domingo, 12 de abril de 2020

COMPREENDENDO A PÁSCOA BÍBLICA: DO ANTIGO PARA O NOVO TESTAMENTO

"...Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós". (1 Coríntios 5:7)

Cristo, nossa páscoa. É assim que Paulo, apóstolo de Cristo, correlaciona a pessoa de nosso Senhor e Salvador com a festa judaica por ele muito conhecida, a páscoa. Em hebraico "Pessach", significa "passar por cima". Ganhou esse nome quando foi celebrada pela primeira vez, sob instrução de Deus a Israel por meio de Moisés, quando Israel era escravo na terra do Egito:   

"Chamou pois Moisés a todos os anciãos de Israel, e disse-lhes: Escolhei e tomai vós cordeiros para vossas famílias, e sacrificai a páscoa. Então tomai um molho de hissopo, e molhai-o no sangue que estiver na bacia, e passai-o na verga da porta, e em ambas as ombreiras, do sangue que estiver na bacia; porém nenhum de vós saia da porta da sua casa até à manhã. Porque o Senhor passará para ferir aos egípcios, porém quando vir o sangue na verga da porta, e em ambas as ombreiras, o Senhor passará aquela porta, e não deixará o destruidor entrar em vossas casas, para vos ferir. Portanto guardai isto por estatuto para vós, e para vossos filhos para sempre." (Êxodo 12:21-24) 

Deus havia ordenado ao povo que comesse o cordeiro com pressa e que deviam fazê-lo vestidos e preparados para deixar o Egito a meia noite. Isto seria no dia quinze de Nisan (Êxodo 12:10-11). A páscoa judaica era então uma festa que comemorava a libertação de Israel da opressão dos seus opressores. Uma festa celebrada num contexto cruento, de sangue e morte, mas também de vida e liberdade. Na ocasião de sua primeira celebração, Deus passou por cima da terra do Egito, santificando para si todos os primogênitos, quer de animais quer de pessoas. Em todos os lugares, onde houvesse um animal ou uma pessoa, que não tivesse a marca do sangue do cordeiro, o primogênito seria morto. Mas onde houvesse a marca do sangue, o Senhor passaria por cima daquele lugar, deixando ilesas as pessoas e animais que ali estivessem. O texto bíblico mostra exatamente isso: "E aconteceu, à meia-noite, que o Senhor feriu a todos os primogênitos na terra do Egito, desde o primogênito de Faraó, que se sentava em seu trono, até ao primogênito do cativo que estava no cárcere, e todos os primogênitos dos animais. E Faraó levantou-se de noite, ele e todos os seus servos, e todos os egípcios; e havia grande clamor no Egito, porque não havia casa em que não houvesse um morto." (Êxodo 12:29,30) Somente os judeus, que creram na Palavra de Deus por meio de Moisés e obedeceram, escaparam da mortandade que assolou aquela ímpia nação.

Posteriormente, em épocas distintas, a Páscoa foi celebrada então pelo povo de Deus, Israel, no Antigo Testamento. Eis a ordem: "No mês primeiro, aos catorze do mês, pela tarde, é a páscoa do Senhor. E aos quinze dias deste mês é a festa dos pães ázimos do Senhor; sete dias comereis pães ázimos" (Levítico 23:5,6). Ela era celebrada do seguinte modo: separava-se um cordeiro sem defeito, que era morto, sem lhe quebrar os ossos (Nm 9.12; Êxodo 12:5). Esse cordeiro era assado inteiro e sua carne era consumida pelos presentes, acompanhada de pães asmos (ou ázimos, isto é, sem fermento) e ervas amargas. O sacrifício da festa da páscoa não podia ficar da noite para a manhã (Êxodo 34:25). Nenhum filho do estrangeiro poderia comer da páscoa caso não fosse primeiro circuncidado (Êx 12.43,48).

A Páscoa deixou de ser celebrada apenas em períodos de apostasia e de cativeiro, voltando a ser celebrada em períodos de retorno do povo ao Seu Deus. Por exemplo, quando o rei Josias celebra a Páscoa, ao final de um período de arrependimento e de expurgo da idolatria entre o povo de Deus (envolvendo retirada e destruição de todos os objetos usados em cultos idólatras de dentro do santuário de Deus, da destituição dos sacerdotes pagãos que outros reis anteriores haviam colocado, além de profanar todos os altares dos falsos deuses): "O rei deu ordem a todo o povo, dizendo: Celebrai a páscoa ao Senhor vosso Deus, como está escrito no livro da aliança. Porque nunca se celebrou tal páscoa como esta desde os dias dos juízes que julgaram a Israel, nem em todos os dias dos reis de Israel, nem tampouco dos reis de Judá. Porém no ano décimo oitavo do rei Josias esta páscoa se celebrou ao Senhor em Jerusalém" (II Rs 23.21-23; ler também todo o capítulo 23).  Quando o povo de Deus retornou do cativeiro persa, eles celebraram a páscoa (Esdras 6:20,21).  

Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo participou da festa da Páscoa durante Seu ministério terreno. Tanto quanto criança, adolescente e como adulto, foram inúmeras vezes que Ele se assentou e comeu a páscoa. Não poderia ser diferente, pois Jesus era judeu e israelita em Sua encarnação. Celebrar a Páscoa era estatuto perpétuo para Israel e Jesus cumpriu cabalmente esta ordenança. A Bíblia, contudo, registra apenas a última páscoa que o Senhor participou, com seus discípulos, antes de Sua prisão, julgamento, morte, sepultamento e ressurreição. 

O evangelista Lucas relata que o Senhor Jesus desejou intensamente comer a última páscoa com seus discípulos, dando ordens para que eles a preparassem. Para os discípulos era mais uma páscoa, mas para o Senhor representava a história dele, a sua grande missão. Na proximidade do clímax de seu ministério, o Senhor queria compartilhar com seus discípulos os seus últimos momentos com eles (Jo 13.33). Assim, durante a celebração, Jesus ressignifica a páscoa, colocando Ele mesmo como o cordeiro que havia sido imolado para a celebração: "E mandou a Pedro e a João, dizendo: Ide, preparai-nos a páscoa, para que a comamos. E eles lhe perguntaram: Onde queres que a preparemos? E ele lhes disse: Eis que, quando entrardes na cidade, encontrareis um homem, levando um cântaro de água; segui-o até à casa em que ele entrar. E direis ao pai de família da casa: O Mestre te diz: Onde está o aposento em que hei de comer a páscoa com os meus discípulos? Então ele vos mostrará um grande cenáculo mobilado; aí fazei preparativos. E, indo eles, acharam como lhes havia sido dito; e prepararam a páscoa. E, chegada a hora, pôs-se à mesa, e com ele os doze apóstolos. E disse-lhes: Desejei muito comer convosco esta páscoa, antes que padeça; porque vos digo que não a comerei mais até que ela se cumpra no reino de Deus. E, tomando o cálice, e havendo dado graças, disse: Tomai-o, e reparti-o entre vós; Porque vos digo que já não beberei do fruto da vide, até que venha o reino de Deus. E, tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue, que é derramado por vós" (Lucas 22:8-20).  

Jesus, então, é o cordeiro de Deus (Jo 1.29) sem defeito nem mancha (I Pedro 1:18-20). Como cordeiro, macho, Ele foi imolado em favor do povo, na cruz do Calvário, levado até lá para morrer como "ovelha muda, perante seus tosquiadores": "Ele foi maltratado, humilhado, torturado; contudo, não abriu a sua boca; agiu como um cordeiro levado ao matadouro; como uma ovelha que permanece muda na presença dos seus tosquiadores ele não expressou nenhuma palavra" (isaías 53:7 comparar com Mateus 26:63; 27:12; Marcos 15:5). Não teve em nenhum momento sequer qualquer de seus ossos quebrados, apesar das surras intensas que levou, tanto com o uso do chicote quanto das mãos violentas dos soldados romanos, quer com os cravos que foram usados para fixá-lo na cruz, quer por meio da lança do soldado que perfurou seu lado, quando já estava morto (Sl 34.20; João 19:31-37).

Note a evolução da revelação do plano de Deus: A intenção de Deus era que todos (cada uma das famílias) experimentassem a salvação. No início era um cordeiro por família (Êxodo 12:3,4). O conceito se expande e aqui vemos um cordeiro para toda a nação (João 11:49-52) e, finalmente, um cordeiro para o mundo inteiro (João 1:29). Ao cremos em Cristo, somos incorporados à família da fé (Gálatas 6:10; Efésios 2:19). 

Jesus morreu na hora nona, mais ou menos às 15 horas. Porém, naquele tempo as horas não eram indicadas com precisão, como ocorre hoje. Assim sendo, é possível que Jesus tenha morrido entre 15 e 17 horas, tendo sido sepultado aproximadamente após as 17 horas (Mc 15.42), pois o sábado iria começar às 18 horas (Lc 23.54), e a Lei Judaica proibia o trabalho aos sábados e a permanência de um corpo morto na cruz (Dt 21.22,23; Jo 19.31). Assim sendo, a morte de Jesus foi mais rápida do que se esperava (Mc 15.44). Isto ocorreu por 4 motivos: (1) Jesus é o Cordeiro Pascal, e como tal deveria morrer no mesmo período do sacrifício da páscoa (Êx 12.6); (2) Suas pernas não poderiam ser quebradas para acelerar a sua morte (Jo 19.32,33; Êx 12.46; Nm 9.12; Sl 34.20); (3) Seu corpo não poderia permanecer no madeiro (Dt 21.22,23) e (4) O próprio Jesus rendeu o seu espírito (Jo 19.30; Jo 10.18; Jo 2.19). É tremenda a correspondência entre o sacrifício do cordeiro pascal no Antigo Testamento e de Jesus, o Cordeiro de Deus, no Novo: segundo a tradição, na hora do sacrifício da tarde no dia da Páscoa (Êxodo 12:6), o sumo sacerdote subia ao altar, cortava o pescoço do cordeiro com uma faca e pronunciava as seguintes palavras: "Está Consumado". Estas são as mesmas palavras que são pronunciadas após realizar uma oferta de paz com Deus. Ao mesmo tempo, Jesus expirou dizendo essas mesmas palavras (João 19:30).

Após ser morto e assado, o cordeiro deveria ser comido.A diferença está no sangue: enquanto no Antigo Testamento o sangue não deveria ser comido (era algo proibido), Jesus ordena que bebamos do Seu Sangue! A primeira vez que Ele mencionou isso os judeus se escandalizaram!  

Na Ceia, nosso Senhor Jesus primeiro parte o pão aos seus discípulos, dizendo que aquele pão era o Seu corpo dado por nós. Comunhão do pão, que é o Corpo do Senhor. Quando eu me alimento do Corpo do Senhor, eu assimilo os nutrientes que preciso para manter as funções vitais espirituais: fé, paixão, santificação – vida do Espírito! Observe a ordem que os elementos aparecem na Ceia: O pão vem primeiro, antes do sangue. Na ordem da criação divina, primeiro é preciso formar o Corpo. Por isso, a Ceia é coletiva (onde estiverem dois ou três reunidos no nome do Senhor) e não particular. Somente com o Corpo formado é que vem o sangue! Jesus nos diz que apenas e somente se comememos Sua carne e bebermos o Seu sangue teremos vida em nós mesmos. É impossível ter vida sem comer da carne e beber do sangue do Senhor, e isso começa pela carne. Começa pelo Corpo. Não é possível viver a vida de Cristo fora do Seu Corpo, e isso é mais que frequência física. É possível frequentar a Igreja e não comer do Corpo e é possível não frequentá-la e mesmo assim comer do Corpo, pois Seu Corpo é de natureza espiritual e não física, presa a um local ou placa denominacional! Comendo o Corpo, o Senhor nos dará também a beber do Seu sangue, nos fazendo entrar no novo pacto: “novo pacto no meu sangue”. Note que somente o sangue do Senhor nos insere no Novo Pacto. Isso é porque a vida da carne (o Corpo) está no sangue - é preciso mais que ajuntamento para ter vida no novo pacto. Na verdade, somente o sangue nos possibilita vivermos a comunhão do Corpo (Lv 17.11; I Co 10.16).

Após sua morte, Jesus é sepultado. Por articulação de Caifás com Pilatos, foi dado ordem para que soldados tomassem conta do túmulo de Jesus (Mateus 27:62-66). Enquanto seu corpo jazia, Sua alma desceu às regiões inferiores da Terra, ao inferno, apregoando Sua vitória para então subir ao céu, levando consigo as almas daqueles que morreram crendo na promessa do Senhor. Ao terceiro dia, como Ele havia dito, Sua alma e espírito retornam ao Seu corpo e Ele ressuscita dentre os mortos! O poder de Deus abre o sepulcro e os guardas "tremeram espavoridos e ficaram como se estivessem mortos", frente a esse poder (Mt 28.4)! As mulheres que vão vê-lo ouvem do anjo que ali estava que Jesus havia ressuscitado e, mais um pouco, o próprio Senhor aparece a elas (Mt 28.2-10)! João registra que Maria Madalena não O havia reconhecido logo de primeira, mas depois Jesus se revela a ela (João 20:11-16).  Jesus então aparece aos Seus discípulos, trancados, com medo dos judeus: "Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, e pôs-se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco. E, dizendo isto, mostrou-lhes as suas mãos e o lado. De sorte que os discípulos se alegraram, vendo o Senhor" (João 20:19,20). Oito dias depois, Jesus aparece novamente aos discípulos e mostra-se ao incrédulo Tomé (João 20:26-29). Aparece então a mais de 500 irmãos e depois a Tiago e por fim a Paulo (I Co 15.6-8). 

Concluindo: Jesus se encarnou, viveu e ministrou com Sua própria vida. Foi traído, julgado, espancado, zombado com toda forma de deboche possível, negado, rejeitado, condenado, crucificado, morto e sepultado. Ressuscita ao terceiro dia e sobe aos ceús, de onde um dia voltará para assumir Seu reino sobre a Terra e julgar vivos e mortos. Por Sua morte, Ele perdoa e absolve os pecados de quem Nele crê; porém, por Sua morte, Ele um dia condenará aqueles que não quiseram crer. Ele é o divisor, o separador de bodes e ovelhas, de ímpios e pios, de fiéis e infiéis. Ele é o princípio e o fim, o alfa e o ômega: há um princípio e há um fim para tudo e ambos são Jesus. Mortos e vivos, de todas as eras, de todos os povos e línguas e nações, de todas as religiões e credos e até aqueles que não tiveram qualquer religião ou credo, estarão um dia diante de Dele para serem julgados e terem a recompensa de suas obras e fé: "E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras. E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte. E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo" (Apocalipse 20:12-15).

Deus, no Antigo Testamento, passou por cima dos egípcios, matando todos os primogênitos daqueles que não tinham a marca do sangue do cordeiro. No Novo Testamento, o mesmo se repete e se repetirá, com uma exceção: não serão apenas os primogênitos, mas todos que não tiverem a marca do sangue de Cristo, oferecida de GRAÇA e pela GRAÇA a toda humanidade há mais de 2.000 anos! MAIS DE DOIS MIL ANOS DE OFERTA DE SALVAÇÃO! MAIS DE DOIS MIL ANOS DE CHAMADA AO ARREPENDIMENTO E A FÉ! Ninguém, jamais, poderá queixar-se de falta de oportunidade, recusando insistentemente os apelos de Deus. Deus avisa, Deus chama, Deus da chance, é paciente, é tolerante. Preservou as Escrituras, moveu homens para por ela morrerem; moveu novamente para que ela fosse traduzida do latim para a linguagem do povo, popularizando-a; moveu de novo, pela internet, onde há milhares de versões dela, blogs, estudos, comentários... tudo disponível, tudo acessível. Enviou Seu Espírito, para convencer o homem do pecado, da justiça e do juízo. Quem quiser conhecer a Verdade, portanto, poderá fazê-lo.  Mas tudo tem um fim. Tudo tem um limite. Foi assim desde o princípio e assim será também no fim. Essa é a mensagem da Páscoa: vida e morte, fé e incredulidade, salvação ou perdição. 

Pense nisso.
Graça, Misericórdia e Paz seja contigo!
lho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós.

1 Coríntios 5:7

domingo, 5 de abril de 2020

A Realidade e Importância do Ministério do Consolador nos Últimos Dias


Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim. (João 15:26)

Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei. E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo. Do pecado, porque não crêem em mim; da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais; e do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado. Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora. Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar. Tudo quanto o Pai tem é meu; por isso vos disse que há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar. (João 16:7-15) 

I. OS ÚLTIMOS DIAS: ÉPOCA TERRÍVEL PARA OS CRENTES EM CRISTO. 

Nosso Senhor Jesus previu que após a sua partida os seus discípulos experimentariam dias terríveis de grandes lutas e perseguições, motivados pelo ódio do mundo contra os cristãos. Esse ódio do mundo contra os discípulos de Jesus nasce do não-compartilhamento de padrões e costumes por estes últimos. O mundo favorece aqueles que lhe são favoráveis, porém persegue aqueles que com sua vida e palavras denunciam a maldade de seus atos e pensamentos.  

“O mundo inteiro jaz no maligno” (I Jo 5.19): O mundo, com sua malícia e crueldade, não possui qualquer desejo sincero de fazer o bem, nem de conhecer a Deus e ao Seu Cristo.   Mundo, aqui, do gr. Kosmos, sigbnifica arranjo, ordem como um sistema; a totalidade da humanidade em sentido ético-espiritual, alienada e hostil a Deus. MUNDO: KOSMOS OU SISTEMA SATÂNICO.

Por que João diz que o mundo está morto no Maligno? 

1. Porque há um príncipe maligno que governa este mundo, sujeitando os homens a obedecerem as suas vontades. (Jo 16.11 + 14.30). Esse príncipe é o diabo, Satanás, que usa seus demônios para seduzir e induzir os homens a pecarem, escravizando-os deste modo no pecado, levando-os a morte (física, espiritual e eterna) (Ler Ef 2.1-3). A HUMANIDADE SEM CRISTO ESTÁ MORTA EM DELITOS E PECADOS! 

O príncipe deste mundo, também chamado “o deus deste século”, cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus (II Co 4.4). Com isso, o que há no mundo é 100% contrário à vontade de Deus. Basta uma rápida olhada que facilmente constata-se essa verdade!

2. Por causa do estado espiritual em que o mundo se encontra, ele é incapaz de amar a Cristo; portanto, é incapaz de amar aqueles que são de Cristo, nas palavras do próprio Senhor. (João 15:18-20) O igual é amado e aceito pelo igual, porquanto toda expressão moral, à face da Terra, gravita e é atraída pela sua própria expressão moral, pelo seu equivalente. O MUNDO CARREGADO DO MAL NÃO SE OPÕE AO MAL E NEM AOS PERVERSOS QUE NO MUNDO ESTÃO. 

A lógica de Cristo é simples: quem recebe a palavra pregada por seus discípulos, recebe ao próprio Senhor Jesus e ao Pai. Caso contrário, não recebe nem a Cristo nem ao Pai (João 13.20; 15.20-25). SOMENTE AMA A CRISTO E RECEBE-O EM SUA VIDA AQUELE QUE AMA E RECEBE A PALAVRA DE CRISTO, QUE É CONTRÁRIA AO MUNDO, EM SUA VIDA.  Esse ódio manifesto do mundo contra os verdadeiros crentes em Cristo envolverá não apenas combate ideológico.

a) “Expulsarão das sinagogas” (João 16:2a): Os crentes fiéis sofrerão toda sorte de expulsão possível dos templos religiosos, pelo simples fato de não se enquadrarem com o sistema satânico praticado nesses lugares. Há cristãos no mundo inteiro experimentando exatamente isso. Só para exemplificar, hoje são mais de 10 milhões de cristãos que não frequentam nenhuma denominação, da qual saíram expulsos ou por consciência cristã, pelo princípio mundano e satânico que viram sendo praticado nesses lugares, tais como a exploração financeira dos fiéis, a adoção e defesa de valores anticristãos, a opressão, o preconceito, a politicagem, dentre outros. Esses irmãos e irmãs foram simplesmente hostilizados e condenados ao abandono e esquecimento por parte daqueles que um dia chamaram de irmãos.

b) “Vos matar julgará prestar culto a Deus” (João 16:2b): Os crentes serão assassinados por sua fé e isso será reputado como culto a Deus. Há lugares onde isso já acontece. Porém, vale dizer que o ódio dirigido a uma pessoa é considerado homicídio aos olhos de  Deus e, nesse sentido, há muito tempo tem gente sendo morta em nome de Deus. A religião é lócus de ódio e de toda desavença, pois a origem da religião não é divina. Não existe "religião de Deus". O caminho da religião é o caminho da sabedoria humana, terrena, carnal e, dependendo do caso, diabólica; caminho da auto-indulgência, da auto-justiça meritocrática e da maximização da arrogância e soberba humana. Religião é domínio de corpos, de almas, de bolsos, de povos e de nações. Religião é onde uns ditos  iluminados (ou escolhidos, ou ungidos, os separados, se preferir) vão servir como intermediários para os "ignorantes de Deus"; estes, utilizando sua "iluminação divina", guardiões dos arcanos sobrenaturais, ritos energizadores de Deus, irão mediar bênçãos ou maldições sobre o povo: bênçãos para os que anularem-se completamente, jamais questionando o "ungido" e doarem dinheiro e trabalho à causa dos iluminados (dita por eles ser "de Deus") ou maldições para aqueles que ousarem "pensar fora da caixinha" e questionarem toda a sandice. Ora, quem tem a mente de Cristo é capaz de discernir o mal onde ele estiver e, no poder de Deus, levantar-se contra este mal por meio da Verdade, vivida e falada. Isso, dentro do kosmos satânico onde quer que este kosmos esteja, trará luz nas trevas, o que não interessa nem ao diabo nem aos "iluminados" que o servem posto que "conhecereis e Verdade e a Verdade vos libertará. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres" e, conforme disse Jesus, Ele é "o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim". A Verdade traz libertação, o que o mal não quer em hipótese alguma. Consequência: morte ao cristão! Odeiem ele! Os cristãos serão taxados de causadores de males, divisionistas, rebeldes, insubordinados, inimigos de Deus, falsos irmãos/obreiros, etc.

Os homens malignos, ao desprezarem a revelação de Deus, formam seu próprio conceito de Deus. DEUS PARA A HUMANIDADE É IMAGEM E SEMELHANÇA DO HOMEM. Veja, por exemplo amorte de Estevão registrada no livro de Atos. Jesus disse: “Então sereis entregues à tortura, e vos matarão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome. Nesse tempo muitos hão de se escandalizar, e trair-se uns aos outros, e mutuamente se odiarão.” (Mt 24.9,10)

II. NESSES ÚLTIMOS DIAS A PESSOA E O MINISTÉRIO DO ESPÍRITO SANTO TERÃO SEU REAL PROPÓSITO ENTENDIDO E EVIDENCIADO PELOS VERDADEIROS CRISTÃOS.

Precisamos ser sinceros: hoje, damos pouca ou nenhuma importância para a pessoa e ação do Espírito como Consolador, a não ser em momentos de morte e desespero pessoais. Estamos acomodados em nossa fé, pois não há grande perturbação ou perigo iminente. Poucas são as orações, pouco é o clamor, pouco nos consagramos ao Senhor. 

Quando falamos do Espírito Santo, na atualidade, enfatizamos a pirotecnia. Muita profecia do homem, vendo o que Deus não mostrou e falando o que Ele não disse, tudo em nome de Deus. Muito ato profético sem pé nem cabeça. Muito giro, muita gritaria, muito ato exterior, mas nenhuma evidência de genuína atuação do Espírito Santo. 

Porém, num mundo onde cada vez mais os verdadeiros crentes em Cristo são odiados e perseguidos em todos os lugares e de todas as formas, a presença e ação do Consolador se farão imprescindíveis! O ministério do Espírito Santo em consolar os crentes em meio às perseguições envolverá o pastoreio dos crentes pelo Espírito, levando-os aos pastos verdejantes de toda a verdade de Deus, a partir:

Da Anunciação das coisas que hão de acontecer. A genuína profecia diretiva é gerada pela comunicação do Espírito Santo das palavras que Ele ouve do Senhor Jesus para nós. É o Espírito dando direção para a vida dos cristãos execrados e perseguidos por sua fé, tal qual nos primeiros dias, onde as perseguições imperiais eram implacáveis. O ensino do Espírito Santo é o mesmo ensino de Jesus, porque ambos os ensinos tem uma fonte em comum: o Pai. ATENÇÃO: Toda e qualquer palavra atribuída ao Espírito Santo que contraria a vida, obra e ensinos de Jesus não é Palavra de Deus. MUITO CUIDADO COM ISSO!

Aqueles que temem por suaas vidas e que estão neste momento questionando a sua fé, quiçá a sua conversão à Cristo, por causa do turbilhão de lutas e aflições que estão vivenciando, por denunciarem o mal escondido com as vestes sacerdotais da religião, saibam: Vocês são bem-aventurados! Jesus é quem diz: "Bem-aventurados sois vós quando vos insultarem, e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, por minha causa. Exultai e alegrai-vos sobremaneira, pois é esplêndida a vossa recompensa nos céus; porque assim perseguiram os profetas que viveram antes de vós" (Mt 5.11,12). Noutras palavras, disse Jesus, fiquem radiantes, sobremaneira alegres, comemorem muito! O que estão fazendo com você, fizeram com os profetas bíblicos que viveram muito antes de você! Se não querem receber a Palavra de Deus que vocês estão falando, é porque se recusam a receber a própria Palavra de Deus encarnada, Jesus! Continue crendo em Cristo aconteça o que acontecer, firme na fé, mesmo que você esteja sofrendo toda a sorte de perseguição e mentira a teu respeito, alijado dos templos denominacionais, pelos religiosos dominadores deste mundo tenebroso. Sua fé tem grande galardão diante de Jesus! LEMBRE-SE: O Espírito Santo SEMPRE glorifica a Jesus e nos leva a fazer o mesmo, exaltando e esclarecendo Sua Pessoa, Obra e Sua Soberania. 

Enquanto é tarefa dos crentes pregarem a Palavra de Jesus (entregue e explicada pelo Espírito Santo) ao mundo, cabe ao Espírito Santo convencer aos ouvintes do pecado, da justiça e do juízo. Cabe a Ele, não a nós. 

Convencer do pecado, pois o mundo não crê em Cristo. Sendo Cristo o oposto do mundo, não receber a Cristo como Senhor e Salvador a fim de mudarem de vida é, apenas, manifestar na prática essa diferença. O oposto da fé não é meramente incredulidade; mas uma forma de rebeldia contra Deus que conduz o indivíduo a uma forma mais intensa de desobediência. ALICERCE DE TODO O PECADO. Rejeitar a Cristo é o mesmo que rejeitar a Deus e o destino que Deus tem oferecido aos homens, bem afirmar, por desejo próprio, a permanência de estado de pecado. 

Convencer da justiça, porque Cristo foi para o Pai. Envolve:


a)    Sua morte expiatória no Calvário. Ele morreu por meus pecados. Pelos pecados da humanidade. Mas é preciso crer para se apropriar desse sacrifício, crer na verdade divina, que envolve crer que é um pecador miserável, afastado inexoravelmente de Deus, sem nada que possa fazer para mudar isso e então, olhando para Cristo, crer que a na Cruz Ele morreu por ti, trazendo o perdão por Seu Sangue. 


b)    Sua ressurreição, vencendo a morte e oferecendo a vida eterna aos homens. Jesus venceu a morte, seu aguilhão, por que triunfou! A morte não foi capaz de deter Jesus! Assim também, a morte não deterá todo aquele que crer em Jesus. Ele mesmo disse: "Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; e todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isto?" (João 11:25,26) Está reservado um dia específico, dentro do plano de Deus, onde os mortos em Cristo hão de ressuscitar dos mortos! A morte, inimiga final do homem, será vencida na vida de cada cristão naquele dia! 


c)    Sua ascensão aos Céus, garantindo o mesmo aos crentes fiéis. "Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor". (1 Tessalonicenses 4:16,17)


d)    Seu retorno para o Pai. Garantindo a total transformação moral e metafísica dos crentes para serem como Cristo é. 


Convencer do juízo, porque o príncipe deste mundo foi julgado. Julgamento iniciado desde sua queda, seguindo sua expulsão dos lugares celestiais, passando pela vida, obra, morte e ressurreição do Senhor Jesus, a continuidade da obra pelo Espírito Santo até a prisão, liberação, julgamento final e prisão eterna do diabo. O mal não perdurará para sempre! Ele não mais existirá! O mal teve um começo com a rebelião no cé e terá um fim, com o lançamento de satanás no Tártaro! Viveremos assim pera sempre com o Senhor, numa nova realidade, realidade de novo céu e de nova Terra. Nunca mais doença, nem fome, nem dor, nem morte, nem violência, nem injustiça alguma! 

Concluindo: O mundo, hoje, mais do que nunca, está cambaleando, como bêbado. Vivemos essa doença atual, essa pandemia, do Covid-19. Socialmente, já vivíamos antes outras "pandemias" por meio de toda a sorte de violência, crueldade e maldade, com homens, animais e com a criação de Deus. Destruímos o meio ambiente: matamos as espécies de peixes, de aves, de animais para nossa própria diversão e prazer. Centenas de leões, de elefantes, de jacarés e de outros animais são anualmente mortos para nosso deleite. Queimamos florestas em nome do "desenvolvimento econômico". Lançamos esgoto in natura em cursos de água e em oceanos, lançamos particulados tóxicos na atmosfera, lançamos substâncias que destróem e camada de ozônio e que aceleram as mudanças climáticas. Matar, roubar e destruir, esses são os verbos que conjugamos como sociedade. Milhares de crianças são assassinadas todo ano, vítimas da violência, onde até bebês indefesos são estuprados e mortos por aqueles que deveriam ser seus protetores. Mulheres perderam sua humanidade, sendo tratadas como mero objeto de prazer sexual. Praticamos toda a sorte de perversão sexual possível e imaginária, sem nenhum respeito por nós mesmos e por aqueles que são nossos semelhantes, e isso ainda sendo televisado! Nos calamos diante dos bolsões de pobreza, das favelas, fazendo de conta que não existem. Oprimimos o nordestino, o negro e o pobre, como se não fossem nossos semelhantes. Tratamos a causa dos órfãos e das viúvas com desprezo, ursurpando seu direito à vida! Apoiamos políticas claramente anticristãs por simples partidarismo, por ideologia político-partidária - reduzimos de forma blasfema a Cristo como se fosse mero cabo eleitoral de nossos políticos favoritos!  Debochamos de Deus de todas as maneiras que encontramos: casamento, criado por Deus, é uma afronta tal qual o praticamos! Fazemos guerras e matamos por tudo e por nada. 

O resultado dessa nossa rebeldia e insubordinação com Deus está aí mesmo! O resultado da nossa incredulidade! O resultado dos esforços de retirar Deus da sociedade! De tirar Deus das Igrejas! Estamos mais felizes e prósperos como humanidade sem Deus? Somos mais civilizados, amamos o nosso próximo, sem Deus? Somos mais misericordiosos, mais fiéis nos tratamentos interpessoais? Praticamos a justiça social, econômica e política? Somos mais gente, mais humanos, mais gentis uns com os outros? Há quem chegue ao ponto de dizer que Deus é o "amigo imaginário" dos cristãos (sic). Bem, quem fala assim, pergunto se está se deleitando na sociedade sem Deus que está vivendo. Porque vai piorar: quanto menos Deus, mais caos. Menos humanos seremos, mais insensíveis e incontroláveis na prática do mal nos tornaremos, com tudo e com todos. Coisas como amor próximo, misericórdia, bondade, fidelidade, mansidão, compaixão, benignidade, fé, esperança e amor só são possíveis de serem vividos se Deus estiver entronizado no centro da vida pessoal, no coração de cada homem, mulher e criança que compõem a família e no centro de cada família que compõe a sociedade. Sem Ele, pode esquecer. 

Nesse contexto, querido(a) irmão(ã) em Cristo, sê forte e corajoso(a)! Guarda o que você tem, para que ninguém tome a tua coroa! Permaneça firme na fé! As coisas ainda vão piorar. Até a 2a. Vinda de Cristo, o mundo irá alternar momentos de caos e de falsa paz. Sairá de um momento de doença, guerra e carestia/falta de víveres para um momento de paz a qual se revelará passageira. Note que isso é cíclico. Estamos fadados a viver nesse ciclo até que o clamor mundial entronize no centro das decisões mundiais um líder carismático e de grande influência, que proporá soluções para os problemas. Esse líder tomará decisões na política mundial e na religião e será muito apreciado por bilhões de pessoas: contra a carestia, doenças e morte, ele proporá um controle rígido na distribuição de comida, remédios e bens, onde só poderão comprar aqueles que tiverem sido previamente cadastrados pelos governos locais. Para evitar falsificações, esse cadastro será evidenciado por meio de uma marca indelével colocada no corpo de cada pessoa, marca que não poderá ser removida. Nessa época, muitos cristãos serão ainda mais perseguidos e mortos, com todo apoio político e religioso das denominações apóstatas. Mas nessa época virá o arrebatamento!

Que o Espirito de Deus possa consolar você, querido(a) irmão(ã), com Suas doces e preciosas promessas! Precisamos hoje e precisaremos ainda mais do Consolo do Senhor nos dias que hão de vir sobre a Terra; portanto, receba hoje esse consolo, em nome de Jesus! Firme nas promessas! 

Para seu enelevo, deixo o seguinte hino: https://www.youtube.com/watch?v=04zHZIk-UoU

Graça e paz!

(SERMÃO MINISTRADO EM 2013, COM CONTEXTUALIZAÇÃO PARA O PRESENTE)

domingo, 29 de março de 2020

A POSTURA DA IGREJA NO MUNDO PÓS COVID-19

Vinde, e tornemos para o SENHOR, porque ele nos despedaçou e nos sarará; fez a ferida e a ligará. Depois de dois dias, nos revigorará; ao terceiro dia, nos levantará, e viveremos diante dele. (Oséias 6:1,2)

Essa pandemia por Covid-19 é um duro golpe para os sistemas políticos, econômicos, sociais e religiosos no mundo inteiro. Mostou que esses sistemas, tidos até então como bastiões de segurança e estabilidade, são tão frágeis e impotentes como as pessoas que os operam. 

Espera-se que após essa pandemia o mundo seja diferente. Eu confesso, como cristão, que não compartilho dessa esperança. O mundo não mudará, jamais. Digo isso porque o único que pode trazer mudança ao homem, e consequentemente aos sistemas operados por esse homem, é Cristo. Ele já disse: "sem mim, nada podeis fazer" (Jo 15.5). E a única forma do homem ir a Cristo é ouvindo a voz do Espírito Santo, que fala aos homens buscando convencê-los do pecado, da justiça e do juízo. Bem, por tudo o que estou vendo, o Espírito de Deus está falando a claro e bom som por meio desse caos, mas os homens estão tapando seus ouvidos para não ouvir aquilo que Ele está dizendo. Talvez uns aqui e ali ouçam, mas não será o suficiente para mudar a forma do mundo ser mundo. O mundo jaz no maligno, o príncipe deste mundo é satanás. Logo, o mundo não mudará: a cobiça desenfreada, a exploração do pobre, a carestia e a perda do poder de compra, o aumento da faixa de pobreza às expensas do enriquecimento de poucos, o vácuo em sistemas de saúde e de educação, a violência em suas mais variadas formas, o surgimento de governos ímpios, a destruição da família e dos valores civilizatórios, dentre outros, irá continuar; se não, agravar-se-ão. 

Quem está assustado com essa pandemia, tenho uma má notícia: é só o começo. O juízo sobre o mundo já foi decretado, por sua recusa a se arrepender de suas terríveis maldades, de toda a sua malícia, de toda a sua violência e crueldade. Todo sangue derramado sobre a Terra clama diante de Deus, sabia? O sangue tem uma voz. Quem perguntou onde estava Deus diante dos estupros de crianças e mulheres, diante das guerras, diante da exploração de pessoas e da violência, bem a resposta está sendo dada. Deus dá sempre tempo para que homens e mulheres se arrependam dos seus pecados e voltem-se para Ele. Mas há um limite para tudo, até para a paciência de Deus, suportando continuamente tudo de maligno que fazemos sobre a Terra. Deus deu o Seu Único Filho, o Precioso Seu: dele, fizemos nenhum caso, não damos nenhuma importância ao Seu sacrifício por nós. No máximo, fazemos ritos religiosos vazios em Seu (???) nome. Colocamos em seu lugar deuses que não são deus, que nada nunca fizeram por ninguém a não ser mandar, mandar e mandar. Deus nos deu Sua Palavra e a desprezamos; fazemos uso dela para qualquer coisa, menos mudar de vida e nos voltarmos para o Deus da Palavra. Retiramos Deus e em seu lugar entronizamos o diabo na sociedade, destruindo famílias das mais diversas formas, numa sociedade quase sem limite algum. Tudo isso, e mais outro tanto, jamais deixará de ser a prática do mundo. O mundo jaz no maligno, como eu disse; isso é irrecuperável.     

Portanto, minha esperança está em que os crentes em Cristo, aqueles que se chamam pelo Seu nome, ouvirem à voz Daquele que dizem ser o Seu Deus. Sim, porque a Igreja, de forma geral, enquanto voz profética está muda, paralisada, diante do que está acontecendo. Justamente, no principal momento, em que seu papel seria de capital importância! Justamente onde seu testemunho seria ouvido até os confins da Terra! Há exceções, graças a Deus, uns poucos aqui e ali, de forma isolada. Porém, de forma geral, ela, a Noiva de Cristo, está envolvida em polêmicas, como tem sido há bastante tempo, brigando com a sociedade para abrir as portas de seus templos, numa época onde o isolamento é fundamental. Nem no que é puramente humano a Igreja consegue ter uma posição coerente com o mandamento de Cristo, acumulando escândalos sobre escândalos, mau testemunho sobre mau testemunho.

Jesus, à Igreja de Sardes no livro de Apocalipse, disse:  "Ao anjo da igreja em Sardes escreve: Estas coisas diz aquele que tem os sete Espíritos de Deus e as sete estrelas: Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto.  Sê vigilante e consolida o resto que estava para morrer, porque não tenho achado íntegras as tuas obras na presença do meu Deus. Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, guarda-o e arrepende-te. Porquanto, se não vigiares, virei como ladrão, e não conhecerás de modo algum em que hora virei contra ti.  Tens, contudo, em Sardes, umas poucas pessoas que não contaminaram as suas vestiduras e andarão de branco junto comigo, pois são dignas. O vencedor será assim vestido de vestiduras brancas, e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida; pelo contrário, confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas." (Ap 3.1-6) Um texto que se enquandra perfeitamente no estamos vivendo: Nome de que vive, nome de Igreja de Cristo, mas morta espiritualmente! Sem vida espiritual, sem influência espiritual, sem poder espiritual, sem Cristo em seu meio, essa é a Igreja que aí está! Uma igreja de obras imperfeitas diante de Deus! Uma Igreja que está mais interessada em acumulação de tesouros no mundo e que trabalha incessantemente para aumentar seu poderio econômico e político. Eu pergunto: onde está, Igreja, todo o teu poder nessa hora, nessa pandemia? Onde está todo o teu recurso financeiro, tua conta bancária polpuda? Onde estão teus bens? Para que serve a multidão de tesouros que ajuntaste nesse mundo? E teus políticos, onde estão? Desceste ao Egito para fazer aliança com o rei do Egito, Igreja, e deixaste ao Senhor teu Deus? Onde está, Igreja, nessa hora, o teu poder? Onde está o Espírito do Senhor? 
 
O anseio de meu coração - e creio ser o anseio de milhares comigo - é que houvesse arrependimento por parte da Igreja. Arrependimento e conversão ao Senhor. Mudança de vida. Eu muito gostaria de ver a Igreja conclamando um tempo de arrependimento, um período tal como o Dia da Expiação, onde todos se humilhassem e se arrependessem dos seus pecados. 

Abaixo, eis as resoluções que eu gostaria de ver a Igreja, a cristandade, tomar:

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A IGREJA DE CRISTO NA FACE DA TERRA, composta por sua liderança e membresia, de todo povo, língua e nação, do oriente e do ocidente,

Considerando a pandemia do Covid-19 que assolou a humanidade no ano de 2020, com perdas de vidas irreparáveis, 

Considerando a total inutilidade dos sistemas e convenções religiosas adotadas por décadas a fio, que tantos males trouxeram à vida e à fé dos nossos irmãos e irmãs em Cristo, manifestados de forma exarada em épcoa de pandemia,

Considerando o nosso desvio do Senhor Jesus Cristo e a incorporação de valores, práticas  e sistemas mundamos no modo de vida e de culto da Igreja,

Resolve:

1. Fica determinado o fim das barreiras denominacionais: Denominação não é Igreja; na verdade, reconhecemos que o denominacionalismo causou mais estragos que benefícios à causa do Evangelho de Cristo, separando irmãos e irmãos causando empecilhos à comunhão do Corpo de Cristo em cada nação.  Portanto, juntamente resolvemos que todo aquele que confessa com sua boca e com sua vida que Cristo é o Senhor e que veio em carne é nosso irmão e nossa irmã e, portanto, será bem-recebido e bem tratado por nós, independentemente da denominação que professe pertencer, seguindo-se as determinações bíblicas;

Parágrafo 1º: Não será aceito, em hipótese alguma, o ensino e/ou a prática de legalismo, de qualquer grau e espécie (uso de roupas, guarda de dias, observância de ritos, etc.), por seu poder destruidor da comunhão cristã. 

Parágrafo 2º: Não será reconhecido, em hipótese alguma, aquele que dizendo-se irmão apoiar ou defender práticas e ideologias claramente antibíblicas e anticristãs, como a apologia ao uso de armas e à violência, como o menosprezo a vida humana, destruição ambiental, exploração da pobreza, corrupção, dente outros, independente de sua confissão relativamente à Cristo, seja quem for.


2. Ficam terminantemente proibidas as disputas por cargos e posições: Todo e qualquer cargo e posição terá como único propósito o servir ao povo de Deus. Todo aquele que usar do seu cargo ou posição para ter primazia entre irmãos, para causar divisão ou para, de qualquer modo, prejudicar um membro do Corpo de Cristo, será conduzido imediatamente à disciplina bíblica, independente do cargo que ocupe. 

Parágrafo 1º: Se a disputa for promovida por pastores, ou por eles causada, tal pessoa será imediatamente desligada da função, estando sobre processo disciplinatório conforme a Palavra de Deus. 

3. Decretar a cessação imediata de toda e qualquer prática ou convenção claramente mundana e pecaminosa no modo de vida da Igreja.

Parágrafo 1º: Como prática mundana e pecaminosa, não restrito a, entendemos: o uso do marketing como ferramenta de promoção denominacional (manifesto em uso da mídia e de nomes pomposos para "ministérios", dentre outros; a promoção da igreja dar-se-á somente pelo seu testemunho); a exploração do trabalho de crianças, jovens e adultos para aumento do poderio denominacional; a exploração financeira; a simonia; a centralização de poder sobre uma única pessoa; o sectarismo, independente da causa; o uso de estratégias de mercado para promoção da denominação, dentre outros; a acumulação de bens e patrimônio, pela denominação e/ou por suas lideranças; o fim de Estatutos e Regimentos (igreja como empresa/personalidade jurídica); a inserção na política partidária, sua apologia ou defesa.

4. A venda imediata do patrimônio excessivo da denominação e o valor repassado aos pobres e carentes. A igreja não precisa e nem deve acumular tesouros no mundo. Na verdade, Deus usou a pandemia para mostra-nos quão inúteis são todos esses patrimônios para a causa do Evangelho. Templos, aviões/helicópteros, carros, ônibus, aparelhagem musical, mobiliário (púlpito, cadeiras, mesas, etc.), dentre outros, que tanto foram buscados pela igreja e que se revelaram apenas desperdício de dinheiro da Igreja serão imediatamente vendidos.

Parágrafo 1º: No lugar de templos, as reuniões da Igreja serão feitas: 

a) Ao ar livre, em espaços públicos, como praias e campos;
b) Nas casas dos membros do Corpo de Cristo: cada casa, um local de reunião da igreja. 

Parágrafo 2º:  No caso de reuniões nas casas, os frequentadores ajudarão com as depesas e arrumações envolvidas de forma solidária, de forma a não serem pesados a ninguém. A reunião será simples, enfatizando-se a comunhão e a adoração e a oração, sob a liderança e inspiração principal do Espírito de Deus, conforme as recomendações bíblicas (em especial, I Coríntios). Haverá a ceia do Senhor em cada reunião, com alegria e simplicidade, com reverência e santo temor. Serão incentivados momentos/eventos de comunhão: a comunhão, a adoração, a oração e meditação bíblica serão o centro e o modo de vida da igreja. As lideranças terão o papel de orientar os fiéis na realização dos cultos (e não de obrigatória e exclusivamente realizá-los, podendo-o fazer quando nas suas próprias casas, segundo parecer do Espírito Santo e da liderança). Ao final do culto, se necessário (e somente se), poderá haver coleta de ofertas a serem destinadas exclusivamente aos pobres e necessitados (podendo a coleta ser financeira ou de alimentos e outros víveres, conforme a necessidade), ou para cobertura direta, sem acumulação, dos custos do dono da casa ou ainda, em casos específicos e sob parecer de todos, a ajuda para pregação do Evangelho. 

a) Decreta-se o fim: de ritualismos, o fim de atos proféticos, o fim de determinações, o fim de ministérios de louvor, o fim de shows gospel e de outras práticas, que se revelaram inúteis em tempos de pandemia e que, portanto, nada de positivo acrescentam a fé cristã. 

Parágrafo 3º: Está decretado o fim de diretorias civis em igrejas, que verdadeiro desserviço prestaram à causa do Evangelho.

a) As lideranças serão organizadas em presbitério - coleção de presbíteros (funções, não títulos) e diáconos (funções e não títulos). 
b) Pastores: membros do corpo de Cristo com a função de acompanhar e aconselhar seus irmãos. Aplicam-se as exigências e determinações bíblicas. Deverão ainda se sustentar financeiramente.
c) Evangelistas, dirigentes de congregação, auxiliares de trabalho, obreiros, etc.: decretamos o fim desses cargos. 
d) Diáconos: terão exclusivamente como função aquelas já determinadas biblicamente - auxílio às viúvas e socorro aos necessitados. Ressaltamos que todos no corpo de Cristo devem trabalhar para a mesma finalidade. 

5. O correto reenquadramento de pecados destruidores outrora minimizados: porfia, inveja, ciúme, facções, sectarismo, fofoca, maledicência, complôs internos, traição, armações  que foram por décadas a fio "convenientemente esquecidos" são, a partir de agora, considerados tão malignos e destruidores quanto os demais pecados. Eles destroém a comunhão do Corpo de Cristo, que revelou-se imprescindível na época da pandemia. Assim, os que neles incorrerem serão disciplinados, independentemente de quem sejam, conforme as instruções bíblicas, por todos os fiéis. 

6. Pedido público de perdão: A respeito do que trata o item 5, nós, liderança da Igreja espalhada na face da Terra, nos arrependemos e humildemente pedimos perdão a todos os que foram por nós prejudicados, por estas coisas ou por coisas semelhantes a estas.

Parágrafo 1º: Pedimos perdão a todos os irmãos que se afastaram da comunhão por conta da nossa má atitude, anticristã, que acabou trazendo tristeza, ofensa e mágoa aos nossos irmãos em Cristo. Reconhecemos que agimos de forma maligna convosco, sem misericórdia e amor, por conta de nossa cobiça desenfreada de riqueza e poder, praticando toda a sorte de mal contra vós. Reconhecemos que agimos muito mal ao chamá-los pejorativamente de "desviados", "desigrejados" e coisas do tipo; na verdade, nós é quem somos os desviados e desigrejados, nos afastando de Cristo ao tratá-los desse modo incompatível com o mandamento do Senhor para amarmos uns aos outros conforme Ele nos amou. A bem da verdade, reconhecemos agora que não há desigrejado; há, sim, pessoas que deixaram de frequentar denominações, feridas emocional e espiritualmente por nossa carnalidade e pecaminosidade. Aos irmãos que assim se encontram, suplicamos que nos perdoem em nome de Jesus. Nunca mais os depreciaremos, nem vamos nos referir a vocês, de modo pejorativo como fizemos por anos a fio. Nos prontificamos a reparar todo o mal que causamos a vocês, de forma pública, diante de todos os irmãos, confessando publicamente nosso pecado perante todos, pelo que iremos procurar cada irmão(ã) ofendido(a) e humildemente convidá-lo(a) para esse mister, conforme as instruções bíblicas. 

Por fim, nós Igreja do Senhor Jesus na face da Terra, estamos proclamando o ano do arrependimento, onde nós buscaremos, todos, arrependidos ao Senhor, reconhecendo nossos pecados e, principalmente, nosso abandono do Senhor e adesão ao sistema mundano. Nesse ano, todos nós, pequenos e grandes, ricos e pobres, homens, mulheres e crianças, nos humilharemos e oraremos ao Senhor, de forma que Ele nos ouça a oração, perdoe os nossos pecados e sare a nós, restaurando nossa vida e testemunho diante do mundo tal como era nos primeiros dias da Igreja, e a nossa Terra. 

Nós, diante do Senhor e de cada irmão e irmã, assim nos comprometemos.

Assinam:

Líderes e membros do Corpo de Cristo espalhados na face da Terra, em seus milhares de dnominações. 

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Tenho falado incessantemente aqui, nesse blog, para a Igreja de Cristo. Ela é o meu foco, minha paixão! Falo porque a amo! Ah, como eu desejo vê-la mudar! Como desejo vê-la caminhar junto com o Senhor novamente, de forma simples e humilde, em comunhão íntima com o Salvador! Ah, como ela seria diferente: o Senhor estaria no seu meio, poderoso para salvar! Nunca mais haveria vergonha, opóbrio da ausência do Senhor; nunca mais haveria o mal em seu meio! Seu testemunho seria poderoso, porque o Poderoso de Israel seria a sua torre forte, não essa coisa vazia, desprovida de vida, que hoje se vê! Como tudo seria diferente! E como pode ser, ainda, porque há tempo; Deus está chamando ao arrependimento!

Por meu ensino em relação a Igreja, já fui até removido de denominações religiosas "evangélicas". Já fizeram todo tipo de tramóia para me remover, porque não quiseram mais ouvir de modo nenhum àquilo que Deus pôs no meu coração; sequer minhas orações eram mais aceitáveis para a denominação. Fizeram de um tudo para usurparem aquilo que Deus dá por Sua soberania. Perseguiram, caluniaram, mentiram, esculacharam... fizeram de um tudo, com todas as armas carnais que puderam dispor, só não conseguiram apagar a chama de Deus dentro de mim, porque essa chama foi acesa no Calvário, quando me encontrei com Meu Senhor e Salvador, quando Lhe entreguei de forma definitiva e resoluta a minha vida! Jamais deixarei de Amar e Servir ao Meu Senhor, de dedicar-lhe a minha vida e meu coração, meus dons e talentos! Não deixarei de importar-me com o estado da Igreja, com a Noiva, até vê-la aos pés do Meu Salvador! 

Portanto, concluo essa argumentação, clamando: Igreja, arrepende-te! Irmão, irmã, arrependam-se! Pastor, padre, frei, bispo, obreiro, liderança, arrependam-se! Ouça a voz de Deus, por meio disso tudo que está acontecendo! Dê um basta nessa religiosidade inútil, falida, desprovida de Deus! Chega irmão! Chega Igreja! Volte para o Senhor, pois é rico em perdoar! Ele é misericordioso e bom; sim, o Senhor é bondoso e compassivo, cheio de misericórdia! O Senhor, o Grande Rei, te chama: Volta, Igreja Minha! 

Graça, misericórdia e paz sejam com todos!

sábado, 14 de março de 2020

A MENSAGEM DE DEUS POR MEIO DO COVID-19



E olhei, e eis um cavalo amarelo, e o que estava assentado sobre ele tinha por nome Morte; e o inferno o seguia; e foi-lhes dado poder para matar a quarta parte da terra, com espada, e com fome, e com peste, e com as feras da terra. (Apocalipse 6:8)

COVID-19, também conhecido como coronavírus. Esse é o mais novo agente patológico que assola a humanidade. Por ser até então desconhecido, não temos imunidade biológica contra ele. Isso significa que até que o nosso organismo produza os anticorpos específicos para combatê-lo, estamos em situação vulnerável, especialmente para àquelas pessoas classificadas como pertencentes ao grupo de risco - pessoas que tenham alguma deficiência ou condição que possa ser agravada por este vírus - que podem ir a óbito (idosos, cardiopatas, pneumopatas, nefropatas, diabéticos, oncológicos, gestantes, doentes respiratórios crônicos e imunossuprimidos em geral). 

Há muitas incertezas com relação ao COVID-19. Que tipo de células humanas ele infecta com seu RNA na reprodução viral? Temos muitos tipos de células em nosso organismo, cada uma com uma função diferente. Teria ele efeito sobre as células nervosas, os neurônios, por exemplo? Ou sobre as hepáticas? E quanto às grávidas: quais são as consequências de contrair esse vírus durante a gestação? Note que só depois de um tempo descobriu-se que o CHIKV (chikungunya) causava microcefalia. Até a descoberta, muitas crianças tiveram essa mui triste e irrreversível consequência.  

Há quem minimize o problema. Para estes, tudo não passa de mais uma "conspiração da imprensa marrom", no afã de criar tensão e assim desestabilizar governos e sociedades. Quem pensa assim geralmente tende a pensar também que a terra é plana e que as vacinas causam mal e por isso devem ser evitadas, além de outras sandices do gênero. Há tristemente pessoas que tem alguma proeminência na sociedade, como atores e políticos, que assim pensam também e que, de forma muito irresponsável, prestam (mais) um imenso desserviço à humanidade indo aos meios de comunicação proclamarem aos quatro ventos suas ineptas e ignorantes "verdades" sobre esta doença. Fariam melhor mantendo-se em silêncio sobre o que não sabem. 

A situação em que estamos requer cautela. A Organização Mundial da Saúde decretou que o COVID-19 é uma pandemia, não estando restrita a apenas um país ou região geográfica. Não é uma "doença asiática" ou "doença latino-americana"; não é "doença de ricos" nem "doença de pobres". É uma doença mundial. Já são mais de 132.000 casos confirmados e mais de 5.000 mortes, no mundo todo (leia mais em: https://www.who.int/docs/default-source/coronaviruse/situation-reports/20200313-sitrep-53-covid-19.pdf?sfvrsn=adb3f72_2). Ao COVID-19 estão sujeitos todo ser humano, independente de onde viva, de sua etnia, de sua condição social ou mesmo de sua condição religiosa e cultural. 

Por conta do COVID-19, muitos eventos vem sendo cancelados. Afinal, não há modo mais eficiente de se espalhar essa doença do que o contato entre pessoas especialmente em lugares fechados. Isso não é novo: numa gripe simples já verifica-se esse fato. Aqui, no Brasil, o governo federal baixou uma regra (INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 19, DE 12 DE MARÇO DE 2020) para os órgãos da administração pública estabelecendo as seguintes medidas:
  • Necessidade de reavaliar criteriosamente a necessidade de realização de viagens internacionais a serviço programadas enquanto perdurar o estado de emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus (COVID-19), além de estabelecer regras para aqueles que retornam dessas viagens.

  • Necessidade de reavaliar criteriosamente a necessidade de realização de eventos e reuniões com elevado número de participantes enquanto perdurar o estado de emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus (COVID-19).
A iniciativa é boa, ainda que atrasada diante da mobilização mundial; o que chama a atenção é a expressão "reavaliar criteriosamente", quando poderiam suspender essas atividades. Dá a impressão de que o governo não quis tomar ele a decisão e deixou a cargo do dirigente de cada órgão. Errou feio nesse sentido, pois há vidas em situação de risco. Diferentemente e a meu ver de forma mais acertada, a iniciativa privada está tomando suas ações, suspendendo atividades (como aulas em escolas - nesse ponto estão de parabéns as Universidades Públicas, suspendendo aulas e atividades de ensino por 30 dias). 

E a Igreja, diante disso tudo? Em épocas como essa, a Igreja deve(ria) ter bom-senso, o que passa minimamente por conscientizar seus membros sobre a doença e maneiras de prevenção - especialmente àqueles que estão no grupo de risco - e suspender suas reuniões. Uma atitude assim mostra prudência e fé em Cristo. Sim, é isso mesmo: fé em Cristo, pois Ele mesmo mandou que os cristãos se amassem mutuamente conforme Ele, o Senhor, os tem amado (Jo 13.34). Se o amor é a maior das virtudes (I Co 13) e o supremo mandamento; se esse amor é tanto a Deus quanto ao próximo e se o amor aos irmãos é prova de que os cristãos amam a Deus (I Jo 4) então o mínimo a ser feito é demonstrar esse amor pelo zêlo com as pessoas que frequentam os templos religiosos cristãos. A pior atitude seria a do ufanismo irresponsável, do "não vamos suspender nada porque Deus é conosco!" e coisas do tipo. Eu já publiquei aqui no blog, em 2018, um texto sobre essa horrível prática de ufanar-se com base em textos bíblicos isolados e em bravatas espirituais, como "campanhas de fé e de vitória" e "cultos de libertação" (acesse em: https://apenas-para-argumentar.blogspot.com/2018/06/crentes-imunes-as-doencas-devaneios-e.html) 

É preciso ter amor pelas vidas como um todo, não apenas pelas almas. O ser humano é tricotômico, formado por corpo, alma e espírito. Amar ao próximo é amar as três partes, não apenas uma; é amar integralmente. Observe que é exatamente isso que Jesus ensinou na parábola do bom samaritano, registrada nos evangelhos. O bom samaritano teve amor pelo homem caído, não pela alma dele apenas; ele não foi até aquele homem quase morto e fez uma "oração de confissão e de quebra de maldição" e continuou sua jornada, mas antes tomou aquele homem e o levou consigo para cuidar de sua vida: "E, aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre o seu animal, levou-o para uma estalagem, e cuidou dele" (Lucas 10:34). Noutras palavras, o bom samaritano amou aquele homem ao cuidar dele. Temos nós essa mesma atitude? Ou ficaremos no estéril ufanismo enquanto os outros se lascam ao nosso redor, cheios de palavras de efeito, chavões e jargões mas com zero de atitude cristã? Será que nos tornamos tão iníquos (crentes iníquos, igrejas iníquas!!!!) ao ponto do amor já ter se esfriado de nossos corações, ao ponto de ignorarmos completamente aqueles que sofrem ao nosso lado e só pensarmos em nós mesmos? Portanto, se somos Igreja de Jesus, coluna e baluarte da verdade, vamos ao amor prático: suspensão de cultos e reuniões e ajuda financeira com medicamentos e comida para aqueles que precisam. É exatamente para isso que servem os dízimos e ofertas no Novo Testamento! Assim, evitar-se-á o agravamento do sofrimento das pessoas, as quais são o alvo do amor de Deus. Evitar-se-ão, quiçá, até óbitos daqueles que amamos (ou que deveríamos amar). O amor cristão é prático, sempre envolvendo uma ação de nossa parte em favor daquele a quem amamos.  

Hoje, início de 2020, estamos diante desse novo vírus. O que podemos esperar? Podemos esperar que mais doenças, até piores que esta, surgirão ainda no cenário mundial. A responsabilidade é nossa, a qual assumimos quando negligenciamos a Vontade de Deus para nós, seres humanos. Quando destruímos o meio ambiente, quando o nosso foco é a cobiça de riquezas e bens materiais, quando fazemos uma distribuição maligna de recursos (dinheiro e comida) entre os países, quando aquiescemos com a violência de todo o tipo. Quando invertemos e/ou abandonamos os valores civilizatórios que nos serviram de guia por séculos a fio. Quando a impiedade é o status quo das sociedades. Quando desprezamos aquilo que Deus já nos tem dado nas ciências (químicas, físicas, biológicas, etc.) para nosso bem, como é o caso das pesquisas científicas - a verdadeira ciência não nega Deus, ao contrário é dom de Deus. Quando até o próprio Deus foi abandonado quase por todos, apesar das muitas e muitas religiões e filosofias sobre Deus que se auto-proclamam "um caminho para Deus" e que são, na verdade, caminhos para longe de Deus (todo caminho para Deus que não tem Jesus como o Caminho, a Verdade e a Vida não é capaz de levar ninguém a Deus - isso foi dito pelo próprio Senhor há mais de 2.000 anos).

Muitos olham para os textos do livro de Apocalipse com um misto de medo e de descrença. Mas o texto de Apocalipse, se lido com o coração aberto para compreendê-lo, à luz de toda a Bíblia, torna-se de uma clareza incomparável. Ele mostra as consequências da nossa malignidade enquanto raça e enquanto indivíduos em toda a criação física de Deus: em rios, mares e lagoas; sobre animais, peixes e plantas; em plantações e sobre o comércio, sobre a política, economia e até sobre a fé. Mostra como Deus vê o nosso comportamento sobre a Terra e como o Céu reage diante disso. Mostra também como o inferno reage, com manifestação terrenal de um mal encarnado, de enormes proporções, que até então vem sendo contido por Deus. Um mal encarnado, um mal que se faz carne e que é adorado pela humanidade, antítese do Senhor Jesus, o amor encarnado, esquecido pelos homens. Esse ser antitético, chamado de besta que emerge do mar, o anticristo, apoiado religiosamente por outra besta, a que emerge da terra, o último falso profeta, capaz de atos sobrenaturais incríveis (Ap 13). Noutras palavras - e que isso fique aqui bem claro - é por nossa causa, raça humana, com nossa apostasia de Deus, que Satanás se assentará na Terra como liderança entronizada!
(veja também: https://apenas-para-argumentar.blogspot.com/2019/10/despertados-para-o-tempo-do-fim-awakened.html).

Podemos aguardar esses acontecimentos, pois eles vão acontecer. Foram revelados pelo próprio Deus em carne, por Jesus, ao seu servo João por ocasião de seu exílio em Patmos. E é o próprio Senhor quem "assina", ao final, o livro de Apocalipse, corroborando com todo o seu conteúdo (Apocalipse 22). Podemos esperar, no cenário mundial, aumento exorbitante de preços, mais doenças, mais guerras, mais mortes. Mais desamor. Mais abandono de Deus. Mais e mais pessoas com as características descritas pelo apóstolo Paulo em sua epístola a Timóteo: "Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, em afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus" (2 Timóteo 3:2-4). Esses tempos são tempos mui trabalhosos! Não posso deixar de citar que na Bíblia, referindo-se profeticamente ao fim dos tempos, Jesus disse: "Mas ai das que estiverem grávidas, e das que amamentarem naqueles dias!" (Mt 24.19)  Lucas, evangelista, traz outro registro igualmente importante: "Porque dias hão de vir em que se dirá: Bem-aventuradas as estéreis, e os ventres que não geraram, e os peitos que não amamentaram!" (Lc 23.29)


A questão, portanto, não é se vai acontecer, mas como a vida de cada um de nós está relativamente a Deus. Como está aquela que é chamada "Noiva do Cordeiro" no livro de Apocalipse? Está se preparando? Igreja, Jesus conhece as tuas obras! O que Ele tem a dizer de ti? Que tem nome de que vives, mas estás morta? Que és cega, miserável, pobre e nua? Que está do lado de fora de ti, batendo a porta na esperança de alguém ser desperto pela batida Dele e então abrir-Lhe e convidar-Lhe a entrar? O mundo jáz no maligno... e tu amas o mundo, ao ponto de insistires em ser igual ao mundo??? Em assumir para ti as mesmas práticas malignas do mundo??? Em enfatizar grana, em praticar o desamor? Em cultuar a ti mesma em sua religião falida, em reuniões cheias de barulho e de pessoas vazias sem a Presença do Senhor? Onde está a tua fé, manifesta em tuas obras? O mundo precisa ver Jesus em ti, e tu lhe mostra Mamom? Querido(a), fé e obras andam juntas!!!!! Fé sem obras é morta e, portanto, torna-se a crença institucional religiosa de um cadáver espiritual!

O pastor David Wilkerson, que hoje está com o Senhor, pregou em 2001 uma mensagem profética intitulada "As Torres Caíram - Mas Não Compreendemos o Significado da Mensagem!" (disponível em: https://worldchallenge.org/pt/newsletter/torres-ca%C3%ADram-mas-n%C3%A3o-compreendemos-o-significado-da-mensagem). Deus permitiu as torres caírem e hoje está permitindo o vírus chegar. Eu quero me apropriar dessa mensagem, afirmando: "A Doença Veio - Mas Ainda Não Compreendemos o Significado da Mensagem!". Faço das palavras do pastor David as minhas: "Eu lhes fiz prosperar acima das outras nações. Mesmo assim, durante anos vocês persistem na adoração de ídolos de ouro e prata. Tenho agüentado sua sensualidade vergonhosa, a zombaria do sagrado, o derramamento de sangue inocente, o seu esforço incansável para Me remover da sociedade. Agora o seu tempo está acabando". Durante muito tempo fomos uma nação que esteve longe dos terríveis acontecimentos mundiais; nesse sentido temos sido abençoados por Deus. Mas esse tempo acabou.

Que possamos ter os corações despertos para a mensagem de arrependimento que o Senhor tem pregado para nós por meio das circunstâncias mundiais e assim nos voltarmos para Ele, que é rico em perdoar. Que esse despertamento estenda-se aos corações daqueles que se chamam pelo nome de Cristo e que professam ser Igreja do Senhor, de forma que o Espírito Santo restaure o amor como seu modus vivendi. 

Pense nisso!
Graça e Paz!