segunda-feira, 27 de junho de 2011

COMPROMISSO, UMA VIRTUDE A SER RESTAURADA!




As palavras não dizem tudo
Mesmo que o tudo
Seja fácil de dizer
Com certeza fala bem melhor o mudo
Se sua atitude manifesta o que crê

Compromisso sumiço, omisso
Ou faz o que fala
Ou se cala de uma vez
Que não venha sobre si justo juizo
Pois terrível cousa é cair nas mãos do Rei


Mesma língua que abençoa, amaldiçoa
Mesma língua canta um hino
E traz divisão
Não pode da mesma fonte
O doce e o amargo
Se Cristo habito de fato no coração

("Fonte", Vencedores por Cristo", Composição: Sérgio Pimenta)

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Compromisso é hoje em dia um tema fora de moda. Antigamente, muito se falava da necessidade de compromisso nas mais diversas áreas da vida humana. Era o compromisso com os estudos, o compromisso no seio da família, o compromisso com o namoro - que aumentava muito mais quando o namoro evoluía para o noivado e chegava ao clímax quando por ocasião do casamento, o compromisso com Deus e com a fé cristã, o compromisso com a Igreja e com suas atividades, o compromisso... Quebrar o compromisso era algo muito sério, era visto como grande traição da parte daquele que não honrava o que havia se comprometido a fazer. Por exemplo, quando o rapaz rompia o noivado com a donzela sem a devida e suficiente razão, ele era reputado como "moleque, pilantra, safado, mau caráter". Gravidez fora do casamento? Isso era uma barbárie, uma afronta à família da moça; o responsável por tal ato era obrigado a assumir o relacionamento e casar-se de qualquer jeito! Do mesmo modo, na noite de núpcias dos nubentes se não houvesse a comprovação da virgindade da moça, o casamento poderia ser desfeito sob vergonha da família! Por outro lado, honrar os compromissos era entendido como grandeza de caráter. Falava-se até em dar "o fio do bigode" (possivelmente derivado da expressão germânica pronunciada nos juramentos “bi Gott”, ou “por Deus”) como garantia do cumprimento do compromisso assumido. Hoje, ninguém quer mais ter compromisso com coisa nenhuma, enquanto exige compromisso máximo consigo mesmo.

No período das perseguições imperiais aos cristãos, II-III Séc. d.C., fazia toda a diferença para a comunidade dos fiéis o compromisso entre eles e deles com o Senhor. Servir ao Senhor até a morte - fidelidade, coisa de quem é compromissado -, era o que se esperava daqueles que professavam a mesma fé. Não importava se a vida seria ceifada. Mesmo no interior da igreja, o testemunho público era percebido pelos cristãos como indicador do nível de compromisso com a fé cristã. Somente eram escolhidos como pastores aqueles irmãos que "governassem bem as suas próprias casas, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia", pois "se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?" (II Tm 3.4,5). Ninguém era recebido como "irmão" na igreja de forma irresponsável; era preciso antes demonstrar por "A+B" que tratava-se de fato de um irmão em Cristo e isso geralmente se dava pelo testemunho público da pessoa. E naqueles dias o testemunho era rapidamente conhecido e divulgado entre irmãos, que o diga a família de Cloé em Corinto ainda no I Séc. d.C. O conselho apostólico era que fossem notados e afastados da comunhão aqueles irmãos que não desfrutavam de bom testemunho, porque demonstrava a falta de compromisso com a fé cristã.

Hoje, num mundo cada vez mais descompromissado a não ser com os próprios interesses egoístas, as coisas infelizmente mudaram:

1) Nos relacionamentos: Hoje, os namorados passaram a ser "namoridos". Sexo liberado. O rapaz dorme na casa da moça, na cama da moça. Parece até que é casado. Para os pais, isso é normal. Depois de usar e abusar da filha dos outros, o sujeito com a cara mais deslavada rompe o relacionamento e vai embora, "a caça de nova vítima", sob a argumentação de que "ela não era a pessoa certa". Por seu turno, as moças não se dão mais ao respeito, facilitando ou mesmo provocando a coisa. Elas não se valorizam como antigamente. Repreenda-as e elas lhe dirão: "papai querido, você sabe que ainda é o número um, mas nós garotas só queremos nos divertir", afinal "Girls Just Wanna Have Fun". Isso chama-se falta de compromisso: falta de compromisso do rapaz com a moça (e vice-versa) e dos pais com os filhos (e vice-versa), falta de compromisso cantado a verso e prosa nas músicas e melodias modernas.
Há casos onde o "relacionamento" (se é que pode se chamar assim) é como um iô-iô, um termina-volta-termina-volta-termina sem fim, também conhecido como defraudação. Defraudação é sinônimo de fraude. Não defraudar a ninguém é mandamento bíblico (Mc 10.19), cuja quebra é pecado e este, se não confessado e abandonado, produz a morte eterna.  Assim nos ensina Tiago: "Mas, sobretudo, meus irmãos, não jureis, nem pelo céu, nem pela terra, nem façais qualquer outro juramento; mas que a vossa palavra seja sim, sim, e não, não; para que não caiais em condenação." (Tg 5.12)

Outro relacionamento onde a falta compromisso é cada vez maior é a família. Ninguém mais quer fazer o seu papel dentro do contexto da família, tal como estabelecido por Deus. O pai, outrora cabeça e sacerdote da família, não é mais o modelo de homem, de marido e de pai a ser seguido - nem sequer ele se preocupa com isso. Assim, há uma geração de homens fracos sendo produzidos a cada dia, homens que não assumem sua posição, homens passivos que não exercerão seu papel agregador no lar. Como marido e companheiro, é um zero à esquerda. Como pai, não tem voz ativa para nada, não exercendo sua autoridade no lar. Como homem, há alguns que insistem que é necessário que os filhos tenham iniciação sexual na adolescência com prostitutas ou mesmo com as "namoridas". Outros são extremamente violentos - afinal, homem é ser machão.
E quanto as mulheres? Elas não fazem a menor idéia do que é ser esposa, ser adjuntora idônea. Não entendem patavina da criação de filhos, do zelo pelo marido e pelo lar. Há aquelas que são verdadeiras matronas - "chicas mandonas" e se lhes é permitido, mandam no marido, nos filhos... em todo mundo! Fazem o que querem e bem entendem, sem considerar com cuidado e amor suas ações e conseqüências. "Eu faço isso pela minha família!", é o que dizem; porém, na verdade, fazem isso por si mesmas, porque tem prazer em agir deste modo. Parte disso deve-se a "frouxidão" de alguns maridos. Porém, a conseqüência em tal relação é percebida de forma notória tanto nos filhos do casal quanto no próprio casal: as filhas aprendem a ser mandonas como a mãe, narizes em pé e dedos em riste, cheias de caprichos e vontades, não se submetendo a ninguém. Já os filhos continuarão bananas, passivos, sem iniciativa para nada, sem brio, sem força de vontade. Por sua vez, não há companheirismo para nada. Se ela precisar dele para alguma coisa, é melhor esquecer. Se são crentes, por exemplo, o marido dificilmente se firmará nos Caminhos do Senhor.
Se você acha que isso é coisa do mundo, de gente sem Deus, eu concordo. Mas hoje em dia é coisa de gente gospel também, de gente que freqüenta (?) igreja. Na prática, isso chama-se fornicação, algo que deixará muita gente fora do Céu e com vaga cativa no inferno, quer sejam os fornicadores, quer sejam os pais que entendem que a fornicação é correto e favorecem a prática - e isso independe de afiliação religiosa, partido político, título eclesiástico ou acadêmico, posição social, cor, raça, sexo, ou qualquer coisa. Ah sim, isso também é falta de compromisso: Com Deus, que infelizmente tem o Seu Santo Nome blasfemado entre os descrentes pela inconseqüência e irresponsabilidade de alguns. O mais interessante que blasfemam e depois aparecem diante de Deus, na Igreja, com cara de santo barroco cantando hinos e cumprindo a performance esperada; assim, de uma mesma fonte acabam procedendo bênção e maldição, revelando a incoerência entre a profissão e a prática.
2) Na Igreja: Antigamente, quando os homens "nasciam de novo" era quase automaticamente gerado nos corações o desejo de trabalharem na igreja, de se comprometerem com as atividades cristãs. Hoje, talvez a tarefa mais difícil que os pastores sérios enfrentam é fazer com que haja compromisso na vida de alguns membros. Para que se envolvam com a Obra de Deus é quase um parto a fórceps - e isso ainda com muitas graças a Deus quando há fruto permanente, porque na maioria das vezes tem-se o parto de um natimorto, o famoso "começa alguma coisa e não continua". Freqüência aos cultos dominicais? Espere sentado, porque em pé você vai se cansar. Escola Dominical? Se fosse possível, poderia até o próprio apóstolo Paulo em pessoa ensinar que a freqüência continuaria sendo mínima. Reunião de Oração? Depende: eu vou poder pedir também? Oração em secreto? Não dá, tem sempre muito o que fazer. Evangelismo? Nem pensar! Visitação aos enfermos? Xi, não dá, vou ter que viajar no próximo dia... Viagem urgente sabe; para o meu lazer pessoal. Leitura e meditação na Palavra? Nem um pequeno versículo.
Quando dão o ar da graça nos cultos e serviços cristãos, chegam atrasado e saem cedo. Marcas de uma vida sem compromisso com o Reino de Deus. Há prejuízo para a própria vida? Sem dúvida: a vida fica mais enrolada do que linha de pipa em carretel, as lutas se amontoam e as crises espirituais surgem. "Pastor, estou me sentindo sem fé!", "Pastor, já não tenho mais forças para ir à Igreja!" dentre outras confissões de fracasso derivadas da falta de compromisso com a vida espiritual. Não ora, não jejua, não medita nas Escrituras, não se envolve com as coisas de Deus e depois quer viver como o apóstolo João, discípulo íntimo do Senhor. Como isso é possível?!? Vida cristã é um compromisso assumido com o Senhor; sem honrar o compromisso, nada adiantará coisa nenhuma! Não adiantarão pregações, estudos, cultos, aconselhamentos... nada! Não adianta participar da "Campanha do Aperto dos Setenta Parafusos Frouxos" ou da "Campanha de São João Acende Fogueira no Meu Coração".
Dizer-se crente é muito fácil, difícil é viver como cristão verdadeiro. Ler um versículo para alguém, qualquer alfabetizado o faz. Mas o testemunho de vida se coadunar com a retórica é outra coisa! O testemunho público deixou de ser importante, algo a ser conquistado e mantido, passando a dar lugar a "tristemunhos".  Testemunho hoje em dia foi confundido com coisas conquistadas ou com transformação de "ex", mas o sentido de "prática contínua de vida que evidencia a transformação do homem interior pela ação da Palavra de Deus e do Espírito Santo" foi totalmente esquecido. Como diz o hino, as palavras não dizem tudo, mesmo que o tudo seja fácil de dizer. Assim, ou faz o que fala ou se cala de uma vez!
O que fazer? Primeiro, é preciso se arrepender por viver de forma descompromissada e irresponsável. Saiba que o Senhor Nosso Deus é Deus de Alianças e que Aliança é Compromisso! Não há como obter sucesso na vida sentimental, familiar ou cristã sem o devido cuidado e manutenção dos vínculos e alianças existentes. Portanto, em segundo lugar, aprenda e pratique o compromisso e seus princípios vinculantes em todas as áreas da sua vida. Não importa no que seja: se há compromisso, honre-o com as suas forças. Maridos e esposas, honrem o compromisso de um com o outro e de ambos com o lar que vocês construíram. Mantenham vivo o compromisso com seus filhos e os ensinem a amarem e honrarem a família e os compromissos em todas áreas de suas vidas.
Quanto a vós, crentes em Cristo, vivei de forma digna da fé que vocês professam, honrando o compromisso assumido com o Senhor, a partir da freqüência e assiduidade aos cultos e serviços cristãos e da manutenção de um bom testemunho diante de todos os homens. Não importa o preço a ser pago pelo seu testemunho, pague-o glorificando a Deus. Jejum, oração e meditação na Bíblia, em secreto, de forma sistemática e persistente (compromisso no secreto), redundará na força espiritual necessária para honrar o compromisso diante dos homens (compromisso no público), fazendo com que a fonte jorre apenas água limpa, apenas bênçãos.
Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

FIDELIDADE E HONRA SIM, PREGUIÇA JAMAIS!

"Mandamo-vos, porém, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo o irmão que anda desordenadamente, e não segundo a tradição que de nós recebeu. Porque vós mesmos sabeis como convém imitar-nos, pois que não nos houvemos desordenadamente entre vós, nem de graça comemos o pão de homem algum, mas com trabalho e fadiga, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós. Não porque não tivéssemos autoridade, mas para vos dar em nós mesmos exemplo, para nos imitardes. Porque, quando ainda estávamos convosco, vos mandamos isto, que, se alguém não quiser trabalhar, não coma também. Porquanto ouvimos que alguns entre vós andam desordenadamente, não trabalhando, antes fazendo coisas vãs. A esses tais, porém, mandamos, e exortamos por nosso Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando com sossego, comam o seu próprio pão." (II Tessalonicenses 3:6-12)

No texto acima, o apóstolo Paulo exorta à Igreja em Tessalônica que se apartem de todos aqueles "irmãos" que andam de forma desordenada (gr. ataktos, “fora de posição”, traz a idéia daqueles que não mantêm sua posição apropriada, também traduzida como “insubmissos”. Em grego clássico, era comumente usado para soldados que desrespeitavam os escalões hierárquicos) e não segundo a tradição apostólica (gr. paradosis, "ordenanças", inclui o exemplo pessoal de Paulo e suas instruções escritas). E que desordem era essa? O versículo 11 nos dá a resposta: "Porquanto ouvimos que alguns entre vós andam desordenadamente, não trabalhando, antes fazendo coisas vãs." Havia um grupo de crentes naquela igreja que insistiam que era obrigação da coletividade prover-lhes o sustento cotidiano, vivendo na "maré mansa", como verdadeiros sanguessugas. Como de praxe, havia uma justificativa espiritual para isso: ao que parece, eles criam que a volta do Senhor era eminente e que, por isso, não deveriam trabalhar. Se esses crentes preguiçosos fossem maioria na igreja, ela seria conhecida como a "Lazy Town do I séc. d.C.". Aquele grupo de crentes preguiçosos não trabalhavam, mas davam muito trabalho!

Paulo oferece aos crentes um padrão claro para identificação do erro, ao afirmar que a preguiça por aqueles praticada não fazia parte de suas ordenanças e nem do exemplo do apóstolo. Ao contrário daqueles preguiçosos, Paulo trabalhava secularmente para poder se sustentar, se afadigando na labuta diária. Ninguém poderia basear seu erro nem no ensino e nem na vida de Paulo, que com sua atitude eliminava quaisquer empecilhos e celeumas, desnecessários à causa do Evangelho. Isso era uma concessão do apóstolo (I Co 9.12), já que ele detinha a autoridade, ou seja, o direito garantido pelo Senhor de receber seu sustento vindo dos seus ouvintes: “Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho” (I Co 9.14). Afinal, ele é obreiro de Cristo e, portanto, digno do seu salário, conforme o ensino do próprio Senhor Jesus (Lc 10.7). Assim, aqueles que se beneficiavam do seu trabalho ministerial (pregações, ensino, aconselhamentos, etc) não deveriam negar-lhe os proventos materiais como benefícios desse trabalho (I Tm 5.18).

Para o apóstolo, o assunto é tão sério que em sua epístola a Timóteo consta a seguinte ordenança: “Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina” (I Tm 5.17). Honra, neste texto, vem do grego time, que significa “salário, honorários, valor, dinheiro pago”. Aqueles anciãos que ensinam a Palavra de Deus deveriam, na concepção paulina, receber em dobro com relação aos demais anciãos. Afinal, o ensino da Palavra trata-se de um trabalho altamente especializado!

"Nada há de novo debaixo do sol". Hoje, existem também aqueles que entendem que a igreja deve bancar a vida mole que vivem. Gente que faz da piedade fonte de lucro fácil. Gente que jamais se esmerou em crescer, em estudar, em se profissionalizar; ou se o fez, não se contenta com o que tem, vendo na igreja uma forma de "sacudir a poeira e dar a volta por cima". Gente que entende o ministério cristão como ganha-pão de para aqueles que são parcamente qualificados. Nem ao menos a Bíblia conhecem! Seminário? Estudar? Para que isso? Basta dar meia dúzia de gritos, usar e abusar de chavões durante a reunião e incentivar a cobiça alheia! Rachando a igreja, saem com um grupo para fundar sua própria seita (divisão de igreja não gera igreja, mas sim seitas e partidos; aquela que tem o nome de igreja mas é na verdade fruto de divisão jamais será igreja de fato e de direito) a fim de poderem dominar as pessoas e delas extraírem tudo o que puderem com promessas irrecusáveis de lucro certo. Eles mexem com a cobiça humana, despertando-a e potencializando-a com ensinos mirabolantes sobre o dízimo e as ofertas, transformados em "títulos de capitalização" que pagam milhões para cada centavo investido. Note que a presente celeuma sobre dízimos e ofertas surge em parte devido a malandragem de uns, da cobiça e ignorância de outros e da preguiça de todos (todos os preguiçosos querem ganhar muito sem fazer força, quer sejam do clero, quer sejam laicos). Ah, preguiçosos: vocês fazem lembrar a poesia de Francisco Octaviano:

Quem passou a vida em brancas nuvens
E em plácido repouso adormeceu,
Quem não sentiu o frio da desgraça,
Quem passou pela vida e não sofreu
Foi espectro de homem, não foi homem,
Só passou pela vida, não viveu.

Abre o 1º parênteses: Engana-se que pensa que o evangelho da bufunfa é invenção dos evangélicos modernos. A imensa maioria das religões tem o mesmo ensino! O Catolicismo Romano, com a venda de indulgências e relíquias, pagamento aos clérigos por missas, etc. fizeram o mesmo (e com uma pequena sutileza ainda o fazem) durante séculos a fio. A cobiça não tem uma religião em particular, mas é adepta de muitas delas. Fecha o 1º parênteses.

Do mesmo modo, há aqueles que em tudo o que podem espremem as finanças da Igreja. Se, por exemplo, era possível comprar uma caneta esferográfica comum (que atenderia muito bem às necessidades), esbanja-se o dinheiro do Reino com uma Mont Blanc! Estes não priorizam a gestão financeira ou por descaso ou por pura preguiça de pesquisar preços e condições mais favoráveis à Igreja, esquecendo-se da máxima da economia: "as necessidades são infinitas, porém os recursos são escassos". Será preciso estabelecer como regulamento da Igreja para compras uma adaptação da Lei 8666/93 (institui normas para licitações e contratos da Administração Pública e dá outras providências, conhecida como “Lei da Licitação”), visando à seleção da proposta mais vantajosa para a igreja e a promoção do desenvolvimento administrativo sustentável? Ora, se um determinado produto é necessário para a organização e há diferentes preços no mercado para este produto – mantendo-se inalterados os requisitos especificados de uso – deve sempre se efetuar a compra pelo preço. Isso é básico. Na maioria das vezes, basta andar meio quarteirão e já é possível perceber a diferença de preços que, dependendo do produto, pode chegar a algumas dezenas ou centenas de reais ou mais, principalmente se o volume da compra é alto (muitas unidades de um mesmo produto ou vários produtos na mesma loja). Quem faz a compra para a igreja enquanto organização não pode ser preguiçoso ou o prejuízo é certo!

Porém, há outro grupo: aqueles que acham um absurdo o fato do pastor receber sustento da igreja. Eles não consideram como genuíno trabalho o exercício do ministério pastoral, estando mais assemelhado a um esporte ou passatempo na concepção destes crentes. Para outros, o pastor que se considere um felizardo por receber prebenda da igreja, afinal a igreja já faz muito em pagá-lo em retribuição ao seu pastorado. Coitado do pastor quando o assunto da reunião da Diretoria, ou da Tesouraria, ou da Junta Diaconal é o seu salário! Sofrem toda a sorte de vergonha e humilhação, parecendo mais que tratam do valor da esmola da igreja para ele do que do dever dela para com seu pastor pelo trabalho por ele exercido! Estes irmãos priorizam tudo – um novo instrumento, uma nova pintura – menos o pastor! “Pastor é gasto, patrimônio é investimento”, um sofisma muito comum. Aumentar o valor de sua prebenda, corrigindo-a periodicamente de forma justa? Nem pensar! Se o pastor propõe uma coisa dessas, é logo tachado de mercenário e aproveitador. Porém, ao guardar silêncio na tentativa de resguardar pelo menos sua dignidade, o pastor e sua família acabam sofrendo inúmeras privações, as contas se multiplicam e o pastor adoece emocionalmente, espiritualmente e por vezes até fisicamente. Se o pastor vem a falecer, coitada da viúva! Com isso, alguns (1) solicitam sua transferência para outra igreja/ministério onde possam ter o mínimo de honra e segurança para exercer o ministério ou (2) passam a exercer uma profissão secular paralelamente ao ministério pastoral, com os ônus e bônus para ele e para a igreja.

Abre o 2º parênteses: Se a igreja deseja possuir um ministro em tempo integral, ela deve arcar com o pagamento do salário (prebenda) desse ministro, afora outros direitos. Não quer pagar ou pagar menos do que é devido, então arque com todas as conseqüências disso. Particularmente, creio que PARTE da responsabilidade pelas altas taxas de expansão da heresia denominada “teologia da prosperidade” deve-se a sovinice da igreja com relação aos seus ministros (não estou defendendo-a, apenas explicando). O fato é que cada igreja tem como ministro aquela pessoa com a qual guarda íntima identificação; afinal, como diz Oséias, “como é o povo, assim será o sacerdote” (Os 4.9). Fecha o 2º parênteses.

Em alguns casos, porém, quando a igreja é pequena ou passa por dificuldades financeiras, é comum o pastor abrir mão do exercício do ministério em tempo integral (e de ser mantido pela igreja), passando ao exercício em tempo parcial. Que fique claro, contudo, que o exercício do ministério em tempo parcial é uma concessão do pastor à igreja, não uma regra. Há também aqueles que assim como eu foram chamados pelo Senhor para pastorearem Seu rebanho em tempo parcial. Louvado seja o Senhor por sua multiforme graça, que permite a Igreja responder a altura as demandas e desafios que lhe são propostos em todos os tempos e eras! O Senhor, que me abençoou com estudo secular no mais alto nível acadêmico e com saúde, tem provido o meu sustento e de minha família com o meu próprio trabalho, sem precisar receber salário da igreja. Assim, eu faço das palavras do apóstolo as minhas: “Mas eu de nenhuma destas coisas usei, e não escrevi isto para que assim se faça comigo; porque melhor me fora morrer, do que alguém fazer vã esta minha glória.” (I Co 9.15)

Mas o pastor é digno não apenas do seu salário. Isso é reduzir o significado bíblico. Ele é digno de honra, ou seja, de respeito, de consideração, de reverência. Não é à toa que antigamente os pastores usavam o título de “reverendo”. Essa honra manifesta-se de forma prática: no falar com o pastor, em ouvi-lo, em relacionar-se com ele. Por exemplo, o pronome de tratamento utilizado ao falar com o pastor não é o “você”, mas “senhor”. Porém não é só chamar de senhor, mas tratá-lo de forma condizente. Respostas atravessadas e grosseiras estão fora de questão. Ah, sim: o famoso “graça e paz, pastor!” não mata ninguém, nem mesmo um sorriso. Precisa de ajuda, de oração ou de conselho, peça; mas não desconte no pastor, ou em sua família, as suas frustrações!

Abre o 3º parênteses: Um exemplo de consideração e honra refere-se ao convite para as festas. Nenhum crente é obrigado a convidar o pastor para suas festas particulares e nem ele é obrigado a comparecer. Mas convidá-lo – pessoalmente, sempre – é um sinal de consideração e estima pelo pastor. Fecha o 3º parênteses.

Há igrejas onde o pastor sequer é digno do lanche após o culto. Graças a Deus, eu sou muito abençoado pela cantina da igreja que pastoreio. Nela, eu e os demais pastores presentes – mesmo visitantes – lanchamos de graça, servidos pelos diáconos e irmãos em Cristo! Mas há lugares (e eu já estive em muitos) onde se o pastor quiser lanchar ele que entre na fila, pague o lanche e espere pacientemente a sua vez de ser atendido. Se, por alguma razão, ele sai da fila mesmo que por poucos minutos, “dançou”. Nos almoços e festas ágapes, ele que se cuide, ou sentir-se-á um missionário transcultural: seu prato só terá arroz e insetos!

Comemorar o dia do pastor e o aniversário do pastor também é honrá-lo. Novamente, dou graças a Deus por meus irmãos da Igreja Batista Ministério Reviver, que no dia 05/06 fizeram uma festança para comemorarem meu aniversário. Glórias a Deus! Mas nem todos são privilegiados como eu. Há crentes que sequer se lembram do aniversário do pastor; outros, quando lhes é pedido para contribuírem com tal festa, queixam-se e murmuram. “Festa para pastor? Para quê isso! Vocês estão idolatrando o homem!” “O quê, contribuir com R$ 20 para o presente do pastor? Você ta achando que eu nado no dinheiro?!?” Outros, com a maior cara de pau, dizem: “Xiii, irmã... tá muito em cima para fazermos qualquer coisa...” (o pastor, enquanto vivo, faz aniversário na mesma data todo ano, ok?)

Assim, se a restauração da igreja passa pela restauração dos cinco ministérios de Efésios 4, ou seja, a restauração dos homens-dons (apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres), é preciso que tal restauração dê-se não somente no ponto de vista do ministro, mas também no da igreja, honrando com palavras, gestos e cuidado salarial seus ministros. Basta uma rápida leitura nos registros históricos da Igreja cristã e logo se encontram textos enfatizando a necessidade de honrar aqueles homens pelos quais Nosso Senhor Jesus Cristo doa-se à Igreja. Por exemplo, a Didaqué: A Instrução dos Doze Apóstolos, um escrito do primeiro século que trata do catecismo cristão, constam inúmeras exortações aos fiéis para manterem e contribuírem materialmente com bispos (gr. episkopos, “supervisores”), mestres, apóstolos e profetas.

Do mesmo modo, se é um erro grave o ensino da teologia da prosperidade e a conseqüente exploração dos fiéis para o pagamento de dízimos e ofertas para locupletação de pastores e demais ministros – e de fato é um erro muito grave, por outro lado é de igual modo um erro grave, por parte da comunidade dos fiéis, a não-responsabilização quanto ao sustento digno de seus ministros que oferecem suas vidas em prol da causa do Evangelho. Se há ministros preguiçosos no trabalho ministerial, fazendo-o negligentemente e querendo “ganhar a vida de forma fácil”, há também comunidades que não dão a menor honra aos ministros vocacionados e altamente qualificados – espiritual e academicamente – que possuem, tratando-os como reles “empregadinhos de igreja”.

Querido leitor, nunca permita a si mesmo tratar seu pastor, cuja vida e ministério evidenciam um real chamado e compromisso com o Senhor, de forma desonrosa. “Lembre-se dia e noite daquele que prega a Palavra de Deus para você. Honre-o como se fosse o próprio Senhor, pois Ele está presente onde a soberania do Senhor é anunciada” (Didaqué, cap. IV, v. 1). Honre-o com suas atitudes, com seu carinho, com sua fidelidade, com sua assiduidade e pontualidade aos cultos, com seu apoio e envolvimento no exercício das atividades eclesiásticas que ele propõe. Ofereça-se para o trabalho na Seara do Mestre, não permitindo jamais que a indolência domine você tornando-o infrutífero para o Reino de Deus. No caso de ministros que dedicam todo o seu tempo à causa do Evangelho, honre-o também a partir da retribuição financeira justa pelo exercício do ministério pastoral.

Por outro lado, amado leitor, se seu pastor demonstra de forma inequívoca que é um falso pastor, ou um mercenário, que só pensa e prega sobre dinheiro, não perca tempo: procure outra igreja ou comunidade de fiéis onde existam irmãos em Cristo sérios e pastoreados por ministros de Deus, onde você possa crescer espiritualmente de forma sadia, conforme a vontade do Senhor.

Deus espera que nós, ramos enxertados em Cristo, frutifiquemos em tudo, de forma que aquele ramo que frutifica Ele limpa para que dê ainda mais fruto. O Pai não tem preguiça em limpar os ramos frutíferos, nem em cortar e lançar fora os infrutíferos (Jo 15.2-6). Para frutificarmos, uma das coisas que jamais podemos permitir é que a preguiça seja uma realidade em nossas vidas e ministérios!

Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

PROFETAS, EVANGELISTAS, PASTORES, MESTRES... APÓSTOLOS! ONDE ESTÃO ESSES HOMENS?


Por: Ev. Rodrigo Aguilar, Th.B.

Texto base: Efésios 4:7-25

No dia 27 de abril morreu num acidente automobilístico, no estado do Texas, Estados Unidos, o pastor David Wilkerson. Ele dirigia um sedan Infinity e colidiu de frente com um caminhão. Ele é conhecido mundialmente pelo seu trabalho na evangelização de drogados e jovens marginais e também pelo livro A cruz e o punhal, que relata os primeiros anos de seu ministério. Ele é o fundador do Desafio Jovem, entidade internacional dedicada a recuperar jovens do mundo das drogas e do crime.

A morte de David Wilkerson, aos 79 anos, também cala uma das vozes mais poderosas contra os desvios doutrinários e as aberrações comportamentais que invadiram a Igreja nos últimos anos. Ele se mostrava profundamente angustiado com a situação e com a letargia do povo de Deus diante do avanço desses modismos, cobrando uma atitude dos cristãos. Ele dizia: “Nós nos agarramos a nossas retóricas religiosas e conversas sobre avivamento, mas nos tornamos tão passivos! A verdadeira paixão nasce da angústia. Toda verdadeira paixão por Cristo vem de um batismo de angústia”.

Esse homem teve uma vida impecável! Sua carreira cristã é digna de elogios e merece ser seguida. Escândalos jamais abalaram seu ministério em todos os 60 anos em que serviu a Deus como pastor. Pastor David Wilkerson... Profeta David Wilkerson... Evangelista David Wilkerson... Mestre David Wilkerson... Talvez seja apóstolo David Wilkerson. Não sei muito bem como definir esse homem de Deus que ao contrário de muitos, hoje, querem status de apóstolo. Ele fugia dos holofotes e da ganância sórdida que devasta os EUA e todo o mundo evangélico. Voz poderosa, coração amoroso e consagrado a Deus, mãos adestradas para defesa do Evangelho e crescimento do Reino, mente focada no Espírito e no avivamento prometido por Deus em Sua Palavra.

Fico imaginando a perda de todos esses poderosos homens de Deus em nossos dias. David já se foi, Billy Graham está bem idoso e Leonard Ravenhill foi um grande evangelista que morreu em 1994. Fica até meio difícil citar outros grandes homens e mulheres de Deus nos dias de hoje, ainda que eles existam. Fato é que faz-se necessário o surgimento de outros homens assim, com talentos dados por Deus, poderosos, marcantes em nossa geração, ousados, verdadeiros, não apegados ao dinheiro e ao mundo caído. Tenho 25 anos e me parece que muito provavelmente verei grandes calamidades descritas no livro de Apocalipse acontecer. Verei muitos desfalecerem na fé, chorando por misérias humanas, morrendo e matando por futilidades, a Palavra de Deus sendo extinta das igrejas, o que já está acontecendo.

Se eu disser que não tenho medo estou mentindo. Talvez haja quem diga que não está com medo; esse tal ou mente ou ainda não entendeu a gravidade da situação. Parece com a indagação da mulher de Ló. Deus disse: “Porquanto o clamor de Sodoma e Gomorra se tem multiplicado, e porquanto o seu pecado se tem agravado muito" ( Gn 18.20 ), porém a mulher de Ló não deu ouvidos e apesar ter saído da cidade fisicamente , a cidade espiritualmente não saiu de dentro dela. “Então o SENHOR fez chover enxofre e fogo, do SENHOR desde os céus, sobre Sodoma e Gomorra ; E destruiu aquelas cidades e toda aquela campina, e todos os moradores daquelas cidades, e o que nascia da terra. E a mulher de Ló olhou para trás e ficou convertida numa estátua de sal." ( Gn 19.24-26 ).

Como mudar a situação? A coisa está ficando cada vez mais feia. Está tudo muito intenso, Terremotos, maremotos, furacões, crise e mais crises, guerras e rumores de guerras, amor frio e igreja morna! Muitos escândalos, desvios de conduta moral, pecado superabundando no mundo que jaz no maligno e na igreja que deveria ser imaculada. Como Neemias, vejo homens e mulheres de Deus chorando pelos muros de Jerusalém derribados. Os muros da congregação que está militando neste mundo, os muros derribados da Jerusalém espiritual que está dentro de seus corações e de seus entes queridos e os muros da Jerusalém espiritual, que é a Igreja como um todo, está sendo bombardeada pelo inferno. A igreja esqueceu-se do que é eterno. Quando ela colocou seus olhos na luz das coisas oferecidas pelo diabo foi cegada com a mentira, a mesma que foi usada no Éden contra Eva. Orgulho, independência, desobediência e prazer próprio tomaram seus corações.

Hoje existe muita informação sobre Deus. Muitos livros, internet, televisão e rádio, além de outras formas de se obter qualquer notícia ou comentário sobre a Bíblia. Mas poucos conhecem a Deus. É como se eu lesse sobre uma artista famosa e conhecesse tudo dela, mas isso não quer dizer que eu a conheça realmente, já que nunca tive um relacionamento com tal pessoa. Assim são muitos estudiosos, pregadores e ditos homens de Deus. Falam de Deus, tem títulos de doutores em divindade, ditos grandes pregadores do Senhor, entretanto seus corações são vazios da unção, do amor, da obediência e humildade, marcas dos que verdadeiramente andam com Deus. A letra está morta nas igrejas, pois o Espírito Santo está sendo desprezado nos altares destes locais que não são "casas de oração".

O avivamento urgente para os crentes e para o mundo perdido parece muito distante, ainda mais com a morte desses homens que verdadeiramente buscavam a Deus com intensidade, com o Pr.Wilkerson. É preciso que sejam restaurados os 5 ministérios de Efésios 4 ( Apóstolos, profetas, evangelistas, pastores, mestres ), homens na unção do Espírito, mergulhados no poder da graça que traz restauração ao homem perdido. Onde estão esses homens? Onde estão os apóstolos que edificam e treinam os jovens e a igreja? Os profetas que mostram com clareza e firmeza a vontade de Deus? Os evangelistas que alcançam as multidões de famintos e sedentos com uma palavra poderosa de arrependimento e sacrifício bem explícita na cruz do calvário? Os mestres que combatem as falsas doutrinas e levam ao povo a Verdade, Jesus Cristo ressurreto dentre os mortos?

Isso será gerado no seu e no meu coração se realmente experimentarmos a cruz e entendermos sua mensagem. Essa necessidade de sermos levantados por Deus é gerado na mortificação da nossa vida mundana e a criação de uma nova vida. Não importa a nossa situação e condição na igreja, status ou posição eclesiástica, é preciso mortificar nossa vida, mudar tudo. Está tudo errado! Se esse é o evangelho que foi proposto por Jesus estamos perdidos! Alguns só querem obedecer e viver sua vidinha de vitórias em lutas humanas. Querem trabalhar, sustentar suas famílias, criar seus filhos, ter dinheiro e sossego, ou seja, viver bem. Não os condeno por isso; não estão errados em quererem o bem-estar. Mas creia, querido amigo e irmão, Deus precisa e quer um mais do que isso. Ele está chamando Seu povo para chorar, para sentir "dores de parto" pelo que está por vir. Ele deseja compartilhar jóias com seus amigos maduros, mas não se confiam jóias a crianças.

Se você está passando uma crise em seu ministério, em sua vida familiar, em sua vida espiritual ou em qualquer área, e se pergunta "o que está acontecendo?", eu te digo, querido: Deus está te abalando! As dores nos fortalecem e nos tornam grandes e fortes na fé. Na solidão, a dependência e confiança em Deus e na Sua graça crescem. Deus precisa que você e eu sejamos fortes. Creio que nestes dias precisamos de uma palavra específica de Deus, todos nós. Algo que não é passado por homens em pregações ou estudos, mas algo colocado em nossos corações pelo Espírito Santo em momentos de intima comunhão através de orações e reflexões profundas em Sua Palavra.

Não entre por caminhos de religiosidade como fazem muitos pentecostais, com suas manifestações vazias, sem Deus. Entretanto nunca deixe a chama e a unção do Espírito se apague em você! Sem o fogo do Espírito Santo em seu coração o amor vai se esfriar e você estará como o mundo: morto e condenado no maligno. Sejamos você e eu essas pessoas que continuarão o legado desses homens de Deus.

Deus nos abençoe e levante homens com Seu poder para que Sua palavra profética nunca deixe de existir. Amém

O Autor: Ev. Rodrigo Aguilar, Th.B., membro da Igreja Batista Ministério Reviver, em Vila da Penha/RJ.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

AH MENINOS, QUANDO VOCÊS VÃO FINALMENTE CRESCER?

"Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente." (Ef 4.14)

Um dos propósitos dos ministérios de ascenção (apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres), conhecidos como "Cinco Ministérios de Efésios", é o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo. Estes ministérios são dados pelo Senhor "até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo" (vv. 13). Eles são manifestações da graça que foi dada a cada um de nós segundo a medida do dom de Cristo (vv. 7).

Conforme o apóstolo, os dons variam, mas o propósito final é sempre a unidade da Igreja. Nenhum dom verdadeiro, dado pelo Senhor, pode se constituir em empecilho ou mesmo em adversário da unidade do Corpo de Cristo, daí Paulo afirma os "7 um só": "Um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós" (vv. 4-6). Os dons de ascensão - ou dons ministeriais - foram dados, deste modo, como elementos preservadores da unidade. Assim, por exemplo, todo verdadeiro apóstolo milita para preservação da unidade; do mesmo modo age todo verdadeiro pastor, todo verdadeiro profeta, todo verdadeiro mestre e todo verdadeiro evangelista. Nenhum deles objetiva construir algo pessoal, mas sim edificar a Igreja em torno da sêtupla unidade. Quem não discerne a unidade da Igreja e não a persevera é chamado pelo apóstolo de "menino", "inconstante". 

A meninice tem tomado conta da igreja, apesar da multiplicação de apóstolos. A conclusão óbvia é que estes apóstolos que aí estão não são "homens-dons", ou seja, não foram dados por Cristo à Igreja. Assim, ou são "homens que com astúcia enganam fraudulosamente" ou são "meninos inconstantes", seguidores de homens fraudulentos. Na verdade, é possível encontrar os dois tipos, as duas classes de pessoas - aqueles que enganam, e aqueles que são enganados e tornam-se transmissores ("vetores", uma espécie de Aedes aegypti da fé) do mesmo engano.

O texto de Efésios 4:14 no grego é revelador. Os crentes-meninos (gr. nēpioi, "imaturos") são jogados aqui e ali pela fúria das ondas do mar (gr. kludōnizomenoi), rodando como um pião, tontos (gr. peripheromenoi), pela artimanha (gr. kubeia, "golpe de mão ao jogar dados", "trapacear" - termo que designa os jogadores de dados que usam truques fraudulentos e artes de ilusionismo, engano, malandragem) dos homens que com astúcia (gr. panourgia, "faz qualquer coisa, no mau sentido: inescrupuloso, sem critério") enganam (gr. planēs, "errante", "afastam do caminho correto") fraudulosamente (gr. methodeian. Dá origm a palavra "método", significando "à espreita", "astúcias, planos, esquemas"). Os meninos parecem nunca chegar a convicções firmes. Pelo contrário, suas opiniões são as do pregador famoso que ouviram ou do último livro que leram, e caem facilmente como presa de cada novo modismo religioso.

Apesar de muita informação, há uma proliferação assustadora da ignorância bíblica e teológica no meio religioso hodierno. Conhece-se cada vez menos a Bíblia, vive-se cada vez menos a Palavra de Deus. A Bíblia, para muitos, não passa de um livro de sortilégios, ou de artes mágico-espirituais, cujo propósito tal como entendido pelos membros de igreja seria meramente servir de "exemplos de fé" e "garantia sobrenatural de resultados no mundo físico". Baseando-se em interpretações distorcidas dos textos bíblicos e "convenientes achismos" pessoais, os atuais apóstolos e mestres criaram toda uma "verdade mitológica" das Escrituras, de fazer inveja aos textos mitológicos gregos e romanos. Textos como "os Doze Trabalhos de Hércules" viraram fichinha perto do que os homens inventaram! Assim, afirmam que "a Bíblia diz", quando nunca foi intenção do autor dizer aquilo; fazem grandes asseverações sobre coisas espirituais, sem ter nenhuma base bíblica.

Veja por exemplo o vídeo abaixo:


 

Pergunta-se: onde está escrito, na Bíblia - um pequeno exemplo, que seja - que anjos massageiam às costas dos crentes? Anjos massagistas e, pior, específicos da família Valadão?!? E a irmã ainda tem a coragem de dizer que "viu" isso?!? Outra coisa: perseguição "por causa do Evangelho" é, como o nome diz, devido ao Evangelho, ou seja, por causa da pregação do Evangelho que contraria os interesses das trevas - não os fomenta com ensino herético, por favor! Paulo, o apóstolo, foi inúmeras vezes criticado e não apelou para "anjo massagista de crente dodói"; antes, defendeu seu apostolado! Note o que ele diz em II Coríntios 6:

3 Não dando nós escândalo em coisa alguma, para que o nosso ministério não seja censurado;
4 Antes, como ministros de Deus, tornando-nos recomendáveis em tudo; na muita paciência, nas aflições, nas necessidades, nas angústias,
5 Nos açoites, nas prisões, nos tumultos, nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns,
6 Na pureza, na ciência, na longanimidade, na benignidade, no Espírito Santo, no amor não fingido,
7 Na palavra da verdade, no poder de Deus, pelas armas da justiça, à direita e à esquerda,
8 Por honra e por desonra, por infâmia e por boa fama; como enganadores, e sendo verdadeiros;
9 Como desconhecidos, mas sendo bem conhecidos; como morrendo, e eis que vivemos; como castigados, e não mortos;
10 Como contristados, mas sempre alegres; como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo, e possuindo tudo.


Em lugar algum encontra-se esse tipo de coisa, essa angelomania apócrifa que tem grassado as igrejas evangélicas. Sobre os anjos, a Bíblia diz apenas que são "espíritos ministradores", "enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação" (Hb 1.14). O serviço (ministração) angelical prestado aos crentes envolve inúmeras coisas, tais como proteção, revelação da Palavra e/ou de acontecimentos, etc., mas nunca infantilidades como "massagistas do ego ferido dos pastores meninos".  São essas coisas que prejudicam a igreja e o Reino de Deus. São essas coisas que acabam gerando escândalo, deboches e levando ao descrédito todo um grupo de pessoas, que procuram viver a sua fé de modo bíblico, e que jamais foram consultados ou puderam se pronunciar contra essa sandice gospel.

Pior: como a fonte desse ensino é de um midiático, famoso, a tendência é que daqui a pouco vários crentes estejam falando a mesma coisa. Afinal, o "jardim de infância" do ponto de vista bíblico é uma realidade. Hoje, as pessoas preferem "dar ouvidos" e replicarem estes ensinos do que pararem para verificar se há conteúdo bíblico e lógica no que se está sendo proferido como "verdade". Não demora muito vão fazer "seminários proféticos" sobre o ministério dos anjos, segundo os pastores-apóstolos-cantores dos últimos dias, que venderão muitos livros acerca da "última revelação". Então se levantarão muitos e corroborarão a maluquice com uma profetada, ou com uma "visão", ou sonho. E uma multidão de "nēpioi" afluirão a estes seminários, sendo jogados de um lado para o outro pela fúria das ondas do falso ensino, ficando mais tontos do que já são.

Ah, sim: nestes seminários também serão vendidos os CDs com as pregações e músicas ali cantadas, por módicos R$ 50. Para variar, as letras das músicas são as piores possíveis, com refrões cheios de vogais (elas mostram sua espiritualidade e encobrem sua capacidade de criar refrões inteligentes."Ouaieoua" é algo que vai fazer todos sentirem o maior êxtase espiritual), enfocando ou rio/chuva ou fogo ou uma combinação destes (afinal, fogo e rio/chuva são "pentecostais": se você pedir chuva de fogo, você será ungido com a unção da face de leão marinho do norte, e rio de fogo com a unção do peixe boi sagrado).

Parece brincadeira, mas infelizmente não é. Como o ensino bíblico é precário, as músicas são sofríveis. Multiplicam-se ministérios esquizofrênicos, ensinando as formas mais patológicas de adoração possível, como "rolar no chão" e emitir sons ininteligíveis, dissimulados como se fossem o "poder de Deus". Alguns chegam às raias de imitar animais ("unção de animais"), como leão, galinha, cachorro, etc.    

Enquanto isso, na Sala da Just...ops..., quer dizer, a Sala de Aula dos Seminários e Escolas Teológicas estão cada vez mais vazias. Quem, hoje, se interessa em estudar a Palavra? Para quê, se qualquer um, despreparado e sem chamada nenhuma alcança o pastorado? Como diz meu pastor: o médico precisa estudar medicina por 06 anos para ser médico (fora a residência), o engenheiro tem que estudar cálculo, física e outras, num currículo de 05 anos, para ser engenheiro (fora o estágio); já para ser pastor/bispo/apóstolo basta ter "uma visão especial", inventar curas/milagres/maravilhas e juntar um grupo de pessoas para segui-lo... E assim novamente o "pião" girará até ficar tonto!

Veja: há grupos que inisistem em "demarcar territórios" ("conquistar territórios"), "com vinho, pão e azeite" (sic). Onde, meu Deus, está escrito na Bíblia que estes elementos servem para este tipo de coisa?!? O mesmo se aplica ao "costume" de se realizarem "atos proféticos" - aliás, alguns "apóstolos" ensinam que a Ceia do Senhor, o Batismo, a unção com óleo e os dízimos são atos proféticos. Um “ato profético” seria um ritual em que se busca através de símbolos e ações, que supostamente teriam repercussão no “mundo espiritual”, alcançar determinado fim. Há uma confusão enorme entre o símbolo tipológico e aquilo que ele representa. Assim, os "apóstolos modernos" levam cavalo para dentro dos templos religiosos, dão tiro com arma de fogo em pleno culto ("para matar o diabo", sic), tomam banho de lama para ilustrar a situação do pecador e por aí vai... Isso jamais foi e jamais será "uma só fé"!

Fato número 1: esse tipo de ensino/prática não serve para nada, a não ser transformar os crentes em bitolados e iletrados. Nenhuma melhoria espiritual jamais foi registrada nos locais onde estes "atos proféticos" foram realizados - todos os dêmonios e principados amarrados pelas "ministrações proféticas" pelo Brasil afora estão cada vez mais soltos e toda choradeira produzida pelas músicas atuais, hit parades no cenário gospel, só tem efeito emocional - nada é acrescentado, do ponto de vista da santificação e fortalecimento espiritual. 

Fato número 2: Os crentes imaturos, consumidores ávidos dos "kits gospel de fé" (CD, DVD, livros, vidro de óleo da unção de Israel, etc), são incentivados e ensinados a andarem atrás de seminários que ensinam uma fé "faça você mesmo" ("Dicas, Truques & Quebra-galhos" da fé). Isso aumenta as vendas do setor, enriquece os pastores-apóstolos-empresários e contribui para a manutenção do status quo. Quando se deparam, contudo, com um problema que não cede com os paliativos adquiridos, estes crentes acabam experimentando profundas angústias e depressões. Alguns abandonam a fé, por não entenderem como podem ter fracassado mesmo após tantos cursos, seminários e treinamentos, proferidos pelos "paipóstolos de última geração".

Fato número 3: Os genuínos pastores e mestres da Palavra de Deus estão cada vez mais fadados ao ostracismo. A Escola Bíblica Dominical é uma instituição falida e os Seminários Teológicos estão à caminho da falência. Resistem apenas àqueles que oferecem "cursos de nível superior", como se o propósito de se estudar a Bíblia e a Teologia fosse a formação de teólogos para o mercado de trabalho. Nestes, ainda por cima misturam-se uma enorme quantidade de disciplinas que nada tem a ver com a real necessidade de formação ministerial (nem poderia, afinal de contas...). Pensadores como Martin-Lloyds Jones, Spurgeon, C. H. Mackintosh, John R. W. Stott - isso sem falar em Blaise Pascal, Robert Boyle, Michael Faraday e Isaac Newton - são raríssimos, na atualidade, no meio daqueles que deveriam ser o povo mais culto e mais inteligente da face da terra.
 
Urge, deste modo, o resgate da importância da Bíblia e do seu ensino no meio do grupo de crentes gospel modernos. Pelo abandono da Palavra de Deus, cada vez mais os crentes tornam-se e mantêm-se meninos na fé, fracos e falidos espiritualmente a despeito de todas as mandingas, correntes, campanhas, quermesses, atos proféticos, anjos massagistas, músicas erótico-evangélicas e outras manifestações pseudocristãs. Foi produzida uma religião que nada tem a ver com o Cristianismo, ainda que ostente este nome, com falsas igrejas de falsos pastores e falsos apóstolos. A solução é o retorno à Palavra; só ela, a Espada do Espírito, usada pelo Espírito e no Espírito, pode gerar o arrependimento e a transformação das mentes dos crentes, tão necessárias em nossos dias. Urge, ainda, que haja a restauração dos 05 Ministérios de Efésios - dom e não título - de forma a restaurar a unidade da Igreja, do Corpo de Cristo: unidade com diversidade, mais ainda assim unidade; levando os crentes-meninos a amadurecerem na fé!     

Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

PENSAMENTOS E CAMINHOS MAIS ALTOS DO QUE OS MEUS

"Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o SENHOR. Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos." (Is 55.8,9)

Enquanto os capítulos 53 e 54 retratam de forma profética, respectivamente, de Cristo e da Sua Igreja, Isaías 55 retrata a graça de Deus, o grande favor imerecido, prestado à toda humanidade, onde o Senhor convida a todos os homens, independentemente de seu estado ou condição espiritual a se converterem à Ele e viver.

Especificamente nos versículos 8 e 9, Isaías contrapõe a grandeza de Deus e a pequenez humana. "Meus caminhos" e "vossos caminhos", "meus pensamentos" e "vossos pensamentos". Os caminhos e pensamentos do Senhor são altos, isto é, insondáveis, incapazes de serem discernidos pelo homem. Nenhum homem pode compreender os desígnios de Deus. O apóstolo Paulo também exalta a imensidão dos desígnios de Deus: “O profundidade da riqueza, tanto da sabedoria, como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos e quão inescrutáveis os seus caminhos!” (Romanos 11:33). 

De fato, é impossível ao homem compreender Deus. Especialmente quando Deus escolhe agir de uma forma que muitas vezes acaba contradizendo o nosso conceito, humano, de Deus. Isso é particularmente verdade quando se trata do problema do mal no universo. Porque o mal continua ainda existindo? Porque o mal prospera, enquanto o bem segue à míngua? Porque os canalhas triunfam, enquanto as pessoas de bem padecem?

Dia 27/04/2011. Morre, aos 79 anos de idade, o Pr. David Wilkerson, vítima de acidente automobilístico, no estado do Texas, Estados Unidos. Ele foi uma das vozes mais poderosas contra os desvios doutrinários e as aberrações comportamentais que invadiram a Igreja. Ele dizia: “Nós nos agarramos a nossas retóricas religiosas e conversas sobre avivamento, mas nos tornamos tão passivos! A verdadeira paixão nasce da angústia. Toda verdadeira paixão por Cristo vem de um batismo de angústia”.

O Pr. David Wilkerson foi um dos pastores mais sérios e verdadeiros que este mundo já recebeu. Nunca houve nada contra o ministério ou a vida pessoal deste pastor. Nem um mísero escândalo. Nada! Seus sermões serviram e ainda servirão para edificação de muitos e muitos irmãos em Cristo. Mensagens de enlevo espiritual, de exortação bíblica poderosa, de correção e admoestação; mensagens geradas no coração do Pai, inspiradas pelo Espírito Santo ao servo do Senhor. Não são mensagens de auto-ajuda barata; de pedido mesquinho de dinheiro dos crentes para enriquecimento babilônico - como é costume de uma série de muquiranas televisivos de conversa mole, intitulados de pastores.

Ah, esses nabucodonosores modernos! Junte 10 deles e você não tem um sequer! Prestam um verdadeiro desserviço ao reino de Deus: graças a eles, hoje o evangelho é sinônimo de vida fácil, de "muito dinheiro no bolso, saúde para dar e vender".  Criam heresias a todo o instante, para sustentarem seus caprichos e mundanismos. Com estas heresias, formam toda uma rede dogmática gosmenta; onde muitos incautos e desavisados acabam sendo presos nela. Daí, quando você vai combater o falso ensino, os crentes aprisionados no erro acabam achando que você está combatendo a igreja, que você é despeitado, e coisas do tipo. Então voltam-se contra você, com maledicência e torpes acusações. Enquanto isso, os muquiranas continuam a prevalecer no caminho.

E quanto a Bíblia? Infelizmente, lamento dizer, mas ela é um livro em desuso. Pelo menos nas igrejas. Raríssimas são as vezes em que ela é usada nos púlpitos. Hoje, os maiores expoentes da pregação evangélica são "contadores de historinhas", que ensinam que a Bíblia diz quando ela nunca disse. Hoje, os "pregadores avivalistas topetudos" estão ensinando verdadeiras doutrinas de demônios; já os "mestres" estão ensinando apostasia de Deus. Não há mais pregações bíblicas, sérias, de profundidade, que invariavelmente mexem com as entranhas dos ouvintes, confrontando-o com a Verdade. A mentira prevalece!

Não, eu não quero e não preciso deste tipo de evangelho. Não quero ouvir mentiras, não preciso disso; não preciso que massageiem meu ego, e não, não dou um centavo para essa igreja "feira-livre"! Pode falar o que quiser; pode amaldiçoar o que quiser - até porque eu desafio qualquer moleque topetudo muquirana, psicólogo falido de meia-pataca e ex-camelô, transvestidos de pastor, a demonstrar o poder que eles dizem ter. Eu conheço a Palavra de Deus o suficiente para não cair nessas chantagens pseudo-espirituais baratas de "bênção-maldição".

Porém, o fato é: esse tipo de coisa prospera em nossos dias! Os reinos religiosos vão de vento em popa, cada vez mais e melhor. Seus magnatas seguem sempre em frente, enganando a todos com seus discursos. Enquanto isso, gente séria padece; pastores sérios gemem todo o mês porque vêem seus ministérios minguarem, suas iniciativas não darem os frutos esperados. Hoje, quem conhece, prega e ensina apenas a Bíblia está fadado ao ostracismo. Cada vez mais os crentes migram de igrejas sérias para estes clubes chamados de igrejas. Teologia? Para quê? Os livros estão cada vez mais abandonados nas livrarias. As Revistas de Escola Dominical perderam, há muito, em conteúdo; ninguém tem mais interesse em estudar a Bíblia. Afinal, estudar para quê?!?

Isso tudo, toda essa apostasia da igreja, tem um nome na Bíblia: PROSTITUIÇÃO!

O mal prevalece. Diante desse cenário de prostituição religiosa, é fácil perder a fé. Os apelos do mundo, para adesão ao sistema, são cada vez mais insistentes e fortes. Ignorar isso é por si só um perigo maior do que viver na contramão da história. O que fazer? Render-se não é uma opção, desistir de tudo também não. A única coisa a fazer é lutar, com todas as forças, contra este sistema que aí está. O que não é nem um pouco fácil, isso é um fato. Não é fácil ser um crente bíblico neste mundo de inversão de valores, onde o falso tornou-se verdadeiro e o verdadeiro no falso.  Muitas são as tentações e as privações dos justos e a tendência é que as coisas piorem. Esta prostituta que aí está, que tem o nome de rainha e não o é, não tem misericórdia de ninguém, mas vive apenas para alimentar sua própria devassidão, seu próprio prazer imoral bem como o prazer de seus negociantes.


E disse-me: Não seles as palavras da profecia deste livro; porque próximo está o tempo. Quem é injusto, faça injustiça ainda; e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, seja santificado ainda. E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra. (Ap 22.10-12)

O tempo está próximo.  O tempo de iniciar o cumprimento das profecias do livro de apocalipse - a encarnação do mal e o julgamento final sobre ele - está próximo. Quem é injusto e assim quiser continuar, que o faça; que está sujo e ama a sua sujeira, chafurde-se nela - esse é o conselho do anjo para João e para nós. Do mesmo modo, ele aconselha: quem é justo, faça justiça ainda e quem é santo, santifique-se ainda. Noutras palavras, quer viver no lamaçal do pecado, quer viver nas profundezas de satanás? Problema é seu, só você o sofrerá no final das contas. Quer viver como justo, afligindo todo o dia sua alma justa? Ama se santificar para o Senhor? Só você receberá os benefícios disso. De um jeito ou de outro, o galardão de cada obra - justa ou injusta - virá até você.

Por mais que o mal triunfe nesta terra, há um galardão reservado ao final para seus zelosos vetores humanos, assim como há um julgamento final, ser executado sobre toda a sorte de mal - até a fonte de todo o mal, satanás. Hoje, eles podem desfrutar do sucesso. Sim, desfrutem do sucesso financeiro, oriundo do comércio babilônico de homens e de almas. Babilônia está de pé, mas não para sempre; ela há de cair. Ela, que hoje embebeda-se com suas prostituições diante do Senhor - com a venda de bugingangas de fé, com a exploração de trízimo e coisas do tipo - ainda se tornará, um dia, morada de demônios, e covil de todo espírito imundo, e esconderijo de toda ave imunda e odiável. Ah, prostituta, que tem nome de rainha: um dia virão as suas pragas, a morte, e o pranto, e a fome; e será queimada no fogo; porque é forte o Senhor Deus que a julga!

Há um tempo determinado pelo Senhor para cada coisa; assim há um tempo determinado para o cativeiro babilônico de seu povo. Mas o príncipe virá! O nosso libertador virá e nos livrará de babilônia com suas nojentas prostituições. Até lá, permaneçamos firmes, até que o Senhor nos conceda vencer! É verdade: muitas coisas que meu Senhor faz eu não entendo e talvez jamais venha a entender; mas Ele é o meu Senhor e eu o amo, apesar de nem sempre entendê-Lo. Deus me chamou não para entendê-Lo, mas para amá-Lo com todo o meu coração, com toda a a minha alma! Se um dia, quando estiver em Sua presença para sempre, Ele quiser explicar, eu entenderei; caso contrário, e daí? Nenhuma explicação é e nem será preciso. Basta-me a fé!

Meu galardão está com o meu Justo Juiz, com meu Salvador e Senhor Jesus Cristo, de quem sou servo até a morte, a quem meu corpo, alma e espírito pertencem por direito eterno e inalienável! Até lá, vamos nos esmerar em ainda servir ao Senhor com tudo o que pudermos, com todas as nossas forças! Vamos amar e ensinar ainda mais a Palavra - doa a quem doer! Não gostem de mim, não gostem da Palavra - azar! Eu e minha casa serviremos ao Senhor; quem quiser, pode servi-lo ou a Baal. Escolha pessoal, consequências pessoais! Só não diga que você não foi avisado.

Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

ONDE MORA O MONSTRO?

"O MONSTRO MORA AO LADO". Este é o tema de capa da edição especial da Revista Veja da semana. A reportagem aborda o terrível ato, de uma crueldade sem precedentes: Wellington Menezes de Oliveira, 24 anos, ex-aluno da Escola Municipal Tasso da Silveira em Realengo/RJ, entrou na Escola e abriu fogo contra alunos em salas de aula lotadas, assassinando 12 crianças inocentes e ferindo outras 13. Ao final, suicidou-se.

O que teria motivado este rapaz a agir com extrema maldade? Alguns teorizam que ele teria sido vítima de bullying(1) quando aluno daquela Escola, o que, aliado a sérios transtornos psicológicos, acabariam gerando um profundo desejo de vingança. Outros, afirmam tratar-se do resultado de uma composição entre fanatismo religioso e doença mental. Outros, o problema seria possessão demoníaca. Já para outros, seria o resultado do uso de drogas. No âmbito da psiquiatra, talvez ele sofresse de esquizofrenia paranóide (2). Enfim, cada brasileiro terá uma explicação diferente para os motivos que levaram Wellington a cometer tal violência despropositada. As verdadeiras causas, porém, jamais serão conhecidas, tendo-se em vista que o assassino está morto.

"O monstro mora ao lado". Wellington morava próximo a Escola. Até o dia do crime, não passava de uma pessoa calada, de poucos amigos, que ia do trabalho para a casa e vice-versa. Muito raramente, jogava bola com os outros rapazes de sua idade. Não tinha namorada. Morava sozinho, solitário. Ninguém poderia jamais saber que aquele estranho vizinho cometeria um dos mais terríveis crimes noticiados pelos principais jornais do país. A exemplo de milhares de brasileiros, confesso que fiquei muito chocado ao ver tamanha barbárie. Que Deus possa consolar cada pai e cada mãe que perdeu seu precioso filho de maneira tão brutal e covarde!

"O monstro mora ao lado". O monstro mora ao lado, ou na verdade o monstro mora dentro? Definir onde mora o monstro é muito importante. Se, mesmo que por um breve momento, aquelas pessoas soubessem que o pacato rapaz era, na verdade, um monstro perigoso, teriam prontamente agido em prol de evitar o mal maior. Não posso deixar de lembrar da estória do Dr. Jekyll e Sr. Hide, livro de ficção científica escrito pelo autor escocês Robert Louis Stevenson e publicado originalmente em 1886. A obra é conhecida por sua representação vívida do fenômeno de múltiplas personalidades, divididas no sentido que dentro da mesma pessoa existe tanto uma personalidade boa quanto má, ambas muito distintas uma da outra.

Será que muitos pais não estão percebendo a transformação experimentada por seus filhos, ao longo dos anos, manifestando o que há de pior neles? Nem todos os monstros que existem sofrem de doenças mentais. Muitos monstros são, na verdade, um produto de marcas e sofrimentos, de crueldades e de traumas, vividos por eles em uma ou em várias fases de suas vidas. Lembro-me de um episódio, em 1987, no bairro carioca de Cascadura, quando pude impedir que uma rixa entre dois colegas de sala de aula se transformasse num assassinato, na saída da escola, com arma de fogo.

Graças a Deus, sempre exerci uma espécie de liderança nas escolas onde estudei. Naquele dia, um dos rapazes, franzino ao extremo (ao ponto de ser apelidado pela turma de "filé de borboleta") havia levado um pistola para a escola para dar cabo de outro colega, de porte muito grande para sua idade. O motivo: uma briga boba em sala, por causa de futebol (sim, não foi pelo apelido, em hipótese alguma!). Devido ao respeito que gozava por ambos os colegas, pude evitar o mal maior: no recreio tomei conhecimento das intenções do "filé" e, na saída, consegui dissuadi-lo do seu intento, além de mandar o outro para casa. Graças primeiramente a Deus e depois a minha atitude, o monstro foi contido e todos puderam seguir normalmente com suas vidas.

Estou certo de que as mães daqueles rapazes jamais souberam o que quase aconteceu. Do mesmo modo, muitas mães e pais não sabem aquilo que seus filhos e filhas fazem fora do alcance de seus olhos, só quando o mal acontece. Não percebem as mudanças que vão ocorrendo, ou se o fazem, atribuem estas mudanças "a coisas de jovens", algo de "pouca importância". Assim, por exemplo, o vício das drogas toma conta de moças e rapazes, só vindo a ser descoberto quando o filho ou a filha aparece morto por overdose ou assassinado por "não pagar a dívida" ao traficante. Ou os pais só percebem que a "filha do coração" mudou para pior quando a barriga cresce ao ponto de não dar mais para esconder. Ou quando o filho torna-se pai na adolescência. Resumindo, só percebem o mal quando "a Inês é morta".

Do mesmo modo, fico a pensar que muitas mulheres se casaram, na verdade, com um monstro. Um monstro que de uma hora para outra revela sua verdadeira natureza; que antes fazia o papel de bom moço e que repentinamente "vira à cabeça". Antes, carinhoso e cheio de amor; agora, frio, calculista. Quem sabe até violento. Quantas não são violentadas pelos "maridos"? Quantas não apanham desses marginais enrustidos? Quantas não perdem a vida, nas mãos desses crápulas?

Sou pastor evangélico, creio na restauração tanto de pessoas como de relacionamentos. Creio no casamento enquanto instituição divina, ordenado por Deus como monogâmico, heterossexual e indissolúvel. Mas é preciso reconhecer: em alguns casos extremos, o divórcio pode ser livramento de Deus para muitas mulheres; pode se constituir no instrumento do Senhor para preservar a vida de suas filhas. Afinal, não é para todos os casamentos que vale a máxima "o Senhor uniu": Deus não une ninguém a monstros, mas une seus filhos e suas filhas. Muitos casamentos acontecem por interesses escusos - ou por causa meramente de sexo, ou por causa de dinheiro, ou para poder sair de casa, ou por gravidez indesejável, ou por outros motivos. Casamentos precipitados, sem a direção de Deus, feitos de qualquer maneira, sem considerar coisa alguma. O divórcio acaba se constituindo, deste modo, em um mal necessário, numa sociedade cada vez mais doente e miserável, cada vez mais repleta de pessoas "duas faces", ora Jekyll, ora Hide.

Aqui, vale a exortação: antes de namorar alguém, veja atentamente com quem você está se relacionando. Quem hoje namora um filho ou uma filha do diabo amanhã virá inevitavelmente a ter problemas com o seu "sogro". Casamento não muda ninguém, apenas acentua o que cada um verdadeiramente é, no íntimo. Se já o namoro "vai mal das pernas", um eventual casamento será o caos. Neste caso, o monstro maior - o diabo - fará parte da família! Sua vida não é um filme de Hollywood: final feliz não é obrigatório; depende de você buscar orientação de Deus antes de tomar decisões.

Onde está verdadeiramente o monstro? Onde ele mora? O monstro pode morar com você, debaixo do mesmo teto; pode dividir a mesma cama; o mesmo prato de comida. O monstro que não nasce monstro, mas se torna monstro. O monstro que ninguém quer ver, que ninguém quer tratar, que ninguém quer reconhecer como monstro: o filho-monstro, a filha-monstra, o marido-monstro, a esposa-monstra...a família monstro! Como impedir a transformação de um querido em monstro? Primeiro, procure notar as transformações e mudanças de comportamento do seu filho ou de sua filha. Percebeu algo estranho, aja enquanto é tempo: converse com seu precioso filho/filha, dê-lhe toda atenção que é devida, busque a ajuda de Deus e, se for preciso, dos médicos! Aja hoje, para não ter que chorar amanhã ou, pior: para não chorar em conjunto com muitas outras pessoas, vítimas do monstro!

Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!
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(1) termo utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully - «tiranete» ou «valentão») ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender. (Wikipedia, http://pt.wikipedia.org/wiki/Bullying)

(2) http://g1.globo.com/Tragedia-em-Realengo/noticia/2011/04/atirador-do-rj-vestiu-personagem-e-morreu-no-papel-analisa-psiquiatra.html. Acesso em 14/04/2011, às 18h.

terça-feira, 29 de março de 2011

O PROPÓSITO DO BLOG "APENAS PARA ARGUMENTAR"

Segundo a Wikipedia, Immanuel Kant foi um filósofo prussiano, geralmente considerado como o último grande filósofo dos princípios da era moderna. Kant define a palavra esclarecimento como a saída do homem de sua menoridade. Segundo esse pensador, o homem é responsável por sua saída da menoridade. Kant define essa menoridade como a incapacidade do homem de fazer uso do seu próprio entendimento. A permanência do homem na menoridade se deve ao fato de ele não ousar pensar. A covardia e a preguiça são as causas que levam os homens a permanecerem na menoridade. Um outro motivo é o comodismo. É bastante cômodo permanecer na área de conforto. É cômodo que existam pessoas e objetos que pensem e façam tudo e tomem decisões em nosso lugar.

Dentre as muitas obras deste filósofo, destaco aqui duas: A Crítica da Razão Pura (1781) e a Crítica da Razão Prática (1788). Para Kant, quando alguém se propõe a criticar a obra ou o trabalho de outrem é porque considera aquele trabalho importante. A crítica, deste modo, não é encarada como algo ruim ou pejorativo, mas algo bom, positivo. "A crítica da razão conduz, por fim, necessariamente, à ciência; o uso dogmático da razão sem crítica conduz, pelo contrário, a afirmações infundadas, que sempre podem ser contraditadas por outras não menos verossímeis, o que conduz ao ceticismo."

A despeito de seus conceitos errôneos sobre Deus - cuja existência não se poderia provar por argumentos filosóficos e que, portanto, não existiria (não é possível do ponto de vista da filosofia, oferecer um argumento que convença todos os homens da existência da Deus, mas isso não significa que eu não tenha uma boa razão para acreditar em Deus nem que Ele não exista), as idéias de Kant se revelam muito úteis àqueles que as compreendem.
 
Por exemplo, Kant assevera: "A crítica pura especulativa demonstra a dilatada insuficiência da mesma para resolver, de conformidade com o fim, os mais importantes problemas que lhe são propostos".  De fato, a crítica especulativa - realizada sem base sólida - é uma temeridade; por sua vez, a crítica da razão conduz ao conhecimento.
 
Devido o propósito da crítica kantiana, quem a faz precisa ser conhecedor da matéria sobre a qual propõem-se a criticar. Não pode ser mero especulador, curioso - um fofoqueiro, em essência - mas alguém que tenha formação e experiência no assunto em questão.  
 
Assim, o propósito deste blog é fornecer aos leitores críticas positivas sobre os mais diversos temas e assuntos, especialmente àqueles que se referem ao status quo das práticas constantes no meio religioso evangélico. Ao apresentar críticas - baseadas na fé bíblica segundo as boas práticas da hermenêutica e da exegese, sem focar numa determinada corrente teológica ou noutra - este blog busca edificar os leitores e seguidores, iluminando as mentes e corações com a luz da Palavra de Deus tal qual ela é.  
 
O autor deste blog é pastor evangélico há mais de 10 anos, com ampla formação tanto em ciências exatas quanto em teologia, já tendo ocupado diversos cargos eclesiásticos. Não é, portanto, um curioso ou teórico de igreja. Assim, ao criticar, sempre procura-se mostrar o erro do uso dogmático da razão sem crítica por parte de muitas igrejas e segmentos evangélicos; não motivado na "crítica pela crítica", mas sim no ardente desejo de mudança, buscando-se, quando cabível, oferecer alternativas para que esta mudança aconteça.
 
A igreja, tal como foi concebida por Deus antes da fundação do mundo e materializada no mundo físico no dia de Pentecostes, com a descida do Espírito Santo, é a expressa vontade de Deus para os homens. Conforme o apóstolo Paulo assevera, em sua epístola aos Efésios, "Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível" (Ef 5.25a-27). O Senhor amou a igreja, entregando-Se por ela; logo, todos os cristãos precisam fazê-lo também. 
 
De modo geral, a Igreja Pentecostal não tinha faltas. Era poderosa na fé e no testemunho, pura em seu caráter, e abundante no amor.
 
Quando olhamos para a igreja que está estabelecida, é possível distinguir dois grupos: um grupo de irmãos sérios, tementes a Deus, que buscam viver suas vidas à luz do Evangelho de Cristo. Pessoas que foram trazidas das trevas para a luz e que não se conformam com este mundo tenebroso. Irmãos fiéis ao Senhor, que pserveram em segui-Lo onde quer que seja; que dedicam sua vida à causa do Evangelho - capazes de, se preciso, darem a própria vida para que o mesmo seja anunciado aos perdidos. Pessoas cujas vidas são mais preciosas do que o ouro puro, cujas almas são mais alvas e brilhantes do que o diamante. Gente que chora pelos que estão presos pelo diabo, nas trevas da idolatria e da feitiçaria, que intercedem ao Senhor pelos cativos do inferno. Pregadores cheios de ousadia do Espírito, não tencionando outra coisa a não ser povoar o céu. São exemplos vivos do poder regenerador do Espírito Santo de Deus e da eficácia da Cruz de Cristo. Mansos e humildes.
 
Estes irmãos - ou melhor, esta igreja - você não encontra em qualquer lugar. Não há uma placa na frente indicando que ela se reúna ali. Mas são pessoas das mais diversas denominações evangélicas, quer sejam tradicionais ou pentecostais, batistas, metodistas, assembleianos, congregacionais, IURD, dentre outras. São pessoas que só Deus, em Sua onisciência, sabe quem são. São membros da Igreja invísivel. A esses irmãos, eu tenho imensa honra e prazer em servir. Tenho santo orgulho em ser chamado por eles de irmão.
 
Mas há também um segundo grupo. Infelizmente, um grupo que consiste de ímpios que nunca se converteram, mas que foram inseridos na igreja pelo inimigo, tanto nos bancos quanto nos púlpitos. Os homens dormiram - sim, a igreja do Senhor dormiu - e Satanás "veio e semeou o joio no meio do trigo" (Mt 13.25). Quando foi "esse sono"? Após a morte do último vigia, do último apóstolo. Quando foi semeado o joio? Principalmente com o imperador Constantino, no IV século da era cristã, que promoveu uma extensa harmonização entre a fé cristã e as religiões pagãs. Posteriormente, quando o Cristianismo tornou-se religião oficial do Império, o golpe na pureza da fé foi muito grande.
 
Como cita Jesse Lyman Hurlburt, em sua obra "História da Igreja Cristã",  "a oficialização do Cristianismo como religião do Estado foi, não há dúvida, maldição". Ele continua, apresentando as razões de sua argumentação: "Homens mundanos, ambiciosos e sem escrúpulos, todos desejavam postos na igreja, para, assim, obterem  influência social e política. Os costumes e as cerimônias do paganismo foram pouco a pouco infiltrando-se nos cul­tos de adoração. A humildade e a santidade da igreja primitiva foram substituídas pela ambição, pelo orgulho e pela arrogância de seus membros".
 
Até hoje, é possível se constatar com tristeza que o paganismo fincou suas garras imundas na igreja. Falsos crentes, falsos pastores, falsos bispos e apóstolos; homens mundanos, ambiciosos e sem escrúpulos, que ocuparam cargos na igreja para obterem influência social, política e econômica. Não são e nunca foram crentes. Não representam o que é a Igreja verdadeira. Contra a doutrina e ensino destes filhos das trevas, portas do inferno e discípulos de demônios este blog se alevanta, de forma profética, denunciando suas práticas maléficas, expondo sua virulência e pressionando de forma a expulsar seu fétido carnegão. Sim, destas doutrinas e ensinos infernais o autor deste blog é inimigo para sempre - goste quem gostar, não goste quem não gostar; odiando cada palavra, manipulação e falsifação com ódio consumado! Odiando tudo o que fazem com a Igreja do Senhor! Filhos do diabo, é isso que são! Deus um dia os expurgará de Sua Casa! Ele mesmo os exporá publicamente ao vitupério, como fez com o diabo, vosso pai.
 
Para os tais, este pastor e este blog são como o escorpião peçonhento, porque não suportam a sã doutrina. Que se convertam ao lê-lo, que se arrependam de sua maldade e voltem-se para o Senhor, que é rico em perdoar; caso contrário, que lhes sirva para condenação. Do mesmo modo, para aqueles que estão sendo iludidos por estes malignos obreiros, este blog tenciona trazer a Verdade da Palavra de Deus, sem hipocrisia e nem bitolação, porque a fé "que uma vez foi dada aos santos" não é nem uma coisa, nem outra. Que Deus, a partir deste blog, possa servir como instrumento de libertação e restauração, possa dar aos diletos leitores visão de águia!
 
Graça e Paz!