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quarta-feira, 10 de abril de 2013

CRISTIANISMO BÍBLICO FOR DUMMIES II

Continuando o assunto da argumentação anterior ("CRISTIANISMO BÍBLICO FOR DUMMIES I"), aqui veremos como Deus providenciou ao longo da Bíblia a salvação para o homem pecador.

Como foi visto, após a queda de Adão no Éden, o pecado por ele cometido, na condição de cabeça da raça humana, a qual estava em Adão representada, estendeu-se a toda humanidade em ação e efeitos. Esse pecado é conhecido na Teologia como "Pecado Original". Assim, toda humanidade após Adão pecou (e ainda peca) juntamente com Adão e, assim como Adão, toda humanidade sofre as consequências terríveis do pecado - a morte, em todos os seus significados. Acerca desse fato, nos ensina o apóstolo Paulo: "Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram. [...] por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação [...] pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores." (Rm 5.14-19)

Por causa do pecado de Adão é que os homens pecadores passaram a se auto-condenarem ao inferno; não tivesse Adão cometido tal pecado, homem nenhum jamais teria ido parar naquele lugar de dores e sofrimentos e, a exemplo de Adão, ainda hoje o homem escolhe, por sua livre vontade, ir para este lugar ou não. Noutras palavras, com o seu pecado, Adão optou livremente em afastar-se bem como a toda humanidade de Deus, abrindo a possibilidade de cada homem e mulher serem condenados eternamente. Ele optou por seguir o conselho de Satanás, passando ao seu lado, ao invés de permanecer firme ao lado de Deus. Foi a partir daí que Satanás passou a ser o "deus deste século": roubando o domínio, dado ao homem por Deus, pela tentação e pelo pecado. O homem passou a ser dominado pelo diabo.

Com o pecado, Adão ficou desolado, condenado a estar separado de Deus, o Deus que o criara e a todas as demais coisas, com o qual mantinha comunhão diária, no horário da viração do dia (Gn 3.7). O rompimento da comunhão com Deus gerou medo em Adão. Essa foi a primeira vez que o medo surgiu na história da humanidade e de toda a criação. O pecado gerou o medo: medo da presença de Deus. Como fazer para restaurar a comunhão? Era preciso eliminar o pecado na vida do homem. Mas como fazer isso? Só havia um único jeito: o homem, morto por causa do seu pecado, precisaria nascer novamente, de forma que o pecado que foi enxertado em sua vida, pudesse ser arrancado dali definitivamente.

Para isso, Deus já havia providenciado a solução. Segundo a Bíblia, a solução de Deus foi providenciada antes que o mundo fosse criado (Ap 13.8), ou seja, antes que houvesse a criação, a redenção já exisita! Voltaremos depois a esse ponto. Agora, vejamos como Deus aplica a solução. Após a queda, Deus chama cada parte envolvida e anuncia a consequência, para cada parte, do pecado cometido. Assim, o pecado teve consequências sobre Adão e a criação ("Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida. Espinhos, e cardos também, te produzirá; e comerás a erva do campo.", Gn 3.17,18) e sobre Eva ("Multiplicarei grandemente a tua dor, e a tua conceição; com dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará", Gn 3.16), bem como sobre ambos ("No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás", Gn 3.19). Note que a extensão das consequências, como já foi dito, nos alcança em pleno séc. XXI. Deus também disse à serpente (que segundo a Bíblia é o diabo, satanás, o pai da mentira), na verdade a primeira a ouvir a sentença: "Porquanto fizeste isto, maldita serás mais que toda a fera, e mais que todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida. E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te esmagará a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar." (Gn 3.14,15) O versículo 15 é especialmente importante no contexto da redenção: ele é chamado proto-evangelho, ou seja, o primeiro evangelho.

No proto-evangelho, Deus anuncia à Serpente - que é satanás - que haveá inimizade eterna entre a serpente e a mulher e entre a descendência de ambas. Anuncia também que o descendente da mulher lhe esmagaria a cabeça, ou seja, esmagaria a autoridade adquirida pela serpente com o pecado de Adão. Foi assim que a redenção deu o seu primeiro sinal de vida dentro da história humana, afirmando ao homem que Deus, apesar do pecado do homem, haveria de providenciar o resgate do mesmo. Esse é o centro de toda a vida cristã e o foco do relacionamento de Aliança entre Deus e o homem. É interessante notar que por ocasião do nascimento de Caim, primeiro filho de Adão e Eva após a expulsão do Éden, Eva exclama: "qanah 'iysh 'eth Yhovah", que é traduzido por "alcancei do SENHOR um homem" (Gn 4.1), que também pode ser traduzido como "Gerei um homem por Jeová", ou ainda "gerei um homem, o Senhor".  Essa última forma de traduzir o texto é bem interessante, pois expressa o sentimento que Eva possuía com relação a Caim, ou seja, que ele fosse Aquele que esmagaria a cabeça da serpente.Acerca desse sentimento, comenta o Rev. José Maurício Passos Nepomuceno, em seu artigo "Cristo no Período Adâmico - Proto Evangelho" (disponível em http://www.monergismo.com/textos/teologia_pacto/cristo_adamico_nepomuceno.htm. Acesso 04 abr. 2013):

"Eva estava declarando a esperança de que sua redenção se completasse naquele que havia nascido, uma vez que ela e o marido ouviram atentamente o que havia sido dito à serpente: “...e o seu Descendente. Este te ferirá a cabeça...”. A Bíblia se silencia a respeito do desenrolar mais particular da vida do primeiro casal, mas aquela promessa, feita ainda no ambiente glorioso do Éden, que estava ressoando nas mentes de Adão e Eva no nascimento de Caim, manteve sua sonoridade no momento do nascimento de cada um dos seus filhos. Por isso, para o povo de Deus no Velho Testamento um nascimento era sempre importante, afinal trazia de volta a expectativa aguda do surgimento do libertador prometido." 

É interessante notar que apesar da esperança de Eva acerca de seu filho Caim, não foi ele o descendente prometido por Deus. O diabo, contudo, não sabia disso (ele não é onipotente nem onisciente, e não sabia quem era a semente); tendo ouvido a promessa de Deus acerca do nascimento de um descendente que o venceria e acabaria com seu domínio do homem, ele tratou rapidamente de fazer com que Caim pecasse. Para vencer Satanás, o descendente da mulher não poderia pecar em hipótese alguma. Uma vez conseguido o intento, Caim também estaria debaixo do domínio de Satanás. Esse intento foi plenamente realizado na inveja que ele teve de Abel e no seu assassinato, posteriormente, eliminando assim dois prováveis candidatos à vencê-lo. A estratégia de satanás para dominar é, sempre foi e sempre será uma só: levar o homem a pecar contra Deus. Estando o homem afastado de Deus pelo pecado, está invariavelmente nas mãos do inimigo (está morto, para com Deus, em delitos e pecados).

Note que a estratégia do diabo era, a princípio, muito boa: como ele não sabia quem seria o descendente da mulher, ele (1) tentaria todos os homens que nascessem, levando-os a pecar e/ou (2) mataria os homens. Essa estratégia foi usada pelo diabo inúmeras vezes, tanto no período patriarcal, quanto no cativeiro egípcio, quanto nos períodos que se sucederam. Por exemplo, no cativeiro egípcio, lemos: "E o rei do Egito falou às parteiras das hebréias (das quais o nome de uma era Sifrá, e o da outra Puá), e disse: Quando ajudardes a dar à luz às hebréias, e as virdes sobre os assentos, se for filho, matai-o; mas se for filha, então viva. Então ordenou Faraó a todo o seu povo, dizendo: A todos os filhos que nascerem lançareis no rio, mas a todas as filhas guardareis com vida" (Êx 1.15,16,22), fato ocorrido por ocasião do nascimento de Moisés, o libertador do povo de Deus. O mesmo episódio se repetirá anos depois: "Então Herodes, vendo que tinha sido iludido pelos magos, irritou-se muito, e mandou matar todos os meninos que havia em Belém, e em todos os seus contornos, de dois anos para baixo, segundo o tempo que diligentemente inquirira dos magos" (Mt 2.16), ocorrido por ocasião do nascimento de Nosso Senhor, o libertador do cativeiro de satanás.

Conforme explica Asher Intrater, em "Céus e Terra no Plano de Deus" (disponível em: http://www.revistaimpacto.com.br/ceus-e-terra-no-plano-de-deus. Acesso: 04 abr. 2013), depois da morte de Abel, Deus levantou outra descendência em Sete, procurando em uma geração após outra achar um grupo de pessoas leais a ele a fim de introduzir sua semente na Terra, destruir o diabo, redimir o homem e unir novamente o Céu e a Terra. Porém, a situação foi ficando cada vez pior, até que todos estavam corrompidos, dominados pelo inimigo.

Seguindo o texto bíblico, posteriormente ao episódio com Caim e Abel, vemos novamente a ação maligna do diabo, registrado em Gênesis 6, corrompendo o gênero humano. Somente Noé achou graça aos olhos do Senhor, e Deus usou a Noé para recomeçar novamente a história humana, após o dilúvio. É interessante notar que apesar da imensa corrupção humana, a Bíblia nos mostra que Deus usou Noé como "pregoeiro da justiça" (II Pe 2.5), concedendo oportunidade de arrependimento (e salvação do dilúvio) a todos que ouvissem e atendessem à pregação de Noé (I Pe 3.20; II Pe 3.4-10).  Assim, Deus julgou o mundo com o dilúvio, mas preservou Noé e toda a sua família e, com eles, seu plano redentor.


Mais adiante, vemos Abrão sendo chamado por Deus, para sair de uma cidade caldéia conhecida como Ur, onde ele residia, para "a Terra que o Senhor havia de mostrá-lo" (Gn 12.1). Abrão, assim, sai da sua terra, a qual lhe era conhecida, em direção a uma terra totalmente desconhecida, uma verdadeira jornada de fé no Deus que lhe aparecera em Ur e lhe fizera uma grande promessa: "E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção.E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra." (Gn 12.2,3) Nessa promessa de Deus a Abrão vemos de forma explícita o desejo de Deus em abençoar TODAS as famílias da Terra, o que envolve, obviamente, a redenção dessas famílias. Adiantando um pouco mais, Deus:

1) Fez uma promessa a Abrão de que ele teria um filho seu, gerado de suas entranhas. "3 Disse mais Abrão: Eis que não me tens dado filhos, e eis que um nascido na minha casa será o meu herdeiro. 4 E eis que veio a palavra do SENHOR a ele dizendo: Este não será o teu herdeiro; mas aquele que de tuas entranhas sair, este será o teu herdeiro. 5 Então o levou fora, e disse: Olha agora para os céus, e conta as estrelas, se as podes contar. E disse-lhe: Assim será a tua descendência." (Gn 15)

Aqui, há um das mais belas relações tipológicas da Bíblia, apontando para Aquele que cumpriria a promessa de Deus a Eva acerca da redenção do homem. Quando Deus faz essa grandiosa promessa a Abrão, ele pergunta a Deus: "Senhor DEUS, como saberei que hei de herdá-la?" (Gn 15.8). Deus, então, corta uma aliança com Abrão (vv. 9-11): Abrão toma uma bezerra de três anos, e uma cabra de três anos, e um carneiro de três anos, uma rola e um pombinho. Em seguida, ele mata esses animais, parte cada um deles pelo meio (com exceção das aves), e põe cada parte deles em frente da outra, formando assim um corredor. Para que esse corredor? Para que as duas partes - Deus e Abrão - atravessassem-no, em juramento, acerca da aliança entre eles (Jr 34.18-20).  Aquilo que aconteceu com aqueles animais deveria acontecer com aquele que quebrasse a aliança - esse era o juramento. Ora, esse juramento teria destruído a descendência de Abrão caso ele tivesse entrado com Deus nesse corredor, porque Abrão sendo humano não tinha condições de celebrar uma aliança condicional com Deus. Para evitar isso, Deus faz com que um sono profundo caia sobre Abrão, junatmente com grande espanto e grande escuridão (vv.12). Deus então substitui Abrão no juramento: "E sucedeu que, posto o sol, houve escuridão, e eis um forno de fumaça, e uma tocha de fogo, que passou por aquelas metades." (vv.17)  Assim, aliança celebrada não era condicional, mas incondicional. Deus estave dizendo: "Eu farei isso, Eu cumprirei a promessa independente do que você faça ou venha a fazer Abrão. Aconteça o que acontecer, Eu o Senhor cumprirei a minha promessa". Ao passar sozinho entre as carcassas, Deus jurou fidelidade às Suas promessas e tomou somente sobre si a responsabilidade pelo seu cumprimento, novamente confirmando que tinham sido dadas unilateral e incondicionalmente. Nada e nem ninguém, no céu, na Terra ou em qualquer lugar do Universo poderia impedir que Deus cumprisse o que prometeu!

Aqui, há também uma profunda revelação da Palavra de Deus acerca da forma do cumprimento da promessa de redenção.  "Ao iniciare ste sacrifício de sangue com Abrão, Iahweh ilustrou como Ele planejava cumprir Sua promessa de um herdeiro. Um herdeiro é um que herda algo. Para que haja uma herança, aquele que tem algo a deixar para o herdeiro precisa morrer. Isso significa que alguém teria que morrer para Abrão e sua semente posterior ganharem a herança prometida por Iahweh." (Charles Elliott Newbold, Jr.  A SEMENTE TRANSCENDENTE DE ABRAÃO, Um povo para Iahweh)

2) Mudou o nome de Abrão (significa "grande pai") para Abraão ("pai de multidão") e de sua esposa Sarai para Sara. "1 SENDO, pois, Abrão da idade de noventa e nove anos, apareceu o SENHOR a Abrão, e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso, anda em minha presença e sê perfeito. 2 E porei a minha aliança entre mim e ti, e te multiplicarei grandissimamente. 3 Então caiu Abrão sobre o seu rosto, e falou Deus com ele, dizendo: 4 Quanto a mim, eis a minha aliança contigo: serás o pai de muitas nações; 5 E não se chamará mais o teu nome Abrão, mas Abraão será o teu nome; porque por pai de muitas nações te tenho posto; 6 E te farei frutificar grandissimamente, e de ti farei nações, e reis sairão de ti; 7 E estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência depois de ti em suas gerações, por aliança perpétua, para te ser a ti por Deus, e à tua descendência depois de ti. 15 Disse Deus mais a Abraão: A Sarai tua mulher não chamarás mais pelo nome de Sarai, mas Sara será o seu nome. 16 Porque eu a hei de abençoar, e te darei dela um filho; e a abençoarei, e será mãe das nações; reis de povos sairão dela." (Gn 17)

É interessante notar que a mudança de nome está associada a uma mudança de natureza. De acordo com a concordância de Strong, Sarai significa “princesa” e Sara significa “mulher nobre.” A concordância de Young sugere que Sarai significa “Iah é príncipe” e Sara significa “princesa.” O Dicionário da Bíblia, de Unger, diz que Sarai pode ter significado “contenda.”

3) Fez com que Sara, que era estéril, já sendo velha, e Abraão sendo já velho, concebesse e desse à luz a um filho, chamado Isaque. "1 E O SENHOR visitou a Sara, como tinha dito; e fez o SENHOR a Sara como tinha prometido. 2 E concebeu Sara, e deu a Abraão um filho na sua velhice, ao tempo determinado, que Deus lhe tinha falado. 3 E Abraão pôs no filho que lhe nascera, que Sara lhe dera, o nome de Isaque. 5 E era Abraão da idade de cem anos, quando lhe nasceu Isaque seu filho." (Gn 21)

Em Isaque, Deus reafirma novamente a promessa de redenção quando pede a Abraão que sacrifique a Ele seu único filho. No momento em que Abraão levanta o cutelo para matar Isaque, a Bíblia diz que "o anjo do SENHOR lhe bradou desde os céus, dizendo: Abraão, Abraão! Não estendas a tua mão sobre o moço, e não lhe faças nada; porquanto agora sei que temes a Deus, e não me negaste o teu filho, o teu único filho. Então o anjo do SENHOR bradou a Abraão pela segunda vez desde os céus, e disse: Por mim mesmo jurei, diz o SENHOR: Porquanto fizeste esta ação, e não me negaste o teu filho, o teu único filho, que deveras te abençoarei, e grandissimamente multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus, e como a areia que está na praia do mar; e a tua descendência possuirá a porta dos seus inimigos; e em tua descendência serão benditas todas as nações da terra; porquanto obedeceste à minha voz." (Gn 22.15-18) Isaque saiu ileso! Mais uma vez, o Senhor mostrou, a partir desse episódio, de forma claríssima, como se daria a redenção da raça humana!

Assim, ao longo da Bíblia, outros inúmeros acontecimentos vão surgindo na história da redenção, como por exemplo as ofertas registradas no livro de Levítico, todas apontando para um desfecho final, o surgimento de um Redentor definitivo: o nascimento de Nosso Senhor Senhor. Ele é o descendente da mulher, que esmagou a cabeça da serpente na cruz do Calvário. Ele, sem pecado, ofereceu-se a Si mesmo como oferta pelo nosso pecado, cumprindo cada promessa feita por Deus ao longo da história. Jesus foi sepultado. Seu corpo estava embaixo da terra, e seu espírito desceu para o inferno. Satanás pensou: “Finalmente ganhei! Jesus deve ter-se contaminado com orgulho, e Deus o está rejeitando. Eu ganhei, venci Jesus!”  Porém, o que o diabo não sabia era que a morte de Jesus não era gerada pela Sua transgressão pessoal, mas pelo simples e puro amor pela humanidade. Ali, no inferno ("as regiões inferiores da Terra"; Ef 4.9), Jesus não entra no inferno como um pobre pecador condenado por algum pecado como o diabo entendia, mas como VENCEDOR! Ele proclama a sua vitória aos espíritos em prisão (I Pe 3.19), toma do diabo as chaves da morte e do inferno (Ap 1.17,18) e leva cativo o cativeiro (Ef 4.8), esmagando a cabeça da serpente, expondo-a e a todos os principados, potestades e demônios à vergonha pública (Cl 2.14,15). Torna, então, a entrar em Seu corpo e ressuscita dentre os mortos e, em carne, comparece diante do Trono de Deus!

Com a morte, sepultamento e ressurreição de Nosso Senhor, todo o homem pecador pode, se assim desejar, ter a redenção dos seus pecados e consequentemente a vida eterna. Quando o pecador, ao ouvir a mensagem evangélica, as boas novas de salvação, de que Jesus morreu em seu lugar, passa então a crer na morte de Jesus como substitutiva para a sua própria, confessando os seus pecados e recebendo o Senhor como parte integrante e principal de sua vida ("aceitar a Jesus") então seus pecados são perdoados por Deus. Assim, a salvação é obtida somente e exclusivamente pela fé identificadora em Jesus e Sua obra, o que advém de ouvir a Palavra de Deus. Não é, portanto, obtida por quaisquer outros meios, tais como sacrifícios, despachos, caridade, boas obras, filosofias, ciências, espíritos, pedras, energias, rituais, religiões, caminhos de auto-aperfeiçoamento, etc. O PLANO DE DEUS PARA SALVAÇÃO DO HOMEM É A FÉ EM CRISTO EXATAMENTE COMO ENSINA A BÍBLIA. Qualquer alternativa fora do plano de Deus, ao qual acabamos de relatar aqui de forma resumida mas que pode ser visto de forma completa na Bíblia, nada mais é do que a manifestação do pecado original, da rebelião do homem contra Deus, da tentativa de auto-suficiência humana em detrimento da total dependência divina e, consequentemente, um fracasso em seus esforços e propósitos.  Daí, também, deriva-se a grande importância que os cristãos genuinamente evangélicos (que seguem o Evangelho, ou a Bíblia, sem invencionices e sandices) conferem à pregação, quer seja ela dentro da Igreja ou fora da Igreja (por meio do Evangelismo).

No que consiste (ou deveria consistir) a pregação evangélica, portanto? Resumidamente:

1. No estado espiritual que a humanidade se encontra - mortos espiritualmente. Separados espiritualmente de Deus, vivendo em densas trevas espirituais, sob a influência (direta e/ou indireta) de Satanás e seus demônios. Pecadores inveterados, costumazes. Se morrerem nesse estado, condenar-se-ão a si mesmos a viverem eternamente separados de Deus, num lugar chamado inferno.

2. A solução de Deus para esse estado humano. Deus ama o pecador (a pessoa), mas odeia o pecado (o que a pessoa faz). Daí, há intensa pregação contra o pecado. Um genuíno cristão JAMAIS, em HIPÓTESE ALGUMA, concordará com qualquer prática que Deus considere pecado (*) tal como está na Bíblia, seja esta prática realizada POR QUEM QUER QUE SEJA, pois sabe quais são as terríveis consequencias que essas práticas geram.  Para resgatar o homem dessa vida de pecado, Deus enviou Jesus para morrer pelos pecados. O homem, conscientizado de sua vida errática, pecaminosa e distanciada de Deus, precisa então somente reconhecer-se pecador, confessar os seus pecados e crer em Jesus como propiciação pelos pecados, recebendo-O como Único Senhor e Salvador pessoal. Tal pessoa passa a estar em Cristo. 

(*) Pecado é um conceito bíblico-teológico, não é um conceito científico ou social. Mesmo que a ciência, a sociedade ou o governo permita e/ou até incentive uma prática ou comportamento, se esse comportamento estiver enquandrado na Bíblia como pecado ele será encarado desse modo pelo cristão, exatamente como a Bíblia ensina. O cristão genuíno não só se absterá dessa prática mas a condenará como pecado em si mesma, exortando, por meio de pregações e estudos, cada pessoa a fugir da mesma (e do mundo) para Cristo, exatamente como ensina a fé cristã bíblica. Para o cristão que segue verdadeiramente a Cristo conforme a Bíblia ensina, o pecado (a prática de algo) é e sempre será algo a ser evitado e combatido; isso por amor a Cristo e aos pecadores (o praticante de algo).

3. Como esse homem, agora em Cristo, deve buscar viver a sua vida, segundo a vontade de Deus expressa na Bíblia, vivendo sua vida de forma piedosa e honesta, evitando toda a sorte de maldade, de pecado e de vícios (sejam eles quais sejam), servindo a Deus em sua Igreja e vida cotidiana, sendo fortalecida a sua fé por meio de pregações, orações, jejuns e estudos bíblicos e aguardando a sua redenção final, quando então morará para sempre ao lado do Senhor.


Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!

Um comentário:

  1. Somente a mente brilhante e amorosa de Deus poderia orquestrar tal plano de salvação.Em todo o seu desenrolar vemos a maravilhosa Graça estendida a todo o pecador.Basta a este aceitá-Lo e reconhecer-se impotente para salvar-se.Infelizmente,muitos olham para a Bíblia e a consideram um livro ultrapassado,um mero conto de historinhas.Muitos nunca se deram ao trabalho,ou sequer tiveram a curiosidade de lê-la,para só então darem o seu parecer.Quantos ao fazê-lo,mudaram de opinião e se renderam a Deus.É por isso que amamos esse livro,bem como Aquele que o inspirou.Mesmo que muitos o rejeitem e o considerem lenda,ele continua sendo Martelo,Espada,Escudo .Presente desse Pai Maravilhoso que não nos deixou na cegueira,mas se revelou a nós e continua a nos falar através da Sua Palavra.

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