segunda-feira, 25 de março de 2019

O PERIODO INTERBIBLICO E OS ÚLTIMOS DIAS: UM AVISO PROFÉTICO


O período interbíblico é o período de aproximadamente 400 anos que vai desde Malaquias, o último profeta do Antigo Testamento, até o nascimento de Jesus, em Belém de Judá, cobrindo desde 400 a.C até 4-3 a.C. Esse período foi marcado pelo silêncio profético da parte de Deus, onde nenhuma direção profética foi dada a Israel, ou mesmo manifestação sobrenatural (como no período profético) foi relizada. A atividade profética foi interrompida nessa época. Como explica o pr. Enéas Tognini, houve a "cessação da revelação bíblica, pelo silêncio profundo em que Deus permaneceu em relação ao seu povo, pois durante esse tempo nenhum profeta se levantou em nome de Deus [...] o Senhor deixou que os esforços dos homens na resolução de problemas espirituais falhassem; que a filosofia se desmoronasse; que o poder material enfadasse as almas; que a imoralidade religiosa desiludisse a todos, mesmo os corações mais ímpios; que a corrupção campeasse e atingisse as raias da depravação, mostrando assim ao homem a inutilidade de tais sistemas e instituições" (O Período Interbíblico : 400 anos de silêncio profético / Enéas Tognini — São Paulo: Hagnos, 2009.)

Por mais incrível que possa parecer, hoje vivemos exatamente a mesma situação caótica daquele período: novamente, a imoralidade grassa as instituições religiosas (as "denominações evangélicas"), que cada vez mais, de forma muito intensa, se revelam inúteis para a edificação espiritual pessoal/coletiva, corrompidas pelo nojento legalismo, pelo diabólico humanismo secular e pelo ensandecido amor ao dinheiro e ao poder (político, econômico e religioso). A corrupção, em suas mais variadas matizes, encontra-se infiltrada em todas as camadas sociais, dentro e fora do ambiente religioso, cada vez mais escancarada (no Brasil, já são 2 ex-presidentes que sofreram impeachment e mais dois ex presos). Violência - estupros, pedofilia, assassinatos - até dentro de escolas e hospitais, sequestros, assaltos, homicídios, latrocínios. Abandono total da saúde pública - hospitais sem médicos, sem medicamentos e equipos, sem refrigeração mínima adequada, com gente internada nos corredores abandonada a própria sorte, com outros morrendo na fila de cirurgias que não termina nunca. Escolas sem segurança, sem professores ou com professores mal preparados, verdadeiros depósitos de gente. Altíssimas taxas de desemprego e trabalho informal. Rumores de guerra. Crise internacional. Nenhuma solução humana deu ou dará resultado a esse problema. Não será nenhum presidente da República, nenhum oficial de forças armadas, nenhum político, nenhum filósofo ou filosofia ou sistema que trará a solução. Não foi Lula e não será o Bolsonaro. Nem Trump, nem Merkel. Nem Theresa May. Nem nenhum outro governante.

É interessante notar, já que mencionamos o legalismo, que nesse período há profunda manifestação dos fariseus no cenário político-religioso. De acordo com Josefo, os fariseus e os saduceus - outro grupo religioso da época - surgem em 135-105 a.C., após a desrtruição do Templo dos Samaritanos por João Hircano, sacerdote filho mais novo de Simão Macabeu. O nome "fariseu" significa separatista. Eles chegaram à proeminência e poder no período dos Macabeus. Os fariseus devotaram suas vidas à defesa da lei, levando-a, por sua tradição oral, a extremos ridículos. "Tradição oral" refere-se às regras tradicionais e observâncias que foram concebidas para adaptar a lei escrita às mudanças de tempo. Seu zelo endureceu em formalismo duro e dogmático, e sua fidelidade foi corrompida em fanatismo e hipocrisia.  

Atualmente, o grupo pode ser facilmente encontrado dentro das mais diversas denominações ditas evangélicas, especialmente as ditas pentecostais, ainda que todas tenham, em maior ou menor grau, esse grupo em seu interior. Tratam-se de pessoas extremamente religiosas, cheias de justiça própria, que se orgulham pela "vida separada do mundo" que dizem possuir. São pessoas que baseiam sua vida em doutrinas humanas denominacionais ditas "santificadoras" e que, por isso mesmo, se isolam do restante da humanidade (inclusive de crentes de outras denominações tidas como "liberais"), a qual é vista como "condenada ao inferno" por não seguirem suas regrinhas. Para os fariseus modernos, o que importa é a regrinha deles; por exemplo, se você está com ou sem camisa, de short ou calça comprida, de maquiada e adornada ou com cara de múmia de cera, se está a semana toda socado no templo deles ou se vai a praia e pratica esportes, se não conversa com "os ímpios mundanos" ou não, se guarda dias (sábado, por exemplo), se usa saia ou calça comprida, se fala em línguas ou é "frio espiritual" e por aí vai. Estudo, para os fariseus modernos, é coisa de homem, que faz a fé esfriar; bom mesmo, para eles, são os cultos marcados pela gritaria, pelo frenesi e pela confusão.

O que essas pessoas não entendem é que esse sistema que elas seguem de forma tão dedicada é um sistema mundano, religioso, sem nenhuma expressão de Cristo e de Seus ensinos! São mundanos religiosos, com aparência de piedade mas sem poder espiritual para testemunho cristão nenhum! Gente que minimiza seus pecados, pessoais e coletivos, enquanto maximiza suas "virtudes legalistas". Gente que se preocupa com roupa dos outros, mas que não se preocupa com a roupa da própria língua inflamada pelo inferno! Gente que se preocupa com saia ou calça comprida, mas não com os próprios pensamentos que estão repletos de impureza e lascívia! Gente incapaz de amar, a não ser a si mesmas! F-A-R-I-S-E-U-S! Hipócritas, cuidando somente de limpar o exterior do copo e do prato, mas estes, por dentro, estão cheios de rapina e intemperança! Fariseu cego, limpa primeiro o interior do copo, para que também o seu exterior fique limpo! (Mt 23.25,26) Jesus chegou a dizer que eles em vão O adoravam, ensinando doutrinas que são preceitos de homens (Mt 15.9), sobre as quais Paulo diz que "todas estas coisas, com o uso, se destroem" (Cl 2.22). Para que servem os fariseus em termos do Reino de Deus? O que edificam? O que produzem, a não ser escândalos e aversão a fé cristã por sua hipocrisia farisaica? O que mudam, com suas regrinhas, no mundo presente? Com todas as suas reginhas e juízos, trouxeram Cristo para o local onde se inserem? Cristo, não a religião!

Se o legalismo trouxe zero de contribuição à causa do Evangelho, os religiosos indisciplinados também nada agregaram de positivo com sua filosofia "laissez-faire". Ambos os grupos são dois extremos, duas faces de uma mesma moeda chamada religião. Esses indisciplinados entendem a fé como um "self service espiritual": entram, consomem o que querem e quando querem e pagam pelo serviço. A vida? Continua a mesma, sem mudança, sem transformação, sem novo nascimento. A vida de pecado segue sem temor e sem freio algum, sem limite. Afinal, o que interessa é o "toma lá dá cá" do comércio de serviços espirituais, tanto para os consumidores, ávidos em novidades, quanto para os vendedores (donos de denominação religiosa). Nesse grande mercado, as denominações lutam agressivamente pelo "market share", pela conquista de novos consumidores pelos seus produtos - é a mesma lógica do capitalismo selvagem! É um verdadeiro "vale-tudo": vale traição, vale mentir, vale esconder a verdade, vale falsa exegese do texto bíblico, vale culto-show, vale "ministro de louvor" coordenador de zumba, vale teologia da prosperidade, vale dominionismo, vale gravidez fora do casamento, vale trocar de namorado(a) como quem troca de roupa - com direito a sexo livre com todos eles/elas sem questionamentos, vale "noivado fake", etc.. Comunhão, amor fraternal? É balela, na prática ninguém se importa com ninguém de verdade. Louvor? É só musiquinha vazia - ou auto-ajuda/psicologia, ou humanismo, ou heresia; quando correta, é só cantoria sem vida reflexo na vida de ninguém. Pregação? É só dinheiro, só junta tesouros na terra; quando não, mais auto-ajuda, triunfalismo, hedonismo, etc.  Não precisa muita análise para constatar que os indisciplinados, a exemplo dos legalistas, nada geram de positivo em prol do Reino de Deus.

Enquanto isso, cada vez mais as pessoas sérias estão abandonando essas denominações, filhas de Babilônia, objetivando o exercício genuíno da fé em Cristo sem essas aberrações. Chamados maldosamente e pejorativamente de "desigrejados", tratam-se de fiéis que abriram mão do vínculo com igrejas por causa da insatisfação com desvios teológicos, escândalos políticos e financeiros, opressão e abusos por parte da liderança, dentre outros. De gente que percebeu que esse sistema denominacional está invariavelmente falido, nada acrescentando em termos de Cristo a ninguém. Hoje, já são algo em torno de 4 milhões de pessoas que não estão mais frequentando denominações. Note: quero que isso fique muito claro: os chamados desigrejados são pessoas que saíram das denominações religiosas - não sem igreja; ninguém sai da Igreja, sai da instituição religiosa chamada denominação. Chamá-los de desigrejados é, portanto, um erro! Desigrejadas são as denominações, que nada tem de Igreja em sua vida e prática! Ao invés das críticas mordazes, o papel das denominações seria procurar esses irmãos e pedirem perdão por todo ato e palavra anticristãs para com eles! A bem da verdade, esse sistema denominacional tal como está foi condenado há muito tempo! Muitos e muitos irmãos - a Igreja - está ouvindo a voz de Deus e saindo dessas denominações humanas e vazias de Deus. 

Nada e ninguém pode solucionar esse problema, como foi dito acima. Nenhum sistema, por mais bem intencionado que seja, pode trazer a paz e a justiça tão necessárias às sociedades e nações. Não será o Brexit que trará a solução para os problemas do Reino Unido. Não serão as alianças entre as nações, nem as políticas sociais e econômicas, nem os apelos do povo por um governo diferente. O mundo seguirá cada vez pior, tanto em termos sociais, políticos e econômicos, quanto em termos ambientais. Mais ciclones, maremotos, terremotos e enchentes virão. Haverá o agravamento da poluição, da mudança climática, da mortandade de seres viventes nos oceanos, mares, lagoas, rios e florestas. As doenças se multiplicarão e acometerão bilhões de pessoas no mundo todo, novas doenças, até então desconhecidas pelo homem, surgirão. Aumento da incidência de câncer, em especial o de pele, pelo aumento da radiação solar e outras causas. A carestia irá aumentar de forma exorbitante, os preços dos mais básicos produtos (para alimentação e higiene, vestimenta, remédios, etc.) serão impagáveis para a maioria das pessoas. Haverá guerras e milhares morrerão. Enquanto isso, as crises sociais se agravarão: aumento da violência, com cada vez mais crueldade, em todas as esferas. Nenhuma força policial dará conta de conter o avanço da criminalidade. Casos de corrupção. Instituições humanas e sociais sem nenhuma relevância. Os ataques terroristas aumentarão.

Enquanto isso, as denominações se aprofundarão em sua apostasia da verdadeira fé cristã. Aumentarão os escândalos - casos de estupro, assassinatos, abusos de autoridade, malversação do dinheiro, adultério. A mentira será a regra. A Bíblia será quase que completamente esquecida como Palavra de Deus, sendo utilizada majoritariamente como justificativa para os mais diversos tipos de pecado. O nome "pastor" será associado a falsidade e à exploração, ao charlatanismo e ao lucro fácil. Crescerá imensamente o número de ex-denominacionais; as denominações não terão nenhuma relevância ou importância para as pessoas. Muitas denominações vão fechar as portas por falta de frequentadores. Haverá muitos falsos cristos e muitos falsos profetas, que enganarão a muitos.  O descrédito e o desamor serão a realidade em muitos, mas muitos corações! 

Nesse cenário é que a verdadeira Igreja surgirá novamente. Os verdadeiros filhos e filhas de Deus, até então em oculto, oriundos de todas as denominações, serão manifestos ao mundo! Deus enviará o Seu Espírito a soprar sobre toda a carne, gerando grande arrependimento e convicção de pecado. Grande avivamento da fé sob exclusivo controle  de Deus! Muitos, decepcionados com sistemas políticos, sociais, econômicos e religiosos se voltarão para o Senhor. A fé será purificada, as vestes serão embranquecidas. Muitas conversões genuínas acontecerão. Deus dará muitos sinais, prodígios e maravilhas, operados pela vida de pessoas desconhecidas e repudiadas pelos religiosos. O ódio contra esses cristãos tomará lugar no meio da sociedade; os cristãos serão perseguidos onde quer que forem e estejam. Muitos serão presos, serão demitidos, perderão empregos e patrimônio. Cristãos serão alvo de violência no mundo todo, por ordem de um líder mundial muito eloquente; os cristãos serão por ele responsabilizados por todo caos social, humanitário, politico, econômico e religioso. Muitos morrerão por sua fé. Então o Senhor dará ordem ao seu anjo, que tocará a trombeta; os mortos em Cristo serão ressuscitados e os que estiverem vivos serão transformados. Juntos, se encontrarão com o Senhor nos ares: será o arrebatamento da Igreja! E então virá o fim, tal qual descrito no Livro de Apocalipse.

O que fazer? Não há nada que você possa fazer para impedir esses acontecimentos, enquanto há muito a ser feito por causa desses acontecimentos! Parece contraditório, mas não é: você não pode fazer nada para impedir que o fim venha. Mas, por causa da realidade de que o fim virá, você pode fazer muita coisa, a começar por sua própria vida. Você tem buscado ao Senhor? Não me refiro a frequência de cultinho denominacional, nem engajamento em projeto expansionista/dominionista de dono de denominação/fundador de ministério/dono de visão. Me refiro a uma entrega total e irrestrita ao Senhor, abrindo mão de tudo por Ele! Vou dar-lhe meu testemunho, para sua edificação: eu tive que abrir mão de cargo denominacional por causa do Senhor! Isso mesmo: ou eu saía da denominação, ou perdia minha fé! Fui perseguido de todas as formas dentro de denominação, porque não me adequei aos mandos e desmandos do dono da denominação. O sujeito tentou a todo custo me subjugar - até mandar eu sair do meu emprego ele mandou, para "viver integralmente da obra" (sic). Como não conseguiu me subjugar financeiramente, passou a ameaçar, por meio de um "interventor" por ele nomeado, a "me remover do ministério" caso eu não cooperasse com "a visão da denominação" (na prática, aumento das arrecadações e do público pagante). Não podia pregar o que Deus direcionava, nem selecionar as músicas a serem cantadas, nem repreender/disciplinar os pecadores, nem orar... nada! Ou isso, ou rua - palavras ditas literalmente! Como nunca servi ao Senhor por cargo, preferi sair da denominação por causa da minha fé em Cristo, do que permanecer por causa de chantagem humana e assim abrir mão da minha fé. Claro que foram inúmeras as traições e golpes que sofri nesse processo, mas pelo Senhor faria tudo de novo! Hoje vivo em prol do meu Senhor e Salvador, em paz comigo mesmo e com Ele.

E você? Abriria mão de um favor pessoal, um cargo, uma posição, um recurso extra, um título, uma honraria em prol do Senhor Jesus? O amor ao Senhor seria maior que seu amor próprio, ao ponto de negar qualquer oferta, por maior que seja, em troca dos princípios do Evangelho? Está pronto a deixar o Senhor tomar conta de todo o seu ser, direcionando sua vida a cada dia, dia-a-dia, num passo de cada vez? Está pronto a ser verdadeiramente discipulado e pastoreado, sem as sandices denominacionais e religiosas? A viver a verdadeira comunhão cristã, sem a hipocrisia das instituições religiosas? A cultuar verdadeiramente ao Senhor e servi-Lo com alegria, ao invés de somente "assistir o culto"? 

Veja bem, querido(a) leitor(a): não estou mandando você sair de denominação. Se o Senhor não lhe deu essa direção, fique onde você está. Se você está bem espiritual e emocionalmente na sua denominação, à luz da Bíblia, então ok; se ela valoriza a Palavra (não só a letra, mas a prática), se a fé é sadia, então tudo bem. Mas se você está definhando na sua fé, se ir ao culto já é algo pesado e cansativo, se não há mais alegria, se esse lugar virou covil de salteadores, centro de exploração financeira e do trabalho alheio em prol do projeto da denominação (tenha esse projeto o nome de "visão", "revelação" ou outro qualquer), se a Ceia do Senhor já não tem nada mais de santa, se a Palavra virou triunfalismo, hedonismo, humanismo, teologia da prosperidade, auto-ajuda, psicologia, etc., se o culto virou show, se os milagres foram transformados em marketing, se a humildade foi transformada em estrelismo, se o arrependimento e conversão foram transformados em festas, se a sexualidade foi transformada em licenciosidade e se o pastor virou mero prestador de serviços espirituais então você deve sair dessa denominação urgentemente! Ela já virou filha de Babilônia há muito tempo! Saia dela, enquanto ainda há tempo, antes que você acabe perdendo a sua fé no Senhor que é o que de mais importante você possui! 

"E depois destas coisas vi descer do céu outro anjo, que tinha grande poder, e a terra foi iluminada com a sua glória. E clamou fortemente com grande voz, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia, e se tornou morada de demônios, e coito de todo espírito imundo, e coito de toda ave imunda e odiável. Porque todas as nações beberam do vinho da ira da sua fornicação, e os reis da terra fornicaram com ela; e os mercadores da terra se enriqueceram com a abundância de suas delícias. E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas. Porque já os seus pecados se acumularam até ao céu, e Deus se lembrou das iniqüidades dela. Tornai-lhe a dar como ela vos tem dado, e retribuí-lhe em dobro conforme as suas obras; no cálice em que vos deu de beber, dai-lhe a ela em dobro. Quanto ela se glorificou, e em delícias esteve, foi-lhe outro tanto de tormento e pranto; porque diz em seu coração: Estou assentada como rainha, e não sou viúva, e não verei o pranto. Portanto, num dia virão as suas pragas, a morte, e o pranto, e a fome; e será queimada no fogo; porque é forte o Senhor Deus que a julga." (Apocalipse 18:1-8)

Milhões estão ouvindo a voz do Espírito de Deus em todo o mundo, e estão saindo da Babilônia! A Igreja está saindo de Babilônia! Babilônia vai cair! Quem insisitir em permanecer nesse sistema será participante desses pecados e incorrerá nas pragas destinadas. As pragas ainda não vieram, mas os pecados há muito vêm sendo cometidos, portanto temos de tomar medidas drásticas já! As coisas estão feias – pecado, depressão, crise financeira, problemas familiares gravíssimos, adultério, amargura, confusão espiritual, ciúme, inveja e fofoca, tudo isso operando no sistema babilônico. 

Pense nisso.
Graça e paz!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

OS RUDIMENTOS DO MUNDO E A GRAÇA DE DEUS

Digo, pois, que todo o tempo que o herdeiro é menino em nada difere do servo, ainda que seja senhor de tudo;
Mas está debaixo de tutores e curadores até ao tempo determinado pelo pai.
Assim também nós, quando éramos meninos, estávamos reduzidos à servidão debaixo dos primeiros rudimentos do mundo.
Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei,
Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos.
E, porque sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai.
Assim que já não és mais servo, mas filho; e, se és filho, és também herdeiro de Deus por Cristo.
Mas, quando não conhecíeis a Deus, servíeis aos que por natureza não são deuses.
Mas agora, conhecendo a Deus, ou, antes, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir?
Guardais dias, e meses, e tempos, e anos.

(Gálatas 4:1-10)


Rudimentos do mundo, os quais são fracos e pobres. Rudimentos aos quais os crentes da Galácia estavam novamente praticando, mesmo após sua conversão a Cristo. O texto grego usa o termo στοιχεῖα (stoicheia) para "rudimentos", uma linha ou série; um pequeno passo; um alfinete ou estaca, qualquer coisa "elementar", como um som, uma carta. Portanto, esse termo significa "elementos básicos", dando a entender que se trata de pequenos elementos que são parte de um todo mais amplo. Paulo usa a expressão ta stoicheia tou kosmou ("os princípios elementares do mundo") em Gl 4.3,9 and Cl 2.8,20. O Ellicott's Commentary for English Readers explica que tratam-se aqui dos "elementos (ou rudimentos) do ensino religioso". Esses são chamados de "os elementos do mundo" porque eram mundanos e materiais; eles não incluiriam um reconhecimento claro das coisas espirituais. Os gentios recém-convertidos e os adeptos da religião judaica estavam muito ligados aos sentidos; o elemento mais importante neles era o ritual.

Os crentes Gálatas desse modo, não podiam entender completamente o significado da lei dada por Moisés. Para eles, a lei era a dispensação da escravidão; eles estavam ligados a muitos ritos e observâncias pesadas, pelos quais eram ensinados e mantidos sujeitos como uma criança sob tutores e governadores. Não é que a Lei fosse algo ruim, ou mundana; de modo algum. Porém, como as coisas do mundo, as ordenanças e ritos contidos na Lei eram transitórias, temporárias e de pouco valor. Eles eram insatisfatórios em sua natureza, e logo iriam passar e dar lugar a um sistema melhor - como as coisas deste mundo estão prestes a dar lugar ao céu. 

Paulo argumenta: "quando éramos crianças, estávamos sujeitos aos rudimentos do mundo". Crianças, aqui, não se refere a idade cronológica, mas sim em maturidade para com a Graça de Deus, em conhecimento de coisas divinas, espirituais e evangélicas. Assim, quando crianças, eles não compreendiam a Lei e nem o seu propósito, de revelar a extrema pecaminosidade humana e assim servir de guia ou aio até Cristo. Estavam presos a toda ritualística estabelecida na Lei, rito pelo rito, regra pela regra. Eles estavam na condição de servidão que a lei naturalmente generalizou, servindo por medo da morte; presos as sanções e penalidades legais. Pelo medo da morte, estavam sob disposição servil e estavam por toda a vida sujeitos à escravidão; eles carregavam um jugo de escravidão em seus pescoços e estavam sob um espírito de escravidão e medo. Presos naquilo que conhecemos como legalismo.

O legalismo sempre foi um problema pendente de solução na igreja cristã. De modo bastante frequente, vemos grupos e denominações impondo sistemas ritualísticos derivados direta ou indiretamente do Antigo Pacto como regra de fé para os cristãos. Nos tempos atuais, vemos por exemplo os crentes judaizantes modernos, que insistem em obrigar a Igreja a guarda de dias específicos (como o sábado, pelos adventistas), de festas/ritos "bíblicos" (festas judaicas, como a festa dos tabernáculos) e do uso de utensílios judaicos em nome da fé (como o Menorá, bandeira de Israel, arca da aliança, shofar, talit, etc.). Há ainda outros ritos praticados pelos crentes neopentecostais como ritos de fé, para obterem "bênçãos de Deus", como "unção de lenços/roupas", nos quais o fiel deve participar para ser abençoado. Há também aqueles que impõem o uso de costumes, como roupas específicas (terno para pregadores/obreiros, vestido longo para mulheres, não usar calça comprida ou bermuda, não andar sem camisa ou de short, não ouvir músicas que não sejam religiosas, subir monte para orar, orar de joelho, etc.); outros, impõem pelo costume regras como "cair na unção", "unção de animais", "unção de mares, oceanos e rios", etc.

Nas palavras de Paulo, nada disso tem valor algum em matéria da fé cristã centrada na Bíblia. Podem ter elementos extraídos da Bíblia, mas não se configuram em uma fé bíblica neo-testamentária, baseada inteiramente na Graça de Cristo e no Evangelho de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Esses elementos dentro das denominações acabam servindo para manter os crentes frequentadores num estado de infantilidade espiritual, incapacitados para viverem a solidez da vida cristã. Num cenário onde o fiel será demandado a afirmar categoricamente sua fé em Cristo mesmo sob prejuízo pessoal, é pouco provável que tal fé se sustente, uma vez que manter a fé em meio às mais duras provações é via de regra um dos mais sérios e graves desafios que o cristão se depara. O crente que vive sua fé baseado em regrinhas e ritos é, como Paulo diz, uma criança em termos espirituais. E é a partir da maturidade cristã que temos inteira certeza de fé sobre a nossa paternidade espiritual, a nossa filiação junto a Deus. Essa certeza é uma das mais importantes que um cristão deve ter em matéria de sua fé, sendo gerada pelo Espírito Santo no coração do fiel que já conhece tal realidade (o Espírito Santo nos convence daquilo que já sabemos, daquilo que ouvimos e aprendemos).

Quem vive debaixo de legalismos e de ritualismos vive, na verdade, preso. É um escravo desses sistemas, aprisionado sem poder se libertar e condenado a obedecer sempre a essas regras e ritos, sob ameaça de experimentar "a ira de Deus". Nesses sistemas de fé, Deus está sempre pronto a castigar severamente aqueles que não atentarem para as regras que aquela denominação postulou. Por exemplo, se a denominação mandou participar "do Encontro" (como foi no auge do G12) e a pessoa não foi, ela passa a estar assim sujeita a todos os males que Deus mandará sobre ela. Quem não anda segundo suas doutrinas e regras e ritos está "desviado" e "perdido"; é "rebelde", filho da ira, bode. 

O mais novo sistema legalístico que os crentes criaram chama-se "autoridade espiritual inquestionável". Esse sistema é baseado na aplicação irrestrita dos ensinos do livro de pr. Watchman Nee, "Autoridade Espiritual". Segundo "a regra", os crentes devem "abaixar a cabeça", dizendo "amém" para tudo aquilo que seus pastores fizerem, independentemente da sandice que seja; afinal, "eles são autoridade" e "quem lida com autoridade é Deus". Assim, se o pastor é mentiroso e traidor, se aplica mal os recursos financeiros da denominação, se é megalomaníaco, se nunca assume seus erros, se só pensa em grana, etc. não importa, afinal ele é o "ungido do Senhor" e "aí daquele que tocar no ungido do Senhor"! Quem desobedece e questiona é rebelde, é filho de Coré, Datã e Abirão e será lançado vivo ao inferno! Deus trará um sem número de maldições sobre a vida dos desobedientes - aqueles que criticam os erros e lambanças da tal "autoridade". Tem quem ousadamente afirme que "há possibilidade de morte, ao despertar a ira de Deus sobre aquele que toca em um ungido do Senhor". Isso não passa esse sistema de mais um sistema legalista e opressor, sistema que confere prerrogativas de infalibilidade e inquestionabilidade a um homem como outro qualquer e que faz com que outros lhe estejam sujeitos, pelo medo. Isso mesmo: por medo "de Deus", que está "100% fechado com a autoridade lambujeira", os crentes obedecem irrestritamente a um semelhante, quando a Palavra de Deus estabelece que a obediência ao homem aplica-se se, e somente se, quando o ensino for reconhecidamente correto, da parte de Deus. Isso favorece e perpetua a dominação do povo de Deus e a apropriação da herança do Senhor, algo totalmente condenado e proibido na Palavra! Faz gente ser dona de gente! Gente que se torna incapaz de tomar a mínima decisão na vida - com quem casa e quando casa, onde mora, no que trabalha, etc., precisando sempre consultar - e obedecer timtim por timtim o "guru ungido", para tudo e por tudo, como ensinam esses caras que ensinam e aplicam tal sistema apassivador e dominador! Esses líderes chegam a dizer que democracia é coisa do diabo!

Note: Deus JAMAIS ensinou obediência absoluta a homens! E mais: se o sujeito fizer lambança, não tem essa de "ungido": tem que ser confrontado biblicamente e corrigido sim! Insistindo na lambança, tem que ser disciplinado e afastado das funções, até que demonstre por seu comportamento que se arrependeu! E não é Deus quem fará isso: é a Congregação! E em lugares onde o sujeito dominou e escravizou as mentes e corações, onde a maioria concorda com as lambanças do sujeito, o que fazer? Dar o fora, ir para outra denominação. Simples assim. Veja como o apóstolo Judas - que não é Deus - trata os falsos ungidos: "homens ímpios" (v. 4), "dizem mal do que não sabem; e, naquilo que naturalmente conhecem, como animais irracionais se corrompem" (v.10), "Ai deles" (v. 11), "manchas em vossas festas de amor, apascentando-se a si mesmos sem temor; são nuvens sem água, levadas pelos ventos de uma para outra parte; são como árvores murchas, infrutíferas, duas vezes mortas, desarraigadas" (v. 12), "Ondas impetuosas do mar, que escumam as suas mesmas abominações; estrelas errantes, para os quais está eternamente reservada a negrura das trevas" (v. 13), "murmuradores, queixosos da sua sorte, andando segundo as suas concupiscências, e cuja boca diz coisas mui arrogantes" (v. 16), "sensuais, que não têm o Espírito" (v. 19). Não tem essa conversa fiada de "não toque no ungido" não! Esse protecionismo a favor desses pecadores sem arrependimento que ficam posando de ministros de Deus! Não tem essa de "posso falar nada não contra esse sujeito, que vou ser condenado por Deus e uma maldição do arranca-toco vai vier sobre minha vida"! Denominações que assim se comportam tornam-se terrenos férteis para todo tipo de abuso espiritual, algo muito conhecido e doloroso para quem dele se torna vítima. 

É bom deixar bem claro isso: NÃO PODEMOS ACRESCENTAR LEI À GRAÇA! Muita gente pensa que precisa acrescentar Lei (e pior, legalismo!) à Graça para que esta última não seja "Graça Barata". Quem assim pensa e age não entendeu patavina do que a Bíblia ensina! Segundo Dietrich Bonhoeffer, pastor e teólogo da Igreja Luterana da Alemanha, que hoje descansa no Senhor, "a graça barata é a pregação do perdão sem arrependimento, é o batismo sem a disciplina de uma congregação, é a Ceia do Senhor sem confissão dos pecados, é a absolvição sem confissão pessoal. A graça barata é a graça sem discipulado, a graça sem a cruz, a graça sem Jesus Cristo vivo, encarnado [...] A fé se torna barata quando é oferecida como um produto de consumo para satisfazer as massas que buscam uma mensagem que se encaixe aos seus desejos pessoais. Quando é oferecida como espetáculo para um público que deseja que se adoce os ouvidos e se prometa estabilidade para seu "status quo". Quando se defende a identidade de ser filho ou filha de Deus como uma garantia para reivindicar as promessas materiais em troca de uma módica soma ou transação monetária a que alguns chamam de “lei da semeadura e da colheita” ou “pacto com Deus" (veja mais em: https://www.ultimato.com.br/conteudo/bonhoeffer-a-graca-barata-e-o-evangelho-da-prosperidade) . Disciplinar não significa oprimir, discipular não significa manipular: a disciplina é o ensino de como viver a nova fé em Cristo, enquanto o discipulado é fazer de cada cristão uma pessoa mais semelhante a Cristo. Para levar os crentes a unidade da fé, a perfeita varonilidade espiritual! Disciplina pode envolver correção e repreensão? Sim. Mas isso é feito SEMPRE À LUZ DO QUE ENSINA O NOVO TESTAMENTO, nunca a partir daquilo que o homem acha que é bom. Aliás, é para isso que Deus confere à Igreja apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres, os quais são dados pela Graça! Pergunto: o Novo Testamento ensina o legalismo? Ensina o autoritarismo? A infalibilidade pastoral? O "não toque no ungido do Sinhô"? O ritualismo? A guarda de "dias"? A possibilidade de cristãos serem amaldiçoados? A subserviência à denominação? 

É por tudo isso que devemos nos esforçar para reter firmemente a Graça de Deus em nossas vidas! Para por fim nessa praga chamada legalismo só esperando e vivendo inteiramente na graça oferecida na revelação de Jesus Cristo! Escandolosa Graça, incontrolável Graça, Barulhenta Graça, mas acima de tudo Graça! Graça sem nenhum tipo de mérito ou de sistema meritocrático, sem nenhuma sombra de auto-justificação ou de auto-salvação ou de conquista de bênçãos de qualquer tipo! Graça que humilha e mantém humilde, Graça que reduz ao mínimo "o eu" para aumentar ao máximo "o Ele", Graça que diz "você não merece nada do que Eu fiz e faço e farei em ti e por ti, nem nunca merecerá independente do que faça ou venha a fazer, mas mesmo assim Eu fiz, faço e farei sempre; não porque você merece, mas porque Eu quero; não por seus méritos, mas pelo Meu Filho!" Graça que pega o pior pecador e põe na posição de Filho de Deus, Adotado como Filho, somente e exclusivamente pela fé em Cristo - e isso independente da vida pregressa! Graça que chama para perto, que aproxima, que cuida, que sustenta, que fortalece, que anima, que impulsiona, que enche de fé e de amor o coração, que constrange pelo tão grande amor propiciado! Graça que independe de usos e costumes, de regras humanas, de ritos e rituais! Graça que solta e que deixa livre aquele que foi solto por ela! Graça que chama pelo amor, pela bondade, pela tamanha misericórdia que fica impossível dizer não a esse chamado! Graça que nos leva a Deus de forma leve, gostosa, prazerosa, sem dramas e sem encucos, sem medo!  


Pense nisso e viva inteiramente na Graça de Deus!
GRAÇA e paz!

domingo, 17 de fevereiro de 2019

NÃO ESTÁ NADA BEM, ENQUANTO O SENHOR NÃO ESTIVER CONOSCO!

E chegado o sétimo mês, e estando os filhos de Israel nas suas cidades, todo o povo se ajuntou como um só homem, na praça, diante da porta das águas; e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da lei de Moisés, que o SENHOR tinha ordenado a Israel.
E Esdras, o sacerdote, trouxe a lei perante a congregação, tanto de homens como de mulheres, e todos os que podiam ouvir com entendimento, no primeiro dia do sétimo mês.
E leu no livro diante da praça, que está diante da porta das águas, desde a alva até ao meio-dia, perante homens e mulheres, e os que podiam entender; e os ouvidos de todo o povo estavam atentos ao livro da lei.
E Esdras, o escriba, estava sobre um púlpito de madeira, que fizeram para aquele fim; e estava em pé junto a ele, à sua mão direita, Matitias, Sema, Anaías, Urias, Hilquias e Maaséias; e à sua mão esquerda, Pedaías, Misael, Melquias, Hasum, Hasbadana, Zacarias e Mesulão.
E Esdras abriu o livro perante à vista de todo o povo; porque estava acima de todo o povo; e, abrindo-o ele, todo o povo se pôs em pé.
E Esdras louvou ao Senhor, o grande Deus; e todo o povo respondeu: Amém, Amém! levantando as suas mãos; e inclinaram suas cabeças, e adoraram ao Senhor, com os rostos em terra.
E Jesuá, Bani, Serebias, Jamim, Acube, Sabetai, Hodias, Maaséias, Quelita, Azarias, Jozabade, Hanã, Pelaías, e os levitas ensinavam o povo na lei; e o povo estava no seu lugar.
E leram no livro, na lei de Deus; e declarando, e explicando o sentido, faziam que, lendo, se entendesse.
E Neemias, que era o governador, e o sacerdote Esdras, o escriba, e os levitas que ensinavam ao povo, disseram a todo o povo: Este dia é consagrado ao Senhor vosso Deus, então não vos lamenteis, nem choreis. Porque todo o povo chorava, ouvindo as palavras da lei.
Disse-lhes mais: Ide, comei as gorduras, e bebei as doçuras, e enviai porções aos que não têm nada preparado para si; porque este dia é consagrado ao nosso Senhor; portanto não vos entristeçais; porque a alegria do Senhor é a vossa força.
E os levitas fizeram calar a todo o povo, dizendo: Calai-vos; porque este dia é santo; por isso não vos entristeçais.
Então todo o povo se foi a comer, a beber, a enviar porções e a fazer grande regozijo; porque entenderam as palavras que lhes fizeram saber.
E no dia seguinte ajuntaram-se os chefes dos pais de todo o povo, os sacerdotes e os levitas, a Esdras, o escriba; e isto para atentarem nas palavras da lei.
E acharam escrito na lei que o Senhor ordenara, pelo ministério de Moisés, que os filhos de Israel habitassem em cabanas, na solenidade da festa, no sétimo mês.
Assim publicaram, e fizeram passar pregão por todas as suas cidades, e em Jerusalém, dizendo: Saí ao monte, e trazei ramos de oliveiras, e ramos de zambujeiros, e ramos de murtas, e ramos de palmeiras, e ramos de árvores espessas, para fazer cabanas, como está escrito.
Saiu, pois, o povo, e os trouxeram, e fizeram para si cabanas, cada um no seu terraço, nos seus pátios, e nos átrios da casa de Deus, na praça da porta das águas, e na praça da porta de Efraim.
E toda a congregação dos que voltaram do cativeiro fizeram cabanas, e habitaram nas cabanas, porque nunca fizeram assim os filhos de Israel, desde os dias de Jesua, filho de Num, até àquele dia; e houve mui grande alegria.
E, de dia em dia, Esdras leu no livro da lei de Deus, desde o primeiro dia até ao derradeiro; e celebraram a solenidade da festa sete dias, e no oitavo dia, houve uma assembléia solene, segundo o rito.

Neemias 8:1-18
E chegado o sétimo mês, e estando os filhos de Israel nas suas cidades, todo o povo se ajuntou como um só homem, na praça, diante da porta das águas; e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da lei de Moisés, que o SENHOR tinha ordenado a Israel.
E Esdras, o sacerdote, trouxe a lei perante a congregação, tanto de homens como de mulheres, e todos os que podiam ouvir com entendimento, no primeiro dia do sétimo mês.
E leu no livro diante da praça, que está diante da porta das águas, desde a alva até ao meio-dia, perante homens e mulheres, e os que podiam entender; e os ouvidos de todo o povo estavam atentos ao livro da lei.
E Esdras, o escriba, estava sobre um púlpito de madeira, que fizeram para aquele fim; e estava em pé junto a ele, à sua mão direita, Matitias, Sema, Anaías, Urias, Hilquias e Maaséias; e à sua mão esquerda, Pedaías, Misael, Melquias, Hasum, Hasbadana, Zacarias e Mesulão.
E Esdras abriu o livro perante à vista de todo o povo; porque estava acima de todo o povo; e, abrindo-o ele, todo o povo se pôs em pé.
E Esdras louvou ao Senhor, o grande Deus; e todo o povo respondeu: Amém, Amém! levantando as suas mãos; e inclinaram suas cabeças, e adoraram ao Senhor, com os rostos em terra.
E Jesuá, Bani, Serebias, Jamim, Acube, Sabetai, Hodias, Maaséias, Quelita, Azarias, Jozabade, Hanã, Pelaías, e os levitas ensinavam o povo na lei; e o povo estava no seu lugar.
E leram no livro, na lei de Deus; e declarando, e explicando o sentido, faziam que, lendo, se entendesse.
E Neemias, que era o governador, e o sacerdote Esdras, o escriba, e os levitas que ensinavam ao povo, disseram a todo o povo: Este dia é consagrado ao Senhor vosso Deus, então não vos lamenteis, nem choreis. Porque todo o povo chorava, ouvindo as palavras da lei.
Disse-lhes mais: Ide, comei as gorduras, e bebei as doçuras, e enviai porções aos que não têm nada preparado para si; porque este dia é consagrado ao nosso Senhor; portanto não vos entristeçais; porque a alegria do Senhor é a vossa força.
E os levitas fizeram calar a todo o povo, dizendo: Calai-vos; porque este dia é santo; por isso não vos entristeçais.
Então todo o povo se foi a comer, a beber, a enviar porções e a fazer grande regozijo; porque entenderam as palavras que lhes fizeram saber.
E no dia seguinte ajuntaram-se os chefes dos pais de todo o povo, os sacerdotes e os levitas, a Esdras, o escriba; e isto para atentarem nas palavras da lei.
E acharam escrito na lei que o Senhor ordenara, pelo ministério de Moisés, que os filhos de Israel habitassem em cabanas, na solenidade da festa, no sétimo mês.
Assim publicaram, e fizeram passar pregão por todas as suas cidades, e em Jerusalém, dizendo: Saí ao monte, e trazei ramos de oliveiras, e ramos de zambujeiros, e ramos de murtas, e ramos de palmeiras, e ramos de árvores espessas, para fazer cabanas, como está escrito.
Saiu, pois, o povo, e os trouxeram, e fizeram para si cabanas, cada um no seu terraço, nos seus pátios, e nos átrios da casa de Deus, na praça da porta das águas, e na praça da porta de Efraim.
E toda a congregação dos que voltaram do cativeiro fizeram cabanas, e habitaram nas cabanas, porque nunca fizeram assim os filhos de Israel, desde os dias de Jesua, filho de Num, até àquele dia; e houve mui grande alegria.
E, de dia em dia, Esdras leu no livro da lei de Deus, desde o primeiro dia até ao derradeiro; e celebraram a solenidade da festa sete dias, e no oitavo dia, houve uma assembléia solene, segundo o rito.

Neemias 8:1-18

E chegado o sétimo mês, e estando os filhos de Israel nas suas cidades, todo o povo se ajuntou como um só homem, na praça, diante da porta das águas; e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da lei de Moisés, que o SENHOR tinha ordenado a Israel.
E Esdras, o sacerdote, trouxe a lei perante a congregação, tanto de homens como de mulheres, e todos os que podiam ouvir com entendimento, no primeiro dia do sétimo mês.
E leu no livro diante da praça, que está diante da porta das águas, desde a alva até ao meio-dia, perante homens e mulheres, e os que podiam entender; e os ouvidos de todo o povo estavam atentos ao livro da lei.
E Esdras, o escriba, estava sobre um púlpito de madeira, que fizeram para aquele fim; e estava em pé junto a ele, à sua mão direita, Matitias, Sema, Anaías, Urias, Hilquias e Maaséias; e à sua mão esquerda, Pedaías, Misael, Melquias, Hasum, Hasbadana, Zacarias e Mesulão.
E Esdras abriu o livro perante à vista de todo o povo; porque estava acima de todo o povo; e, abrindo-o ele, todo o povo se pôs em pé.
E Esdras louvou ao Senhor, o grande Deus; e todo o povo respondeu: Amém, Amém! levantando as suas mãos; e inclinaram suas cabeças, e adoraram ao Senhor, com os rostos em terra.
E Jesuá, Bani, Serebias, Jamim, Acube, Sabetai, Hodias, Maaséias, Quelita, Azarias, Jozabade, Hanã, Pelaías, e os levitas ensinavam o povo na lei; e o povo estava no seu lugar.
E leram no livro, na lei de Deus; e declarando, e explicando o sentido, faziam que, lendo, se entendesse.
E Neemias, que era o governador, e o sacerdote Esdras, o escriba, e os levitas que ensinavam ao povo, disseram a todo o povo: Este dia é consagrado ao Senhor vosso Deus, então não vos lamenteis, nem choreis. Porque todo o povo chorava, ouvindo as palavras da lei.
Disse-lhes mais: Ide, comei as gorduras, e bebei as doçuras, e enviai porções aos que não têm nada preparado para si; porque este dia é consagrado ao nosso Senhor; portanto não vos entristeçais; porque a alegria do Senhor é a vossa força.
E os levitas fizeram calar a todo o povo, dizendo: Calai-vos; porque este dia é santo; por isso não vos entristeçais.
Então todo o povo se foi a comer, a beber, a enviar porções e a fazer grande regozijo; porque entenderam as palavras que lhes fizeram saber.
E no dia seguinte ajuntaram-se os chefes dos pais de todo o povo, os sacerdotes e os levitas, a Esdras, o escriba; e isto para atentarem nas palavras da lei.
E acharam escrito na lei que o Senhor ordenara, pelo ministério de Moisés, que os filhos de Israel habitassem em cabanas, na solenidade da festa, no sétimo mês.
Assim publicaram, e fizeram passar pregão por todas as suas cidades, e em Jerusalém, dizendo: Saí ao monte, e trazei ramos de oliveiras, e ramos de zambujeiros, e ramos de murtas, e ramos de palmeiras, e ramos de árvores espessas, para fazer cabanas, como está escrito.
Saiu, pois, o povo, e os trouxeram, e fizeram para si cabanas, cada um no seu terraço, nos seus pátios, e nos átrios da casa de Deus, na praça da porta das águas, e na praça da porta de Efraim.
E toda a congregação dos que voltaram do cativeiro fizeram cabanas, e habitaram nas cabanas, porque nunca fizeram assim os filhos de Israel, desde os dias de Jesua, filho de Num, até àquele dia; e houve mui grande alegria.
E, de dia em dia, Esdras leu no livro da lei de Deus, desde o primeiro dia até ao derradeiro; e celebraram a solenidade da festa sete dias, e no oitavo dia, houve uma assembléia solene, segundo o rito.


Neemias 8:1-18

E chegado o sétimo mês, e estando os filhos de Israel nas suas cidades, todo o povo se ajuntou como um só homem, na praça, diante da porta das águas; e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da lei de Moisés, que o SENHOR tinha ordenado a Israel.
E Esdras, o sacerdote, trouxe a lei perante a congregação, tanto de homens como de mulheres, e todos os que podiam ouvir com entendimento, no primeiro dia do sétimo mês.
E leu no livro diante da praça, que está diante da porta das águas, desde a alva até ao meio-dia, perante homens e mulheres, e os que podiam entender; e os ouvidos de todo o povo estavam atentos ao livro da lei.
E Esdras, o escriba, estava sobre um púlpito de madeira, que fizeram para aquele fim; e estava em pé junto a ele, à sua mão direita, Matitias, Sema, Anaías, Urias, Hilquias e Maaséias; e à sua mão esquerda, Pedaías, Misael, Melquias, Hasum, Hasbadana, Zacarias e Mesulão.
E Esdras abriu o livro perante à vista de todo o povo; porque estava acima de todo o povo; e, abrindo-o ele, todo o povo se pôs em pé.
E Esdras louvou ao Senhor, o grande Deus; e todo o povo respondeu: Amém, Amém! levantando as suas mãos; e inclinaram suas cabeças, e adoraram ao Senhor, com os rostos em terra.
E Jesuá, Bani, Serebias, Jamim, Acube, Sabetai, Hodias, Maaséias, Quelita, Azarias, Jozabade, Hanã, Pelaías, e os levitas ensinavam o povo na lei; e o povo estava no seu lugar.
E leram no livro, na lei de Deus; e declarando, e explicando o sentido, faziam que, lendo, se entendesse.
E Neemias, que era o governador, e o sacerdote Esdras, o escriba, e os levitas que ensinavam ao povo, disseram a todo o povo: Este dia é consagrado ao Senhor vosso Deus, então não vos lamenteis, nem choreis. Porque todo o povo chorava, ouvindo as palavras da lei.
Disse-lhes mais: Ide, comei as gorduras, e bebei as doçuras, e enviai porções aos que não têm nada preparado para si; porque este dia é consagrado ao nosso Senhor; portanto não vos entristeçais; porque a alegria do Senhor é a vossa força.
E os levitas fizeram calar a todo o povo, dizendo: Calai-vos; porque este dia é santo; por isso não vos entristeçais.
Então todo o povo se foi a comer, a beber, a enviar porções e a fazer grande regozijo; porque entenderam as palavras que lhes fizeram saber.
E no dia seguinte ajuntaram-se os chefes dos pais de todo o povo, os sacerdotes e os levitas, a Esdras, o escriba; e isto para atentarem nas palavras da lei.
E acharam escrito na lei que o Senhor ordenara, pelo ministério de Moisés, que os filhos de Israel habitassem em cabanas, na solenidade da festa, no sétimo mês.
Assim publicaram, e fizeram passar pregão por todas as suas cidades, e em Jerusalém, dizendo: Saí ao monte, e trazei ramos de oliveiras, e ramos de zambujeiros, e ramos de murtas, e ramos de palmeiras, e ramos de árvores espessas, para fazer cabanas, como está escrito.
Saiu, pois, o povo, e os trouxeram, e fizeram para si cabanas, cada um no seu terraço, nos seus pátios, e nos átrios da casa de Deus, na praça da porta das águas, e na praça da porta de Efraim.
E toda a congregação dos que voltaram do cativeiro fizeram cabanas, e habitaram nas cabanas, porque nunca fizeram assim os filhos de Israel, desde os dias de Jesua, filho de Num, até àquele dia; e houve mui grande alegria.
E, de dia em dia, Esdras leu no livro da lei de Deus, desde o primeiro dia até ao derradeiro; e celebraram a solenidade da festa sete dias, e no oitavo dia, houve uma assembléia solene, segundo o rito.

Neemias 8:1-18
E chegado o sétimo mês, e estando os filhos de Israel nas suas cidades, todo o povo se ajuntou como um só homem, na praça, diante da porta das águas; e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da lei de Moisés, que o SENHOR tinha ordenado a Israel.
E Esdras, o sacerdote, trouxe a lei perante a congregação, tanto de homens como de mulheres, e todos os que podiam ouvir com entendimento, no primeiro dia do sétimo mês.
E leu no livro diante da praça, que está diante da porta das águas, desde a alva até ao meio-dia, perante homens e mulheres, e os que podiam entender; e os ouvidos de todo o povo estavam atentos ao livro da lei.
E Esdras, o escriba, estava sobre um púlpito de madeira, que fizeram para aquele fim; e estava em pé junto a ele, à sua mão direita, Matitias, Sema, Anaías, Urias, Hilquias e Maaséias; e à sua mão esquerda, Pedaías, Misael, Melquias, Hasum, Hasbadana, Zacarias e Mesulão.
E Esdras abriu o livro perante à vista de todo o povo; porque estava acima de todo o povo; e, abrindo-o ele, todo o povo se pôs em pé.
E Esdras louvou ao Senhor, o grande Deus; e todo o povo respondeu: Amém, Amém! levantando as suas mãos; e inclinaram suas cabeças, e adoraram ao Senhor, com os rostos em terra.
E Jesuá, Bani, Serebias, Jamim, Acube, Sabetai, Hodias, Maaséias, Quelita, Azarias, Jozabade, Hanã, Pelaías, e os levitas ensinavam o povo na lei; e o povo estava no seu lugar.
E leram no livro, na lei de Deus; e declarando, e explicando o sentido, faziam que, lendo, se entendesse.
E Neemias, que era o governador, e o sacerdote Esdras, o escriba, e os levitas que ensinavam ao povo, disseram a todo o povo: Este dia é consagrado ao Senhor vosso Deus, então não vos lamenteis, nem choreis. Porque todo o povo chorava, ouvindo as palavras da lei.
Disse-lhes mais: Ide, comei as gorduras, e bebei as doçuras, e enviai porções aos que não têm nada preparado para si; porque este dia é consagrado ao nosso Senhor; portanto não vos entristeçais; porque a alegria do Senhor é a vossa força.
E os levitas fizeram calar a todo o povo, dizendo: Calai-vos; porque este dia é santo; por isso não vos entristeçais.
Então todo o povo se foi a comer, a beber, a enviar porções e a fazer grande regozijo; porque entenderam as palavras que lhes fizeram saber.
E no dia seguinte ajuntaram-se os chefes dos pais de todo o povo, os sacerdotes e os levitas, a Esdras, o escriba; e isto para atentarem nas palavras da lei.
E acharam escrito na lei que o Senhor ordenara, pelo ministério de Moisés, que os filhos de Israel habitassem em cabanas, na solenidade da festa, no sétimo mês.
Assim publicaram, e fizeram passar pregão por todas as suas cidades, e em Jerusalém, dizendo: Saí ao monte, e trazei ramos de oliveiras, e ramos de zambujeiros, e ramos de murtas, e ramos de palmeiras, e ramos de árvores espessas, para fazer cabanas, como está escrito.
Saiu, pois, o povo, e os trouxeram, e fizeram para si cabanas, cada um no seu terraço, nos seus pátios, e nos átrios da casa de Deus, na praça da porta das águas, e na praça da porta de Efraim.
E toda a congregação dos que voltaram do cativeiro fizeram cabanas, e habitaram nas cabanas, porque nunca fizeram assim os filhos de Israel, desde os dias de Jesua, filho de Num, até àquele dia; e houve mui grande alegria.
E, de dia em dia, Esdras leu no livro da lei de Deus, desde o primeiro dia até ao derradeiro; e celebraram a solenidade da festa sete dias, e no oitavo dia, houve uma assembléia solene, segundo o rito.

Neemias 8:1-18
E chegado o sétimo mês, e estando os filhos de Israel nas suas cidades, todo o povo se ajuntou como um só homem, na praça, diante da porta das águas; e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da lei de Moisés, que o SENHOR tinha ordenado a Israel.
E Esdras, o sacerdote, trouxe a lei perante a congregação, tanto de homens como de mulheres, e todos os que podiam ouvir com entendimento, no primeiro dia do sétimo mês.
E leu no livro diante da praça, que está diante da porta das águas, desde a alva até ao meio-dia, perante homens e mulheres, e os que podiam entender; e os ouvidos de todo o povo estavam atentos ao livro da lei.
E Esdras, o escriba, estava sobre um púlpito de madeira, que fizeram para aquele fim; e estava em pé junto a ele, à sua mão direita, Matitias, Sema, Anaías, Urias, Hilquias e Maaséias; e à sua mão esquerda, Pedaías, Misael, Melquias, Hasum, Hasbadana, Zacarias e Mesulão.
E Esdras abriu o livro perante à vista de todo o povo; porque estava acima de todo o povo; e, abrindo-o ele, todo o povo se pôs em pé.
E Esdras louvou ao Senhor, o grande Deus; e todo o povo respondeu: Amém, Amém! levantando as suas mãos; e inclinaram suas cabeças, e adoraram ao Senhor, com os rostos em terra.
E Jesuá, Bani, Serebias, Jamim, Acube, Sabetai, Hodias, Maaséias, Quelita, Azarias, Jozabade, Hanã, Pelaías, e os levitas ensinavam o povo na lei; e o povo estava no seu lugar.
E leram no livro, na lei de Deus; e declarando, e explicando o sentido, faziam que, lendo, se entendesse.
E Neemias, que era o governador, e o sacerdote Esdras, o escriba, e os levitas que ensinavam ao povo, disseram a todo o povo: Este dia é consagrado ao Senhor vosso Deus, então não vos lamenteis, nem choreis. Porque todo o povo chorava, ouvindo as palavras da lei.
Disse-lhes mais: Ide, comei as gorduras, e bebei as doçuras, e enviai porções aos que não têm nada preparado para si; porque este dia é consagrado ao nosso Senhor; portanto não vos entristeçais; porque a alegria do Senhor é a vossa força.
E os levitas fizeram calar a todo o povo, dizendo: Calai-vos; porque este dia é santo; por isso não vos entristeçais.
Então todo o povo se foi a comer, a beber, a enviar porções e a fazer grande regozijo; porque entenderam as palavras que lhes fizeram saber.
E no dia seguinte ajuntaram-se os chefes dos pais de todo o povo, os sacerdotes e os levitas, a Esdras, o escriba; e isto para atentarem nas palavras da lei.
E acharam escrito na lei que o Senhor ordenara, pelo ministério de Moisés, que os filhos de Israel habitassem em cabanas, na solenidade da festa, no sétimo mês.
Assim publicaram, e fizeram passar pregão por todas as suas cidades, e em Jerusalém, dizendo: Saí ao monte, e trazei ramos de oliveiras, e ramos de zambujeiros, e ramos de murtas, e ramos de palmeiras, e ramos de árvores espessas, para fazer cabanas, como está escrito.
Saiu, pois, o povo, e os trouxeram, e fizeram para si cabanas, cada um no seu terraço, nos seus pátios, e nos átrios da casa de Deus, na praça da porta das águas, e na praça da porta de Efraim.
E toda a congregação dos que voltaram do cativeiro fizeram cabanas, e habitaram nas cabanas, porque nunca fizeram assim os filhos de Israel, desde os dias de Jesua, filho de Num, até àquele dia; e houve mui grande alegria.
E, de dia em dia, Esdras leu no livro da lei de Deus, desde o primeiro dia até ao derradeiro; e celebraram a solenidade da festa sete dias, e no oitavo dia, houve uma assembléia solene, segundo o rito.

Neemias 8:1-18
 
INTRODUÇÃO:


Vivemos dias onde o caos está se instalando. Dias tenebrosos. Dias sinistros. Todas as bases da sociedade estão frouxas: aliança, família, fraternidade. Está tudo invertido, bagunçado e tende a piorar. Esses dias deveriam produzir multidões de pessoas angustiadas ao extremo, em estado de alerta. Mas não vemos esse tipo de pessoas. 

I. O CONCEITO MASSIFICADO DE ALEGRIA: ESTÁ TUDO BEM, VAI DAR TUDO CERTO!

O conceito de alegria moderno, que possuímos dentro de muitas Igrejas evangélicas, é um conceito hedonista, com foco no homem e na satisfação de suas próprias necessidades. Trata-se de uma ALEGRIA puramente SENTIMENTAL, baseada nos sentidos físicos e nas emoções. A alegria atual, buscada ansiosamente por muitas pessoas, é o sentimento derivado da solução dos problemas imediatos, do alcance das realizações pessoais, da satisfação dos prazeres e, se possível, da ausência de problemas. E há toda uma atividade sendo executada para nos conceder exatamente o que buscamos! Temos fácil acesso a vários tipos de programas religiosos que enfatizam o nosso bem-estar físico e emocional! Cultos-shows, mensagens de auto-ajuda cheias de "bons conselhos" e de "dicas para o sucesso", de ditos líderes que estão preocupados em satisfazer a vontade daqueles que os ouvem e pagam por isso (por meio de ofertas e dízimos). 

Certa vez, ouvi do vice-presidente da denominação onde congregava que o povo estava reclamando das minhas mensagens. Esse irmão passava semana após semana me "alertando" acerca da insatisfação dos "irmãos". Ele dizia que estavam reclamando porque minhas mensagens, segundo eles, só focavam em exortações. Em necessidade de arrependimento e mudança de vida. Em tom de ameaça, ele dizia: "Olha pastor! As pessoas estão reclamando de suas mensagens! Estão insatisfeitas! O presidente está sabendo de tudo! Ele sabe de tudo que acontece aqui! Ele vai remover o irmão do ministério! Você vai perder o ministério! E blá, blá, blá...!" O queixume se repetia semana após semana! E não parou por aí: o queixume que esse dito líder se colocou como "transmissor fidedigno" variava: ora eram as mensagens, ora era o louvor ("estão reclamando que o pastor perturba o louvor; fica escolhendo o que vão cantar e sua voz atrapalha o culto"), ora eram as orações ("estão reclamando que o pastor ora muito e atrapalha o início do louvor") e por aí vai. Obviamente, esse dito líder, vice-presidente de denominação, estava "preparando o terreno" para assumir a liderança em meu lugar, "roubando o coração do povo" como Absalão fez com Davi (II Sm 15.1-6). Costurou alianças para este mister. Ao final, logrou êxito, como não poderia deixar de ser. Vida que segue. Note, contudo, o que aconteceu: esse "Absalão" do séc. XXI logrou êxito porque ele deu ao povo o que o povo queria, não o que Deus desejava: foi empossado líder, e eu abandonado ao ostracismo! Fazer as vontades das pessoas, independentemente de quais sejam, é o caminho mais rápido e garantido para a liderança, seja ela em denominação religiosa, seja ela no mundo. É o jeito fácil de ser aclamado líder, de ser empossado em cargos e posições, de ser carregado nos ombros, de ter "carta branca" para fazer o que bem entender. Mensagens como "5 passos para sua felicidade total", "7 conselhos bíblicos de como obter sua cura", "semeando no reino hoje para colher agora", dentre outras, fazem muito mais sucesso do que aquelas que falam de um Deus santo e justo. 

O fato é que há toda uma atuação da mídia, mesmo das pessoas nas Igrejas, cantando para todo o mundo uma melodia mentirosa, nos anestesiando nestes dias: "Está tudo desabando, mas está tudo bem". O mundo vive em rumores de guerras, mas está tudo bem! Mulheres são estupradas a todo instante (uma a cada 11min no Brasil), mas está tudo bem! As tragédias se acumulam (Brumadinho, queda de aeronaves, incêndios, as Torres gêmeas, inundações, milhares de mortos e desabrigados, crise na Venezuela e noutros países, êxodo de pessoas, etc.), mas está tudo bem! A mensagem é "ESTÁ TUDO BEM!". Com isso, a maioria de nós investe toda a vida, toda energia, toda alma nas coisas desta terra. Há uma explosão de futilidades, tanto na mídia como na Igreja, de forma a acalmar as pessoas diante da situação caótica em que vivem. Há uma CANÇÃO ANESTÉSICA sendo cantada a verso e prosa, com o objetivo de amortercer a nossa percepção espiritual da situação do mundo, do discernimento espiritual do tempo em que nos encontramos (II Pe 3.3,4).

Por isto estamos como ZUMBIS, andando alienados da verdade de Deus e da verdade da Sua Palavra que é Ele em pessoa. O mundo olha para a Igreja e a vê alienada, então diz: “Está tudo bem”. Vivemos numa contradição, pregamos sobre o mundo que não presta, que as pessoas precisam vir para Jesus porque esse mundo vai ter um fim, mas na prática agimos como se isso não fosse urgente ou mesmo se não fosse acontecer. O mundo ri da nossa contradição: “Eles não crêem no que falam, não crêem no que Lêem, olhem para suas vidas: eles se casam e se dão em casamento; eles compram e vendem, ajuntam tesouros, seus cultos focam no aqui e agora, enfatizam ter grana e dar grana. Dizem que amam, mas é tudo mentira: cada vez se odeiam mais e mais por tudo, por política, pela Bíblia, por denominação. Traem uns aos outros, mentem uns para os outros. São falsos uns para com os outros. Eles agem exatamente como nós!”. Por isso, a mensagem da igreja é sem poder, sem autoridade: porque não passa de discurso vazio, sem Bíblia, sem Deus, sem vida! É só letra! Pregação bíblica não é pregação da letra, mas pregação do Espírito! E Espirito obrigatoriamente gera vida, primeiro no pregador e depois nos ouvintes a quem Deus toca os corações!  

Uma vez tive a oportunidade de ver isso, o agir do poder de Deus por meio da mensagem! Sei que Deus sempre age, mas dessa vez Ele me mostrou isso. Estava pregando a Palavra de Deus nunca certa ocasião, sobre a necessidade de arrependimento versus o destino eterno. A grei pouco reagiu a mensagem, graças a Deus! rs. Mas ao final do culto, duas moças entraram em meu gabinete, chorando, vindas da rua. Estavam se drogando. Elas disseram que ouviram na rua a minha mensagem e que esta havia sido dita para elas! Elas não queriam se perder eternamente, queriam ser livres da vida que levavam, das drogas e da imoralidade, queriam Jesus! Foi o apelo mais fácil que já fiz! Com esse episódio, Deus me mostrou a décima parte do bilhão do poder de Sua Palavra, quando o Espírito é pregado e não a letra! 

O mundo jaz no maligno! As pessoas estão morrendo, perdidas, sem salvação. A violência aumenta. A apostasia aumenta. O amor dos crentes se esfria. O mundo está cada vez mais materialista. Enquanto isso, a Igreja está alienada. A Igreja alienada só reforça o estado de zumbi do mundo. A Igreja fala de alcançar alvos; como ALCANÇAR ALVOS NUM MUNDO QUE ESTÁ DESABANDO?! A Igreja precisa sintonizar o mundo, saber o momento em que vive! Mas não está cumprindo o seu papel! (Is 21.11,12)

II. A PALAVRA DO SENHOR: NÃO ESTÁ NADA BEM COM A IGREJA, NEM COM O MUNDO!

Esdras fez a leitura do livro da Lei do Senhor perante toda a congregação de Israel, de homens como de mulheres, e de todos os entendidos para ouvirem (v.2). A Bíblia diz que os ouvidos de todo povo estavam atentos ao livro da lei (v.3). Há dois fatos importantes aqui: primeiro, a leitura do Livro da Lei de Deus. Segundo, os ouvidos atentos para ouvirem essa leitura. 

Hoje, falta – e muito – a leitura do Livro da Lei perante o povo de Deus, na Casa de Deus. Há muito mais preocupação com músicas, com números especiais, com oportunidades, com grana, com manifestações ditas espirituais, que só servem para tirar o foco principal do culto ao Senhor. Há denominações que na hora do ofertório fazem pregação sobre o tema (em geral, mensagens que enfocam as maldições de não dar grana versus as bênçãos que vem exclusivamente de dar grana). Os dirigentes de culto não estão mais interessados em pregarem a Lei de Deus. Não estão mais interessados em fazer a leitura reverente da Palavra. Estão preocupados em “agitar os ouvintes”, cativando-os com a melodia “está tudo bem”. 

Por outro lado, os crentes não tem buscado ouvir com ouvidos espirituais, com atenção e interesse em obedecer, a Palavra de Deus. Igreja onde a ênfase é a Palavra está cada vez mais raro em nossos dias; mesmo aquelas que pretensamente pregam a Bíblia não vivem o que pregam. Somos um povo apóstata, um povo desviado da Lei do Senhor e, consequentemente, do Senhor da Lei.

Em Neemias, o livro da Lei foi então lido e explicado o sentido do texto, de forma que os levitas que ensinavam faziam com que o povo lendo o livro, o entendesse (v.8,9). Levitas (sacerdotes) peritos na Palavra! Pessoas vocacionadas com capacitação sobrenatural para fazerem entender a Palavra de Deus, tornando-a simples aos ouvidos de quem ouve! Possibilitando a aplicação pessoal da Lei! Sendo instrumentos de Deus para transformação de vidas pela Palavra! Sendo conhecedores e praticantes da Palavra! Não é psicologia! Não é auto-ajuda! É A PALAVRA DE DEUS! Ela é a única, se crida e praticada, que pode transformar verdadeiramente o indivíduo e a igreja!

O povo realmente entendeu a leitura, porque todo o povo chorava, ouvindo as palavras da lei (v.9). Meu irmão, entenda de uma vez por todas: não está nada bem! Você, que vive sua vidinha sem se importar com aquilo que Deus se importa, está na verdade distante de Deus! Você é um crente idólatra! Você é religioso, mas sem vida, cheio de orgulho de si mesmo (Rm 2.17-24)! Muitos hoje não se convertem por causa de nós, por causa da Igreja! Por causa dos escândalos, do mar de lama podre, mais fedorenta do que a do mundo, onde os crentes sem Deus vivem! Pense nisso: AS PESSOAS ESTÃO PERECENDO ETERNAMENTE, enquanto nós estamos vivendo como se tudo estivesse às mil maravilhas! Fechados em nossos cultinhos sem vida e sem graça, em nossa vidinha mais ou menos, em nossa religião dominical de toma lá da cá! Brigando por cargos e títulos, disputando quem canta, quem prega, quem dirige, quem aparece mais, que é "promovido" ou "rebaixado" na hierarquia religiosa! Está tudo bem? Não! Não está nada bem, está é muito mal! 


III. A VERDADEIRA ALEGRIA SOMENTE SERÁ POSSÍVEL NUMA ÚNICA CONDIÇÃO!

O povo em Neemias entendeu a Palavra do Senhor, por isso chorou. A Lei, esquecida e quebrada, estava agora sendo reestabelecida novamente como a regra de fé e prática da comunidade pós-exílica e essa Lei trouxe à luz muitos pecados no passado histórico do povo. As lágrimas se misturavam com a gratidão de ser mais uma vez uma nação, tendo um culto divino e uma lei divina em seu meio. Arrependimento! Ah, como falta isso! Arrependimento não é doutrina, é ALGO PARA SER VIVIDO - E TODO O DIA! Arrependimento para com Deus e também para com o irmão! Não é varrer para baixo do tapete e fingir que está tudo bem, porque não está! É reconhecer as muitas faltas e desvios, clamar a Deus e aos irmãos por misericórdia!

Os levitas acalmaram então o povo, porque aquele dia era dia santo. Era a Festa das Trombetas, que precedia a Festa dos Tabernáculos. A Festa das Trombetas aponta para o arrebatamento da Igreja (I Ts 4.16). Aponta para o casamento da Igreja com Cristo, as Bodas do Cordeiro. A noiva deveria estar focada, se preparando para este grande dia! Porém, há muitas coisas relacionadas com esta vida ocupando a mente da Noiva. O mundo está desabando, as pessoas estão alienadas e a Igreja junto com elas! (Ap 19.7-9) Portanto, óh noiva, escutai a trombeta do Senhor: ACORDE! "Desperta, ó tu que dormes, levanta-te de entre os mortos, e Cristo te iluminará" (Ef 5.14).

A Festa dos Tabernáculos aponta para Jesus tabernaculando entre nós, é o Senhor no meio do Seu povo (Jo 1.14). O Senhor Jesus morará com Seu povo na Terra; morará para sempre na cidade santa. Porém, ficarão de fora “os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira.” (Ap 22.15)

A paz só é possível, portanto, para quem entende, pela Lei de Deus, que o alvo do cristão não é se dar bem nesse mundo. Não é investir tempo, dinheiro, atenção, recursos, emoções, vida em coisas desse mundo, em juntar tesouros nesse mundo, mas sim no preparo para o casamento com Cristo. O arrebatamento está chegando, Jesus está voltando. Há outro mundo, outra pátria! Há uma nova cidade para aqueles que forem fiéis! Hoje, contudo, é tempo de lamentar, de andarmos tristes porque o Senhor nos foi tirado. É tempo de jejuar, como filhos das bodas, pelo Esposo (Mt 9.15). 


Para isso, Deus tem uma solução: Colocar Atalaias sobre o muro que estarão vendo o que está acontecendo no mundo e na igreja! "Ó Jerusalém, sobre os teus muros pus guardas, que todo o dia e toda a noite jamais se calarão; ó vós, os que fazeis lembrar ao Senhor, não haja descanso em vós, Nem deis a ele descanso, até que confirme, e até que ponha a Jerusalém por louvor na terra." (Isaías 62:6,7) Como explica o pr. Jim Reimer (https://simissions.org/day-133-watchmen-on-the-wall/) em seu sermão "Watchmen on the Walls", Isaías usa o termo, atalaias, para descrever metaforicamente o ministério do intercessor. No capítulo 52, esses guardas deviam anunciar a vinda do Senhor para Sião. Eles deviam continuar a procurar todos os sinais proféticos para a Sua vinda e declarar esta Boa Nova com cânticos e alegria. Neste sentido, um atalaia devia procurar diligentemente na Palavra de Deus e discernir os tempos e as estações que foram profeticamente descritos nas Escrituras.

Os sinais do fim desta era e a vinda do Senhor vão encontrar muita gente desprevenida, pois a Bíblia diz que o Senhor virá como um ladrão na noite. Quando se está "no escuro", podemos ser apanhados de surpresa, por esta razão, foi-nos dado o Espírito Santo, para nos fazer compreender a Palavra de Deus, a fim de estarmos preparados para a Sua vinda. Paulo disse à igreja de Tessalónica para estar desperta e sóbria, para não ser apanhada de surpresa. 

É preciso ouvir o que o Espírito diz às Igrejas!

Pense nisso!
Graça e paz!