) irmão(ã) considera o mega-ultra-plus um exemplo a ser seguido? Você gostaria de ser e de viver como ele, biblicamente falando? Pois é...

Um pastor deve ser modelo em tudo. Em sua família (como pai, como filho e, como marido), em seu trabalho, em sua fé (zelo e conhecimento, amor fraternal e desinteressado, etc.), em seu modo de ser e de agir, em seus relacionamentos, etc. Na forma com que lida com o dinheiro e com o poder. E principalmente em sua fidelidade a Deus. Ser fiel a Deus e ao chamado de Deus para exercer o ministério pastoral "como Deus quer" pode, em casos extremos, envolver até a saída do pastor da Igreja. Isso acontece por várias razões, especialmente quando a igreja tem um mega-ultra-plus líder acima do pastor local fazendo oposição ao ministério pastoral bíblico (o qual não traz o crescimento e lucro esperados) impossibilitando a continuidade do exercício do ministério. Se insistir em ficar, trará danos para a congregação e para si mesmo, pois acabará se tornando "pastor PIV" (para inglês ver): não apita nada, não manda nada, tendo apenas aparência de líder. Ninguém vai respeitá-lo, ninguém irá honrá-lo, ninguém irá se submeter biblicamente falando a ele. Não poderá repreender ou corrigir ninguém segundo a Bíblia, não poderá exercer o ministério que Deus lhe confiou. (veja mais em: https://apenas-para-argumentar.blogspot.com/2018/02/a-podridao-do-sistema-religioso-que.html). 

Quem está num ambiente assim, faz muito bem em pular fora. Essa ambiente deteriorado, sem pastor verdadeiro, se constituirá em cemitério espiritual. Quem insistir teimosamente, sofrerá por certo o dano de sua decisão irrefletida: pessoas doentes da alma, com aparência de fé, mas cujas atitudes e vida cotidiana negam isso. Gente amargurada, orgulhosa e pior: sem um pastor para cuidar delas! Meros cifrões. Meros geradores de grana para outros gozarem desses recursos. Sistema babilônico, já condenado por Deus: "Ouvi outra voz do céu, dizendo: Retirai-vos dela, povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos" (Ap 18.4). Acorda! Sai dela, povo meu!

Pense nisso! Graça e paz!