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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

A TOTAL SUFICIÊNCIA DA BÍBLIA SAGRADA COMO REGRA DE FÉ E PRÁTICA

"Sola Scriptura", ou "Somente a Escritura". Trata-se de um dos princípios basilares da Reforma Protestante. Sola scriptura reconhece a presença e permite o uso da história, linguagem, estudo contextual, patrística e estudiosos na interpretação dos textos Bíblicos. No entanto, qualquer interpretação proposta deve ser feita SEMPRE de acordo com o padrão das Escrituras, isto é, "a Bíblia se interpreta pela própria Bíblia". Os escritos de teólogos piedosos, as decisões dos conselhos eclesiásticos e tradições transmitidas através dos tempos - embora não necessariamente inúteis em si mesmas - não atingem o padrão de supremacia das Escrituras. A palavra de Deus é sempre a palavra final.

Aqui, a Escritura é seu próprio intérprete (sui ipsius interpres), ela é clara em sua própria mensagem (claritas), ainda que determinadas passagens sejam obscuras e somente ela é juiz, norma e regra (iudex, norma et regula). Noutras palavras, toda a Escritura - Antigo e Novo Testamentos - é norma normativa (norma normans, regra que regula) por excelência. Todo o demais pode vir a ser, no máximo, norma normada (norma normata, regra que é regulada).

Outro termo semelhante é "Prima Scriptura", ou "A Escritura Primeiro". A idéia é que as Escrituras não são a única regra de fé na igreja, ainda que sejam a autoridade máxima quanto a esse mister. Refere-se a primazia das Escrituras, sendo elas ocupando posição de destaque entre as tradições e as decisões eclesiásticas, embora essas também possuam alguma autoridade juntamente com Escritura. Este ensino decorre da idéia de que quando os apóstolos fundaram a igreja, eles deixaram um conglomerado de ensinamentos, tanto escritos e não escritos, onde a a parte escrita tornou-se Escritura. Portanto, enquanto há tradições e crenças extra-bíblicas, as Escrituras é que possuem mais autoridade entre eles. No entanto, porque acredita-se que as Escrituras, tradições e autoridade da igreja vêm todos da mesma fonte (isto é, Cristo e os apóstolos), todos eles carregam diferentes graus de importância.

Por fim, há ainda o termo "Sola Ecclesia", ou "Somente a Igreja". Refere-se a doutrina que ensina que a igreja é a única autoridade e regra de fé, e tudo é decidido por meio do corpo eclesiástico. Os Testemunhas de Jeová, os Mórmons e algumas seitas neo-pentecostais (e até algumas Igrejas mais tradicionais...) seguem esse ensino, onde a palavra do líder (ou do corpo de líderes) é superior até mesmo às Escrituras. Estas são interpretadas segundo o entendimento daquele líder, sem nenhum compromisso com o texto ou o contexto da Bíblia.

No meio evangélico atual, nunca houve um tempo em que predominem os abusos e deturpações dos textos Bíblicos como se vê. A Bíblia é usada para justificar qualquer ensino mirabolante, sem a menor consideração com as regras da hermenêutica sagrada. Há uma descaracterização dos ensinos bíblicos em prol da satisfação pessoal do ouvinte/ofertante, uma evidência de descompromisso com a fé cristã reformada. Há também aqueles que usam as Escrituras e as ensinam sem sequer conhecê-las, como se vê em muitos púlpitos espalhados pelo Brasil. Basta ligar a TV num programa evangélico, ou escutar uma rádio evangélica que as aberrações intrepretativas logo têm início. Mesmo em programas não-evangélicos, como alguns "talk shows", é possível deparar-se com um "pastor(a)" falando coisas acerca da fé, de Jesus e da Bíblia "do arco da velha", sandices sem tamanho.

A Bíblia, que já foi odiada e queimada em praça pública por imperadores, como Diocleciano, mas até hoje preservada, está sendo vilipendiada por aqueles que deveriam ter todo o zelo para preservar sua história e ensino. Ao interpretarem as Escrituras segundo o seu bel-prazer, estes ditos pastores, bispos e apóstolos estão, na verdade, contribuindo com o diabo na consecução do seu antigo plano de destruir as Escrituras, não fisicamente, mas espiritualmente, desacreditando-a como Palavra de Deus pelo ridículo que estão gerando ao torcer o Livro Santo para justificar suas abominações e carnalidades. Além disso, estão conduzindo multidões ao inferno, com suas doutrinas espíritas e feiticeiras, com seus ensinos voltados para o "aqui e agora", sem nenhuma preocupação com o destino eterno de ninguém.

A Bíblia não é um manual de práticas de como se manipular o sobrenatural em benefício pessoal, como fazem crer os pastores, bispos e apóstolos do erro e da mentira. Isso seria equiparar a Bíblia a um livro de feitiçaria, mais um manual espírita-esotérico, onde os mestres do sobrenatural ensinam seus aprendizes a cultuar e sacrificar aos demônios. Não é porque a Bíblia menciona a vitória de Israel sobre Jericó que agora nós, crentes em Cristo, vamos ficar dando voltas em torno de um papel onde estão escritos os problemas e obstáculos humanos! Não! Do mesmo modo, o Espírito Santo não inspirou o registro do episódio da manifestação de Deus a Moisés no Sinai por meio de uma sarça que ardia, mas não se consumia, para que agora os crentes acendam uma fogueira e queimem seus pedidos de oração. Ainda há quem chame essa fogueira de "santa"...

Há muitos ensinos como esses, que dão origem a uma série de práticas que nada tem a ver com a fé cristã reformada, nem mesmo com fé cristã alguma. Por exemplo, no Antigo Testamento Deus instituiu os sacrifícios de animais para expiação do pecado de Israel. Enquanto a genuína fé bíblica interpreta corretamente esses sacrifícios como tipos do sacrifício de Cristo na cruz (o antítipo), os deturpadores das Escrituras afirmam que agora os crentes precisam sacrificar, sendo este sacrifício via de regra financeiro.

Outro ponto que onde há uma série de erros são os costumes da Igreja, colocados em pé de igualdade às Escrituras Sagradas. Coisas como adornos da mulher, uso de vestimentas, proibições de alimentos e bebidas, etc no mesmo patamar daquilo que a Bíblia recomenda aos crentes em Cristo são um grave erro que muita gente boa comete.  Por exemplo, não são poucos os que interpretam os textos de I Pedro 3:3 ("O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura dos vestidos") e de I Timóteo 2:9 ("Que do mesmo modo as mulheres se ataviem em traje honesto, com pudor e modéstia, não com tranças, ou com ouro, ou pérolas, ou vestidos preciosos") como uma proibição para as mulheres cristãs no séc. XXI, o que tem levado muitas pessoas ao ridículo e a escandalizarem outros. Por causa da suposta proibição bíblica das vestimentas levada às últimas consequências, acabam vestindo-se de forma a causarem escândalos - o que é um pecado - mesmo não mostrando parte alguma do corpo.

Abre parênteses: Esse ensino distorcido sobre as roupas da mulher é antigo, derivando-se do periódo patrístico, quando a mulher era muito mal vista na sociedade e nos meios religiosos, por conta da errônea equiparação das mesmas com Eva. Segundo aquele ensino, a mulher era amaldiçoada e fonte de maldição porque por causa de Eva, a primeira mulher, Adão pecou e o pecado entrou no mundo. O ensino é repetido sob a forma do mito grego de Pandora, a primeira mulher que existiu, criada por Hefesto e Atena. Segundo o mito, Pandora não resistiu à curiosidade e abriu a caixa dada a ela por Epimeteu, seu esposo, e os males escaparam. Por mais depressa que providenciasse fechá-la, somente conservou um único bem, a esperança. E dali em diante, foram os homens afligidos por todos os males. Isso chama-se "maniqueísmo dualista", segundo o qual o Universo foi criado e é dominado por dois princípios antagônicos e irredutíveis: Deus ou o bem absoluto, e o mal absoluto ou o Diabo. Os maniqueístas dualistas possuíam uma visão negativa do matrimônio e acabou projetando nos círculos cristãos a idéia da mulher tentadora, que carnalmente seduzia os homens de Deus. A mulher, filha de Eva, era vista como prevaricadora; Tertuliano chegou a afirmar que a mulher era "porta do diabo". Ele prescreveu uma série de normas sobre as vestimentas e cuidados corporais, intituladas "De cultu feminarum". Segundo Tertuliano, a mulher deveria andar com "roupas de penitência", em "trajes humildes", porque elas traziam em seu próprio sexo a maldição; as jóias e adornos seriam instrumentos da mulher destinados à corrupção do homem, instrumentos de prostituição. A salvação, para Tertuliano, consistia na exibição da modéstia no vestir e no adorno; assim a observância da modéstia pela mulher não era em essência, mas exterior.  Fecha parênteses.

Qual seria a correta interpretação dos textos bíblicos de I Pedro 3:3 e de I Timóteo 2:9? São estes textos uma probição absoluta para as irmãs em Cristo? O que os apóstolos Pedro e Paulo tencionavam ensinar nestas passagens? Precisamos analisar o contexto aqui. Ambos os textos tratam de um mesmo assunto, logo a interpretação de um necessariamente envolve o outro, caso contrário teremos dois textos falando a mesma coisa com interpretações diferentes, conduzindo a ensinos diferentes, e fazendo da Bíblia um punhado de contradições sem sentido. Ao contrário, a Bíblia é harmônica em si mesma, não havendo nela nenhuma contradição doutrinária.

Assim, vamos ver o texto de I Pedro 3:1 a 4: "Semelhantemente, vós, mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos; para que também, se alguns não obedecem à palavra, pelo porte de suas mulheres sejam ganhos sem palavra; considerando a vossa vida casta, em temor. O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura dos vestidos; mas o homem encoberto no coração; no incorruptível traje de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus.". Neste texto, Pedro está combatendo realmente o uso de adornos e vestimentas pela mulher cristã? De certo que não! O que Pedro está ensinando é que a mulher cristã deve se preocupar primeiramente (não exclusivamente) em possuir e exibir qualidades morais e espirituais, as quais transcendem as qualidades humanas, como a beleza. Noutras palavras, para Pedro a mulher cristã deveria ter um comportamento cristão para que seus maridos fossem ganhos sem palavra (logo, pelo testemunho de vida delas). Elas não deveriam basear as suas vidas apenas no cuidado com o corpo, mas principalmente com o espírito, porque eles não seriam ganhos pela beleza exterior, mas pela interior. Por isso, Pedro faz uma oposição de conceitos, mostrando a supremacia de um sobre o outro (afinal, a Bíblia não é livro de moda), mas em momento nenhum ele proíbe o uso de jóias e adornos, nem condena o uso dos mesmos como prejudiciais a fé cristã. Aqui, é o mesmo que dizer "trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; porque a este o Pai, Deus, o selou." (Jo 6.27) O que Jesus está ordenando? Que ninguém mais trabalhe, que não busque sustentar a si mesmo, mas que viva da contemplação do sobrenatural? É lógico que não! Ele está fazendo o mesmo que Pedro, uma oposição de conceitos - terreno e espiritual - para ressaltar que o segundo como propósito primeiro (não exclusivo) para a vida do cristão. Conciliar as duas coisas, de forma a atingir o equilíbrio, é a meta de cada cristão. "Pedro insistiu, não que o aspecto exterior devesse ser negligenciado, mas que agora o desenvolvimento do seu caráter, e o agradar aos seus maridos, deveria ser item prioritário nas suas vidas e fazer com que elas alcançassem uma beleza mais completa, duradoura e satisfatória." (Portela, 1998)

Russell Norman Champlim, Ph.D., em seu comentário "O Novo Testamento Interpretado - Versículo por Versículo", sobre o texto de I Pe 3.1-4, concorda com essa linha de interpretação: "Pedro dava a entender não que as mulheres devem ser descuidadas em seu vestuário, porque isso chamaria para elas uma atenção negativa. Também não é provável que estivesse proibindo o uso de jóias." Antes ele advertia contra a ostentação e no exagero. A ornamentação externa exagerada é sinal de mundanismo. Acerca do aparato do vestuário ("compostura dos vestidos"), ele continua: "Essas palavras não proíbem o uso de roupas de boa qualidade, nem encorajam o desleixo nas vestes. Antes, proíbem a tentativa de ostentação deliberada, através do uso de vestidos bordados com ouro ou com jóias". Cada irmã deve estar individualmente convencida dos limites entre a modéstia e o exagero. Se uma mulher crente é cuidadosa a respeito do decoro da sua alma, também terá bom senso em se vestir e ornamentar.

Do mesmo modo, poderiámos enumerar uma série de passagens bíblicas onde o uso de jóias e adornos é reconhecido e incentivado. Por exemplo, na ocasião da construção do tabernáculo no deserto. Vejamos, por exemplo, Êx 11.2:  "Fala agora aos ouvidos do povo, que cada homem peça ao seu vizinho, e cada mulher à sua vizinha, jóias de prata e jóias de ouro." Essas jóias e ouro são aquelas que Israel havia trazido do Egito, a mando do próprio Deus. Já em Êx 35.22, lemos: "Vieram, tanto homens como mulheres, todos quantos eram bem dispostos de coração, trazendo broches, pendentes, anéis e braceletes, sendo todos estes jóias de ouro; assim veio todo aquele que queria fazer oferta de ouro ao Senhor." Logo, aqueles que não estavam "bem dispostos de coração" não ofertaram e, portanto, retiveram as ofertas para si mesmos. Porém foram dadas muitas ofertas, além do que era preciso! Por conta disso, "disseram a Moisés: O povo traz muito mais do que é necessário para o serviço da obra que o Senhor ordenou se fizesse. Pelo que Moisés deu ordem, a qual fizeram proclamar por todo o arraial, dizendo: Nenhum homem, nem mulher, faça mais obra alguma para a oferta alçada do santuário. Assim o povo foi proibido de trazer mais." (Êx 36,5,6) Novamente, se o povo foi proibido de trazer mais, o que eles fizeram com aquilo que estava sob suas posses? Jogaram fora, no lixo? Voltaram ao Egito para devolver o excedente? Fizeram uma fogueira santa e queimaram tudo?!? Note que se as jóias e utensílios eram abominação, Deus jamais deveria ter pedido para Israel trazê-las do Egito. Segundo, se as jóias eram só para a construção do tabernáculo, como querem fazer crer alguns, então ou não deveria haver sobras ou as sobras deveriam ser destruídas. Mas nada disso foi feito! O que sobrou foi devidamente usado por cada filho e cada filha de Israel, como adorno! O texto em Êx 38.8 é claro e direto: "Fez também a pia de bronze com a sua base de bronze, dos espelhos das mulheres que se reuniam e ministravam à porta da tenda da revelação." O bronze da bacia foi fornecido pelos espelhos de metal polido das mulheres! Para que será que elas usavam o espelho?!?

Note que o foco está posto no equilíbrio. Uma mulher cristã não deve, em hipótese alguma, vestir-se e adornar-se sensualmente, com vestidos extremamente decotados ou saias demasiadamente curtas; nem usar certos tipos de adornos que confiram uma aparência sensual, porque (1) isso é mundanismo, coisa que a cristã deve evitar em qualquer hipótese e (2) porque isso levará inevitavelmente a confundí-la com as mulheres mundanas, não-convertidas. Esse é o propósito, por exemplo, da questão do uso do véu, pelas irmãs em Cristo na cidade de Corinto. Toda confusão é prejudicial a própria pessoa, bem como a fé que ela diz pertencer. Um brinco, uma pulseira, um anel ou um colar são neutros em si mesmo do ponto de vista espiritual; mas a irmã que deles faz uso deve fazê-lo com moderação. Por sua vez, um fio dental, shortinhos e calças apertadíssimas ou vestes transparentes, não são vestimentas corretas para uma mulher cristã. O espelho - tanto a Palavra de Deus quanto o do quarto - é um aliado importante das irmãs cristãs. Querer aparecer "gostosa", "poderosa", "sensual" e coisas do tipo, exibindo seu corpo sem pudor, é atitude contrária ao Espírito cristão. O mesmo vale para o homem cristão, porque a fé e os princípios de Deus são os mesmos! Nada de microssungas e de shortinhos e calças apertadíssimas!

Retornando ao tema central dessa argumentação, na qual foi abordado a partir de um caso clássico o uso dos princípios da Sola Scriptura na interpretação dos textos bíblicos, as Escrituras são suficientes em si mesmas. No popular, não é necessário reinventar a roda, apenas saber usá-la. O que cada pastor, bispo ou apóstolo deve fazer é primeiramente parar de ensinar o que a Bíblia não ensina. Não distorcer o texto bíblico em hipótese alguma, mas buscar basear sua fé nele como ele é, corrigindo a si mesmo quanto as práticas contrárias e só então corrigindo a grei. Em segundo lugar, procurar conhecer a Bíblia e as regras de hermenêutica e exegese, estudando-a com afinco de forma a poder "apresentar-te diante de Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade" (II Tm 2.15). A Bíblia é a nossa única regra de fé e prática, amados irmãos e irmãs em Cristo! Alterar isso, é mudar o que Deus estabeleceu, é remover os marcos antigos. Modificar a Palavra de Deus é incorrer em maldição: "Eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro: Se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus lhe acrescentará as pragas que estão escritas neste livro; e se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus lhe tirará a sua parte da árvore da vida, e da cidade santa, que estão descritas neste livro." (Ap 22.18,19)

Pense nisso! Deus está te dando visão de águia!

Referências:

1) Portela, Elizabeth Zekveld. O "Adorno" da Mulher Cristã: proibição ou privilégio? Revista Fides Reformata 3/2. Julho-Dezembro de 1998. Disponível em http://www.mackenzie.com.br/fileadmin/Mantenedora/CPAJ/revista/VOLUME_III__1998__2/o_adorno....pdf. Acesso em 30/01/2012.

2) Dias, Geraldo J.A, Coelho. Perspectivas Bíblicas da Mulher e Monaquismo Medieval Feminino. Revista da Faculdade de Letras. Disponível em http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/2020.pdf. Acesso em 30/01/2012.

5 comentários:

  1. Parabéns mais uma vez pastor. Achei muito interessante a questão a vestimenta da mulher. De fato muitos líderes interpretam de forma errônea essa passagem abordada do Ap. Pedro. Os assuntos anteriores sobre o mundo digital também achei muito bons. Que Deus abençoe cada vez mais o senhor para trazer esses estudos para o fortalecimento da fé cristã. Depois gostaria de saber mais sobre o seminário Rhema que o Pr. Rodrigo me informou. Tenho interesse. Paz!

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  2. Muito boa a comparação dos textos de 1 Pe 3.1-4 e Jo 6.27, pr. Realmente o mesmo instrumento de linguagem é utilizado, nunca havia pensado nesta comparação.

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  3. Gostei das referências também. Obrigada!

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  4. Interessante é que aqueles, que proibem as mulheres de se enfeitarem,são os mesmos que torcem os pescoços ao verem passar uma mulher cheirosa,maquiada,bem vestida(na maior parte das vezes com pouca roupa).Ou seja,o problema está com a fonte,o coração extremamente poluído.A esposa tem que cheirar a alho,cebola.Tem que se vestir como uma enjeitada,com coques que parecem mais uma colméia,sem pintura ou jóias.Ou seja cópias da bruxa do 71.Se tiverem uma penca de filhos,melhor ainda.Assim não sobrará dinheiro,nem tempo para se cuidarem.
    Esse negócio de interpretar a Bíblia ao seu bel-prazer é antigo,cheira a farisaísmo moderno.

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  5. Ótima postagem. Esse lema Reformador "Sola Scriptura" deveria ser mais propagado em nossos dias. Vivemos num emaranhado de interpretações absurdas do texto bíblico, sendo criadas doutrinas a partir desses trágicos equívocos e grupos e mais grupos surgem com práticas e ensinamentos que não levam em consideração a boa hermenêutica. Tenho lutado contra isso a muitos anos, tentando ensinar que a Bíblia se interpreta pela Bíblia e mostrando biblicamente que devemos ser honestos com o texto bíblico. Mas, o que vejo é que poucos se interessam pelo assunto. Muitos até gostam de viver em comunidades onde a pressão psicológica é característica marcante e onde "doutrinas estranhas" e procedimentos nada bíblicos são ensinados. O que fazer? continuar, prosseguir alertando contra tais desvios sem contudo deixar de respeitar e amar as pessoas. Essa é nossa missão. Deus está conosco nessa empreitada!
    Ótima abordagem da questão.
    Graça e Paz.

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