"Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno." (I Jo 5.19)
Será que sabemos mesmo, como deveríamos saber, ou somos apenas teóricos de Deus, sem a devida reflexão e a correspondente prática das Escrituras? Jesus disse: "O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos disse são espírito e vida." (Jo 6.63) Suas palavras, as quais Ele nos tem dito, são espírito e vida, não um conjunto de argumentos filosóficos, ligados às elucubrações humanas sobre o infinito e o além. Devem, portanto, serem encaradas pela Igreja de Cristo na face desta terra como Verdade Máxima, Absoluta, Regra de Fé e de Conduta para todos os crentes em Cristo, com valor ético-moral acima de leis humanas, de filosofias, de teologias, de catecismos, de tradições e de qualquer outra coisa que exista ou venha a existir.
Porém, nem todas os crentes e igrejas de confissão cristã seguem esta verdade. Para muitos, a história de seus fundadores e a teologia que professaram é, na prática, superior à Palavra de Deus, à Bíblia. Com base nessa posição, elaboram os catecismos, os digestos, as bulas, as encíclicas, canôns, os manuais eclesiásticos e toda sorte de "documentos prescritivos", com interpretações de trechos bíblicos de forma particularizada, por vezes heréticas.
Nada contra uma igreja ou denominação querer preservar sua história e tradição, quer por meio de documentos, quer por meio de ensinos. Também não vejo óbices em honrarem seus fundadores, muitos dos quais foram usados por Deus para realizar a reforma protestante. Porém, a bitolação e o fanatismo dela oriundo, na prática de elevar as tradições e teologias acima da Palavra de Deus é um erro crasso e um grave perigo à vida espiritual daquela comunidade.
Armínio, Calvino e Lutero e outros tantos foram usados por Deus no passado? Glórias a Deus por isso! Mas quem foram estes homens, senão ministros pelos quais tivemos a fé bíblica restaurada? Os ensinos destes homens de Deus foram deveras úteis para nós; porém, isso não quer dizer que em sua totalidade a teologia que enunciaram seja inerrante. A inerrância é prerrogativa da Palavra de Deus, do texto Bíblico Sagrado. Todo ensino, prédica ou teologia, proferida por qualquer homem que seja - até por um apóstolo - deve ser objeto de escrutínio à luz da Bíblia. Os que adotam esta salutar prática ficaram conhecidos, desde os primórdios, como "crentes de Beréia".
Abre parênteses: Não podemos esquecer que toda teologia foi produzida orginalmente numa dada sociedade, podendo sofrer influência das pressões existentes na época em que foi enunciada, buscando responder aos anseios e questões da sociedade. O Calvinismo, por exemplo, buscava responder aos anseios da burguesia diante do clero. Calvino considera o cristão livre de todas as proibições não explicitadas nas Escrituras, o que torna as práticas do capitalismo lícitas, em especial a usura, condenada pela Igreja Católica. De acordo com a teoria da predestinação, a idéia de que Deus concede a salvação a poucos eleitos, o homem deve buscar o lucro por meio do trabalho e da vida regrada. Surge a identificação da ética protestante com o capitalismo, que se torna atraente para a burguesia. O Livro "A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo", de Max Weber, aborda muito bem esta questão. Fecha parênteses.
Infelizmente, nem todos os crentes e nem todas as igrejas adotam o modelo de Beréia. Com muito pesar, cito como exemplo a Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos (PCUSA), que aprovou um relatório para a 219º Assembléia Geral intitulado "Issues of Civil Union and Christian Marriage" (http://oga.pcusa.org/newsstories/special-committee-civil-union-christian-marriage-2010.pdf) onde defende a participação de ministros Presbiterianos em cerimônias de casamentos e/ou da união de casais do mesmo sexo. O estudo busca justificar sua posição com base nas leis civis, nos documentos da igreja, na tradição e teologia e nas posições de outras denominações americanas.
Abre parênteses: Que membros de uma sociedade queiram viver suas vidas à maneira dos homossexuais, isso é prerrogativa deles. Elas têm o direito de fazer esta opção e ninguém tem nada a ver com isso. Que o Estado queira regular a união civil de homossexuais, isso é prerrogativa do Estado. Ele têm o dever de regular as práticas da sociedade. Porém, que o casamento não é igual a união civil, segundo a Bíblia Sagrada, isso é um fato; e que nenhuma igreja deva ser coagida a adotar tal equivalência, ou a celebrar casamentos homossexuais, ou mesmo ter o homossexualismo como padrão de conduta para seus fiéis, isso também é um fato. União Civil é assunto do Estado; homossexualismo é assunto de quem o adota como modus vivendi e o Casamento é assunto da Igreja, matéria de fé, na qual, segundo o princípio de liberdade religiosa, ninguém deve interferir: nem os homossexuais, nem o Estado. Fecha parênteses.
Este relatório contém um também outro relatório, chamado relatório da minoria (minority report), elaborado por 2 Reverendos e uma Presbítera, que visa apontar os erros bíblicos contidos no relatório da maioria, reenfatizando o casamento como sendo a "aliança entre um homem e uma mulher" e a proibição da ordenação de ministros homossexais. É interessante que o minority report mostra a atniga posição da igreja, de 1978, conforme o relatório para a 190º Assembléia Geral (transcrito abaixo e traduzido):
(1) “homosexuality is a contradiction of God’s wise and beautiful pattern for human sexual relationships revealed in Scripture …”; (tradução: "homossexualidade é uma contradição à sabedoria de Deus e ao padrão de beleza para as relações sexuais humanas revelada na Escritura...")
(2) “unrepentant homosexual practice does not accord with the requirements for ordination”; (tradução: "práticas homossexuais não arrependidas não estão de acordo com os requisitos para a ordenação")
(3) “Persons who manifest homosexual behavior must be treated with the profound respect and pastoral tenderness due all people of God” as they “strive toward God’s revealed will in this area of their lives and make use of all the resources of grace”; (tradução: "Pessoas que manifestam comportamento homossexual devem ser tratadas com profundo respeito e ternuras pastorais direito de todo o povo de Deus" tanto quanto eles "empenham-se em direção à vontade de Deus nesta área de suas vidas e fazem uso de todos os recursos da graça")
(4) “There is no legal, social, or moral justification for denying homosexual persons access to the basic requirements of human existence” (tradução: "Não há justificativa legal, social ou moral para negar às pessoas homossexuais o acesso aos requisitos básicos para a existência humana")
Note que conforme o trecho acima, enquanto a Igreja Presbiteriana argumenta contra a pertinência entre o homossexualismo e as Escrituras Sagradas e a ordenação pastoral, argumenta também favoravelmente ao respeito e ternura cabíveis a todos os homens, incluindo aquelas que demonstram comportamento homossexual e à não discriminação destas com relação às necessidades básicas para manutenção da vida. Tratava-se de uma posição equilibrada, da qual infelizmente a PCUSA decaiu.
O "minority report" conclui: "We are called to offer the Gospel’s grace to a hurting world full of people who desperately need to know God loves them and they can be freed of the things of this world that so easily enslave us. Love is never about license and, for too many years, the PC(USA) has been silent as the carnage of sexual hedonism engulfs our culture. Let us boldly proclaim that God has a place for sex: It is within marriage between a man and woman and that commitment is for life. Let us work to support, encourage, and nurture those who are not married and help them know that God’s plan for them is just as important as God’s plan for married people. Let us honor celibacy and those who practice it as engaging in a profitable spiritual discipline that may be lifelong or for a season of life."
(Tradução: "Nós somos chamados por Deus para oferecer o Evangelho da Graça a um mundo ferido cheio de pessoas que desesperadamente precisam conhecer o amor de Deus para com elas e poderem ser libertas das coisas deste mundo que tão facilmente nos escravizam. Amor nunca é licenciosidade e, por demasiados anos, a PCUSA tem estado silenciada diante da mortandade do hedonismo sexual que subjugam nossa cultura. Vamos audaciosamente proclamar que Deus tem um lugar para o sexo: dentro do casamento entre um homem e mulher e que o compromisso é para a vida. Vamos trabalhar para manter, encorajar e nutrir aqueles que não estão casados e ajudá-los a conhecer o plano de Deus para eles e tão importante quanto o plano de Deus para os casados. Vamos honrar o celibato e aqueles que o praticam como engajados numa disciplina espiritual lucrativa que pode ser vitalícia ou para uma época da vida")
Por último, foi publicado recentemente no Site Gospel Mais (http://noticias.gospelmais.com.br/igreja-presbiteriana-dividir-reunioes-nomeacao-pastores-gays-16306.html) a informação de que um grande número de pastores e igrejas que durante 35 anos ficaram no lado contrário da tentativa de aprovarem pastores gays e pastoras lésbicas, casamento gay e outros pontos da agenda liberal, estão liderando uma saída em massa da denominação. Argumentam que não suportam mais esta discussão, ao presenciarem durante estas décadas a PCUSA minguar, perdendo membros aos milhares a cada ano. A convocação para uma reunião dos evangélicos que ainda restam dentro da PCUSA foi feita no dia 02 de fevereiro. A reunião está marcada para os dias 25-27 de agosto de 2011, em Mineápolis. Na pauta está incluida a viabilidade da criação de uma nova igreja presbiteriana que adote o que eles chamam de “um núcleo teológico claro e conciso ao qual iremos subscrever, dentro da clássica tradição Reformada, bíblica e evangélica, e um compromisso de viver de acordo com essas crenças, independentemente de pressões culturais”.
O apóstolo João afirmou categoricamente que o mundo jazia no maligno, e isso em sua época. O que ele diria hoje, diante de tantas aberrações doutrinárias e teológicas que tem sido cometidas em nome de Deus? A igreja tem se aculturado com o mundo, ao invés de praticar a contra-cultura do Reino de Deus. E isso em nome do quê? Da "modernização", do crescimento numérico e financeiro ou do apoio político? Uma igreja moderna para muitos é uma igreja libertina, licenciosa, que traz para dentro de si os valores mundanos e lhes dá uma roupagem religiosa-evangélica. Porém, ao trazer o mundo para a dentro de si, a igreja traz inevitavelmente um cadáver, sem vida; e para piorar a situação, traz toda malignidade que há no mundo para dentro do contexto da igreja.
Ora, o que é a igreja, senão a comunidade dos fiéis, daqueles que foram chamados para fora do mundo e introduzidos no contexto da fé cristã - segundo o termo grego ekklesia? Como agora um crente, que foi tirado do mundo, ou seja, dos seus valores e cultura, voltará a se inserir nele e isso dentro da igreja?!? Que contradição! Quando isso acontece, a igreja que anteriormente vivia passa do estado de vida para o estado de morte - mesmo mantendo o nome de quem está vivo (igreja). Conforme o texto de Apocalipse 3:1-6, a Igreja em Sardes experimentou esta dura realidade: suas tuas obras não foram achadas por Cristo perfeitas diante de Deus, ainda que os membros daquela Igreja pudessem achar que sim. Uma igreja que possuía dois grupos, exatamente como a PCUSA: um grupo de infiéis, crentes mundanizados e um grupo menor, que não haviam contaminado suas vestes, um grupo que manteve a pureza e santidade do Evangelho em seus corações e que por isso mesmo foram achadas dignas de andar de branco com o Senhor.
"Modernidade" pode se transformar facilmente em "morteternidade"; para morrer, basta estar vivo. E tudo começa sutilmente: modernizamos o ensino, modernizamos as músicas, modernizamos a mensagem... "Ah, esta música é muito velha. Vamos substituir por uma mais novinha, cheia de remelexos, de expressões antibíblicas e outras sandices. Afinal, isso é ser moderno!" "Tem que modernizar, pastor! Desse jeito a igreja não vai crescer nunca! O senhor precisa adotar a forma ultra-mega-plus tabajara de pregação e louvor que as igrejas estão adotando!" "Poxa, pastor! Vamos fazer um evangelismo mais estratégico, mais de acordo com a sociedade moderna. Esse negócio de dizer que as pessoas são pecadoras e precisam de salvação está fora de moda... Vamos nos adequar à realidade moderna e pregar a beleza da natureza na praia de Abricó...".
E quanto a Teologia? O logos precisa ser oriundo do théos, senão não é teologia de acordo com a Bíblia. É Deus quem dá a Verdadeira Palavra, é Ele quem revela-nos a Sua Verdade. Caso contrário, a teologia pode até estar de acordo com seu propositor, mas de acordo com a Bíblia, jamais! Neste caso, não é teologia, pois não vem de Deus; é "té-logo-logia" ou até mesmo "infernologia". É importante estudar o que Fulano e Beltrano propuseram? Sim, como é importante estudar Camões e Machado de Assis. Mas será que todo ensino de Fulano e Beltrano é bíblico, ou há alguma parte que não passa de uma suposição, de uma interpretação pessoal, ou de uma boa justificativa ideológica para um fato político-econômico? Como saber? Basta conferir com a Bíblia!
Abre parênteses: Afirmem o contrário quem quiser afirmar, discorde quem quiser discordar, mas na Bíblia há base tanto para a incapacidade de perder a salvação ("uma vez salvo, sempre salvo") quanto para a possibilidade de ser perder a salvação. Esse fato, por si só, mostra que nem a teologia de Armínio, nem a de Calvino estão 100% corretas. Há posições apaixonadas nos dois lados, e a paixão neste caso impede o saber; os defensores de cada lado buscam fazer com que a Bíblia confirme sua teoria teológico-filosófica, mas não analisam-na à luz da Bíblia, prevalecendo as opiniões pessoais e o orgulho histórico e denominacional. Essa é uma das maiores fontes de confronto entre alguns grupos de crentes, que perdura há muitas décadas. Qual é o correto? Neste caso, a posição de equilíbrio: a salvação não é algo a ser perdido por qualquer espirro, mas também não é algo imperdível. Fecha parênteses.
Concluindo esta argumentação, fica o clamor e as orações para que você, distinto e amado leitor, analise sem medo todo ensino que você tem recebido à luz da Bíblia. Será que o que sua igreja diz é verdade? Porque é verdade, porque foi dito dentro da igreja por um pastor ou líder religioso ou porque está de acordo com a Bíblia? O que é melhor: agradar o homem ou agradar a Deus? Há tradições que são muito boas; há tradições inertes e há tradições antibíblicas e é preciso aprender a reconhecer cada uma delas. Há igrejas aparentemente mortas, as quais segundo os especialistas em Deus estão estagnadas, não crescem no ritmo explosivo e coisas do tipo, mas que aos olhos do Senhor estão cheias de vida por todos os lados. Há também igrejas aparentemente vivas, cheias de gente, mas que estão mortas há muito tempo e ainda não sabem. Onde você quer estar?
Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
E PLANTOU O SENHOR DEUS UM JARDIM: UMA REFLEXÃO AMBIENTAL-TEOLÓGICA
E plantou o SENHOR Deus um jardim no Éden, do lado oriental; e pôs ali o homem que tinha formado. (Gn 2.8)
Conforme o texto bíblico, o Senhor Deus plantou um jardim. Um jardim que possuía toda espécie de plantas e de árvores frutíferas, com toda espécie de animais terrestres e aves. E neste jardim, segundo o texto, Deus colocou o homem que tinha formado. Este jardim era localizado no lado oriental do Éden, muito provavelmente uma região geográfica daquela época. Os eruditos disputam sua localização na geografia atual. Assim, surgem localizações como a atual Armênia, na região oeste do Mar Cáspio, na Média, próximo a Damasco, na Palestina, ao sul da Arábia, e na Babilônia. Havia um rio que saía do Éden para regar o jardim; este rio, ao sair do jardim, se dividia em quatro braços (Gn 2.10). Muito provavelmente, ficava próximo aos rios Tigre e Eufrates. É de se supor que o jardim fosse um lugar de delícias e prazer, devido ao nome, Éden.
Não é errado supor que a temperatura do jardim do Edén fosse próxima aos 25ºC durante o dia, considerada uma temperatura agradável para o homem. A camada de ozônio, responsável pelo bloqueio dos raios UV, estava em perfeito estado; portanto, não havia fenômenos de aquecimento global ou mudanças climáticas à epoca. Com toda certeza, a temperatura à noite deveria aproximar-se da temperatura do dia, talvez no máximo um ou dois graus abaixo, tornando as noites suaves. Além disso, havia fonte de água inesgotável, oriunda do rio que banhava o jardim: água mineral, pura, refrescante e saborosa. Junte-se a isso as deliciosas frutas que ali haviam é facílimo entender o nome Éden.
O homem e o jardim... perfeito equilíbrio ambiental. O jardim era a casa do homem no planeta, e assim era por ele compreendido.
Porém, o que o homem fez? Introduziu o pecado no lugar perfeito, aceitando o papo furado do diabo. Que pecado é esse? Meramente comer um fruto? Entender deste modo o pecado de Adão - o homem formado por Deus e introduzido no jardim - e Eva - sua esposa - é não compreender a Bíblia, em sua inteireza e inerrância doutrinária. O pecado não foi infantil, como a maioria das pessoas supõem; não foi uma "travessura infantil". Não, o pecado foi muito sério: trata-se da auto-suficiência, da negação da necessidade do Criador, da presunção de ser o Juiz do Universo, a Luz do Mundo, por conta própria. Era como dizer a Deus: "Eu não preciso mais de você. Eu já sei tudo o que preciso saber para controlar, eu mesmo, a minha própria vida".
Abre parênteses: Hoje, vejo muitos homens e mulheres errarem o alvo miseravelmente como erraram Adão e Eva. Desde cientistas - que aboliram o Criador em prol das Leis físicas que o próprio Criador estabeleceu no princípio - até mesmo pastores e crentes comuns. Quantos crentes e pastores acham-se sábios aos próprios olhos, tomando decisões sem consultar nem a Deus, nem aos anciãos da Casa de Deus? Se, como diz Provérbios, na multidão de conselhos há a sabedoria, então na ausência de conselhos há a estultícia, ou seja, a insensatez, a estupidez, a tolice e a imbecilidade. Depois da "lambança" feita, vêm as consequências e com elas o desespero pela desprovimento de recursos espirituais ("nudez") e afastamento da visão dada por Deus. A tentativa de conserto com as próprias forças ("folhas de figueira") só piora as coisas; é melhor se submeter, enquanto filho, à disciplina do Pai. Fecha parênteses.
Com o pecado do homem, não restou alternativas ao amoroso Criador senão expulsar o homem do jardim; caso contrário, o Senhor teria perdido, para sempre, toda a raça humana, e o diabo teria vencido. Fora do Éden, a vida espiritual e biológica do homem entrou em constante declínio. Seu corpo mortal, que dependia de comer do fruto da árvore da vida para manter-se eternamente e o qual o homem jamais tencionou comer enquanto vivia no jardim, passou a sofrer a ação da morte. Cada ano fora do jardim implicava no aparecimento de inúmeras mazelas no corpo humano, até chegar o dia da separação da alma e do espírito do corpo - da morte. Espiritualmente, o homem morreu - ou seja, separou-se - de Deus no momento em que engoliu o pedaço daquele fruto, no Éden.
Porém, desde então, a morte não entrou apenas na raça humana. Toda criação passou, sob certo ponto de vista, a experimentar a "morte", a exalar o fétido odor de sua realidade. O Éden deixou de existir, com o tempo. Possivelmente, foi destruído por efeito das alterações geológicas e climáticas resultantes do pecado de Adão. No lugar dele, surgiram os desertos; no lugar de árvores que eram "boas para comer", surgiram as ervas daninhas e as plantas venenosas. Surgiram vírus e bactérias, patogênicos, que com o passar dos milênios se transformariam, a partir de efeitos mutagênicos, em agentes causadores da tuberculose, da febre amarela, da dengue, da varíola, do tifo e da Aids. Surgiram insetos, como o mosquito Aedes aegypti (aēdēs do grego "odioso" e ægypti do latim "do Egito"), futuro vetor de inúmeros vírus mortais ao homem. Isso sem mencionar os de insetos, vírus, bactérias e ervas daninhas - pragas - destruidores das plantações humanas.
Com o pecado, o equilíbrio da criação foi em grande parte prejudicado. Surgiram buracos na camada de ozônio, por conta da ganância humana; com isso, houve o contínuo aumento da temperatura média da Terra (hoje, no verão, a temperatura chega a 45ºC-50ºC em algumas regiões, como RJ). Neste ano, os efeitos das mudanças do clima se fizeram sentir em várias partes do planeta, com alto volume de chuvas, extremos de temperaturas, tufões e furacões. Mesmo diante deste notório quadro, até hoje os EUA não ratificaram o Protocolo de Kyoto, por pura ganância...
Lagoas, rios e mares foram (e ainda são) sistematicamente alvo de poluições por emissões de fábricas e esgotos sanitários. Aqui no estado do RJ, basta ir à praia de Icaraí, em Niterói, e ver, com tristeza, o que o esgoto causou... o cheiro é insuportável. É possível encontrar em algumas praias as "línguas negras" de esgoto (como Copacabana, Ipanema e outras). No lugar das águas minerais no jardim, as águas passaram a estar repletas de coliformes fecais, poluentes químicos e outros. E engana-se quem pensa que a poluição deve-se apenas aos grandes conglomerados sociais e produtivos: o homem, individualmente, é tão poluidor inveterado quanto em conjunto. Basta você ir a uma praia (isto é, se não for legalista, rsrsrs) e encontrar de tudo nela, tanto na areia quanto na água. Pessoalmente. já encontrei caco de vidro, garrafa quebrada, camisinha usada, seringa com agulha, centenas de sacos plásticos e de garrafas PET...
Abre parênteses: Onde estão as autoridades municipais que não vêm o que está acontecendo nas praias?!? Dia desses estava com minha família em Piratininga, na região litorânea conhecida como "praínha", e até cachorro havia na praia (e não era um só). Isso sem falar numas pessoas endemoniadas - só lhes cabe esta alcunha - que estavam a detonar bombas caseiras sobre albatrozes e aves marinhas residentes na região, por puro prazer de destruir a criação de Deus. Isso é crime ambiental, tipificado na Lei 9.605, de 12/02/1998, a chamada "Lei de Crimes Ambientais", sujeitando os infratores às penas restritivas de direito. Em seu Art. 29, está escrito: "Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida. Pena - detenção de seis meses a um ano, e multa". Atenção, Prefeitura de Piratininga e adjacências! Fiscalização é o enforcement da Lei! Fecha parênteses.
Onde iremos parar? Que mundo deixaremos para as futuras gerações? Os homens cada vez menos atentam para um conceito simples, cunhado no Relatório Brundtland (Our Commom Future, ou Nosso Futuro Comum, publicado em 1987): o desenvolvimento sustentável, isto é, o desenvolvimento que possibilite a satisfação das necessidades pela geração atual, de modo a permitir que as futuras gerações também possam satisfazer as suas necessidades. Pobreza e miséria, frutos em última análise do egoísmo humano materializados nos padrões insustentáveis de produção e de consumo e na exploração dos países em desenvolvimento pelos países desenvolvidos, são contrários ao desenvolvimento sustentável, que se baseia no conceito do "triple botton line" (desenvolvimento econômico, desenvolvimento ambiental e desenvolvimento social).
Resolver o problema da degradação do meio ambiente passa, primeiramente, pela solução dos problemas espirituais do homem. É preciso combater veementemente a auto-suficiência, a arrogância e o egoísmo humano, que se constituem em pecados aos olhos do Senhor Deus, o Criador de todas as coisas. É preciso que o homem "nasça de novo", ou seja, que ele sofra o processo de regeneração espiritual quando da conversão à Cristo, por meio de quem todas as coisas foram criadas. Somente tratando do problema em sua raiz mais profunda, será possível haver uma ética cristã ecológica, caso contrário, muito será discutido em termos acadêmicos, filosóficos e políticos, mas pouquíssimo será o real avanço, em termos práticos, da preservação ambiental.
Mas nascer de novo é apenas o começo. É preciso algo mais: é preciso amadurecer, até se tornar um crente maduro na fé. Segundo Paulo, "toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora" (Rm 8.22), com "ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus" (Rm 8.19). Expectação (sinôn.: esperança) é a tradução do termo grego apokaradokein. Apo significa “fora de”; kara, “cabeça”; dokein, “mirar”. Assim, o termo dá a idéia de alguém, com pescoço esticado, procurando ansiosamente, com grande desejo de encontrar, algo ou alguém. Ou seja, significa a mirada ardente, concentrada, e persistente que se aparta de qualquer outra coisa, para fixar-se somente no objeto do seu desejo. A criação está a vigiar, de forma ardente e persistente, com grande ansiedade, até que os filhos maduros de Deus (huios tou Théos) se manifestem.
Cabe, assim, à Igreja de Cristo na face da Terra, independente da denominação que professa, pouco importando se pentecostal ou tradicional, transformar os filhos meninos de Deus (teknon tou Théos) em filhos maduros de Deus, de forma a não perpetuar a infantilidade eterna e o escapismo. A Igreja de Cristo jamais deveria ser a Terra do Nunca, a Neverland da fé, onde seus membros nunca crescem; onde os Crentes-Garotos-Perdidos (!), liderados pelo Pastor-Peter-Pan (que também está perdido!) estão a lutar eternamente com Capitão Ganch...Tridente dos Infernos em troca de bênçãos materiais.
O jardim no Edén foi perdido para sempre, porque o homem preferiu dar ouvidos ao diabo e não a Deus. Não vamos perder o paraíso vindouro também e pela mesma razão; caso contrário o inferno (Geena), tipificado no lixão do vale de Hinom, onde se lançavam os cadáveres de pessoas que eram consideradas indignas, restos de animais, e toda outra espécie de imundície (se acrescentava enxofre para ajudar na queima), onde o seu bicho não morre, e o fogo nunca se apaga, será a nossa morada eterna.
Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!
Conforme o texto bíblico, o Senhor Deus plantou um jardim. Um jardim que possuía toda espécie de plantas e de árvores frutíferas, com toda espécie de animais terrestres e aves. E neste jardim, segundo o texto, Deus colocou o homem que tinha formado. Este jardim era localizado no lado oriental do Éden, muito provavelmente uma região geográfica daquela época. Os eruditos disputam sua localização na geografia atual. Assim, surgem localizações como a atual Armênia, na região oeste do Mar Cáspio, na Média, próximo a Damasco, na Palestina, ao sul da Arábia, e na Babilônia. Havia um rio que saía do Éden para regar o jardim; este rio, ao sair do jardim, se dividia em quatro braços (Gn 2.10). Muito provavelmente, ficava próximo aos rios Tigre e Eufrates. É de se supor que o jardim fosse um lugar de delícias e prazer, devido ao nome, Éden.
Não é errado supor que a temperatura do jardim do Edén fosse próxima aos 25ºC durante o dia, considerada uma temperatura agradável para o homem. A camada de ozônio, responsável pelo bloqueio dos raios UV, estava em perfeito estado; portanto, não havia fenômenos de aquecimento global ou mudanças climáticas à epoca. Com toda certeza, a temperatura à noite deveria aproximar-se da temperatura do dia, talvez no máximo um ou dois graus abaixo, tornando as noites suaves. Além disso, havia fonte de água inesgotável, oriunda do rio que banhava o jardim: água mineral, pura, refrescante e saborosa. Junte-se a isso as deliciosas frutas que ali haviam é facílimo entender o nome Éden.
O homem e o jardim... perfeito equilíbrio ambiental. O jardim era a casa do homem no planeta, e assim era por ele compreendido.
Porém, o que o homem fez? Introduziu o pecado no lugar perfeito, aceitando o papo furado do diabo. Que pecado é esse? Meramente comer um fruto? Entender deste modo o pecado de Adão - o homem formado por Deus e introduzido no jardim - e Eva - sua esposa - é não compreender a Bíblia, em sua inteireza e inerrância doutrinária. O pecado não foi infantil, como a maioria das pessoas supõem; não foi uma "travessura infantil". Não, o pecado foi muito sério: trata-se da auto-suficiência, da negação da necessidade do Criador, da presunção de ser o Juiz do Universo, a Luz do Mundo, por conta própria. Era como dizer a Deus: "Eu não preciso mais de você. Eu já sei tudo o que preciso saber para controlar, eu mesmo, a minha própria vida".
Abre parênteses: Hoje, vejo muitos homens e mulheres errarem o alvo miseravelmente como erraram Adão e Eva. Desde cientistas - que aboliram o Criador em prol das Leis físicas que o próprio Criador estabeleceu no princípio - até mesmo pastores e crentes comuns. Quantos crentes e pastores acham-se sábios aos próprios olhos, tomando decisões sem consultar nem a Deus, nem aos anciãos da Casa de Deus? Se, como diz Provérbios, na multidão de conselhos há a sabedoria, então na ausência de conselhos há a estultícia, ou seja, a insensatez, a estupidez, a tolice e a imbecilidade. Depois da "lambança" feita, vêm as consequências e com elas o desespero pela desprovimento de recursos espirituais ("nudez") e afastamento da visão dada por Deus. A tentativa de conserto com as próprias forças ("folhas de figueira") só piora as coisas; é melhor se submeter, enquanto filho, à disciplina do Pai. Fecha parênteses.
Com o pecado do homem, não restou alternativas ao amoroso Criador senão expulsar o homem do jardim; caso contrário, o Senhor teria perdido, para sempre, toda a raça humana, e o diabo teria vencido. Fora do Éden, a vida espiritual e biológica do homem entrou em constante declínio. Seu corpo mortal, que dependia de comer do fruto da árvore da vida para manter-se eternamente e o qual o homem jamais tencionou comer enquanto vivia no jardim, passou a sofrer a ação da morte. Cada ano fora do jardim implicava no aparecimento de inúmeras mazelas no corpo humano, até chegar o dia da separação da alma e do espírito do corpo - da morte. Espiritualmente, o homem morreu - ou seja, separou-se - de Deus no momento em que engoliu o pedaço daquele fruto, no Éden.
Porém, desde então, a morte não entrou apenas na raça humana. Toda criação passou, sob certo ponto de vista, a experimentar a "morte", a exalar o fétido odor de sua realidade. O Éden deixou de existir, com o tempo. Possivelmente, foi destruído por efeito das alterações geológicas e climáticas resultantes do pecado de Adão. No lugar dele, surgiram os desertos; no lugar de árvores que eram "boas para comer", surgiram as ervas daninhas e as plantas venenosas. Surgiram vírus e bactérias, patogênicos, que com o passar dos milênios se transformariam, a partir de efeitos mutagênicos, em agentes causadores da tuberculose, da febre amarela, da dengue, da varíola, do tifo e da Aids. Surgiram insetos, como o mosquito Aedes aegypti (aēdēs do grego "odioso" e ægypti do latim "do Egito"
Com o pecado, o equilíbrio da criação foi em grande parte prejudicado. Surgiram buracos na camada de ozônio, por conta da ganância humana; com isso, houve o contínuo aumento da temperatura média da Terra (hoje, no verão, a temperatura chega a 45ºC-50ºC em algumas regiões, como RJ). Neste ano, os efeitos das mudanças do clima se fizeram sentir em várias partes do planeta, com alto volume de chuvas, extremos de temperaturas, tufões e furacões. Mesmo diante deste notório quadro, até hoje os EUA não ratificaram o Protocolo de Kyoto, por pura ganância...
Lagoas, rios e mares foram (e ainda são) sistematicamente alvo de poluições por emissões de fábricas e esgotos sanitários. Aqui no estado do RJ, basta ir à praia de Icaraí, em Niterói, e ver, com tristeza, o que o esgoto causou... o cheiro é insuportável. É possível encontrar em algumas praias as "línguas negras" de esgoto (como Copacabana, Ipanema e outras). No lugar das águas minerais no jardim, as águas passaram a estar repletas de coliformes fecais, poluentes químicos e outros. E engana-se quem pensa que a poluição deve-se apenas aos grandes conglomerados sociais e produtivos: o homem, individualmente, é tão poluidor inveterado quanto em conjunto. Basta você ir a uma praia (isto é, se não for legalista, rsrsrs) e encontrar de tudo nela, tanto na areia quanto na água. Pessoalmente. já encontrei caco de vidro, garrafa quebrada, camisinha usada, seringa com agulha, centenas de sacos plásticos e de garrafas PET...
Abre parênteses: Onde estão as autoridades municipais que não vêm o que está acontecendo nas praias?!? Dia desses estava com minha família em Piratininga, na região litorânea conhecida como "praínha", e até cachorro havia na praia (e não era um só). Isso sem falar numas pessoas endemoniadas - só lhes cabe esta alcunha - que estavam a detonar bombas caseiras sobre albatrozes e aves marinhas residentes na região, por puro prazer de destruir a criação de Deus. Isso é crime ambiental, tipificado na Lei 9.605, de 12/02/1998, a chamada "Lei de Crimes Ambientais", sujeitando os infratores às penas restritivas de direito. Em seu Art. 29, está escrito: "Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida. Pena - detenção de seis meses a um ano, e multa". Atenção, Prefeitura de Piratininga e adjacências! Fiscalização é o enforcement da Lei! Fecha parênteses.
Onde iremos parar? Que mundo deixaremos para as futuras gerações? Os homens cada vez menos atentam para um conceito simples, cunhado no Relatório Brundtland (Our Commom Future, ou Nosso Futuro Comum, publicado em 1987): o desenvolvimento sustentável, isto é, o desenvolvimento que possibilite a satisfação das necessidades pela geração atual, de modo a permitir que as futuras gerações também possam satisfazer as suas necessidades. Pobreza e miséria, frutos em última análise do egoísmo humano materializados nos padrões insustentáveis de produção e de consumo e na exploração dos países em desenvolvimento pelos países desenvolvidos, são contrários ao desenvolvimento sustentável, que se baseia no conceito do "triple botton line" (desenvolvimento econômico, desenvolvimento ambiental e desenvolvimento social).
Resolver o problema da degradação do meio ambiente passa, primeiramente, pela solução dos problemas espirituais do homem. É preciso combater veementemente a auto-suficiência, a arrogância e o egoísmo humano, que se constituem em pecados aos olhos do Senhor Deus, o Criador de todas as coisas. É preciso que o homem "nasça de novo", ou seja, que ele sofra o processo de regeneração espiritual quando da conversão à Cristo, por meio de quem todas as coisas foram criadas. Somente tratando do problema em sua raiz mais profunda, será possível haver uma ética cristã ecológica, caso contrário, muito será discutido em termos acadêmicos, filosóficos e políticos, mas pouquíssimo será o real avanço, em termos práticos, da preservação ambiental.
Mas nascer de novo é apenas o começo. É preciso algo mais: é preciso amadurecer, até se tornar um crente maduro na fé. Segundo Paulo, "toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora" (Rm 8.22), com "ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus" (Rm 8.19). Expectação (sinôn.: esperança) é a tradução do termo grego apokaradokein. Apo significa “fora de”; kara, “cabeça”; dokein, “mirar”. Assim, o termo dá a idéia de alguém, com pescoço esticado, procurando ansiosamente, com grande desejo de encontrar, algo ou alguém. Ou seja, significa a mirada ardente, concentrada, e persistente que se aparta de qualquer outra coisa, para fixar-se somente no objeto do seu desejo. A criação está a vigiar, de forma ardente e persistente, com grande ansiedade, até que os filhos maduros de Deus (huios tou Théos) se manifestem.
Cabe, assim, à Igreja de Cristo na face da Terra, independente da denominação que professa, pouco importando se pentecostal ou tradicional, transformar os filhos meninos de Deus (teknon tou Théos) em filhos maduros de Deus, de forma a não perpetuar a infantilidade eterna e o escapismo. A Igreja de Cristo jamais deveria ser a Terra do Nunca, a Neverland da fé, onde seus membros nunca crescem; onde os Crentes-Garotos-Perdidos (!), liderados pelo Pastor-Peter-Pan (que também está perdido!) estão a lutar eternamente com Capitão Ganch...Tridente dos Infernos em troca de bênçãos materiais.
O jardim no Edén foi perdido para sempre, porque o homem preferiu dar ouvidos ao diabo e não a Deus. Não vamos perder o paraíso vindouro também e pela mesma razão; caso contrário o inferno (Geena), tipificado no lixão do vale de Hinom, onde se lançavam os cadáveres de pessoas que eram consideradas indignas, restos de animais, e toda outra espécie de imundície (se acrescentava enxofre para ajudar na queima), onde o seu bicho não morre, e o fogo nunca se apaga, será a nossa morada eterna.
Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
A DURA REALIDADE DA CRISE DE FIDELIDADE
O que é fidelidade? Segundo o Dicionário Aurélio, fidelidade é:
1.Qualidade de fiel; lealdade.
2.Constância, firmeza, nas afeições, nos sentimentos; perseverança.
3.Observância rigorosa da verdade; exatidão.
Conforme a Wikipedia, fidelidade é definida como sendo o atributo ou a qualidade de quem ou do que é fiel (do latim fidelis), para significar quem ou o que conserva, mantém ou preserva suas características originais, ou quem ou o que mantém-se fiel à referência.
A palavra grega traduzida por fidelidade é pistis. Fidelidade é tanto uma atitude quanto uma ação demonstrada em relação a Deus e aos outros. Esta palavra grega é também a mesma palavra para “fé” (Mt 23:23; 1Co 13:7, 1Co 13:13). Assim, a fidelidade é primariamente encontrada em Deus, como sendo um dos seus atributos morais, denotando firmeza ou constância em Deus. Deus é fiel. Ele é absolutamente digno de confiança; as suas palavras não falharão. Consequentemente, seu povo pode descansar em suas promessas. Por tratar-se de um atributo comunicável, espera-se encontrar a fidelidade nos crentes em Cristo, ou seja, que especialmente eles sejam fiéis. Paulo, escrevendo aos Gálatas, enumera a fidelidade como um dos aspectos do Fruto do Espírito (Gl 5.22,23).
1.Qualidade de fiel; lealdade.
2.Constância, firmeza, nas afeições, nos sentimentos; perseverança.
3.Observância rigorosa da verdade; exatidão.
Conforme a Wikipedia, fidelidade é definida como sendo o atributo ou a qualidade de quem ou do que é fiel (do latim fidelis), para significar quem ou o que conserva, mantém ou preserva suas características originais, ou quem ou o que mantém-se fiel à referência.
A palavra grega traduzida por fidelidade é pistis. Fidelidade é tanto uma atitude quanto uma ação demonstrada em relação a Deus e aos outros. Esta palavra grega é também a mesma palavra para “fé” (Mt 23:23; 1Co 13:7, 1Co 13:13). Assim, a fidelidade é primariamente encontrada em Deus, como sendo um dos seus atributos morais, denotando firmeza ou constância em Deus. Deus é fiel. Ele é absolutamente digno de confiança; as suas palavras não falharão. Consequentemente, seu povo pode descansar em suas promessas. Por tratar-se de um atributo comunicável, espera-se encontrar a fidelidade nos crentes em Cristo, ou seja, que especialmente eles sejam fiéis. Paulo, escrevendo aos Gálatas, enumera a fidelidade como um dos aspectos do Fruto do Espírito (Gl 5.22,23).
Num mundo onde cada vez mais as pessoas buscam, de forma egoísta, satisfazerem apenas suas próprias vontades e caprichos, a fidelidade é uma qualidade de caráter cada vez mais rara e difícil de se encontrar. Vivemos numa época onde cada vez mais os relacionamentos, em todas as suas formas e possibilidades, tornaram-se efêmeros, passageiros:
a) Relacionamento Sentimental: Em todas as suas facetas, a fidelidade quase não existe mais nos relacionamentos sentimentais. Os namoros, quando ainda acontecem, passaram a se constituir, na prática, o início da vida sexual dos jovens e adolescentes. Iniciação sexual que leva a ínumeras consequências, sempre danosas, que vão desde traumas e vícios, até as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), passando pela gravidez indesejada. No caso da gravidez, a infidelidade é tão grande que ou o rapaz ou a moça (ou ambos) dão a mínima para a criança que foi gerada irresponsavelmente.
A infidelidade persiste até mesmo no casamento - quando esse ainda acontece. Sim, porque a sociedade moderna inventou muitas coisas, dentre elas a "união estável". Apesar de judicialmente a união estável corrigir um problema social grave, ela acaba servindo como alternativa humana à Vontade divina para o casal, chamada casamento. Se há amor entre duas pessoas, não há obstáculos ao santo matrimônio, nem mesmo o obstáculo financeiro (as "festas de arromba", frequentemente vistas como obrigatórias no casamento, são outra invencionice humana...).
Porém, o próprio casamento está em crise. Com a facilidade de acesso à pornografia e ao sexo virtual, os casamentos passaram a experimentar profundos ataques à sua saúde e durabilidade. Assim, por exemplo, o marido procura saciar suas carências em salas de chat e websites pornôs, masturbando-se diante de fotos e vídeos; esposas, por sua vez, masturbam-se diante de revistas/sites especializados; em alguns casos, passam até mesmo a se exibirem em webcans - tudo em prol do prazer. No limite máximo, maridos e esposas abrem mão da realidade em prol da fantasia (parte disso também deve-se à estereotipização machista do corpo feminino - "bundão" e "peitão" - materializado nas "mulheres-frutas de silicone"). O problema é que a fantasia gera a mesma necessidade das drogas: invariavelmente, será preciso cada vez mais. Não é à toa que muitos casais acabam aderindo à "troca de parceiros" (swing, menage, gang bang, sexo grupal, etc), passando a participarem de Festas Liberais em Clubes de Swing. Como se chama isso? Infidelidade!
b) Relacionamento Interpessoal: No mundo, confiar em alguém pode significar ser alvo de falcatruas e pilantragens. Amizade verdadeira é, infelizmente, raríssima; quando duas pessoas se aproximam, há algum interesse em jogo. Ninguém considera o próximo ao buscar união ou ao tomar suas decisões. Não há mais fidelidade! Nem meu cão sharpei é assim: até quando ele me morde, está sendo fiel e sincero!
c) Relacionamento no Âmbito da Igreja: Basta olhar a prática do conceito de "irmão" que percebe-se com facilidade a perda/desvio de significado: em muitos e muitos lugares, o conceito é puramente religioso: trata-se da designação do membro de um confraria ou irmandade. Perdido está o conceito familiar, tão transparente no Novo Testamento; o conceito de "filhos do Mesmo Pai" e "membros da mesma família - a família de Deus" (Ef 2.19). Com a difusão e implantação do eu-vangelho muquira, práticas que evidenciam o amor fraternal, tais como, "orai uns pelos outros", "comunicai com os santos nas suas necessidades", "alegrai-vos com os que se alegram; e chorai com os que choram" - só para mencionar algumas - caíram em desuso. Hoje, cada um vai à Igreja com o interesse único e exclusivo em alcançar sua própria bênção, em obter soluções imeditas para seus próprios males. O outro que está do meu lado? Não sei quem é, não quero saber e tenho raiva de quem sabe...
Talvez o(a) leitor(a) diga: Mas isso é egoísmo! Onde está a infidelidade? Veja o que diz o Salmista: “Salva-nos, Senhor, pois não existe mais o piedoso; os fiéis desapareceram dentre os filhos dos homens. Cada um fala com falsidade ao seu próximo; falam com lábios lisonjeiros e coração dobre” (Salmo 12:1-2). A piedade (compaixão, dó, comiseração) está invariavelmente ligada à fidelidade. Do ponto de vista bíblico, ninguém que seja fiel é sem piedade (ímpio), nem o piedoso é infiel. Note que tanto a fidelidade quanto a bondade são "gomos" do mesmo Fruto do Espírito. Fidelidade, misericórdia e graça sempre caminham juntas!
Hoje, a fidelidade nas igrejas anda em baixa. Pouquíssimos crentes são realmente fiéis às suas denominações, deixando a congregação pelos motivos mais banais. Antigamente, o crente só mudava de igreja em virtude de um problema gravíssimo com ela (adoção de heresias, pecados graves na liderança, etc). No início do movimento pentecostal, sério, muitos irmãos foram obrigados a sair de suas igrejas em virtude do batismo com Espírito Santo, porque não podiam negar a realidade do que haviam experimentado. Assim, por exemplo, foram fundadas denominações sérias, como a Batista Nacional, tendo sua Convenção fundada em 1967 pelo Pr. Enéas Tognini.
Hoje, porém, basta não ter as vontades satisfeitas que os crentes trocam de igreja como quem troca de roupa - hoje metodista, amanhã congregacional, daqui a uma semana batista e assim vai, apresentando como justificativa as desculpas mais esfarrapadas possíveis, tais como "o meu tempo aqui acabou...". Quando você vai averiguar, estes "irmãos" já passaram, no mínimo, por 05 denominações diferentes (se falar em igrejas são dezenas) e ainda continuam a peregrinar, a "passear pelas igrejas e rodar por elas". Será que chegaremos num tempo onde as igrejas terão que aderir à onda do eu-vangelho e criarem um "cartão de fidelidade" para os crentes, dando vantagens e benefícios para poder ter pessoas fiéis?
O que é isso? Crise de fidelidade!
Diante do exposto, vivemos uma crise de fidelidade sem precedentes em nossos dias e a tendência é piorar. Assim, sem sombra, ela é uma virtude a ser buscada e, dependendo do caso, restaurada. Especialmente por aqueles que se dizem filhos do Altíssimo. Ser fiel não é uma opção, é um dever moral que o crente em Cristo deve cumprir em sua vida. De infidelidade, o mundo está cheio; a única alternativa para o mundo é Cristo, que é fiel. Porém, é necessário que também sejamos fiéis enquanto crentes individuais e enquanto Igreja - ao nosso chamado, à nossa vocação, à Palavra, à nossa denominação eclesiástica, à nossa fé.
Segundo a parábola dos talentos, se formos fiéis no pouco, o Senhor nos colocará sobre o muito; porém se formos infiéis no pouco, não teremos nada e acabaremos lançados, como servos inúteis, nas trevas exteriores; onde haverá pranto e ranger de dentes.
Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!
domingo, 23 de janeiro de 2011
PROCURA-SE PARA ADMISSÃO IMEDIATA...
"ADMISSÃO IMEDIATA: homem ou mulher, jovem ou idoso: Procura-se: fiel e temente a Deus, crente genuíno, amante das Escrituras Sagradas - estudo e ensino. Que tenha aptidão para toda boa obra. Que ame a Igreja do Senhor e tenha disposição para trabalhar no que for confiado. Que saiba trabalhar em grupo, lidando com os contradizentes e suas contradições. Pagamento garantido pelo Dono da Seara aos que perseverarem até ao fim."
Imagine que a admissão de novos obreiros para a Seara do Mestre se desse por meio de anúncios nos jornais. Será que com o anúncio acima haveriam filas na porta da Igreja para o processo seletivo? Quantos candidatos apareceriam? 100 candidatos? 50? Quantos preencheriam os requisitos acima? Quantos concordariam em receber apenas ao final da Obra?
De fato, a coisa mais difícil para realizar a Obra de Deus é conseguir a ajuda de pessoas compromissadas e tementes a Deus, que não sejam "traíras" disfarçados ou que não desistam ao sinal do menor problema/dificuldade. Infelizmente, muitos "obreiros" em nossas igrejas são comissionados segundo a ordem de Judas Iscariotes: só pensam naquilo que poderão usufruir da Obra - dinheiro e posição/título. Gente que anseia ser alguma coisa (na prática: ter um título) só para poder dominar o rebanho. Enquanto não conseguem o bendito título, sem comportam como os mais humildes e prestativos obreiros à disposição; depois, haja graça para lidar com eles!
O outro grupo consiste naqueles aos quais chamo de "obreiros ninja". Quando você precisa deles, eles somem na fumaça. Qualquer menor sinal de dor ou indisposição torna-se fonte de desculpas, fazendo com que o problema seja digno do Dr. House. Onde está fulano? Ah, fulano não vem hoje; está com crise de fluxo naso-sinusial de polissacarídeos acentuado - desculpa mirabolante; na verdade, fulano ficou em casa porque está com nariz escorrendo. Onde está a diaconisa Sicrana? Xiii pastor, tá com um fluxo que só o senhor vendo...nem tocando nas orlas das vestes do Senhor resolve!
Outra classe de desculpas muito boas são as espirituais. Onde está a obreira beltrana? Beltrana teve um sonho a noite e ao acordar ficou em transe profético ligada no sinhô... sabe naum pastô, ela dava até choque... quando saiu da ligação com Jeolá, entregô a mensagem decodificada segundo os princípios proféticos-espirituais de Dan Brown: foi mandada por Gizuz visitar, por 4 meses, a igreja de Gizuz do santo reteté...mas ela continua firme conosco...
É também muito comum o costume de alguns obreiros de só fazer a Obra se o pastor estiver junto. Se ele não comparecer, nada acontece. Não importa se o pastor está cansado, doente, ou mesmo de férias (será que pastor também pode ter férias?!?), ele tem que estar presente no evangelismo, na oração das mulheres, no culto infantil, na consagração da juventude, no ensaio do louvor, na pintura da igreja... Isso não é mais um pastor, é o "Multi-pastor", super-herói que se depois de um "grito de guerra" - "vamos nós!" - se multiplica em várias cópias. Só mesmo fazendo parte dos Impossíveis para conseguir estar presente em tudo! Interessante é que esses mesmos ditos obreiros tiram férias pelo tempo que querem e bem entendem...Ah, justiça de fariseu!
Certa ocasião, o Senhor disse: "Grande é, em verdade, a seara, mas os obreiros são poucos; rogai, pois, ao Senhor da seara que envie obreiros para a sua seara." (Lc 10.2) Note que a palavra usada por Jesus é rogar, isto é, "pedir com insistência", "suplicar", "implorar", não simplesmente orar. Porque será...?!? Óh Senhor, manda obreiros e obreiras para Tua Seara! A escassez de mão-de-obra "qualificada" está em falta...
Para aqueles que gostam de viver assim, desleixados diante do Senhor, quero lembrar-lhes o que diz a Bíblia: “Maldito aquele que fizer a obra do Senhor relaxadamente" (Jr 48.10). Se formos negligentes, desonestos ou preguiçosos no nosso serviço a Deus, seremos condenados por Ele. Ao contrário disso, vamos trabalhar! Tem bastante espaço e muito trabalho a ser feito; não dá mais para perder tempo com melindres e criancices, pois a hora de entregar o trabalho pronto já está muito próxima! Já dizia o antigo e muito cantado hino, da Harpa Cristã:
Trabalhai e orai.
Na seara e na vinha do Senhor;
Meu desejo é orar,
E ocupado quero estar
Sim, na vinha do Senhor.
Imagine que a admissão de novos obreiros para a Seara do Mestre se desse por meio de anúncios nos jornais. Será que com o anúncio acima haveriam filas na porta da Igreja para o processo seletivo? Quantos candidatos apareceriam? 100 candidatos? 50? Quantos preencheriam os requisitos acima? Quantos concordariam em receber apenas ao final da Obra?
De fato, a coisa mais difícil para realizar a Obra de Deus é conseguir a ajuda de pessoas compromissadas e tementes a Deus, que não sejam "traíras" disfarçados ou que não desistam ao sinal do menor problema/dificuldade. Infelizmente, muitos "obreiros" em nossas igrejas são comissionados segundo a ordem de Judas Iscariotes: só pensam naquilo que poderão usufruir da Obra - dinheiro e posição/título. Gente que anseia ser alguma coisa (na prática: ter um título) só para poder dominar o rebanho. Enquanto não conseguem o bendito título, sem comportam como os mais humildes e prestativos obreiros à disposição; depois, haja graça para lidar com eles!
O outro grupo consiste naqueles aos quais chamo de "obreiros ninja". Quando você precisa deles, eles somem na fumaça. Qualquer menor sinal de dor ou indisposição torna-se fonte de desculpas, fazendo com que o problema seja digno do Dr. House. Onde está fulano? Ah, fulano não vem hoje; está com crise de fluxo naso-sinusial de polissacarídeos acentuado - desculpa mirabolante; na verdade, fulano ficou em casa porque está com nariz escorrendo. Onde está a diaconisa Sicrana? Xiii pastor, tá com um fluxo que só o senhor vendo...nem tocando nas orlas das vestes do Senhor resolve!
Outra classe de desculpas muito boas são as espirituais. Onde está a obreira beltrana? Beltrana teve um sonho a noite e ao acordar ficou em transe profético ligada no sinhô... sabe naum pastô, ela dava até choque... quando saiu da ligação com Jeolá, entregô a mensagem decodificada segundo os princípios proféticos-espirituais de Dan Brown: foi mandada por Gizuz visitar, por 4 meses, a igreja de Gizuz do santo reteté...mas ela continua firme conosco...
É também muito comum o costume de alguns obreiros de só fazer a Obra se o pastor estiver junto. Se ele não comparecer, nada acontece. Não importa se o pastor está cansado, doente, ou mesmo de férias (será que pastor também pode ter férias?!?), ele tem que estar presente no evangelismo, na oração das mulheres, no culto infantil, na consagração da juventude, no ensaio do louvor, na pintura da igreja... Isso não é mais um pastor, é o "Multi-pastor", super-herói que se depois de um "grito de guerra" - "vamos nós!" - se multiplica em várias cópias. Só mesmo fazendo parte dos Impossíveis para conseguir estar presente em tudo! Interessante é que esses mesmos ditos obreiros tiram férias pelo tempo que querem e bem entendem...Ah, justiça de fariseu!
Certa ocasião, o Senhor disse: "Grande é, em verdade, a seara, mas os obreiros são poucos; rogai, pois, ao Senhor da seara que envie obreiros para a sua seara." (Lc 10.2) Note que a palavra usada por Jesus é rogar, isto é, "pedir com insistência", "suplicar", "implorar", não simplesmente orar. Porque será...?!? Óh Senhor, manda obreiros e obreiras para Tua Seara! A escassez de mão-de-obra "qualificada" está em falta...
Para aqueles que gostam de viver assim, desleixados diante do Senhor, quero lembrar-lhes o que diz a Bíblia: “Maldito aquele que fizer a obra do Senhor relaxadamente" (Jr 48.10). Se formos negligentes, desonestos ou preguiçosos no nosso serviço a Deus, seremos condenados por Ele. Ao contrário disso, vamos trabalhar! Tem bastante espaço e muito trabalho a ser feito; não dá mais para perder tempo com melindres e criancices, pois a hora de entregar o trabalho pronto já está muito próxima! Já dizia o antigo e muito cantado hino, da Harpa Cristã:
Trabalhai e orai.
Na seara e na vinha do Senhor;
Meu desejo é orar,
E ocupado quero estar
Sim, na vinha do Senhor.
Conforme o ensino do apóstolo Paulo, no tribunal (bema) de Cristo haveremos de ser recompensados pelo Senhor ou por Ele punidos - e isso diante de toda a Igreja Gloriosa: "A obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento." (I Co 3.13-15a) O que você, dito obreiro cristão, prefere? Recompensa ou vergonha?
Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
OS POLÍTICOS, AS IGREJAS DA PROSPERIDADE E A TRAGÉDIA NA REGIÃO SERRANA DO RJ
O número de mortos em decorrência das fortes chuvas que atingiram a Região Serrana do Rio chegou a 511 nesta sexta-feira. De acordo com informações da Defesa Civil, 228 óbitos foram registrados em Teresópolis, 225 em Nova Friburgo, 39 em Petrópolis e outros 19 no município de Sumidouro.
(FONTE: Jornal O Dia, 14/01/2011)
Veja o Vídeo:
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MEUS COMENTÁRIOS:
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Em primeiro lugar, repudio completamente a afirmação de que a culpa por esta tragédia pertence ao clima, ou às mudanças climáticas. Como cientista, reconheço que o fenômeno tem o seu papel, no alto volume de chuvas. Ainda que é preciso comentar que já há algum tempo, a cada verão, o episódio se repete. Alto volume de chuvas, e muitas mortes. Haja vista a tragédia no Morro do Bumba, em Niterói/RJ e muitas outras.
Se há algum culpado aqui - e de fato há - não é o clima ou o meio ambiente. É o homem, o político inepto, que faz vista grossa para a ocupação irregular das encostas dos morros, que permite que milhares de pessoas se abriguem em barracos quando há dezenas de anos atrás poderia ter construído moradias para estas pobres pessoas. Agora, por favor, sr. político - seja vereador, seja deputado, seja governador, seja qualquer coisa - não apareça com a cara mais deslavada na TV e culpe ou ao clima ou às pessoas que estão sofrendo. Você mora em áreas nobres por que pode, por causa dos altíssimos salários (e outros "ganhos" que todo brasileiro sabe a fonte); eles sobrevivem em pseudo-moradias, porque ganham uma miséria de salário e "bolsas-esmolas" e ainda por cima tem que sustentar as mordomias e caprichos de vocês, políticos - cariocas e federais.
Agora que a tragédia aconteceu - a crônica da tragédia anunciada - vocês, políticos, façam como sempre fazem: usem de demagogia. Prometam vultosas liberações de recursos para a reconstrução das cidades destruídas por sua ineficiência, inefetividade e ineficácia enquanto governo. Prometam "mundos e fundos"; afinal, isso contará como votos nas próximas eleições, não é mesmo? Apareçam na TV fazendo "carão" de consternação, de "sensibilidade com o sofrimento alheio". Sugiro a vocês que quando aparecerem na TV levem um lenço, para limpar as lágrimas da falsidade, da hipocrisia, do descaso que rolarão por suas lindas e perfeitas faces. Ah sim, não se esqueçam de colocar um outdoor nas cidades afetadas: "Aqui, mais uma obra do governo. Brasil, um país de todos".
Agora, porém, deixe-me tratar, como Pastor Evangélico e Ministro da Palavra de Deus, com outra gente, gente muito popular, gente cheia de soluções mirabolantes, que fariam Burt Ward exclamar: "Santa Solução, Batman!" Sim, isso mesmo: são os pregadore$ da teologia da bufunfa, da teologia da prosperidade; "ungidos poderosos do sinhô" que conforme a crendice popular "determinam e tudo acontece"; valentes que "põem o inferno em retirada" e, como Samuel, "nenhuma palavra deles cai por terra" (só por água à baixo, desculpe-me os leitores o trocadilho). Cadê vocês, óh sacrossantos mestres da bufunfa, que sendo dotados de todo o conhecimento (sim, porque assim vocês se comportam diante das pessoas) não "oraram para o céu fechar" como fez Elias? Afinal, isso deve ser bem simples para vocês, não é verdade? Não são vocês "íntimos" do Senhor, como vocês mesmo dizem?
Eu sou só um simples pastor, um "idiota que não prega a teologia da prosperidade e que deveria abdicar do pastorado", mas e vocês, "apóstolos & ungidos", "ultima bolacha do pacote": vocês não são sábios, eruditos, espirituais e ungidos? Eu dependo de Deus, sou apenas um mero servo; mas com vocês não é diferente? Vocês não dizem que Deus está amarrado ao que Ele falou? Não são tão poderosos ao ponto de um suor de vocês curar pessoas? E onde está a prosperidade que vocês prometem? Ah sim, vai ver que naquelas cidades não havia nenhuma só pessoa que fosse "justa" aos padrões econômico-espirituais de vocês... Sim, porque segundo a Bíblia, "antigo livro utilizado por cristãos sem revelação", diz que Abraão orou ao Senhor e perguntou-lhe se Ele detruiria toda uma cidade se nela fossem encontradas pessoas justas. Será que não haviam 10 almas? Ou pelo menos uma, pelos menos um único Ló?
Outra coisa: vocês estão vendo o que aconteceu naquelas cidades, não estão? Então, façam um favor ao Reino de Deus, pelo menos um: peguem parte - PARTE - da fortuna que vocês estão ajuntando na terra e ajudem àquelas pessoas. Vocês tem muito, o deus Mamom tem abastecido vocês. Pelo menos uma única vez na vida, leiam todo o texto de Malaquias 3 que vocês tanto gostam de citar para arrecadar dinheiro das pessoas e apliquem-no a vocês mesmos: "Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, PARA QUE HAJA MANTIMENTO NA MINHA CASA". Façam com que a Casa de Deus - e Malaquias não cita placa denominacional, nem debate se é pentecostal ou tradicional - tenha mantimento, para dar de comer, para sustentar, para ajudar aqueles que precisam! Apenas por um momento, pelo menos uma única vez na vida de vocês, honrem ao Deus da Bíblia e façam com que Ele seja glorificado entre os homens.
Abram as janelas dos céus, para que a riqueza de vocês seja repartida com aqueles que nada tem, que tudo perderam... depois, vocês conseguem mais, com certeza! Vocês não deixarão de comer caviar por isso, nem de beber o melhor vinho; mas, aquela gente poderá comer um pedaço de pão e beber um copo d´água fria. Vocês não deixarão de ostentarem os melhores ternos, anéis, jóias e relógios; mas eles poderão deitar a cabeça sobre algo mais macio do que o chão de uma quadra de esportes, poderão vestir algo mais quente do que alguns farrapos. Seus palác...ops, quero dizer, "humildes casas" continuarão de pé, sólidas e quentes; já eles terão condições de reconstruir a vida em outra lugar (muito provavelmente noutra área de risco). Determinem a prosperidade sobre aquelas vidas na prática e, sem pedir coisa alguma em troca - porque vocês, apóstolos e mestres da riqueza não precisam disso - abençoem materialmente aquelas vidas.
Por favor, continuem a se auto-atribuírem os títulos pomposos que vocês possuem e esqueçam, eu imploro, esse pobre e humilde título de pastor. Deixem esse título (que na verdade é um ofício) para pessoas "idiotas" como eu, que pensam ainda no Reino de Deus, na Igreja, em ovelhas.
Sinceramente, esse ensino de vocês me causa nojo. Tenho ódio de toda a teologia da prosperidade, que só faz aumentar a opulência de uns e a miséria de outros. Vocês, que percorrem o mundo inteiro para fazer um discípulo, e o tornam duas vezes filho do inferno pior que vocês, são objeto de blasfêmia ao Nome e ao Evangelho do Senhor. Jamais ensinarei a apostasia de vocês! Sigam com seu erro, aproveitem bem os seus frutos, porque, ao final de suas vidas, vocês irão gozar do seu terrível destino eterno. Sim, vocês que invocaram tanto o Nome do Senhor, ver-se-ão perdidos no inferno para sempre!
Sobre vocês - pastores da bufunfa e políticos ineptos - pesa o mesmo destino retrato por Dante Alighieri, em sua obra "Divina Comédia", quando Virgílio conduz seu discípulo Dante ao quarto círculo do inferno a ver a pena dos pródigos e dos avarentos, que são condenados a rolar com os peitos grandes pesos e trocarem-se injúrias - em seu conteúdo, clérigos:
“Os que então de cabelos despojados
Clérigos, papas, cardeais hão sido,
Pela nímia avareza subjugados”.
“Vês quanto é de vaidade iludida
A ambição, em que os homens a porfiam,
Da Fortuna anelando os bens na vida.
“Todo o ouro, que as entranhas conteriam
Da terra, não pudera dar repouso
A um dos que em fadiga se cruciam”.
Vocês que se acham ricos e cheios de graça, como vocês dizem: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu; o Senhor Jesus aconselha-te que dele compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas. Ele, o Senhor, repreende e castiga a todos quantos ama; sê pois zeloso, e arrepende-te.
Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!
(FONTE: Jornal O Dia, 14/01/2011)
Veja o Vídeo:
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MEUS COMENTÁRIOS:
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Em primeiro lugar, repudio completamente a afirmação de que a culpa por esta tragédia pertence ao clima, ou às mudanças climáticas. Como cientista, reconheço que o fenômeno tem o seu papel, no alto volume de chuvas. Ainda que é preciso comentar que já há algum tempo, a cada verão, o episódio se repete. Alto volume de chuvas, e muitas mortes. Haja vista a tragédia no Morro do Bumba, em Niterói/RJ e muitas outras.
Se há algum culpado aqui - e de fato há - não é o clima ou o meio ambiente. É o homem, o político inepto, que faz vista grossa para a ocupação irregular das encostas dos morros, que permite que milhares de pessoas se abriguem em barracos quando há dezenas de anos atrás poderia ter construído moradias para estas pobres pessoas. Agora, por favor, sr. político - seja vereador, seja deputado, seja governador, seja qualquer coisa - não apareça com a cara mais deslavada na TV e culpe ou ao clima ou às pessoas que estão sofrendo. Você mora em áreas nobres por que pode, por causa dos altíssimos salários (e outros "ganhos" que todo brasileiro sabe a fonte); eles sobrevivem em pseudo-moradias, porque ganham uma miséria de salário e "bolsas-esmolas" e ainda por cima tem que sustentar as mordomias e caprichos de vocês, políticos - cariocas e federais.
Agora que a tragédia aconteceu - a crônica da tragédia anunciada - vocês, políticos, façam como sempre fazem: usem de demagogia. Prometam vultosas liberações de recursos para a reconstrução das cidades destruídas por sua ineficiência, inefetividade e ineficácia enquanto governo. Prometam "mundos e fundos"; afinal, isso contará como votos nas próximas eleições, não é mesmo? Apareçam na TV fazendo "carão" de consternação, de "sensibilidade com o sofrimento alheio". Sugiro a vocês que quando aparecerem na TV levem um lenço, para limpar as lágrimas da falsidade, da hipocrisia, do descaso que rolarão por suas lindas e perfeitas faces. Ah sim, não se esqueçam de colocar um outdoor nas cidades afetadas: "Aqui, mais uma obra do governo. Brasil, um país de todos".
Agora, porém, deixe-me tratar, como Pastor Evangélico e Ministro da Palavra de Deus, com outra gente, gente muito popular, gente cheia de soluções mirabolantes, que fariam Burt Ward exclamar: "Santa Solução, Batman!" Sim, isso mesmo: são os pregadore$ da teologia da bufunfa, da teologia da prosperidade; "ungidos poderosos do sinhô" que conforme a crendice popular "determinam e tudo acontece"; valentes que "põem o inferno em retirada" e, como Samuel, "nenhuma palavra deles cai por terra" (só por água à baixo, desculpe-me os leitores o trocadilho). Cadê vocês, óh sacrossantos mestres da bufunfa, que sendo dotados de todo o conhecimento (sim, porque assim vocês se comportam diante das pessoas) não "oraram para o céu fechar" como fez Elias? Afinal, isso deve ser bem simples para vocês, não é verdade? Não são vocês "íntimos" do Senhor, como vocês mesmo dizem?
Eu sou só um simples pastor, um "idiota que não prega a teologia da prosperidade e que deveria abdicar do pastorado", mas e vocês, "apóstolos & ungidos", "ultima bolacha do pacote": vocês não são sábios, eruditos, espirituais e ungidos? Eu dependo de Deus, sou apenas um mero servo; mas com vocês não é diferente? Vocês não dizem que Deus está amarrado ao que Ele falou? Não são tão poderosos ao ponto de um suor de vocês curar pessoas? E onde está a prosperidade que vocês prometem? Ah sim, vai ver que naquelas cidades não havia nenhuma só pessoa que fosse "justa" aos padrões econômico-espirituais de vocês... Sim, porque segundo a Bíblia, "antigo livro utilizado por cristãos sem revelação", diz que Abraão orou ao Senhor e perguntou-lhe se Ele detruiria toda uma cidade se nela fossem encontradas pessoas justas. Será que não haviam 10 almas? Ou pelo menos uma, pelos menos um único Ló?
Outra coisa: vocês estão vendo o que aconteceu naquelas cidades, não estão? Então, façam um favor ao Reino de Deus, pelo menos um: peguem parte - PARTE - da fortuna que vocês estão ajuntando na terra e ajudem àquelas pessoas. Vocês tem muito, o deus Mamom tem abastecido vocês. Pelo menos uma única vez na vida, leiam todo o texto de Malaquias 3 que vocês tanto gostam de citar para arrecadar dinheiro das pessoas e apliquem-no a vocês mesmos: "Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, PARA QUE HAJA MANTIMENTO NA MINHA CASA". Façam com que a Casa de Deus - e Malaquias não cita placa denominacional, nem debate se é pentecostal ou tradicional - tenha mantimento, para dar de comer, para sustentar, para ajudar aqueles que precisam! Apenas por um momento, pelo menos uma única vez na vida de vocês, honrem ao Deus da Bíblia e façam com que Ele seja glorificado entre os homens.
Abram as janelas dos céus, para que a riqueza de vocês seja repartida com aqueles que nada tem, que tudo perderam... depois, vocês conseguem mais, com certeza! Vocês não deixarão de comer caviar por isso, nem de beber o melhor vinho; mas, aquela gente poderá comer um pedaço de pão e beber um copo d´água fria. Vocês não deixarão de ostentarem os melhores ternos, anéis, jóias e relógios; mas eles poderão deitar a cabeça sobre algo mais macio do que o chão de uma quadra de esportes, poderão vestir algo mais quente do que alguns farrapos. Seus palác...ops, quero dizer, "humildes casas" continuarão de pé, sólidas e quentes; já eles terão condições de reconstruir a vida em outra lugar (muito provavelmente noutra área de risco). Determinem a prosperidade sobre aquelas vidas na prática e, sem pedir coisa alguma em troca - porque vocês, apóstolos e mestres da riqueza não precisam disso - abençoem materialmente aquelas vidas.
Por favor, continuem a se auto-atribuírem os títulos pomposos que vocês possuem e esqueçam, eu imploro, esse pobre e humilde título de pastor. Deixem esse título (que na verdade é um ofício) para pessoas "idiotas" como eu, que pensam ainda no Reino de Deus, na Igreja, em ovelhas.
Sinceramente, esse ensino de vocês me causa nojo. Tenho ódio de toda a teologia da prosperidade, que só faz aumentar a opulência de uns e a miséria de outros. Vocês, que percorrem o mundo inteiro para fazer um discípulo, e o tornam duas vezes filho do inferno pior que vocês, são objeto de blasfêmia ao Nome e ao Evangelho do Senhor. Jamais ensinarei a apostasia de vocês! Sigam com seu erro, aproveitem bem os seus frutos, porque, ao final de suas vidas, vocês irão gozar do seu terrível destino eterno. Sim, vocês que invocaram tanto o Nome do Senhor, ver-se-ão perdidos no inferno para sempre!
Sobre vocês - pastores da bufunfa e políticos ineptos - pesa o mesmo destino retrato por Dante Alighieri, em sua obra "Divina Comédia", quando Virgílio conduz seu discípulo Dante ao quarto círculo do inferno a ver a pena dos pródigos e dos avarentos, que são condenados a rolar com os peitos grandes pesos e trocarem-se injúrias - em seu conteúdo, clérigos:
“Os que então de cabelos despojados
Clérigos, papas, cardeais hão sido,
Pela nímia avareza subjugados”.
“Vês quanto é de vaidade iludida
A ambição, em que os homens a porfiam,
Da Fortuna anelando os bens na vida.
“Todo o ouro, que as entranhas conteriam
Da terra, não pudera dar repouso
A um dos que em fadiga se cruciam”.
Vocês que se acham ricos e cheios de graça, como vocês dizem: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu; o Senhor Jesus aconselha-te que dele compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas. Ele, o Senhor, repreende e castiga a todos quantos ama; sê pois zeloso, e arrepende-te.
Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
A VERDADEIRA TEOLOGIA POR DETRÁS DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE
Conforme notícias veiculadas pelo site "Gospel+" (http://noticias.gospelmais.com.br/silas-malafaia-pastores-teologia-prosperidade-idiotas-deveriam-perder-credencial.html) e pelo site "Vigiai" (http://vigiai.net/news.php?readmore=6950), em entrevista a Revista Igreja de novembro de 2010 o pastor Silas Malafaia, da Igreja e programa de TV Vitória em Cristo, chamou os pastores que não pregam a teologia de prosperidade de Idiotas que deveriam perder a credencial e voltar a ser membro para aprender as Escrituras.
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MEUS COMENTÁRIOS:
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Já publiquei neste blog uma série de argumentações onde exponho a falsidade e a mentira por detrás da "teologia da propsperidade". Os queridos e amados leitores poderão acessar as matérias:
1. Sola Scriptura? Tempos de Oséias...(http://www.apenas-para-argumentar.blogspot.com/2009/10/sola-scriptura-tempos-de-oseias.html)
2. COMPRANDO GATO POR LEBRE (http://www.apenas-para-argumentar.blogspot.com/2010/04/comprando-gato-por-lebre.html)
3. O VALE-TUDO NA ARRECADAÇÃO DE DINHEIRO DOS CRENTES (http://www.apenas-para-argumentar.blogspot.com/2010/04/o-vale-tudo-na-arrecadacao-de-dinheiro.html)
4. TEOLOGIA DA PRO$PERIDADE: ENRIQUECIMENTO DOS PREGADORE$, EMPOBRECIMENTO DOS FIÉIS (http://www.apenas-para-argumentar.blogspot.com/2010/04/teologia-da-properidade-enriquecimento.html)
5. A INSUSTENTÁVEL EXPLORAÇÃO ECONÔMICA DO TRÍZIMO (http://www.apenas-para-argumentar.blogspot.com/2010/05/insustentavel-exploracao-economica-do.html)
6. RIQUEZA FINANCEIRA É O MESMO QUE BÊNÇÃO DIVINA? PARTE 1 (http://www.apenas-para-argumentar.blogspot.com/2010/06/riqueza-financeira-e-o-mesmo-que-bencao.html)
7. RIQUEZA FINANCEIRA É O MESMO QUE BÊNÇÃO DIVINA? PARTE 2 (http://www.apenas-para-argumentar.blogspot.com/2010/06/riqueza-financeira-e-o-mesmo-que-bencao_23.html)
8. DESQUALIFICANDO PESSOAS: A ANTI-DIALÉTICA DOS SERVOS DE MAMOM (http://www.apenas-para-argumentar.blogspot.com/2010/06/desqualificando-pessoas-anti-dialetica.html)
9. QUAL É O TEU TESOURO E ONDE ELE ESTÁ? (http://www.apenas-para-argumentar.blogspot.com/2010/10/qual-e-o-teu-tesouro-e-onde-ele-esta.html)
Mais uma vez, a anti-dialética é usada pelos servos de Mamom. Desta vez, o termo pejorativo utilizado é "idiota", palavra que segundo o dicionário Aurélio significa "pouco inteligente; estúpido, ignorante, imbecil". Segundo o servo (gr. doulos, "escravo") de Mamom, os pastores que não pregam a mentira do inferno chamada "teologia da prosperidade" seriam idiotas e deveriam abdicar do pastorado. Lamentável; porém, ao mesmo tempo, revelador. Sim, esta adjetivação do diabo revela muito acerca da "teologia" que há por detrás de seu ensino. Entenda-se por teologia, nesta argumentação, "o estudo das questões referentes ao conhecimento da divindade, de seus atributos e relações com o mundo e com os homens, e à verdade religiosa."
Assim, o ensino e pregação da teologia da prosperidade é uma ótima oportunidade para se abordar os atributos de Mamom e as relações dele com o mundo e com os homens, e à verdade religiosa que há por detrás deste sistema de ensino.
Quais são os atributos de Mamom, a partir da análise de sua teologia? Vamos classificá-los, para ajudar, em atributos comunicáveis e atributos incomunicáveis, uma metodologia utilizada na teologia bíblica. Os atributos comunicáveis são também conhecidos como atributos morais; são aqueles em que são encontradas semelhanças ou analogias na criatura, especialmente no ser humano (estes atributos podem ser comunicados à criatura). Já os atributos incomunicáveis são aqueles ligados a essência da divindade; que enfatizam a distinção absoluta entre "deus" e a criatura (não podem ser comunicados à criatura).
a) Atributos comunicáveis de Mamom: Mamom é um "deus":
- Egoísta: só pensa em si mesmo, sem jamais considerar o interesse dos seus seguidores. O único motivo de prometer-lhes riqueza é impedir que conheçam e sirvam ao Único e Verdadeiro Deus e a Jesus Cristo, Nosso Senhor e Salvador.
- Maligno: ele jamais considera clamores de misericórdia. O sofrimento dos seus seguidores o torna ainda mais feliz consigo mesmo. Mamom é insensível no limite máximo.
- Sedutor: ele é capaz de seduzir pessoas com falsas promessas para que se tornem seus seguidores. Suas promessas são sempre apresentadas como o "mais fácil e o mais simples que pode existir para alcançar o sucesso". Sua eloquência é capaz de cativar o mais erudito dos homens, apresentando-lhes uma caminho "lógico" e "fácil" para enriquecerem, aprisionando-lhes a alma a partir de suas carteiras. Se preciso, ele "faz milagres" de prosperidade para validar seus ensinos - via de regra, num de seus "enviados", num de seus ministros.
- Mentiroso: suas falsas promessas de prosperidade possuem sempre uma justificativa engenhosa para o insucesso: ou é por falta de fé, ou é porque precisa dar cada vez mais, ou é porque precisa participar da campanha XYZ... Ele distorce a Bíblia, com interpretações isoladas, fazendo com que o Único e Verdadeiro Deus seja responsabilizado, aos olhos dos homens, pelo resultado de tal teologia. Além disso, a Bíblia serve também para "validar" seu ensino.
Note que todos estes atributos podem também serem comunicados aos homens. Assim, tanto os pregadores quanto os adeptos tornam-se cada vez mais insensíveis às necessidades dos homens.
Os pregadores passam a viver como nababos, ricos - isso os mantêm "firmes" no "caminho" (além de servir como um "atrativo poderoso" para outros tornarem-se também "pregadores da prosperidade"): possuem os melhores carros, moram nos melhores lugares, nas melhores e mais confortáveis residências - equipadas com tudo o que há de melhor. Comem do bom e do melhor, nos melhores restaurantes. Como o dinheiro "jorra" no "ministério", compram jatinhos particulares. Alguns moram até no exterior. Eles são muito famosos; estão sempre na TV (em horário nobre) e todos, invariavelmente, tem acesso aos altos escalões da política. Suas "igreja$" estão sempre "lotadas", seus "produtos" (livros, DVDs e CDS) são os mais consumidos. Porém, mesmo diante de tanta fortuna e opulência, são os mais insensíveis dos homens. Não dão nada a ninguém, por mais necessitado que alguém esteja, despedindo todos os necessitados de mãos vazias.
Certa feita recebi na igreja a visita de uma "discípula" da prosperidade, vinda de uma dessas "igreja$". Na hora da apresentação dos visitantes, ela fez questão de dizer, a alto e bom som: "sou da igreja $$$, da pastora-cantora XYZ" (vou preservar os nomes). Ao final do culto, quando postado na porta do templo me preparava para cumprimentar os visitantes, fui chamado para conversar com ela. Ao sentar em sua frente, ela debulhou-se em lágrimas porque estava a mais de 8 anos sofrendo com possessão e opressão demoníaca. Ela frequentou por 8 anos aquela igreja, participou de células, deu ofertas, etc. e simplesmente continuava cativa espiritualmente! Disse que começaram o processo de libertação lá de onde ela era, mas que não havia surtido efeito até o momento. Quando ministrei sobre ela a libertação, o demônio que a prendera todo esse tempo se manifestou e, para a Glória do Senhor, foi devidamente expulso em nome de Jesus!
Note a insensibilidade da antiga pastora-cantora (ou será apenas cantora?): aquela "filha de Abraão" sofria a 8 anos e a "pastora" foi incapaz de libertá-la. Insensível! Sequer falava com ela! Eu pergunto: o que adianta tanta pompa, tanta fama, tanta riqueza, se a riqueza para com Deus é pouca ou nenhuma? Que adianta a uma pessoa neste estado esse lixo chamado "teologia da prosperidade"? Por acaso ela será liberta pelos reais, ou dólares, ou euros? Ou será que tal ensino servirá para mantê-la firme na fé na hora soturna? Isso é maligno! Obviamente, o egoísmo, a mentira e a sedução estão também envolvidos.
b) Atributos incomunicáveis de Mamom: No caso de Mamom (e de falsos deuses), não há, propositalmente, atributos incomunicáveis. A idéia desta "divindade" é que seus adoradores se tornem cada vez mais semelhantes a ela, e isso acontece na comunicação dos atributos. Note que em todas as falsas divindades, a intenção é a mesma: tornar semelhantes a eles todos os que neles confiam (Sl 115.4-8). Veja, por exemplo, uma pessoa amante do dinheiro (e, portanto, serva de Mamom): ela é tão egoísta e insensível quanto o seu "deus". A maior parte de sua vida é gasta para ajuntar mais e mais tesouros no mundo e "aí" de quem ameaçar sua riqueza!
Deste modo, a relação de Mamom com os homens é de escravidão. Seu propósito é matar, roubar e destruir, exatamente como seu mestre. Sendo originário no inferno, reino do pai da mentira, é extremamente falso e maligno, levando os homens a servi-lo em prol de riquezas, afastando-os assim do Único e Verdadeiro Deus.
Diante de tudo o que foi dito, a verdade religiosa que há por detrás da teologia da prosperidade é uma teologia herética, um falso ensino, uma mentira deslavada. Nas palavras de Kissinger, é uma justificativa ideológica para um fato político e econômico: a dominação da raça humana, a escravidão à dívida pela exaustão de recursos, doados a instituição bancár...ops... religiosa, a prisão espiritual, a manutenção do status quo de ignorância da Verdade (pois, se conhecerem a Verdade, serão por Ela libertos).
Os pregadores da teologia da prosperidade são ignorantes das Escrituras. Os que assim procedem, devem não só entregar a credencial de pastor, mas rasgar o diploma teológico (se um dia obtiveram algum). Que abdiquem do pastorado; afinal, não são pastores, mas salteadores transvestidos de pastor. São mercenários, não pastores, de quem não são as ovelhas e delas não têm o menor cuidado. A todos eles aplica-se a letra e o Espírito da epístola de Judas:
Estes, porém, dizem mal do que não sabem; e, naquilo que naturalmente conhecem, como animais irracionais se corrompem. Ai deles! porque entraram pelo caminho de Caim, e foram levados pelo engano do prêmio de Balaão, e pereceram na contradição de Coré. Estes são manchas em vossas festas de amor, banqueteando-se convosco, e apascentando-se a si mesmos sem temor; são nuvens sem água, levadas pelos ventos de uma para outra parte; são como árvores murchas, infrutíferas, duas vezes mortas, desarraigadas; ondas impetuosas do mar, que escumam as suas mesmas abominações; estrelas errantes, para os quais está eternamente reservada a negrura das trevas. (Jd 10-13)
Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!
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MEUS COMENTÁRIOS:
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Já publiquei neste blog uma série de argumentações onde exponho a falsidade e a mentira por detrás da "teologia da propsperidade". Os queridos e amados leitores poderão acessar as matérias:
1. Sola Scriptura? Tempos de Oséias...(http://www.apenas-para-argumentar.blogspot.com/2009/10/sola-scriptura-tempos-de-oseias.html)
2. COMPRANDO GATO POR LEBRE (http://www.apenas-para-argumentar.blogspot.com/2010/04/comprando-gato-por-lebre.html)
3. O VALE-TUDO NA ARRECADAÇÃO DE DINHEIRO DOS CRENTES (http://www.apenas-para-argumentar.blogspot.com/2010/04/o-vale-tudo-na-arrecadacao-de-dinheiro.html)
4. TEOLOGIA DA PRO$PERIDADE: ENRIQUECIMENTO DOS PREGADORE$, EMPOBRECIMENTO DOS FIÉIS (http://www.apenas-para-argumentar.blogspot.com/2010/04/teologia-da-properidade-enriquecimento.html)
5. A INSUSTENTÁVEL EXPLORAÇÃO ECONÔMICA DO TRÍZIMO (http://www.apenas-para-argumentar.blogspot.com/2010/05/insustentavel-exploracao-economica-do.html)
6. RIQUEZA FINANCEIRA É O MESMO QUE BÊNÇÃO DIVINA? PARTE 1 (http://www.apenas-para-argumentar.blogspot.com/2010/06/riqueza-financeira-e-o-mesmo-que-bencao.html)
7. RIQUEZA FINANCEIRA É O MESMO QUE BÊNÇÃO DIVINA? PARTE 2 (http://www.apenas-para-argumentar.blogspot.com/2010/06/riqueza-financeira-e-o-mesmo-que-bencao_23.html)
8. DESQUALIFICANDO PESSOAS: A ANTI-DIALÉTICA DOS SERVOS DE MAMOM (http://www.apenas-para-argumentar.blogspot.com/2010/06/desqualificando-pessoas-anti-dialetica.html)
9. QUAL É O TEU TESOURO E ONDE ELE ESTÁ? (http://www.apenas-para-argumentar.blogspot.com/2010/10/qual-e-o-teu-tesouro-e-onde-ele-esta.html)
Mais uma vez, a anti-dialética é usada pelos servos de Mamom. Desta vez, o termo pejorativo utilizado é "idiota", palavra que segundo o dicionário Aurélio significa "pouco inteligente; estúpido, ignorante, imbecil". Segundo o servo (gr. doulos, "escravo") de Mamom, os pastores que não pregam a mentira do inferno chamada "teologia da prosperidade" seriam idiotas e deveriam abdicar do pastorado. Lamentável; porém, ao mesmo tempo, revelador. Sim, esta adjetivação do diabo revela muito acerca da "teologia" que há por detrás de seu ensino. Entenda-se por teologia, nesta argumentação, "o estudo das questões referentes ao conhecimento da divindade, de seus atributos e relações com o mundo e com os homens, e à verdade religiosa."
Assim, o ensino e pregação da teologia da prosperidade é uma ótima oportunidade para se abordar os atributos de Mamom e as relações dele com o mundo e com os homens, e à verdade religiosa que há por detrás deste sistema de ensino.
Quais são os atributos de Mamom, a partir da análise de sua teologia? Vamos classificá-los, para ajudar, em atributos comunicáveis e atributos incomunicáveis, uma metodologia utilizada na teologia bíblica. Os atributos comunicáveis são também conhecidos como atributos morais; são aqueles em que são encontradas semelhanças ou analogias na criatura, especialmente no ser humano (estes atributos podem ser comunicados à criatura). Já os atributos incomunicáveis são aqueles ligados a essência da divindade; que enfatizam a distinção absoluta entre "deus" e a criatura (não podem ser comunicados à criatura).
a) Atributos comunicáveis de Mamom: Mamom é um "deus":
- Egoísta: só pensa em si mesmo, sem jamais considerar o interesse dos seus seguidores. O único motivo de prometer-lhes riqueza é impedir que conheçam e sirvam ao Único e Verdadeiro Deus e a Jesus Cristo, Nosso Senhor e Salvador.
- Maligno: ele jamais considera clamores de misericórdia. O sofrimento dos seus seguidores o torna ainda mais feliz consigo mesmo. Mamom é insensível no limite máximo.
- Sedutor: ele é capaz de seduzir pessoas com falsas promessas para que se tornem seus seguidores. Suas promessas são sempre apresentadas como o "mais fácil e o mais simples que pode existir para alcançar o sucesso". Sua eloquência é capaz de cativar o mais erudito dos homens, apresentando-lhes uma caminho "lógico" e "fácil" para enriquecerem, aprisionando-lhes a alma a partir de suas carteiras. Se preciso, ele "faz milagres" de prosperidade para validar seus ensinos - via de regra, num de seus "enviados", num de seus ministros.
- Mentiroso: suas falsas promessas de prosperidade possuem sempre uma justificativa engenhosa para o insucesso: ou é por falta de fé, ou é porque precisa dar cada vez mais, ou é porque precisa participar da campanha XYZ... Ele distorce a Bíblia, com interpretações isoladas, fazendo com que o Único e Verdadeiro Deus seja responsabilizado, aos olhos dos homens, pelo resultado de tal teologia. Além disso, a Bíblia serve também para "validar" seu ensino.
Note que todos estes atributos podem também serem comunicados aos homens. Assim, tanto os pregadores quanto os adeptos tornam-se cada vez mais insensíveis às necessidades dos homens.
Os pregadores passam a viver como nababos, ricos - isso os mantêm "firmes" no "caminho" (além de servir como um "atrativo poderoso" para outros tornarem-se também "pregadores da prosperidade"): possuem os melhores carros, moram nos melhores lugares, nas melhores e mais confortáveis residências - equipadas com tudo o que há de melhor. Comem do bom e do melhor, nos melhores restaurantes. Como o dinheiro "jorra" no "ministério", compram jatinhos particulares. Alguns moram até no exterior. Eles são muito famosos; estão sempre na TV (em horário nobre) e todos, invariavelmente, tem acesso aos altos escalões da política. Suas "igreja$" estão sempre "lotadas", seus "produtos" (livros, DVDs e CDS) são os mais consumidos. Porém, mesmo diante de tanta fortuna e opulência, são os mais insensíveis dos homens. Não dão nada a ninguém, por mais necessitado que alguém esteja, despedindo todos os necessitados de mãos vazias.
Certa feita recebi na igreja a visita de uma "discípula" da prosperidade, vinda de uma dessas "igreja$". Na hora da apresentação dos visitantes, ela fez questão de dizer, a alto e bom som: "sou da igreja $$$, da pastora-cantora XYZ" (vou preservar os nomes). Ao final do culto, quando postado na porta do templo me preparava para cumprimentar os visitantes, fui chamado para conversar com ela. Ao sentar em sua frente, ela debulhou-se em lágrimas porque estava a mais de 8 anos sofrendo com possessão e opressão demoníaca. Ela frequentou por 8 anos aquela igreja, participou de células, deu ofertas, etc. e simplesmente continuava cativa espiritualmente! Disse que começaram o processo de libertação lá de onde ela era, mas que não havia surtido efeito até o momento. Quando ministrei sobre ela a libertação, o demônio que a prendera todo esse tempo se manifestou e, para a Glória do Senhor, foi devidamente expulso em nome de Jesus!
Note a insensibilidade da antiga pastora-cantora (ou será apenas cantora?): aquela "filha de Abraão" sofria a 8 anos e a "pastora" foi incapaz de libertá-la. Insensível! Sequer falava com ela! Eu pergunto: o que adianta tanta pompa, tanta fama, tanta riqueza, se a riqueza para com Deus é pouca ou nenhuma? Que adianta a uma pessoa neste estado esse lixo chamado "teologia da prosperidade"? Por acaso ela será liberta pelos reais, ou dólares, ou euros? Ou será que tal ensino servirá para mantê-la firme na fé na hora soturna? Isso é maligno! Obviamente, o egoísmo, a mentira e a sedução estão também envolvidos.
b) Atributos incomunicáveis de Mamom: No caso de Mamom (e de falsos deuses), não há, propositalmente, atributos incomunicáveis. A idéia desta "divindade" é que seus adoradores se tornem cada vez mais semelhantes a ela, e isso acontece na comunicação dos atributos. Note que em todas as falsas divindades, a intenção é a mesma: tornar semelhantes a eles todos os que neles confiam (Sl 115.4-8). Veja, por exemplo, uma pessoa amante do dinheiro (e, portanto, serva de Mamom): ela é tão egoísta e insensível quanto o seu "deus". A maior parte de sua vida é gasta para ajuntar mais e mais tesouros no mundo e "aí" de quem ameaçar sua riqueza!
Deste modo, a relação de Mamom com os homens é de escravidão. Seu propósito é matar, roubar e destruir, exatamente como seu mestre. Sendo originário no inferno, reino do pai da mentira, é extremamente falso e maligno, levando os homens a servi-lo em prol de riquezas, afastando-os assim do Único e Verdadeiro Deus.
Diante de tudo o que foi dito, a verdade religiosa que há por detrás da teologia da prosperidade é uma teologia herética, um falso ensino, uma mentira deslavada. Nas palavras de Kissinger, é uma justificativa ideológica para um fato político e econômico: a dominação da raça humana, a escravidão à dívida pela exaustão de recursos, doados a instituição bancár...ops... religiosa, a prisão espiritual, a manutenção do status quo de ignorância da Verdade (pois, se conhecerem a Verdade, serão por Ela libertos).
Os pregadores da teologia da prosperidade são ignorantes das Escrituras. Os que assim procedem, devem não só entregar a credencial de pastor, mas rasgar o diploma teológico (se um dia obtiveram algum). Que abdiquem do pastorado; afinal, não são pastores, mas salteadores transvestidos de pastor. São mercenários, não pastores, de quem não são as ovelhas e delas não têm o menor cuidado. A todos eles aplica-se a letra e o Espírito da epístola de Judas:
Estes, porém, dizem mal do que não sabem; e, naquilo que naturalmente conhecem, como animais irracionais se corrompem. Ai deles! porque entraram pelo caminho de Caim, e foram levados pelo engano do prêmio de Balaão, e pereceram na contradição de Coré. Estes são manchas em vossas festas de amor, banqueteando-se convosco, e apascentando-se a si mesmos sem temor; são nuvens sem água, levadas pelos ventos de uma para outra parte; são como árvores murchas, infrutíferas, duas vezes mortas, desarraigadas; ondas impetuosas do mar, que escumam as suas mesmas abominações; estrelas errantes, para os quais está eternamente reservada a negrura das trevas. (Jd 10-13)
Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
E EU VOS DECLARO...UMA SÓ CARNE!
"E serão os dois uma só carne; e assim já não serão dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem." (Marcos 10:8,9)
Engana-se quem pensa que o casamento é um mero contrato social. Segundo a Bíblia, Deus criou o casamento, heterossexual e monogâmico. O casamento criado por Deus tem seu lado físico e o seu lado espiritual, e ambos devem ser considerados por aqueles que desejam se casar, quanto por aqueles que estão casados. Deus criou o casamento para ser uma bênção, tanto para o homem quanto para a mulher, então porque o casamento tornou-se caótico, tal como se vê em nossos dias? A melhor definição é aquela dada por Jesus: por causa da dureza dos corações.
O que é um coração duro? É um coração insensível, incapaz de se compadecer diante das necessidades alheias. Segundo a Bíblia, em alguns casos a dureza do coração pode ser tal que se assemelhe a dureza do diamante, o mais duro material de ocorrência natural que se conhece. Por sua dureza, o diamante pode ser utilizado para riscar, marcar, ou cortar qualquer outra substância, dura ou não. A dureza do diamante é derivada da sua estrutura altamente compacta, de ligações químicas covalentes poderosas entre os átomos de carbono. Corações de diamante!
Porque o coração de torna duro como o diamante? Justamente por causa do que há nele: uma estrutura altamente compacta, com ligações poderosas entre seus "elementos" - a arrogância, a altivez, o orgulho, o egocentrismo. Quando estes elementos são "fortalecidos" e "mantidos", acabam por gerar a dureza. É importante ressaltar que quanto mais "ligações" são feitas, mais "forte" elas serão e, portanto, mais duro será o coração. Deste modo, o coração vai endurecendo dia-a-dia. Tudo tem um começo, um princípio.
No princípio... o coração não é tão duro; na verdade, a dureza é muito pequena. Afinal, homem e mulher se unem em casamento, amando um ao outro. Tudo o que desejam é, em essência, viverem unidos, compartilhando projetos, alvos, sonhos, ideais. Um pensa no outro, pondo-o em primeiro lugar, sempre. O desejo da esposa é satisfazer o seu marido em tudo, enquanto o desejo do marido é para com sua esposa; nela pensa dia e noite. Como diz Cantares: "Tu és toda formosa, meu amor, e em ti não há mancha. Que belos são os teus amores, minha irmã, esposa minha! Quanto melhor é o teu amor do que o vinho! E o aroma dos teus ungüentos do que o de todas as especiarias! Favos de mel manam dos teus lábios, minha esposa! Mel e leite estão debaixo da tua língua, e o cheiro dos teus vestidos é como o cheiro do Líbano." (Ct 4.7,10,11) "Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, que, se achardes o meu amado, lhe digais que estou enferma de amor. A sua boca é muitíssimo suave, sim, ele é totalmente desejável. Tal é o meu amado, e tal o meu amigo, ó filhas de Jerusalém." (Ct 5.8,16).
Porém, o tempo passa. Se no início tudo vai bem, com o tempo surge o desgaste. Por que? É simples: com o tempo, o casal se acostuma com a relação. A intimidade cresce (o que é bom) e, infelizmente, devido a nossa natureza, diminui a consideração pelo outro. Se antes o marido considerava as necessidades da esposa como prioridade, agora cada vez mais esta consideração diminui. Se antes a esposa ponderava compreensivamente as necessidades do marido, agora cada vez mais ela as ignora. Paulatinamente, o "eu", com seu "imediatismo" cresce dentro do coração, insensibilizando-o cada vez mais.
Engana-se, contudo, quem pensa que insensibilidade tem um único lado, o do desprezo. Há também outro lado: a sufocação. Como diria a Juju (personagem da humorista Adriana Nunes) em seu bordão no programa "Zorra Total": "Ô Jajá, meu filho, assim você me sufoca!" E não tem "dancinha" que dê jeito, rsrsrs. A sufocação pode ser tão ruim quanto ser ignorado. O "grude" não é prova de amor, mas pode ser um sinal de que o relacionamento não está tão maduro quanto deveria, ou que o amor está doente. No casamento, há um espaço comum a ser compartilhado; porém, há também um espaço individual, a ser respeitado. Quando há filhos, há também o espaço deles.
Engana-se quem pensa que o casamento é um mero contrato social. Segundo a Bíblia, Deus criou o casamento, heterossexual e monogâmico. O casamento criado por Deus tem seu lado físico e o seu lado espiritual, e ambos devem ser considerados por aqueles que desejam se casar, quanto por aqueles que estão casados. Deus criou o casamento para ser uma bênção, tanto para o homem quanto para a mulher, então porque o casamento tornou-se caótico, tal como se vê em nossos dias? A melhor definição é aquela dada por Jesus: por causa da dureza dos corações.
O que é um coração duro? É um coração insensível, incapaz de se compadecer diante das necessidades alheias. Segundo a Bíblia, em alguns casos a dureza do coração pode ser tal que se assemelhe a dureza do diamante, o mais duro material de ocorrência natural que se conhece. Por sua dureza, o diamante pode ser utilizado para riscar, marcar, ou cortar qualquer outra substância, dura ou não. A dureza do diamante é derivada da sua estrutura altamente compacta, de ligações químicas covalentes poderosas entre os átomos de carbono. Corações de diamante!
Porque o coração de torna duro como o diamante? Justamente por causa do que há nele: uma estrutura altamente compacta, com ligações poderosas entre seus "elementos" - a arrogância, a altivez, o orgulho, o egocentrismo. Quando estes elementos são "fortalecidos" e "mantidos", acabam por gerar a dureza. É importante ressaltar que quanto mais "ligações" são feitas, mais "forte" elas serão e, portanto, mais duro será o coração. Deste modo, o coração vai endurecendo dia-a-dia. Tudo tem um começo, um princípio.
No princípio... o coração não é tão duro; na verdade, a dureza é muito pequena. Afinal, homem e mulher se unem em casamento, amando um ao outro. Tudo o que desejam é, em essência, viverem unidos, compartilhando projetos, alvos, sonhos, ideais. Um pensa no outro, pondo-o em primeiro lugar, sempre. O desejo da esposa é satisfazer o seu marido em tudo, enquanto o desejo do marido é para com sua esposa; nela pensa dia e noite. Como diz Cantares: "Tu és toda formosa, meu amor, e em ti não há mancha. Que belos são os teus amores, minha irmã, esposa minha! Quanto melhor é o teu amor do que o vinho! E o aroma dos teus ungüentos do que o de todas as especiarias! Favos de mel manam dos teus lábios, minha esposa! Mel e leite estão debaixo da tua língua, e o cheiro dos teus vestidos é como o cheiro do Líbano." (Ct 4.7,10,11) "Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, que, se achardes o meu amado, lhe digais que estou enferma de amor. A sua boca é muitíssimo suave, sim, ele é totalmente desejável. Tal é o meu amado, e tal o meu amigo, ó filhas de Jerusalém." (Ct 5.8,16).
Porém, o tempo passa. Se no início tudo vai bem, com o tempo surge o desgaste. Por que? É simples: com o tempo, o casal se acostuma com a relação. A intimidade cresce (o que é bom) e, infelizmente, devido a nossa natureza, diminui a consideração pelo outro. Se antes o marido considerava as necessidades da esposa como prioridade, agora cada vez mais esta consideração diminui. Se antes a esposa ponderava compreensivamente as necessidades do marido, agora cada vez mais ela as ignora. Paulatinamente, o "eu", com seu "imediatismo" cresce dentro do coração, insensibilizando-o cada vez mais.
Engana-se, contudo, quem pensa que insensibilidade tem um único lado, o do desprezo. Há também outro lado: a sufocação. Como diria a Juju (personagem da humorista Adriana Nunes) em seu bordão no programa "Zorra Total": "Ô Jajá, meu filho, assim você me sufoca!" E não tem "dancinha" que dê jeito, rsrsrs. A sufocação pode ser tão ruim quanto ser ignorado. O "grude" não é prova de amor, mas pode ser um sinal de que o relacionamento não está tão maduro quanto deveria, ou que o amor está doente. No casamento, há um espaço comum a ser compartilhado; porém, há também um espaço individual, a ser respeitado. Quando há filhos, há também o espaço deles.
O casal precisa aprender a respeitar os espaços - individuais e coletivo - se deseja evitar o desgate do relacionamento matrimonial. Há momentos em que tanto o esposo quanto a esposa precisam de tempo para si. Isso não é egoísmo, se for dosado com sabedoria e se há tempo também para o casal. Por exemplo, há esposos que cultivam o hábito de assistirem filmes em suas horas de lazer. Via de regra, os filmes que agradam o homem não agradam as mulheres, e vice-versa. Outros preferem pescar, outros jogar futebol. Há alguns que gostam de jogos eletrônicos (jogos de computador). Outros preferem ler um bom livro. Há uma infinidade de hobbies que os esposos podem (e devem) praticar regularmente; são "válvulas de alívio" das pressões sofridas com trabalho, contas a pagar, etc. Se a esposa for sábia, não ficará "bicuda" e nem apelará para as famosas "chantagens" quando seu esposo estiver em seu momento de lazer.
Aliás, a hora de lazer do esposo é um excelente momento para o lazer da esposa. Ela pode até ter a mesma preferência de hobby do seu esposo (o que não significa que necessariamente precisa ser assim; tampouco que em sendo deste modo o lazer só seja possível em conjunto). Às esposas, escrevo: nem só do trabalho do lar viverá a esposa, mas de lazer também! E se o esposo for sábio, não fará "beicinho" e nem chantagens quando sua esposa estiver se distraíndo; tampouco ficará "pedindo tudo na mão" só para perturbá-la.
Obviamente, a dureza do coração produz a separação do casal. Assim como o endurecimento, a separação também é um processo. A cada momento, sobre a influência ou do desprezo, ou da sufocação, cada parte se "separa" uma da outra. De início, esta separação é emocional. A convivência torna-se cada vez menos amigável: a tolerância é cada vez menor e começam a surgir as palavras rudes e os gestos brutos; de início de forma tímida, velada; posteriormente de forma mais direta. O casal se entende cada vez menos, ameaçando a continuidade do casamento. Se não houver uma interrupção no processo, o casamento acabará em divórcio (às vezes, até em crime passional).
Alguns ditos "pastores" recomendam, nestes casos, soluções milagrosas, como "construir pontes para reatar o relacionamento". O problema é que eles esquecem de dizer que a ponte que um dia uniu o casal já ruiu e que, para construir outra, é primeiro necessário remover os escombros da primeira. Já dizia o Senhor: não se coloca remendo de pano novo em pano velho, nem vinho novo em odres velhos. Reconstruir um relacionamento é uma tarefa árdua e que nem sempre conta com sucesso garantido. Isso porque tal tarefa não depende de um, mas dos dois e, quando o relacionamento alcança este estágio, cumpre-se o que diz Salomão: "O irmão ofendido é mais difícil de conquistar do que uma cidade forte; e as contendas são como os ferrolhos de um palácio" (Pv 18.19).
Assim, o melhor a fazer é evitar que o casamento se deteriore. Aprenda a seguinte lição: o que mantém o casamento é o relacionamento, nunca o inverso. O casamento, por si só, não segura ninguém; tampouco sexo ou filhos são capazes de fazê-lo. O que faz o casamento perdurar é o relacionamento de um com o outro. Não adianta nada minar o relacionamento com sandices diárias e depois jogar a responsabilidade nas mãos de Deus, da Igreja ou do pastor. Só você pode impedir a continuidade do desgaste e eu sugiro que você o faça imediatamente, antes que não haja mais volta - o que Deus ajuntou, não separe o homem.
Deus, ao estabelecer o casamento, criou todos os vínculos físicos, emocionais e espirituais necessários para mantê-lo e cabe a nós, seres humanos, cultivar e fortalecer estes vínculos. O casal precisa ser, de fato e de direito, uma só carne em todas as áreas! Para que isso aconteça, a carne do marido precisa se conformar à carne da esposa e vice-versa. Não há como "encaixar uma esfera num cubo" e a quadratura do círculo redundou num número inexato, infinito (o famoso "pi", com 200 milhões de casas decimais já calculadas). Assim, cada um deve aprender a ser tolerante com as fraquezas, caprichos e hobbies do outro, de forma a "aceitar diferenças" e adaptar-se a elas. Ser uma só carne é a solução de muitos males!
Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!
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