Depois toda a congregação dos filhos de Israel partiu do deserto de Sim pelas suas jornadas, segundo o mandamento do Senhor, e acampou em Refidim; não havia ali água para o povo beber.
Então contendeu o povo com Moisés, e disse: Dá-nos água para beber. E Moisés lhes disse: Por que contendeis comigo? Por que tentais ao Senhor?
Tendo pois ali o povo sede de água, o povo murmurou contra Moisés, e disse: Por que nos fizeste subir do Egito, para nos matares de sede, a nós e aos nossos filhos, e ao nosso gado?
E clamou Moisés ao Senhor, dizendo: Que farei a este povo? Daqui a pouco me apedrejará.
Então disse o Senhor a Moisés: Passa diante do povo, e toma contigo alguns dos anciãos de Israel; e toma na tua mão a tua vara, com que feriste o rio, e vai.
Eis que eu estarei ali diante de ti sobre a rocha, em Horebe, e tu ferirás a rocha, e dela sairão águas e o povo beberá. E Moisés assim o fez, diante dos olhos dos anciãos de Israel.
E chamou aquele lugar Massá e Meribá, por causa da contenda dos filhos de Israel, e porque tentaram ao Senhor, dizendo: Está o Senhor no meio de nós, ou não? (Êxodo 17:1-7)
Chegando os filhos de Israel, toda a congregação, ao deserto de Zim, no mês primeiro, o povo ficou em Cades; e Miriã morreu ali, e ali foi sepultada.
E não havia água para a congregação; então se reuniram contra Moisés e contra Arão.
E o povo contendeu com Moisés, dizendo: Quem dera tivéssemos perecido quando pereceram nossos irmãos perante o Senhor!
E por que trouxestes a congregação do Senhor a este deserto, para que morramos aqui, nós e os nossos animais?
E por que nos fizestes subir do Egito, para nos trazer a este lugar mau? lugar onde não há semente, nem de figos, nem de vides, nem de romãs, nem tem água para beber.
Então Moisés e Arão se foram de diante do povo à porta da tenda da congregação, e se lançaram sobre os seus rostos; e a glória do Senhor lhes apareceu.
E o Senhor falou a Moisés dizendo:
Toma a vara, e ajunta a congregação, tu e Arão, teu irmão, e falai à rocha, perante os seus olhos, e dará a sua água; assim lhes tirarás água da rocha, e darás a beber à congregação e aos seus animais.
Então Moisés tomou a vara de diante do Senhor, como lhe tinha ordenado.
E Moisés e Arão reuniram a congregação diante da rocha, e Moisés disse-lhes: Ouvi agora, rebeldes, porventura tiraremos água desta rocha para vós?
Então Moisés levantou a sua mão, e feriu a rocha duas vezes com a sua vara, e saiu muita água; e bebeu a congregação e os seus animais.
E o Senhor disse a Moisés e a Arão: Porquanto não crestes em mim, para me santificardes diante dos filhos de Israel, por isso não introduzireis esta congregação na terra que lhes tenho dado.
Estas são as águas de Meribá, porque os filhos de Israel contenderam com o Senhor; e se santificou neles. (Números 20:1-13)
Refidim significa "repouso", “Lugar de Descanso”, ou ainda, “Lugar de Refrigério”, e é um nome apropriado para a parte central do Wadi Feiran - o ponto mais fértil em toda a península, onde geralmente há água abundante, rica vegetação e numerosas palmeiras. (Lepsius, Tour de Tebas ao Sinai, pp. 21, 37; Stanley, Sinai e Palestina, pp. 40, 41). Era um oásis em meio ao deserto. Provavelmente havia em todos a expectativa de que lá chegando, sua sede seria saciada. Porém não havia água em Refidim (Êx 17.1) e, em sua impaciência, o povo estava pronto para apedrejar Moisés, como se ele fosse a causa daquela situação. Segundo eles, Moisés os teriam conduzido àquele lugar "para que morramos aqui, nós e os nossos animais"; um lugar "mau", "onde não há semente, nem de figos, nem de vides, nem de romãs, nem
tem água para beber." Rapidamente, esqueceram-se das promessas de Deus, de todo o livramento sobrenatural no Egito e de toda a proteção de Deus ao longo da jornada.
Veja: Israel era guiado pelo Senhor por meio da nuvem e da coluna de fogo, sendo levado até Refidim pelo próprio Senhor, o qual sabia que não havia água ali! Sim, não foi Moisés, mas sim o próprio Deus quem os havia levado a Refidim. Por que?
I. REFIDIM É O LUGAR DE TESTAR A CONFIANÇA EM DEUS.
A razão do Senhor levar Seu povo Refidim é fazê-los viver em contínua dependência Dele, nas mínimas coisas. Não há verdadeiro relacionamento com Deus sem haver genuína dependência Dele. DEPENDER DE DEUS É O QUE A BÍBLIA CHAMA DE FÉ.
Hoje há muita gente falando de fé. Falam que é preciso ter fé para alcançar bênçãos, incentivam as pessoas a exercerem sua fé por meio de declarações de fé e de provas de fé: se você crê, então dê isso ou aquilo - dê sua grana, dê a melhor nota que está no seu bolso, dê suas posses, dê seu "sacrifício de fé". Uma fé tal como essa é louvada nos meios religiosos, porque mantém os bolsos cheios daqueles que se valem dela para apascentarem a si mesmos. No entanto, este tipo de fé está radicalmente contrário ao conceito bíblico de fé! Trata-se de uma fé superficial, positivista, materialista e circunstancial. Uma fé que fenece com a mudança/prolongamento da circunstância vivenciada.
A fé bíblica envolve um relacionamento de confiança com e em Deus. A medida que vou me relacionando com Deus, mas vou conhecendo-O e mais vou confiando Nele. E a medida que cada vez mais vou confiando Nele, mais vou me relacionando com Ele! Não envolve necessariamente "dar alguma coisa", mas sim "viver com alguém", como num relacionamento amoroso, onde a intimidade cresce a medida que o relacionamento avança. É nessa base que o ensino de Jesus sobre "pedi, pedi" se fundamenta - é o pedido de um(a) filho(a) para Seu Pai: "Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque, aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, abrir-se-lhe-á. E qual dentre vós é o homem que, pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra? E, pedindo-lhe peixe, lhe dará uma serpente? Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem?" (Mateus 7:7-11) Percebe? Não é a relação "divindade x homem", baseada no egoísmo de ambas as partes, típica das religiões; é, antes, a relação familiar, de um amoroso Pai atento às necessidades e pedidos dos seus amados(as) filhos(as)!
Esse relacionamento é o centro, o núcleo básico de toda a fé cristã. Esse relacionamento foi estabelecido na criação do homem, quebrado pelo homem e restaurado por Deus por meio de Cristo Jesus! Precisamos compreender que nosso pecado no Éden foi mais do que simplesmente comer um fruto proibido. Foi uma ação movida pela dúvida acerca do caráter de Deus: “Deus realmente não se importa com você. Deus realmente não tem seus melhores interesses no coração. Ele só se importa com Ele mesmo: Ele não quer compartilhar o melhor com vocês”! (Gn 3.5)
Isso nos remete a maior crise que um homem pode experimentar: a crise de fé. CRISE DE FÉ DO HOMEM – CONFIAR OU NÃO EM DEUS? É com essa decisão que nos deparamos todos os dias da nossa vida: confio em Deus ou não? Se Deus terá um povo escolhido exclusivo para Si, esse povo também deverá escolher exclusivamente Deus. E ISSO EM TODAS AS COISAS E EM TODAS AS HORAS, EM TODAS AS CIRCUNSTÂNCIAS E OCASIÕES. Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, na vida e na morte! Os reveses da vida não acontecem porque Deus deixou de nos amar, nunca! O amor de Deus por nós é sempre o mesmo, intenso e puro, no mais alto grau possível; Deus nos ama com TODO o Seu ser - Ele é Amor!
Refidim, portanto, é o lugar onde a Providência nos traz para o julgamento de nossa fé, para que Deus seja glorificado em nosso alívio! O REFRIGÉRIO NÃO É O LUGAR, MAS DEUS CONOSCO NESSE LUGAR! O refrigério é possível mesmo em meio a situações desfavoráveis ou negativas, porque o refrigério é uma Pessoa: é Jesus! O refrigério SEMPRE será uma realidade na vida daquele que crê em Jesus, mesmo que acamado e doente, mesmo que pobre, mesmo que triste ou de luto! Essa é a grande lição que Deus queria ensinar ao Seu povo, levando-os a um oásis sem água! No entanto, o que aconteceu? Porque não havia água em Refidim, todos os israelitas começaram a murmurar, e a questionar a Moisés. Por causa deste episódio, o lugar passou a ser chamado de Meribá, que significa “contenda”. Tudo porque tentaram ao Senhor, dizendo: “Está o Senhor no meio de nós, ou não?” (vv.3,7).
Eles começaram a questionar se Deus estava com eles ou não, mesmo após eles terem recebido tremendas provas do poder e da bondade de Deus. ELES, AO MURUMURAREM, CONTENDERAM COM O SENHOR. A murmuração deles gerou contenda com Deus! Contenda é sinônimo de litígio, de briga, de desavença, de conflito. Eles arrumaram briga com Deus! Reclamaram, reclamaram, reclamaram... falaram o que não devia, falaram demais! Essa é uma das consequências da murmuração: comprar briga com Deus. Deus é bom; Sua bondade e Sua misericórdia nos seguem todos os dias da nossa vida (Sl 23.6), mas basta que enfrentemos uma situação ruim - ou mesmo que visualizemos a possibilidade de enfrentá-la - que rapidamente nos esquecemos do Amor de Deus por nós! Rapidamente nos esquecemos do Senhor, e passamos a nos queixar uns para com os outros sobre Deus! Ao passar reveses, nunca queixe-se de Deus!
Por que murmuraram? Pela mesma razão porque murmuramos: porque imaginamos que a presença do Senhor é a garantia de que jamais atravessaremos momentos de privações e tribulações. Por isso, tão logo enfrentemos adversidades, começamos a murmurar, pondo o Senhor à prova. E qual é a primeira idéia que vem a mente numa hora como esta? A ideia de retroceder. Em Meribá, Israel considerou retroceder. O presente marcado pela adversidade era ofuscado pelo passado de abundância no Egito. Naquele instante, a Terra Prometida, antes tão almejada, parecia não passar de uma miragem. Será que valeria a pena prosseguir? Os hebreus chegaram a dizer que preferiam ter morrido à ter que passar por aquela situação (Nm 20.3). Quantas vezes também pensamos em retroceder? Em voltar para o mundo, para as facilidades e prazeres fáceis, do que encarar os desafios de fé à nossa frente! Ficamos a imaginar como teria sido se tivéssemos ficado por lá. Refidim é lugar marcado pelo futuro do pretérito, que nos excita a questionar como poderia ter sido diferente. Nessas horas, lembre-se: O Senhor não tem prazer em quem recua, mas em quem vive pela fé (Hb 10.38). O Egito - o mundo - nunca será uma opção para aqueles que dele foram libertos por Deus! É melhor ir com Deus na jornada pelo deserto da existência do que voltar para o Egito, lugar dos prazeres mundanos contínuos e da escravidão do pecado!
Todos nós, querido(a) leitor(a), que somos de Deus, vamos viver mais dia menos dia o nosso deserto pessoal com o Senhor! Todos nós teremos que passar aflições, angústias, desespero, tristezas e mágoas! Iremos para o deserto com o Senhor por várias razões e circunstâncias - mesmo até por optar em seguir ao Senhor e Dele não abrir mão não importa o que aconteça! Não importando o que precise ser perdido e/ou deixado para trás, sempre devemos seguir firmemente o Senhor Jesus no nosso viver! Cargos, títulos, posições, renome, bens, propriedades, etc..., às vezes até pessoas que amamos... cada um sabe aquilo que o Senhor demanda que seja deixado para O seguir, esse é um chamado pessoal com demandas individuais não generalizáveis e não extensíveis a ninguém!
II. A PROVISÃO VIRÁ EM REFIDIM, SE VOCÊ PERMANECER FIEL AO SENHOR A DESPEITO DAS CIRCUNSTÂNCIAS.
Para mostrar Seu poder, bem como Sua piedade, e fazer de Refidim um milagre de misericórdia, o Senhor mandou Moisés falar à Rocha, de forma que ela desse água para Seu povo: "falai à rocha, perante os seus olhos, e dará a sua água" (Nm 20.8). Aquela rocha seguia Israel. É interessante notar que enquanto no texto de Números a ordem é falar a rocha, no texto de Êxodo a ordem é ferir a rocha. Podemos juntar ambas as instruções: Moisés deveria pegar seu cajado, falar a rocha que desse água e com o cajado então realizar o milagre, exatamente como ele fez na ocasião do mar Vermelho: "Assim diz o Senhor: rocha, dê água!" e então Moisés bateria com o cajado nela e a água brotaria da rocha diante do povo, que veria que o Senhor havia operado o milagre diante deles!
Aquela Rocha que seguia Israel era Cristo (I Co 10.4). Precisamos aprender a depender da graça de Cristo em meio às nossas lutas e batalhas pessoais, aos nossos desertos individuais. Aprender a confiar no Senhor. Havia um suprimento constante e abundante dessa água para os filhos de Israel. E esta água flui de Cristo no deserto estéril deste mundo, para refrescar nossas almas, até que venha a glória eterna de Jesus, o Rei dos reis e Senhor dos senhores! Beber da água que Cristo dá é o que precisamos para ter uma fonte dentro de nós que nos dessedentará nos desertos da vida: "mas quem beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Pelo contrário, a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna" (João 4:14). Agora, note: é beber de Cristo, diretamente Dele! Não do poço da religião ou do Graal da invencionice mundana! Na hora da sede, a religião manda você beber da água turva do seu poço fundo, cheia de triunfalismos irreais, de "boas obras com aparência de piedade" mas inúteis quanto a natureza e realidade espiritual; o mundo manda beber da psicologia e da filosofia, da auto-ajuda e do conhecimento. Mas só Jesus pode dar a água que mata definitivamente a sede humana!
Moisés sabia o que precisava ser feito. Mas o que ele fez? "Então Moisés levantou a sua mão, e feriu a rocha duas vezes com a sua vara" (Nm 20.11). Ele não falou! E ainda por cima deu duas pancadas na rocha! Na fala dele, é fácil perceber que estava irado - e muito! Porém, quando ele agiu assim, ferindo a rocha sem falar com ela, com ira, além de desobedecer ao Senhor ele fez parecer que ele era a fonte do milagre! Esse era o problema, veja o que Deus disse: "Porquanto não crestes em mim, para me santificardes diante dos filhos de Israel". Noutras palavras, "Vocês não me santificaram diante deles! Eles estão achando que o milagre é de vocês, que vocês são a fonte da bênção!" Aqui vai um sonoro e reverberante "ai" para os pastores, apóstolos, profetas, donos de denominação, presidentes, etc. que se assenhoram de pessoas, que agem como se eles fosse deus, que se auto-glorificam por aquilo que as pessoas recebem de sobrenatural, como se fossem eles a causa disso! Os que assim agem, estão roubando a glória de Deus para si mesmos! Não estão santificando o Senhor! Deus reprovou aquela atitude de Moisés e, por causa dela, ele não poderia entrar na terra prometida; assim também esses que assim agem ficarão de fora da bênção de Deus!
Perceba que há mais envolvido aqui: se olharmos agora a partir da revelação do Novo Testamento, Moisés feriu com ira 2 vezes a... Cristo! Ele deveria falar a Cristo e então, com sua vara, tocá-lo com fé, obedecendo a Deus, de forma que as águas da vida fluíssem do Senhor! Não dar pancadas iracundas no Senhor: "como é Senhor, vai dar ou não essa bênção?" Tem gente que fala assim com Deus, cheio de arrogância, de empáfia! Cheio de palavras de ordem, como se o Senhor fosse seu servo! Blasfemos isolentes! Tão pensando que estão falando com quem?? "Se não der, rasgo a Bíblia!" Pois vai rasgar não uma, mas dezenas; e ter seu nome rasgado do livro da vida - se é que algum dia teve o nome escrito nele! QUEM DETERMINA SE DÁ OU NÃO DÁ UMA BÊNÇÃO É O SENHOR, NÃO VOCÊ! É Ele quem determina a extensão da jornada de cada um no deserto - se 1 dia, se 10 dias, se 100 dias, se 1000 dias, se 40 anos ou se a vida toda! É Ele quem dá a Sua água e o Seu pão que desce do céu! É Ele que tem poder sobre a vida para a tirar ou sobre a morte para torná-la em vida! O diabo e todo o inferno se curvam diante Dele, pois sabem que Ele é Senhor; Tiago nos diz que os demônios crêem na existência do Senhor — e tremem diante Dele! (Tg 2.19) NÃO QUEIRA DAR SHOWZINHO USANDO DEUS!
Querido(a), confie no Senhor e fale com Ele – mas não bata Nele de jeito nenhum! Não bata na Rocha! Não cometa violência contra ela! Não crie piore ainda mais as coisas, brigando com o Senhor por causa da sua necessidade! Tenha respeito pelo Senhor, santifique-O em sua vida! Na relação com o Senhor - e em toda a vida - a gente é sempre humilde e quebrantado! Ele é Rocha Eterna, se Ele cair sobre nós viramos pó e se cairmos sobre Ele ficamos em pedaços (Mt 21.44)! Diante Dele a terra treme, o mar fumega e os montes se abatem! Ele é o Todo-Poderoso, Aquele que era, que é e que há de vir, o Primeiro e o Último, o Alfa e o Ômega de toda a criação, quer visível quer invisível! Ele é o Leão da Tribo de Judá, a raiz de Davi, Aquele que esteve morto e reviveu! Assim, diante dele, honra e respeito, reverência, quebrantamento e súplica, temor e tremor: "Ao Senhor dos exércitos, a ele santificai; e seja ele o vosso temor e seja ele o vosso assombro" (Is 8.13)! LEMBRE-SE: BATER NA ROCHA CUSTOU A ENTRADA NA TERRA PROMETIDA PARA MOISÉS, E PODE CUSTAR A SUA BÊNÇÃO PROMETIDA TAMBÉM!
Moisés preservou sua imagem diante de Israel, mas expôs a autoridade de Deus. Por querer dar espetáculo, surrou a rocha, em vez de tão-somente lhe dirigir a palavra: Não vá além do que Deus mandou. A água vai jorrar de um jeito ou de outro, mas devemos nos importar antes com o que é certo do que com o que dá certo. Os homens querem o espetáculo, o show, a performance. Mas Deus requer fidelidade à toda prova. É MELHOR O QUEBRANTAMENTO E O ESPÍRITO DE SÚPLICAS DO QUE ARROGÂNCIA, PORQUE DEUS RESISTE AOS SOBERBOS MAS DÁ GRAÇA AOS HUMILDES. (I Co 2.3)
Refidim é lugar de refrigério ou de contenda, depende de você.
Pense nisso!
Graça e paz!
(SERMÃO MINISTRADO EM 29/01/2017 - SOLI DEO GLORIA)
quarta-feira, 15 de maio de 2019
sexta-feira, 10 de maio de 2019
VERDADES SOBRE A VOLTA DE JESUS NA PARÁBOLA DAS DEZ VIRGENS
Então o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do esposo.
E cinco delas eram prudentes, e cinco loucas.
As loucas, tomando as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo.
Mas as prudentes levaram azeite em suas vasilhas, com as suas lâmpadas.
E, tardando o esposo, tosquenejaram todas, e adormeceram.
Mas à meia-noite ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo, saí-lhe ao encontro.
Então todas aquelas virgens se levantaram, e prepararam as suas lâmpadas.
E as loucas disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas se apagam.
Mas as prudentes responderam, dizendo: Não seja caso que nos falte a nós e a vós, ide antes aos que o vendem, e comprai-o para vós.
E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta.
E depois chegaram também as outras virgens, dizendo: Senhor, Senhor, abre-nos.
E ele, respondendo, disse: Em verdade vos digo que vos não conheço.
Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir.
(Mateus 25:1-13)
Jesus diz que a realidade do Reino dos Céus, na Terra, particularmente no que se refere a Sua segunda vinda, seria semelhante a um casamento. Devemos lembrar que enquanto a noiva é a Igreja em sua unidade coletiva, os personagens contrastados, membros da Igreja, são aqui representados pelas virgens.
Segundo o costume da época, depois que os casamentos eram concluídos na casa do pai da noiva, o noivo trazia a noiva para sua própria morada. O costume judaico exigia que as damas de honra esperassem na casa do noivo, para recebê-lo e à noiva, e como era comum que isso ocorresse depois do pôr-do-sol, elas recebiam lâmpadas.
I. AS DEZ VIRGENS E A REALIDADE DOS QUE PROFESSAM FÉ EM CRISTO NOS ÚLTIMOS DIAS.
As dez virgens representam a totalidade daqueles que esperam o retorno de Jesus; portanto, daqueles que conhecem a realidade de Sua vinda e crêem nessa promessa. Dessas dez virgens, 05 eram prudentes, 05 eram néscias (ignorantes). Nos últimos dias, haverá dois grandes grupos de pessoas dentre aqueles que professam fé em Cristo: os néscios (ou loucos) e os prudentes.
Os Prudentes são aqueles que permanecem em estado de contínua vigilância, sempre verificando o seu estado espiritual de acordo com a Palavra de Deus – “Examine-se, pois, o homem a si mesmo” (I Co 11.28), pois sabem que a vinda do Senhor será repentina. Logo, sabem que precisam estar preparados para esse grande dia.
Por sua vez, os Néscios são aqueles que vivem a vida como se Jesus nunca fosse voltar; vivem de forma desleixada, despreocupada. Vivem a sua maneira, achando que está tudo bem. São pessoas que professam fé em Jesus, batizadas nas águas, frequentadoras de cultos denominacionais...pessoas muitas vezes ativas e com cargos e posições, porém, são puramente religiosas. A religião tem o poder de obscurecer os olhos espirituais de cada pessoa; ela faz com que o acreditemos que estamos sendo aprovados por Deus porque somos aprovados pelos líderes religiosos e em conformidade com os dogmas da religião, quando na verdade estamos distantes de Deus. Na religião, ficamos confortáveis, nos sentimos justos e bons, justificando todas as nossas ações, por mais cruéis que sejam, na própria religião. Toda religião, qualquer que seja, é inútil em seus efeitos, isto é, o invés de "religar o homem a Deus" a religião "mantém o homem desligado de Deus".
É interessante notar que tanto as prudentes quanto as néscias possuíam lâmpadas; porém apenas as primeiras possuíam azeite para acendê-las. O Senhor Jesus, na parábola, diz que ambas "tomaram as suas lâmpadas" (v.3). Cada uma tomou a lâmpada que possuía. Perceba, portanto, que cada um de nós é responsável por si mesmo. Todos aqueles que buscam a Cristo devem tomar as suas próprias decisões e se prepararem pessoalmente. Essas lâmpadas eram usadas para iluminar o caminho a ser seguido. Lâmpadas representam nossos atos ligados a fé cristã: exercer cargos, pregação, frequentar igreja, fazer boas obras, cantar/dançar, oração, dar ofertas a igreja, etc. Representam também a Palavra de Deus: "Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho"(Salmos 119:105). Para que elas funcionassem, isto é, para que as lâmpadas pudessem iluminar o caminho, elas eram abastecidas com azeite. Sem azeite, a lâmpada era inútil. O azeite, na Bíblia, é um dos símbolos do Espírito Santo.
Perceba, querido(a) leitor(a), então, o que Jesus nos quer ensinar: Que sem o Seu Espírito, não haverá luz para nos guiar até Ele - e, portanto, estaremos andando em trevas - independente daquilo que façamos. Note: De que adianta ter uma lâmpada e não ter o azeite para acendê-la? Assim, de nada adiantam os atos de fé sem o Espírito Santo controlando e iluminando a nossa vida e obra. Sem Ele, tudo o que fazemos é inútil do ponto de vista de Deus, por mais esforço humano que empreguemos nessas atividades. Vou mais além: sem o Espírito Santo, nem mesmo a Bíblia nos terá qualquer utilidade prática! Sem Ele, a leitura da Bíblia não trará qualquer edificação espiritual, pessoal ou coletiva. Não irá adiantar esmerar-se em decorar textos, em conhecer textualmente as Escrituras e recitá-las com exímia perfeição, em agregar conhecimento sobre conhecimento ligado a Palavra de Deus, sem o Espírito Santo para iluminar nossos corações com a revelação da aplicação da Palavra no nosso homem interior! Será mero academicismo vazio, retórica falida do ponto de vista espiritual, produto da mente e do orgulho humano. Estaremos, mais uma vez, comendo da árvore do conhecimento e ignorando a árvore da vida!
O conhecimento bíblico é importante? Claro que sim! Mas junto com o conhecimento vem a submissão, a dependência, a sensibilidade à voz do Espírito Santo. É Ele quem nos há de guiar em toda a verdade. Foi isso que o Senhor Jesus disse: "No entanto, quando o Espírito da verdade vier, Ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos revelará tudo o que está por vir" (João 16:13).
A verdade é que sem o Espírito Santo, qualquer ato que façamos, por mais bonito e bem-intencionado que seja, são ATOS INDEPENDENTES DE DEUS, os mesmos atos que são praticados por PESSOAS SEM DEUS: baseados em JUSTIÇA PRÓPRIA. Baseados em ORGULHO. Nos últimos dias haverá uma imensa quantidade de pessoas aparentemente piedosas e cheias de boas obras, algumas até hiperativas na Obra de Deus, mas vazias e sem o Espírito Santo. Tem a ação externa, mas não a evidência interna. Gente de coração duro: obstinados e resistentes a voz do Espírito Santo. Pessoas que são como aquelas virgens néscias: tem a lâmpada mas não tem o azeite para acendê-la. Tem aparência de piedade, mas negam o poder dessa piedade (II Tm 3.5) em suas próprias vidas e, consequentemente, em suas obras. O descaso dessas pessoas com o Espírito é de tal monta que que sequer cogitam o óbvio: levar azeite extra para acender a lâmpada! Afinal, é sempre melhor estar prevenido!
Nos últimos dias também haverá um outro grupo de pessoas que estarão atentas à voz do Espírito Santo, em total obediência e submissão a Ele. Pessoas que estarão santificando suas vidas e trabalhando na Seara do Mestre (na seara do Mestre, não no projeto de poder temporal de alguém), na dependência do Espírito, porque sabem que Jesus está voltando a qualquer momento. Esses são como as virgens prudentes: tem a lâmpada mas também possuem o azeite nas vasilhas. Sabem que seus esforços humanos serão vazios e inúteis sem o Espírito do Senhor: “Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos exércitos” (Zc 4.6). Essas pessoas - as virgens prudentes - podem não ter a mesma performance das néscias, podem não ter o mesmo currículo, ou ocupar cargos importantes, ou serem eloquentes, mas sabem que precisam do Espírito Santo em suas vidas e buscam Dele depender. Sabem que precisam estudar a Palavra, mas rogam ao Espírito Santo que a Palavra estudada seja incorporada em seu viver pelo Senhor! Não ficam confortáveis em ter a Palavra a nível mental, pois sabem que tem imensa necessidade de que ela esteja embutida em seu viver cotidiano, transformando e moldando seu estilo de vida! E sabem que isso só é possível SE, E SOMENTE SE, o Espírito vivificar a Palavra ouvida, estudada e aprendida! É Ele, e somente Ele, quem pode escrever a Palavra na "tábua de pedra" que é o nosso coração! Sem o Espírito Santo, ninguém, jamais e em momento algum, será convertido ao Senhor Jesus!
No entanto, perceba um importante detalhe que o Senhor acrescenta: Ambos os grupos de virgens, néscias e prudentes, adormeceram. Ambos os grupos – prudentes e néscias – caíram num estado crescente de torpor espiritual. Aqui vemos a CRISE DA NOITE. Eu chamo "a crise da noite" aquele período/época de apatia, de esfriamento, de cansaço espiritual que todos os cristãos passam ou passarão antes da vinda do Senhor e que se intensificará a medida que nos aproximarmos de Sua Vinda. Um período onde parece que o Senhor está longe, distante; um período onde tudo que se refere a fé em Cristo fica muito mais difícil de ser vivido, onde parece que nada dá certo, que tudo é "mais do mesmo".
Nessa época, na noite, as virgens são tomadas de sono: significa literalmente “toscanejaram”, indicando o estágio inicial do sono. Nesse estágio, o indivíduo ainda se preocupa com seu estado espiritual, sentindo importância por sua alma. Mas não está totalmente alerta como deveria estar, nem possui o senso de urgência que deveria possuir. Esse primeiro estágio evolui para um segundo, mais profundo: adormecimento. Adormecer denota um sono contínuo: Nesse "sono" há uma negligência total com as coisas espirituais. É o ápice da crise da noite! E a meia-noite, na período de mais intensa treva, é que o Noivo vem! Ele pode até tardar, porque não quer que ninguém se perca, mas saiba isto: Ele vem!
Observe que Paulo nos exorta a nos despertamos do sono, porque a nossa salvação (i.e., redenção final) está mais próxima agora do que quando nos tornamos crentes! Esse “despertar” envolve nos despirmos das obras das trevas e nos vestirmos com as armas da luz (Rm 13.11-14).
II. A VINDA DO SENHOR JESUS ACONTECERÁ NA HORA EM QUE NINGUÉM MAIS AGUARDA QUE ELE VENHA.
“A meia-noite ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo, saí-lhe ao encontro” (v.6): Quem esperaria um casamento para tão avançada hora? Jesus vem numa hora inesperada, ou seja, quando ninguém está mais esperando, quando já desistiram de esperá-lo naquele “dia” (“dia” = dia, semana, mês, ano, época).
O grito “eis o noivo!” será ouvido por todos, até por aqueles que estarão dormindo um sono espiritual. Para os prudentes, que se prepararam, bastará levantar e seguir em frente em direção a Cristo. São genuinamente convertidos! Para os néscios, que não se prepararam, não haverá tempo para fazê-lo nesse momento. A verdade é que quando esse clamor acontecer, não haverá mais tempo para preparação, para arrependimento, para conversão, para buscar o Espírito Santo, para se reconciliar com Deus... para mais nada!
As néscias pediram às prudentes o azeite, mas as prudentes disseram “não”. É possível ensinar a Palavra, mas o aprendizado é individual; é possível ensinar sobre santificação, mas ela é um processo individual. É possível pregar sobre a Vinda de Jesus, mas cada um deve preparar-se para esse dia. E isso, querido(a), só pelo Espírito Santo, pois só Ele é capaz de convencer o homem da sua situação diante de Deus! E o relacionamento que cada pessoa tem com o Espírito Santo é intransferível. E que não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele (Rm 8.9). As prudentes então mandam as néscias irem àqueles que vem azeite, para comprá-lo para si mesmas. "Ide e comprai!", elas dizem; enquanto isso, O Vendedor está dizendo "Venham e comprem!": "Ó VÓS, todos os que tendes sede, vinde às águas, e os que não tendes dinheiro, vinde, comprai, e comei; sim, vinde, comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite. Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao Senhor, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar" (Isaías 55:1,6,7).
À meia-noite, os templos onde as igrejas se reuniam estão fechados, vazios! Como diz o antigo hino, "o mercado está vazio, seu trabalho já parou. O martelo dos obreiros, seu barulho já cessou. Os ceifeiros lá no campo terminaram seu labor. Toda Terra está em suspense, é a Volta do Senhor!" Onde encontrar o tão precioso azeite nessa hora? No entanto, a parábola parece indicar que as virgens néscias acharam o azeite, mas já era tarde demais! Aqui há uma severa advertência: HÁ UM TEMPO DETERMINADO PARA SER SALVO, DEPOIS DO QUAL NÃO HAVERÁ MAIS OPORTUNIDADE! Sim, há um tempo! Enquanto Noé construía a arca, havia chance de arrependimento! Porém, a arca ficou pronta, Noé e sua família e os animais entraram, Deus fechou a porta da arca e todos aqueles homens ímpios morreram nas águas do dilúvio. Enquanto o Senhor não vier, há oportunidade! Mas, quando Ele vier, já não dá mais! Quando a porta se fechar, quem não pode entrar - porque não quis, não dando importância a preparação para isso quando podia - não terá uma segunda oportunidade. O destino eterno estará selado.
Jesus nos diz que então o noivo entrou com a noiva, o cortejo entrou junto e a porta foi fechada! E ficará fechada para sempre! As virgens néscias até tentaram uma última oporunidade. Elas clamaram "Senhor! Senhor!, abre-nos a porta!" Todas as 5 vezes que essa expressão aparece na Bíblia, refere-se a atitude de pessoas que professam conhecer o Senhor mas que não crêem verdadeiramente Nele e nem O esperam (Mt 7.21,22; 25.11; Lc 6.46,13.25). O noivo, no entanto, respondeu às néscias: Em verdade vos digo que vos não conheço. “Não vos conheço” dirá o Noivo às virgens imprudentes! "Nunca vos conheci, apesar daquilo que vocês pretensamente fizeram em Meu nome. Na verdade, fizeram para vocês mesmos, fizeram sem Mim, me excluíram das Suas vidas. Eu não sei quem vocês são"! (Mt 7.23)
CONCLUSÃO:
Muitas lições podem ser aprendidas com essa parábola contada por Jesus. A necessidade de vigiar sempre sobre a própria vida (e não dos outros), se está ou não na fé; a necessidade imperiosa da dependência do Espírito Santo, etc. Como está sua vida, diante dessa parábola? Olhando para sua vida, com toda a sinceridade, responda: como você se vê, como virgem prudente ou como virgem néscia?
Pense nisso!
Graça e paz!
E cinco delas eram prudentes, e cinco loucas.
As loucas, tomando as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo.
Mas as prudentes levaram azeite em suas vasilhas, com as suas lâmpadas.
E, tardando o esposo, tosquenejaram todas, e adormeceram.
Mas à meia-noite ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo, saí-lhe ao encontro.
Então todas aquelas virgens se levantaram, e prepararam as suas lâmpadas.
E as loucas disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas se apagam.
Mas as prudentes responderam, dizendo: Não seja caso que nos falte a nós e a vós, ide antes aos que o vendem, e comprai-o para vós.
E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta.
E depois chegaram também as outras virgens, dizendo: Senhor, Senhor, abre-nos.
E ele, respondendo, disse: Em verdade vos digo que vos não conheço.
Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir.
(Mateus 25:1-13)
Jesus diz que a realidade do Reino dos Céus, na Terra, particularmente no que se refere a Sua segunda vinda, seria semelhante a um casamento. Devemos lembrar que enquanto a noiva é a Igreja em sua unidade coletiva, os personagens contrastados, membros da Igreja, são aqui representados pelas virgens.
Segundo o costume da época, depois que os casamentos eram concluídos na casa do pai da noiva, o noivo trazia a noiva para sua própria morada. O costume judaico exigia que as damas de honra esperassem na casa do noivo, para recebê-lo e à noiva, e como era comum que isso ocorresse depois do pôr-do-sol, elas recebiam lâmpadas.
I. AS DEZ VIRGENS E A REALIDADE DOS QUE PROFESSAM FÉ EM CRISTO NOS ÚLTIMOS DIAS.
As dez virgens representam a totalidade daqueles que esperam o retorno de Jesus; portanto, daqueles que conhecem a realidade de Sua vinda e crêem nessa promessa. Dessas dez virgens, 05 eram prudentes, 05 eram néscias (ignorantes). Nos últimos dias, haverá dois grandes grupos de pessoas dentre aqueles que professam fé em Cristo: os néscios (ou loucos) e os prudentes.
Os Prudentes são aqueles que permanecem em estado de contínua vigilância, sempre verificando o seu estado espiritual de acordo com a Palavra de Deus – “Examine-se, pois, o homem a si mesmo” (I Co 11.28), pois sabem que a vinda do Senhor será repentina. Logo, sabem que precisam estar preparados para esse grande dia.
Por sua vez, os Néscios são aqueles que vivem a vida como se Jesus nunca fosse voltar; vivem de forma desleixada, despreocupada. Vivem a sua maneira, achando que está tudo bem. São pessoas que professam fé em Jesus, batizadas nas águas, frequentadoras de cultos denominacionais...pessoas muitas vezes ativas e com cargos e posições, porém, são puramente religiosas. A religião tem o poder de obscurecer os olhos espirituais de cada pessoa; ela faz com que o acreditemos que estamos sendo aprovados por Deus porque somos aprovados pelos líderes religiosos e em conformidade com os dogmas da religião, quando na verdade estamos distantes de Deus. Na religião, ficamos confortáveis, nos sentimos justos e bons, justificando todas as nossas ações, por mais cruéis que sejam, na própria religião. Toda religião, qualquer que seja, é inútil em seus efeitos, isto é, o invés de "religar o homem a Deus" a religião "mantém o homem desligado de Deus".
É interessante notar que tanto as prudentes quanto as néscias possuíam lâmpadas; porém apenas as primeiras possuíam azeite para acendê-las. O Senhor Jesus, na parábola, diz que ambas "tomaram as suas lâmpadas" (v.3). Cada uma tomou a lâmpada que possuía. Perceba, portanto, que cada um de nós é responsável por si mesmo. Todos aqueles que buscam a Cristo devem tomar as suas próprias decisões e se prepararem pessoalmente. Essas lâmpadas eram usadas para iluminar o caminho a ser seguido. Lâmpadas representam nossos atos ligados a fé cristã: exercer cargos, pregação, frequentar igreja, fazer boas obras, cantar/dançar, oração, dar ofertas a igreja, etc. Representam também a Palavra de Deus: "Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho"(Salmos 119:105). Para que elas funcionassem, isto é, para que as lâmpadas pudessem iluminar o caminho, elas eram abastecidas com azeite. Sem azeite, a lâmpada era inútil. O azeite, na Bíblia, é um dos símbolos do Espírito Santo.
Perceba, querido(a) leitor(a), então, o que Jesus nos quer ensinar: Que sem o Seu Espírito, não haverá luz para nos guiar até Ele - e, portanto, estaremos andando em trevas - independente daquilo que façamos. Note: De que adianta ter uma lâmpada e não ter o azeite para acendê-la? Assim, de nada adiantam os atos de fé sem o Espírito Santo controlando e iluminando a nossa vida e obra. Sem Ele, tudo o que fazemos é inútil do ponto de vista de Deus, por mais esforço humano que empreguemos nessas atividades. Vou mais além: sem o Espírito Santo, nem mesmo a Bíblia nos terá qualquer utilidade prática! Sem Ele, a leitura da Bíblia não trará qualquer edificação espiritual, pessoal ou coletiva. Não irá adiantar esmerar-se em decorar textos, em conhecer textualmente as Escrituras e recitá-las com exímia perfeição, em agregar conhecimento sobre conhecimento ligado a Palavra de Deus, sem o Espírito Santo para iluminar nossos corações com a revelação da aplicação da Palavra no nosso homem interior! Será mero academicismo vazio, retórica falida do ponto de vista espiritual, produto da mente e do orgulho humano. Estaremos, mais uma vez, comendo da árvore do conhecimento e ignorando a árvore da vida!
O conhecimento bíblico é importante? Claro que sim! Mas junto com o conhecimento vem a submissão, a dependência, a sensibilidade à voz do Espírito Santo. É Ele quem nos há de guiar em toda a verdade. Foi isso que o Senhor Jesus disse: "No entanto, quando o Espírito da verdade vier, Ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos revelará tudo o que está por vir" (João 16:13).
A verdade é que sem o Espírito Santo, qualquer ato que façamos, por mais bonito e bem-intencionado que seja, são ATOS INDEPENDENTES DE DEUS, os mesmos atos que são praticados por PESSOAS SEM DEUS: baseados em JUSTIÇA PRÓPRIA. Baseados em ORGULHO. Nos últimos dias haverá uma imensa quantidade de pessoas aparentemente piedosas e cheias de boas obras, algumas até hiperativas na Obra de Deus, mas vazias e sem o Espírito Santo. Tem a ação externa, mas não a evidência interna. Gente de coração duro: obstinados e resistentes a voz do Espírito Santo. Pessoas que são como aquelas virgens néscias: tem a lâmpada mas não tem o azeite para acendê-la. Tem aparência de piedade, mas negam o poder dessa piedade (II Tm 3.5) em suas próprias vidas e, consequentemente, em suas obras. O descaso dessas pessoas com o Espírito é de tal monta que que sequer cogitam o óbvio: levar azeite extra para acender a lâmpada! Afinal, é sempre melhor estar prevenido!
Nos últimos dias também haverá um outro grupo de pessoas que estarão atentas à voz do Espírito Santo, em total obediência e submissão a Ele. Pessoas que estarão santificando suas vidas e trabalhando na Seara do Mestre (na seara do Mestre, não no projeto de poder temporal de alguém), na dependência do Espírito, porque sabem que Jesus está voltando a qualquer momento. Esses são como as virgens prudentes: tem a lâmpada mas também possuem o azeite nas vasilhas. Sabem que seus esforços humanos serão vazios e inúteis sem o Espírito do Senhor: “Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos exércitos” (Zc 4.6). Essas pessoas - as virgens prudentes - podem não ter a mesma performance das néscias, podem não ter o mesmo currículo, ou ocupar cargos importantes, ou serem eloquentes, mas sabem que precisam do Espírito Santo em suas vidas e buscam Dele depender. Sabem que precisam estudar a Palavra, mas rogam ao Espírito Santo que a Palavra estudada seja incorporada em seu viver pelo Senhor! Não ficam confortáveis em ter a Palavra a nível mental, pois sabem que tem imensa necessidade de que ela esteja embutida em seu viver cotidiano, transformando e moldando seu estilo de vida! E sabem que isso só é possível SE, E SOMENTE SE, o Espírito vivificar a Palavra ouvida, estudada e aprendida! É Ele, e somente Ele, quem pode escrever a Palavra na "tábua de pedra" que é o nosso coração! Sem o Espírito Santo, ninguém, jamais e em momento algum, será convertido ao Senhor Jesus!
No entanto, perceba um importante detalhe que o Senhor acrescenta: Ambos os grupos de virgens, néscias e prudentes, adormeceram. Ambos os grupos – prudentes e néscias – caíram num estado crescente de torpor espiritual. Aqui vemos a CRISE DA NOITE. Eu chamo "a crise da noite" aquele período/época de apatia, de esfriamento, de cansaço espiritual que todos os cristãos passam ou passarão antes da vinda do Senhor e que se intensificará a medida que nos aproximarmos de Sua Vinda. Um período onde parece que o Senhor está longe, distante; um período onde tudo que se refere a fé em Cristo fica muito mais difícil de ser vivido, onde parece que nada dá certo, que tudo é "mais do mesmo".
Nessa época, na noite, as virgens são tomadas de sono: significa literalmente “toscanejaram”, indicando o estágio inicial do sono. Nesse estágio, o indivíduo ainda se preocupa com seu estado espiritual, sentindo importância por sua alma. Mas não está totalmente alerta como deveria estar, nem possui o senso de urgência que deveria possuir. Esse primeiro estágio evolui para um segundo, mais profundo: adormecimento. Adormecer denota um sono contínuo: Nesse "sono" há uma negligência total com as coisas espirituais. É o ápice da crise da noite! E a meia-noite, na período de mais intensa treva, é que o Noivo vem! Ele pode até tardar, porque não quer que ninguém se perca, mas saiba isto: Ele vem!
Observe que Paulo nos exorta a nos despertamos do sono, porque a nossa salvação (i.e., redenção final) está mais próxima agora do que quando nos tornamos crentes! Esse “despertar” envolve nos despirmos das obras das trevas e nos vestirmos com as armas da luz (Rm 13.11-14).
II. A VINDA DO SENHOR JESUS ACONTECERÁ NA HORA EM QUE NINGUÉM MAIS AGUARDA QUE ELE VENHA.
“A meia-noite ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo, saí-lhe ao encontro” (v.6): Quem esperaria um casamento para tão avançada hora? Jesus vem numa hora inesperada, ou seja, quando ninguém está mais esperando, quando já desistiram de esperá-lo naquele “dia” (“dia” = dia, semana, mês, ano, época).
O grito “eis o noivo!” será ouvido por todos, até por aqueles que estarão dormindo um sono espiritual. Para os prudentes, que se prepararam, bastará levantar e seguir em frente em direção a Cristo. São genuinamente convertidos! Para os néscios, que não se prepararam, não haverá tempo para fazê-lo nesse momento. A verdade é que quando esse clamor acontecer, não haverá mais tempo para preparação, para arrependimento, para conversão, para buscar o Espírito Santo, para se reconciliar com Deus... para mais nada!
As néscias pediram às prudentes o azeite, mas as prudentes disseram “não”. É possível ensinar a Palavra, mas o aprendizado é individual; é possível ensinar sobre santificação, mas ela é um processo individual. É possível pregar sobre a Vinda de Jesus, mas cada um deve preparar-se para esse dia. E isso, querido(a), só pelo Espírito Santo, pois só Ele é capaz de convencer o homem da sua situação diante de Deus! E o relacionamento que cada pessoa tem com o Espírito Santo é intransferível. E que não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele (Rm 8.9). As prudentes então mandam as néscias irem àqueles que vem azeite, para comprá-lo para si mesmas. "Ide e comprai!", elas dizem; enquanto isso, O Vendedor está dizendo "Venham e comprem!": "Ó VÓS, todos os que tendes sede, vinde às águas, e os que não tendes dinheiro, vinde, comprai, e comei; sim, vinde, comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite. Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao Senhor, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar" (Isaías 55:1,6,7).
À meia-noite, os templos onde as igrejas se reuniam estão fechados, vazios! Como diz o antigo hino, "o mercado está vazio, seu trabalho já parou. O martelo dos obreiros, seu barulho já cessou. Os ceifeiros lá no campo terminaram seu labor. Toda Terra está em suspense, é a Volta do Senhor!" Onde encontrar o tão precioso azeite nessa hora? No entanto, a parábola parece indicar que as virgens néscias acharam o azeite, mas já era tarde demais! Aqui há uma severa advertência: HÁ UM TEMPO DETERMINADO PARA SER SALVO, DEPOIS DO QUAL NÃO HAVERÁ MAIS OPORTUNIDADE! Sim, há um tempo! Enquanto Noé construía a arca, havia chance de arrependimento! Porém, a arca ficou pronta, Noé e sua família e os animais entraram, Deus fechou a porta da arca e todos aqueles homens ímpios morreram nas águas do dilúvio. Enquanto o Senhor não vier, há oportunidade! Mas, quando Ele vier, já não dá mais! Quando a porta se fechar, quem não pode entrar - porque não quis, não dando importância a preparação para isso quando podia - não terá uma segunda oportunidade. O destino eterno estará selado.
Jesus nos diz que então o noivo entrou com a noiva, o cortejo entrou junto e a porta foi fechada! E ficará fechada para sempre! As virgens néscias até tentaram uma última oporunidade. Elas clamaram "Senhor! Senhor!, abre-nos a porta!" Todas as 5 vezes que essa expressão aparece na Bíblia, refere-se a atitude de pessoas que professam conhecer o Senhor mas que não crêem verdadeiramente Nele e nem O esperam (Mt 7.21,22; 25.11; Lc 6.46,13.25). O noivo, no entanto, respondeu às néscias: Em verdade vos digo que vos não conheço. “Não vos conheço” dirá o Noivo às virgens imprudentes! "Nunca vos conheci, apesar daquilo que vocês pretensamente fizeram em Meu nome. Na verdade, fizeram para vocês mesmos, fizeram sem Mim, me excluíram das Suas vidas. Eu não sei quem vocês são"! (Mt 7.23)
CONCLUSÃO:
Muitas lições podem ser aprendidas com essa parábola contada por Jesus. A necessidade de vigiar sempre sobre a própria vida (e não dos outros), se está ou não na fé; a necessidade imperiosa da dependência do Espírito Santo, etc. Como está sua vida, diante dessa parábola? Olhando para sua vida, com toda a sinceridade, responda: como você se vê, como virgem prudente ou como virgem néscia?
Pense nisso!
Graça e paz!
quarta-feira, 17 de abril de 2019
VIOLADORES DE ALIANÇA E A BAJULAÇÃO
"Depois se levantará em seu lugar um homem vil, ao qual não tinham dado a majestade real; mas ele virá caladamente, e tomará o reino com lisonja. E aos violadores da aliança ele com lisonjas perverterá, mas o povo que conhece ao seu Deus se tornará forte e fará proezas." (Daniel 11:21,32)
"Violadores do pacto", em hebraico וּמַרְשִׁיעֵ֣י בְרִ֔ית. Traduzido ao pé da letra, "aqueles que agem perversamente em relação a aliança". Segundo o Ellicott's Commentary for English Readers, esses violadores são aqueles que se tornaram intolerantes para com a fé em Deus. O Barnes' Notes on the Bible pontua que estes são os judeus que apostataram, abandonando a Lei de Deus e aceitando viver a religião dos estrangeiros. Interessante notar que a Vulgata chama os violadores de "ímpios contra o pacto". Por sua vez, o Gill's Exposition of the Entire Bible afirma que tratam-se daqueles que abandonaram a Lei de Deus, o livro da aliança, e passaram a viver de forma contrária a ela (a Lei). A Bíblia de Estudo de Genebra (BEG) diz que os violadores tinham o nome de judeus, mas de fato não eram judeus, pois eles vendiam suas almas e traíam seus irmãos por ganhos; com isso, a BEG amplia o conceito de violação da aliança, estendendo-a ao relacionamento entre aqueles que comungavam da mesma fé: violar seria agir com deslealdade para com o "irmão".
O Pulpit Commentary pontua a historicidade do versículo 32: "Homens como Alcimus, o sumo sacerdote depois de Menelau, eram transgressores da aliança sagrada, e foram corrompidos pelas lisonjas de Epifânio. Ele usou-os para ganhar as pessoas para seus pontos de vista. Mas o povo que conhece o seu Deus será forte e fará façanhas. Mesmo quando Epifânio parecia mais bem sucedido, havia uma oposição profunda a esse processo helenizador." Por meio de lisonjas, Epifânio dividiu a lealdade dos judeus entre si e para com Deus. A oposição veio pelas mãos de Matatias e seus filhos, sendo conhecida como a revolta dos Macabeus.
Pelo viés profético, em conexão com o Apocalipse de João, pode-se afirmar que esse versículo refere-se a uma época na qual dar-se-á a invasão de Israel pelo Anticristo. Assim, seguindo-se essa forma de interpretação, o Anticristo usará lisonja para corromper qualquer um que rejeitar as promessas de Deus a Israel, particularmente o direito do povo judeu à Terra Prometida. A Grande Tribulação terá chegado e, embora muitos cristãos abandonem o Senhor, os verdadeiros soldados de Cristo estarão engajados na batalha pelo Rei. Nesse caso, as “lisonjas” mencionadas no versículo 32 são as palavras ditas pelo anticristo. Ele será um grande orador e muitos serão enganados por ele. As pessoas do mundo vão pensar que finalmente chegou uma pessoa política que vai fazer o que precisa ser feito. Haverá muita união e otimismo sobre o que esse homem fará por causa de sua capacidade de falar. Mas tudo será mentira.
Eu gostaria de ressaltar o conceito de violadores da aliança. Violadores da aliança que são pervertidos por lisonjas. Por bajulação, puxação de saco, etc. Gente que abandonou a Deus e que se vende por umas lisonjas. Gente que tem uma necessidade incontida de ser sempre elogiado e que não mede esforços, senso capaz de qualquer coisa para obter esses elogios. Gente vendida que não tem nenhum pudor em vender ninguém, se o preço a ser pago for um bom rapapé.
Perceba que é fácil encontrar gente assim. Quem já não experimentou o ferrão de um(a) violador(a) da aliança que você tinha com ele(a), e quando foi ver tudo foi feito por causa da bajulação de outrem, porque aquela pessoa trocou você por outro pela adulação que recebeu? Não que o elogio em si seja ruim, não é isso! Mas o problema da adulação é justamente esse: para quem é vendido, sem princípio, sem ética, a adulação serve para criar a estrutura sustentadora interna para a perversão!
O que é essa aliança? De forma muito básica, é toda relação de fidelidade e confiança mútua que estabelecemos com alguém. Na prática, quando gostamos da relação com alguém e queremos manter essa relação de forma duradoura, entramos em aliança com essa pessoa. Um casamento é uma aliança entre duas pessoas, que diante de Deus se comprometem a viver uma para a outra em todos os momentos e situações, por toda a vida, estabelecendo que só a morte poderá separá-las. Uma amizade é uma relação de aliança, onde os envolvidos se comprometem a viver um nível de relacionamento de intimidade e confiança; aliás, na amizade, muita confiança, honestidade e fidelidade são depositadas mutuamente nas pessoas envolvidas. Davi e Jônatas, filho de Saul, tinham esse nível de aliança: "E sucedeu que, acabando ele de falar com Saul, a alma de Jônatas se ligou com a alma de Davi; e Jônatas o amou, como à sua própria alma. E Jônatas e Davi fizeram aliança; porque Jônatas o amava como à sua própria alma." (I Sm 18.1,3)
Uma aliança, na Bíblia, é algo muito profundo. A expressão usada nos tempos bíblicos era "cortar uma aliança", expressão derivada do hebraico Karath Berith, “cortar uma aliança". Aliança vem do hebraico briyth (ברית, translit. Berith), aparecendo 227 no Antigo Testamento. Outros termos utilizados são compromisso, pacto, testamento, etc.
A celebração de uma aliança no Antigo Testamento envolvia um ritual sanguinolento. Um animal era morto e suas partes eram dispostas em duas filas, simbolizando ambos as duas partes que entravam em aliança. Então, cada pessoa deveria passar pelo meio das partes do animal morto, afirmando com isso que o mesmo que aconteceu com o animal deveria acontecer com quem quebrasse a aliança. Deste modo, a fórmula hebraica de juramento (Gn 21.31; 26.31; 31.53; I Sm 20.17,42) é uma implícita auto-maldição, simbolizada pelo ato de passar por entre as partes do animal cortado no meio. Você pode ver isso no Livro de Gênesis, na aliança que o Senhor Deus celebrou com Abrão: "E disse-lhe: Toma-me uma bezerra de três anos, e uma cabra de três anos, e um carneiro de três anos, uma rola e um pombinho. E trouxe-lhe todos estes, e partiu-os pelo meio, e pôs cada parte deles em frente da outra; mas as aves não partiu. E sucedeu que, posto o sol, houve escuridão, e eis um forno de fumaça, e uma tocha de fogo, que passou por aquelas metades. Naquele mesmo dia fez o SENHOR uma aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência tenho dado esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates." (Gn 15.9,10,17,18) Perceba como Deus considera o assunto da aliança: de máxima importância! Ele é chamado o "Deus da Aliança" (El Berith)! Note também que Deus confere extremo valor não só a aliança feita com Ele, mas a aliança que fazemos entre nós, seres humanos: "Ainda fazeis isto outra vez, cobrindo o altar do Senhor de lágrimas, com choro e com gemidos; de sorte que ele não olha mais para a oferta, nem a aceitará com prazer da vossa mão. E dizeis: Por quê? Porque o Senhor foi testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira, e a mulher da tua aliança. E não fez ele somente um, ainda que lhe sobrava o espírito? E por que somente um? Ele buscava uma descendência para Deus. Portanto guardai-vos em vosso espírito, e ninguém seja infiel para com a mulher da sua mocidade. Porque o Senhor, o Deus de Israel diz que odeia o repúdio, e aquele que encobre a violência com a sua roupa, diz o Senhor dos Exércitos; portanto guardai-vos em vosso espírito, e não sejais desleais." (Ml 2.13-16) A aliança pode ser rompida/violada? Da parte do Senhor não, mas da parte humana sim; mas há penalidades para quem viola a aliança (veja por exemplo Mt 19.9).
Aliança é um relacionamento baseado em algo sério, não é casual. É um compromisso para que as duas partes manifestem publicamente a seriedade de suas intenções de uma para a outra. Assim, a quebra da aliança (a violação da aliança) tem consequências sérias: se não honrar a aliança, haverá dano. A aliança é tão levada a sério por Deus que Ele só age por meio de aliança: "Saberás, pois, que o Senhor teu Deus é que é Deus, o Deus fiel, que guarda o pacto e a misericórdia, até mil gerações, aos que o amam e guardam os seus mandamentos e que retribui diretamente aos que o odeiam, para os destruir; não será remisso para quem o odeia, diretamente lhe retribuirá." (Dt 7.9,10)! Deus faz aliança conosco por que Ele quer fazer, não por necessidade; Ele quer nos mostrar com isso a importância e a profundidade do compromisso! Deus não aprova a leviandade humana! A aliança dá garantia de estabilidade no relacionamento: o relacionamento será mantido mesmo nos momentos de angústia e de tribulação (por isso, no casamento, nos comprometemos a amar, respeitar e ser fiel ao outro na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza... na alegria e na chatura... no bom ânimo e na rabugice, kkkkkkkkkkkkk).
Os violadores da aliança são pervertidos pela bajulação. Olhe como isso se encaixa muito bem: quantos são os casos onde a traição se dá por causa de bajulação? Quantos homens e mulheres não passaram a trair seu cônjuge porque deram ouvidos a bajulações: "como você é atraente, bonita(o), com corpo escultural, faz inveja a muita mulher/homem...". Quantos irmãos foram separados porque um se envaideceu por conta das bajulações que passou a receber? Quantos ministros de Cristo se afundaram em lama, manchando suas vidas, por conta de terem cedido aos poderosos prazeres gerados por um bajulador: "como você prega bem!", "que unção!", "que sabedoria", "jovem de Deus", e por aí vai! Perceba isso: Quem já violou a aliança em seu coração - quem passou a desconsiderar a aliança que fez com alguém ou com Deus - ser pervertido por conta da bajulação é só questão de tempo. Tempo muito curto, na maioria das vezes.
Na bajulação, sempre tem interesse pessoal escuso envolvido: É gente que bajula para subir na hierarquia e, assim, ganhar o lugar (geralmente de outro, o qual sem bajulação ele não nunca ocuparia por não ter competência, ou no caso de ministério pastoral, chamada), derrubando quem ocupa a posição. É gente que bajula para se manter na posição. Bajula-se como instrumento de conquista: bajulando um, de forma que esse traia outro e assim passe a ocupar o lugar deste.
Note o poder maligno que a bajulação possui! Provérbios declara: "O homem que lisonjeia a seu próximo arma-lhe uma rede aos passos." (Pv 29.5) Davi chega a dizer que "na boca deles não há palavra sincera, suas mentes tramam continuamente o mal. Suas gargantas são como um túmulo aberto, e com suas línguas seduzem e enganam." (Sl 5.9) Esse poder da bajulação é, de fato, gerado no inferno: "boca bajuladora provoca destruição!" (Pv 26.28) É instrumento de Satanás para separação, para traição, para inimizade, para desamor! Todo aquele que bajula está permitindo-se agir em prol dos interesses do diabo, nunca e em hipótese alguma de Deus! Na bajulação sempre está envolvida a mentira, a insinceridade! A bajulação é exatamente isso: um elogio insincero com segundas intenções. Quem bajula, está querendo inflar o ego de alguém para conseguir algo para si ou quer aparentar ser o que não é. Essa é a perversão: passar a ser servo/obreiro do diabo, mesmo dizendo-se servo de Deus! Um violador da aliança que foi pervertido usará do mesmo expediente: ele, via de regra, também será um bajulador! Por essa razão é que há muitos pastores bajuladores: porque, tendo violado a aliança com Deus, deram ouvidos à bajulação e assim passaram a incluir a bajulação em suas vidas e ministérios! Bajulam nos púlpitos, com mensagens para o ego dos ouvintes; mensagens triunfalistas, psicologizadas, suaves aos ouvidos de quem as escuta. Bajulam nos gabinetes, bajulam nas festas onde banqueteiam-se e refestelam-se. Atenção com a malignidade infernal da bajulação: Ela será usada pelo PRÓPRIO ANTICRISTO! BAJULAÇÃO É ARMA DO DIABO!
Nos últimos últimos dias, surgirão muitos falsos pastores que usarão de bajulação com vistas a ampliarem os domínios de suas denominações decaídas. Violadores da aliança, pervertidos pelo engano! Muitos hão de os seguir, dando ouvidos às suas bajulações e por causa delas, pervertendo o Caminho. Bajulação é a arma desses enganadores: "Estes são murmuradores, queixosos, andando segundo as suas concupiscências; e a sua boca diz coisas muito arrogantes, adulando pessoas por causa do interesse." (Jd 1.16) Esse mesmo verso na versão King James Atualizada é ainda mais incisivo: "...e usam de adulação para conquistar seus objetivos". Veja o que Paulo diz sobre estes falsos: "Porquanto essas pessoas não estão servindo a Cristo, nosso Senhor, mas sim a seus próprios desejos. Mediante palavras suaves e bajulação, enganam o coração dos incautos." (Rm 16.18)
Deus requer de cada um de Seus filhos e servos que estes falem a verdade em todos os casos. Mesmo que venha a desagradar, a verdade deve ser dita. Isso não significa que os cristãos tenham que ser grosseiros e mal-educados; Paulo nos exorta dizendo que a nossa maneira de falar seja sempre agradável e bem temperada com sal, a fim de sabermos como devamos responder a cada pessoa (Cl 4.6), um jeito de falar sempre moderado pela Graça de Deus. Note como um verdadeiro filho de Deus se comporta: "A verdade é que jamais nos utilizamos de linguagem bajuladora, como bem sabeis, nem de artimanhas gananciosas. Deus é testemunha desta verdade." (I Ts 2.5) Será que você pode falar como Paulo falou aos Tessalonicenses: "jamais utilizei de linguagem bajuladora"? Será que você pode dizer isso acerca do intitulado pastor que está em sua denominação? Mesmo que você não venha a ocupar o cargo que tanto deseja (no trabalho, na igreja, no clube, etc.), mesmo que você não venha obter aquele "favorzinho especial", não entre pelo caminho da bajulação! Na vida, há momentos em que é melhor perder - isso será ganho, na verdade - do que aparentemente vencer, aparentemente ganhar e na verdade essa vitória ser uma dura perda, uma vitória de Pirro. Os fins não justificam o uso de todos e quaisquer meios para serem obtidos! Lembre-se do que Jesus disse: "Aquele que ama a sua vida, a perderá; entretanto, aquele que odeia sua vida neste mundo, a preservará para a vida eterna." (Jo 12.25)
Tudo começa com a violação da aliança. Não seja um violador da aliança. Respeite as alianças que você fez com Deus e com outras pessoas. Respeite a aliança com seu cônjuge (marido/esposa), com seu amigo(a), com seus pais, com seus irmãos em Cristo e com Seu Deus. A estrofe "a aliança do Senhor eu tenho com você" não pode ser só parte de mais uma musiquinha religiosa enche-linguiça: tem que ser verdade! Deus não quer que tenhamos relacionamento correto somente com Ele, mas também uns com os outros! Como podemos trair nosso irmão/cônjuge que conosco andou e comeu e depois adorar a Deus? Quebramos aliança e depois adoramos a Deus, desrespeitando a essência de Deus? Nós não podemos prejudicar deliberadamente aqueles que conosco estão aliançados, violando a aliança! A Nova Aliança no Sangue do Senhor Jesus, na Graça, não nos dá permissão de violar a aliança com Deus e uns com os outros!
Quebrou a aliança? Violou o pacto, dando ouvidos a bajulação? Passou a ser um(a) bajulador(a)? Arrependa-se e busque restaurar a aliança violada! Você está na contra-mão da Vontade de Deus enquanto permanecer nessa condição, permitindo que Satanás use sua vida! Deus não aceitará você nem sua oferta de louvor e adoração enquanto não houver o religare de Deus na sua vida: "Assim sendo, se trouxeres a tua oferta ao altar e te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali mesmo diante do altar a tua oferta, e primeiro vai reconciliar-te com teu irmão, e depois volta e apresenta a tua oferta." (Mt 5.23,24)
Pense nisso!
Graça e paz!
"Violadores do pacto", em hebraico וּמַרְשִׁיעֵ֣י בְרִ֔ית. Traduzido ao pé da letra, "aqueles que agem perversamente em relação a aliança". Segundo o Ellicott's Commentary for English Readers, esses violadores são aqueles que se tornaram intolerantes para com a fé em Deus. O Barnes' Notes on the Bible pontua que estes são os judeus que apostataram, abandonando a Lei de Deus e aceitando viver a religião dos estrangeiros. Interessante notar que a Vulgata chama os violadores de "ímpios contra o pacto". Por sua vez, o Gill's Exposition of the Entire Bible afirma que tratam-se daqueles que abandonaram a Lei de Deus, o livro da aliança, e passaram a viver de forma contrária a ela (a Lei). A Bíblia de Estudo de Genebra (BEG) diz que os violadores tinham o nome de judeus, mas de fato não eram judeus, pois eles vendiam suas almas e traíam seus irmãos por ganhos; com isso, a BEG amplia o conceito de violação da aliança, estendendo-a ao relacionamento entre aqueles que comungavam da mesma fé: violar seria agir com deslealdade para com o "irmão".
O Pulpit Commentary pontua a historicidade do versículo 32: "Homens como Alcimus, o sumo sacerdote depois de Menelau, eram transgressores da aliança sagrada, e foram corrompidos pelas lisonjas de Epifânio. Ele usou-os para ganhar as pessoas para seus pontos de vista. Mas o povo que conhece o seu Deus será forte e fará façanhas. Mesmo quando Epifânio parecia mais bem sucedido, havia uma oposição profunda a esse processo helenizador." Por meio de lisonjas, Epifânio dividiu a lealdade dos judeus entre si e para com Deus. A oposição veio pelas mãos de Matatias e seus filhos, sendo conhecida como a revolta dos Macabeus.
Pelo viés profético, em conexão com o Apocalipse de João, pode-se afirmar que esse versículo refere-se a uma época na qual dar-se-á a invasão de Israel pelo Anticristo. Assim, seguindo-se essa forma de interpretação, o Anticristo usará lisonja para corromper qualquer um que rejeitar as promessas de Deus a Israel, particularmente o direito do povo judeu à Terra Prometida. A Grande Tribulação terá chegado e, embora muitos cristãos abandonem o Senhor, os verdadeiros soldados de Cristo estarão engajados na batalha pelo Rei. Nesse caso, as “lisonjas” mencionadas no versículo 32 são as palavras ditas pelo anticristo. Ele será um grande orador e muitos serão enganados por ele. As pessoas do mundo vão pensar que finalmente chegou uma pessoa política que vai fazer o que precisa ser feito. Haverá muita união e otimismo sobre o que esse homem fará por causa de sua capacidade de falar. Mas tudo será mentira.
Eu gostaria de ressaltar o conceito de violadores da aliança. Violadores da aliança que são pervertidos por lisonjas. Por bajulação, puxação de saco, etc. Gente que abandonou a Deus e que se vende por umas lisonjas. Gente que tem uma necessidade incontida de ser sempre elogiado e que não mede esforços, senso capaz de qualquer coisa para obter esses elogios. Gente vendida que não tem nenhum pudor em vender ninguém, se o preço a ser pago for um bom rapapé.
Perceba que é fácil encontrar gente assim. Quem já não experimentou o ferrão de um(a) violador(a) da aliança que você tinha com ele(a), e quando foi ver tudo foi feito por causa da bajulação de outrem, porque aquela pessoa trocou você por outro pela adulação que recebeu? Não que o elogio em si seja ruim, não é isso! Mas o problema da adulação é justamente esse: para quem é vendido, sem princípio, sem ética, a adulação serve para criar a estrutura sustentadora interna para a perversão!
O que é essa aliança? De forma muito básica, é toda relação de fidelidade e confiança mútua que estabelecemos com alguém. Na prática, quando gostamos da relação com alguém e queremos manter essa relação de forma duradoura, entramos em aliança com essa pessoa. Um casamento é uma aliança entre duas pessoas, que diante de Deus se comprometem a viver uma para a outra em todos os momentos e situações, por toda a vida, estabelecendo que só a morte poderá separá-las. Uma amizade é uma relação de aliança, onde os envolvidos se comprometem a viver um nível de relacionamento de intimidade e confiança; aliás, na amizade, muita confiança, honestidade e fidelidade são depositadas mutuamente nas pessoas envolvidas. Davi e Jônatas, filho de Saul, tinham esse nível de aliança: "E sucedeu que, acabando ele de falar com Saul, a alma de Jônatas se ligou com a alma de Davi; e Jônatas o amou, como à sua própria alma. E Jônatas e Davi fizeram aliança; porque Jônatas o amava como à sua própria alma." (I Sm 18.1,3)
Uma aliança, na Bíblia, é algo muito profundo. A expressão usada nos tempos bíblicos era "cortar uma aliança", expressão derivada do hebraico Karath Berith, “cortar uma aliança". Aliança vem do hebraico briyth (ברית, translit. Berith), aparecendo 227 no Antigo Testamento. Outros termos utilizados são compromisso, pacto, testamento, etc.
A celebração de uma aliança no Antigo Testamento envolvia um ritual sanguinolento. Um animal era morto e suas partes eram dispostas em duas filas, simbolizando ambos as duas partes que entravam em aliança. Então, cada pessoa deveria passar pelo meio das partes do animal morto, afirmando com isso que o mesmo que aconteceu com o animal deveria acontecer com quem quebrasse a aliança. Deste modo, a fórmula hebraica de juramento (Gn 21.31; 26.31; 31.53; I Sm 20.17,42) é uma implícita auto-maldição, simbolizada pelo ato de passar por entre as partes do animal cortado no meio. Você pode ver isso no Livro de Gênesis, na aliança que o Senhor Deus celebrou com Abrão: "E disse-lhe: Toma-me uma bezerra de três anos, e uma cabra de três anos, e um carneiro de três anos, uma rola e um pombinho. E trouxe-lhe todos estes, e partiu-os pelo meio, e pôs cada parte deles em frente da outra; mas as aves não partiu. E sucedeu que, posto o sol, houve escuridão, e eis um forno de fumaça, e uma tocha de fogo, que passou por aquelas metades. Naquele mesmo dia fez o SENHOR uma aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência tenho dado esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates." (Gn 15.9,10,17,18) Perceba como Deus considera o assunto da aliança: de máxima importância! Ele é chamado o "Deus da Aliança" (El Berith)! Note também que Deus confere extremo valor não só a aliança feita com Ele, mas a aliança que fazemos entre nós, seres humanos: "Ainda fazeis isto outra vez, cobrindo o altar do Senhor de lágrimas, com choro e com gemidos; de sorte que ele não olha mais para a oferta, nem a aceitará com prazer da vossa mão. E dizeis: Por quê? Porque o Senhor foi testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira, e a mulher da tua aliança. E não fez ele somente um, ainda que lhe sobrava o espírito? E por que somente um? Ele buscava uma descendência para Deus. Portanto guardai-vos em vosso espírito, e ninguém seja infiel para com a mulher da sua mocidade. Porque o Senhor, o Deus de Israel diz que odeia o repúdio, e aquele que encobre a violência com a sua roupa, diz o Senhor dos Exércitos; portanto guardai-vos em vosso espírito, e não sejais desleais." (Ml 2.13-16) A aliança pode ser rompida/violada? Da parte do Senhor não, mas da parte humana sim; mas há penalidades para quem viola a aliança (veja por exemplo Mt 19.9).
Aliança é um relacionamento baseado em algo sério, não é casual. É um compromisso para que as duas partes manifestem publicamente a seriedade de suas intenções de uma para a outra. Assim, a quebra da aliança (a violação da aliança) tem consequências sérias: se não honrar a aliança, haverá dano. A aliança é tão levada a sério por Deus que Ele só age por meio de aliança: "Saberás, pois, que o Senhor teu Deus é que é Deus, o Deus fiel, que guarda o pacto e a misericórdia, até mil gerações, aos que o amam e guardam os seus mandamentos e que retribui diretamente aos que o odeiam, para os destruir; não será remisso para quem o odeia, diretamente lhe retribuirá." (Dt 7.9,10)! Deus faz aliança conosco por que Ele quer fazer, não por necessidade; Ele quer nos mostrar com isso a importância e a profundidade do compromisso! Deus não aprova a leviandade humana! A aliança dá garantia de estabilidade no relacionamento: o relacionamento será mantido mesmo nos momentos de angústia e de tribulação (por isso, no casamento, nos comprometemos a amar, respeitar e ser fiel ao outro na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza... na alegria e na chatura... no bom ânimo e na rabugice, kkkkkkkkkkkkk).
Os violadores da aliança são pervertidos pela bajulação. Olhe como isso se encaixa muito bem: quantos são os casos onde a traição se dá por causa de bajulação? Quantos homens e mulheres não passaram a trair seu cônjuge porque deram ouvidos a bajulações: "como você é atraente, bonita(o), com corpo escultural, faz inveja a muita mulher/homem...". Quantos irmãos foram separados porque um se envaideceu por conta das bajulações que passou a receber? Quantos ministros de Cristo se afundaram em lama, manchando suas vidas, por conta de terem cedido aos poderosos prazeres gerados por um bajulador: "como você prega bem!", "que unção!", "que sabedoria", "jovem de Deus", e por aí vai! Perceba isso: Quem já violou a aliança em seu coração - quem passou a desconsiderar a aliança que fez com alguém ou com Deus - ser pervertido por conta da bajulação é só questão de tempo. Tempo muito curto, na maioria das vezes.
Na bajulação, sempre tem interesse pessoal escuso envolvido: É gente que bajula para subir na hierarquia e, assim, ganhar o lugar (geralmente de outro, o qual sem bajulação ele não nunca ocuparia por não ter competência, ou no caso de ministério pastoral, chamada), derrubando quem ocupa a posição. É gente que bajula para se manter na posição. Bajula-se como instrumento de conquista: bajulando um, de forma que esse traia outro e assim passe a ocupar o lugar deste.
Note o poder maligno que a bajulação possui! Provérbios declara: "O homem que lisonjeia a seu próximo arma-lhe uma rede aos passos." (Pv 29.5) Davi chega a dizer que "na boca deles não há palavra sincera, suas mentes tramam continuamente o mal. Suas gargantas são como um túmulo aberto, e com suas línguas seduzem e enganam." (Sl 5.9) Esse poder da bajulação é, de fato, gerado no inferno: "boca bajuladora provoca destruição!" (Pv 26.28) É instrumento de Satanás para separação, para traição, para inimizade, para desamor! Todo aquele que bajula está permitindo-se agir em prol dos interesses do diabo, nunca e em hipótese alguma de Deus! Na bajulação sempre está envolvida a mentira, a insinceridade! A bajulação é exatamente isso: um elogio insincero com segundas intenções. Quem bajula, está querendo inflar o ego de alguém para conseguir algo para si ou quer aparentar ser o que não é. Essa é a perversão: passar a ser servo/obreiro do diabo, mesmo dizendo-se servo de Deus! Um violador da aliança que foi pervertido usará do mesmo expediente: ele, via de regra, também será um bajulador! Por essa razão é que há muitos pastores bajuladores: porque, tendo violado a aliança com Deus, deram ouvidos à bajulação e assim passaram a incluir a bajulação em suas vidas e ministérios! Bajulam nos púlpitos, com mensagens para o ego dos ouvintes; mensagens triunfalistas, psicologizadas, suaves aos ouvidos de quem as escuta. Bajulam nos gabinetes, bajulam nas festas onde banqueteiam-se e refestelam-se. Atenção com a malignidade infernal da bajulação: Ela será usada pelo PRÓPRIO ANTICRISTO! BAJULAÇÃO É ARMA DO DIABO!
Nos últimos últimos dias, surgirão muitos falsos pastores que usarão de bajulação com vistas a ampliarem os domínios de suas denominações decaídas. Violadores da aliança, pervertidos pelo engano! Muitos hão de os seguir, dando ouvidos às suas bajulações e por causa delas, pervertendo o Caminho. Bajulação é a arma desses enganadores: "Estes são murmuradores, queixosos, andando segundo as suas concupiscências; e a sua boca diz coisas muito arrogantes, adulando pessoas por causa do interesse." (Jd 1.16) Esse mesmo verso na versão King James Atualizada é ainda mais incisivo: "...e usam de adulação para conquistar seus objetivos". Veja o que Paulo diz sobre estes falsos: "Porquanto essas pessoas não estão servindo a Cristo, nosso Senhor, mas sim a seus próprios desejos. Mediante palavras suaves e bajulação, enganam o coração dos incautos." (Rm 16.18)
Deus requer de cada um de Seus filhos e servos que estes falem a verdade em todos os casos. Mesmo que venha a desagradar, a verdade deve ser dita. Isso não significa que os cristãos tenham que ser grosseiros e mal-educados; Paulo nos exorta dizendo que a nossa maneira de falar seja sempre agradável e bem temperada com sal, a fim de sabermos como devamos responder a cada pessoa (Cl 4.6), um jeito de falar sempre moderado pela Graça de Deus. Note como um verdadeiro filho de Deus se comporta: "A verdade é que jamais nos utilizamos de linguagem bajuladora, como bem sabeis, nem de artimanhas gananciosas. Deus é testemunha desta verdade." (I Ts 2.5) Será que você pode falar como Paulo falou aos Tessalonicenses: "jamais utilizei de linguagem bajuladora"? Será que você pode dizer isso acerca do intitulado pastor que está em sua denominação? Mesmo que você não venha a ocupar o cargo que tanto deseja (no trabalho, na igreja, no clube, etc.), mesmo que você não venha obter aquele "favorzinho especial", não entre pelo caminho da bajulação! Na vida, há momentos em que é melhor perder - isso será ganho, na verdade - do que aparentemente vencer, aparentemente ganhar e na verdade essa vitória ser uma dura perda, uma vitória de Pirro. Os fins não justificam o uso de todos e quaisquer meios para serem obtidos! Lembre-se do que Jesus disse: "Aquele que ama a sua vida, a perderá; entretanto, aquele que odeia sua vida neste mundo, a preservará para a vida eterna." (Jo 12.25)
Tudo começa com a violação da aliança. Não seja um violador da aliança. Respeite as alianças que você fez com Deus e com outras pessoas. Respeite a aliança com seu cônjuge (marido/esposa), com seu amigo(a), com seus pais, com seus irmãos em Cristo e com Seu Deus. A estrofe "a aliança do Senhor eu tenho com você" não pode ser só parte de mais uma musiquinha religiosa enche-linguiça: tem que ser verdade! Deus não quer que tenhamos relacionamento correto somente com Ele, mas também uns com os outros! Como podemos trair nosso irmão/cônjuge que conosco andou e comeu e depois adorar a Deus? Quebramos aliança e depois adoramos a Deus, desrespeitando a essência de Deus? Nós não podemos prejudicar deliberadamente aqueles que conosco estão aliançados, violando a aliança! A Nova Aliança no Sangue do Senhor Jesus, na Graça, não nos dá permissão de violar a aliança com Deus e uns com os outros!
Quebrou a aliança? Violou o pacto, dando ouvidos a bajulação? Passou a ser um(a) bajulador(a)? Arrependa-se e busque restaurar a aliança violada! Você está na contra-mão da Vontade de Deus enquanto permanecer nessa condição, permitindo que Satanás use sua vida! Deus não aceitará você nem sua oferta de louvor e adoração enquanto não houver o religare de Deus na sua vida: "Assim sendo, se trouxeres a tua oferta ao altar e te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali mesmo diante do altar a tua oferta, e primeiro vai reconciliar-te com teu irmão, e depois volta e apresenta a tua oferta." (Mt 5.23,24)
Pense nisso!
Graça e paz!
segunda-feira, 25 de março de 2019
O PERIODO INTERBIBLICO E OS ÚLTIMOS DIAS: UM AVISO PROFÉTICO
O período interbíblico é o período de aproximadamente 400 anos que vai desde Malaquias, o último profeta do Antigo Testamento, até o nascimento de Jesus, em Belém de Judá, cobrindo desde 400 a.C até 4-3 a.C. Esse período foi marcado pelo silêncio profético da parte de Deus, onde nenhuma direção profética foi dada a Israel, ou mesmo manifestação sobrenatural (como no período profético) foi relizada. A atividade profética foi interrompida nessa época. Como explica o pr. Enéas Tognini, houve a "cessação da revelação bíblica, pelo silêncio profundo em que Deus permaneceu em relação ao seu povo, pois durante esse tempo nenhum profeta se levantou em nome de Deus [...] o Senhor deixou que os esforços dos homens na resolução de problemas espirituais falhassem; que a filosofia se desmoronasse; que o poder material enfadasse as almas; que a imoralidade religiosa desiludisse a todos, mesmo os corações mais ímpios; que a corrupção campeasse e atingisse as raias da depravação, mostrando assim ao homem a inutilidade de tais sistemas e instituições" (O Período Interbíblico : 400 anos de silêncio profético / Enéas Tognini — São Paulo: Hagnos, 2009.)
Por mais incrível que possa parecer, hoje vivemos exatamente a mesma situação caótica daquele período: novamente, a imoralidade grassa as instituições religiosas (as "denominações evangélicas"), que cada vez mais, de forma muito intensa, se revelam inúteis para a edificação espiritual pessoal/coletiva, corrompidas pelo nojento legalismo, pelo diabólico humanismo secular e pelo ensandecido amor ao dinheiro e ao poder (político, econômico e religioso). A corrupção, em suas mais variadas matizes, encontra-se infiltrada em todas as camadas sociais, dentro e fora do ambiente religioso, cada vez mais escancarada (no Brasil, já são 2 ex-presidentes que sofreram impeachment e mais dois ex presos). Violência - estupros, pedofilia, assassinatos - até dentro de escolas e hospitais, sequestros, assaltos, homicídios, latrocínios. Abandono total da saúde pública - hospitais sem médicos, sem medicamentos e equipos, sem refrigeração mínima adequada, com gente internada nos corredores abandonada a própria sorte, com outros morrendo na fila de cirurgias que não termina nunca. Escolas sem segurança, sem professores ou com professores mal preparados, verdadeiros depósitos de gente. Altíssimas taxas de desemprego e trabalho informal. Rumores de guerra. Crise internacional. Nenhuma solução humana deu ou dará resultado a esse problema. Não será nenhum presidente da República, nenhum oficial de forças armadas, nenhum político, nenhum filósofo ou filosofia ou sistema que trará a solução. Não foi Lula e não será o Bolsonaro. Nem Trump, nem Merkel. Nem Theresa May. Nem nenhum outro governante.
É interessante notar, já que mencionamos o legalismo, que nesse período há profunda manifestação dos fariseus no cenário político-religioso. De acordo com Josefo, os fariseus e os saduceus - outro grupo religioso da época - surgem em 135-105 a.C., após a desrtruição do Templo dos Samaritanos por João Hircano, sacerdote filho mais novo de Simão Macabeu. O nome "fariseu" significa separatista. Eles chegaram à proeminência e poder no período dos Macabeus. Os fariseus devotaram suas vidas à defesa da lei, levando-a, por sua tradição oral, a extremos ridículos. "Tradição oral" refere-se às regras tradicionais e observâncias que foram concebidas para adaptar a lei escrita às mudanças de tempo. Seu zelo endureceu em formalismo duro e dogmático, e sua fidelidade foi corrompida em fanatismo e hipocrisia.
Atualmente, o grupo pode ser facilmente encontrado dentro das mais diversas denominações ditas evangélicas, especialmente as ditas pentecostais, ainda que todas tenham, em maior ou menor grau, esse grupo em seu interior. Tratam-se de pessoas extremamente religiosas, cheias de justiça própria, que se orgulham pela "vida separada do mundo" que dizem possuir. São pessoas que baseiam sua vida em doutrinas humanas denominacionais ditas "santificadoras" e que, por isso mesmo, se isolam do restante da humanidade (inclusive de crentes de outras denominações tidas como "liberais"), a qual é vista como "condenada ao inferno" por não seguirem suas regrinhas. Para os fariseus modernos, o que importa é a regrinha deles; por exemplo, se você está com ou sem camisa, de short ou calça comprida, de maquiada e adornada ou com cara de múmia de cera, se está a semana toda socado no templo deles ou se vai a praia e pratica esportes, se não conversa com "os ímpios mundanos" ou não, se guarda dias (sábado, por exemplo), se usa saia ou calça comprida, se fala em línguas ou é "frio espiritual" e por aí vai. Estudo, para os fariseus modernos, é coisa de homem, que faz a fé esfriar; bom mesmo, para eles, são os cultos marcados pela gritaria, pelo frenesi e pela confusão.
O que essas pessoas não entendem é que esse sistema que elas seguem de forma tão dedicada é um sistema mundano, religioso, sem nenhuma expressão de Cristo e de Seus ensinos! São mundanos religiosos, com aparência de piedade mas sem poder espiritual para testemunho cristão nenhum! Gente que minimiza seus pecados, pessoais e coletivos, enquanto maximiza suas "virtudes legalistas". Gente que se preocupa com roupa dos outros, mas que não se preocupa com a roupa da própria língua inflamada pelo inferno! Gente que se preocupa com saia ou calça comprida, mas não com os próprios pensamentos que estão repletos de impureza e lascívia! Gente incapaz de amar, a não ser a si mesmas! F-A-R-I-S-E-U-S! Hipócritas, cuidando somente de limpar o exterior do copo e do prato, mas estes, por dentro, estão cheios de rapina e intemperança! Fariseu cego, limpa primeiro o interior do copo, para que também o seu exterior fique limpo! (Mt 23.25,26) Jesus chegou a dizer que eles em vão O adoravam, ensinando doutrinas que são preceitos de homens (Mt 15.9), sobre as quais Paulo diz que "todas estas coisas, com o uso, se destroem" (Cl 2.22). Para que servem os fariseus em termos do Reino de Deus? O que edificam? O que produzem, a não ser escândalos e aversão a fé cristã por sua hipocrisia farisaica? O que mudam, com suas regrinhas, no mundo presente? Com todas as suas reginhas e juízos, trouxeram Cristo para o local onde se inserem? Cristo, não a religião!
Se o legalismo trouxe zero de contribuição à causa do Evangelho, os religiosos indisciplinados também nada agregaram de positivo com sua filosofia "laissez-faire". Ambos os grupos são dois extremos, duas faces de uma mesma moeda chamada religião. Esses indisciplinados entendem a fé como um "self service espiritual": entram, consomem o que querem e quando querem e pagam pelo serviço. A vida? Continua a mesma, sem mudança, sem transformação, sem novo nascimento. A vida de pecado segue sem temor e sem freio algum, sem limite. Afinal, o que interessa é o "toma lá dá cá" do comércio de serviços espirituais, tanto para os consumidores, ávidos em novidades, quanto para os vendedores (donos de denominação religiosa). Nesse grande mercado, as denominações lutam agressivamente pelo "market share", pela conquista de novos consumidores pelos seus produtos - é a mesma lógica do capitalismo selvagem! É um verdadeiro "vale-tudo": vale traição, vale mentir, vale esconder a verdade, vale falsa exegese do texto bíblico, vale culto-show, vale "ministro de louvor" coordenador de zumba, vale teologia da prosperidade, vale dominionismo, vale gravidez fora do casamento, vale trocar de namorado(a) como quem troca de roupa - com direito a sexo livre com todos eles/elas sem questionamentos, vale "noivado fake", etc.. Comunhão, amor fraternal? É balela, na prática ninguém se importa com ninguém de verdade. Louvor? É só musiquinha vazia - ou auto-ajuda/psicologia, ou humanismo, ou heresia; quando correta, é só cantoria sem vida reflexo na vida de ninguém. Pregação? É só dinheiro, só junta tesouros na terra; quando não, mais auto-ajuda, triunfalismo, hedonismo, etc. Não precisa muita análise para constatar que os indisciplinados, a exemplo dos legalistas, nada geram de positivo em prol do Reino de Deus.
Enquanto isso, cada vez mais as pessoas sérias estão abandonando essas denominações, filhas de Babilônia, objetivando o exercício genuíno da fé em Cristo sem essas aberrações. Chamados maldosamente e pejorativamente de "desigrejados", tratam-se de fiéis que abriram mão do vínculo com igrejas por causa da insatisfação com desvios teológicos, escândalos políticos e financeiros, opressão e abusos por parte da liderança, dentre outros. De gente que percebeu que esse sistema denominacional está invariavelmente falido, nada acrescentando em termos de Cristo a ninguém. Hoje, já são algo em torno de 4 milhões de pessoas que não estão mais frequentando denominações. Note: quero que isso fique muito claro: os chamados desigrejados são pessoas que saíram das denominações religiosas - não sem igreja; ninguém sai da Igreja, sai da instituição religiosa chamada denominação. Chamá-los de desigrejados é, portanto, um erro! Desigrejadas são as denominações, que nada tem de Igreja em sua vida e prática! Ao invés das críticas mordazes, o papel das denominações seria procurar esses irmãos e pedirem perdão por todo ato e palavra anticristãs para com eles! A bem da verdade, esse sistema denominacional tal como está foi condenado há muito tempo! Muitos e muitos irmãos - a Igreja - está ouvindo a voz de Deus e saindo dessas denominações humanas e vazias de Deus.
Nada e ninguém pode solucionar esse problema, como foi dito acima. Nenhum sistema, por mais bem intencionado que seja, pode trazer a paz e a justiça tão necessárias às sociedades e nações. Não será o Brexit que trará a solução para os problemas do Reino Unido. Não serão as alianças entre as nações, nem as políticas sociais e econômicas, nem os apelos do povo por um governo diferente. O mundo seguirá cada vez pior, tanto em termos sociais, políticos e econômicos, quanto em termos ambientais. Mais ciclones, maremotos, terremotos e enchentes virão. Haverá o agravamento da poluição, da mudança climática, da mortandade de seres viventes nos oceanos, mares, lagoas, rios e florestas. As doenças se multiplicarão e acometerão bilhões de pessoas no mundo todo, novas doenças, até então desconhecidas pelo homem, surgirão. Aumento da incidência de câncer, em especial o de pele, pelo aumento da radiação solar e outras causas. A carestia irá aumentar de forma exorbitante, os preços dos mais básicos produtos (para alimentação e higiene, vestimenta, remédios, etc.) serão impagáveis para a maioria das pessoas. Haverá guerras e milhares morrerão. Enquanto isso, as crises sociais se agravarão: aumento da violência, com cada vez mais crueldade, em todas as esferas. Nenhuma força policial dará conta de conter o avanço da criminalidade. Casos de corrupção. Instituições humanas e sociais sem nenhuma relevância. Os ataques terroristas aumentarão.
Enquanto isso, as denominações se aprofundarão em sua apostasia da verdadeira fé cristã. Aumentarão os escândalos - casos de estupro, assassinatos, abusos de autoridade, malversação do dinheiro, adultério. A mentira será a regra. A Bíblia será quase que completamente esquecida como Palavra de Deus, sendo utilizada majoritariamente como justificativa para os mais diversos tipos de pecado. O nome "pastor" será associado a falsidade e à exploração, ao charlatanismo e ao lucro fácil. Crescerá imensamente o número de ex-denominacionais; as denominações não terão nenhuma relevância ou importância para as pessoas. Muitas denominações vão fechar as portas por falta de frequentadores. Haverá muitos falsos cristos e muitos falsos profetas, que enganarão a muitos. O descrédito e o desamor serão a realidade em muitos, mas muitos corações!
Nesse cenário é que a verdadeira Igreja surgirá novamente. Os verdadeiros filhos e filhas de Deus, até então em oculto, oriundos de todas as denominações, serão manifestos ao mundo! Deus enviará o Seu Espírito a soprar sobre toda a carne, gerando grande arrependimento e convicção de pecado. Grande avivamento da fé sob exclusivo controle de Deus! Muitos, decepcionados com sistemas políticos, sociais, econômicos e religiosos se voltarão para o Senhor. A fé será purificada, as vestes serão embranquecidas. Muitas conversões genuínas acontecerão. Deus dará muitos sinais, prodígios e maravilhas, operados pela vida de pessoas desconhecidas e repudiadas pelos religiosos. O ódio contra esses cristãos tomará lugar no meio da sociedade; os cristãos serão perseguidos onde quer que forem e estejam. Muitos serão presos, serão demitidos, perderão empregos e patrimônio. Cristãos serão alvo de violência no mundo todo, por ordem de um líder mundial muito eloquente; os cristãos serão por ele responsabilizados por todo caos social, humanitário, politico, econômico e religioso. Muitos morrerão por sua fé. Então o Senhor dará ordem ao seu anjo, que tocará a trombeta; os mortos em Cristo serão ressuscitados e os que estiverem vivos serão transformados. Juntos, se encontrarão com o Senhor nos ares: será o arrebatamento da Igreja! E então virá o fim, tal qual descrito no Livro de Apocalipse.
O que fazer? Não há nada que você possa fazer para impedir esses acontecimentos, enquanto há muito a ser feito por causa desses acontecimentos! Parece contraditório, mas não é: você não pode fazer nada para impedir que o fim venha. Mas, por causa da realidade de que o fim virá, você pode fazer muita coisa, a começar por sua própria vida. Você tem buscado ao Senhor? Não me refiro a frequência de cultinho denominacional, nem engajamento em projeto expansionista/dominionista de dono de denominação/fundador de ministério/dono de visão. Me refiro a uma entrega total e irrestrita ao Senhor, abrindo mão de tudo por Ele! Vou dar-lhe meu testemunho, para sua edificação: eu tive que abrir mão de cargo denominacional por causa do Senhor! Isso mesmo: ou eu saía da denominação, ou perdia minha fé! Fui perseguido de todas as formas dentro de denominação, porque não me adequei aos mandos e desmandos do dono da denominação. O sujeito tentou a todo custo me subjugar - até mandar eu sair do meu emprego ele mandou, para "viver integralmente da obra" (sic). Como não conseguiu me subjugar financeiramente, passou a ameaçar, por meio de um "interventor" por ele nomeado, a "me remover do ministério" caso eu não cooperasse com "a visão da denominação" (na prática, aumento das arrecadações e do público pagante). Não podia pregar o que Deus direcionava, nem selecionar as músicas a serem cantadas, nem repreender/disciplinar os pecadores, nem orar... nada! Ou isso, ou rua - palavras ditas literalmente! Como nunca servi ao Senhor por cargo, preferi sair da denominação por causa da minha fé em Cristo, do que permanecer por causa de chantagem humana e assim abrir mão da minha fé. Claro que foram inúmeras as traições e golpes que sofri nesse processo, mas pelo Senhor faria tudo de novo! Hoje vivo em prol do meu Senhor e Salvador, em paz comigo mesmo e com Ele.
E você? Abriria mão de um favor pessoal, um cargo, uma posição, um recurso extra, um título, uma honraria em prol do Senhor Jesus? O amor ao Senhor seria maior que seu amor próprio, ao ponto de negar qualquer oferta, por maior que seja, em troca dos princípios do Evangelho? Está pronto a deixar o Senhor tomar conta de todo o seu ser, direcionando sua vida a cada dia, dia-a-dia, num passo de cada vez? Está pronto a ser verdadeiramente discipulado e pastoreado, sem as sandices denominacionais e religiosas? A viver a verdadeira comunhão cristã, sem a hipocrisia das instituições religiosas? A cultuar verdadeiramente ao Senhor e servi-Lo com alegria, ao invés de somente "assistir o culto"?
Veja bem, querido(a) leitor(a): não estou mandando você sair de denominação. Se o Senhor não lhe deu essa direção, fique onde você está. Se você está bem espiritual e emocionalmente na sua denominação, à luz da Bíblia, então ok; se ela valoriza a Palavra (não só a letra, mas a prática), se a fé é sadia, então tudo bem. Mas se você está definhando na sua fé, se ir ao culto já é algo pesado e cansativo, se não há mais alegria, se esse lugar virou covil de salteadores, centro de exploração financeira e do trabalho alheio em prol do projeto da denominação (tenha esse projeto o nome de "visão", "revelação" ou outro qualquer), se a Ceia do Senhor já não tem nada mais de santa, se a Palavra virou triunfalismo, hedonismo, humanismo, teologia da prosperidade, auto-ajuda, psicologia, etc., se o culto virou show, se os milagres foram transformados em marketing, se a humildade foi transformada em estrelismo, se o arrependimento e conversão foram transformados em festas, se a sexualidade foi transformada em licenciosidade e se o pastor virou mero prestador de serviços espirituais então você deve sair dessa denominação urgentemente! Ela já virou filha de Babilônia há muito tempo! Saia dela, enquanto ainda há tempo, antes que você acabe perdendo a sua fé no Senhor que é o que de mais importante você possui!
"E depois destas coisas vi descer do céu outro anjo, que tinha grande poder, e a terra foi iluminada com a sua glória. E clamou fortemente com grande voz, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia, e se tornou morada de demônios, e coito de todo espírito imundo, e coito de toda ave imunda e odiável. Porque todas as nações beberam do vinho da ira da sua fornicação, e os reis da terra fornicaram com ela; e os mercadores da terra se enriqueceram com a abundância de suas delícias. E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas. Porque já os seus pecados se acumularam até ao céu, e Deus se lembrou das iniqüidades dela. Tornai-lhe a dar como ela vos tem dado, e retribuí-lhe em dobro conforme as suas obras; no cálice em que vos deu de beber, dai-lhe a ela em dobro. Quanto ela se glorificou, e em delícias esteve, foi-lhe outro tanto de tormento e pranto; porque diz em seu coração: Estou assentada como rainha, e não sou viúva, e não verei o pranto. Portanto, num dia virão as suas pragas, a morte, e o pranto, e a fome; e será queimada no fogo; porque é forte o Senhor Deus que a julga." (Apocalipse 18:1-8)
Milhões estão ouvindo a voz do Espírito de Deus em todo o mundo, e estão saindo da Babilônia! A Igreja está saindo de Babilônia! Babilônia vai cair! Quem insisitir em permanecer nesse sistema será participante desses pecados e incorrerá nas pragas destinadas. As pragas ainda não vieram, mas os pecados há muito vêm sendo cometidos, portanto temos de tomar medidas drásticas já! As coisas estão feias – pecado, depressão, crise financeira, problemas familiares gravíssimos, adultério, amargura, confusão espiritual, ciúme, inveja e fofoca, tudo isso operando no sistema babilônico.
Pense nisso.
Graça e paz!
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019
OS RUDIMENTOS DO MUNDO E A GRAÇA DE DEUS
Digo, pois, que todo o tempo que o herdeiro é menino em nada difere do servo, ainda que seja senhor de tudo;
Mas está debaixo de tutores e curadores até ao tempo determinado pelo pai.
Assim também nós, quando éramos meninos, estávamos reduzidos à servidão debaixo dos primeiros rudimentos do mundo.
Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei,
Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos.
E, porque sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai.
Assim que já não és mais servo, mas filho; e, se és filho, és também herdeiro de Deus por Cristo.
Mas, quando não conhecíeis a Deus, servíeis aos que por natureza não são deuses.
Mas agora, conhecendo a Deus, ou, antes, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir?
Guardais dias, e meses, e tempos, e anos.
(Gálatas 4:1-10)
Rudimentos do mundo, os quais são fracos e pobres. Rudimentos aos quais os crentes da Galácia estavam novamente praticando, mesmo após sua conversão a Cristo. O texto grego usa o termo στοιχεῖα (stoicheia) para "rudimentos", uma linha ou série; um pequeno passo; um alfinete ou estaca, qualquer coisa "elementar", como um som, uma carta. Portanto, esse termo significa "elementos básicos", dando a entender que se trata de pequenos elementos que são parte de um todo mais amplo. Paulo usa a expressão ta stoicheia tou kosmou ("os princípios elementares do mundo") em Gl 4.3,9 and Cl 2.8,20. O Ellicott's Commentary for English Readers explica que tratam-se aqui dos "elementos (ou rudimentos) do ensino religioso". Esses são chamados de "os elementos do mundo" porque eram mundanos e materiais; eles não incluiriam um reconhecimento claro das coisas espirituais. Os gentios recém-convertidos e os adeptos da religião judaica estavam muito ligados aos sentidos; o elemento mais importante neles era o ritual.
Os crentes Gálatas desse modo, não podiam entender completamente o significado da lei dada por Moisés. Para eles, a lei era a dispensação da escravidão; eles estavam ligados a muitos ritos e observâncias pesadas, pelos quais eram ensinados e mantidos sujeitos como uma criança sob tutores e governadores. Não é que a Lei fosse algo ruim, ou mundana; de modo algum. Porém, como as coisas do mundo, as ordenanças e ritos contidos na Lei eram transitórias, temporárias e de pouco valor. Eles eram insatisfatórios em sua natureza, e logo iriam passar e dar lugar a um sistema melhor - como as coisas deste mundo estão prestes a dar lugar ao céu.
Paulo argumenta: "quando éramos crianças, estávamos sujeitos aos rudimentos do mundo". Crianças, aqui, não se refere a idade cronológica, mas sim em maturidade para com a Graça de Deus, em conhecimento de coisas divinas, espirituais e evangélicas. Assim, quando crianças, eles não compreendiam a Lei e nem o seu propósito, de revelar a extrema pecaminosidade humana e assim servir de guia ou aio até Cristo. Estavam presos a toda ritualística estabelecida na Lei, rito pelo rito, regra pela regra. Eles estavam na condição de servidão que a lei naturalmente generalizou, servindo por medo da morte; presos as sanções e penalidades legais. Pelo medo da morte, estavam sob disposição servil e estavam por toda a vida sujeitos à escravidão; eles carregavam um jugo de escravidão em seus pescoços e estavam sob um espírito de escravidão e medo. Presos naquilo que conhecemos como legalismo.
O legalismo sempre foi um problema pendente de solução na igreja cristã. De modo bastante frequente, vemos grupos e denominações impondo sistemas ritualísticos derivados direta ou indiretamente do Antigo Pacto como regra de fé para os cristãos. Nos tempos atuais, vemos por exemplo os crentes judaizantes modernos, que insistem em obrigar a Igreja a guarda de dias específicos (como o sábado, pelos adventistas), de festas/ritos "bíblicos" (festas judaicas, como a festa dos tabernáculos) e do uso de utensílios judaicos em nome da fé (como o Menorá, bandeira de Israel, arca da aliança, shofar, talit, etc.). Há ainda outros ritos praticados pelos crentes neopentecostais como ritos de fé, para obterem "bênçãos de Deus", como "unção de lenços/roupas", nos quais o fiel deve participar para ser abençoado. Há também aqueles que impõem o uso de costumes, como roupas específicas (terno para pregadores/obreiros, vestido longo para mulheres, não usar calça comprida ou bermuda, não andar sem camisa ou de short, não ouvir músicas que não sejam religiosas, subir monte para orar, orar de joelho, etc.); outros, impõem pelo costume regras como "cair na unção", "unção de animais", "unção de mares, oceanos e rios", etc.
Nas palavras de Paulo, nada disso tem valor algum em matéria da fé cristã centrada na Bíblia. Podem ter elementos extraídos da Bíblia, mas não se configuram em uma fé bíblica neo-testamentária, baseada inteiramente na Graça de Cristo e no Evangelho de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Esses elementos dentro das denominações acabam servindo para manter os crentes frequentadores num estado de infantilidade espiritual, incapacitados para viverem a solidez da vida cristã. Num cenário onde o fiel será demandado a afirmar categoricamente sua fé em Cristo mesmo sob prejuízo pessoal, é pouco provável que tal fé se sustente, uma vez que manter a fé em meio às mais duras provações é via de regra um dos mais sérios e graves desafios que o cristão se depara. O crente que vive sua fé baseado em regrinhas e ritos é, como Paulo diz, uma criança em termos espirituais. E é a partir da maturidade cristã que temos inteira certeza de fé sobre a nossa paternidade espiritual, a nossa filiação junto a Deus. Essa certeza é uma das mais importantes que um cristão deve ter em matéria de sua fé, sendo gerada pelo Espírito Santo no coração do fiel que já conhece tal realidade (o Espírito Santo nos convence daquilo que já sabemos, daquilo que ouvimos e aprendemos).
Quem vive debaixo de legalismos e de ritualismos vive, na verdade, preso. É um escravo desses sistemas, aprisionado sem poder se libertar e condenado a obedecer sempre a essas regras e ritos, sob ameaça de experimentar "a ira de Deus". Nesses sistemas de fé, Deus está sempre pronto a castigar severamente aqueles que não atentarem para as regras que aquela denominação postulou. Por exemplo, se a denominação mandou participar "do Encontro" (como foi no auge do G12) e a pessoa não foi, ela passa a estar assim sujeita a todos os males que Deus mandará sobre ela. Quem não anda segundo suas doutrinas e regras e ritos está "desviado" e "perdido"; é "rebelde", filho da ira, bode.
O mais novo sistema legalístico que os crentes criaram chama-se "autoridade espiritual inquestionável". Esse sistema é baseado na aplicação irrestrita dos ensinos do livro de pr. Watchman Nee, "Autoridade Espiritual". Segundo "a regra", os crentes devem "abaixar a cabeça", dizendo "amém" para tudo aquilo que seus pastores fizerem, independentemente da sandice que seja; afinal, "eles são autoridade" e "quem lida com autoridade é Deus". Assim, se o pastor é mentiroso e traidor, se aplica mal os recursos financeiros da denominação, se é megalomaníaco, se nunca assume seus erros, se só pensa em grana, etc. não importa, afinal ele é o "ungido do Senhor" e "aí daquele que tocar no ungido do Senhor"! Quem desobedece e questiona é rebelde, é filho de Coré, Datã e Abirão e será lançado vivo ao inferno! Deus trará um sem número de maldições sobre a vida dos desobedientes - aqueles que criticam os erros e lambanças da tal "autoridade". Tem quem ousadamente afirme que "há possibilidade de morte, ao despertar a ira de Deus sobre aquele que toca em um ungido do Senhor". Isso não passa esse sistema de mais um sistema legalista e opressor, sistema que confere prerrogativas de infalibilidade e inquestionabilidade a um homem como outro qualquer e que faz com que outros lhe estejam sujeitos, pelo medo. Isso mesmo: por medo "de Deus", que está "100% fechado com a autoridade lambujeira", os crentes obedecem irrestritamente a um semelhante, quando a Palavra de Deus estabelece que a obediência ao homem aplica-se se, e somente se, quando o ensino for reconhecidamente correto, da parte de Deus. Isso favorece e perpetua a dominação do povo de Deus e a apropriação da herança do Senhor, algo totalmente condenado e proibido na Palavra! Faz gente ser dona de gente! Gente que se torna incapaz de tomar a mínima decisão na vida - com quem casa e quando casa, onde mora, no que trabalha, etc., precisando sempre consultar - e obedecer timtim por timtim o "guru ungido", para tudo e por tudo, como ensinam esses caras que ensinam e aplicam tal sistema apassivador e dominador! Esses líderes chegam a dizer que democracia é coisa do diabo!
Note: Deus JAMAIS ensinou obediência absoluta a homens! E mais: se o sujeito fizer lambança, não tem essa de "ungido": tem que ser confrontado biblicamente e corrigido sim! Insistindo na lambança, tem que ser disciplinado e afastado das funções, até que demonstre por seu comportamento que se arrependeu! E não é Deus quem fará isso: é a Congregação! E em lugares onde o sujeito dominou e escravizou as mentes e corações, onde a maioria concorda com as lambanças do sujeito, o que fazer? Dar o fora, ir para outra denominação. Simples assim. Veja como o apóstolo Judas - que não é Deus - trata os falsos ungidos: "homens ímpios" (v. 4), "dizem mal do que não sabem; e, naquilo que naturalmente conhecem, como animais irracionais se corrompem" (v.10), "Ai deles" (v. 11), "manchas em vossas festas de amor, apascentando-se a si mesmos sem temor; são nuvens sem água, levadas pelos ventos de uma para outra parte; são como árvores murchas, infrutíferas, duas vezes mortas, desarraigadas" (v. 12), "Ondas impetuosas do mar, que escumam as suas mesmas abominações; estrelas errantes, para os quais está eternamente reservada a negrura das trevas" (v. 13), "murmuradores, queixosos da sua sorte, andando segundo as suas concupiscências, e cuja boca diz coisas mui arrogantes" (v. 16), "sensuais, que não têm o Espírito" (v. 19). Não tem essa conversa fiada de "não toque no ungido" não! Esse protecionismo a favor desses pecadores sem arrependimento que ficam posando de ministros de Deus! Não tem essa de "posso falar nada não contra esse sujeito, que vou ser condenado por Deus e uma maldição do arranca-toco vai vier sobre minha vida"! Denominações que assim se comportam tornam-se terrenos férteis para todo tipo de abuso espiritual, algo muito conhecido e doloroso para quem dele se torna vítima.
É bom deixar bem claro isso: NÃO PODEMOS ACRESCENTAR LEI À GRAÇA! Muita gente pensa que precisa acrescentar Lei (e pior, legalismo!) à Graça para que esta última não seja "Graça Barata". Quem assim pensa e age não entendeu patavina do que a Bíblia ensina! Segundo Dietrich Bonhoeffer, pastor e teólogo da Igreja Luterana da Alemanha, que hoje descansa no Senhor, "a graça barata é a pregação do perdão sem arrependimento, é o batismo sem a disciplina de uma congregação, é a Ceia do Senhor sem confissão dos pecados, é a absolvição sem confissão pessoal. A graça barata é a graça sem discipulado, a graça sem a cruz, a graça sem Jesus Cristo vivo, encarnado [...] A fé se torna barata quando é oferecida como um produto de consumo para satisfazer as massas que buscam uma mensagem que se encaixe aos seus desejos pessoais. Quando é oferecida como espetáculo para um público que deseja que se adoce os ouvidos e se prometa estabilidade para seu "status quo". Quando se defende a identidade de ser filho ou filha de Deus como uma garantia para reivindicar as promessas materiais em troca de uma módica soma ou transação monetária a que alguns chamam de “lei da semeadura e da colheita” ou “pacto com Deus" (veja mais em: https://www.ultimato.com.br/conteudo/bonhoeffer-a-graca-barata-e-o-evangelho-da-prosperidade) . Disciplinar não significa oprimir, discipular não significa manipular: a disciplina é o ensino de como viver a nova fé em Cristo, enquanto o discipulado é fazer de cada cristão uma pessoa mais semelhante a Cristo. Para levar os crentes a unidade da fé, a perfeita varonilidade espiritual! Disciplina pode envolver correção e repreensão? Sim. Mas isso é feito SEMPRE À LUZ DO QUE ENSINA O NOVO TESTAMENTO, nunca a partir daquilo que o homem acha que é bom. Aliás, é para isso que Deus confere à Igreja apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres, os quais são dados pela Graça! Pergunto: o Novo Testamento ensina o legalismo? Ensina o autoritarismo? A infalibilidade pastoral? O "não toque no ungido do Sinhô"? O ritualismo? A guarda de "dias"? A possibilidade de cristãos serem amaldiçoados? A subserviência à denominação?
É por tudo isso que devemos nos esforçar para reter firmemente a Graça de Deus em nossas vidas! Para por fim nessa praga chamada legalismo só esperando e vivendo inteiramente na graça oferecida na revelação de Jesus Cristo! Escandolosa Graça, incontrolável Graça, Barulhenta Graça, mas acima de tudo Graça! Graça sem nenhum tipo de mérito ou de sistema meritocrático, sem nenhuma sombra de auto-justificação ou de auto-salvação ou de conquista de bênçãos de qualquer tipo! Graça que humilha e mantém humilde, Graça que reduz ao mínimo "o eu" para aumentar ao máximo "o Ele", Graça que diz "você não merece nada do que Eu fiz e faço e farei em ti e por ti, nem nunca merecerá independente do que faça ou venha a fazer, mas mesmo assim Eu fiz, faço e farei sempre; não porque você merece, mas porque Eu quero; não por seus méritos, mas pelo Meu Filho!" Graça que pega o pior pecador e põe na posição de Filho de Deus, Adotado como Filho, somente e exclusivamente pela fé em Cristo - e isso independente da vida pregressa! Graça que chama para perto, que aproxima, que cuida, que sustenta, que fortalece, que anima, que impulsiona, que enche de fé e de amor o coração, que constrange pelo tão grande amor propiciado! Graça que independe de usos e costumes, de regras humanas, de ritos e rituais! Graça que solta e que deixa livre aquele que foi solto por ela! Graça que chama pelo amor, pela bondade, pela tamanha misericórdia que fica impossível dizer não a esse chamado! Graça que nos leva a Deus de forma leve, gostosa, prazerosa, sem dramas e sem encucos, sem medo!
Pense nisso e viva inteiramente na Graça de Deus!
GRAÇA e paz!
Mas está debaixo de tutores e curadores até ao tempo determinado pelo pai.
Assim também nós, quando éramos meninos, estávamos reduzidos à servidão debaixo dos primeiros rudimentos do mundo.
Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei,
Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos.
E, porque sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai.
Assim que já não és mais servo, mas filho; e, se és filho, és também herdeiro de Deus por Cristo.
Mas, quando não conhecíeis a Deus, servíeis aos que por natureza não são deuses.
Mas agora, conhecendo a Deus, ou, antes, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir?
Guardais dias, e meses, e tempos, e anos.
(Gálatas 4:1-10)
Rudimentos do mundo, os quais são fracos e pobres. Rudimentos aos quais os crentes da Galácia estavam novamente praticando, mesmo após sua conversão a Cristo. O texto grego usa o termo στοιχεῖα (stoicheia) para "rudimentos", uma linha ou série; um pequeno passo; um alfinete ou estaca, qualquer coisa "elementar", como um som, uma carta. Portanto, esse termo significa "elementos básicos", dando a entender que se trata de pequenos elementos que são parte de um todo mais amplo. Paulo usa a expressão ta stoicheia tou kosmou ("os princípios elementares do mundo") em Gl 4.3,9 and Cl 2.8,20. O Ellicott's Commentary for English Readers explica que tratam-se aqui dos "elementos (ou rudimentos) do ensino religioso". Esses são chamados de "os elementos do mundo" porque eram mundanos e materiais; eles não incluiriam um reconhecimento claro das coisas espirituais. Os gentios recém-convertidos e os adeptos da religião judaica estavam muito ligados aos sentidos; o elemento mais importante neles era o ritual.
Os crentes Gálatas desse modo, não podiam entender completamente o significado da lei dada por Moisés. Para eles, a lei era a dispensação da escravidão; eles estavam ligados a muitos ritos e observâncias pesadas, pelos quais eram ensinados e mantidos sujeitos como uma criança sob tutores e governadores. Não é que a Lei fosse algo ruim, ou mundana; de modo algum. Porém, como as coisas do mundo, as ordenanças e ritos contidos na Lei eram transitórias, temporárias e de pouco valor. Eles eram insatisfatórios em sua natureza, e logo iriam passar e dar lugar a um sistema melhor - como as coisas deste mundo estão prestes a dar lugar ao céu.
Paulo argumenta: "quando éramos crianças, estávamos sujeitos aos rudimentos do mundo". Crianças, aqui, não se refere a idade cronológica, mas sim em maturidade para com a Graça de Deus, em conhecimento de coisas divinas, espirituais e evangélicas. Assim, quando crianças, eles não compreendiam a Lei e nem o seu propósito, de revelar a extrema pecaminosidade humana e assim servir de guia ou aio até Cristo. Estavam presos a toda ritualística estabelecida na Lei, rito pelo rito, regra pela regra. Eles estavam na condição de servidão que a lei naturalmente generalizou, servindo por medo da morte; presos as sanções e penalidades legais. Pelo medo da morte, estavam sob disposição servil e estavam por toda a vida sujeitos à escravidão; eles carregavam um jugo de escravidão em seus pescoços e estavam sob um espírito de escravidão e medo. Presos naquilo que conhecemos como legalismo.
O legalismo sempre foi um problema pendente de solução na igreja cristã. De modo bastante frequente, vemos grupos e denominações impondo sistemas ritualísticos derivados direta ou indiretamente do Antigo Pacto como regra de fé para os cristãos. Nos tempos atuais, vemos por exemplo os crentes judaizantes modernos, que insistem em obrigar a Igreja a guarda de dias específicos (como o sábado, pelos adventistas), de festas/ritos "bíblicos" (festas judaicas, como a festa dos tabernáculos) e do uso de utensílios judaicos em nome da fé (como o Menorá, bandeira de Israel, arca da aliança, shofar, talit, etc.). Há ainda outros ritos praticados pelos crentes neopentecostais como ritos de fé, para obterem "bênçãos de Deus", como "unção de lenços/roupas", nos quais o fiel deve participar para ser abençoado. Há também aqueles que impõem o uso de costumes, como roupas específicas (terno para pregadores/obreiros, vestido longo para mulheres, não usar calça comprida ou bermuda, não andar sem camisa ou de short, não ouvir músicas que não sejam religiosas, subir monte para orar, orar de joelho, etc.); outros, impõem pelo costume regras como "cair na unção", "unção de animais", "unção de mares, oceanos e rios", etc.
Nas palavras de Paulo, nada disso tem valor algum em matéria da fé cristã centrada na Bíblia. Podem ter elementos extraídos da Bíblia, mas não se configuram em uma fé bíblica neo-testamentária, baseada inteiramente na Graça de Cristo e no Evangelho de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Esses elementos dentro das denominações acabam servindo para manter os crentes frequentadores num estado de infantilidade espiritual, incapacitados para viverem a solidez da vida cristã. Num cenário onde o fiel será demandado a afirmar categoricamente sua fé em Cristo mesmo sob prejuízo pessoal, é pouco provável que tal fé se sustente, uma vez que manter a fé em meio às mais duras provações é via de regra um dos mais sérios e graves desafios que o cristão se depara. O crente que vive sua fé baseado em regrinhas e ritos é, como Paulo diz, uma criança em termos espirituais. E é a partir da maturidade cristã que temos inteira certeza de fé sobre a nossa paternidade espiritual, a nossa filiação junto a Deus. Essa certeza é uma das mais importantes que um cristão deve ter em matéria de sua fé, sendo gerada pelo Espírito Santo no coração do fiel que já conhece tal realidade (o Espírito Santo nos convence daquilo que já sabemos, daquilo que ouvimos e aprendemos).
Quem vive debaixo de legalismos e de ritualismos vive, na verdade, preso. É um escravo desses sistemas, aprisionado sem poder se libertar e condenado a obedecer sempre a essas regras e ritos, sob ameaça de experimentar "a ira de Deus". Nesses sistemas de fé, Deus está sempre pronto a castigar severamente aqueles que não atentarem para as regras que aquela denominação postulou. Por exemplo, se a denominação mandou participar "do Encontro" (como foi no auge do G12) e a pessoa não foi, ela passa a estar assim sujeita a todos os males que Deus mandará sobre ela. Quem não anda segundo suas doutrinas e regras e ritos está "desviado" e "perdido"; é "rebelde", filho da ira, bode.
O mais novo sistema legalístico que os crentes criaram chama-se "autoridade espiritual inquestionável". Esse sistema é baseado na aplicação irrestrita dos ensinos do livro de pr. Watchman Nee, "Autoridade Espiritual". Segundo "a regra", os crentes devem "abaixar a cabeça", dizendo "amém" para tudo aquilo que seus pastores fizerem, independentemente da sandice que seja; afinal, "eles são autoridade" e "quem lida com autoridade é Deus". Assim, se o pastor é mentiroso e traidor, se aplica mal os recursos financeiros da denominação, se é megalomaníaco, se nunca assume seus erros, se só pensa em grana, etc. não importa, afinal ele é o "ungido do Senhor" e "aí daquele que tocar no ungido do Senhor"! Quem desobedece e questiona é rebelde, é filho de Coré, Datã e Abirão e será lançado vivo ao inferno! Deus trará um sem número de maldições sobre a vida dos desobedientes - aqueles que criticam os erros e lambanças da tal "autoridade". Tem quem ousadamente afirme que "há possibilidade de morte, ao despertar a ira de Deus sobre aquele que toca em um ungido do Senhor". Isso não passa esse sistema de mais um sistema legalista e opressor, sistema que confere prerrogativas de infalibilidade e inquestionabilidade a um homem como outro qualquer e que faz com que outros lhe estejam sujeitos, pelo medo. Isso mesmo: por medo "de Deus", que está "100% fechado com a autoridade lambujeira", os crentes obedecem irrestritamente a um semelhante, quando a Palavra de Deus estabelece que a obediência ao homem aplica-se se, e somente se, quando o ensino for reconhecidamente correto, da parte de Deus. Isso favorece e perpetua a dominação do povo de Deus e a apropriação da herança do Senhor, algo totalmente condenado e proibido na Palavra! Faz gente ser dona de gente! Gente que se torna incapaz de tomar a mínima decisão na vida - com quem casa e quando casa, onde mora, no que trabalha, etc., precisando sempre consultar - e obedecer timtim por timtim o "guru ungido", para tudo e por tudo, como ensinam esses caras que ensinam e aplicam tal sistema apassivador e dominador! Esses líderes chegam a dizer que democracia é coisa do diabo!
Note: Deus JAMAIS ensinou obediência absoluta a homens! E mais: se o sujeito fizer lambança, não tem essa de "ungido": tem que ser confrontado biblicamente e corrigido sim! Insistindo na lambança, tem que ser disciplinado e afastado das funções, até que demonstre por seu comportamento que se arrependeu! E não é Deus quem fará isso: é a Congregação! E em lugares onde o sujeito dominou e escravizou as mentes e corações, onde a maioria concorda com as lambanças do sujeito, o que fazer? Dar o fora, ir para outra denominação. Simples assim. Veja como o apóstolo Judas - que não é Deus - trata os falsos ungidos: "homens ímpios" (v. 4), "dizem mal do que não sabem; e, naquilo que naturalmente conhecem, como animais irracionais se corrompem" (v.10), "Ai deles" (v. 11), "manchas em vossas festas de amor, apascentando-se a si mesmos sem temor; são nuvens sem água, levadas pelos ventos de uma para outra parte; são como árvores murchas, infrutíferas, duas vezes mortas, desarraigadas" (v. 12), "Ondas impetuosas do mar, que escumam as suas mesmas abominações; estrelas errantes, para os quais está eternamente reservada a negrura das trevas" (v. 13), "murmuradores, queixosos da sua sorte, andando segundo as suas concupiscências, e cuja boca diz coisas mui arrogantes" (v. 16), "sensuais, que não têm o Espírito" (v. 19). Não tem essa conversa fiada de "não toque no ungido" não! Esse protecionismo a favor desses pecadores sem arrependimento que ficam posando de ministros de Deus! Não tem essa de "posso falar nada não contra esse sujeito, que vou ser condenado por Deus e uma maldição do arranca-toco vai vier sobre minha vida"! Denominações que assim se comportam tornam-se terrenos férteis para todo tipo de abuso espiritual, algo muito conhecido e doloroso para quem dele se torna vítima.
É bom deixar bem claro isso: NÃO PODEMOS ACRESCENTAR LEI À GRAÇA! Muita gente pensa que precisa acrescentar Lei (e pior, legalismo!) à Graça para que esta última não seja "Graça Barata". Quem assim pensa e age não entendeu patavina do que a Bíblia ensina! Segundo Dietrich Bonhoeffer, pastor e teólogo da Igreja Luterana da Alemanha, que hoje descansa no Senhor, "a graça barata é a pregação do perdão sem arrependimento, é o batismo sem a disciplina de uma congregação, é a Ceia do Senhor sem confissão dos pecados, é a absolvição sem confissão pessoal. A graça barata é a graça sem discipulado, a graça sem a cruz, a graça sem Jesus Cristo vivo, encarnado [...] A fé se torna barata quando é oferecida como um produto de consumo para satisfazer as massas que buscam uma mensagem que se encaixe aos seus desejos pessoais. Quando é oferecida como espetáculo para um público que deseja que se adoce os ouvidos e se prometa estabilidade para seu "status quo". Quando se defende a identidade de ser filho ou filha de Deus como uma garantia para reivindicar as promessas materiais em troca de uma módica soma ou transação monetária a que alguns chamam de “lei da semeadura e da colheita” ou “pacto com Deus" (veja mais em: https://www.ultimato.com.br/conteudo/bonhoeffer-a-graca-barata-e-o-evangelho-da-prosperidade) . Disciplinar não significa oprimir, discipular não significa manipular: a disciplina é o ensino de como viver a nova fé em Cristo, enquanto o discipulado é fazer de cada cristão uma pessoa mais semelhante a Cristo. Para levar os crentes a unidade da fé, a perfeita varonilidade espiritual! Disciplina pode envolver correção e repreensão? Sim. Mas isso é feito SEMPRE À LUZ DO QUE ENSINA O NOVO TESTAMENTO, nunca a partir daquilo que o homem acha que é bom. Aliás, é para isso que Deus confere à Igreja apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres, os quais são dados pela Graça! Pergunto: o Novo Testamento ensina o legalismo? Ensina o autoritarismo? A infalibilidade pastoral? O "não toque no ungido do Sinhô"? O ritualismo? A guarda de "dias"? A possibilidade de cristãos serem amaldiçoados? A subserviência à denominação?
É por tudo isso que devemos nos esforçar para reter firmemente a Graça de Deus em nossas vidas! Para por fim nessa praga chamada legalismo só esperando e vivendo inteiramente na graça oferecida na revelação de Jesus Cristo! Escandolosa Graça, incontrolável Graça, Barulhenta Graça, mas acima de tudo Graça! Graça sem nenhum tipo de mérito ou de sistema meritocrático, sem nenhuma sombra de auto-justificação ou de auto-salvação ou de conquista de bênçãos de qualquer tipo! Graça que humilha e mantém humilde, Graça que reduz ao mínimo "o eu" para aumentar ao máximo "o Ele", Graça que diz "você não merece nada do que Eu fiz e faço e farei em ti e por ti, nem nunca merecerá independente do que faça ou venha a fazer, mas mesmo assim Eu fiz, faço e farei sempre; não porque você merece, mas porque Eu quero; não por seus méritos, mas pelo Meu Filho!" Graça que pega o pior pecador e põe na posição de Filho de Deus, Adotado como Filho, somente e exclusivamente pela fé em Cristo - e isso independente da vida pregressa! Graça que chama para perto, que aproxima, que cuida, que sustenta, que fortalece, que anima, que impulsiona, que enche de fé e de amor o coração, que constrange pelo tão grande amor propiciado! Graça que independe de usos e costumes, de regras humanas, de ritos e rituais! Graça que solta e que deixa livre aquele que foi solto por ela! Graça que chama pelo amor, pela bondade, pela tamanha misericórdia que fica impossível dizer não a esse chamado! Graça que nos leva a Deus de forma leve, gostosa, prazerosa, sem dramas e sem encucos, sem medo!
Pense nisso e viva inteiramente na Graça de Deus!
GRAÇA e paz!
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