quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020
A CÉSAR (SOMENTE) O QUE É DE CÉSAR
Lê-se que os evangélicos representados por muitos de seus mais populares pastores no Brasil, aproximam-se do governo, dando aos seus representantes os microfones das igrejas e afiançando o seu projeto político.
Por quê me parece perigosa e equivocada esta postura?
1. Cristo e Seu Evangelho são singulares, perfeitos, e não podem ser confundidos com partidos, ideologias ou governos, todos, de qualquer matiz, sempre falhos e manchados pela nódoa do pecado;
2. A Igreja, vista como alinhada e fiadora de um governo em particular, vai carregar o ônus dos problemas do governo em questão, e vai ser chamada a pagar parte substancial da conta relativa a tais problemas;
3. Uma igreja vista como tendo uma cor político partidária vai dificultar e muito a missão evangelística dirigida aos que não apreciem tal cor, que tendem a se fechar ao Evangelho por conta da barreira politica;
4. A igreja assim comprometida perde sua independência profética;
5. Sob tais condições, a igreja se deixa usar por políticos que dela se aproximam não para conhecer a Cristo ou ao Evangelho mas somente para se beneficiar do voto evangélico, prestando-se a um papel que não é o seu, fora de sua chamada missionária;
6. Os dividendos que a proximidade com o poder político pode trazer, representam uma grande tentação e uma armadilha infernal para a igreja e seus líderes;
7. Não há nenhum amparo bíblico para tal postura, ao contrário, a orientação das Escrituras vai no sentido oposto;
8. A história da Igreja mostra que esta proximidade nunca fez bem ao Evangelho;
9. O avanço da igreja de Cristo jamais dependeu da boa vontade do poder político, mas do poder do Espírito Santo, que sempre usou a pressão contrária dos governantes justamente como instrumento de expansão e espalhamento missionário da igreja;
10. A obediência ao mandamento bíblico de orar pelas autoridades constituídas e honrá-las não impõe que a igreja e seus líderes sejam fiadores dos governos constituídos, ou deles se aproximem, ou com eles se alinhem, ou sejam seus apoiadores.
Texto do pastor da Igreja Presbiteriana Betânia (Niterói) Téo Elias.
Mais um ministro da Palavra de Cristo que teve a coragem de se posicionar nesses dias nos quais grande parte da igreja tornou a causa do evangelho subserviente a um projeto de poder político.
Publicado originalmente no Facebook pelo Rev. Antonio Carlos Costa (https://www.facebook.com/AntonioCarlosAlvesdeSaCosta/).
domingo, 16 de fevereiro de 2020
quinta-feira, 30 de janeiro de 2020
O VERDADEIRO CRISTÃO E A VERDADEIRA CIÊNCIA
Ciência, corpo de conhecimentos sistematizados adquiridos via observação, identificação, pesquisa e explicação de determinadas categorias de fenômenos e fatos, e formulados metódica e racionalmente. Conhecimentos obtidos por meio da aplicação do método científico, consistindo basicamente na formulação e teste de hipóteses por meio de experimentos. A verdade, para a ciência, é experimental, ou dito de outro modo, só a experimentação é capaz de produzir verdades sobre um fenômeno. Assim, para a ciência, a partir da observação de um fenômeno o pesquisador conjectura possíveis respostas (hipóteses) e realiza experimentos no sentido de obter dados que comprovem ou neguem essas hipóteses. Analisando os dados, por meio da indução, chega-se a hipótese mais provável, tida então como a verdadeira explicação para aquele fenômeno. Fazem parte das análises alguns princípios, como o princípio da parcimônia, segundo o qual a hipótese mais simples é preferível pois a chance de se mostrar errada no futuro é menor, um princípio reducionista.
Esse princípio é também conhecido como "Navalha de Ockham", um princípio atribuído ao frade franciscano Guilherme de Ockham no séc. XIV. O princípio afirma que "as entidades não devem ser multiplicadas desnecessariamente", ou em latim "pluralitas non est ponenda sine neccesitate". Interessante é que William usou o princípio para justificar muitas conclusões, incluindo a afirmação de que "a existência de Deus não pode ser deduzida apenas pela razão". Omite-se, propositalmente, a formulação original de Ockham: "Porque nada deve ser postulado sem uma razão apresentada, a menos que seja evidente ou conhecido pela experiência ou provado pela autoridade da Sagrada Escritura". Para o frade, a filosofia, as ciências naturais e outros estudos foram bem servidos pela razão, mas Deus não é definido nem confinado pela razão. Ockham e seus seguidores acreditavam na Teoria do Comando Divino, que afirma que uma regra é boa se Deus der a regra. A “bondade” e a “moralidade” são determinadas pelo que Deus ordena, não por qualquer qualidade intrínseca que a regra possua ou pelo resultado de segui-la. É um resultado feliz da natureza de Deus que as regras que Ele dá sejam para nosso benefício.
Deve ser dito que a Navalha de Ockham é uma diretriz filosófica, não uma regra real da lógica. Ele se encaixa na mesma categoria de regras práticas, provérbios e outras generalidades. É importante dizer que a explicação mais simples não é necessariamente a correta. Ou seja, é preciso avaliar quando é possível aplicar a navalha de Ockham e quando não é possível fazê-lo. Esse ponto é muito importante e frequentemente gera muita confusão, por sua má compreensão e uso. Dizer que Deus é a causa última da Criação não exclui a forma pela qual Deus criou todas as coisas. Ou seja, confunde-se a criação com o Criador, reduzindo o Criador a condição de "coisa a ser investigada". Simploriamente, é como se fosse possível levar Deus para um laboratório e submetê-lo a uma série de experimentos a fim de determinar Sua natureza e comprovar-Lhe a existência. Isso é impossível, pois o Criador de todas as coisas não é parte de Sua criação e não está sujeito, portanto, às mesmas regras que Ele criou para reger cada coisa criada. As coisas criadas estas sim são regidas por regras também criadas por Deus.
A Bíblia Sagrada não é um livro científico. É um livro de Revelação, isto é, um livro que nos revela quem é Deus. O conhecimento de Deus é, portanto, obtido por meio de Revelação; Deus revela-nos quem Ele é e qual a Sua vontade para nossas vidas. Tal conhecimento é impossível de ser obtido de outro modo. Esse "conhecimento de Deus" chega até nós de duas maneiras distintas: revelação geral e especial. Através da revelação geral, podemos aprender muito sobre Deus e sua verdade observando o mundo ao nosso redor. A revelação especial das Escrituras nos dá uma imagem muito mais clara da criação e do mundo em que vivemos. A revelação das Escrituras serve como filtro através do qual tudo o mais deve ser interpretado. Assim, a criação de Deus nos diz que toda a realidade é a realidade de Deus; toda verdade é a verdade de Deus... se crermos em Deus como Criador, não poderemos dividir o mundo em espiritual e secular. O fato de que toda a realidade depende da palavra criativa de Deus significa que a palavra de Deus deve julgar as idéias dos homens sobre a verdade e o erro, e não o contrário.
Assim, Deus é e sempre será a explicação última de todas as coisas criadas. Por que existe luz? Porque no princípio Deus disse "haja luz" e então "houve luz". Agora, identificar a natureza da luz é outro assunto. O que é a luz? São partículas, denominadas fótons? São ondas, segundo a teoria ondulatória proposta pelo físico holandês Christian Huygens, em 1678? Que regra a luz segue? O cientista Maxwell já respondeu essa pergunta, postulando suas famosas equações, concluindo que a luz é uma vibração transversal que se propaga no mesmo meio que os fenômenos elétricos e magnéticos. É bom que se registre a lacuna: Maxwell era cristão, tornando-se ancião (presbítero) da Igreja da Escócia (leia mais sobre Maxwell em: https://www.evangelical-times.org/18573/james-clerk-maxwell-1831-1879/).
Outro exemplo: a Bíblia registra que Deus formou o homem do pó da Terra, à Sua imagem e conforme a Sua semlhança. Ou seja, Deus deu ao homem uma natureza humana no corpo físico feito a partir do pó e uma natureza espiritual, gerada pelo sopro do Seu Espírito nas narinas do homem. Os complexos bioquímicos inerentes ao metabolismo humano não foram registrados na Bíblia (imagine Deus explicando o Ciclo de Krebs para Moisés há mais de 1000 anos antes de Cristo!), mas estão presentes no homem, sendo criados por Deus quando o homem foi criado. O papel do cientista cristão não é discutir essa criação, mas investigá-la: como funciona o corpo humano? Como é constituído? Como as diversas partes que o compõe interagem entre si?
Assim como Maxwell, Deus honrou a muitos outros cristãos que por sua fé em Cristo investigaram a criação de Deus para glória do Criador. Dentre eles, podemos citar:
Olhando para a fé e para as obras que esses homens - e muitos outros, diga-se - realizaram e o progresso que trouxeram, afirmo que nenhum cristão genuíno deveria ter aversão pelo conhecimento ou pela ciência. O obscurantismo científico e a aversão a ciência não são condizentes com a fé bíblica em Cristo. Por exemplo, as estultas discussões sobre as vacinas, sobre a esfericidade da Terra e outros assuntos não deveriam jamais serem produzidas por cristãos ou mesmo por eles fomentadas: isso é uma vergonha para a fé e uma razão de ofensa para o Criador. Tais assuntos já há muito foram comprovados pela ciência; questioná-los à luz de mera teoria conspiratória, sem evidência científica sólida que suporte tais questionamentos, constitui-se em escárnio do mais torpe tipo. Questionar esses assuntos somente a partir de interpretações muito mal feitas de texto isolados da Bíblia também não é válido cientificamente; todos os cientistas cristãos que questionaram em sua época o status quo o fizeram por meio do uso do método científico - hipóteses, experimentos e indução. Enfim, todo esse revisionismo pseudocientífico não passa de obra de quimeristas.
O verdadeiro cristão está para a verdadeira ciência, pois a verdadeira ciência aponta para o Verdadeiro e Único Deus em quem o cristão crê de maneira absoluta. Enquanto dogmático em relação a sua fé, o verdadeiro cristão tem o espírito inquiridor com relação a criação de Deus; ele quer entendê-la, maravilhado e assombrado com o fato daquilo que existe - o mundo material - ter sido trazido a existência pela Palavra de Deus: "Pela fé compreendemos que o Universo foi criado por intermédio da Palavra de Deus e que aquilo que pode ser visto foi produzido a partir daquilo que não se vê" (Hebreus 1:13). O verdadeiro cristão deseja entender a Criação, pois sabe que a criação manifesta a glória de Deus: "Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos" (Sl 19.1).
Ser criacionista não significa ser bitolado, lunático ou avesso ao saber:
significa ser um estudioso, tanto da Bíblia quanto das ciências, amigo do conhecimento! Todo criacionista sabe que há muito a ser investigado, muito a ser descoberto; porém, ele faz isso respeitando não somente os princípios científicos, mas também os princípios bíblicos e, em especial, a Deus.
Pense nisso!
Graça e paz!
Esse princípio é também conhecido como "Navalha de Ockham", um princípio atribuído ao frade franciscano Guilherme de Ockham no séc. XIV. O princípio afirma que "as entidades não devem ser multiplicadas desnecessariamente", ou em latim "pluralitas non est ponenda sine neccesitate". Interessante é que William usou o princípio para justificar muitas conclusões, incluindo a afirmação de que "a existência de Deus não pode ser deduzida apenas pela razão". Omite-se, propositalmente, a formulação original de Ockham: "Porque nada deve ser postulado sem uma razão apresentada, a menos que seja evidente ou conhecido pela experiência ou provado pela autoridade da Sagrada Escritura". Para o frade, a filosofia, as ciências naturais e outros estudos foram bem servidos pela razão, mas Deus não é definido nem confinado pela razão. Ockham e seus seguidores acreditavam na Teoria do Comando Divino, que afirma que uma regra é boa se Deus der a regra. A “bondade” e a “moralidade” são determinadas pelo que Deus ordena, não por qualquer qualidade intrínseca que a regra possua ou pelo resultado de segui-la. É um resultado feliz da natureza de Deus que as regras que Ele dá sejam para nosso benefício.
Deve ser dito que a Navalha de Ockham é uma diretriz filosófica, não uma regra real da lógica. Ele se encaixa na mesma categoria de regras práticas, provérbios e outras generalidades. É importante dizer que a explicação mais simples não é necessariamente a correta. Ou seja, é preciso avaliar quando é possível aplicar a navalha de Ockham e quando não é possível fazê-lo. Esse ponto é muito importante e frequentemente gera muita confusão, por sua má compreensão e uso. Dizer que Deus é a causa última da Criação não exclui a forma pela qual Deus criou todas as coisas. Ou seja, confunde-se a criação com o Criador, reduzindo o Criador a condição de "coisa a ser investigada". Simploriamente, é como se fosse possível levar Deus para um laboratório e submetê-lo a uma série de experimentos a fim de determinar Sua natureza e comprovar-Lhe a existência. Isso é impossível, pois o Criador de todas as coisas não é parte de Sua criação e não está sujeito, portanto, às mesmas regras que Ele criou para reger cada coisa criada. As coisas criadas estas sim são regidas por regras também criadas por Deus.
A Bíblia Sagrada não é um livro científico. É um livro de Revelação, isto é, um livro que nos revela quem é Deus. O conhecimento de Deus é, portanto, obtido por meio de Revelação; Deus revela-nos quem Ele é e qual a Sua vontade para nossas vidas. Tal conhecimento é impossível de ser obtido de outro modo. Esse "conhecimento de Deus" chega até nós de duas maneiras distintas: revelação geral e especial. Através da revelação geral, podemos aprender muito sobre Deus e sua verdade observando o mundo ao nosso redor. A revelação especial das Escrituras nos dá uma imagem muito mais clara da criação e do mundo em que vivemos. A revelação das Escrituras serve como filtro através do qual tudo o mais deve ser interpretado. Assim, a criação de Deus nos diz que toda a realidade é a realidade de Deus; toda verdade é a verdade de Deus... se crermos em Deus como Criador, não poderemos dividir o mundo em espiritual e secular. O fato de que toda a realidade depende da palavra criativa de Deus significa que a palavra de Deus deve julgar as idéias dos homens sobre a verdade e o erro, e não o contrário.
Assim, Deus é e sempre será a explicação última de todas as coisas criadas. Por que existe luz? Porque no princípio Deus disse "haja luz" e então "houve luz". Agora, identificar a natureza da luz é outro assunto. O que é a luz? São partículas, denominadas fótons? São ondas, segundo a teoria ondulatória proposta pelo físico holandês Christian Huygens, em 1678? Que regra a luz segue? O cientista Maxwell já respondeu essa pergunta, postulando suas famosas equações, concluindo que a luz é uma vibração transversal que se propaga no mesmo meio que os fenômenos elétricos e magnéticos. É bom que se registre a lacuna: Maxwell era cristão, tornando-se ancião (presbítero) da Igreja da Escócia (leia mais sobre Maxwell em: https://www.evangelical-times.org/18573/james-clerk-maxwell-1831-1879/).
Outro exemplo: a Bíblia registra que Deus formou o homem do pó da Terra, à Sua imagem e conforme a Sua semlhança. Ou seja, Deus deu ao homem uma natureza humana no corpo físico feito a partir do pó e uma natureza espiritual, gerada pelo sopro do Seu Espírito nas narinas do homem. Os complexos bioquímicos inerentes ao metabolismo humano não foram registrados na Bíblia (imagine Deus explicando o Ciclo de Krebs para Moisés há mais de 1000 anos antes de Cristo!), mas estão presentes no homem, sendo criados por Deus quando o homem foi criado. O papel do cientista cristão não é discutir essa criação, mas investigá-la: como funciona o corpo humano? Como é constituído? Como as diversas partes que o compõe interagem entre si?
Assim como Maxwell, Deus honrou a muitos outros cristãos que por sua fé em Cristo investigaram a criação de Deus para glória do Criador. Dentre eles, podemos citar:
- Francis Bacon, pai do método científico;
- John Bartram, primeiro botânico norte-americano, que era Quaker;
- Robert Boyle, fundador da química moderna (quem nunca ouviu falar na Lei de Boyle?), estudioso das Escrituras (aprendeu grego, hebraico e aramaico para estudar a Bíblia em suas linguas originais);
- John Dalton, pai da teoria atômica moderna, também Quaker;
- Michael Faraday, que por sua convicçção de que toda criação é o trabalho manual do mesmo Grande Designer procurou a unidade fundamental entre as forças (ele demonstrou isso com a eletricidade e o magnetismo);
- John Ambrose Fleming, inventor do díodo, filho de pastor congregacional, formador do "Movimento de Protesto a Evolução", tendo escrito um livro em favor do relato bíblico da criação;
- Joseph Henry, descobridor do princípio da autoindução, cristão comprometido conhecido por sua dependência de Deus em todo o seu trabalho: procedimentos de operação padrão em todos os seus experimentos incluíam orações por orientação em cada decisão importante;
- Sir William Thomson, Lord Kelvin, afirmou a Segunda Lei da Termodinâmica: por sua fé bíblica, apoiou veementemente o ensino da Bíblia nas escolas britânicas. Ele também se opôs às doutrinas da evolução darwiniana; evolução, como ele a via, demandava uma infinidade de tempo, ao passo que as considerações termodinâmicas o conduziam a acreditar que o universo e a Terra tinham uma história limitada;
- Johannes Kepler, descobridor do movimento planetário: instruído para o ministério cristão, ele percebeu que alguém que acredita em uma criação verdadeiramente ordenada deveria procurar uma explicação mais simples do que a explicação dos epiciclios de Copérnico sobre movimentos e velocidades irregulares de planetas;
- Gottfried Wilhelm Leibnitz, coinventor do cálculo;
- Carolus Linnaeus, pai da Taxonomia: Ele acreditava que, desde que Deus criou o mundo, era possível entender a sabedoria de Deus estudando Sua criação: "A criação da Terra é a glória de Deus, como pode ser visto naobras da Natureza apenas pelo homem. O estudo da natureza revela a Ordem Divina da criação de Deus, e é tarefa do naturalista construir uma 'classificação natural' que revele esta ordem no universo". Ele também era um criacionista e, portanto, um inimigo da evolução. Ele era um homem de grande piedade e respeito pelas Escrituras. Um de seus principais objetivos na sistematização das tremendas variedades de seres vivos era tentar delinear os “tipos” originais do Gênesis. Ele acreditava que variações podiam ocorrer dentro do tipo, mas não de um tipo para outro tipo. Assim, Linnaeus acreditava que o processo de geração de novas espécies não era aberto e ilimitado, mas que as plantas originais no Jardim do Éden forneciam o que era necessário para o desenvolvimento de novas espécies e que esse desenvolvimento fazia parte do plano de Deus. (leia mais sobre Linnaeus em: https://www.icr.org/article/carolus-linnaeus-founder-modern-taxonomy e em https://creation.com/carl-linnaeus).
- Gregor Mendel, pai da Genética;
- Isaac Newton;
- Blaise Pascal;
- Louis Pasteur;
- Ambroise Paré, primeiro cirurgião moderno;
- Bernhard Riemann, formulador das geometrias não-euclidianas;
- Sir James Simpson, criador da anestesiologia: descobridor do clorofórmio, ele argumentava com os céticos de sua época com base em Gênesis 2:30, que registra que Deus colocou Adão em um sono profundo para criar Eva. O clorofórmio é considerado sua maior descoberta e ajudou a lançar as bases para os anestésicos modernos. Mas, de acordo com seu próprio testemunho, sua maior descoberta foi "Que eu tenho um Salvador!" Ele escreveu um folheto do evangelho, perto do fim de sua vida: "Mas, novamente, olhei e vi Jesus, meu substituto, açoitado em meu lugar e morrendo na cruz por mim. Olhei, chorei e fui perdoado. E parece ser meu dever dizer a você sobre esse Salvador, para ver se você também não olhará e viverá. 'Ele foi ferido por nossas transgressões ... e com Seus açoites somos curados' (Isaías 53: 5,6)."
Olhando para a fé e para as obras que esses homens - e muitos outros, diga-se - realizaram e o progresso que trouxeram, afirmo que nenhum cristão genuíno deveria ter aversão pelo conhecimento ou pela ciência. O obscurantismo científico e a aversão a ciência não são condizentes com a fé bíblica em Cristo. Por exemplo, as estultas discussões sobre as vacinas, sobre a esfericidade da Terra e outros assuntos não deveriam jamais serem produzidas por cristãos ou mesmo por eles fomentadas: isso é uma vergonha para a fé e uma razão de ofensa para o Criador. Tais assuntos já há muito foram comprovados pela ciência; questioná-los à luz de mera teoria conspiratória, sem evidência científica sólida que suporte tais questionamentos, constitui-se em escárnio do mais torpe tipo. Questionar esses assuntos somente a partir de interpretações muito mal feitas de texto isolados da Bíblia também não é válido cientificamente; todos os cientistas cristãos que questionaram em sua época o status quo o fizeram por meio do uso do método científico - hipóteses, experimentos e indução. Enfim, todo esse revisionismo pseudocientífico não passa de obra de quimeristas.
O verdadeiro cristão está para a verdadeira ciência, pois a verdadeira ciência aponta para o Verdadeiro e Único Deus em quem o cristão crê de maneira absoluta. Enquanto dogmático em relação a sua fé, o verdadeiro cristão tem o espírito inquiridor com relação a criação de Deus; ele quer entendê-la, maravilhado e assombrado com o fato daquilo que existe - o mundo material - ter sido trazido a existência pela Palavra de Deus: "Pela fé compreendemos que o Universo foi criado por intermédio da Palavra de Deus e que aquilo que pode ser visto foi produzido a partir daquilo que não se vê" (Hebreus 1:13). O verdadeiro cristão deseja entender a Criação, pois sabe que a criação manifesta a glória de Deus: "Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos" (Sl 19.1).
Ser criacionista não significa ser bitolado, lunático ou avesso ao saber:
significa ser um estudioso, tanto da Bíblia quanto das ciências, amigo do conhecimento! Todo criacionista sabe que há muito a ser investigado, muito a ser descoberto; porém, ele faz isso respeitando não somente os princípios científicos, mas também os princípios bíblicos e, em especial, a Deus.
Pense nisso!
Graça e paz!
quarta-feira, 25 de dezembro de 2019
ENTENDENDO O NATAL SOB UMA PERSPECTIVA BÍBLICA
Natal, Navidad, Christmas, Natale, Natalítia... a época é celebrada em muitas nações de muitas línguas diferentes. O alcance da celebração da data - escolhida 25 de dezembro - é imenso! Do mesmo modo, a celebração envolve vários tipos de festejos e de tradições, como montar uma "árvore de natal", decorada com bolas coloridas, pisca-piscas, etc., a troca de presentes e uma ceia, em geral com a família. Cartões com votos de "feliz natal" são enviados, corais e grupos cantam suas músicas, reuniões religiosas são feitas em templos do cristianismo ao redor do mundo. A celebração do Natal é realmente muito bonita de se ver e de participar.
Mas o que é o Natal? O Natal é a data em que a cristandade celebra o nascimento do Senhor Jesus Cristo. Sim, Ele, sendo Deus, se fez carne e nasceu nesse mundo, gerado no útero de uma mulher, virgem, chamada Maria, uma hebréia. Foi gerado ali sem a participação masculina, sem a participação do esposo de Maria, José, sendo o óvulo de Maria fecundado diretamente pelo Espírito Santo, que é Deus. Para Deus não há impossíveis, esse é o ensino bíblico; nenhuma coisa é difícil ou complicada para Aquele que no princípio criou os céus e terra e que do pó da terra fez o homem, para Aquele que disse "haja luz" e então imediatamente após à Sua ordem "houve luz". Vale dizer que mais ou menos 500 anos antes da geração de Jesus no ventre de Maria, Deus havia dado Sua promessa a um homem, profeta, chamado Isaías, dizendo "portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel." (Isaías 7:14) Deus sempre cumpre o que promete!
O relato do nascimento de Jesus está registrado nos Evangelhos, na Bíblia Sagrada. O mais detalhado registro encontra-se no Evangelho de Lucas, mas há também registros nos Evangelhos de Mateus e Marcos. Mateus começa seu relato explicando a condição de Maria em relação a José, seu esposo: "Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Que estando Maria, sua mãe, desposada com José, sem que tivessem antes coabitado, achou-se grávida pelo Espírito Santo" (Mateus 1:18). Lucas confirma a virgindade de Maria com o próprio testemunho da mesma, após o anjo Gabriel anunciar que ela conceberia Jesus: "E disse Maria ao anjo: Como se fará isto, visto que não conheço homem algum?" (Lucas 1:34). Isso foi tão magnifico, um acontecimento tão inaudito, tão inédito, que foi preciso um anjo da parte de Deus explicar para José o que estava acontecendo com sua esposa, pois este raciocinara pelo lado natural, humano:
"Então José, seu marido, como era justo, e a não queria infamar, intentou deixá-la secretamente. E, projetando ele isto, eis que em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo; E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados. Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor, pelo profeta, que diz; Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, Que traduzido é: Deus conosco. E José, despertando do sono, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu a sua mulher; E não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe por nome Jesus." (Mateus 1:19-25)
Maria, grávida, e José, maravilhado, saíram de sua cidade da Galiléia chamada Nazaré, para comparecerem ao recenseamento promovido pelo imperador César Augusto (63 a.C.-14 d.C.) para todo o império romano naqueles dias. Eles, portanto, não eram refugiados ou coisa do tipo, eram cidadãos do império e como tal deveriam obedecer às leis imperiais. No recenseamento, todos os que habitassem fora de sua cidade de origem, de sua família, deveria a ela retornar para recensearem-se. José era da cidade de Belém, da Judéia, a cidade de Davi, rei de israel (José era descendente da família real; assim, por parte de José, Jesus é filho de Davi e, portanto, herdeiro do trono de Israel pelo lado humano). Maria, como sua esposa, obviamente o seguiu.
Como a cidade estava lotada, por conta do recenseamento, não havia nenhum lugar disponível que pudesse servir para estada de José e Maria. Por isso, é que ela acabou dando à luz a Jesus numa manjedoura (um local onde se coloca comida para animais - vacas, bois e cavalos, por exemplo), numa estrebaria (ou presépio). Um local simples, humilde, identificando-se assim com todos os homens desde seu nascimento. Sobre isso, comenta o pr. Hernandes Dias Lopes: "Diante do trono de Deus, não há espaço para o homem se exaltar. Todos estão no mesmo nível da estrebaria. Para alcançar o homem caído Cristo desceu. Desceu da glória para a terra, da divindade para a nossa humanidade. E não só para a nossa humanidade, mas para a nossa humildade. De Senhor se fez servo. Sendo rico se fez pobre. Sendo Deus eterno, se fez homem. Sendo santo se fez pecado. Sendo bendito se fez maldição. Como disse o apóstolo Paulo: “pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz” (Filipenses 2:6-8)". A manjedoura é muito mais do que uma simples peça do presépio. Ela é um símbolo; mais do que um mero símbolo, é uma eloqüente mensagem de Deus aos homens. Ela é um golpe mortal na soberba humana. Ela fala que o Senhor soberano do universo, renunciou as glórias indescritíveis da Glória, para descer até nós, nascer num berço de palha, crescer numa carpintaria, morrer numa rude cruz para resgatarnos dos nossos pecados. (fonte: http://hernandesdiaslopes.com.br/e-natal-o-rei-nasceu-numa-estrebaria/. Acesso: 24/12/2019)
Importante ressaltar que Jesus nasceu de parto normal, ou seja, pelo meio natural de uma criança nascer, tal como criado por Deus. Maria sentiu contrações de parto (dores de parto) comum a toda mulher prestes a dar à luz a uma criança. Jesus nasceu pela vagina de Maria. Obviamente, com isso, houve a ruptura de seu hímen, até então existente. Após o nascimento de Jesus, vale dizer que Maria - que era até então casada com José mas sem ter consumado sexualmente seu casamento - seguiu a vida normal de toda mulher casada. Maria, após o nascimento de Jesus, "conheceu" (coabitou, transou, fez sexo) seu esposo José. O texto de Mateus nos mostra claramente isso: "E não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe por nome Jesus" (Mateus 1:25). A palavra "até" é uma preposição e significa "até que o tempo, antes de um período de tempo especificado, na medida em que”. Todos os relatos do Novo Testamento nos levam a concluir que Maria teve outros filhos, estes gerados por via natural: Veja Mateus 13:55-56 - A linguagem aqui evidentemente implica que ela viveu como esposa de José após o nascimento de Jesus.
A teologia católica romana afirma a virgindade perpétua de Maria a despeito de uma necessidade ou mesmo registro nas Escrituras sobre isso. A profecia de Isaías, como vimos, citando a encarnação, diz sobre o estado da mulher (virgem) antes da concepção, ressaltando assim que a geração da criança é obra totalmente divina. No entanto, nada fala acerca de uma virgindade perpétua após o parto, tendo em vista que a mulher é somente o meio pelo qual Deus se faria carne - o foco profético está sobre a geração sobrenatural da criança, não na mulher; se a perpetuidade da virgindade da mãe de Jesus pelo lado humano fosse importante para fins salvíficos e redentivos, os profetas teriam com toda certeza registrado isso. Além disso, Maria e José eram casados; logo, era natural que consumassem seu casamento após o nascimento de Jesus, afinal era necessário cumprir as Escrituras: "Por isso, o homem deixa pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne" (Gênesis 2:24).
Mais fatos extraordinários marcaram essa data. Anjos aparecem a pastores que estavam no campo cuidando dos seus rebanhos e uma estrela muito brilhante marcava o lugar onde o Cristo eterno, 100% Deus, havia também se tornado carne, 100% homem. Um grupo de magos, estudiosos das Escrituras e dos sinais cosmológicos (possivelmente eram sábios), concluíram que um novo Rei de Israel havia nascido e então foram vê-lo, levando presentes especiais. Vale dizer que nada é dito nas Escrituras se estes magos eram reis ou mesmo os nomes deles; esses conceitos são advindos do ensino da tradição católica romana. Heródoto fala dos "magoi" (magos) como uma casta sacerdotal dos medos, conhecida como intérprete de sonhos. Os magos eram vistos como observadores dos céus, estudiosos dos segredos da natureza. Conforme explica o comentário bíblico de Barne, as pessoas aqui indicadas eram filósofos, sacerdotes ou astrônomos. Eles moravam principalmente na Pérsia e na Arábia. Eles eram os homens instruídos das nações orientais, dedicados à astronomia, à religião e à medicina. Eles foram tidos em alta estima pela corte persa, sendo admitidos como conselheiros. Esses "magos", ao verem o sinal no céu (uma estrela luminosa, especial, posta no Oriente) saíram do oriente, onde estavam, e foram a Jerusalém para adorá-lo, levando consigo presentes - ouro, incenso e mirra. A eles, após a mui alegre visita ao Rei que havia nascido, foram avisados por Deus em sonho para não voltarem à presença de Herodes, seguindo por outro caminho para a sua terra.
Herodes, cheio de inveja e de ciúmes, tencionava matar o menino. Na verdade, é bom dizer que Cristo nasceu para morrer. Antes da encarnação, antes do nascimento, Deus já havia planejado a morte de Seu Filho na cruz do Calvário. Deus deu Seu Filho Unigênito ao mundo para que Ele fosse morto pelo mundo; o plano da redenção, para redimir o homem dos seus pecados e reconciliá-lo com Deus. A Bíblia é tão enfática nisso que diz que Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, foi morto antes da fundação do mundo! Antes do mundo ser fundado em Gênesis, antes da queda do humanidade, Deus já havia imolado Seu Filho na cruz em Seu Plano Eterno para redenção! No entanto, aquela não era a sua hora. Não era desse modo que Deus havia planejado. Portanto, Deus deu um escape a Seu Filho: "Depois que os magos foram embora, um anjo do Senhor apareceu em sonho a José e disse: — Levante-se, tome o menino e a sua mãe e fuja para o Egito. Fique por lá até que eu avise você; porque Herodes há de procurar o menino para matá-lo" (Mateus 2:13). Deus já sabia quais eram as ímpias intenções de Herodes: matar o menino! E, de fato, Herodes havia mandado matar todos os meninos de 2 anos para baixo, de Belém e de todos os seus arredores!
Deus conhece todas as coisas, Ele conhece os pensamentos e intenções humanas antes mesmo que elas venham a existir! Dele ninguém se esconde; diante Dele ninguém dissimula! Ele enxerga onde ninguém vê, nada é capaz de permanecer oculto diante dos Seus olhos! Conhece cada palavra, cada blasfêmia, cada pensamento mau, cada maquinação ímpia de cada homem, mulher e criança! Conhece também cada boa atitude, cada pensamento bom, cada louvor, cada bondade, cada semente de fé por mais íntima que seja, cada fagulha de amor que cada pessoa tem ou venha a ter.
Jesus nasceu conforme fora prometido! Jesus cresceu em Seu corpo humano, em Sua casa humana, em Jerusalém. Pregou o Evangelho, as boas novas da salvação de Deus, aos pobres de espírito. Curou enfermos e libertou oprimidos do diabo. Gerou ódio dos religiosos da época, que passaram a querer matá-Lo. Finalmente, quando o ministério de Jesus na terra estava concluído, deixou-se ser preso. Isaías, escrevendo sobre isso 500 anos antes, disse: "Ele foi maltratado, humilhado, torturado; contudo, não abriu a sua boca; agiu como um cordeiro levado ao matadouro; como uma ovelha que permanece muda na presença dos seus tosquiadores ele não expressou nenhuma palavra" (Isaías 53:7). Foi maltratado, humilhado e torturado. Foi zombado e blasfemado. Hoje, as blasfêmias que aí estão, como a recentemente feita pelo grupo Porta dos Fundos, nada mais são do que a repetição, no coração dos produtores e atores e daqueles que aplaudiram o "espetáculo", do mesmo sentimento dos algozes de Jesus. Para eles, quem é Jesus? Para eles, como demonstraram com suas atitudes, Ele não é ninguém; é no máximo alguém para se fazer piada. Alguém para tirar sarro. Lucas descreve esse momento: "Os homens que haviam detido a Jesus começaram a zombar dele e a espancá-lo. Vendaram seus olhos e escarneciam: “Profetiza-nos: quem é que te esbofeteou?” E lhe dirigiam muitas outras palavras infames, blasfemando." (Lucas 22:63-65) Seus algozes escarneciam, debochavam, faziam chacota, piada, com Jesus, enquanto davam uma surra homérica Nele! Assim é com todo aquele que blasfema e que consente com a blasfêmia: ímpios, irregenerados, servos do diabo vivendo debaixo da perspectiva da condenação eterna após a morte.
Mas Cristo passou por tudo isso que passou por um único motivo. Deixemos que Ele mesmo o diga: "E assim como Moisés levantou a serpente no deserto, assim também é necessário que o Filho do Homem seja levantado, para que todo o que nele crê tenha a vida eterna. Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem nele crê não é condenado; mas o que não crê já está condenado, porque não crê no nome do unigênito Filho de Deus" (João 3:14-18).
O que mais tem a dizer o Senhor? Veja: "É necessário que o Filho do Homem sofra muitas coisas, seja rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos escribas, seja morto e, no terceiro dia, ressuscite" (Lucas 9:22). Era necessário que Ele sofresse e fosse rejeitado e crucificado. Que Ele então ressuscitasse ao terceiro dia, garantindo a salvação, da qual fa parte a ressurreição corpórea dentre os mortos, de todos aqueles que crêem em Cristo. Jesus pagou o alto preço exigido pelo nosso resgate, pela nossa redenção. Hoje, podemos ter a redenção pelo Seu sangue e o perdão dos pecados e a vida eterna. Sim, é possível, até para os piores pecadores! Sim, é possível, até para produtores, atores e apoiadores do blasfemo "especial" natalino feito pelo Porta dos Fundos. Sim, é possível até para aqueles que se julgam muito bons, muito certinhos, muito justos aos seus próprios olhos, mas cuja justiça, diante de Deus, não passa de trapo de imundícia. Só tem um pequeno detalhe: precisa crer em Jesus! Precisa se arrepender dos seus pecados e receber a Cristo na vida, confessando-o como Senhor e Salvador pessoal! E isso precisa ser feito em vida, nessa vida. Lamento dizer, mas não há reencarnação. Não há purgatório. Não há uma "repescagem" para a humanidade. O sacrifício de Cristo foi muito sério, muito grave e mais, foi o Plano de Deus. Ou seja, ou você aceita o Plano de Deus para sua salvação, ou vive sua vida baseado em mentiras religiosas e filosóficas, confiando em si mesmo e, ao final, tem como prêmio sua condenação eterna. Jesus, a luz do mundo, veio ao mundo; mas há quem insista em amar mais as trevas do que a luz - não vir à Cristo mostra isso claramente para Deus. Deixemos que Jesus fale novamente: "Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus." (João 3:17-21)
Querido(a) leitor(a), essa é a sua decisão. Ninguém pode tomá-la por você, só você mesmo pode decidir. Só você pode escolher. Essa é a grande mensagem do Natal, o Verdadeiro Espírito Natalino: Jesus se fez carne para salvar todos os homens que Nele creiam e isso é prova de que Deus se importa com você! Deus deu o Maior e Mais Excelente Presente a toda a humanidade - Seu Filho. Nós, seres humanos, damos coisas uns aos outros; Deus deu o Seu Amado Filho a nós, pecadores, inimigos de Deus! Nós penduramos bolas coloridas numa árvore de plástico; Deus pendurou Seu próprio Filho na cruz, a qual ficou manchada com Seu sangue derramado em nosso favor. Nós, após o Natal, vamos tocar a vida para frente, vamos esquecer de tudo até o próximo Natal. Deus jamais esqueceu ou esquecerá o que precisou ser feito para nos redimir de nossos pecados! Ele jamais esquecerá aquele dia em que o Espírito Santo gerou Jesus no ventre da então virgem, e jamais esquecerá quando e como Seu Filho foi morto por nós!
Deus espera uma resposta. Sua. De toda a humanidade. Por ser Jesus o Único que pode salvar os pecadores, Deus por Sua bondade e misericórdia dá-nos tempo para nos arrependermos e crermos. Hoje é esse tempo. Mas o mesmo Jesus que foi feito carne, que morreu, ressuscitou e que ascendeu aos céus um dia voltará. Ele prometeu voltar com poder e grande glória, não mais para sofrer, mas para reinar sobre a Terra! Acrescente-se a isso que nós, que estamos vivos, não sabemos o nosso dia; podemos ser chamados a comparecer diante de Deus de uma hora para a outra. Se isso acontecer e nós não tivermos a redenção dos nossos pecados, mui triste será o nosso destino eterno! Portanto, querido(a) leitor(a), nesse Natal pare e reflita um pouco sobre tudo o que foi escrito até aqui. Pondere e tome a sua decisão, sem mais postergações, sem mais incredulidades.
Graça, Misericórdia e Paz lhe sejam multiplicadas!
Feliz Natal em Cristo Jesus!
domingo, 10 de novembro de 2019
OS DOIS GRANDES MANDAMENTOS
E um deles, doutor da lei, interrogou-o para o experimentar, dizendo:
Mestre, qual é o grande mandamento na lei?
E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento.
E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.
(Mateus 22:35-40)
Mandamentos de Deus, Ordenanças de Deus, Lei (Torá) e Profetas (Nevi'im): tudo refere-se a mesma coisa, tudo é somente a repetição e variação de um mesmo tema - o amor. Deus enviou vários profetas e o resumo central de tudo aquilo que eles disseram é o amor genuíno amor, tanto de Deus por nós e de nós por Deus, quanto de nós para com os nossos próximos. Daí que toda quebra da Lei é, em sua essência, a quebra do princípio do amor. Não é à toa, portanto, que toda quebra da Lei resulta em maldição; afinal, viver a vida de forma egoísta e egocêntrica, sem se importar com Deus e com o próximo, é em si mesma uma grande maldição. Quem vive assim é maldito e não sabe, vivendo privado por suas próprias escolhas do amor.
Desses dois grandes mandamentos, é fácil concluir que homem foi criado para amar. Não fomos criados para o desamor, manifesto nas suas variadas formas. Fomos criados à imagem e semelhança de Deus e isso precisa obrigatoriamente incluir o amor, pois Deus é amor (I Jo 4.8). Daí a conclusão: quem não ama não conhece a Deus, a despeito da religião que possua, seja ela espírita, evangélica, católica, budista, ou qualquer outra, ou que se dedique, ou até das boas obras que faça. É bom ressaltar nesse ponto que a religião e o amor andam sempre na contramão um do outro: quem é muito religioso geralmente ama a si mesmo e a ninguém mais.
Jesus deixou de forma muito clara que há somente dois mandamentos, um equivalente ao outro. Isso mesmo! Na ótica de Deus, amar a Deus É EQUIVALENTE a amar ao próximo. Conclui-se que o desprezo a um em detrimento do outro significa QUEBRA DO MANDAMENTO, pecado. Pecado não é algo que só existe na nossa relação com Deus, quando blasfemamos, ou quando duvidamos de Deus. Aliás, no que se refere a Deus, a INCREDULIDADE é, talvez, o maior pecado, derivando a IDOLATRIA e sua irmã gêmea, a FEITIÇARIA. Porém, o pecado é também na nossa relação com o próximo. Aí a lista de ações que Deus chama de pecado é IMENSA: adultério, fornicação, lascívia, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e por aí vai. Só para ilustra, veja as seguintes passagens bíblicas:
- O que despreza ao seu próximo peca, mas o que se compadece dos humildes é bem-aventurado. (Provérbios 14:21)
- O que oprime o pobre insulta àquele que o criou, mas o que se compadece do necessitado o honra. (Provérbios 14:31)
- O que tapa o seu ouvido ao clamor do pobre, ele mesmo também clamará e não será ouvido. (Provérbios 21:13)
- Meus irmãos, não tenhais a fé de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor da glória, em acepção de pessoas. Porque, se no vosso ajuntamento entrar algum homem com anel de ouro no dedo, com trajes preciosos, e entrar também algum pobre com sórdido traje, E atentardes para o que traz o traje precioso, e lhe disserdes: Assenta-te tu aqui num lugar de honra, e disserdes ao pobre: Tu, fica aí em pé, ou assenta-te abaixo do meu estrado, Porventura não fizestes distinção entre vós mesmos, e não vos fizestes juízes de maus pensamentos? Ouvi, meus amados irmãos: Porventura não escolheu Deus aos pobres deste mundo para serem ricos na fé, e herdeiros do reino que prometeu aos que o amam?Mas vós desonrastes o pobre. Porventura não vos oprimem os ricos, e não vos arrastam aos tribunais?Porventura não blasfemam eles o bom nome que sobre vós foi invocado? Todavia, se cumprirdes, conforme a Escritura, a lei real: Amarás a teu próximo como a ti mesmo, bem fazeis. Mas, se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado, e sois redargüidos pela lei como transgressores. Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos. Porque aquele que disse: Não cometerás adultério, também disse: Não matarás. Se tu pois não cometeres adultério, mas matares, estás feito transgressor da lei.Assim falai, e assim procedei, como devendo ser julgados pela lei da liberdade.Porque o juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia; e a misericórdia triunfa do juízo. Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo? E, se o irmão ou a irmã estiverem nus, e tiverem falta de mantimento quotidiano,E algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos; e nào lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí? Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma. (Tiago 2:1-17)
Hoje, tristemente o amor nos corações está cada vez mais difícil. Você, querido(a) leitor(a), já deve ter provado o desamor em sua vida. Ele dói ainda mais quando vem de gente que é cara para nós, de gente que consideramos em alta estima, que temos como íntimos e queridos pessoais. Talvez tenha vindo de gente que teoricamente não deveria jamais ser a fonte do desamor, que se manifesta em traição, inveja, abandono, desprezo e marginalização eclesiástica, por parte de grupos e de lideranças religiosas. Desamor que julga e condena, que exclui e excomunga, que corta e arranca sem dó nem piedade. Gente que cobiça para si mesma maior visibilidade e admiração pessoal e que entende que posições, cargos e títulos são instrumentos para alcançar status e preeminência; que faz tudo que estiver a seu alcance - mesmo derrubar e destruir vidas - para alcançar esses cargos e posições. Gente maligna, sem afeto, sem misericórdia..., sem amor. Que diz amar a Deus e que odeia o seu irmão - ódio não é só sentimento, é ação. Gente que levanta mãos diante de Deus mas as encolhe, ou pior, as estende com punhos cerrados em direção ao próximo.
Será que Deus receberá a adoração, ou o serviço, ou os atos de fé, ou mesmo escutará as orações destes que egoístas e egocêntricos? A resposta de Deus é um sonoro NÃO! A fé em Cristo - foco nesta a partir desse ponto - é impossível de ser exercida desprezando-se o próximo. Pastores que desprezam o próximo são PASTORES DE SI MESMOS. Crentes que preocupam-se apenas com seu bem-estar, com "aparecerem bem na fita" diante dos outros, mas que não estão nem aí para quem está ao seu redor são CRENTES EM SI MESMOS. Crer em Cristo obrigatoriamente deve significar algo prático, e esse algo prático não é só ir a um templo no domingo, trazer dinheiro, cantar músicas, escutar alguém falando, orar e voltar para casa para recomeçar a mesma vidinha egoísta na segunda-feira. É AMAR A DEUS E AO PRÓXIMO.
Quem é esse próximo? É todo aquele que precisa de nós e que está ao nosso alcance ajudá-lo. O próximo pode ser até aquele que não simpatizamos muito - e geralmente são esses que Deus usa para provar para nós mesmos o nível do nosso amor por Ele. Pode ser o chato, o mala-sem-alça, o implicante, o enjoado, o turrão cabeça-dura. O do partido político adversário. O torcedor do outro time de futebol. Daquele que tem uma ideologia diferente, ou até uma religião diferente, ou mesmo aquele que não tem nenhuma religião ou até que não acredita em Deus. Pode ser o LGBT. Pode ser o vizinho, o parente, o amigo, o irmão, o cara do boteco, a prostituta com saia curta, o colega do trabalho, o passageiro do ônibus/trem, o ambulante, o médico, o advogado, o andrajoso, o tio sem camisa e de bermuda, a vizinha. Todos, sem exceção.
O que Deus espera de todos os homens, em especial daqueles que dizem crer em Jesus, é que ajam como o bom samaritano. Os samaritanos eram odiados pelos judeus na época de Jesus. Como já anteriormente expliquei na argumentação intitulada "UMA PALAVRA ACERCA DA INTOLERÂNCIA RELIGIOSA" (http://apenas-para-argumentar.blogspot.com/2015/06/uma-palavra-acerca-da-intolerancia.html),
Os samaritanos eram descendentes dos Babilônicos, dos Cuteus, dos de Avá, dos de Hamate e de Sefarvaim (II Rs 17.24), enviados para a cidade de Samaria que estava devastada e despovoada, com uma leve mistura de sangue judaico (II Cr 30.6; 34.9). Por conseguinte, eram uma espécie de raça aparentada dos judeus, e os habitantes da Judéia referiam-se a eles pelo nome de cuteanos. Por sua natureza mista, foram rejeitados nos serviços do templo, quando do retorno do cativeiro babilônico e em 409 a.C., orientados pelo sacerdote Manassés (excluído de Jerusalém por Neemias por ter casado ilegalmente com a filha de Sambalate, horonita), obtiveram a permissão do rei persa Dario Noto de erigir um templo no monte Gerizim. Uma vez iniciada essa adoração, imediatamente ficam em posição de rivalidade, como seita cismática, e sua história posterior apresenta as características usuais desse antagonismo. Recusavam toda e qualquer hospitalidade aos peregrinos a caminho de Jerusalém, assaltando-os e maltratando-os no decurso da jornada. No tempo da revolta dos macabeus, os samaritanos se inclinaram perante a tempestade, e seu templo, no monte Gerizim, era dedicado ao Zeus Xênio (que posteriormente foi destruído por João Hircano, em 128 a.C.). Muita inimizade havia entre os samaritanos e os judeus. Entre os anos 6 a 9 d.C., os samaritanos espalharam ossos no Templo de Jerusalém, por ocasião da Páscoa. Em 52 d.C., samaritanos massacraram um grupo de peregrinos galileus em En-ganim. Os judeus consideravam os samaritanos como cismáticos, sendo o ponto principal de discórdia o templo no monte Gerizim como local de adoração.
Perguntado por um certo doutor da Lei (um judeu quem explicava a Lei e Deus para as pessoas) sobre quem seria o nosso próximo, Jesus respondeu, dizendo: "Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram, e espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto. E, ocasionalmente descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e, vendo-o, passou de largo. E de igual modo também um levita, chegando àquele lugar, e, vendo-o, passou de largo. Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão; e, aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre o seu animal, levou-o para uma estalagem, e cuidou dele; E, partindo no outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele; e tudo o que de mais gastares eu to pagarei quando voltar. Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores? E ele disse: O que usou de misericórdia para com ele. Disse, pois, Jesus: Vai, e faze da mesma maneira." (Lucas 10:30-37) O preconceito era tamanho que esse doutor da Lei não respondeu à pergunta de Jesus identificando o próximo de maneira direta. Ele não disse "o samaritano", mas disse "o que usou de misericórdia para com ele". A despeito disso, Jesus foi muito claro: "vai, e faze da mesma maneira", ou seja, use de misericórdia com todo aquele que precisar e que estiver à tua mão.
Se servir de inspiração adicional, assista:
Muitas vezes, com nossos preconceitos, nos comportamos como o sacerdote e o levita, os religiosos da época. Somos muito religiosos, muito cheios de piedade exterior, de aparência de santidade, de regrinhas de pureza, cheios de "não me toque", mas SEM AMOR. Não amamos sequer nossos ditos irmãos crentes, quanto mais aqueles que não comungam a mesma fé que a nossa! Comunhão que dizemos ter é piada de mal gosto, não passa de ideologia! Olhamos e julgamos, ao invés de olharmos e amarmos. Cobiçamos o que é do outro - "dane-se ele, farinha pouca meu pirão primeiro!", somos incapazes de nos condoermos de quem sofre e de valorizamos vidas e não coisas. Somos imunes ao sofrimento alheio! Quão malditos são estes, quão miseráveis, pobres e cegos e nus são, porque tem olhos e não vêem, tem ouvidos e não ouvem, que vivem suas vidas como se mais ninguém existisse! Enchem a terra de violência com o seu "desamor em nome de Deus", fazendo da vida um caldeirão do inferno onde lançam os necessitados só porque não se enquadram em sua religiãozinha de meia pataca! Não sabem eles mesmos que o inferno será sua morada eterna, se não se arrependerem e não mudarem sua maldita forma de viver!
Jesus certa vez disse: "Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício. Porque eu não vim a chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento." (Mateus 9:13) Aprendei o que significa, Ele disse. Aprendei o significado. Aprendei a razão de ser e de viver! Deus não quer sacrifício, ouviram religiosos?? Ouviram "srs. e sras. justiças-próprias"?? Deus quer MISERICÓRDIA! "Porque o juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia" (Tg 2.13a) É PARA FAZER MISERICÓRDIA, ENTENDEU? Ou quer que desenhe? Larga esse maldito juízo temerário, julgando tudo e todos menos a si mesmo! Larga a toga da hipocrisia! Julgando outros por bobagens e absolvendo a si mesmo de coisa muito pior! Tudo tens que julgar na vida do outro? Que inferno!! Estende a mão para o necessitado, estende o coração para o seu próximo! Alegre-se com quem se alegra, chore com quem chora! Não é para ficar com JARGÃOZINHO CRENTÊS - "o Senhor vai te abençoar, irmão!" Se você tem a benção em si mesmo que o outro precisa, é para VOCÊ abençoar! Se não pode abençoar, pelo menos não fica enchendo o saco com legalismo e religião - ainda que é muito difícil, quiçá impossível, alguém não poder abençoar outro com nada! Afinal, és tão miserável, tão necessitado, que nem um pedaço de pão possas dar a quem tem fome? Nem mesmo podes fazer companhia ao que está sofrendo, solitário, nem por um minuto sequer? Nem um simples telefonema? Não podes se oferecer para voluntariamente ajudar ninguém? Se é assim, estás debaixo de maldição mesmo; tua fé é quimera, é ilusão, é conto de fadas, pois tem ZERO de valor prático! Tua conversão a Cristo nunca existiu e você ainda está morto em delitos e pecados; virou apenas um religioso! Vive socado num ambiente religioso, fazendo coisas religiosas, sem expressão nenhuma de verdadeira transformação de vida! Ao final dos teus dias, quando fores recolhido à sepultura, verás que tudo na tua vida - e a própria vida - foi em vão: cantava, pregava, orava, dizimava, evangelizava, não saía do templo... tudo sem proveito algum! Nunca conheceu a Jesus e nunca foi por Jesus conhecido! Muito triste será o teu fim!
Mas eu vos digo que muitos virão do oriente e do ocidente, e assentar-se-ão à mesa com Abraão, e Isaque, e Jacó, no reino dos céus; e os filhos do reino serão lançados nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes. (Mateus 8:11,12)
Pense nisso!
Graça e paz!
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