domingo, 7 de junho de 2015
CUIDADO COM O TRIUNFALISMO CRISTÃO
"No mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo." (João 16:33)
No mundo tereis tribulações. Viver nesse mundo é estar sujeito a experimentar tribulações, do grego thlipsis, "aflições, angústia, sobrecarga, perseguição, tribulação". Não há como estar imune a estas tribulações, porque elas são o produto comum, o constituinte inseparável do mundo. Por que o mundo inteiro jaz no Maligno (I Jo 5.19), completamente (em extensão, quantidade, tempo e grau) no Maligno, não pode produzir outro fruto a não ser as tribulações, a serem infligidas sobre os cristãos e sobre toda classe de homens e mulheres. Elas são, portanto, inevitáveis.
Com o avançar do plano de Deus para fim de todas as coisas, devemos esperar ainda mais tribulações. Não há como ser diferente. O cronograma de Deus vai se cumprindo tanto no céu quanto na Terra, Sua vontade é absoluta e de inevitável cumprimento. A Palavra de Deus não cai jamais por terra, ou seja, jamais deixou ou deixará de se cumprir. O que Deus planejou para o fim da atual dispensação ou economia irá se cumprir cabalmente; se olharmos com atenção, já veremos os sinais desse cumprimento. O ódio contra o próximo - a antítese do mandamento de Cristo - está cada vez maior e influenciando cada vez mais e mais pessoas, nas mais diversas nações. A sociedade moderna está falida ou em processo de acelerada falência; o caos social, a abrangente violência sem controle diante da impotência dos governos, os homicídios, sequestros, estupros, e toda a sorte de violência, vistas atualmente, só aumentarão. O que hoje vemos a nível individual se alastrará sem controle, influenciando líderes mundiais. O resultado disso é o que Cristo Jesus predisse em Mateus 24:7a - "Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino". As guerras e o ódio, aliadas ao desamor pelo próximo e ao egoísmo, aumentará grandemente a cobiça, a ganância e a corrupção, influenciando no acesso e na distribuição de alimentos e víveres, havendo escassez e, portanto, fome (Mt 24.7b), o que acirrará ainda mais os ânimos naqueles dias. Alie-se isso ao fato de que os terremotos aumentarão tanto em seus episódios quanto em sua intensidade (Mt 24.7c) e mais violência, mais mortes, mais fome e mais guerras surgirão.
Junto com isso tudo virão as doenças. Hoje, já vemos o ressurgimento de doenças que até então haviam sido erradicadas ou controladas, como a dengue, a febre amarela, a tuberculose, a malária, dentre outras. Junto com elas, virão outras novas doenças ou delas derivadas, pela mutação dos vírus. As bactérias ficarão ainda mais resistentes aos antibióticos. Essas doenças e muitas outras terão alcance mundial, não ficando restritas apenas ao "terceiro mundo"; mesmo Estados Unidos e Europa, até a Ásia e Japão provarão com intensidade a amargura desses dias. Haverá um caos completo nos sistemas de saúde e hospitais; hoje isso já é realidade no Brasil, com o SUS e até na rede privada (a despeito da obviedade das mentiras politiqueiras).
Haverá sinais no céu, como acrescenta Lucas ("[...] haverá também coisas espantosas, e grandes sinais do céu"; Lc 21.11). "Coisas espantosas" é a tradução do termo grego phobetron, "uma coisa assustadora, uma visão temerosa". Hoje, os homens já estão mais do que nunca olhando para o céu e temendo diante do que estão vendo (para exemplificar, assista o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=_GkuGz4diJo). Até os cientistas estão cada vez mais temerosos diante dos possíveis cenários de queda de meteoros no planeta (ver: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/12/141205_asteroides_protege_rp). Veja também a reportagem "Asteroide com seis caudas assombra cientistas", onde um dos cientistas chega a afirmar "ficamos assombrados quando o vimos" (http://noticias.terra.com.br/ciencia/espaco/asteroide-com-seis-caudas-assombra-cientistas,554c0b74c2232410VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html). O temor é tanto que alguns cientistas chegam a "prever" que a Terra experimentará uma nova era glacial em escala global, o fim da lua, a extinção da raça humana, o choque da Via Láctea com a Andrômeda, o esfriamento do Sol, etc. A humanidade pode aguardar muitos outros sinais, ainda mais poderosos e mais atemorizantes que estes.
Assim, a realidade presente a ser ainda mais intensificada e piorada é a realidade que aguarda a humanidade. Não há nenhuma chance de haver paz na Terra, de haver solução aos atuais problemas da humanidade na realidade profética que se aproxima de seu cumprimento. Nenhum político, presidente, rei, governador, deputado, senador, etc. poderá fazer coisa alguma para evitar isso. Nenhuma religião, por mais adeptos que possua, nem nenhum "sacerdote", por mais "poderoso" que se considere ou seja considerado, poderá fazer coisa alguma para deter a vinda desses dias. Nem mesmo a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo pode deter a vinda desses dias. Porém, infelizmente, parece que a Igreja ainda não compreendeu isso. Infelizmente, a fé utópica da "onda triunfalista" a cada dia amplia sua influência na vida dos filhos de Deus.
O triunfalismo, segundo o dicionário Houaiss, é a "atitude excessivamente triunfante; sentimento exagerado de triunfo". Esse ensino gera o comportamento do "super-crente", da teologia da performance, onde o fiel é ""cabeça e não cauda", “amarra e desamarra o Diabo”, “pisa na cabeça da serpente”; "determina a cura, a aquisição da casa própria"; “profetiza restituição, bênçãos e vitórias" e "toma posse de todas as bênçãos" e ninguém o detém! É o evangelho que tem sua ênfase na luta contra o diabo, "o evangelho do "sim" que desqualifica o "não" da existência humana" ("What Has Wittenberg to Do with Azusa?: Luther's Theology of the Cross and Pentecostal Triumphalism", David J. Courey). A base do “triunfalismo” é dizer que, a partir do momento em que o homem aceita a Jesus como seu único e suficiente Senhor e Salvador, não é mais possível que o homem passe a ter problemas na vida sobre a face da Terra, pois a sua comunhão com Deus, a sua salvação lhe traz uma posição de “triunfo”, de vitória sobre o diabo. Portanto, é impossível que o salvo venha a sofrer enfermidades ou quaisquer outras necessidades, em especial, as relativas à vida econômico-financeira (https://pentecostalismo.wordpress.com/2008/02/19/o-triunfalismo/).
O triunfalismo é muito comum nos círculos pentecostais e neo-pentecostais. Isso é muito bem explicado no livro "What Has Wittenberg to Do with Azusa?: Luther's Theology of the Cross and Pentecostal Triumphalism", de David J. Courey. O problema é o silogismo construído em torno da real experiência Pentecostal: segundo essa lógica, se o verdadeiro crente é cheio do Espírito Santo então o único resultado possível é "uma vida cristã vitoriosa, sem nunca experimentar fracasso ou derrota". "O cristão cheio do Espírito é o modelo de afirmação confiante, de superação pela fé, de compromisso inabalável e profunda sensibilidade à voz do Espírito. Acima de tudo, o crente pentecostal é convencido que quando faz o seu melhor, Deus irá fazer o resto" (Courey, op. cit.). Há muitos erros reducionistas e simplificações nessa tese (como por exemplo considerar o enchimento com o Espírito no ato único da experiência Pentecostal), além de ser uma fé fundamentada em slogans, frases de efeito, fórmulas e versículos interpretados de forma isolada dos seus respectivos contextos. Nesse ponto, é preciso deixar claro a separação entre o que ensina o triunfalismo e o que ensina a fé cristã genuinamente bíblica. Apesar do caos que relatei, Cristo triunfará sobre o mal ao final de tudo. Porém, isso se dará após todas as etapas do plano de Deus terem sido cumpridas e a Igreja gloriosa apenas se beneficiará dessa vitória (ou terá sido arrebatada antes desse período ou depois - o pré e o pós-tribulacionismo, segundo a Escatologia Bíblica).
Parêntese: Enquanto o pré-tribulacionismo ensina que a Igreja (a verdadeira, parte da Igreja visível) será arrebatada pelo Senhor Jesus antes do início da Grande Tribulação, o pós-tribulacionismo ensina que os cristãos desta geração serão expostos às aflições finais sob o anticristo, sendo somente arrebatados ao final deste período. Há muitas incoerências entre a tese pós-tribulacionista e a Bíblia (ver: http://solascriptura-tt.org/EscatologiaEDispensacoes/TeoriaArrebatamentoPostribulacionista-JDPentecost.htm). O pré-tribulacionismo é, portanto, a posição teológica aderente com o ensino das Escrituras. Fecha parênteses.
O problema do triunfalismo é que essa posição não corresponde a realidade. Daí, quando o crente triunfalista se depara com os problemas, com as tribulações, ele invariavelmente interpreta isso como "fracasso de sua fé" ou condição espiritual, com perdas inevitáveis em sua fé e auto-estima. Muitos são os que chegam a se desviarem da fé e da Igreja, considerando a si mesmos como "reprovados por Deus"; outros chegam ao ponto de "culparem Deus" por "não ter honrado sua fé e devoção cristã para com o próprio Deus e com a Obra". Courey, na literatura supracitada, menciona o caso da menina Brittany, de 9 anos de idade, filha de pais cristãos pentecostais, que padecia de leucemia, que sucumbiu a morte depois de um longo período de declínio. Sua avó, uma veterana do movimento de cura da década de 50, se manteve "repreendendo o diabo", "suplicando pelo sangue" e "clamando a vitória". Seus pais, no sepultamento, estavam no fim da esperança emocional, dormentes demais para pensar sobre Deus ou qualquer outra coisa; seus irmãos tentavam processar toda confusão teológica e suas emoções conflituosas. Exatamente assim estão diversos cristãos atualmente: maridos que se desviaram da fé ao perderem para doença suas esposas amadas, vendo-as agonizar e definhar mesmo diante de "unções" e "orações de poder"; pais que não conseguem conciliar sua fé com os dramas de seus filhos; jovens que diante dos problemas tendem a cair numa profunda depressão emocional e espiritual, e por aí vai. O fato é que muitos dos que acreditaram na mensagem triunfalista estão hoje decepcionados pelos resultados a longo prazo de sua fé performática.
O problema é que o triunfalismo propõe soluções simplistas a problemas multifacetados, além de enfatizar a meritocracia ao invés da Graça. Nem tudo que acontece na vida do crente em Cristo possui uma única explicação ou forma de interpretação. Nem todas as suas adversidades são "por falta de fé" ou por causa do pecado. Há adversidades que acontecem para o amadurecimento da fé, para o aperfeiçoamento dos santos conforme a imagem do Senhor (I Pedro 2 e ss). Há adversidades que acontecem para a Glória de Deus. Há adversidades que acontecem sem nenhuma explicação aparente; explicação que só teremos SE for da Vontade de Deus e QUANDO for de Sua Vontade revelar-nos tal coisa. O piedoso Jó, a fiel Sunamita (II Reis 4:8-37; 8:1-6), Lázaro (João 11:4), o homem cego de nascença (João 9:1-3), os heróis da fé (Hebreus 11:35-38), etc. nos mostram que as adversidades podem ter vários propósitos e, portanto, explicações. Do mesmo modo, nos revelam que mesmo os filhos de Deus genuínos, fiéis, podem experimentar tais coisas em suas vidas, sem que isso seja por algum demérito espiritual ou moral. Algumas são até mesmo provas de Deus nas nossas vidas. Se Deus fez com que Israel caminhasse por 40 anos no deserto do Sinai, aumentando e muito o caminho para a Canaã, para provar Seu povo (Dt 8.2,3), porque nós suporíamos ser tratados de modo diferente, isto é, uma vida somente de benesses sem reveses?!
É preciso ter cuidado com o triunfalismo cristão. É possível vencer o mundo e o maligno por meio da fé, mesmo sendo perdendo a vida, tal como Nosso Senhor Jesus. Tal como Paulo e os outros apóstolos. Todos venceram o diabo, venceram o pecado, venceram o mundo, triunfaram sobre eles; porém, todos foram mortos por causa do seu testemunho e fé. O Senhor Jesus nos deixou a Sua paz e para nossos sofrimentos temos a Sua Graça, com o divino auxílio intercessor e consolo do Espírito Santo. Isso significa que não há poder em Deus? Que devemos reprimir ou mesmo condenar a experiência pentecostal? CLARO QUE NÃO. Mas precisamos ter equilíbrio em nossa fé. Por exemplo, a cura divina é possível? Sim, lógico; mas a cura divina só acontecerá se o divino, isto é, Deus, assim o quiser. Pode ser que Ele não queira operar a cura divina, pode ser que Ele queira que a cura aconteça por meio das mãos dos médicos; pode até ser que Ele não queira curar. Porém nada disso deve ser interpretado além do que é: se Ele curou fulano, foi por Sua soberana Vontade e Supremo poder e Misericórdia, não pelo mérito humano; se não curou, não foi necessariamente por demérito humano, nem porque não podia ser feito ou porque não amasse a pessoa para fazer tal coisa. O salmista afirma que a morte física do crente fiel é vista pelo Senhor com prazer (Sl 116.15), ou segundo Lutero "a morte dos seus santos é considerada de valor perante o Senhor". Deus considera a morte de seus santos como algo importante, conectada com Seus grandes e eternos planos; conectada com a Glória de Deus e com o cumprimento de Seus propósitos. O pensamento particular na mente do salmista parece ter sido de que como ele tinha sido preservado quando esteve aparentemente tão perto da morte, então isso era porque Deus viu que a morte de um de seus amigos era uma questão de tanta importância que deveria ocorrer somente quando o bem maior pudesse ocorrer por meio dela; Deus não iria decidir sobre isto apressadamente, ou sem as melhores razões; e que, portanto, Deus iria prolongar a sua vida ainda mais. Há além disso uma verdade geral implícita aqui, a saber, que o ato de remoção de um fiel do mundo é, por assim dizer, um ato de profunda deliberação por parte de Deus (Barnes' Notes on the Bible). EM TUDO O SENHOR NOS AMA E SEU AMOR JAMAIS POR NÓS JAMAIS SE ACABA!
Um conselho: descanse no Senhor. Nossa vida está em Suas mãos e Seus planos se cumprirão em nossas vidas. Não tente explicar, de forma reducionista e simplista, o mal na sua vida ou na vida dos outros. Não atribua como falta de fé aquilo que outros passam, nem como pecado. Você não é o Senhor, não tem o conhecimento do Altíssimo. Não julgue aqueles que ao seu lado estão sofrendo, mas estenda-lhes sua compaixão, suas orações e, se for o caso, suas mãos. Não seja mesquinho, nem miserável, nem egoísta, dizendo para si mesmo "isso não é problema meu; que fulano se vire, que ele se lasque!" Isso é maldade de sua parte, e o Senhor o verá. Aproveite esse momento e aprenda alguma coisa com Deus: aprenda a ser uma bênção para quem precisa de você; aprenda a ouvir mais e falar menos; aprenda a ser humilde e fiel. E não venha com papo "anti-emoções", condenando as emoções intensas de quem está a sofrer. Não tente separar as emoções da pessoa, lembre-se que Deus foi quem criou as emoções e que estas nada tem a ver necessariamente com a fé: a pessoa pode estar triste com o que está vivendo, mas ainda assim estar firme na fé em Cristo. Antes de condenar as emoções, seja você um instrumento do paracleto - aprenda a emprestar o ombro para abraçar, o ouvido para escutar e o lenço para enxugar as lágrimas; só depois use a boca e esta somente para abençoar, para transmitir Graça aqueles que dela precisam.
Cuidado com o triunfalismo, ou você poderá acabar longe dos caminhos do Senhor. Tenha fé em Deus, creia no Senhor, creia que Ele tudo pode; mas creia que acima de tudo Sua Vontade é o melhor para sua vida, independente de qual seja esta Vontade! Lembre-se: no mundo, havemos de ter aflições! Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!
quarta-feira, 6 de maio de 2015
A PARÁBOLA DOS SOLOS E SUA APLICAÇÃO ATUAL
E, ajuntando-se uma grande multidão, e vindo de todas as cidades ter com ele, disse por parábola: Um semeador saiu a semear a sua semente e, quando semeava, caiu alguma junto do caminho, e foi pisada, e as aves do céu a comeram; E outra caiu sobre pedra e, nascida, secou-se, pois que não tinha umidade; E outra caiu entre espinhos e crescendo com ela os espinhos, a sufocaram; E outra caiu em boa terra, e, nascida, produziu fruto, a cento por um. Dizendo ele estas coisas, clamava: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça. E os seus discípulos o interrogaram, dizendo: Que parábola é esta? E ele disse: A vós vos é dado conhecer os mistérios do reino de Deus, mas aos outros por parábolas, para que vendo, não vejam, e ouvindo, não entendam. Esta é, pois, a parábola: A semente é a palavra de Deus; E os que estão junto do caminho, estes são os que ouvem; depois vem o diabo, e tira-lhes do coração a palavra, para que não se salvem, crendo; E os que estão sobre pedra, estes são os que, ouvindo a palavra, a recebem com alegria, mas, como não têm raiz, apenas crêem por algum tempo, e no tempo da tentação se desviam; E a que caiu entre espinhos, esses são os que ouviram e, indo por diante, são sufocados com os cuidados e riquezas e deleites da vida, e não dão fruto com perfeição; E a que caiu em boa terra, esses são os que, ouvindo a palavra, a conservam num coração honesto e bom, e dão fruto com perseverança. (Lucas 8:4-15)
A palavra "coração" é usada de forma muito variada nas Sagradas Escrituras. Aqui (e em muitas outras passagens), a Bíblia se refere ao "coração" (gr. kardia e heb. leb) figurativamente, como sede da vontade humana, dos pensamentos, sentimentos e intelecto (anatomicamente, a mente humana; espiritualmente, a alma humana). Já disse um certo filósofo: "O coração emite razões e reações que a própria razão desconhece", corroborado pelo autor sagrado: "enganoso é o coração do homem, quem o poderá conhecer?" ( Jr 17.9 )
Esta parábola poderia ser chamada a "Parábola do Coração", visto refletir a atitude de muitos corações frente a Palavra de Deus, de crentes e descrentes. O apóstolo Paulo, escrevendo aos Romanos, nos ensina que o coração é a parte principal onde pode se dar a salvação: "Mas que diz? A palavra está junto de ti, na tua boca e no teu coração; esta é a palavra da fé, que pregamos, A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação." (Rm 10.8-10)
Que semente é essa que é semeada? Apenas Lucas registra: "um semeador saiu a semear a sua semente". A cópia Alexandrina registra, "a semente de si mesmo". Nosso Senhor Jesus semeou Sua própria semente em todos os tipos de corações humanos, conforme lemos nessa parábola. Não houve um único coração onde Ele não tenha lançado a semente de Si mesmo, do Bendito Grão de Trigo, como Ele referiu-se certa vez de a si mesmo (Jo 12.24). Nenhum homem foi jamais preterido por Ele, nem jamais o será. Todos os homens daquela época, bem como todos os homens de todas as épocas recebem a divina semente de Cristo em semeada em suas vidas, de forma que nenhum homem jamais poderá dizer "eu fui esquecido" ou "eu fui preterido". Muitos são os meios pelos quais Cristo é semeado nos corações dos homens. Quer pela pregação do Evangelho, quer por um louvor inspirado, quer por um estudo, um folheto... até por um blog, Cristo vai sendo semeado. Até mesmo o sangue dos mártires, como dizia Tertuliano, um dos pais da Igreja, "será sempre a semente de novos cristãos".
Contudo, o fato é que Nosso Senhor Jesus nem sempre encontrou receptividade em suas mensagens. Muitos não tinham ouvidos para ouvir. Hoje, do mesmo modo, muitos não tem ouvidos para ouvir. Não têm um coração responsivo à Palavra de Deus e ao Deus da Palavra, um coração que responda positivamente ao Evangelho da Graça. Pessoas que ouvem sempre e nunca aprendem, pessoas estéreis espiritualmente falando. Para ilustrar este problema, Nosso Senhor Jesus enuncia a Parábola do Semeador, para as diferentes reações do homem frente a Palavra de Deus. Podemos desta forma constatar nesta parábola 4 tipos de corações onde a Palavra é semeada. Quais são eles?
I. AO LADO DO CAMINHO:
Segundo a parábola, uma semente caiu ao lado do caminho, na estrada. São caminhos batidos, muito rígidos, em que nenhuma semente pode penetrar. A semente que caiu nesse solo acabou sendo pisada pelos transeuntes e sendo comida pelas aves do céu.
Aqui, vemos o "ouvinte ao lado do caminho", aquele que não reage de maneira nenhuma ao que ouviu, pois Satanás e seus demônios removem todas as impressões espirituais produzidas pela Palavra. Sim, Satanás busca ativamente remover toda a influência espiritual do coração onde a Palavra de Deus é semeada, e há corações tão duros e insensíveis que fazem sua tarefa muito fácil. São ouvintes endurecidos pelo pecado e ignorantes com relação a Deus, que desprezam e pisam na Palavra, com escárnio e oposição crítica.
Vejo pessoas assim todos os dias. Pessoas que estão tão duras, insensíveis a qualquer coisa que se relacione com Deus e com as coisas espirituais. Pessoas extremamente materialistas. Há também àquelas que mesmo tendo certo grau de espiritualidade são tão endurecidas em seus ídolos e falsos deuses que se tornam exatamente como esse solo da Palestina, de dureza inigualável. Pessoas que mesmo tendo fé em alguma coisa, estão na verdade cegas em seus entendimentos, por ação do deus deste século: "Mas, se ainda o nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto. Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus." (II Co 4.3,4) Nas palavras de Paulo, pessoas que não conseguem enxergar, de tão cegadas que estão, a luz do Evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus. Pessoas que para Deus se encontram andando em trevas, mesmo achando que tem a luz de alguma religião ou filosofia espiritualista.
Dentro das Igrejas há muitas pessoas assim. Gente que engana-se a si mesma, pois não passa de ouvintes da Palavra, mero "escutador", que vai aos cultos, sem nada mudar em sua vida. Sobre este comportamento mau, Tiago nos exorta, dizendo: "E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos. Porque, se alguém é ouvinte da palavra, e não cumpridor, é semelhante ao homem que contempla ao espelho o seu rosto natural; Porque se contempla a si mesmo, e vai-se, e logo se esquece de como era." (Tg 1.22-24) Gente que vai a Igreja assistir ao culto pelas mais variadas razões - porque alguém mandou (geralmente, jovens trazidos por seus pais), porque alguém convidou, para reencontrar um parente ou amigo, para conseguir bênçãos, para arranjar namoro promíscuo, por que não tem coisa melhor para fazer, para assistir a alguma programação (de Natal, por exemplo), para encher a barriga, etc. Nunca por causa de Deus. Nunca por causa da salvação. Pessoas que escutam a mensagem do Evangelho e reagem como se nada tivessem ouvido.
Infelizmente, há também muitos ditos crentes que agem do mesmo modo. Do púlpito, pregando a Palavra, você os vê facilmente. Pessoas que dizem professar fé em Deus, mas cujo coração está tão duro que é incapaz de germinar qualquer fé advinda da Palavra pregada. Acerca deles, o Pr. David Wilkerson certa vez pregou o sermão intitulado "Corações Duros Na Casa De Deus!" (Disponível em: http://www.tscpulpitseries.org/portuguese/ts970901.htm. Acesso: 06/05/2015). Segundo ele, os corações mais duros são encontrados justamente na casa de Deus:
"Em minha experiência, os corações mais duros - o tipo incurável - sempre foram encontrados ao alcance da voz da pregação ungida pelo Espírito Santo. Essa dureza não existe em igrejas frias, mortas, formais, onde o evangelho tem sido corrompido por gerações. Não - ela sempre é encontrada onde uma palavra pura é pregada do púlpito - e rejeitada nos bancos! Você pode perguntar: "Que é exatamente um coração duro?" Um coração duro é aquele que está determinado a recusar obediência à palavra de Deus. Ele ficou impossível de tocar, imune às convicções e advertências do Espírito Santo". (Pr. David Wilkerson, Corações Duros Na Casa De Deus!)
II. SOBRE AS PEDRAS:
A semente não caiu sobre a rocha nua, mas sobre uma fina camada de terra sobre a pedra. O calor da rocha fez a semente brotar rapidamente, antes da hora habitual do desabrochar da semente, mas a terra secou depressa e sem umidade suficiente a planta morreu. Não havia profundidade suficiente nesse solo para manter a vida da nova planta que brotou da semente.
Este representa o ouvinte superficial, meramente emocional, que busca apenas um conforto momentâneo; depois se esquecem de tudo o que ouviram e "desaparecem da Igreja". Quando o Sol da angústia retorna, sua "impressão de fé" murcha e desaparece. Eles, ao ouvirem a Palavra, conforme disse o Mestre, "a recebem com alegria", denotando a recepção imediata da Palavra por esses ouvintes, e seu assentimento rápido para com ela; mas a sua profissão súbita e precipitada sequer considerou a natureza e a importância da mesma; a alegria aparente que eles tiveram ao professar concordância foi algo apenas exterior, hipócrita. Foi uma alegria gerada através de um princípio egoísta neles; e não surgiu qualquer experiência real do poder da Palavra em suas almas, ou verdadeiro prazer espiritual neles. Isto ocorre porque não tem raiz profunda - ou seja, não tiveram um encontro genuíno com Cristo e Sua Palavra, apenas com as externalidades do momento.
Hoje há muita gente assim, que vive a fé de modo apenas exterior, mas sem nenhuma convicção profunda no interior de suas almas. Aparentam realmente terem recebido com fé a Palavra pela performance que apresentam; como disse Jesus - "estes são os que, ouvindo a palavra, a recebem com alegria". Ao ouvirem a Palavra, recebem a "impressão de fé" e dái começam a pular, gritar, chorar, aplaudir, se ajoelhar, dar brados de vitória, etc. e ficam nesse estado "por um tempo". A versão Persa desse texto diz que "na hora de ouvir eles têm fé"; assim, enquanto eles estão ouvindo, parecem favoráveis ao que ouvem. Porém, tudo não passa de mero emocionalismo momentâneo, efêmero, passageiro. A versão Árabe diz "eles acreditam num pequeno tempo": a fé deles não é duradoura, não permanece. Chegando as tentações, logo se desviam (gr. aphistemi, desistem, desertam, abandonam, retiram-se). Caindo em má companhia, são facilmente persuadidos a receberem em seus corações a menor das dúvidas, pondo em xeque tudo o que ouviram, e acabam assim abandonando a Palavra.
III. ENTRE OS ESPINHOS:
Nenhum semeador semearia entre os espinhos. Muito provavelmente os espinhos haviam sido previamente arrancados superficialmente, ficando no solo suas raízes. O fato é que os espinhos já estavam no solo, mas não eram visíveis por qualquer razão no momento da semeadura. Isto fala de uma vida ambígua, de duplicidade de vida, de duplicidade de senhores, uma vida mundana. Jesus diz que eles "não dão fruto com perfeição" (gr. telesphoreo, frutos maduros), isto é, fruto não chega a amadurecer. Isto mostra uma interrupção do desenvolvimento espiritual - uma vida continuamente infantil quanto a fé, um "infantilismo espiritual". Noutras palavras, pessoas que insistem em serem carnais, eternamente meninos na fé. Sua meninice contínua é o resultado da sua duplicidade de vida, ou seja, a fé e o mundo - os espinhos. São 3 tipos de espinhos listados por Jesus:
a) Cuidados: Ansiedades e preocupações relativas a presente era. É o tipo que ouve mas não toma posição devido às conseqüências que irão perturbar a sua vida de pecado, seu amor ao mundo - I Jo 2.15; Sl 1.1. Pessoas que recebem a Palavra com fé, mas quando percebem que terão de abrir mão de sua vida de prazeres e do bem-estar que estes proporcionam, que terão de abrir mão de suas amizades pecaminosas, de todo o seu modo de vida egocêntrico, acabam sufocando a fé dentro de si, numa tentativa vazia de conciliar o inconciliável. Egocentrismo puro, comportamento muito semelhante ao que é cantado pelo grupo Legião Urbana - "tem uma festa legal e a gente quer se divertir" e pela Cyndi Lauper - "girls they wanna have fun". "Nós só queremos nos divertir!" esse é o grito no coração do crente-mundano: no mundo alegria, na Igreja, bicudos! Vivem em shows - gospel ou não, pouco importa. Nele, são cheios de alegria. Na Igreja, diferentemente do show, é só bico, só cara feia; nem no momento do louvor levanta da cadeira, parecendo estar colado com o verniz da cara-de-pau da pessoa! Nas "rodinhas de amigos(as)", tratam todos como se fossem "irmãos de sangue". Na Igreja, tratam os irmãos em Cristo como se fossem "leprosos", isolando-se do contato com os outros. Pior: há aqueles que não participam de nada, não se envolvem com coisa nenhuma e ainda reclamam quando são chamados a participarem de algo; quando você deixa o(a) sujeito(a) de lado, ele reclama dizendo que foi excluído, que existe panelinha... A pessoa não se envolve com nada, vai forçada a Igreja, tranca a cara nos cultos, se isola, trata todo mundo na Igreja com ignorância e depois vem com conversa fiada!
b) Riquezas: Fala da natureza enganadora das riquezas. É o amor à prosperidade, à bênçãos sem compromisso, em detrimento das riquezas espirituais. Buscam o "pão que perece", se esquecendo que "nem só de pão viverá o homem" - Mt 4.4; Jo 6.26,27. Essa é a turma que vai atrás da prosperidade, que seguem a tal "teologia da farinha pouca meu pirão primeiro". Querem bênção, querem unção, querem isso, querem aquilo... só não querem compromisso com Deus! Nem com a Igreja!
c) Demais deleites: Tudo o mais que poderia sufocar a Palavra de Deus - são as obras da carne - Gl 5.19-21. "Quer dizer que terei de parar de pegar garotas por causa de Cristo?" "Quer dizer que vou ter que jogar no lixo minha coleção de revistas eróticas?" "Quer dizer que vou ter que passar a frequentar assiduamente a Igreja, mesmo quando meus colegas forem para a praia?" "Quer dizer que não vou mais poder ir à balada, à festinha, tomar uns gorós, fumar um baseado e transar com quem me der vontade?"
IV. BOA TERRA:
Apenas esta terra produz fruto permanente (Gl 5.22,23). Isto está ligado a um "bom e reto coração". Um coração honesto, que vê a necessidade da Palavra em sua vida. Um coração honesto, que não fica fingindo ser o que não é, dizendo-se muito bom sem o ser verdadeiramente. Um coração que enxerga a si mesmo como miserável e que, deste modo, é apto a receber as Misericórdias de Deus. Aqui, vemos o "ouvido que ouve", que compreende o que Deus quer lhe dizer através de Sua Palavra. Compreende a mensagem do Evangelho em seu conteúdo, sabendo que ela é para si mesmo, que ela tem importância vital em sua vida e que portanto precisa abraçá-la com todas as forças e de todo coração.
Como a Palavra é retida, ela produz vida neste coração, tornando-o capaz a produzir "cem por uma". A Palavra de Cristo é "espírito e vida" na vida de quem a recebe e pratica (Jo 6.63), ele é viva e eficaz, logo gera por si mesma o crescimento na vida de quem a retém.
Jesus conclui esta parábola dizendo: "Vede, pois, como ouvis" ( v.18 ). Que tipo de solo tem sido o seu coração para com a Palavra pregada e ensinada? O que você feito com tudo que já ouviu de Deus?
Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!
A palavra "coração" é usada de forma muito variada nas Sagradas Escrituras. Aqui (e em muitas outras passagens), a Bíblia se refere ao "coração" (gr. kardia e heb. leb) figurativamente, como sede da vontade humana, dos pensamentos, sentimentos e intelecto (anatomicamente, a mente humana; espiritualmente, a alma humana). Já disse um certo filósofo: "O coração emite razões e reações que a própria razão desconhece", corroborado pelo autor sagrado: "enganoso é o coração do homem, quem o poderá conhecer?" ( Jr 17.9 )
Esta parábola poderia ser chamada a "Parábola do Coração", visto refletir a atitude de muitos corações frente a Palavra de Deus, de crentes e descrentes. O apóstolo Paulo, escrevendo aos Romanos, nos ensina que o coração é a parte principal onde pode se dar a salvação: "Mas que diz? A palavra está junto de ti, na tua boca e no teu coração; esta é a palavra da fé, que pregamos, A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação." (Rm 10.8-10)
Que semente é essa que é semeada? Apenas Lucas registra: "um semeador saiu a semear a sua semente". A cópia Alexandrina registra, "a semente de si mesmo". Nosso Senhor Jesus semeou Sua própria semente em todos os tipos de corações humanos, conforme lemos nessa parábola. Não houve um único coração onde Ele não tenha lançado a semente de Si mesmo, do Bendito Grão de Trigo, como Ele referiu-se certa vez de a si mesmo (Jo 12.24). Nenhum homem foi jamais preterido por Ele, nem jamais o será. Todos os homens daquela época, bem como todos os homens de todas as épocas recebem a divina semente de Cristo em semeada em suas vidas, de forma que nenhum homem jamais poderá dizer "eu fui esquecido" ou "eu fui preterido". Muitos são os meios pelos quais Cristo é semeado nos corações dos homens. Quer pela pregação do Evangelho, quer por um louvor inspirado, quer por um estudo, um folheto... até por um blog, Cristo vai sendo semeado. Até mesmo o sangue dos mártires, como dizia Tertuliano, um dos pais da Igreja, "será sempre a semente de novos cristãos".
Contudo, o fato é que Nosso Senhor Jesus nem sempre encontrou receptividade em suas mensagens. Muitos não tinham ouvidos para ouvir. Hoje, do mesmo modo, muitos não tem ouvidos para ouvir. Não têm um coração responsivo à Palavra de Deus e ao Deus da Palavra, um coração que responda positivamente ao Evangelho da Graça. Pessoas que ouvem sempre e nunca aprendem, pessoas estéreis espiritualmente falando. Para ilustrar este problema, Nosso Senhor Jesus enuncia a Parábola do Semeador, para as diferentes reações do homem frente a Palavra de Deus. Podemos desta forma constatar nesta parábola 4 tipos de corações onde a Palavra é semeada. Quais são eles?
I. AO LADO DO CAMINHO:
Segundo a parábola, uma semente caiu ao lado do caminho, na estrada. São caminhos batidos, muito rígidos, em que nenhuma semente pode penetrar. A semente que caiu nesse solo acabou sendo pisada pelos transeuntes e sendo comida pelas aves do céu.
Aqui, vemos o "ouvinte ao lado do caminho", aquele que não reage de maneira nenhuma ao que ouviu, pois Satanás e seus demônios removem todas as impressões espirituais produzidas pela Palavra. Sim, Satanás busca ativamente remover toda a influência espiritual do coração onde a Palavra de Deus é semeada, e há corações tão duros e insensíveis que fazem sua tarefa muito fácil. São ouvintes endurecidos pelo pecado e ignorantes com relação a Deus, que desprezam e pisam na Palavra, com escárnio e oposição crítica.
Vejo pessoas assim todos os dias. Pessoas que estão tão duras, insensíveis a qualquer coisa que se relacione com Deus e com as coisas espirituais. Pessoas extremamente materialistas. Há também àquelas que mesmo tendo certo grau de espiritualidade são tão endurecidas em seus ídolos e falsos deuses que se tornam exatamente como esse solo da Palestina, de dureza inigualável. Pessoas que mesmo tendo fé em alguma coisa, estão na verdade cegas em seus entendimentos, por ação do deus deste século: "Mas, se ainda o nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto. Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus." (II Co 4.3,4) Nas palavras de Paulo, pessoas que não conseguem enxergar, de tão cegadas que estão, a luz do Evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus. Pessoas que para Deus se encontram andando em trevas, mesmo achando que tem a luz de alguma religião ou filosofia espiritualista.
Dentro das Igrejas há muitas pessoas assim. Gente que engana-se a si mesma, pois não passa de ouvintes da Palavra, mero "escutador", que vai aos cultos, sem nada mudar em sua vida. Sobre este comportamento mau, Tiago nos exorta, dizendo: "E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos. Porque, se alguém é ouvinte da palavra, e não cumpridor, é semelhante ao homem que contempla ao espelho o seu rosto natural; Porque se contempla a si mesmo, e vai-se, e logo se esquece de como era." (Tg 1.22-24) Gente que vai a Igreja assistir ao culto pelas mais variadas razões - porque alguém mandou (geralmente, jovens trazidos por seus pais), porque alguém convidou, para reencontrar um parente ou amigo, para conseguir bênçãos, para arranjar namoro promíscuo, por que não tem coisa melhor para fazer, para assistir a alguma programação (de Natal, por exemplo), para encher a barriga, etc. Nunca por causa de Deus. Nunca por causa da salvação. Pessoas que escutam a mensagem do Evangelho e reagem como se nada tivessem ouvido.
Infelizmente, há também muitos ditos crentes que agem do mesmo modo. Do púlpito, pregando a Palavra, você os vê facilmente. Pessoas que dizem professar fé em Deus, mas cujo coração está tão duro que é incapaz de germinar qualquer fé advinda da Palavra pregada. Acerca deles, o Pr. David Wilkerson certa vez pregou o sermão intitulado "Corações Duros Na Casa De Deus!" (Disponível em: http://www.tscpulpitseries.org/portuguese/ts970901.htm. Acesso: 06/05/2015). Segundo ele, os corações mais duros são encontrados justamente na casa de Deus:
"Em minha experiência, os corações mais duros - o tipo incurável - sempre foram encontrados ao alcance da voz da pregação ungida pelo Espírito Santo. Essa dureza não existe em igrejas frias, mortas, formais, onde o evangelho tem sido corrompido por gerações. Não - ela sempre é encontrada onde uma palavra pura é pregada do púlpito - e rejeitada nos bancos! Você pode perguntar: "Que é exatamente um coração duro?" Um coração duro é aquele que está determinado a recusar obediência à palavra de Deus. Ele ficou impossível de tocar, imune às convicções e advertências do Espírito Santo". (Pr. David Wilkerson, Corações Duros Na Casa De Deus!)
II. SOBRE AS PEDRAS:
A semente não caiu sobre a rocha nua, mas sobre uma fina camada de terra sobre a pedra. O calor da rocha fez a semente brotar rapidamente, antes da hora habitual do desabrochar da semente, mas a terra secou depressa e sem umidade suficiente a planta morreu. Não havia profundidade suficiente nesse solo para manter a vida da nova planta que brotou da semente.
Este representa o ouvinte superficial, meramente emocional, que busca apenas um conforto momentâneo; depois se esquecem de tudo o que ouviram e "desaparecem da Igreja". Quando o Sol da angústia retorna, sua "impressão de fé" murcha e desaparece. Eles, ao ouvirem a Palavra, conforme disse o Mestre, "a recebem com alegria", denotando a recepção imediata da Palavra por esses ouvintes, e seu assentimento rápido para com ela; mas a sua profissão súbita e precipitada sequer considerou a natureza e a importância da mesma; a alegria aparente que eles tiveram ao professar concordância foi algo apenas exterior, hipócrita. Foi uma alegria gerada através de um princípio egoísta neles; e não surgiu qualquer experiência real do poder da Palavra em suas almas, ou verdadeiro prazer espiritual neles. Isto ocorre porque não tem raiz profunda - ou seja, não tiveram um encontro genuíno com Cristo e Sua Palavra, apenas com as externalidades do momento.
Hoje há muita gente assim, que vive a fé de modo apenas exterior, mas sem nenhuma convicção profunda no interior de suas almas. Aparentam realmente terem recebido com fé a Palavra pela performance que apresentam; como disse Jesus - "estes são os que, ouvindo a palavra, a recebem com alegria". Ao ouvirem a Palavra, recebem a "impressão de fé" e dái começam a pular, gritar, chorar, aplaudir, se ajoelhar, dar brados de vitória, etc. e ficam nesse estado "por um tempo". A versão Persa desse texto diz que "na hora de ouvir eles têm fé"; assim, enquanto eles estão ouvindo, parecem favoráveis ao que ouvem. Porém, tudo não passa de mero emocionalismo momentâneo, efêmero, passageiro. A versão Árabe diz "eles acreditam num pequeno tempo": a fé deles não é duradoura, não permanece. Chegando as tentações, logo se desviam (gr. aphistemi, desistem, desertam, abandonam, retiram-se). Caindo em má companhia, são facilmente persuadidos a receberem em seus corações a menor das dúvidas, pondo em xeque tudo o que ouviram, e acabam assim abandonando a Palavra.
III. ENTRE OS ESPINHOS:
Nenhum semeador semearia entre os espinhos. Muito provavelmente os espinhos haviam sido previamente arrancados superficialmente, ficando no solo suas raízes. O fato é que os espinhos já estavam no solo, mas não eram visíveis por qualquer razão no momento da semeadura. Isto fala de uma vida ambígua, de duplicidade de vida, de duplicidade de senhores, uma vida mundana. Jesus diz que eles "não dão fruto com perfeição" (gr. telesphoreo, frutos maduros), isto é, fruto não chega a amadurecer. Isto mostra uma interrupção do desenvolvimento espiritual - uma vida continuamente infantil quanto a fé, um "infantilismo espiritual". Noutras palavras, pessoas que insistem em serem carnais, eternamente meninos na fé. Sua meninice contínua é o resultado da sua duplicidade de vida, ou seja, a fé e o mundo - os espinhos. São 3 tipos de espinhos listados por Jesus:
a) Cuidados: Ansiedades e preocupações relativas a presente era. É o tipo que ouve mas não toma posição devido às conseqüências que irão perturbar a sua vida de pecado, seu amor ao mundo - I Jo 2.15; Sl 1.1. Pessoas que recebem a Palavra com fé, mas quando percebem que terão de abrir mão de sua vida de prazeres e do bem-estar que estes proporcionam, que terão de abrir mão de suas amizades pecaminosas, de todo o seu modo de vida egocêntrico, acabam sufocando a fé dentro de si, numa tentativa vazia de conciliar o inconciliável. Egocentrismo puro, comportamento muito semelhante ao que é cantado pelo grupo Legião Urbana - "tem uma festa legal e a gente quer se divertir" e pela Cyndi Lauper - "girls they wanna have fun". "Nós só queremos nos divertir!" esse é o grito no coração do crente-mundano: no mundo alegria, na Igreja, bicudos! Vivem em shows - gospel ou não, pouco importa. Nele, são cheios de alegria. Na Igreja, diferentemente do show, é só bico, só cara feia; nem no momento do louvor levanta da cadeira, parecendo estar colado com o verniz da cara-de-pau da pessoa! Nas "rodinhas de amigos(as)", tratam todos como se fossem "irmãos de sangue". Na Igreja, tratam os irmãos em Cristo como se fossem "leprosos", isolando-se do contato com os outros. Pior: há aqueles que não participam de nada, não se envolvem com coisa nenhuma e ainda reclamam quando são chamados a participarem de algo; quando você deixa o(a) sujeito(a) de lado, ele reclama dizendo que foi excluído, que existe panelinha... A pessoa não se envolve com nada, vai forçada a Igreja, tranca a cara nos cultos, se isola, trata todo mundo na Igreja com ignorância e depois vem com conversa fiada!
b) Riquezas: Fala da natureza enganadora das riquezas. É o amor à prosperidade, à bênçãos sem compromisso, em detrimento das riquezas espirituais. Buscam o "pão que perece", se esquecendo que "nem só de pão viverá o homem" - Mt 4.4; Jo 6.26,27. Essa é a turma que vai atrás da prosperidade, que seguem a tal "teologia da farinha pouca meu pirão primeiro". Querem bênção, querem unção, querem isso, querem aquilo... só não querem compromisso com Deus! Nem com a Igreja!
c) Demais deleites: Tudo o mais que poderia sufocar a Palavra de Deus - são as obras da carne - Gl 5.19-21. "Quer dizer que terei de parar de pegar garotas por causa de Cristo?" "Quer dizer que vou ter que jogar no lixo minha coleção de revistas eróticas?" "Quer dizer que vou ter que passar a frequentar assiduamente a Igreja, mesmo quando meus colegas forem para a praia?" "Quer dizer que não vou mais poder ir à balada, à festinha, tomar uns gorós, fumar um baseado e transar com quem me der vontade?"
IV. BOA TERRA:
Apenas esta terra produz fruto permanente (Gl 5.22,23). Isto está ligado a um "bom e reto coração". Um coração honesto, que vê a necessidade da Palavra em sua vida. Um coração honesto, que não fica fingindo ser o que não é, dizendo-se muito bom sem o ser verdadeiramente. Um coração que enxerga a si mesmo como miserável e que, deste modo, é apto a receber as Misericórdias de Deus. Aqui, vemos o "ouvido que ouve", que compreende o que Deus quer lhe dizer através de Sua Palavra. Compreende a mensagem do Evangelho em seu conteúdo, sabendo que ela é para si mesmo, que ela tem importância vital em sua vida e que portanto precisa abraçá-la com todas as forças e de todo coração.
Como a Palavra é retida, ela produz vida neste coração, tornando-o capaz a produzir "cem por uma". A Palavra de Cristo é "espírito e vida" na vida de quem a recebe e pratica (Jo 6.63), ele é viva e eficaz, logo gera por si mesma o crescimento na vida de quem a retém.
Jesus conclui esta parábola dizendo: "Vede, pois, como ouvis" ( v.18 ). Que tipo de solo tem sido o seu coração para com a Palavra pregada e ensinada? O que você feito com tudo que já ouviu de Deus?
Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!
domingo, 3 de maio de 2015
O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO NESSA CAVERNA?
Levantou-se, pois, e comeu e bebeu; e com a força daquela comida caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus.
E ali entrou numa caverna e passou ali a noite; e eis que a palavra do Senhor veio a ele, e lhe disse: Que fazes aqui Elias?
E ele disse: Tenho sido muito zeloso pelo Senhor Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram a tua aliança, derrubaram os teus altares, e mataram os teus profetas à espada, e só eu fiquei, e buscam a minha vida para ma tirarem.
E Deus lhe disse: Sai para fora, e põe-te neste monte perante o Senhor. E eis que passava o Senhor, como também um grande e forte vento que fendia os montes e quebrava as penhas diante do Senhor; porém o Senhor não estava no vento; e depois do vento um terremoto; também o Senhor não estava no terremoto;
E depois do terremoto um fogo; porém também o Senhor não estava no fogo; e depois do fogo uma voz mansa e delicada.
E sucedeu que, ouvindo-a Elias, envolveu o seu rosto na sua capa, e saiu para fora, e pôs-se à entrada da caverna; e eis que veio a ele uma voz, que dizia: Que fazes aqui, Elias?
E ele disse: Eu tenho sido em extremo zeloso pelo Senhor Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram a tua aliança, derrubaram os teus altares, e mataram os teus profetas à espada, e só eu fiquei; e buscam a minha vida para ma tirarem.
E o Senhor lhe disse: Vai, volta pelo teu caminho para o deserto de Damasco; e, chegando lá, unge a Hazael rei sobre a Síria.
Também a Jeú, filho de Ninsi, ungirás rei de Israel; e também a Eliseu, filho de Safate de Abel-Meolá, ungirás profeta em teu lugar.
E há de ser que o que escapar da espada de Hazael, matá-lo-á Jeú; e o que escapar da espada de Jeú, matá-lo-á Eliseu.
Também deixei ficar em Israel sete mil: todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda a boca que não o beijou.
I REIS 19:8-18
Assista essa mensagem em:
PARTE 1: https://www.youtube.com/watch?v=d0usygfjehU
PARTE 2: https://www.youtube.com/watch?v=gkczXODJis8
PARTE 3 (FINAL): https://www.youtube.com/watch?v=Z0VLEqjnL_0
Que Deus abençoe sua vida, família e ministério!
Deus está te dando visão de Águia!
terça-feira, 21 de abril de 2015
PROFETAS DEBAIXO DO ZIMBRO, LEVANTEM E COMAM!
1Ora, Acabe fez saber a Jezabel tudo quanto Elias havia feito, e como matara à espada todos os profetas. 2Então Jezabel mandou um mensageiro a Elias, a dizer-lhe: Assim me façam os deuses, e outro tanto, se até amanhã a estas horas eu não fizer a tua vida como a de um deles. 3Quando ele viu isto, levantou-se e, para escapar com vida, se foi. E chegando a Berseba, que pertence a Judá, deixou ali o seu moço. 4Ele, porém, entrou pelo deserto caminho de um dia, e foi sentar-se debaixo de um zimbro; e pediu para si a morte, dizendo: Já basta, ó Senhor; toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que meus pais. 5E deitando-se debaixo do zimbro, dormiu; e eis que um anjo o tocou, e lhe disse: Levanta-te e come. 6Ele olhou, e eis que à sua cabeceira estava um pão cozido sobre as brasas, e uma botija de água. Tendo comido e bebido, tornou a deitar-se. 7O anjo do Senhor veio segunda vez, tocou-o, e lhe disse: Levanta-te e come, porque demasiado longa te será a viagem. 8Levantou-se, pois, e comeu e bebeu; e com a força desse alimento caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus. (I Reis 19)
Parte 1: https://www.youtube.com/watch?v=_kYr-vVGXVU
Parte 2: https://www.youtube.com/watch?v=_cVe9Obrj7Y
Que o Senhor possa abençoar sua vida e ministério!
Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
ENTRAR PARA A IGREJA NÃO É O MESMO QUE CONVERSÃO
Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer? Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo. (Evangelho segundo São João, cap. 3, versículos 3 a 7)
Necessário vos é nascer de novo. Foi exatamente o que Jesus disse a Niocodemos, fariseu, mestre da lei e líder dos judeus. Sem novo nascimento, não há como alguém ver o reino de Deus. Em verdade, em verdade, ou seja, amém e amém, é necessário gennēthē anōthen, "nascer de cima", "nascer do alto". Sem nascer do alto, segundo Jesus, ninguém "pode ver", do grego dunatai eido, "sem poder para ver" o reino de Deus. É, deste modo, o novo nascimento que confere poder para que o homem veja (no sentido de conhecer, ou por extensão mais ampla, entrar) o reino de Deus. Assim, o nascer de novo é o imperativo de Deus para que o homem tenha acesso ao Reino de Deus.
O que é nascer de novo? Nicodemos interpretou essa necessidade no sentido humano, ou seja, uma pessoa voltando ao útero de sua mãe e tornando a dele nascer. Por mais estranho que possa soar para nós, hoje, essa linha de interpretação de Nicodemos, na verdade é justamente assim que muitos e muitos entendem e ensinam as palavras de Jesus. Talvez não no mesmo sentido de Nicodemos - voltar ao ventre e tornar a nascer - porém num sentido tão humano quanto o que ele deu. Para muitos - não-crentes e crentes, não-cristãos e cristãos - o "nascer de novo" resume-se, na prática, em alguém aderir a uma Igreja ou denominação religiosa evangélica, uma simples adesão, onde "promete-se solenemente" (sic) obedecer (é ruim, ein?) a tudo o que o pastor mandar. Então a pessoa toma um banh... ops, é batizada e então torna-se automaticamente um salvo, um cristão. Tudo resolvido.
Outros, por sua vez, encaram esse "nascer de novo" como uma espécie de "reforma de vida". Aquele que abandona os pecados exteriores (como deixar de beber e de fumar, de mentir, de falar palavrão, de fornicar, etc) e/ou joga fora seus utensílios religiosos pagãos (imagens, roupas, livros, etc), "aceitando a Cristo" e "tornando-se crente" seria, no entendimento comum, uma pessoa que "nasceu de novo". Este aceitar a Cristo se constituiria num "levantar a mão" dentro da Igreja diante do apelo do pastor, vir a frente, receber uma oração e... pimba! pronto! É um salvo, "nascido de novo", pendente no SPC do céu de apenas uma imersão na água (ou borrifar, depende). Depois disso, tal pessoa torna-se "um irmão" (ou irmã) e é inserida nos programas da Igreja.
Por sua vez, para os não-crentes, a pessoa que entra para a Igreja entrou para um sistema de moral e ética. O foco da fé, para essas pessoas, é a reforma moral do indivíduo. Uma pessoa com problemas morais e éticos que agora vai "melhorar de vida". Por exemplo, um bêbado entraria para a Igreja para deixar de ser bêbado, um drogado deixaria de se drogar, etc, porque agora seria "doutrinado" a não viver mais desse modo. Ou seja, a Igreja faria uma espécie de "doutrinação moral", levando o indivíduo a um outro tipo de comportamento "adequado a Igreja". Aqui entraria, por exemplo, a visão do mundo da tal "cura gay", alvo de profundas e irremediáveis polêmicas e disputas: a igreja, na concepção de seus opositores e adversários, faria uma "lavagem cerebral" na mente dos gays. Nada mais distante da realidade, nem mais calunioso.
Isso tudo não passa da visão humana, da interpretação simplória e carnal daquilo que Jesus ensinou a Nicodemos. É o "tornar a entrar no ventre e nascer", uma espécie de regressão/conversão biopsíquica a um estágio anterior para daí progredir: voltar à realidade anterior ao fato indesejável e, a partir daí, usando ferramental psicológico, implantar na pessoa um padrão moral que impeça o retrocesso ao estágio anterior. Uma pessoa "transformada" seria, assim, uma pessoa que teve sua psiquê alterada por imposição contínua de conceitos modificadores. E, para piorar ainda mais esta "não-visão" por parte dos opositores e adversários da igreja e do homem comum (isto é, não conhecedor da verdade de Deus), isto seria feito por "imposição", como se o indivíduo não procurasse voluntariamente a Igreja, mas fosse "forçado", "imposto", a dela fazer parte e, assim, passar por todo esse "processo".
Porém, Jesus não ensinou uma reforma moral de vida; também não veio pregando a necessidade de atos exteriores auto-suficientes (como batismo, etc). Não. A necessidade da qual Jesus falou com Nicodemos é superior à humana. É uma necessidade espiritual. Quem estabeleceu esta necessidade? O próprio Deus, o Pai de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Que necessidade é essa? A necessidade de regeneração espiritual (o que o homem comum chamaria de "conversão"), algo que só pode ser produzido por Deus no homem. Portanto, algo que não pode ser alcançado por "esforços humanos", não importando o quão bem-intencionados ou psicologicamente estruturados eles sejam.
Jesus respondeu a pergunta de Nicodemos. Ele disse: aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. Nascer de cima, do alto, é o mesmo que nascer da água e do Espírito (Espírito Santo) conforme Jesus explicou. "Nascer da água" é interpretado por alguns intérpretes e teólogos como o batismo nas águas. Este, segundo o Novo Testamento, é mais do que um simples rito exterior; é, na verdade, um símbolo exterior de uma realidade interior. Essa realidade é a identificação da pessoa com a morte, sepultamento e ressurreição de Jesus num nível interior, espiritual e profundo. No batismo, identifico-me com Cristo sendo crucificado em meu lugar, vejo Nele os meus pecados - vejo, portanto, duas coisas: que sou pecador e que o Senhor morreu por causa dos meus pecados. Isaías no diz sobre o Senhor: "Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. (Isaías 53:4). Vejo, assim, Jesus como Aquele que remove os meus pecados, que retira os meus pecados de sobre mim e os põe sobre Ele mesmo.
Vejo também a consequência disso: meus pecados, sobre Jesus, o levaram a morte. Ele morreu por causa dos meus pecados. Noutras palavras, Ele recebeu sobre Si, sobre Seu corpo, todo o juízo de Deus por causa dos meus pecados, o que implicava a necessidade Dele morrer por isso. Havia uma sentença de morte, sobre mim; sentença dada por Deus - o pecado produz em seus efeitos a morte, inevitavelmente. Todos nós - toda a humanidade - passamos a morrer por causa do pecado, e por causa do pecado o homem morreu espiritualmente - foi separado, teve a comunhão, teve a aliança com Deus rompida, quebrada. O pecado trouxe afastamento do homem de Seu Deus. É por isso que Jesus, estando na cruz, exclama "Eli, Eli, lamá sabactâni; isto é, Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" (Mateus 27:46): porque meus pecados estavam sobre Ele, Deus o abandonou ali, na cruz, para morrer. Sobre Ele pesou toda o juízo e justiça de Deus, que ao homem pecador estavam destinadas!
Vejo, ainda mais: vejo-o ressuscitando dentre os mortos! Meus pecados, os quais Ele carregou, não estão mais sobre Ele; já foram todos julgados na cruz! Cristo ressuscitado não traz mais nenhum pecado do homem Sobre Si, pois acerca de todos esses pecados Ele já padeceu - como se fosse eu, ou seja, em meu lugar - na cruz. Portanto, agora ressuscitado, vejo-me livre dos meus pecados! Vejo-me livre daquilo que me afastava de Meu Deus, que me colocava distante Dele por força da justiça e santidade de Deus. Agora, posso me aproximar de meu Deus novamente! Tenho na Obra de Cristo realizada em meu lugar na cruz a justiça necessária; cumpri, em Cristo, a exigência de Deus - morri, em Cristo, por meus pecados! Assim, deste modo, como Ele ressuscitou, eu também ressuscitei em Cristo - sim, porque segundo a Bíblia, antes, estava eu morto em meus delitos e pecados: "E VOS vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência. Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também. Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus" (Efésios 2:1-6). Agora, estou vivificado - tive a vida restituída, revivi dentre os mortos - em Cristo Jesus!
Onde estava eu morto, antes? Estava morto em meu espírito. Morto espiritual, aguardando a morte física e a morte eterna. "De acordo com as Escrituras, o julgamento divino que caiu sobre Adão não só resultou em sua morte física, mas também em sua morte espiritual. Isso significa que ele se tornou sensível a toda sorte de estímulos perversos, tanto humanos quanto demoníacos, mas insensível à pessoa e à vontade de Deus. Assim como um homem é declarado morto no momento que deixa de reagir a todas as formas de estímulos, o homem caído também é declarado espiritualmente morto por causa de sua inabilidade absoluta de reagir a Deus [...] É importante entender que o homem não é uma vítima que está separada de Deus por causa de alguma ignorância inevitável que ele não pode evitar. A ignorância do homem é autoimposta. Ele é hostil para com Deus e não deseja conhecê-Lo ou conhecer a Sua vontade. O homem é ignorante quanto a coisas espirituais porque ele fecha os olhos e se recusa a olhar para Deus. Ele cobre seus ouvidos e se recusa a escutar. Ao endurecer seu coração contra Deus, o homem caído se torna insensível para toda verdade e virtude espiritual. Ele então voluntariamente se entrega para o próprio mal contra o qual Deus se opõe." (http://voltemosaoevangelho.com/blog/2012/08/paul-washer-morte-espiritual-a-verdade-sobre-o-homem-410/). Ora, o espírito humano, por causa do pecado, morreu para com Deus (ficou sem a utilidade para a qual foi criado, ou seja, possibilitar o relacionamento entre Deus e o homem). Por isso são inúteis todos e quaisquer esforços humanos para o homem regenerar-se: a regeneração é espiritual - nascer do Espírito - ou seja, só pode ser produzida pela ação do Espírito Santo na vida humana e isso só se da em conjunção com toda a identificação com Cristo, relatada acima. Por isso, falamos que o rito externo sem a devida realidade interna é inútil: não adianta banhar-se numa piscina e dizer que isso é batismo, sem a correspondência interior. Essa, por sua vez, somente pode ser gerada pelo Espírito Santo no interior do homem, pois é Ele quem "convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo" (João 16:8).
Enfatizando, todos os esforços humanos em produzir mudança no homem, moral, ética ou espiritual, são inúteis. Não adianta tentar "converter na marra" alguém à uma mudança moral ou ética cristã, ou a fé cristã. É inútil. Daí, vemos muitos "ex" que são "ex temporários", ou seja, "ex" por um determinado tempo. Essas pessoas são empolgadas com a fé, convencidas, não convertidas (regeneradas, do ponto de vista espiritual). Diante dos problemas, das angústias, das necessidades e até diante do mundo e seus prazeres, estas pessoas "dão meia volta volver" e retornam às antigas práticas. Isso acontece porque não houve uma mudança interior, uma transformação de vida; tornaram-se adeptos de uma religião, não cristãs de verdade. Conforme ensina o Pr. Paul Washer, "Antes da conversão, cada pessoa “anda” ou “pratica” o pecado como um estilo de vida. Eles não andam de acordo com a vontade de Deus, mas de acordo com o curso de um mundo caído que é hostil para com Deus e desobediente. Vivem de uma maneira que se conforma à vontade do diabo. A mente do morto espiritual [...] a respeito de Deus ela é vazia de verdade e cheia com todas as sortes de vaidades, heresias e contradições. Quando homens caídos buscam ser “espirituais” ou “religiosos,” os resultados são catastróficos, até mesmo absurdos. Isto acontece porque suas mentes são fúteis e obscurecidas." (http://voltemosaoevangelho.com/blog/2012/08/paul-washer-morte-espiritual-a-verdade-sobre-o-homem-410/)
É somente a regeneração - conversão do ponto de vista exterior - que possibilita ao homem viver a Vontade de Deus. É somente essa mudança interior, esse renascimento espiritual interno, produzido pelo Espírito Santo fazendo uso da realidade do sacrifício de Cristo na cruz, é que possibilita ao homem viver para Deus, considerando Deus em seus caminhos e decisões. Porque o homem é regenerado, ele agora se interessa e tem prazer em Deus e nas coisas de Deus, tem prazer em agradar e servir Àquele que o salvou. Ele busca, agora, viver segundo a Bíblia, segundo a Palavra de Deus. E por causa da sua nova natureza, por causa do Espírito Santo que agora mora dentro dele, o homem regenerado tem condições de viver segundo a Bíblia. Aquilo que é impossível e estranho ao homem morto em seus pecados, é agora passível ao homem regenerado por e para Deus. Aí sim, entra a Igreja - comunidade dos regenerados, a qual, obedecendo o Senhor Jesus, "... Ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém." (Mateus 28:19,20) A Igreja batiza e ensina os novos discípulos - e antigos - a guardarem todas as coisas que Jesus mandou, em Sua Palavra, a Bíblia. Uma outra função da Igreja é ser a voz profética, chamando os homens ao arrependimento e a fé.
Concluindo, é imprescindível entendermos a diferença. Isso é vital. Somente o regenerado pode entra no Reino de Deus. Ser membro ou frequentar uma Igreja ou denominação religiosa não é sinônimo disso. É possível ser membro da Igreja terrena, mesmo não sendo regenerado. É possível viver as exterioridades da fé cristã, seus ritos e dogmas, sem nunca experimentar essa mudança interior de vida. Noutras palavras, é possível continuar sendo um defunto espiritual que anda entre aqueles que estão vivos em Cristo - uma espécie de "Walking Dead" espiritual. Uma Igreja pode ser abrigo de muita gente sem Deus, que procura qualquer coisa menos a nova vida que Cristo dá ao homem. Gente que ali frequenta por conveniência e interesse, pelas mais egoístas e mesquinhas razões, não por Deus. Lamentavelmente, essas pessoas que assim estão, um dia terão o mesmo fim que está destinado àqueles que nunca foram regenerados, ou seja, a perdição eterna, o inferno, separados irremediavelmente de Deus para toda a eternidade. Elas verão, com seus olhos, Cristo ressurreto descer do céu juntamente com os seus santos anjos e com seu povo, regenerado por Seu Espírito; e, diante do terror que essa visão causará, gritarão dizendo "Senhor! Senhor! Salva-nos!", infelizmente ouvindo o Senhor responder, em alto e bom som, "nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade." (Mateus 7:22,23)
O tempo de conversão, querido(a) leitor(a), é hoje! É agora! É já, imediatamente! Deus hoje estende a você o convite à salvação: Ele convida você a ser regenerado, convertido e, deste modo, salvo por Cristo Jesus. "Salvo de quê, pastor?", talvez você pergunte. Salvo da ira de Deus, do juízo de Deus que virá sobre o mundo, sobre os perdidos. Somente em Cristo Jesus você pode ser salvo! O que fazer? Pare de se justificar. Para de se considerar muito bom e justo aos seus próprios olhos. Reconheça-se pecador e longe de Deus! Então, permita que Deus gere no seu coração, pelo Seu Espírito, a profunda tristeza por seus pecados. Você pode sentir todo o peso dos seus pecados sobre você? Percebe como seus pecados são horríveis diante de Deus? Vê quanta crueldade, quanta maldade, quanta malícia e erro há em sua vida? Confesse cada um deles ao Senhor! Confesse-os pelo nome, cada um deles! Agora, querido(a) leitor(a), convido você a olhar para Jesus. Sim, olhe para Ele, inocente, santo, puro, sem pecado, carregando os seus pecados, cada um deles na cruz, diante de Deus. Veja que Ele morreu por você, por seus pecados. E assim, receba a Ele, ressurreto dentre os mortos, como Senhor e Salvador de sua vida. Fale com Ele nessa hora.
Deixe-me propor uma singela oração: Amado Deus, sou pecador e necessito de perdão. Arrependo-me dos meus pecados, pelos quais Cristo morreu e derramou seu precioso sangue por mim. Agora te peço perdão e convido Jesus para entrar em meu coração e minha vida, como meu Senhor e Salvador pessoal.
Se você confiou em Jesus como seu Salvador, começará agora uma maravilhosa vida com Ele. Então:
1. Leia a Bíblia diariamente;
2. Fale com Deus em oração, todos os dias;
3. Seja batizado nas águas, participe do culto e sirva numa igreja, junto com outros irmãos, onde Cristo seja pregado e a Bíblia seja a autoridade final.
4. Fale de Cristo aos outros.
Se desejar, entre em contato por este canal, ou pelo e-mail prricardoksf@yahoo.com.br! Deus abençoe sua vida e lembre-se: Deus está te dando visão de águia!
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
AS TERRÍVEIS CONSEQUÊNCIAS DE UM CORAÇÃO DIVIDIDO
1Ora, o rei Salomão amou muitas mulheres estrangeiras, além da filha de Faraó: moabitas, amonitas, edomitas, sidônias e heteias, 2das nações de que o Senhor dissera aos filhos de Israel: Não ireis para elas, nem elas virão para vós; doutra maneira perverterão o vosso coração para seguirdes os seus deuses. A estas se apegou Salomão, levado pelo amor. 3Tinha ele setecentas mulheres, princesas, e trezentas concubinas; e suas mulheres lhe perverteram o coração. 4Pois sucedeu que, no tempo da velhice de Salomão, suas mulheres lhe perverteram o coração para seguir outros deuses; e e seu coração já não era perfeito para com o Senhor seu Deus, como fora o de Davi, seu pai; 5Salomão seguiu a Astarete, deusa dos sidônios, e a Milcom, abominação dos amonitas. 6Assim fez Salomão o que era mau aos olhos do Senhor, e não perseverou em seguir, como fizera Davi, seu pai. 7Nesse tempo edificou Salomão um alto a Quemós, abominação dos moabitas, sobre e monte que está diante de Jerusalém, e a Moleque, abominação dos amonitas. 8E assim fez para todas as suas mulheres estrangeiras, as quais queimavam incenso e ofereciam sacrifícios a seus deuses. 9Pelo que o Senhor se indignou contra Salomão, porquanto e seu coração se desviara do Senhor Deus de Israel, o qual duas vezes lhe aparecera, 10e lhe ordenara expressamente que não seguisse a outros deuses. Ele, porém, não guardou o que o Senhor lhe ordenara. 11Disse, pois, o Senhor a Salomão: Porquanto houve isto em ti, que não guardaste a meu pacto e os meus estatutos que te ordenei, certamente rasgarei de ti este reino, e o darei a teu servo. 12Contudo não o farei nos teus dias, por amor de Davi, teu pai; da mão de teu filho o rasgarei. 13Todavia não rasgarei o reino todo; mas uma tribo darei a teu filho, por amor de meu servo Davi, e por amor de Jerusalém, que escolhi. (I Reis 11)
Mensagem pregada no Templo da Igreja Batista Ministério Reviver, no dia 22/02/2015,
Clique nos links e assista! Que Deus abençoe sua vida!
PARTE 1
https://www.youtube.com/watch?v=Zd360v6Yylg#t=35:
PARTE 2
http://www.youtube.com/watch?v=QZ1oqt4iANc
PARTE 3 (FINAL)
https://www.youtube.com/watch?v=kAi2akLgMb8
Deus está te dando visão de águia!
quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
ENFIANDO O PÉ NA JACA NO NAMORO: DEPOIS, NEM COM ÓLEO DA UNÇÃO SAI O VISGO!
ENFIANDO O PÉ NA JACA NO NAMORO: DEPOIS, NEM COM ÓLEO DA UNÇÃO SAI O VISGO!
"Enfiar o pé na jaca". Essa expressão muito comum quer dizer "precipitar-se", "cometer excessos", exagerar na dose de qualquer coisa. Significa também "tomar uma ação ou decisão muito equivocada". Enfia-se o pé na jaca quando se age de maneira impensada, sem ponderar no que se vai fazer ou no que está fazendo, agindo por mero impulso, pelo calor da emoção que a ação por si mesma provoca.
Não é de hoje que o homem "enfia o pé na jaca". A Bíblia registra muitos episódios onde o homem enfiou o pé na jaca, em especial no relacionamento com o seu semelhante. Por exemplo, Davi, ao ver Batseba pelada tomando banho no seu terraço ficou doidão, querendo a todo custo ter um caso com ela. Tanto fez que conseguiu; conseguiu cometer adultério; não satisfeito, fez de um tudo para "tributar" ao marido de Batseba o filho gerado no adultério e, como não teve êxito, armou uma armadilha para ele, cometendo assassinato. Como Deus é justo, o filho gerado no adultério morreu. Mais ainda, a consequência do pecado, do "pé na jaca", se estendeu até a família de Davi. Seu filho Amnom comete incesto com sua irmã Tamar e Absalão, irmão de Tamar, vinga-a matando seu irmão Amnom. A história segue, com Absalão cometendo incesto com as concubinas de seu pai Davi, perseguindo o pai e, ao final, acabando morto numa batalha.
Davi queria somente um caso com Batseba. Levou a mulher, mas perdeu 3 filhos no episódio, além de perder a paz, a família, a honra e quase perder o reino. Tudo por causa do bendito "pé na jaca".
Assim é também a garotada hoje. Com os hormônios a mil, fervendo mais do que leite na leiteira, estão a todo momento "enfiando o pé na jaca". Não conseguem controlar os "calores hormonais" e, com isso, "estão em chamas", agindo sem ponderar, sem considerar nenhuma de suas ações, apenas o prazer - imediato - que estas proporcionam. Há um "fogo" bem presente na juventude moderna, que não é o "fogo pentecostal". Estou falando de gente inteligente, de gente que pensa, que sabe fazer escolhas. De gente que conhece o que é certo e o que é errado, que sabe a Vontade de Deus para sua vida. Estou falando de gente que é crente, que frequenta igreja, que ama a Deus.
"Foge também das paixões da mocidade", já aconselhava o experiente Paulo ao jovem discípulo Timóteo. Fugir das paixões da mocidade é fugir dos desejos que incidem peculiarmente à juventude; isto é, o amor do prazer sensual e a inclinação para satisfazer os apetites e sentidos do corpo, ou, por outro lado, o orgulho, a ambição, a vanglória , imprudência, disputa, obstinação; vícios comuns aos jovens que os tornam particularmente reprovados para a Deus e Sua Obra. No entanto, os jovens fazem justamente o contrário: ao invés de fugirem das paixões, eles fogem em direção às paixões. Aliás, paixão é um termo bem escolhido por Paulo, pois denota um sentimento muito forte em relação a uma pessoa, objeto ou tema. A paixão é uma emoção intensa convincente, um entusiasmo ou um desejo sobre qualquer coisa. Em suma, é um sentimento de excitação incomum ou de forte emoção.
Ah emoções, como vocês são enganosas...! "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá? Eu, o SENHOR, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos; e isso para dar a cada um segundo os seus caminhos e segundo o fruto das suas ações." (Jr 17.9,10) Pelas emoções, agimos como seres irracionais, incapazes de enxergar um palmo diante da face. Sim, as emoções muitas vezes lançam o homem em trevas, porque ele confia nas emoções, confia que o sentimento provém de Deus, que Deus está aprovando tudo aquilo, só porque a pessoa se sente realizada com tudo o que está fazendo ou pretende fazer. Coração perverso, cheio de perversidades, cheio de apostasias, cheio de emulações da carne, cheio de justificativas mirabolantes para o injustificável.
Nosso coração é repleto de razões que a própria razão desconhece! Por causa das emoções, somos capazes de até mesmo usar Deus, a Igreja e a Bíblia para "enfiarmos o pé na jaca". Usamos o que Paulo nos ensina em I Coríntios 7:9 ("Mas, se não podem conter-se, casem-se. Porque é melhor casar do que abrasar-se") para nos ajuntarmos matrimonialmente em jugo desigual. Usamos o relato da união entre Isaque e Rebeca (Gn 24.67) para justificar a fornicação e o amasiamento. Minimizamos a extensão do ensino sobre "jugo desigual" (II Co 6.14) quando isso é de nosso interesse; até negligenciamos isso.
Parênteses: O ensino do jugo desigual não se estende apenas ao caso crente-descrente, como querem alguns. Esse é, aliás, o caso mais simples. Ignoramos, por exemplo, o necessário ajuste que precisa haver entre as famílias do futuro casal. Ignorar isso é trazer a guerra entre as famílias "Martin e Coy", no melhor estilo de Ozark Lark (1960), para dentro do lar, trazendo o inferno para o dia-a-dia do casal. Nota: "O Último Martin" (título original: Ozark Lark) é um curta-metragem de 1960 produzido pela Walter Lantz Productions e distribuído pela Universal Pictures. A história se passa na região de Ozark, marcada pela rixa entre as famílias Martin e Coy. Fecha Parênteses.
Qual é o resultado disso tudo? Vai desde intermináveis encrencas e confusões, passando por gravidez indesejada e DSTs, podendo muitas vezes chegar à violência (verbal, sexual ou mesmo física) e a morte (espiritual, eterna ou até mesmo física). Quantos casais hoje vivem infelizes no casamento, vivendo de aparências diante das pessoas e/ou da Igreja, até mesmo orando até para o cônjuge "bater com as dez", porque hoje constataram que "enfiaram o pé na jaca" no passado? Quantos jovens vivem uma infeliz vida dupla, passando por crentes fiéis quando na presença dos irmãos de fé e, quando longe destes, uma vida completamente mundana e impura, entregando-se às paixões da mocidade? Quantas famílias foram e são solapadas por gravidez indesejada, com o filho - resultado do sexo sem compromisso - sendo criado por avós e mães/pais soletiras(os)? Quantas moças e rapazes estão escondendo de seus pais as DSTs que contraíram? Isso sem falar no consumo de maconha/cocaína/crack/ecstasi, nos estupros, no alcoolismo, etc.
A moçada tem o costume de achar que "a parada é o momento", ou seja, que o que importa é o aqui e agora; depois a gente resolve. Porém, a experiência mostra que problema nenhum se resolve com o tempo, ao contrário: se agrava mais e mais. Cada vez mais o problema se avoluma, tomando conta de tudo e de todos, até que por fim ele acaba sufocando a pessoa de tal ponto que não resta mais alegria, mais contentamento, mais felicidade alguma. Daí, o abismo está aberto e, para mergulhar de vez nele, para sempre, resta muito pouco; o diabo, sabendo disso, fará de um tudo para dar à pessoa uma última e derradeira pisada na jaca. Essa última pisada na jaca, induzida pelo terrível Acusador, pode ser de muitas formas: um mergulho sem volta no mundo da prostituição, das drogas ou do álcool; na violência e criminalidade; ou até no suicídio. A lógica infernal dessa última pisada é a seguinte: "uma vez no inferno, abrace o capeta".
Daí, mano/mana, para você que está com o pé coçando para enfiar na jaca, escute o coroa aqui: NÃO FAÇA ISSO! Sai fora dessa encrenca! Pica a mula, camarada! Corra para Jesus, corra para a razão e tome juízo! Não seja miolo mole! Você quer viver uma vida feliz, não quer? Quer ter o que sempre sonhou - inclusive morar no céu um dia - não quer? Então, se liga! Se você insistir com isso, vai dar bode - e bodão preto - para chifrar você o restante da vida! Para quê isso, se você pode ter tudo - prazer, alegria, vida, amigos, emoções fortes, etc no Reino de Deus?! Sério! Cara, você tá por fora do que é emoção! Quer coisa mais emocionante do que arriscar a vida pregando o Evangelho aos perdidos pecadores?!? Quer mais emoção do que encarar o capeta face-a-face para libertar um prisioneiro dele? Quer mais adrenalina do que sentir Jesus de pé, do seu lado, no momento de oração e comunhão com Ele? Quer mais emoção diária: que tal ser um missionário cristão nos países árabes? Ou na China? Ou nos países africanos, comendo aranha frita no almoço em prol do Evangelho?
E você, mano/mana, que já enfiou o pezão 44 na jaca podre: Deus pode LIBERTAR VOCÊ! Sim, Ele tem todo o poder para isso! Agora, fica aqui a dica: Jesus perdoa o seu pecado e salva você; mas o cheiro e o visgo da jaca ficam no seu pé. Isso significa que a consequência da lambança virá, camarada! A jaca tem um visgo que para sair é um sufoco, e o cheiro da jaca na geladeira "contamina" a geladeira inteira! De Deus ninguém zomba, por isso aquilo que plantamos é exatamente aquilo que colheremos. Arrumou filho fora do casamento: queridona, queridão, segura a onda! Não tem como devolver para o ventre o filho gerado! Casou errado? Arrumou uma dona encrenca como esposa? Arrumou um zé ruela como marido? I'm sorry: é seu marido! É sua esposa! E na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na encrenca e no melodrama mexicano, viu?
"Papai, tem misericórdia!" Ele tem, graças a Deus por isso! Haverá alívio em alguns momentos, mas escute novamente o coroa aqui: O IDEAL JAMAIS ACONTECERÁ! O relacionamento ideal é construído da forma ideal, dentro dos padrões e princípios divinos para o casal. Fugiu do ideal, o que resta é a não-idealidade! Isso me lembra da época que eu estudava Termodinâmica: um gás, para ser considerado gás ideal, precisa obedecer condições muito, mas muito específicas. Esse gás era descrito por uma equação simples, a equação de Clayperon (P.V = n.R.T). Não fossem essas condições específicas obedecidas, o gás não podia ser considerado gás ideal; ele era considerado gás real. E a equação de um gás real podia ser bastante complicada (como as equações de Peng-Robinson, Redlich-Kong e Benedict-Webb-Rubin, só para citar algumas)! E quanto mais complicada a equação, mais difícil é resolvê-la...!!!
Enfiou o pé na jaca? Retire o pé enquanto é tempo! Saiba, porém, que o cheiro e o visgo da jaca permanecem; a intensidade depende de quanto tempo você usou a jaca como sapato! Às vezes, nem com um banho com óleo da unção sai! Tem consequências tão sérias que levamos para a vida toda, às vezes até para a eternidade. Agora, não enfiou o pé na jaca ainda? Não procure fazê-lo!
Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!
"Enfiar o pé na jaca". Essa expressão muito comum quer dizer "precipitar-se", "cometer excessos", exagerar na dose de qualquer coisa. Significa também "tomar uma ação ou decisão muito equivocada". Enfia-se o pé na jaca quando se age de maneira impensada, sem ponderar no que se vai fazer ou no que está fazendo, agindo por mero impulso, pelo calor da emoção que a ação por si mesma provoca.
Não é de hoje que o homem "enfia o pé na jaca". A Bíblia registra muitos episódios onde o homem enfiou o pé na jaca, em especial no relacionamento com o seu semelhante. Por exemplo, Davi, ao ver Batseba pelada tomando banho no seu terraço ficou doidão, querendo a todo custo ter um caso com ela. Tanto fez que conseguiu; conseguiu cometer adultério; não satisfeito, fez de um tudo para "tributar" ao marido de Batseba o filho gerado no adultério e, como não teve êxito, armou uma armadilha para ele, cometendo assassinato. Como Deus é justo, o filho gerado no adultério morreu. Mais ainda, a consequência do pecado, do "pé na jaca", se estendeu até a família de Davi. Seu filho Amnom comete incesto com sua irmã Tamar e Absalão, irmão de Tamar, vinga-a matando seu irmão Amnom. A história segue, com Absalão cometendo incesto com as concubinas de seu pai Davi, perseguindo o pai e, ao final, acabando morto numa batalha.
Davi queria somente um caso com Batseba. Levou a mulher, mas perdeu 3 filhos no episódio, além de perder a paz, a família, a honra e quase perder o reino. Tudo por causa do bendito "pé na jaca".
Assim é também a garotada hoje. Com os hormônios a mil, fervendo mais do que leite na leiteira, estão a todo momento "enfiando o pé na jaca". Não conseguem controlar os "calores hormonais" e, com isso, "estão em chamas", agindo sem ponderar, sem considerar nenhuma de suas ações, apenas o prazer - imediato - que estas proporcionam. Há um "fogo" bem presente na juventude moderna, que não é o "fogo pentecostal". Estou falando de gente inteligente, de gente que pensa, que sabe fazer escolhas. De gente que conhece o que é certo e o que é errado, que sabe a Vontade de Deus para sua vida. Estou falando de gente que é crente, que frequenta igreja, que ama a Deus.
"Foge também das paixões da mocidade", já aconselhava o experiente Paulo ao jovem discípulo Timóteo. Fugir das paixões da mocidade é fugir dos desejos que incidem peculiarmente à juventude; isto é, o amor do prazer sensual e a inclinação para satisfazer os apetites e sentidos do corpo, ou, por outro lado, o orgulho, a ambição, a vanglória , imprudência, disputa, obstinação; vícios comuns aos jovens que os tornam particularmente reprovados para a Deus e Sua Obra. No entanto, os jovens fazem justamente o contrário: ao invés de fugirem das paixões, eles fogem em direção às paixões. Aliás, paixão é um termo bem escolhido por Paulo, pois denota um sentimento muito forte em relação a uma pessoa, objeto ou tema. A paixão é uma emoção intensa convincente, um entusiasmo ou um desejo sobre qualquer coisa. Em suma, é um sentimento de excitação incomum ou de forte emoção.
Ah emoções, como vocês são enganosas...! "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá? Eu, o SENHOR, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos; e isso para dar a cada um segundo os seus caminhos e segundo o fruto das suas ações." (Jr 17.9,10) Pelas emoções, agimos como seres irracionais, incapazes de enxergar um palmo diante da face. Sim, as emoções muitas vezes lançam o homem em trevas, porque ele confia nas emoções, confia que o sentimento provém de Deus, que Deus está aprovando tudo aquilo, só porque a pessoa se sente realizada com tudo o que está fazendo ou pretende fazer. Coração perverso, cheio de perversidades, cheio de apostasias, cheio de emulações da carne, cheio de justificativas mirabolantes para o injustificável.
Nosso coração é repleto de razões que a própria razão desconhece! Por causa das emoções, somos capazes de até mesmo usar Deus, a Igreja e a Bíblia para "enfiarmos o pé na jaca". Usamos o que Paulo nos ensina em I Coríntios 7:9 ("Mas, se não podem conter-se, casem-se. Porque é melhor casar do que abrasar-se") para nos ajuntarmos matrimonialmente em jugo desigual. Usamos o relato da união entre Isaque e Rebeca (Gn 24.67) para justificar a fornicação e o amasiamento. Minimizamos a extensão do ensino sobre "jugo desigual" (II Co 6.14) quando isso é de nosso interesse; até negligenciamos isso.
Parênteses: O ensino do jugo desigual não se estende apenas ao caso crente-descrente, como querem alguns. Esse é, aliás, o caso mais simples. Ignoramos, por exemplo, o necessário ajuste que precisa haver entre as famílias do futuro casal. Ignorar isso é trazer a guerra entre as famílias "Martin e Coy", no melhor estilo de Ozark Lark (1960), para dentro do lar, trazendo o inferno para o dia-a-dia do casal. Nota: "O Último Martin" (título original: Ozark Lark) é um curta-metragem de 1960 produzido pela Walter Lantz Productions e distribuído pela Universal Pictures. A história se passa na região de Ozark, marcada pela rixa entre as famílias Martin e Coy. Fecha Parênteses.
Qual é o resultado disso tudo? Vai desde intermináveis encrencas e confusões, passando por gravidez indesejada e DSTs, podendo muitas vezes chegar à violência (verbal, sexual ou mesmo física) e a morte (espiritual, eterna ou até mesmo física). Quantos casais hoje vivem infelizes no casamento, vivendo de aparências diante das pessoas e/ou da Igreja, até mesmo orando até para o cônjuge "bater com as dez", porque hoje constataram que "enfiaram o pé na jaca" no passado? Quantos jovens vivem uma infeliz vida dupla, passando por crentes fiéis quando na presença dos irmãos de fé e, quando longe destes, uma vida completamente mundana e impura, entregando-se às paixões da mocidade? Quantas famílias foram e são solapadas por gravidez indesejada, com o filho - resultado do sexo sem compromisso - sendo criado por avós e mães/pais soletiras(os)? Quantas moças e rapazes estão escondendo de seus pais as DSTs que contraíram? Isso sem falar no consumo de maconha/cocaína/crack/ecstasi, nos estupros, no alcoolismo, etc.
A moçada tem o costume de achar que "a parada é o momento", ou seja, que o que importa é o aqui e agora; depois a gente resolve. Porém, a experiência mostra que problema nenhum se resolve com o tempo, ao contrário: se agrava mais e mais. Cada vez mais o problema se avoluma, tomando conta de tudo e de todos, até que por fim ele acaba sufocando a pessoa de tal ponto que não resta mais alegria, mais contentamento, mais felicidade alguma. Daí, o abismo está aberto e, para mergulhar de vez nele, para sempre, resta muito pouco; o diabo, sabendo disso, fará de um tudo para dar à pessoa uma última e derradeira pisada na jaca. Essa última pisada na jaca, induzida pelo terrível Acusador, pode ser de muitas formas: um mergulho sem volta no mundo da prostituição, das drogas ou do álcool; na violência e criminalidade; ou até no suicídio. A lógica infernal dessa última pisada é a seguinte: "uma vez no inferno, abrace o capeta".
Daí, mano/mana, para você que está com o pé coçando para enfiar na jaca, escute o coroa aqui: NÃO FAÇA ISSO! Sai fora dessa encrenca! Pica a mula, camarada! Corra para Jesus, corra para a razão e tome juízo! Não seja miolo mole! Você quer viver uma vida feliz, não quer? Quer ter o que sempre sonhou - inclusive morar no céu um dia - não quer? Então, se liga! Se você insistir com isso, vai dar bode - e bodão preto - para chifrar você o restante da vida! Para quê isso, se você pode ter tudo - prazer, alegria, vida, amigos, emoções fortes, etc no Reino de Deus?! Sério! Cara, você tá por fora do que é emoção! Quer coisa mais emocionante do que arriscar a vida pregando o Evangelho aos perdidos pecadores?!? Quer mais emoção do que encarar o capeta face-a-face para libertar um prisioneiro dele? Quer mais adrenalina do que sentir Jesus de pé, do seu lado, no momento de oração e comunhão com Ele? Quer mais emoção diária: que tal ser um missionário cristão nos países árabes? Ou na China? Ou nos países africanos, comendo aranha frita no almoço em prol do Evangelho?
E você, mano/mana, que já enfiou o pezão 44 na jaca podre: Deus pode LIBERTAR VOCÊ! Sim, Ele tem todo o poder para isso! Agora, fica aqui a dica: Jesus perdoa o seu pecado e salva você; mas o cheiro e o visgo da jaca ficam no seu pé. Isso significa que a consequência da lambança virá, camarada! A jaca tem um visgo que para sair é um sufoco, e o cheiro da jaca na geladeira "contamina" a geladeira inteira! De Deus ninguém zomba, por isso aquilo que plantamos é exatamente aquilo que colheremos. Arrumou filho fora do casamento: queridona, queridão, segura a onda! Não tem como devolver para o ventre o filho gerado! Casou errado? Arrumou uma dona encrenca como esposa? Arrumou um zé ruela como marido? I'm sorry: é seu marido! É sua esposa! E na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na encrenca e no melodrama mexicano, viu?
"Papai, tem misericórdia!" Ele tem, graças a Deus por isso! Haverá alívio em alguns momentos, mas escute novamente o coroa aqui: O IDEAL JAMAIS ACONTECERÁ! O relacionamento ideal é construído da forma ideal, dentro dos padrões e princípios divinos para o casal. Fugiu do ideal, o que resta é a não-idealidade! Isso me lembra da época que eu estudava Termodinâmica: um gás, para ser considerado gás ideal, precisa obedecer condições muito, mas muito específicas. Esse gás era descrito por uma equação simples, a equação de Clayperon (P.V = n.R.T). Não fossem essas condições específicas obedecidas, o gás não podia ser considerado gás ideal; ele era considerado gás real. E a equação de um gás real podia ser bastante complicada (como as equações de Peng-Robinson, Redlich-Kong e Benedict-Webb-Rubin, só para citar algumas)! E quanto mais complicada a equação, mais difícil é resolvê-la...!!!
(Equação de Benedict-Webb-Rubin, BWR)
Enfiou o pé na jaca? Retire o pé enquanto é tempo! Saiba, porém, que o cheiro e o visgo da jaca permanecem; a intensidade depende de quanto tempo você usou a jaca como sapato! Às vezes, nem com um banho com óleo da unção sai! Tem consequências tão sérias que levamos para a vida toda, às vezes até para a eternidade. Agora, não enfiou o pé na jaca ainda? Não procure fazê-lo!
Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!
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