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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

DOM DE LÍNGUAS - ESPÍRITO SANTO E SEUS DONS NA IGREJA, HOJE!

"E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro doutores, depois milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas. Porventura são todos apóstolos? são todos profetas? são todos doutores? são todos operadores de milagres? Têm todos o dom de curar? falam todos diversas línguas? interpretam todos? Portanto, procurai com zelo os melhores dons; e eu vos mostrarei um caminho mais excelente." (I Co 12.28-31)

Dons espirituais são dons concedidos por Deus para Sua Igreja, dons da graça de Deus, não méritos, e assim, eles não indicam de modo algum o grau de santificação de uma pessoa. Diversas passagens do Novo Testamento listam os dons espirituais; eliminando-se as repetições chega-se a um total de 21 dons. Dentre estes, figura o dom de línguas.

O dom de línguas – conhecido popularmente como glossolalia – é um dos dons mais controvertidos e mais mal compreendidos no meio evangélico. Há uma disputa ferrenha acerca da realidade e do propósito desse dom, com os mais variados entendimentos sobre o tema. As línguas estranhas seriam um produto da psiquê humana, invencionice de “crentes pentecostais que não conhecem a Bíblia em seu fanatismo religioso” (como é proposto por irmãos que seguem o tradicionalismo religioso-filosófico)? Ou seriam as línguas estranhas na verdade línguas estrangeiras, ou seja, estranhas para quem fala mas conhecidas para quem ouve? Ou a língua estranha é a língua dos anjos?

No meio da imensa polêmica acerca do dom de línguas, há ainda aqueles irmãos que propõem que o dom de línguas (juntamente com o dom de profecia, o dom de apóstolo e outros) cessou com o fim da era apostólica. Esse grupo crê numa tese teológica chamada cessacionismo. O que a Bíblia tem a dizer sobre a glossolalia? Para começar a responder essa pergunta, vamos analisar alguns episódios bíblicos e seus respectivos textos que abordam o tema.

1) A Promessa de Jesus: “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas; pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão.” (Mc 16.15-18)

O termo “sinal” vem do grego “semeion” e indica algo sobrenatural, miraculoso. Assim, Jesus neste texto passa a listar as manifestações sobrenaturais que acompanhariam os seus discípulos. A expressão “falar novas línguas”, em grego é γλωσσαις λαλησουσιν καιναις (transliterado como glossais lalesousin kainais). Glossa é língua, por implicação uma linguagem, laleo significa falar. Daí vem o termo glossolalia, falar línguas. Porém resta ainda um termo: kainós. Kainós, no grego, é algo totalmente novo, inédito, sendo diferente de néos, novo no contexto. Thayer diz que kainos indica "um tipo novo, sem precedentes, inédito". O Theological Dictionary of the New Testament, diz que kainos denota “o que é novo na natureza, diferente do habitual, impressionante, melhor do que o velho, superior em valor ou atração". Assim, é possível concluir que a manifestação das “novas línguas” prometidas por Jesus não seriam novas no contexto de quem fala, mas sim num contexto mais amplo, inéditas até mesmo para os ouvintes. Nada há aqui que fale da interpretação dessas línguas, pois elas são apenas um sinal.

2) A Descida do Espírito Santo no dia de Pentecostes: “E, CUMPRINDO-SE o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar; e de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. E em Jerusalém estavam habitando judeus, homens religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu. E, quando aquele som ocorreu, ajuntou-se uma multidão, e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua. E todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros: Pois quê! não são galileus todos esses homens que estão falando? Como, pois, os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos?” (At 2.1-7)

No dia de Pentecostes, isto é, 50 dias após a Páscoa houve um grande e importante fenômeno sobrenatural na vida dos crentes que estavam reunidos. No que consistiu esse fenômeno? No enchimento de cada um daqueles irmãos com o Espírito Santo. Esse enchimento com o Espírito Santo foi manifesto pessoalmente com a concessão do próprio Espírito para que cada um falasse noutras línguas. Porque o Espírito Santo fez isso? Porque a cidade estava cheia de viajantes, que tinham vindo para Jerusalém por ocasião da Páscoa e ali estavam, agora, para celebrar a festa de Pentecostes – a entrega da Lei de Deus a Moisés no Sinai. A festa de Pentecostes era uma festa essencialmente agrícola, onde havia a ceifa das espigas de milho.

No dia de Pentecostes, Deus cumpriu os antítipos dessa festa. Com a descida do Espírito Santo e Suas línguas, houve a colheita de 3.000 pessoas para Cristo, onde Deus entregou-lhes a Lei, porém não em tábuas de pedra, mas em corações de carne. Para que isso acontecesse, Deus escolheu cumprir, nesse dia, a profecia de Joel. Nas palavras do Apóstolo Pedro, “Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel: E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, Que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; E os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, Os vossos jovens terão visões, E os vossos velhos terão sonhos; E também do meu Espírito derramarei sobre os meus servos e as minhas servas naqueles dias, e profetizarão.” (At 2.16-18 comp. com Jl 2.28,29)

Neste caso específico, o que eram as línguas repartidas? Eram línguas completamente novas, inéditas? Não! Eram tão-somente as línguas de cada um viajante que estava na cidade naquela ocasião. Eram novas para os irmãos que as receberam, mas não eram novas para os viajantes que ali estavam, mas eram as línguas deles! Não eram línguas aprendidas com o estudo, mas recebidas do Espírito Santo. O propósito delas naquele momento específico era evangelístico. Eles mesmos reconheceram isso: “todos nós temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus.” (At 2.11) Pedro, em seu discurso, explicou a todos aqueles homens, perplexos pelo que viam e ouviam, que aquilo que eles presenciavam nada mais era do que o resultado do derramamento do Espírito Santo por Nosso Senhor Jesus Cristo: “De sorte que, exaltado pela destra de Deus, e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vós agora vedes e ouvis.” (v.33) Essa manifestação nada tema ver com o dom de I Coríntios 14, portanto, já que Paulo explica que "quem fala em língua desconhecida não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o entende, e em espírito fala mistérios" (v.2).

3) A Descida do Espírito Santo sobre os Gentios: “E, dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios. Porque os ouviam falar línguas, e magnificar a Deus. Respondeu, então, Pedro: Pode alguém porventura recusar a água, para que não sejam batizados estes, que também receberam como nós o Espírito Santo?” (At 10.44-47)

Aqui, novamente vemos a ligação entre o falar em línguas e o derramamento do dom do Espírito Santo. Por isso, os crentes pentecostais afirmam o derramamento do Espírito Santo sobre uma pessoa precisa necessariamente produzir uma evidência exterior, visível: falar noutras línguas. É importante compreender a forma pela qual os crentes reconheceram que o Espírito fora derramado sobre os gentios. Os fiéis da circuncisão – os crentes israelitas, que estavam com Pedro naquele episódio, se maravilharam porque ouviram os gentios falar línguas e magnificar a Deus.

A partícula “e”, do grego “kai”, é uma partícula aditiva. Kai significa “e, também, ainda, assim então, também, etc”, sendo freqüentemente usado em ligação (ou composição) com outras partículas ou palavras pequenas. É interessante notar, contudo, que na tradução para a língua portuguesa (Almeida Revista e Corrigida, Almeida Corrigida Fiel, etc) foi colocada uma vírgula antes dessa partícula. O mesmo recurso é visto na versão americana da Bíblia, a King James Version (For they heard them speak with tongues, and magnify God), na American King James Version, na American Standard Version, Douay-Rheims Bible, English Revised Version, Reina Valera (1909), Sagradas Escrituras (1569) em espanhol e na francesa Martin (1744). A presença da vírgula dá a entender que há uma separação entre as duas partes, como se fossem coisas diferentes entre si ainda que conectadas. Deste modo, quando os gentios receberam o derramamento do Espírito, eles “falaram em línguas e (falaram) magnificaram a Deus” ao invés de “falaram em línguas e (por meio delas) magnificaram a Deus”.

A conclusão lógica era de que para os crentes israelitas o derramamento do Espírito Santo envolvia a manifestação do falar em línguas, quer fossem estas línguas conhecidas pelos ouvintes, quer não. Isso vem ao encontro do texto de Marcos 16, harmonizando o ensino bíblico sobre as línguas. Conclui-se que o ensino sobre enchimento do Espírito Santo e as línguas como evidência visível desse enchimento fazia parte do ensino apostólico, com base nos ensinos de Jesus, na descida do Espírito Santo em Pentecostes e noutros muitos episódios semelhantes ao ocorrido na casa de Cornélio.

4) O Ensino Apostólico sobre os Dons Espirituais: “E a outro a operação de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas. E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro doutores, depois milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas. Têm todos o dom de curar? falam todos diversas línguas? interpretam todos?” (I Co 12.10,28,30)

“AINDA que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.” (I Co 13.1)

“Porque o que fala em língua desconhecida não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o entende, e em espírito fala mistérios. Mas o que profetiza fala aos homens, para edificação, exortação e consolação. O que fala em língua desconhecida edifica-se a si mesmo, mas o que profetiza edifica a igreja. E eu quero que todos vós faleis em línguas, mas muito mais que profetizeis; porque o que profetiza é maior do que o que fala em línguas, a não ser que também interprete para que a igreja receba edificação. E agora, irmãos, se eu for ter convosco falando em línguas, que vos aproveitaria, se não vos falasse ou por meio da revelação, ou da ciência, ou da profecia, ou da doutrina? Dou graças ao meu Deus, porque falo mais línguas do que vós todos.” (I Co 14.2 e subseqüentes)

No conceito Paulino, foi o próprio Deus quem colocou na Igreja os seus diversos dons. Aqui, há uma clara distinção entre a língua enquanto sinal (Mc 16) e a língua enquanto dom. A língua enquanto sinal é "para os que crerem" (Mc 16.17), sendo sinal para os crentes. Já a língua enquanto dom não é sinal para os crentes, mas para os descrentes (I Co 14.22). Em ambos os casos, fala-se uma língua desconhecida; no entanto, apenas a língua como dom é passível de interpretação. O objetivo do dom de línguas não é necessariamente falar aos homens (como foi claramente esta razão no caso de Pentecostes), mas falar a Deus para a própria edificação! Ninguém, em hipótese alguma, jamais entenderá a língua, porque não é uma língua estrangeira, a menos que lhe seja dada a interpretação. São mistérios falados em espírito com Deus; só Deus entende o que a pessoa está dizendo. Note: (1) o propósito não é eclesiológico enquanto coletividade de crentes, nem evangelístico/missionário; o propósito é pessoal, individual, voltado para o crente na sua relação individual com Deus. Obviamente, se cada crente é edificado por meio desse dom, o coletivo acaba sendo edificado, tendo-se em vista que a soma de todas as partes equivale ao todo. (2) Quem fala em línguas, ainda que não compreenda o que diz, edifica a si mesmo. A edificação pessoal de quem fala em línguas não está ligada a compreensão mental do que diz. (3) A interpretação precisa ser concedida pelo Espírito Santo, logo não é uma interpretação realizada com as faculdades humanas, bem como o caráter ininteligível das línguas – portanto, línguas estranhas (à compreensão humana)! Fica assim evidente o caráter extático desse dom!

Paulo disse que queria que todos os crentes de Corinto falassem em línguas. Para Paulo, a língua enquanto dom não era prejudicial à fé ou a comunhão ou a espiritualidade cristã (o que seria um absurdo, já que elas servem para edificação e algo que serve para edificação não prejudica a fé de ninguém). Por sua vez, obviamente é um contrassenso que num culto público, onde o propósito não é apenas a edificação pessoal, mas sim a edificação coletiva – crentes e descrentes, haja apenas a manifestação ininterrupta do dom de línguas. Imagine se todos falarem em línguas ao mesmo tempo durante todo o culto cristão: perdeu-se o propósito da reunião coletiva. Quem entrar num ambiente assim dirá que tratam-se de malucos (v.23)! Novamente vejamos o que diz Paulo: “Porque, se eu orar em língua desconhecida, o meu espírito ora bem, mas o meu entendimento fica sem fruto. Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento. De outra maneira, se tu bendisseres com o espírito, como dirá o que ocupa o lugar de indouto, o Amém, sobre a tua ação de graças, visto que não sabe o que dizes? Porque realmente tu dás bem as graças, mas o outro não é edificado.” (I Co 14.14-17) A língua-dom é uma forma de edificação e tem o seu lugar no culto cristão (não ocupando todo o culto), mas não é a única forma de edificação e nem a principal.

É interessante notar o que disse Paulo: “Dou graças ao meu Deus, porque falo mais línguas do que vós todos.” (v.18) Paulo falava em línguas! Ele não está se referindo a si mesmo como poliglota, proficiente nas mais diversas línguas que há no mundo; isso contrariaria o contexto de I Co 14. De acordo com a interessante informação de São Paulo, o milagre das línguas consistia nisto, que os órgãos vocais produziam sons não por um trabalho da mente, mas pela operação do Espírito Santo sobre esses órgãos. Ainda acerca do dom de línguas Paulo diz: “E, se alguém falar em língua desconhecida, faça-se isso por dois, ou quando muito três, e por sua vez, e haja intérprete. Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus.” (vv. 27,28) Ele está proibindo o falar em línguas? De forma alguma: “Portanto, irmãos, procurai, com zelo, profetizar, e não proibais falar línguas. Mas faça-se tudo decentemente e com ordem.” (I Co 14.39,40) A questão toda está centrada na decência e na ordem. Devemos falar em variedades línguas (dom de variedades e não o sinal) quando houver intérprete. Porém, é preciso considerar que o dom de línguas mais o dom de interpretação das línguas equivale ao dom de profecia. Ora, se é profecia é uma mensagem de alto valor, com sentido, com começo, meio e fim. Não é baboseira, coisas de nenhum valor para edificação, com mensagens antibíblicas e antiéticas, como infelizmente muito se vê no meio pentecostal.

Por fim, as línguas são línguas dos anjos? A resposta é não. Paulo diz em I Co 14 que ele falava em línguas, já em I Co 13 ele diz que não falava a língua dos anjos, isto fica indicado pelo condicional da frase: "Ainda que eu falasse". Alguns rabinos, por orgulho nacionalista, insistiam que a língua dos anjos era o hebraico. Orígenes afirmava que a língua dos anjos era superior a língua dos homens; apesar de ser uma boa teoria, não passa de especulação. Não há nenhuma evidência bíblica acerca da forma e natureza da língua dos anjos.

Os crentes pentecostais crêem que a evidência do batismo com Espírito Santo é o sinal das línguas (não o dom). O dom de línguas é presente divino, dado como e para quem o Espírito Santo decide, para edificação pessoal. Seu uso na Igreja está restrito a existência do dom da interpretação das línguas. Porém, o dom de línguas não é o maior nem o mais excelente dom, como entendiam os crentes de Corinto (o que não desmerece sua existência e importância). O objetivo final dos dons espirituais sempre foi e sempre será a edificação do Corpo de Cristo, não confusões e partidarismos muito comuns, infelizmente, nas Igrejas que entendem os dons do Espírito também para os nossos dias.

As meninices acerca do uso dos dons espirituais não devem servir como desculpa para que a Igreja desconsidere-os nos dias atuais. Se há meninice no uso, que se levantem os irmãos maduros e corrijam as crianças, mostrando, como Paulo (que possuía muitos dons em sua vida), o caminho da maturidade sem desprezar os dons. A polêmica em torno dos dons espirituais movida por alguns grupos religiosos-filosóficos dentro da Igreja é inútil, não edifica ninguém e, desse modo, para nada serve. Filosofia nunca salvou e nem nunca salvará ninguém; o Evangelho não é filosofia, é poder de Deus, apresentado aos homens com demonstração do Espírito e do poder.

O que devemos fazer? Seguir o que a Bíblia diz, sempre! Procure com zelo os melhores dons! Abra sua vida para o fluir do Espírito Santo! A Igreja mais do que nunca precisa dos dons espirituais HOJE. Dom de línguas, dom de interpretação, dons de curar, profecia, discernimento de espíritos, fé, etc. são imprescindíveis! O diabo e o homem estão cada vez mais endiabrados, o inferno tragando centenas de milhares de vidas enquanto a Igreja que aí está só se preocupa em "aparecer bonitinha na foto"!  Politicagens, dinheiro, poder secular... isso é mundanismo e é totalmente dispensável; mas os dons espirituais nunca foram e jamais serão dispensáveis, eles são prioritários para a Igreja. Contudo eles só serão concedidos SE a Igreja voltar ao propósito planejado por Deus.

Acima de tudo, precisamos buscar o Espírito Santo, Ele é Ele o nosso Consolador Amado e, ainda assim, um "ilustre desconhecido" em muitas Igrejas! Dizemos que Ele é Deus e Senhor - e de fato Ele é - mas, na prática, o tratamos com se fosse um Ser impessoal, uma "força ativa de Deus Jeová" (como diriam os hereges TJs). A parte que lhe damos em nossos cultos é mínima! O resultado disso é óbvio. Voltemos ao Senhor, como no princípio; voltemos a dar-lhe a Voz e a Direção, a Honra e a Glória devidas, como no Livro de Atos. Que novamente se ouça na Igreja: "E disse o Espírito Santo!"  É o Espírito Santo quem faz com que a Igreja não seja somente um "clube de filósofos-religiosos", mas a Casa de Deus e a Porta dos Céus!

Espírito Santo,
Vem Ministrar Tua Graça em Nossas Vidas
Seu Poder, Em Nosso Meio Manifestar!
Feridas e Marcas vem Curar!
Libertar, dar Nova Vida e a Vitória de Deus Proclamar!
Vem Senhor, Te amamos!
Vem, e faz-nos Um em Ti!
Vem e Mostra Tua Glória!
Tua Voz Nos faça Ouvir!

Pense Nisso! Deus está te dando visão de águia!

2 comentários:

  1. Pastor,

    Como sempre bem esclarecedor seus artigos. Gostei.

    O senhor irá continuar falando sobre dons?

    Eu gostaria muito de ler também a respeito dos ministérios.

    Graça e Paz!
    Angelica Lima

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  2. Como sempre em tudo que não entendem,negam.Como explicar o fato de um grande número de irmãos,falar em línguas?Será que todos enlouqueceram?Muitos assim afirmam,porque ainda não receberam o dom.Grandemente abençoada haveria de ser a Igreja se todos manifestassem esse e outros dons.Certamente que não existiria essa bagunça,pois o Espírito Santo teria voz e vez sempre.

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