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domingo, 21 de junho de 2015

UMA PALAVRA ACERCA DA INTOLERÂNCIA RELIGIOSA

Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso: Pena - detenção, de um mês a um ano, ou multa. Parágrafo único - Se há emprego de violência, a pena é aumentada de um terço, sem prejuízo da correspondente à violência. (Art. 208, Código Penal)

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;  
(TÍTULO II - Dos Direitos e Garantias Fundamentais.  CAPÍTULO I - DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS: Constituição da Rep. Fed. do Brasil, 1988)
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Para começar essa argumentação, já de saída, eu EXPRESSAMENTE AFIRMO que, como pastor cristão-protestante, sou RADICALMENTE CONTRÁRIO A QUALQUER TIPO DE VIOLÊNCIA, especialmente aquela que tem como motivação a fé religiosa. Não há nenhuma lógica ou racionalidade ou legalidade, quer no mundo secular, quer no espiritual, na prática da violência em nome da fé (e em qualquer violência, diga-se de passagem). Violência não deveria haver sequer no mundo, mas infelizmente a humanidade tem a tendência para a prática do mal desde o pecado original no Éden. Hoje, olhando a Terra, vemos ela "corrompida diante de Deus, e cheia de violência [...] cheia da violência dos homens" (Gn 6.11,13) tal qual fora naqueles dias.

A Bíblia Sagrada, regra de fé e conduta dos cristãos protestantes, condena a violência como pecado e, portanto, resultado do distanciamento do homem de Deus. Sobre isso, ensina o salmista que "o Senhor prova o justo e o ímpio; a sua alma odeia ao que ama a violência" (Sl 11.5). Salomão afirma que "a violência dos ímpios arrebatá-los-á, porquanto recusam praticar a justiça" (Pv 21.7). O profeta Ezequiel nos revela que o coração do querubim da guarda, no processo de se tornar em Satanás, se encheu de violência (Ez 28.16). Por sua vez, conforme o profeta Oséias, "só prevalecem o perjurar, o mentir, o matar, o furtar, e o adulterar; há violências e homicídios sobre homicídios", situação que ele atribui a realidade de que "na terra não há verdade, nem benignidade, nem conhecimento de Deus" (Os 4.1,2), uma palavra atualíssima para nossos dias.  Ressalte-se que o Senhor Jesus jamais incentivou a violência, sempre condenando-a como pecado, nem mesmo quando esta se voltou contra ele próprio! Segundo a Bíblia: "E aconteceu que, completando-se os dias para a sua assunção, manifestou o firme propósito de ir a Jerusalém. E mandou mensageiros adiante de si; e, indo eles, entraram numa aldeia de samaritanos, para lhe prepararem pousada, Mas não o receberam, porque o seu aspecto era como de quem ia a Jerusalém. E os seus discípulos, Tiago e João, vendo isto, disseram: Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma, como Elias também fez? Voltando-se, porém, repreendeu-os, e disse: Vós não sabeis de que espírito sois. Porque o Filho do homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las. E foram para outra aldeia". (Lucas 9:51-56)

Esse texto do Evangelho de Lucas, aliás, é bem apropriado. Os samaritanos eram descendentes dos Babilônicos, dos Cuteus, dos de Avá, dos de Hamate e de Sefarvaim (II Rs 17.24), enviados para a cidade de Samaria que estava devastada e despovoada, com uma leve mistura de sangue judaico (II Cr 30.6; 34.9). Por conseguinte, eram uma espécie de raça aparentada dos judeus, e os habitantes da Judéia referiam-se a eles pelo nome de cuteanos.  Por sua natureza mista, foram rejeitados nos serviços do templo, quando do retorno do cativeiro babilônico e em 409 a.C., orientados pelo sacerdote Manassés (excluído de Jerusalém por Neemias por ter casado ilegalmente com a filha de Sambalate, horonita), obtiveram a permissão do rei persa Dario Noto de erigir um templo no monte Gerizim. Uma vez iniciada essa adoração, imediatamente ficam em posição de rivalidade, como seita cismática, e sua história posterior apresenta as características usuais desse antagonismo. Recusavam toda e qualquer hospitalidade aos peregrinos a caminho de Jerusalém, assaltando-os e maltratando-os no decurso da jornada. No tempo da revolta dos macabeus, os samaritanos se inclinaram perante a tempestade, e seu templo, no monte Gerizim, era dedicado ao Zeus Xênio (que posteriormente foi destruído por João Hircano, em 128 a.C.). Muita inimizade havia entre os samaritanos e os judeus. Entre os anos 6 a 9 d.C., os samaritanos espalharam ossos no Templo de Jerusalém, por ocasião da Páscoa. Em 52 d.C., samaritanos massacraram um grupo de peregrinos galileus em En-ganim. Os judeus consideravam os samaritanos como cismáticos, sendo o ponto principal de discórdia o templo no monte Gerizim como local de adoração.

Os discípulos queriam fazer descer fogo do céu para consumir aquela aldeia de samaritanos. Aquelas pessoas não quiseram receber os mensageiros que o Senhor Jesus enviou. Os discípulos juntaram a isso toda a animosidade que havia entre judeus e samaritanos e assim concluíram que o único remédio era a destruição daquelas pessoas e cheios de zelo propuseram isso ao Senhor, algo prontamente rejeitado por Jesus, apesar do tratamento rude dispensado. O Senhor os apelidou de Filhos do Trovão (Mc 3.17) pelo temperamento iracundo deles. Jesus os repreendeu, pois percebeu em João e Tiago uma grande dose de ressentimento pessoal e ostentação misturado com o zelo por Ele. Destruir os homens estava na contramão do Seu propósito encarnacional - salvar os homens. Algo que os homens precisam atualmente considerar: "O homem pecaminoso está sempre pronto a destruir, a matar, a queimar, a provocar confusão, a cometer atos de violência, até mesmo em nome da justiça. Jesus, no entanto, sempre rejeitou a violência dos homens. Todos os seus milagres foram atos de misericórdia, jamais de destruição; Ele veio para aliviar o sofrimento, não para aumenta-lo. Os verdadeiros seguidores de Jesus não podem ser homens violentos. Este mundo ainda necessita aprender esta grande lição" (Novo Testamento Interpretado Vers. por Vers.; R.N. Champlin, Ph.D.)

É bom dizer que aqueles que se chamam cristãos (protestantes e católicos) são alvo de perseguição religiosa em diversos países do mundo. Os cristãos, aliás, são alvo de perseguição por sua fé desde os séculos I e II d.C. pelo império Romano. Cristo foi condenado à crucificação por Pôncio Pilatos, prefeito da província romana da Judéia. De fato, onde houver alguém que se comprometa a seguir a Jesus de coração, ali haverá um cristão perseguido. O site Portas Abertas possui uma lista que relaciona 50 países segundo o grau de perseguição que os habitantes cristãos mais enfrentam (disponível em https://www.portasabertas.org.br/cristaosperseguidos/). Portanto, um cristão, como vítima de perseguição, sabe reconhecer o alto valor da liberdade de fé e de culto, tal como estabelece a Constituição do Brasil e suas leis. Sabe o quão caro e valioso é poder cultuar a Deus sem ter o culto interrompido com violência e os fiéis levados presos ou fuzilados, os bens confiscados, taxados de inimigos do Estado. Portanto, um cristão NÃO PODE, EM HIPÓTESE ALGUMA, usar de violência ou promovê-la contra adeptos de outras religiões, infringindo a Lei que os protege como a nós. Todos são iguais perante a Lei, de forma que Lei protege aos adeptos de todas as religiões no livre-exercício de sua fé. O Brasil não possui uma religião oficial, graças a Deus, ou viveríamos aqui o mesmo terror que experimentamos noutros países! Vale dizer que a transgressão da Lei é crime - algo que os cristãos também reconhecem como algo muito sério: aos olhos de Deus toda a humanidade é transgressora de Sua Lei, pois todos pecaram e destituídos foram da glória de Deus (Rm 3.23). Daí que Cristo morreu por nós, perdoando os pecados dos que Nele crêem, perdoando a transgressão para com a Lei de Deus e tornando justo todo aquele que Nele crê.

No dia 14/06, a menina Kailane Campos, de 11 anos, vestida a rigor conforme preconiza sua religião, o candomblé, recebeu uma pedrada na cabeça, além de ser ofendida com xingamentos, após participar de uma reunião, no bairro de Vila da Penha. A agressão teria sido feita supostamente por evangélicos. A agressão foi registrada na 38ª DP (Brás de Pina) como crime de intolerância religiosa e lesão corporal, segundo noticiou o site Gospel Prime (http://noticias.gospelprime.com.br/evangelicos-apedrejam-menina-candomble/. Acesso: 21/06/15).  Eu considero o episódio como lamentável e me coloco no lugar da menina e de sua família: eu não gostaria em hipótese alguma de ter um membro de minha família alvo de pedradas só porque seu credo religioso desagrada outra pessoa. Eu, como pastor, já fui também alvo de pedradas e de amêndoas durante um culto que fazíamos num terraço, em Quintino; a pedra atingiu a cabeça de minha esposa! Aliás, tenho familiares e amigos de diversos grupos religiosos, e como pastor me relaciono muito bem com todos eles! E digo: as pessoas que cometeram essa barbárie precisam ser detidas pela polícia o quanto antes. Precisam ser punidas, INDEPENDENTE DA FÉ QUE PROFESSEM ou nenhuma fé! Não é aceitável, sob qualquer argumento que seja, esse fato ou fatos semelhantes! Não há justificativa religiosa, ética ou moral que aprove isso!

Porém, permita-me argumentar mais um pouco. Até que essas pessoas que cometeram essa brutalidade sejam presas pela polícia e a história seja esclarecida, nada há que comprove que a agressão foi realizada por evangélicos. A mídia tem tratado isso como se já estivesse sido determinado inequivocamente a autoria da agressão que foi feita por pessoas dessa religião, mas isso ainda não foi comprovado nem estabelecido pela Justiça. Sobre isso, Paulo Teixeira, em seu artigo "A pedrada na menina do candomblé e a crucificação dos evangélicos: Por que a ocorrência está ganhando enorme repercussão?" comenta: "Ninguém, nem mesmo a polícia, sabe quem são os agressores, todavia, indiscriminadamente, insiste-se em dizer que os mesmos são evangélicos, supostamente por estarem com bíblias nas mãos [...] Tem-se notado que ilicitudes assim, veladamente ou explicitamente, são sempre atribuídas ao segmento evangélico, levando muitos a estigmatizá-lo como um grupo intolerante." (http://artigos.gospelprime.com.br/candomble-intolerancia-evangelicos-pedrada-menina/. Acesso: 21/06/2015, 1h10min). Eu não atribuí a pedrada que minha esposa levou a um grupo religioso específico, simplesmente porque não posso ter certeza disso. Seria irresponsabilidade minha acusar o grupo A ou B sem a devida prova! Assim, acusar os evangélicos sem haver provas pode acabar gerando um aumento da animosidade, fomentando em pessoas desequilibradas reações agressivas contra Igrejas Evangélicas.

Eu, minha mãe, minha esposa e meus irmãos de fé não gostaríamos em hipótese alguma de sermos agredidos ao sairmos da Igreja após o nosso culto cristão. Tenho certeza que todos os irmãos de outras denominações concordarão comigo. As Igrejas já sofrem perseguição no Brasil e no RJ, sendo alvo de xingamentos e ameaças por vizinhos de outros credos (sou testemunha disso: sou vizinho de muro de uma Igreja Assembléia de Deus e vejo a perseguição que movem contra os irmãos. Quando a Igreja funcionava na Rua Oscar em Quintino/RJ, durante um culto, vi um sujeito iracundo interromper o culto de nossa Igreja e xingar meu pastor, Pr. Kennedy Fábio, e ameaçar bater nele. Depois, nos mudamos para a Rua Cupertino 395 e ali também aconteceu coisa semelhante. Depois nos mudamos para Vila da Penha, e agora eu como pastor da Igreja cansei de sofrer ameaças. Além de eu mesmo já ter sido inúmeras vezes afrontado, como crente e como pastor, desde piadinhas de gente sem noção, na rua e até no trabalho, até ameaças físicas. E estou certo que não sou o único crente e pastor a passar por isso).

Outro ponto importante, que deve ficar claro, é que o termo "evangélicos" é genérico, envolvendo mais de um grupo confessional que muitas vezes não guardam relação entre si nem no governo, nem na liturgia, nem na interpretação da Bíblia. Assim, cada Igreja é uma Igreja diferente, com liderança própria, com governo próprio, sem necessariamente haver uma relação de dependência.  É PRECISO DAR NOMES AOS BOIS. Foi estabelecido inequivocamente a autoria por alguém que professa ser evangélico? Qual o grupo a que pertence ou diz pertencer? É bom que fique claro que muita gente que se diz evangélica não o é, de fato nem de direito. Muita gente acha que é evangélico porque simpatiza com uma Igreja. Só que é preciso muito mais do que isso para ser evangélico de verdade. Aqui, pontuo o ser evangélico como ser alguém realmente convertido (e portanto comprometido com) a essa fé. Ser membro de uma Igreja é um processo variável que depende da denominação (Batista, Assembléia, Metodista, etc), mas no geral é algo que só se dá após provas da conversão pessoal por meio da aceitação de Cristo como único e suficiente salvador pessoal, do testemunho de vida, do abandono dos vícios e do pecado espontaneamente, por vontade própria, e pelo batismo nas águas, após um processo de discipulado, onde a cada momento verifica-se se a pessoa realmente converteu-se a Cristo genuinamente. Vou dar um exemplo: nenhum praticante de adultério, nenhum ébrio, nenhum devasso, etc. é considerado evangélico sem provar, pelos seus frutos pessoais, a transformação de sua vida pelo poder do Evangelho. Daí, não é batizado nas águas e nem aceito como membro da Igreja. Nenhum ex-adepto de outra religião é considerado evangélico e recebido como membro da Igreja sem renunciar sua antiga religião, se quiser fazer parte da Igreja (os evangélicos são monoteístas, crendo num único Deus, o Deus da Bíblia, que se revelou ao homem), o que não impede que assista ao culto evangélico.

Abre parênteses 1: Esse ponto é muito importante, pelo que vou enfatizá-lo: nem todo mundo que se diz evangélico é evangélico verdadeiramente. Além dos muitos simpatizantes que seu autodenominam evangélicos sem o serem, há aqueles que vivem suas vidas religiosas independentemente do ensino de suas lideranças. Isso é um fato notório que vem desde a época do imperador Constantino, que fez o desfavor de obrigar que adeptos de outras religiões entrassem para a Igreja à força. São pessoas que vivem em rebelião contra Deus e contra a Palavra de Deus; muitos são excluídos da membresia da Igreja quando descobertas as suas práticas. Porém, outros vivem dissimuladamente, escondendo quem verdadeiramente são; continuam na prática do pecado, dos vícios, do mundanismo de forma encoberta e na Igreja fazem cara de santo.  Outros, observam apenas aquilo que agrada-lhes da fé cristã, descumprindo o demais. Todos os dois grupos são hipócritas, falsos crentes. Um pastor cuida apenas dos fiéis em sua atividade pastoral, daqueles que se submetem a Cristo; os rebeldes não se submetem nem a Cristo, nem a pastor humano, nem a Bíblia, nem a regra denominacional. Fecha parênteses 1.

Abre parênteses 2: Há radicalismo verdadeiro no mundo religioso-cristão? Sim, infelizmente há. Por exemplo, há pastores que insistem em partir para a violência contra pessoas que não professam a mesma fé, desrespeitando primeiramente o próprio Deus a quem dizem servir e depois ao próximo, a quem Jesus ordenou que amássemos. Coisas como desrespeito a símbolos religiosos - o "chute na santa", ou ataques a centros espíritas ou a templos de religiões afro-brasileiras, DEVEM SER COMPLETAMENTE REPUDIADAS POR AQUELES QUE SÃO CRISTÃOS VERDADEIROS. Do mesmo modo, depredação de templos religiosos estão RADICALMENTE FORA DAQUILO QUE A BÍBLIA ENSINA.  Como protestantes, temos o direito de crer de forma diferente das outras religiões e credos; temos o direito de expor as nossas crenças e de fazermos proselitismo ("evangelismo") das mesmas, isso é garantido pela Constituição do Brasil. Mas outras religiões e credos têm o mesmo direito e nada, em absoluto, deve ser feito para alterar isso. O católico, o espírita, o budista, o protestante, enfim todos têm direito a expressarem suas IDÉIAS, suas CRENÇAS, a fazerem PROSELITISMO, de forma a fazem novos adeptos, inclusive de MUDAREM DE RELIGIÃO, se assim lhes for conveniente. NINGUÉM, EM HIPÓTESE ALGUMA, DEVE SER VÍTIMA DE VIOLÊNCIA POR SUA CRENÇA RELIGIOSA. Debates de idéias, ortodoxia, fundamentalismo bíblico não devem ser confundidos com violência, com depredação de patrimônio particular ou de objeto de culto religioso; estes - os debates - são sempre bem-vindos. A Bíblia nos exorta - a nós, crentes em Cristo, a "estarmos sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós" (I Pe 3.15). Condenar o pecado - e o conceito de pecado é bíblico, pertencente a fé cristã, é correto; amar o pecador, buscando com zelo e mansidão mostrá-lo o seu pecado e a solução para o pecado, que é Jesus, também pertence a mesma fé. Esse blog JAMAIS INCITA OU INCITARÁ A VIOLÊNCIA, mas sim o pensamento, a reflexão e a argumentação bíblico-teológica (ou até mesmo científica, social, etc se assim for conveniente e interessante) à luz daquilo que a Bíblia verdadeiramente ensina o que, infelizmente, nem sempre é praticado pelas igrejas e religiões. Esse blog é de orientação bíblica-ortodoxa, não-ecumênico, não-relativista, bordando a práxis da humanidade sob esse ponto de vista. Fecha parênteses 2. (http://apenas-para-argumentar.blogspot.com.br/2012/08/radical-ou-biblico-moderado-ou-liberal.html)

É preciso que os agressores da menina Kailane Campos sejam presos pela polícia e condenados segundo o rigor da lei brasileira. É preciso determinar ainda se agiram sozinhos ou a mando de alguém - a autoria da agressão. Porém, é preciso ficar bem claro que os verdadeiramente evangélicos, que seguem verdadeiramente a Bíblia e são verdadeiramente convertidos à Cristo JAMAIS ATACARIAM QUALQUER PESSOA. Os evangélicos são um povo que busca viver em paz com todos, obedecendo as leis e respeitando as autoridades. São pessoas de todos os escalões da sociedade, que muito contribuem pelas obras e pela pregação do Evangelho para recuperação de drogados, de prostitutas, para a restauração familiar e redução da violência em todos os níveis. O interesse dos evangélicos é na salvação de todos os homens por Cristo Jesus, segundo o que estabelece essa fé religiosa; salvação que se dá unicamente pela conversão à Cristo a partir da pregação da Palavra de Deus e do convencimento do pecado, da justiça e do juízo pelo Espírito Santo. Para isso, pregamos o Evangelho, boas novas de salvação, a todos os homens independente de nacionalidade, raça, cor, credo e religião, conforme a ordem de Nosso Senhor registrada em Marcos 16:15,16 e Mateus 28:19,20, sem escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; sem impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso e sem vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso.

Os que se dizem evangélicos e agridem, incitam ódio, podem se chamar como quiserem. Mas não são evangélicos. Quem afirma isso é o Evangelho, é o próprio Cristo.

Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!

Um comentário:

  1. Pessoas que agem agredindo outras por sua pretensa " Fé ", estão na contramão dos ensinos de Jesus. Ele, o Mestre do Amor, nunca nos mandou odiar e sim "Amar o nosso próximo como a nós mesmos". Há muitos grupelhos ,que se intitulam evangélicos ,só que estão longe de serem. São pessoas isentas de bom senso, de entendimento da Palavra e do conhecimento de Deus. Seus atos são totalmente reprováveis e jamais podem servir como parâmetro para comportamento de quem se diz cristão. Considero ser possível que alguns tem se "fantasiado" de crentes com o intuito de trazerem má reputação aos irmãos de fé. Espero que tudo seja devidamente apurado e não comecem a atribuir aos cristãos tal leviandade e insensatez.

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