"E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane; Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos. E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará. Então, se alguém vos disser: Eis que o Cristo está aqui, ou ali, não lhe deis crédito; Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos. Eis que eu vo-lo tenho predito. Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto, não saiais. Eis que ele está no interior da casa; não acrediteis. Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do homem." (Mt 24.4,5,11,12,23-27)
Ser crente está cada vez mais complicado. Antigamente, bastava a Bíblia; hoje, é preciso muito mais do que ela na prática da fé. É preciso uma série de apetrechos de fé! Agora, imagine a quantidade de utensílios que cada uma dessas pessoas tem que ter em casa para praticar a sua fé e assim ser abençoada! Sal grosso, óelo ungido, sabonete da libertação, rosa da cura; toalha, meia, fronha - toda uma linha de "cama, mesa e banho" e, agora, estão vendendo até colher de pedreiro! Tudo, segundo adquirido por um precinho de "irmão para irmão", com unção imbutida e garantia de que funciona. Será que as simonias (dic. Aurélio: "Tráfico de coisas sagradas ou espirituais, tais como sacramentos, dignidades, benefícios eclesiásticos, etc.") vêm "certificado de garantia"? Vem com manual de instruções? Se não funcionar, é possível devolver o produto e ter o dinheiro empregado na compra de volta? Se a unção acabar, tem como recarregá-la e assim poder continuar utilizando o produto? O produto é certificado? E a instituição que o vende, tem sistema de gestão da qualidade ABNT NBR ISO 9001 certificado? Tem SAC?
Como ser crente em nossos dias? Como ser crente num mundo onde cada vez mais o capitalismo selvagem domina as relações humanas e até as espirituais, onde para se ter a suposta bênção de Deus é preciso comprá-la por dinheiro (comprar: adquirir por dinheiro) das mãos de supostos "representantes de Deus"? Deus tem representantes comerciais? Deus vende produtos? E a Igreja, deve ser um local de comércio de mercadorias da fé - um "covil de salteadores" - ou um local que preze pela pregação do Evangelho do Reino dos Céus, de comunhão e ensino bíblico que possibilite o crente "não amar o mundo, nem o que no mundo há"? As Parábolas do Reino, conforme o Evangelho de Mateus, são P-A-R-Á-B-O-L-A-S! Parábola é "uma narração alegórica na qual o conjunto de elementos evoca, por comparação, outras realidades de ordem superior", ou seja, de forma simples, parábolas são comparações entre verdades espirituais com coisas simples, cotidianas, humanas, de forma que as verdades e realidades espirituais possam ser facilmente entendidas pelos ouvintes. Estou apenas antevendo mais um possível ensino antibíblico e herético com base nas parábolas, como por exemplo "A Parábola da Pérola de Grande Valor" ou "A Parábola do Tesouro Escondido". Quem lê, entenda.
Não adianta: quem não conhece sobre um tema e insiste falar sobre ele, só fala coisa errada! Insistem em falar sobre a Bíblia, insistem em pregá-la, sem nenhum conhecimento sobre ela! Nunca a estudaram - o que é notório - e tenho dúvidas se pelo menos leram-na completamente. São erros e mais erros, erros grosseiros, crassos; erros que um bom aluno de Escola Dominical, assíduo e aplicado, jamais cometeria. Erros inaceitáveis para um dito apóstolo! Basta ler a Bíblia e rapidamente vê-se que ela JAMAIS ENSINOU esse comércio de "coisas santas". Não é à toa que os irmãos presbiterianos classificaram uma "igreja" e sua "co-irmã" como sendo heréticas e desviadas da verdade (seitas ou sinagogas de satanás) (http://www.executivaipb.com.br/Atas_CE_SC/SC/SC%202010/doc31_244.pdf e http://www.executivaipb.com.br/Atas_CE_SC/SC/SC%202010/doc31_226.pdf).
Jesus, em Mateus 24, advertindo seus discípulos e a nós, disse: "E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos. Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos." (Mt 24.11,24) Falsos profetas ou pseudo-profetas: profetizam mentiras, fruto de suas maquinações malignas, incentivadas e potencializadas pelo inferno. CUIDADO: Falsos profetas e falsos cristos fazem milagres! Não dá para reconhecê-los como falsos pelo que eles fazem, porque eles fazem "tão grandes sinais e prodígios"! É possível afirmar que o falso demonstra ter muito mais poder do que o verdadeiro! Ora, se não são os sinais e prodígios a base de reconhecimento dos falsos, dos ministros de satanás, qual é a base então? Como os escolhidos podem reconhecê-los? Simples: pelos ensinos deles! Pelo que eles dizem! Basta comparar os ensinos deles (e de qualquer um) com os ensinos da Bíblia - a BÍBLIA É O PADRÃO DE COMPARAÇÃO! Comparando o padrão com aquilo que é dito estar conforme o padrão é possível avaliar o quão próximo ou distante isto está daquilo que é a referência. Em que cremos, com referência a Bíblia? Cremos que a Biblia é a Palavra de Deus, divinamente inspirada e sem erro quando escrita em sua forma original, sendo a única regra de fé e de prática do cristão (2 Tm 3.16; 2 Pe 1.21). Inspirada, do grego theopneustos, significa que Deus soprou Seus pensamentos na mente dos escritores humanos, de forma que mesmo sendo livres para escrever, eles escrevessem apenas aquilo que Deus os inspirou para escrever, preservando-os de erros doutrinários. O homem escreveu o que Deus revelou pelo Espírito Santo.
PARÊNTESES: O argumento da performance, frequentemente levantado por pessoas estão dentro de Igrejas mas que não conhecem o mínimo da Bíblia cai por terra diante da predição profética de Nosso Senhor registrada em Mateus 24. Os argumentos performistas são os piores do gênero, sem base bíblica alguma:"Fulano curou, fulano libertou, fulano fez o céu ficar mais azul" "O que você fez? Faça o seu e deixe o ungido fazer o dele! Quem é você para julgar! Você será julgado/amaldiçoado/condenado ao inferno/arderá no mármore do Hades/ficará mudo/perderá a vida por estar falando mal do ungido do senhor, o apóstolo/bispo/pastor/missionário/padre/papa/vice-deus/secretário celestial" e outras papagaiadas do tipo. Interessante é que ninguém analisa o que o dito-cujo ensina, só argumentando com base na performance dele. Nem sequer analisam o que está sendo dito por você. A Bíblia não serve para nada para esse grupo de "defensores robotizados"; mais vale a palavra do "líder Optimus Prime" do que a Palavra de Deus. Quantas pessoas são e serão enganadas por esses manipuladores de massas! Parece que é proibido pensar, é proibido questionar, é proibido ler Bíblia de forma livre! Façam-me o favor! Sem me estender muito aqui, o juízo errado é o juízo com base num padrão próprio, numa justiça própria; o juízo com base na Palavra de Deus PODE E DEVE SER APLICADO, especialmente diante das HERESIAS E DOUTRINAS DE DEMÔNIOS que são professadas abertamente hoje em dia. Quer seguir falso profeta? Aproveite! Mas depois não venha com conversa fiada e antibíblica, igual a do seu mestre! FECHA PARÊNTESES.
"[...] se possível fora, enganariam até os escolhidos." Veja a sedução do ensino desses falsos profetas e falsos cristos. A sedução é tal, de tal magnitude, tão bem articulada, que o Senhor Jesus declara que se fosse possível, esse ensino seduziria até os escolhidos! Sim, diante de tantos sinais e prodígios da mentira tão portentosos, tão grandiosos, quem não acreditaria que tratam-se de "servos de Deus"? Quem não acreditaria em sua mensagem? Eles fazem coisas grandiosas - grande, do grego megas (se bem que esses que aí estão não passam de falsos profetas mirins diante do que Mateus registra)! Mega sinais, mega prodígios! Tudo isso para enganar, tudo isso para fazer com que as pessoas não pensem sequer em analisar os seus ensinos, mas sim para que estes sejam facilmente assimilados como corretos, como "de Deus". Glórias a Deus que os escolhidos não serão enganados! Não será possível enganá-los! Os escolhidos não se deixam enganar, porque eles comparam o que é dito e ensinado com aquilo que está escrito, com a Palavra de Deus. "Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade" (II Tm 2.15) - obedecido à risca pelos escolhidos!
A que ponto os falsos profetas podem chegar? Muitos falsos profetas já existiram e causaram muitas mortes e decepções: Jim Jones foi um deles. Jones era um adepto da cura pela fé, e via a si mesmo como um profeta, capaz de realizar milagres e com o dom da clarividência. No final dos anos 60, Jones já descrevia o cristianismo com uma religião fabulosa, e recusava a validade dos seus dogmas. Resultado: levou à morte de mais de 900 pessoas no meio de uma selva sul-americana. A fidelidade em relação a ele não se discutia e eram freqüentes as denúncias entre familiares como prova de lealdade. Era absolutamente proibido opinar acerca das regras estabelecidas e sequer sugerir o abandono. (http://history1900s.about.com/od/people/p/jimjones.htm e http://www.oarquivo.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=105:o-pastor-jim-jones-e-o-templo-do-povo&catid=85:religiao-ceitas-e-organizacoes&Itemid=68). David Koresh, líder de um grupo auto-intitulado os davidianos, era supostamente o profeta que iria abrir os 7 selos de Apocalipse 6 e 7, interpretando o significado deles e finalmente transportando seus fiéis discípulos para o Paraíso numa espaçonave. O grupo juntou um verdadeiro arsenal de guerra para a batalha do Armagedom. Resultado: 73 homens, mulheres e crianças, incluindo David Koresh, foram mortos num incêndio na casa onde resistiam a um cerco de 51 dias pela polícia. (Marcelo Gleiser, O fim da Terra e do Céu: O Apocalipse na ciência e na religião - São Paulo: Companhia das Letras, 2001)
O engano que aí está, em verso e prosa na boca dos falsos profetas modernos, é fichinha diante daquilo que ainda virá a existir. Os atuais só querem dinheiro, seus ensinos são pobres, paupérrimos, que visam apenas a grana das pessoas que frequentam suas reuniões. O poder que apresentam dá até vontade de rir (ou de chorar); suas curas e milagres não passam de manipulação, altamente subjetivos e facilmente questionáveis. Vendem utensílios por bom preço, a fim de engordarem suas contas bancárias mais e mais. Só enganam quem quer ser enganado.
Mas, de acordo com a profecia de Mateus 24, haverá dias em que sugirão falsos profetas com poderes assombrosos, que realmente farão milagres grandiosos e tremendos! E eles não irão querer somente dinheiro: vão principalmente querer a alma! É possível afirmar que os falsos profetas do passado e estes que aí estão, no presente, nada mais são do que um prenúncio daqueles que virão no futuro. Todos eles terão entre si algo em comum: ensinos antibíblicos, heréticos, gerados no inferno! O rol de falsos profetas será aumentado, com seus falsos ensinos corroborados por grandes milagres e sinais até que surja o último falso profeta, aquele que será o porta-voz do último falso cristo, o Anticristo! Os sinais desse último falso profeta (besta que sobe da Terra) enganarão àqueles que aceitaram a marca do Anticristo, a besta que sobe do mar, e adoraram a sua imagem. (Ap 19.20) Esse falso profeta "faz grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do céu à terra, à vista dos homens. E engana os que habitam na terra com sinais que lhe foi permitido que fizesse em presença da besta, dizendo aos que habitam na terra que fizessem uma imagem à besta que recebera a ferida da espada e vivia." (Ap 13.13,14)
Quando o Senhor Jesus retornar à Terra, encontrará muitas pessoas vivendo no engano. Mas aí será tarde demais! É preciso estar vigilante, preparado para a vinda do Senhor, para os dias que vivemos hoje que antecedem a Sua vinda! E quanto a você, querido(a) leitor(a)? Está preparado(a) para esse grande dia? Está meditando na Palavra, comparando os ensinos dos homens com ela ou está aceitando qualquer coisa, sem questionar?
Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
CRENTES HIPÓCRITAS? GATO RUIVO DO QUE USA DISSO CUIDA!
Igreja: algo que os profetas no Antigo Testamento não viram, mas que Deus planejou, no Seu Eterno Propósito, estabelecer sobre a face da Terra. Do grego ekklesia, ek-kaleo, "chamados para fora", é conhecida na Bíblia por vários adjetivos, que expressam o seu caráter e propósito: Noiva de Cristo, Coluna e Baluarte da Verdade, Assembléia dos Santos, Primícias, Casa de Deus, Casa de Oração, Porta dos Céus, Igreja de Deus, etc. Pelos adjetivos bíblicos, cujo registro foi inspirado pelo Espírito Santo de forma Plenária e Verbal, é fácil perceber como Deus vê a Sua Igreja.
Hoje, infelizmente, com o advento de movimentos religiosos descaracterizadores como o neopentecostalismo, com seus ensinos hedonistas, feiticistas e até mesmo animistas e panteístas, ficou muito difícil reconhecer o que é Igreja e o que não é Igreja. Infelizmente, numa sociedade cada vez mais tendenciosa e afastada de Deus por seu pecado, onde a desonestidade e a violência grassam casas, famílias e até mesmo instituições anteriormente tidas como referenciais, a lógica prevalecente é a do "balaio de gatos": se você é um gato, ou pelo menos intitula-se desse modo, estará inevitavelmente no mesmo balaio que os demais. Noutras palavras, se um grupo ostenta o nome de Igreja, fala de Jesus e lê a Bíblia (não importando como ou de que maneira) então esse grupo é "reconhecido" como Igreja.
Há muito tempo venho me deparando como argumentos desse tipo, minimalistas e geralmente feitos por pessoas que não querem nada com Deus. Sim, porque se quisessem, se tivessem o mínimo de seriedade e honestidade consigo mesmas, procurariam analisar as coisas antes de fazer julgamentos desprovidos de base factual. "Mas o apóstolo fulano é ladrão, então vocês não são diferentes"; "A igreja XPTO é picareta, a sua também é"; "fulano e beltrano, que são crentes, não valem nada"; e coisas do tipo. Ora, minha resposta - isso quando tenho vontade de responder, porque esses comentários não valem sequer um bilionésimo de bilionésimo de nanômetro de vibração das cordas vocais ou um nanovolt de eletricidade cerebral - oscila entre o "óbvio ululante" e o "inverso do Número de Avogadro de sabedoria". É o dilema de Provérbios: responder o tolo de acordo com sua estultícia ou não?
Há, por outro lado, aqueles que desejam aparecer como "eruditos", metidos a espertos, que insistem em criticar a fé e a Bíblia, sem nunca sequer ter lido-a ou estudado-a com seriedade. "A Bíblia é um livro escrito por homens"; "dãaa", sim, é lógico: foi escrita por 40 homens por cerca de 16 séculos. Ela não é a Palavra de Deus porque foi escrita por Deus, mas sim porque o Espírito Santo inspirou e guardou os escritores bíblicos no registro dos fatos, de forma que eles registraram apenas aquilo que pareceu bem a Deus que assim fosse feito. Ela é a revelação de Deus aos homens, não sobre ciência, literatura ou filosofia, mas revelação sobre Deus, sobre o pecado, sobre o diabo, sobre o juízo eterno, etc., enfim, sobre coisas espirituais.
Mas não escrevo para tratar desse tema - a evidência que merece um veredito - a despeito de sua importância. Não. Escrevo para tratar de outro tema, muito comum atualmente. Trata-se da prática de alguns, que estando fora da Igreja, insistem em acusar aqueles que estão dentro de hipócritas e fingidos, nivelando todo mundo por baixo. Lógico que quem gosta de nivelar outros por baixo é porque precisa urgentemente se ver por cima. Assim, por exemplo, há muitos que amam viver numa vida de pecado e que não querem nem saber de abandoná-lo - "meu precioso", diria o Golam de "Senhor dos Anéis" - e acusam os crentes de serem hipócritas porque estes não compactuam nem aprovam a vida que levam. Sobre isso, Jesus disse: "Se fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; mas, porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia." (Jo 15.19)
Há outros, contudo, que buscam viver segundo a sua própria regra, nunca se submetendo a Vontade de Deus para suas vidas. Pessoas que um dia estiveram na Igreja, mas que a abandonaram num determinado momento de suas vidas. Quando você vai ver os "tipos", acaba descobrindo que são pessoas extremamente problemáticas. Geralmente são pessoas que não conseguem se relacionar com ninguém, nem no mundo. No trabalho, brigam com os colegas; quando na Igreja, brigam com os crentes. Na família, arrumam confusão por nada, desrespeitando pais e mães, sogras e sogros, cunhados e cunhadas; separam filhos de seus pais, destruidores de famílias (e que tem a audácia de dizerem que possuem "ministério de família"). Gente fantasiosa, com mania de perseguição: tudo e todos estão sempre contra eles! Gente que quer impor-se sobre os outros, que quer sobressair a todo custo. Autoritários! Rebeldes e insubmissos! Pessoas doentes de alma. Nunca se vêem como errados mesmo diante dos seus erros crassos, mas rapidamente levantam o dedo para acusarem quem quer que seja que não "reze" segundo a mesma cartilha. Gente que se levanta contra a Igreja. Gente de língua inflamada pelo inferno, como diz Tiago em sua epístola.
Claro, nem todos os desviados (aqueles que abandonam a Igreja) se enquadram neste grupo. Existe gente séria, que saiu da Igreja porque alguém errou com eles. Ou cairam espiritualmente - pecaram - e não encontram misericórdia quando precisaram; ou foram alvo de fofocas destruidoras; ou de cobranças descabidas. Não é desse grupo de irmãos que estou me referindo nessa postagem, que isso fique claro. Essas pessoas são sérias em sua fé, são pessoas de caráter, que infelizmente sofreram um ataque satânico onde não podiam tê-lo sofrido. Talvez, por desconhecimento, se filiaram a uma igreja que nunca foi Igreja, ou quem sabe se depararam com gente não-séria (que está na Igreja por estar, só para a intensificar a própria condenação) numa Igreja séria.
Ora, ainda que numa Igreja verdadeira possa haver vários grupos de pessoas, quem quer viver a fé verdadeiramente, pessoa genuinamenta convertida, e quem quer viver no "oba-oba" e "vamos que vamos" (e eu já vi vários assim, que estão na Igreja atrás de namoro, quer jovens, quer velhos; ou atrás de uma bênção; ou porque tem amigos e/ou parentes lá; ou porque julgam tratar-se de um programa dominical melhor que a TV; ou para se dar financeiramente; ou ainda por muitas outras razões), é um erro grave classificar a Igreja como hipócrita. Tem gente séria que, ao contrário do que dizem as línguas inflamadas pelo inferno, buscam viver vidas santas. E quanto a esses convertidos, são Perfeitos? Sim, mas de forma relativa, isto é, perfeitos à medida que estão em busca da perfeição. Perfeitos à medida que são aperfeiçoados por Deus, da mesma forma que santos quando salvos (ato) e a medida que se santificam (processo). Isso não exclui erros. Ninguém, nenhum ser humano, enquanto estiver na face dessa Terra, estará imune ao erro. Por isso mesmo a Igreja existe. Igreja é o lugar de gente que erra, mas que reconhece seu erro e não se conforma com ele, buscando ao Único que é capaz de perdoar os erros (= pecados) e purificar de toda a injustiça.
Do mesmo modo, NENHUMA Igreja será plenamente perfeita, isto é sem erros, enquanto estiver nesta Terra. Igreja perfeita só se nenhum homem entrasse nela, apenas anjos; se entrar um homem sequer - quem quer que seja - a perfeição acabou. Mas Deus não planejou Igreja para anjos, mas para homens. Do mesmo modo, Cristo não deu Seus dons a anjos, mas sim a homens, dando uns para "apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres" (Ef 4.11). Assim, o dom é sempre maior do que aquele que o recebe; o dom é perfeito, quem recebe o dom não o é. Ainda assim Cristo escolheu dar Seus dons perfeitos a homens imperfeitos. Do mesmo modo, homens imperfeitos pregam a mensagem perfeita do Deus Perfeito. Imperfeições são sempre do homem, nunca de Deus. Mesmo assim, mesmo diante das falhas do Seu povo, daqueles que são genuinamente povo de Deus, Deus na Bíblia chama essa igreja de "Sua Igreja", de "Igreja do Deus Vivo"! Paulo, escrevendo aos crentes da Igreja de Corinto (uma das mais complicadas do Novo Testamento), diz: "à igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados para serem santos, com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso" (I Co 1.2).
Hipócrita? Hipócrita, parodiando Tom Hanks no filme "Forrest Gump", é quem vive na hipocrisia. Quem tem telhado de vidro não deveria lançar pedras no telhado do vizinho, já dizia a velha sabedoria popular. Hipócrita é quem se acha muito bom, melhor do que os outros, que vive uma vida de máscaras escondendo por detrás de suas acusações levianas e de sua vida "meia-boca" a sua real natureza. Aliás, é bom lembrar que não precisa estar numa Igreja para ser hipócrita, ainda que uma vez dentro dela a hipocrisia se manifeste. É possível - e muito fácil até - ser hipócrita sem estar numa Igreja. O que é a atitude de auto-justificativa perante o ardor da alma gerado pelo corte profundo da Espada do Espírito senão uma hipocrisia? O que é esse conceito utilitarista de família, que visa apenas se dar bem às custas de um(a) pobre miserável (o famoso "golpe do baú"), senão uma hipocrisia? O que é o "dissimular com os seus lábios; mas no seu interior entesourar o engano" (Pv 26.24), senão hipocrisia? Gato ruivo do que usa disso cuida, já dizia minha mãe!
Esse texto de Provérbios é bem oportuno! "Quando te suplicar com voz suave, não o creias; porque sete abominações há no teu coração. Ainda que o seu ódio se encubra com dissimulação, na congregação será revelada a sua malícia." (Pv 26.25,26) Onde é revelada a malícia, a hipocrisia, segundo Provérbios? Na C-O-N-G-R-E-G-A-Ç-Ã-O! Deste modo, ao contrário do que a língua falsa acusa, é na Igreja que a hipocrisia é revelada! Por isso essas pessoas odeiam tanto a Igreja: porque ela denuncia, com palavras e atitudes, as suas atitudes pecaminosas, os seus pecados mais interiores, escondidos! Dissimulam de cá, dissimulam de lá; mas basta estarem na congregação para que a malícia de propósito e de atitude seja revelada pelo Espírito de Deus! É na Casa de Deus onde as máscaras caem! É no Templo do Senhor onde o Castiçal brilha com suas Sete Lâmpadas que a hipocrisia - trevas, na prática - são manifestas pela luz da Palavra!
Eu categoricamente afirmo: é infinitamente melhor estar numa Igreja séria, que ama a Palavra de Deus e que busca seguir a paz com todos e a santificação, do que estar no mundo. Erros? Ti-ti-tis? Isso sempre haverá, infelizmente. Onde pessoas se reúnem e convivem, sempre haverá problemas. Na Igreja tem gente complicada? Isso é um pleonasmo vicioso. Mas ainda é o melhor lugar para o homem estar. É claro que esse "estar" deve ser seguido do "ser" ou não haverá benefício real e duradouro. Estar/Freqüentar na/a Igreja não é ser crente, mas aquele que é crente, convertido ao Senhor, busca estar na Igreja. Portanto, deixe a hipocrisia - aquela que você acusa tão firmemente nos outros - e procure primeiramente a Deus, acerte Sua vida com Ele. Permita que Ele exponha e esprema o carnegão do seu pecado; então arrependa-se e entregue Sua vida ao Senhor. Depois, procure uma Igreja séria e filie-se a ela. Então, seja mais um: mais um que não se conforma com a vida e com natureza interior, mas que baseado na Palavra de Deus busca a santificação, aguardando que o Senhor cumpra a Sua promessa: a transformação do corruptível no incorruptível, no mortal em imortal, no imperfeito em perfeito!
Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
RADICAL OU BÍBLICO, MODERADO OU LIBERAL-RELATIVISTA?
Young man, up on the hillside (Um jovem na colina)
Teaching new ways (Ensinando novos caminhos)
Each word, winning them over (Cada palavra, conquistando-os)
Each heart a kindled flame (Em cada coração, uma chama acesa)
Old men, watch from the outside (Os anciãos, olhando de longe)
Guarding their prey (Vigiando sua presa)
Threated by the voice of a paragon (Ameaçados pela voz de um exemplo)
Leading their lambs away (Guiando suas ovelhas para longe)
Leading them far away (guiando-as para bem longe)
Nobody knew his secret ambition (Ninguém sabia sua ambição secreta)
Nobody knew his claim to fame (Ninguém sabia sua reputação)
He broke the old rules steeped in tradition (Ele quebrou as velhas regras mergulhadas em tradições)
He tore the holy veil away (Ele rasgou o véu sagrado)
Questioning those in powerful positions (Questionando aqueles em posições poderosas)
Running to those who called his name (correndo para aqueles que chamavam seu nome)
But nobody knew his secret ambition (Porém, ninguém sabia que sua ambição secreta)
Was to give his life away (Era a de entregar sua vida.)
His rage, shaking the temple (Sua ira, fazendo o templo tremer)
His word to the wise (Sua palavra para o sábio)
His hand, healing on the seventh day (Sua mão, curando no sétimo dia)
His love wearing no disguise (Seu amor sem disfarces)
Some say, death to the radical (Alguns dizem: Morte ao radical!)
He's way out of line (Ele está ultrapassando os limites!)
Some say, praised be the miracle (Alguns dizem, abençoado seja o milagre)
God sends a blessed sign (Deus nos enviou um sinal abençoado)
A blessed sign for troubled times (Um sinal abençoado para tempos difíceis)
Nobody knew his secret ambition (Ninguém sabia sua ambição secreta)
Nobody knew his claim to fame (Ninguém sabia sua reputação)
He broke the old rules steeped in tradition (Ele quebrou as velhas regras mergulhadas em tradições)
He tore the holy veil away (Ele rasgou o véu sagrado)
Questioning those in powerful positions (Questionando aqueles em posições poderosas)
Running to those who called his name (correndo para aqueles que chamavam seu nome)
But nobody knew his secret ambition (Porém, ninguém sabia que sua ambição secreta)
Was to give his life away (Era a de entregar sua vida.)
(Música: "SECRET AMBITION", Michael W. Smith)
Talvez essa música tenha sido a mais inspirada dentre aquelas que já foram compostas por Michael Smith. Ela retrata o ministério de Jesus e o impacto que esse ministério exercia sobre os vários grupos de pessoas existentes naquela época, em Israel. Enquanto um grupo via em Jesus um milagre dos céus, outro via Nele uma ameaça à sua posição de "líderes ungidos"; obviamente uma referência ao partido dos fariseus. Esse grupo - os fariseus - seguiam doutrinas de homens, as famosas tradições orais que lhes haviam sido transmitidas, usando-as para reinterpretarem, ao seu bel prazer, a Palavra de Deus. Com isso, eles quebravam a Palavra (Mateus 15:3-6). Como o Senhor não seguia as tradições orais, Ele foi duramente atacado por esse grupo religioso em inúmeras ocasiões (Mateus 15:1-14; Marcos 7:1-13).
É interessante como a Bíblia revela-se dia-a-dia como Palavra de Deus, 100% inspirada pelo Espírito Santo. Hoje, o mesmo quadro religioso é visto em muitas igrejas e ministérios, independente da denominação a que pertençam!
Exatamente como em Israel do 1º século E.C., hoje há uma tensão entre dois pólos diamentralmente contrários, entre aquilo que os homens ensinam e aquilo que a Bíblia ensina. O "sola scriptura" - princípio basilar da reforma protestante - vem sendo abandonado e condenado como errado, direta ou indiretamente, pelos pastores, bispos e apóstolos modernos, em prol da elevação de seus ensinos. Assim, combate-se a Bíblia e o seu ensino, colocando-os como "ultrapassados", "impossíveis de serem observados pela geração atual", "radicais", etc. fazendo com que a Palavra de Deus não seja mais a regra de fé e de conduta dos crentes, mas apenas mais um manual religioso. Esses líderes, que assim procedem, elevam o seu ensino pessoal, segundo seu ponto de vista, ao nível anteriormente ocupado pelas Escrituras. Por quê? Porque as doutrinas de homens são combatidas pelas Escrituras: uma coisa é a doutrina do homem, outra é a doutrina de Deus. Ensinos diferentes, de pessoas diferentes, com propósitos finais diferentes. Enquanto o propósito de Deus com Sua Palavra é a salvação do homem, condenando o pecado como tal e revelando ao homem a única solução possível para o mesmo, o propósito do homem com seu próprio ensino é, em geral, interesseiro, motivado pela soberba e pela ganância, pelo desejo de lucro financeiro e de posição social.
Ora, o raciocínio (infernal) é bastante lógico: para que o ensino humano prevaleça é preciso reduzir ou acabar com o status do ensino de Deus, pois são contraditórios; colocando ambos lado-a-lado rapidamente vê-se quão enganoso é o ensino humano. Exatamente como nos dias de Oséias, os sacerdotes rejeitaram o conhecimento; eles "comem da oferta pelo pecado do meu povo, e pela transgressão dele têm desejo ardente." (Os 4.8) Esse texto é bastante revelador: tratam-se de sacerdotes que vivem às custas das ofertas pelo pecado do povo de Deus. Como dito pelo Pr. Caio Fábio, "é a exploração que o sacerdote faz do estilo de vida auto-destrutivo dos indivíduos, aquilo que alimenta o processo, e enriquece os bolsos dos controladores de consciência. Os sacerdotes abençoam a maldade que destrói predatoriamente os próprios humanos". Evidentemente, estes guias religiosos não levam o povo a fugir do pecado, a buscar uma conversão genuína e a desejar a presença de um Deus Santo. Não é necessário muito para entender o ensino bíblico: para o sacerdote, quanto mais o povo pecasse, mais ele enchia a pança! Eles não se importavam o quanto as pessoas eram culpadas de pecado, o ministério para eles tornara-se meio de enriquecimento!
Assim é hoje em dia: não importa se Deus considera pecado a "macumbaria gospel" transvestida de "ato profético"; se isso faz aumentar a frequência dos cultos (e, com isso, as ofertas), ótimo! Não importa se os dízimos e ofertas são motivados pela ganância, pela cobiça desenfreada; se os dízimos e ofertas aumentam às expensas de ensinos antibíblicos como a "teologia da prosperidade", que mal há nisso? Ora, isso é igreja? Isso é Bíblia? É melhor retirar a placa de igreja, substituindo-a por outra mais apropriada; talvez algo como "Centro Ecumênico de Serviços Sobrenaturais".
Abre Parênteses: "Macumbaria gospel" é o termo utilizado para as práticas religiosas por igrejas que NADA possuem em semlhança ou embasamento na Bíblia Sagrada, as quais se assemelham, em altíssimo grau e nível de concordância, às práticas das religiões espíritas e espiritualistas. Aqui estão, por exemplo, as práticas numerológicas, como a recém-proposta pelo autodenominado patriarca manauense, baseada no número 12: no dia 12/12/12 será comemorado o "Feriado da Visão" pelos participantes do M12, com a prática de um jejum de 12 horas, além de um toque de shofar nos 12 primeiros minutos da data, e ao 12h12min, para fechar um “ciclo de 12”. Segundo o líder do M12, os seguidores de sua denominação vão nesse evento “legislar a sua própria causa e buscar a conquista da liberação no trabalho, faculdade e escolas” para que possam “levar as multidões aos lugares selecionados” para o “maior avivamento da história”. Ainda segundo o dito líder, a justificativa para o evento se baseia no argumento de que tal ação é necessária para a “remissão da vergonha nas áreas mais diversificadas”, como “política, moeda, educação, saúde, mídia e a conversão de empresários para que a nação prospere”. É interessante notar que as religiões espiritualistas usam e abusam dessa numerologia barata, propondo eventos grandiosos em datas como essas; por exemplo na mesma data - será coincidência?!? - os adeptos do Movimento Nova Era estão propondo a abertura de portais sobrenaturais, "Portal 12:12:12 - Vórtice da Kundalini", "com uma série de Trabalhos voltados para o desenvolvimento e implantação da Consciência de Unidade em torno da Freqüência da Chave Mestra 111.11. Esta Chave de Luz abre as Frequências e Ativa os Códigos Primordiais deste Universo local, permitindo aos Seres que se encontram em experiência resgatar sua origem divina e propósito, seus dons ancestrais de trabalhar em favor do Grande Plano Diretor Divino, sem descumprir ou derrogar a Grande Lei do Sistema de Portas." (http://vivendonanovaera.blogspot.com.br/2012/04/conexao-profunda-distancia-portal.html). Assim, o que o "patriarca" propõe, sob roupagem gospel, nada mais do que o mesmo proposto por adeptos do MOVIMENTO NOVA ERA.
Reescrevo aqui o parágrafo de autoria de John Ankerberg, no site chamada.com.br: "Existe hoje grande confusão na área dos fenômenos psíquicos, experiências místicas, e ocultismo. Todos eles são vistos como bons, progressistas e de origem divina; devendo, no futuro, fazer parte do aspecto natural e normal da evolução ou potencial humano. Essas são atividades tidas não só como "boas", mas também "seguras". No geral, as realidades danosas só são percebidas tarde demais, porque a nossa sociedade rejeita a idéia de poderes demoníacos que enganam deliberadamente sob um disfarce de "bondade". As pessoas da Nova Era não têm idéia de que as suas novas práticas espirituais possam levá-las ao envolvimento com demônios". Deuteronômio 18:10-12 (comp. 2 Cr 33.6) diz calaramente: "Não se achará entre ti... adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal cousa é abominação ao Senhor..." (http://www.chamada.com.br/mensagens/fatos_nova_era.html). No mesmo pé de igualdade estão as "fogueiras santas", a "unção dos oceanos", "a unção dos bichos", "o shu profético", "o hadouken da fé", "o shoryuken ungido" e outras "gospelices" do gênero. Fecha parênteses.
Os fariseus eram amantes do dinheiro (Lucas 16:14). Jesus os acusou de roubalheira (Mateus 23:25) e de devorar as casas das viúvas (Marcos 12:40; Lucas 20:47). Além disso eles amavam serem vistos e honrados pelos homens, eram cheios de pompa (Mateus 23:5-12; Marcos 12:38-40; Lucas 16:15; 20:46-47). Não é exatamente isso que vemos hoje? Ser pastor está em desuso, é um título inferior; muito mais pomposo é ser chamado de apóstolo; para outros, o título apóstolo é pequeno, por isso buscam ser chamados de patriarcas. Qualquer dia desses - quem viver, verá - surgirão outros dizendo que esse título também é pequeno; serão chamados "Governadores do Reino de Deus", e outros ainda pior. Por um momento, fico pensando o que seria dessas mega-corporações religiosas e de seus mega-super-ultra líderes pomposos se, por algum razão qualquer, o dinheiro deixasse de existir... Será que a fé se manteria a mesma? E a teologia da prosperidade, continuaria sendo "a última bolacha do pacote da revelação"?
Jesus muito provavelmente era tido como radical em seus dias. Afinal, sua mensagem era radical, combatendo o pecado e exigindo mudança. Ele entrou no Templo e saiu distribuindo chicotadas nos vendilhões que ali estavam, os espertalhões da fé de sua época: "E, entrando no templo, começou a expulsar todos os que nele vendiam e compravam, dizendo-lhes: Está escrito: A minha casa é casa de oração; mas vós fizestes dela covil de salteadores." (Lc 19.45,46) Seus ensinos até hoje são considerados radicais pela humanidade perdida e longe de Deus. Do mesmo modo, seus discípulos foram considerados radicais pelas autoridades daquela época; por exemplo, Policarpo foi exortado pelo procônsul a considerar a sua idade e amaldiçoar a Cristo, reunciando a sua fé, para ser salvo da morte por ser cristão, obtendo como resposta de Policarpo "sirvo a Cristo há oitenta e seis anos e não me fez algum mal: como posso blasfemar o meu rei, aquele que me salvou?" Agora, isso é radicalismo ou é fé? Do mesmo modo, os livros do Antigo e do Novo Testamento são inflexíveis ao condenar o pecado como tal, sem deixar espaço para argumentações; seria Deus também um radical? E quanto ao Espírito Santo, cuja Palavra de Deus diz que Ele tem ciúmes de nós, crentes em Cristo; seria isso também radicalismo?
Faço a seguinte pergunta, na linha do pragmatismo que tomou conta de muitas igrejas: se Jesus era radical, como querem os defensores da "fé paz e amor" e do anti-dogmatismo bíblico-teológico, mais conhecido como liberalismo, então ele estava errado? O que ele produziu com sua vida e ensino? Há frutos - mudança de vida, para melhor - na vida daqueles que procuraram seguir, à risca, os ensinos do Mestre? Outra pergunta: o que o liberalismo tem produzido de positivo na sociedade: Houve redução da criminalidade? Houve redução na corrupção? Cessou a destruição da família? Está o homem mais próximo de Deus com a sua vida liberal, com seu relativismo ético, espiritual e moral? Que os frutos falem por si mesmos! Talvez você diga: mas pastor, hoje está cheio de evangélicos no Brasil. Onde está a mudança? A mudança, querido, só se dá a partir da Obra do Espírito Santo na vida do homem por meio da Palavra de Deus, ensinada como ela é, sem suavizações ou relativizações. Mude a Palavra de Deus só um pouquinho e ela DEIXA DE SER A PALAVRA DE DEUS e passa a ser PALAVRA DE HOMENS. Altere um pouquinho só a mensagem de Deus para o homem, e ela perde a eficácia divina!
A música acima, numa de suas estrofes, diz assim: "Some say, death to the radical, He's way out of line" (Alguns dizem: Morte ao radical! Ele está ultrapassando os limites!). Você também faz coro com esse grupo? Você diz "fora com esse radical! Ele já passou dos limites com esse radicalismo!" "É por causa desse radicalismo que aquilo não dá certo!" Ora, se ser radical é ter raiz, isto é ser bíblico, então eu digo que sou um radical. Busco ser bíblico no que faço, porque acima de tudo sou crente em Cristo, que ainda crê na Palavra de Deus como REGRA ABSOLUTA E INSUBSTITUÍVEL DE FÉ E DE CONDUTA. Condeno o pecado sim, não tem essa de varrer pecado para debaixo do tapete não; condeno o mesmo em todas as esferas! Por quê? Porque Deus assim o faz! Você, que defende o liberalismo e o relativismo, por favor, explique para uma vítima de violência que tudo que ela sofreu não passa de algo relativo. Explique para a família que perdeu seu esposo e pai, vítima de assassinato, que tudo isso é normal, é assim mesmo. Explique para uma vítima de estupro que ela não deve considerar o que ela sofreu como absoluto não, que ela deve considerar as coisas da perspectiva do estuprador, do desenvolvimento e das necessidades dele. Diga para o filho abandonado na tenra infância com a mãe pelo seu pai, por pura sem-vergonhice do sujeito que não sabe se controlar diante de um rabo-de-saia e vai atrás de uma após outra - o famoso garanhão, quando este for adulto, que todas as marcas e sofrimentos que ele traz na alma são relativos, que ele precisa ver o lado do progenitor dele, o coitado com seus impulsos sexuais incontidos... Explique para essas pessoas que "tudo isso é normal hoje em dia, que é assim mesmo, que não precisa fazer essa confusão toda por tão pouca coisa"...
A Bíblia condena estas e outras ações como pecados, com condenação ao inferno aos praticantes se não se arrependerem e entregarem a vida à Cristo. Aqui, mais uma vez, estou me referindo a algo sério, não a isso que fazem hoje em dia: dizendo-se convertidos, tornam-se piores do que os não-convertidos. Condenar esses e outras atitudes como pecados é ser radical? Pregar contra isso é ser radical? Procurar viver de forma correta e assim ensinar outros é ser radical? Ensinar que Cristo Jesus é a Única Solução para o pecador é ser radical? Então eu sou sim, com muito prazer, o primeiro da fila! Na verdade, isso que hoje chamam erroneamente de radicalismo já foi chamado em épocas passadas de ortodoxia, de fundamentalismo, de "ser bíblico", de "ser evangélico".
Voltando ao tema: Você quer viver no oba-oba e no "vamos que vamos"? Quer viver de forma contrária ao que ensina a Bíblia? Ou quer mudar a verdade de Deus em mentira, alterando aquilo que Deus estabeleceu? Quer suavizar a mensagem sagrada? Quer banalizar a fé cristã, pela qual homens de Deus morreram no passado para que esta fé chegasse até nós, hoje? Com todo respeito, problema seu! É você - e só você - comparecerá diante de Deus naquele dia e só você que sofrerá as terríveis consequências disso. Céu e Inferno são lugares reais, assim como Deus e o diabo são pessoas reais. Viva como for do seu gosto, afinal o corpo é seu e a alma é sua; só não venha exigir que eu concorde com isso e faça o mesmo que você! Só não diga, depois, que você não foi avisado! "A Lei e o testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva." (Is 8.20)
Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!
sexta-feira, 13 de julho de 2012
VEM E SEGUE-ME OU VEM E SEGUE-O?
"Vou seguir... os passos de Jesus". Assim começa o refrão de uma famosa música cristã. Seguir ao Senhor Jesus, essa é - ou deveria ser - a meta, o objetivo maior, de todo aquele que crê e aceita a Jesus Cristo como Único e Suficiente Senhor e Salvador pessoal. Seguir o Mestre de Nazaré... Como? Seguir tudo aquilo que a Sua Palavra - a Bíblia Sagrada - ensina. Essa era a meta antiga de todos os crentes evangélicos praticante em décadas passadas. Aliás, é bom que se diga que naqueles dias, o crente evangélico era praticante, ou seja, ele praticava a sua fé - não apenas indo em cultos na sua igreja, mas buscando SEMPRE, em TODOS OS MOMENTOS, checar se a sua vida estava sendo vivida realmente de acordo com aquilo que a Bíblia ensinava e ensina.
Por isso mesmo, era importantíssimo, era vital a compreensão da Bíblia Sagrada. Esta não era um livro "optativo", um "manual de direitos" como hoje infelizmente muitos assim a compreendem; tampouco era um livro a ser interpretado segundo o que cada um entendia, mas era O LIVRO, interpretado COM TODO CUIDADO E AUXÍLIO DO ESPÍRITO SANTO, de acordo com as regras de HERMENÊUTICA BÍBLICA, de forma a não se inventarem doutrinas novas, nem se imporem interpretações estapafúrdias ao texto sagrado. A Teologia - a qual muitos hoje criticam porque simplesmente ignoram (desconhecem) o que venha a ser, do que trata, etc. - era preciosa, era importante; nessa época, muitos e muitos seminários bíblicos e teológicos surgiram. A Bíblia e seu ensino (sistematizado na teologia, porque é isso que via de regra faz a teologia: sistematiza os ensinos bíblicos, organizando-os de forma compreensiva e lógica) era a base da fé. Ensino e crença em doutrinas anti-bíblicas, heresias no bom vernáculo, eram a forma pela qual se identificavam as SEITAS (não a igreja). DESVIOS DOS ENSINOS BÍBLICOS NÃO ERAM TOLERADOS DE FORMA ALGUMA, pois isso implicava em desvio da fé! As Escolas Bíblicas (EBDs), realizadas em geral aos domingos pela manhã antes do culto matutino, eram "seminários em miniatura": a Bíblia era ensinada com conhecimento e sabedoria do Alto; os mestres da EBD eram crentes evangélicos que se esmeravam em CONHECER e PRATICAR as Escrituras. Não raro, muitos e muitos mestres de renome se assentavam para ouvir e ensinar nas EBDs e as classes eram L-O-T-A-D-A-S, por multidões de irmãos ávidos pelo conhecimento!
Porque quase a totalidade de crentes evangélicos naquela época seguiam a Jesus de perto - porque seguiam a Palavra de Deus, a bússola do viajante na qual o norte era sempre o Mestre dos mestres - eles eram fortes e saudáveis, espiritualmente falando. Não raro havia sinais e maravilhas - genuínos - realizados pelos crentes evangélicos. O autor desse texto, que se converteu na última hora daquela época de ouro, foi testemunha de vários sinais e maravilhas sendo realizados por aqueles irmãos. Do mesmo modo, naqueles dias havia temor de Deus nos corações dos crentes evangélicos que viviam naquela época, que se manifestava de duas maneiras principais (não descartando outras, é claro): TEMOR EM ENSINAR O QUE A BÍBLIA ENSINAVA (E ENSINA), sem distorções e TEMOR EM CRITICAR ENSINOS SEM CONFRONTÁ-LOS PRIMEIRO COM A BÍBLIA. Noutras palavras, o salutar costume dos crentes de Beréia era comum!
"E logo, de noite, os irmãos enviaram Paulo e Silas para Beréia; tendo eles ali chegado, foram à sinagoga dos judeus. Ora, estes eram mais nobres do que os de Tessalônica, porque receberam a palavra com toda avidez, examinando diariamente as Escrituras para ver se estas coisas eram assim. De sorte que muitos deles creram, bem como bom número de mulheres gregas de alta posição e não poucos homens." (At 17.10-12)
Deste modo, naqueles dias, os crentes evangélicos seguiam suas lideranças SE, E SOMENTE SE, estas fossem fiéis a Palavra de Deus. A mudança de igreja, congregação ou mesmo denominação só acontecia OU por mudança de endereço residencial (e em último caso, quase se o crente mudasse de estado ou país, porque só de bairro não causa suficiente) OU em caso de desvio de conduta - adultério ou roubo - pelo líder (raríssimo naqueles dias) OU quando o líder daquela igreja (em geral, pastor ou bispo, não existiam apóstolos naqueles dias) abraçava e ensinava heresias, apostatando (ou seja, desviando-se) da fé. O autor desse texto mudou-se de igreja uma única vez, extamente porque de forma clara e aberta, sem nenhuma espécie de temor do Senhor, o líder da igreja que ele era membro havia esposado doutrinas do inferno, ensinando outro evangelho, o qual o apóstolo Paulo nos manda anatematizar (ou seja, amaldiçoar, reprovar energicamente). Sair da igreja, noutra hipótese, era por desvio da fé.
E hoje? Sinceramente, dá vontade de chorar...
Hoje, a fé evangélica mudou. Ser evangélico hoje, para muitos, é ser uma espécie de autômato. Há muito mais emoção do que razão. Há muito mais doutrinas anti-bíblicas sendo produzidas DENTRO DA "IGREJA" do que fora dela. Fora da igreja a coisa se manteve mais ou menos estável do ponto de vista de criação de falsos ensinos, do que dentro; houve uma explosão de heresias, ditas bíblicas sem o sê-lo, produzidas em profusão por lideranças. Hoje, perdeu-se o temor de Deus: alguém levanta-se a si mesmo como pastor, bispo ou apóstolo; produz uma série de ensinos sem pé nem cabeça, defendidos como "a última revelação", como um novo "apocalipse", onde o auto-proclamado líder, no auge do hedonismo e vaidade, proclama-se a si mesmo quase como o "assistente de Deus", "a última bolacha do pacote". Como condenar os livros apócrifos e pseudoepígrafos, se as pregações e ensinos desses líderes são mais heréticos do que o Pastor de Hermas, do mesmo pé que os ensinos contidos no evangelho da Infância! Ressucitam heresias antigas, já amplamente condenadas pela Igreja ao longo dos séculos (como arianismo, sabelianismo, montanismo, marcionismo e outras) e as recheiam com novas! Estes homens, a partir dos falsos ensinos que tão seguros de si ensinam, estão, na prática, anulando a inerrância das Escrituras. Qualquer dia farão para si mesmos uma bíblia, com os livros que eles acham correto, acescentado às interpretações sem pé nem cabeça deles, e dirão: "Deus me revelou, a mim ungido máximo do Senhor, grande apóstolo da era de Laodicéia, quais os livros que devem estar no cânon bíblico; daí, preparei com a ajuda da revelação sobrenatural dada esse novo cânon, porque o antigo está errado! E só a mim foi dada a chave para correta interpretação desse novo cânon!" Quem viver, verá!
O que se vê, hoje, é que ao invés dos crentes seguirem a Cristo, estão seguindo homens, sem ponderar sequer se estes homens estão seguindo ao Senhor ou não. Não há nada errado em seguir ao líder, ao pastor da igreja, DESDE QUE ELE SIGA AO SENHOR. Seguir ao Senhor Jesus - manifesto pelo seguir e esmerar-se em seguir a Bíblia - é a chave, é o cerne da questão, a pedra principal. O problema é que muitos substituiram a pedra principal, de esquina, pelo culto a personalidade, pelo carisma pessoal, pela fama do líder e da igreja. A grande prova disso é que estão reduzindo as Escrituras a um papel de somenos importância para a fé e a prática cristã, por não a usarem para aquilo que ela foi designada - regra de fé e prática, ou sola scriptura! O ensino que vem dos púlpitos não é checado com aquilo que a Bíblia diz, ela não é mais o padrão de medida. O padrão de medida foi abandonado! O problema é que seguir o líder que não segue ao Senhor é o mesmo que um cego seguir outro cego. O resultado disso é inevitável: os dois cairão no abismo!
Leia a sua Bíblia! Estude-a! Compare as coisas espirituais com as espirituais, o que é ensinado com o que está escrito na Palavra! Lembre-se: "Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho." (Sl 119.105)
A quem você, querido leitor, está seguindo de fato? Ao Senhor Jesus ou a outro senhor?
Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!
sábado, 23 de junho de 2012
PROVADOS POR DEUS!
"Estou passando pela prova", "a prova tá difícil!", etc são algumas expressões outrora comuns no meio evangélico antigo, do século passado, especialmente em voga na década de 80/90, a "golden age" do evangelicalismo brasileiro. Uma época onde o cristão evangélico, de forma geral, buscava ser leal em sua procura pela graça de Deus, a fim de ser fiel à revelação que Deus fez de si mesmo em Cristo e nas Escrituras. Naqueles dias, não havia confusão entre a fé evangélica e uma visão peculiar ou esotérica da fé cristã. Não era uma inovação recente. A fé evangélica era o cristianismo original, bíblico e apostólico.
O que significa ser provado por Deus? Significa basicamente um crente em Cristo, fiel ao Senhor, vivenciar uma ou mais privações ou situações adversas de intensidade considerável, por um período de tempo determinado pelo Senhor, com o objetivo de evidenciar, na vida do crente, uma ou mais características ligadas a sua fé (perseverança, dependência em Deus, paciência, fidelidade, domínio próprio, etc).
Na Bíblia, em diversos episódios, vemos Deus colocando à prova seus servos. Por exemplo, Deus conduziu o seu povo, Israel, pelo deserto por 40 anos, por uma caminho circular saindo do Egito em direção à Terra Prometida, quando simplesmente podia tê-los guiado numa linha reta. Por que? A própria Bíblia responde: "E te lembrarás de todo o caminho pelo qual o Senhor teu Deus tem te conduzido durante estes quarenta anos no deserto, a fim de te humilhar e te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias ou não os seus mandamentos." (Dt 8.2) O propósito de Deus era provar o Seu povo, de forma que cada pessoa (e não Deus, que é onisciente, ou seja, tem todo o conhecimento) visse, na realidade, o estado do interior do seu coração quanto à fidelidade ao Senhor. Eles precisavam ver o seu real estado espiritual, cada um deles, fim de que pudessem buscar ao Senhor para tratamento de suas mazelas. Afinal, o médico só é procurado quando sabemos que estamos doentes ou que potencialmente podemos ficar doentes. O propósito de Deus era fazer bem a eles! (8.16)
No período de Juízes, vemos mais uma vez colocando Seu povo à prova. Ele fez isso a partir das nações gentílicas, extremamente malignas, que não foram desterradas por Israel conforme o Senhor ordenara. Josué havia deixado que estas nações ficassem naquela terra e essas nações influenciaram negativamente o povo de Deus, os quais passaram a servir aos falsos deuses (baalins e astarotes) daquelas nações, sendo por elas subjugado em escravidão e violência. Eles então clamavam ao Senhor e este, ouvindo o clamor, se compadecia deles e levantava juízes para os livrar. Porém, quando aquele juiz morria, o povo, uma vez livre, voltava a cair novamente no mesmo erro, no mesmo pecado. Juízes 2:19 nos mostra isso com muita clareza: "Mas depois da morte do juiz, reincidiam e se corrompiam mais do que seus pais, andando após outros deuses, servindo-os e adorando-os; não abandonavam nenhuma das suas práticas, nem a sua obstinação". Daí, "se acendeu contra Israel a ira do Senhor, e ele disse: Porquanto esta nação violou o meu pacto, que estabeleci com seus pais, não dando ouvidos à minha voz, eu não expulsarei mais de diante deles nenhuma das nações que Josué deixou quando morreu; a fim de que, por elas, ponha a prova Israel, se há de guardar, ou não, o caminho do Senhor, como seus pais o guardaram, para nele andar." (Jz 2.20-22)
É preciso deixar bem claro que provação não é tentação. Deus a ninguém tenta, é o que diz a Bíblia; cada um de nós é tentado por nossas próprias concupiscências, por nossas cobiças interiores. Na prova, as nossa real natureza surge, aflora, ficando evidente o nosso real estado espiritual; nesse processo, fica muito claro quais são as nossas dificuldades interiores, as nossas tentações, as quais devemos orar e resistir para não cairmos em pecado e em condenação. Tiago declara: "Ninguém, sendo tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele a ninguém tenta. Cada um, porém, é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência; então a concupiscência, havendo concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte." (Tg 1.13-15)
O objetivo final da prova é, invariavelmente, sermos aprovados por Deus - quer naquela prova específica, quer num contexto mais amplo - ainda que nem sempre o crente obtenha a aprovação. Todas as coisas cooperam para o nosso bem, inclusive as provas. Sobre isso, Tiago declara: "Bem-aventurado o homem que suporta a provação; porque, depois de aprovado, receberá a coroa da vida, que o Senhor prometeu aos que o amam." (Tg 1.12) Provação, aqui do grego "peirasmos", "colocado à prova" (pela experiência do bem, pela experiência do mal, solicitação, disciplina ou provocação, adversidade) é algo que traz bênção, que traz felicidade, para aqueles que obedecem, suportam, perseveram pacientemente a prova. A recompensa da prova, aqui revelada, é tanto presente quanto futura; o homem que se mantém firme é verdadeiramente feliz agora, mas também receberá a coroa da vida.
Se você, querido(a) leitor(a), é um crente fiel, você será posto(a) em prova. Se você deseja mais de Deus, se você quer aumentar a sua fé, ou quer ser mais semelhante ao Senhor Jesus em seu caráter e vida, saiba que há uma prova (ou mais) reservada para você. Deus provará você e, durante a prova, será revelado aos seus olhos com toda clareza as áreas de sua vida que você precisa entregar nas mãos do Senhor, aquelas que você ainda não submeteu ao senhorio do Cristo. A luz gerada pelo fogo da provação iluminará todas as áreas de sua vida, revelando aquilo que até então estava oculto aos seus olhos, aquilo que você sequer considerava como importante. A prova é fácil? Não, não é. Sofrer privação, especialmente num mundo onde a abastança e a passividade são ensinados como ideais para uma vida próspera e feliz, onde o sucesso de alguém é medido por sua estabilidade social e econômica, se revela como algo muitíssimo ruim e doloroso. Não são poucos aqueles que diante da prova cogitam intensamente em "entregar os pontos" e "dar um jeitinho" para resolver a situação; infelizmente, muitos são os que não resistem e assim agem, sendo reprovados por Deus. Na prova, a nossa velha natureza agita-se, buscando a todo custo livrar-se desse estado. Isso é comum. Porém, ceder a estes impulsos, utilizando-se de subterfúgios anticristãos, não é o "padrão de resposta" que Deus espera de cada um de nós.
A prova traz consigo abundância de lágrimas; ela deve produzir em nós abundância de orações intensas, de busca incessante de Deus e de renovação e estreitamento da comunhão no Corpo. Fugir da prova é impossível; você só poderá ser aprovado ou reprovado, nunca evitar a prova. Assim, se você está sendo provado(a) por Deus, entregue-se imediatamente nas mãos Dele, em orações e súplicas no Espírito Santo. Essa prova não vai destruir a sua vida, nem arruinar os seus sonhos e projetos. Ela vai aperfeiçoar a sua vida! Isso mesmo: a prova serve para seu treinamento para a Obra de Deus. Ela ensina, na prática, aqueles valores e caráter grandiosos que todos nós devemos possuir, como a humildade. Somente debaixo da potente mão de Deus é que vemos a nossa pequenez, a nossa fragilidade e a inutilidade e loucura da soberba e do orgulho. São nesses momentos que aprendemos, na prática, que aquele que se orgulha é falto de entendimento, de juízo. Do mesmo modo, aprendemos que a Igreja tem um papel primordial em nossa vida cristã, pois é nela que recebemos o consolo do Espírito a partir da comunhão com nossos irmãos; é nela que somos fortalecidos pelas
orações e pela Palavra de Deus, é nela que tudo o que outrora parecia estranho passa a fazer sentido diante dos nossos olhos.
Amado(a), se você está passando pela prova, não resista a Deus. Saiba que essa prova tem duração definida e que ao final dela o Senhor trará a Sua bênção sobre sua vida. Se, porém, você foi provado e fracassou, volte para o Senhor, quebrantado e contrito; volte para a Casa de Deus, para a comunhão da Igreja. Permita-se novamente ser exortado e edificado por Deus a partir daqueles que Deus instituiu verdadeiramente na Sua Casa para este mister. Você foi reprovado, mas não foi rejeitado, assim como Israel muitas vezes foi reprovado por Deus, mas jamais e em momento algum foi ou será rejeitado pelo Senhor. O Senhor ama Seu povo Israel e eu e você, crentes gentílicos, somos parte do Israel de Deus. Venha, com mágoas e feridas, venha com frustrações e desapontamentos, mas venha! Não importa se você se considera um galho seco, pois o Senhor pode fazer você florescer novamente!
Ofereço para você a mensagem musical abaixo:
Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!
O que significa ser provado por Deus? Significa basicamente um crente em Cristo, fiel ao Senhor, vivenciar uma ou mais privações ou situações adversas de intensidade considerável, por um período de tempo determinado pelo Senhor, com o objetivo de evidenciar, na vida do crente, uma ou mais características ligadas a sua fé (perseverança, dependência em Deus, paciência, fidelidade, domínio próprio, etc).
Na Bíblia, em diversos episódios, vemos Deus colocando à prova seus servos. Por exemplo, Deus conduziu o seu povo, Israel, pelo deserto por 40 anos, por uma caminho circular saindo do Egito em direção à Terra Prometida, quando simplesmente podia tê-los guiado numa linha reta. Por que? A própria Bíblia responde: "E te lembrarás de todo o caminho pelo qual o Senhor teu Deus tem te conduzido durante estes quarenta anos no deserto, a fim de te humilhar e te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias ou não os seus mandamentos." (Dt 8.2) O propósito de Deus era provar o Seu povo, de forma que cada pessoa (e não Deus, que é onisciente, ou seja, tem todo o conhecimento) visse, na realidade, o estado do interior do seu coração quanto à fidelidade ao Senhor. Eles precisavam ver o seu real estado espiritual, cada um deles, fim de que pudessem buscar ao Senhor para tratamento de suas mazelas. Afinal, o médico só é procurado quando sabemos que estamos doentes ou que potencialmente podemos ficar doentes. O propósito de Deus era fazer bem a eles! (8.16)
No período de Juízes, vemos mais uma vez colocando Seu povo à prova. Ele fez isso a partir das nações gentílicas, extremamente malignas, que não foram desterradas por Israel conforme o Senhor ordenara. Josué havia deixado que estas nações ficassem naquela terra e essas nações influenciaram negativamente o povo de Deus, os quais passaram a servir aos falsos deuses (baalins e astarotes) daquelas nações, sendo por elas subjugado em escravidão e violência. Eles então clamavam ao Senhor e este, ouvindo o clamor, se compadecia deles e levantava juízes para os livrar. Porém, quando aquele juiz morria, o povo, uma vez livre, voltava a cair novamente no mesmo erro, no mesmo pecado. Juízes 2:19 nos mostra isso com muita clareza: "Mas depois da morte do juiz, reincidiam e se corrompiam mais do que seus pais, andando após outros deuses, servindo-os e adorando-os; não abandonavam nenhuma das suas práticas, nem a sua obstinação". Daí, "se acendeu contra Israel a ira do Senhor, e ele disse: Porquanto esta nação violou o meu pacto, que estabeleci com seus pais, não dando ouvidos à minha voz, eu não expulsarei mais de diante deles nenhuma das nações que Josué deixou quando morreu; a fim de que, por elas, ponha a prova Israel, se há de guardar, ou não, o caminho do Senhor, como seus pais o guardaram, para nele andar." (Jz 2.20-22)
É preciso deixar bem claro que provação não é tentação. Deus a ninguém tenta, é o que diz a Bíblia; cada um de nós é tentado por nossas próprias concupiscências, por nossas cobiças interiores. Na prova, as nossa real natureza surge, aflora, ficando evidente o nosso real estado espiritual; nesse processo, fica muito claro quais são as nossas dificuldades interiores, as nossas tentações, as quais devemos orar e resistir para não cairmos em pecado e em condenação. Tiago declara: "Ninguém, sendo tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele a ninguém tenta. Cada um, porém, é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência; então a concupiscência, havendo concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte." (Tg 1.13-15)
O objetivo final da prova é, invariavelmente, sermos aprovados por Deus - quer naquela prova específica, quer num contexto mais amplo - ainda que nem sempre o crente obtenha a aprovação. Todas as coisas cooperam para o nosso bem, inclusive as provas. Sobre isso, Tiago declara: "Bem-aventurado o homem que suporta a provação; porque, depois de aprovado, receberá a coroa da vida, que o Senhor prometeu aos que o amam." (Tg 1.12) Provação, aqui do grego "peirasmos", "colocado à prova" (pela experiência do bem, pela experiência do mal, solicitação, disciplina ou provocação, adversidade) é algo que traz bênção, que traz felicidade, para aqueles que obedecem, suportam, perseveram pacientemente a prova. A recompensa da prova, aqui revelada, é tanto presente quanto futura; o homem que se mantém firme é verdadeiramente feliz agora, mas também receberá a coroa da vida.
Se você, querido(a) leitor(a), é um crente fiel, você será posto(a) em prova. Se você deseja mais de Deus, se você quer aumentar a sua fé, ou quer ser mais semelhante ao Senhor Jesus em seu caráter e vida, saiba que há uma prova (ou mais) reservada para você. Deus provará você e, durante a prova, será revelado aos seus olhos com toda clareza as áreas de sua vida que você precisa entregar nas mãos do Senhor, aquelas que você ainda não submeteu ao senhorio do Cristo. A luz gerada pelo fogo da provação iluminará todas as áreas de sua vida, revelando aquilo que até então estava oculto aos seus olhos, aquilo que você sequer considerava como importante. A prova é fácil? Não, não é. Sofrer privação, especialmente num mundo onde a abastança e a passividade são ensinados como ideais para uma vida próspera e feliz, onde o sucesso de alguém é medido por sua estabilidade social e econômica, se revela como algo muitíssimo ruim e doloroso. Não são poucos aqueles que diante da prova cogitam intensamente em "entregar os pontos" e "dar um jeitinho" para resolver a situação; infelizmente, muitos são os que não resistem e assim agem, sendo reprovados por Deus. Na prova, a nossa velha natureza agita-se, buscando a todo custo livrar-se desse estado. Isso é comum. Porém, ceder a estes impulsos, utilizando-se de subterfúgios anticristãos, não é o "padrão de resposta" que Deus espera de cada um de nós.
A prova traz consigo abundância de lágrimas; ela deve produzir em nós abundância de orações intensas, de busca incessante de Deus e de renovação e estreitamento da comunhão no Corpo. Fugir da prova é impossível; você só poderá ser aprovado ou reprovado, nunca evitar a prova. Assim, se você está sendo provado(a) por Deus, entregue-se imediatamente nas mãos Dele, em orações e súplicas no Espírito Santo. Essa prova não vai destruir a sua vida, nem arruinar os seus sonhos e projetos. Ela vai aperfeiçoar a sua vida! Isso mesmo: a prova serve para seu treinamento para a Obra de Deus. Ela ensina, na prática, aqueles valores e caráter grandiosos que todos nós devemos possuir, como a humildade. Somente debaixo da potente mão de Deus é que vemos a nossa pequenez, a nossa fragilidade e a inutilidade e loucura da soberba e do orgulho. São nesses momentos que aprendemos, na prática, que aquele que se orgulha é falto de entendimento, de juízo. Do mesmo modo, aprendemos que a Igreja tem um papel primordial em nossa vida cristã, pois é nela que recebemos o consolo do Espírito a partir da comunhão com nossos irmãos; é nela que somos fortalecidos pelas
orações e pela Palavra de Deus, é nela que tudo o que outrora parecia estranho passa a fazer sentido diante dos nossos olhos.
Amado(a), se você está passando pela prova, não resista a Deus. Saiba que essa prova tem duração definida e que ao final dela o Senhor trará a Sua bênção sobre sua vida. Se, porém, você foi provado e fracassou, volte para o Senhor, quebrantado e contrito; volte para a Casa de Deus, para a comunhão da Igreja. Permita-se novamente ser exortado e edificado por Deus a partir daqueles que Deus instituiu verdadeiramente na Sua Casa para este mister. Você foi reprovado, mas não foi rejeitado, assim como Israel muitas vezes foi reprovado por Deus, mas jamais e em momento algum foi ou será rejeitado pelo Senhor. O Senhor ama Seu povo Israel e eu e você, crentes gentílicos, somos parte do Israel de Deus. Venha, com mágoas e feridas, venha com frustrações e desapontamentos, mas venha! Não importa se você se considera um galho seco, pois o Senhor pode fazer você florescer novamente!
Ofereço para você a mensagem musical abaixo:
Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!
terça-feira, 12 de junho de 2012
LIBERDADE E AMOR, PROPÓSITOS DE DEUS PARA O HOMEM
Por: Sem. Dc. Manoel Guimarães
Nenhum ser humano foi feito para sofrer, apanhar ou ser subjugado
por outra pessoa. Deus nos fez para sermos livres, alegres, certos que toda
liberdade vem d’Ele. O ato de ser livre, ir, vir, agir, pensar, se portar, se
vestir, falar, expressar suas opiniões é algo criado por Deus e é para todos.
Claro, tudo com decência e ordem.
Algo que foi esquecido pelas pessoas é o amor. Vemos que pela
Palavra de Deus, no texto de 1 Corintios 13,
o apóstolo Paulo nos falar que o amor é dom Supremo, sim, claro, de certo que sem
amor para fazer qualquer coisa, nada será tão bom quanto poderia ser se fosse
feito com amor.
Veja, se você cria seus filhos sem amor, sem segurança, respeito,
como poderá exigir deles que te respeitem e te amem como merece!?!
Como poder pedir de alguém o amor se essa pessoa não conhece o que
é amor? Como dar amor se nunca recebeu amor? Como querer ser amado se você não
ama? O que é o amor? Quem é o amor?
Mateus 24 verso
12 nos fala: “e por se multiplicar a iniquidade (PECADO) o amor de
muitos se esfriará”. O que é que você vê hoje na sua sociedade???
Saiba, Deus não te fez para ser capacho ou saco de pancadas, Ele
disse que nós somos “a menina de Seus olhos”, que somos filhos, que somos
herdeiros com Cristo, que não fomos criado para sofrimento.
Precisamos entender que sem amor nada de bom, de positivo, de duradouro acontece. Eu amo minha vida? Eu amo meus
filhos? Eu amo meu trabalho? Eu amo meu casamento? Eu me amo?
A Bíblia nos ensina muito sobre relacionamentos, sobre casamento,
sobre como ser (e por conseguinte agir) no nosso trabalho, de como agir com nossos filhos, de como tratar
a vida conjugal, de como lidar com o pecado, de como resistir às tentações, de
como amar; fala sobre diversos homens que passaram por inúmeras situações da
vida e que acertaram e erraram muitas vezes. Mas o amor de Deus não se anulou
na vida deles e também não se anulou na sua vida, mas sim, Ele sim é o maior
interessado na sua felicidade, Ele é o maior interessado em realizar seus
sonhos, em te dar o melhor desse mundo, em te completar.
Veja, você já deu tanta chance a diversas coisas, deu chance a
pessoas que te magoaram, que te enganaram, que te fizeram chorar, já deu chance ao
pecado... porque você não dá uma chance a Jesus para mudar sua vida? Ele sim,
eu sei que jamais te magoaria! Somente em Jesus você encontrará a graça e a paz necessárias para o seu viver, trazendo plenitude de liberdade e alegria no Espírito Santo!
Deus está a sua espera, o que falta para você vir a Ele?
sexta-feira, 18 de maio de 2012
AQUI SE FAZ... MAS ONDE SE PAGA?
“Aqui
se faz, aqui se paga”. Esse é um dos ditados populares
mais utilizados, sempre referindo-se às conseqüências negativas a serem
imputadas sobre uma pessoa em razão de seu comportamento, entendido como
negativo segundo os padrões individuais de conduta, segundo a justiça própria
de cada pessoa. Em geral, quem utiliza esse tipo de expressão não crê num julgamento
divino ou destino eterno, preferindo acreditar que Deus – ou o destino, ou Força
Maior - julga “aqui e agora” todos segundo suas ações, fazendo da vida
terrena uma espécie de “purgatório dos vivos”, onde cada
pessoa sofre as conseqüências de suas atitudes e é assim purificada por estes
sofrimentos, estando então apta, após a morte, para entrar no descanso eterno.
Inicialmente, é importante deixar claro que, de
fato, todas as ações que praticamos em vida trazem conseqüências sobre nós
mesmos, ou até sobre as pessoas que estão próximas a nós, as quais serão
experimentadas ainda nesta vida. Um pai que não ama seu filho terá sobre si
mesmo as conseqüências do seu desamor, mas seu filho também experimentará os
frutos amargos dessa atitude de seu pai. As conseqüências são diferentes é claro,
mas as conseqüências inevitavelmente virão sobre todo ser humano a seu tempo.
Deste modo, encontramos uma lei universal: a Lei da Semeadura e da Ceifa.
“Não vos enganeis: de Deus não se
zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia
para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o
Espírito do Espírito colherá vida eterna. E não nos cansemos de fazer o bem,
porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos.” (Gl
6.7-9) A Lei da Semeadura e da Ceifa é uma lei universal; ela abrange todas
as ações de todos os seres existentes no mundo, tanto visível quanto invisível,
tanto material quanto imaterial (espiritual). O apóstolo Paulo, escrevendo aos
Gálatas, nos mostra que essa Lei deriva-se da Justiça e da Santidade de Deus – “de
Deus não se zomba”, é o que o apóstolo afirma. Isto é, ninguém jamais
cometerá alguma ação impunemente, sem colher as justas conseqüências sobre seus
atos; isso seria o mesmo que zombar de Deus! Ninguém jamais poderá debochar de
Deus, dizendo: “fiz o que bem quis, e saí impune; nem Deus foi capaz de me julgar!”
Para toda ação, sempre haverá uma reação!
Assim, o homem até hoje colhe as terríveis conseqüências
de sua escolha maliciosa e auto-suficiente no Éden. Ao homem, Deus disse: “E ordenou o SENHOR Deus ao homem, dizendo: [...] Mas da
árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no
dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn 2.16a,17).
O homem não quis dar ouvidos à solene ordem de Deus e assim desobedeceu,
comendo o fruto proibido. Essa foi a ação do homem. Essa ação não passou
impune, pois as conseqüências logo surgiram: a terra tornou-se maldita, a
concepção e desejo da mulher foram afetados e a morte entrou no mundo. O homem
morreu como disse Deus? Sim, morreu espiritualmente e passou a um estado mortal
do ponto de vista físico.
Abre
parênteses: O domínio do homem sobre sua mulher
é conseqüência do pecado cometido, como facilmente se lê em Gn 2.16. A
conclusão lógica é que antes do pecado, antes da queda, a relação homem-mulher
não era uma relação de domínio, mas de co-igualdade. O domínio do homem
estendia-se à criação física, aos animais do campo, as aves do céu, mas não à
sua companheira. Hoje, há muitos pastores e mestres ensinando que a mulher
convertida deve estar “submissa” ao
marido cristão, o que é correto; porém esta submissão, tal qual ensinam, não é
submissão, mas sim dominação. Com isso, acabam estes mestres invertendo a
Palavra de Deus, fazendo com que as relações marido-mulher retrocedam ao Éden
pós-queda, ao invés de ensinarem que em Cristo estas relações voltam-se à Cruz,
exatamente como Paulo ensina em Efésios. Fecha
parênteses.
“Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a
morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos
pecaram.” (Rm 5.12) Novamente, nos ensina o apóstolo Paulo que as consequencias da atitude de
Adão no Éden não ficaram restritas apenas àquele primeiro homem. Elas se
estenderam a todos os homens, pecado e a morte. Toda raça humana tornou-se
pecadora, assim como toda raça humana possui sobre si mesma a terrível
consequencia por seus pecados: a morte, tanto física, quanto espiritual e,
dependendo, até mesmo eterna.
Abre
parênteses: A morte física é a separação da alma
e do espírito do corpo; a morte espiritual é a separação do homem de Deus e a
morte eterna é a separação eterna do homem de Deus. Fecha parênteses.
Note que isso não exclui o fato de que a Terra,
moradia do homem, está ainda debaixo de maldição. O pecado cometido a
amaldiçoou, e esse estado permanece até hoje e permanecerá até a redenção final
da criação ao Seu Supremo Criador. Por causa disso, vivemos num mundo repleto
de perigos mortais, de vírus e bactérias e outros agentes microscópicos
perigosíssimos, capazes de matar o homem ou de causar-lhe sérias deformidades.
Haja vista, por exemplo, o vírus da poliomielite, podendo ocasionar a
destruição de neurônios motores gerando a paralisia flácida dos músculos por
eles inervados (“paralisia infantil”). Isso pode ser chamado de morte em certo
sentido, uma vez que separa a vida da plena saúde. É preciso entender aqui que
a morte, por habitar em nós, causa-nos uma série de degenerações físicas e
biológicas, afetando os mecanismos mais básicos do nosso corpo e assim a nossa
existência. Infertilidade (por alterações na morfologia e mobilidade dos
espermatozóides ou mesmo por dificuldades na ovulação), o câncer, a diabetes, o
glaucoma e outras doenças são, em última análise, conseqüência direta da
atitude rebelde do homem no Éden. Do mesmo modo, figuram as más-formações congênitas,
com os mais variados defeitos físicos.
Abre
parênteses: o espiritismo postula que os defeitos
físicos são o resultado de erros em vidas passadas por parte daquela pessoa.
Assim, se alguém sofre com um aleijão em seu corpo isso se deve, segundo o
espiritismo kardecista, em crimes ou maldades cometidas por aquela pessoa
noutra encarnação. Daí, segundo postulam, aquela pessoa estaria recebendo as conseqüências
por seus erros noutra encarnação, a fim de se purificar e poder tornar-se mais
evoluído. Contudo, a Bíblia Sagrada, Palavra de Deus para os homens, nos ensina
que (1) não existe reencarnação ou pluralidade de vidas; (2) os erros cometidos
por alguém ou são perdoados por Cristo ou então acompanham a pessoa até o julgamento
da mesma por Seu Criador (Hb 9.27; Ap 20, etc). Crer como ensina Kardec é crer
contrário ao que ensina a Bíblia, é crer de forma contrária a fé cristã bíblica
e genuína, é crer em heresia. Fecha
parênteses.
Porém, se as conseqüências dos nossos pecados nos
acompanham enquanto ainda estamos vivos – e isso se dá desde o Éden, como já
foi dito – é preciso considerar, ainda, o resultado desses pecados quando o
homem morre. A morte não é o fim da existência humana; tampouco é um estado de
bem-aventurança eterna independente daquilo que o homem tenha feito em vida. A
morte física é apenas uma passagem para um novo estado: ou para um estado de
vida eterna ou para um estado de morte eterna. O que acontece quando alguém
morre fisicamente? A Bíblia nos ensina que há uma separação da parte material
da espiritual, das quais é composto homem. A parte material – o corpo – fica nesta
Terra, aguardando o dia em que será ressuscitado (corpo reunido novamente a
parte espiritual) por Deus (ou na ressurreição dos justos – I Ts 4.16 ou na
ressurreição dos ímpios – Ap 20.13). Já a parte espiritual – alma e espírito –
tem destino diverso, dependendo daquilo que foi feito enquanto na vida terrena.
O espírito, que é a parte imaterial do homem
responsável pela comunicação deste com o Seu Criador e com o mundo espiritual
volta para Deus, quem o criou. Já a alma, que é a parte imaterial do homem onde
reside sua vontade, intelecto, emoções, etc., ou o homem em si mesmo, pode ou
ir para um lugar de descanso eterno ou para um lugar de tormento, onde ficará
aguardando a ressurreição para condenação final. Esse é o ensino de Nosso
Senhor e Salvador Jesus Cristo: “E aconteceu que o
mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também
o rico, e foi sepultado. E no inferno, ergueu os olhos, estando em
tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio. E, clamando, disse:
Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a
ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta
chama. Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens
em tua vida, e Lázaro somente males; e agora este é consolado e tu atormentado.
E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que
quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá passar para
cá. E disse ele: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai Pois
tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também
para este lugar de tormento”. (Lucas 16:22-28)
Dois homens – o rico e Lázaro; duas vidas vividas
de forma diferente; uma mesma morte física, mas dois destinos eternos
diferentes. Um, teve acesso ao Céu; já o outro, não pode ir para esse bendito
lugar, mas foi condenado ao inferno, lugar de tormento. Sobre este lugar, Jesus
disse que o seu bicho não morre, e o fogo nunca se apaga. (Mc 9.44) É um lugar
de sofrimento, de dor, de tristeza, de angústia; um lugar criado para o diabo e
seus anjos, mas que acaba sendo o destino de muitos e muitos que insistem em
não permitir que Deus os salve, preferindo acreditar em ditados populares ou em
mentiras. Prefere viver a vida ao seu próprio jeito, de acordo com sua própria
justiça, do que sujeitar-se à Vontade de Deus e Justiça de Deus. Gente que
prefere justificar-se em obras, achando que boas obras tem o poder de anular as
más obras cometidas e de justificar sua vida e assim ser salvo ao final de sua
vida. Ora, está escrito: “Porque pela graça
sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das
obras, para que ninguém se glorie.” (Efésios 2:8-9) As boas
obras para nada adiantam, espiritualmente falando, se a vida da pessoa não for
salva pela bondade, pela Graça de Deus. Esmolas, caridade, missas, cultos,
louvores, ofertas, sacrifícios pessoais, etc. para nada servem sem estar o
homem reconciliado primeiramente com Deus.
Como alguém pode escapar da condenação ao inferno?
Vejamos o que Jesus nos diz: “Porque Deus amou o
mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que
nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao
mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por
ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está
condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.”
(João 3:16-18) A resposta é simples: é necessário crer em Cristo! Crer, aqui,
não é uma fé passiva, superficial; é ter um relacionamento com Ele! É entregar
a vida Àquele que entregou a própria vida por cada um de nós. Note que se
houvesse qualquer outra forma diferente de salvação a morte de Jesus na cruz
teria sido perda de tempo, um horror desnecessário. Ao contrário, Cristo morreu
na Cruz por Sua Vontade e Vontade de Seu Pai, a fim de ser O Salvador de todo
aquele que nele crer! Não há, assim, uma variedade de caminhos a se escolher;
ou um punhado de verdades que ao fim dizem a mesma coisa. NÃO! Há só Um
Caminho, Uma Só Verdade e Uma Só Vida, a saber Jesus Cristo, o Filho Unigênito
de Deus.
Quem Nele crer e como resultado disso a Ele se
entrega, confessando seus pecados, recebe Dele a purificação dos pecados, por
Seu Sangue derramado na Cruz. Noutras palavras, Jesus morreu por nós a fim de
que nossos pecados sejam perdoados, de forma que as conseqüências espirituais
dos mesmos recaiam irremediavelmente sobre Nosso Senhor, que morreu na Cruz.
Por isso dizemos que Sua morte foi vicária, isto é, substituta. Já vimos que a conseqüência
do pecado é a morte; assim, o Senhor Jesus foi morto por causa dos nossos
pecados. Ao crermos no Senhor e arrependidos confessarmos nossas culpas e
pecados, automaticamente Deus julga nossos pecados em Nosso Senhor, o qual
pagou as conseqüências por cada um deles, nos perdoando por causa do sacrifício
do Seu Filho. Por isso, quem Nele crê não perece, não experimenta a morte
espiritual, mas recebe de Deus a vida eterna como favor imerecido! Isso é
Graça!
Note que Deus não “passa a mão sobre nossos pecados”, nos tratando como “coitadinhos” ou “fazendo vista grossa” para nossos pecados. Não! Ele trata os
nossos pecados com muita seriedade; daí dar o Seu Filho para morrer por nós. Portanto,
Seu Filho é o Único capaz de nos salvar. Sem crer Nele, continuamos em nossos
pecados, aguardando a justa condenação eterna – conseqüência última dos mesmos –
da qual nenhum homem poderá escapar. Como dissemos anteriormente, haverá um dia
em que os mortos sem Cristo ressuscitarão de onde estiverem, sendo os corpos
reunidos novamente às respectivas almas que no inferno estão hoje, aguardando
esse dia; a fim de que todos compareçam perante o Juiz de Toda Terra, o Juiz de
Vivos e de Mortos, naquilo que a Bíblia chama de Juízo do Grande Trono Branco: “E vi um grande trono branco, e o que estava assentado sobre
ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles. E
vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os
livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados
pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. E deu o
mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles
havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras. E a morte e o inferno
foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte. E aquele que não foi
achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo.”
(Ap 20.11-15) Ninguém escapará! Nenhum homem! Nem mesmo a morte e o inferno
escaparão nesse dia! Perceba que cada um, presente nesse julgamento, será julgado
de acordo com as suas obras! Sem Cristo, as obras nos perseguirão até esse
último dia!
Concluindo:
aqui se faz, aqui se paga, mas lá se paga também! O inferno não é sua morada aqui,
mas pode vir a ser lá, quando você morrer. Não pense que haverá qualquer tipo
de alternativa a isso. Você quer ir para o inferno? Após ter sofrido tanto em
vida, quer viver nesse lugar onde o sofrimento é infinitamente pior do que aqui,
aguardando sem escape o julgamento final já ciente do veredicto - condenado? O
sofrimento humano em vida é pequeno se comparado à esse sofrimento; o corpo vivo
pode adormecer, ser anestesiado, ser curado; sempre é possível experimentar
algum alívio estando vivo; mas naquele lugar, no inferno, não há alívio de
forma alguma! Sofrimento dia-a-dia, 24h por dia, sem descanso, sem escape, sem
sossego, sem socorro; não adiantará gritar, nem se enraivecer ali, nem clamar
por perdão ou misericórdia, não adiantará coisa nenhuma! Você verá seus entes
queridos vivos que se encontram perdidos, sem Cristo, sendo seduzidos e
influenciados pelo diabo, e não poderá fazer nada, até que por fim eles sejam
arrastados para o inferno para sofrer com você! Você os verá sofrer ao seu lado
nesse lugar, e não poderá fazer nada para salvá-los ou aliviar sua dor! Você
verá todas as oportunidades que teve para ser salvo, e não poderá voltar atrás
no tempo! É isso que você quer para si?
Querido(a), você não está lendo esta matéria à-toa.
Deus te ama e deseja muito salvar você! Ele deu Jesus por você, para salvá-lo(a)
do pecado e do inferno! Há um lugar maravilhoso, preparado por Deus,
especialmente para você; um lugar de felicidade eterna, onde não haverá mais
dor, mais sofrimento, tristeza, angústia, fome; um lugar onde Deus mesmo
limpará de seus olhos todas as lágrimas! Toda dor que você experimentou em
vida, serão plenamente removidas naquele dia, e nunca mais você voltará a sofrer
novamente! Venha para Jesus, hoje mesmo; venha como você estiver! Não importa o
que você tenha feito, qual seja a sua vida até hoje, quais sejam os seus
pecados, não importa! Não importa se até hoje você viveu no mais profundo
abismo de trevas e de maldades, Deus te chama assim mesmo! Venha até Cristo,
Ele lhe receberá! Confesse seus pecados, mesmo que sejam grandes ou muitos, a
Ele; e receba Dele o perdão para cada um dos seus pecados! Não há um só pecado seu
que Ele não possa perdoar! Receba o Senhor hoje mesmo em seu coração. Confesse
os seus pecados, aí onde está. Quero propor-lhe a seguinte oração:
Senhor Jesus, reconheço que
sou pecador, reconheço que não há nenhuma justiça em minha vida. Reconheço que
estou longe de Ti, reconheço que estou condenado sem o Senhor. Eu venho nesta
hora confessar os meus pecados ao Senhor [diga quais são, daqueles
que você se lembrar], por favor peço que perdoe-me por cada um deles. Eu
estou arrependido e preciso de Ti como meu Senhor e Salvador. Sei que o Senhor
morreu por meus pecados, assim eu renuncio a minha vida de pecado, de auto-suficiência
e de rebelião contra Ti. Senhor Jesus, eu hoje te recebo como meu único e
suficiente Salvador e Senhor. Peço-lhe que o Senhor entre na vida, no meu
coração e faça morada permanente. Eu me entrego completamente a ti, meu Senhor
e Salvador. Em nome de Jesus, amém!
Se você fez esta oração, crendo
verdadeiramente em cada palavra, você está salvo. Agora, lhe aconselho a procurar
uma igreja evangélica perto da sua casa, onde existam pessoas que amem a Deus e
que estudem a Bíblia com seriedade, para que eles possam
ensinar-lhe como viver para Cristo. Se você desejar conhecer-me
pessoalmente e a Igreja onde me reúno com outros irmãos, me escreva. Será um
prazer conhecê-lo(a) e ser seu amigo!
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