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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

A Igreja de Cristo Internacional

Também conhecida como o Movimento de Boston, Ministérios de Multiplicação, O Movimento de Discipulado, Igreja de Cristo de Boston, etc.





História

 Em 1 de junho de 1979 surgiu um dos mais recentes candidatos a restaurador da Igreja Primitiva: a Igreja de Cristo Internacional (ICI), fundada pelo norte-americano Kip McKean. A ICI tem suas raízes nos "Discípulos de Cristo", grupo formado em 1809 por Alexander Campbell, nos EUA, que, vendo a desunião dos cristãos, decidiu uni-los. Sua proposta era acabar com o denominacionalismo e resgatar o Cristianismo primitivo. Ironicamente, o grupo converteu-se numa denominação, e também se dividiu em 1909, dando origem às Igrejas de Cristo.

Kip McKean tornou-se membro de uma das Igrejas de Cristo, a de Crossroads, na Flórida, EUA, em 1973. Quem o levou para essa igreja foi Charles [Chuck] Lucas, que, em 1967, na Flórida, iniciou um programa denominado Multiplying Ministries (Multiplicando Ministérios ou Ministérios Multiplicativos). Devido a ter se destacado como um evangelista fervoroso, seguindo fielmente ao programa criado por Lucas, Kip McKean foi enviado para a Igreja de Cristo de Lexington, Massachusetts, em 1979, onde sua atuação promoveu um crescimento fenomenal. Este acontecimento marcou — segundo a própria ICI — o início de seu movimento religioso. Iniciando com 30 membros, McKean foi-se isolando das demais Igrejas de Cristo, afirmando que por meio daquele grupo estaria restaurando a Igreja que Jesus formou no Novo Testamento, o Cristianismo da Bíblia.

Em 1981 foi introduzido um plano de evangelização mundial, que consistia em plantar igrejas em metrópoles-chave ao redor do mundo. Dessas "igrejas pilares" outras regiões geográficas ao redor dessas cidades seriam alcançadas. As três primeiras implantadas foram Chicago e Londres, em 1982 e Nova Iorque, em 1983. Ainda em 1983 o nome da igreja foi mudado para Igreja de Cristo de Boston, daí o nome "Movimento de Boston", surgido em 1984, que passou a designar todas as outras igrejas implantadas sob a orientação da Igreja de Boston. O caráter separatista crescia a cada dia. Muitos membros das outras Igrejas de Cristo, bem como de outras igrejas cristãs, passaram a deixar seus grupos de origem, aliando-se a Kip McKean. Isso foi causando discussões e intrigas no Movimento.

Outro incidente também causou distúrbios no Movimento: em 1985 a Igreja de Cristo de Crossroads expulsou Chuck Lucas, o "pai na fé" de Kip McKean, por conduta sexual indevida. Ninguém mais seguraria Kip McKean. Muitos líderes se recusaram a obedecer sua liderança, que queria centralizar tudo em Boston, contrariando o sistema congregacional das Igrejas de Cristo, ou seja, cada igreja local, com sua liderança própria, era responsável por si mesma. A fim de salvaguardar sua liderança, McKean empreendeu entre 1986 a 1989 uma série de mudanças no Movimento, que foi denominada de "A Grande Restauração". Para começar, separou-se definitivamente das Igrejas de Cristo tradicionais, considerando-as uma "denominação morta" .

A partir daí começou a rebatizar todos os que faziam parte do Movimento, incluindo os líderes, que agora seriam escolhidos e treinados pessoalmente por ele. Quem não quisesse se submeter, deveria sair do Movimento, não sendo mais considerado um cristão. Segundo McKean, seria preciso abandonar a "doutrina da autonomia", substituindo-a pela "doutrina da irmandade e unidade!". Em 1988 McKean criou um sistema piramidal, sendo ele o topo dessa pirâmide. Ele se tornou o Evangelista Mundial de Missões. Sua esposa, Elena Garcia McKean, passou a ser conhecida como a Líder Mundial do Ministério de Mulheres. Dividiu as nações do mundo em setores, designando um casal de líderes por setor.

Em 1990, McKean se muda de Boston para Los Angeles, de onde passa a dirigir o Movimento. A igreja de Los Angeles é considerada a "Mega-igreja", com uma assistência de 12.000 pessoas. Em 1993, a fim de substituir o nome "Movimento de Boston", McKean, juntamente com outros líderes do movimento, numa conferência realizada no Los Angeles Sports Arena, adotaram o nome Igreja de Cristo Internacional, que, dependendo da cidade onde se encontrar, receberá o nome da mesma: se estiver em São Paulo será chamada de Igreja de Cristo Internacional de São Paulo; se estiver no Rio de Janeiro será designada Igreja de Cristo Internacional do Rio de Janeiro etc. O alvo de Kip McKean é implantar igrejas nas 216 nações do mundo.


O Movimento no Brasil

No Brasil, a ICI iniciou oficialmente suas atividades de proselitismo em maio de 1987, quando um grupo de 15 pessoas, liderado por Miguel e Anne-Brigitte Taliaferro, de Nova Iorque, desembarcou em São Paulo. No ano seguinte os Taliaferro vão para a África, e Jonh e Barbara Porter assumem a liderança de São Paulo. Em 1991 é formada a ICI do Rio de Janeiro.

Em 1993 os Porter voltam para os Estados Unidos, assumindo a liderança em São Paulo Othon e Gabriela Neves (atuais Líderes do Setor Geográfico do Brasil). A ICI expandiu-se para outras cidades brasileiras, incluindo Belo Horizonte (1994) e Salvador (1997), atraindo principalmente jovens desiludidos com a religião de modo geral. Muitos são universitários. Em agosto de 1996, utilizando da H.O.P.E. Worldwide (Ajudando as Pessoas ao Redor do Mundo), uma ONG (organização não governamental), com sede em São Paulo, criada pela ICI em 1987 para ser seu "braço benevolente", a ICI promoveu uma campanha de doação de sangue, reunindo cerca de 32.000 pessoas na Cidade de São Paulo.

Para esse evento, contratou o grupo musical baiano, Olodum — com raízes no Candomblé — para fazer um show, a fim de atrair pessoas para evangelizá-las. Seus adeptos juntaram-se aos participantes, evangelizando-os. Com sua atividade diária de proselitismo, a ICI já conta com 5 igrejas implantadas no Brasil, uma membresia em torno de 2.600 pessoas, e uma assistência de 4.000 aos domingos. Mas, para quem se espanta com tal crescimento, há um dado interessante: segundo informou John Porter, numa palestra realizada em São Paulo, em novembro de 1997, dos 800 novos convertidos naquele ano, o movimento perdeu 500! Uma perda de quase 65%. A ICI tem como desafio principal trazê-los de volta ao rebanho de McKean.


A Presunção da Igreja Internacional de Cristo.

A Igreja Internacional de Cristo julga ser a única e verdadeira igreja de Cristo, formada por verdadeiros discípulos, pois afirma ter restaurado o discipulado bíblico. Somente a ICI possuiria as características da verdadeira igreja: ensino bíblico, amizades, união, disposição financeira, alegria e crescimento diário. Declarou Kip McKean: Com essa convicção das Escrituras, veio a característica principal, só encontrada em nosso movimento – a igreja verdadeira e composta só de discípulos. (...) Não conheço nenhuma outra Igreja, grupo ou movimento que ensine e pratique o que ensinamos.


Discipulado na ICI: Manipulando Psicologicamente os Neo-Convertidos

Convite para um "Bate-Papo Bíblico". Num ambiente tranquilo e sem tópicos ameaçadores. Cobre os Fundamentos do Cristianismo, com discussões fáceis de entender. Os convertidos potenciais são ajudados, com convites especiais, para estudos mais avançados. Então o candidato é chamado para se unir a um discipulador, para estudar a Bíblia e aprender a ser "mais igual a Jesus". A partir daí a pessoa é introduzida em práticas e estudos emocionalmente mais rígidos.

"Enganchar" é quando alguém procura demonstrar os mesmos interesses de outra pessoa, passatempos e outra informação pessoal, com a finalidade de lisonjear. Isto é feito para atrair o candidato a membro para o grupo.

"Bombardeio de amor" é onde uma visita do candidato é inundada por lisonja e amizade, para produzir o sentimento que o grupo preencherá muitas das suas necessidades e desejos. Imediatamente, você fica POPULAR. Afinal de contas, quem não gostaria de ser popular? Como um novo convertido, você é coberto superficialmente de atenção, e lisonja - onde eles lhe dizem como você é maravilhoso e inteligente por fazer parte da igreja deles. O bombardeio de amor funciona como a isca que esconde o anzol para que o peixe não desconfie, ou o açúcar que cobre o veneno. Como você pode imaginar, este tipo de manipulação é muito efetiva para enganar as pessoas solitárias.

Uma vez um membro decide ser um discípulo, ele é conduzido por uma série de estudos de Bíblia. Primeiro estudo é chamado, "Fundamentos Iniciais". Este compreende os fundamentos simples da Bíblia.

Segundo, "Os Pecados dos Gálatas". Tem por objetivo conseguir que o candidato a discípulo se arrependa, confesse seus pecados etc. A pessoa lê Gálatas 5:19-21 e então é dito a ela que faça uma lista dos seus pecados num papel. Eles são guiados a outras escrituras, sempre interpretadas isoladamente, que têm efeitos semelhantes, fazendo uma pessoa a se sentir culpado e cheio de pecado. Mais listas de pecado seguem. Às vezes uma lista dos pecados é mantida com o discipulador, que às vezes são expostos em várias situações, com o objetivo de, em última instância, manter o controle sobre a pessoa. Isto é usado para demolir uma pessoa emocionalmente.

Terceiro, "O estudo da Cruz". O discípulo ouve o discipulador contar a crucificação detalhadamente, e lhe é mandado dizer, "eu sou Judas"- "eu sou Pedro ", "Eu preguei Jesus na Cruz" etc. A crucificação é descrita nos seus detalhes desagradáveis e o discipulador lê da lista de pecados do discípulo. Freqüentemente, são ditas frases como, "Você o socou na face", "Você o escarneceu", "Você o chicoteou". Espera-se que o discípulo seja "quebrado" emocionalmente neste processo, e freqüentemente funciona.


Batismo

A Igreja de Cristo Internacional ensina que quando se recebe Jesus Cristo inicialmente, a resposta da pessoa tem que incluir fé, arrependimento, confissão, e batismo nas águas. Ensina também, que sem o batismo nas águas, os pecados da pessoa não são perdoados.

Não só deve ser batizada, mas a pessoa também deve ser batizado na Igreja de Cristo Internacional. Se uma pessoa tiver sido de alguma outra igreja, e vier a se juntar à Igreja de Cristo, ela deve ser rebatizada, porque o batismo original foi realizado numa falsa igreja, sem uma compreensão formal do batismo, o que o torna inválido.


Mais informações

Muitas pessoas foram vítimas da estrutura autoritária e intrusa desta igreja, de forma que a Universidade de Boston, Universidade de Marquette, Universidade da Califórnia Meridional, Universidade do Nordeste e Universidade de Vanderbilt são algumas das instituições de ensino americanas que proibiram a Igreja de Cristo de agir nos seus campus (o Arauto de Miami, 25 de março de 1992, pág.1A, 15A).

Os jovens são pressionados a deixar suas casas, abandonar os pais e às vezes seus estudos ou trabalho, para "seguir a Cristo". O controle excessivo exercido pelos líderes da Igreja de Cristo de Boston sobre seus membros não é apenas visto em assuntos espirituais, mas também em atividades da vida cotidiana do discípulo e até mesmo em assuntos da vida privada de casais. Trata-se de um "discipulado agressivo": todo novo convertido deve submeter-se a alguém que é “mais maduro no Senhor”. Através de uma série de estudos bíblicos de crescente rigidez, o discípulo é “quebrado” emocionalmente. O líder exerce controle não somente na área espiritual, mas sobre atividades diárias e particulares (onde morar, quem e quando namorar, que matérias fazer na escola, e mesmo com que freqüência ter relações com o cônjuge). Muitos discípulos chegam a deixar a família, emprego ou estudos para dedicar-se plenamente à organização.


Dízimo compulsório: um mínimo de 10 e até 20 ou 30% da renda bruta de um membro deve ser dado à igreja, mais uma contribuição especial anual. A doação é coagida e é monitorada cuidadosamente pelos líderes.

Confissão de Pecados: Cada membro tem que confessar todos os seus pecados a seu discipulador. Estes pecados são registrados e circulam entre a liderança. Os registros que se supõe serem mantidos confidenciais, na realidade se tornam uma ferramenta para humilhar e manter os membros em submissão para com a liderança de igreja. Esta prática insidiosa foi documentada pelo noticiário ABC News, em 15 de outubro de 1993.

Na prática, consiste em que cada recém-chegado ao movimento fique sob os cuidados de uma outra pessoa, que será, daí por diante, seu discipulador, a quem o neófito prestará contas de tudo o que fizer ou desejar fazer. O discípulo deverá confessar seus pecados diariamente fazendo uma lista deles e entregando ao discipulador, baseando-se em Tiago 5:16. Deve estar disposto a ir a qualquer lugar, deixar qualquer coisa, incluindo emprego, faculdade, enfim, tudo o que o discipulador determinar. Deve prestar contas de seu dízimo e de suas atividades de proselitismo: "Quantos você convidou? Por que não convidou? Quando vai convidar? Você já orou hoje? Por que você não veio na reunião de quinta-feira? Você diz que estava doente, mas por que não se esforçou e veio assim mesmo? Seja radical!" (CCAP, 2009) Segundo o movimento, um discípulo verdadeiro faz discípulos, senão, não é um cristão verdadeiro. Se o discipulador entender que houve falhas, a pessoa discipulada era severamente repreendida do ponto de vista emocional, reforçando a dependência emotiva com o movimento. (Obs.: eu mesmo fui testemunha e alvo desse tipo de abordagem, quando cursava a UFRJ. Conheci muita gente quebrada emocionalmente, com a vida destruída, por causa dessa abordagem maligna por parte dos membros dessa seita. Haviam saído da seita, mas os danos emocionais estavam feitos - pessoas inteligentes, que passaram a buscar ajuda psicológica profissional pelo estado em que ficaram após 1-2 anos de seita)

Refutação: A imputação de culpa e fobias é uma parte importante na metodologia de discipulado da ICI. O verdadeiro discipulado baseia-se no amor e na profunda dependência do Espírito Santo. Nenhum cristão é chamado para policiar e dominar a vida espiritual dos seus irmãos (Gl 5.5; 2 Co 1.24; Rm 14; Jo 8.31). Quanto à confissão de pecados, que o discípulo na Igreja de Cristo Internacional é obrigado a efetuar, baseando-se em Tiago 5;16, que diz "confessem os seus pecados uns aos outros", convém lembrar que este é um ato recíproco, nunca unilateral. Nessa igreja o discipulador ouve o discípulo confessar seus pecados, mas não confessa os seus próprios ao discípulo, uma vez que o discipulador tem, também, seu próprio discipulador. Ora, o "confessem os seus pecados uns aos outros" indica reciprocidade, ou seja, é toma-lá-dá-cá, do mesmo modo que encontramos na Bíblia: 

  • "Amai-vos uns aos outros" (João 13:34; 15:12, 17; Romanos 12:10; 1ª Tessalonicenses 4:9; 1ª Pedro 1:22; 1ª João 3:11, 23; 4:7, 12; 2ªJoão 1:5).
  • "Perdoai-vos uns aos outros" (Efésios 4:32; Colossenses 3:13)
  • "Suportai-vos uns aos outros" (Efésios 4:2; Colossenses 3:13)
  • "Aconselhai-vos uns aos outros" (Romanos 15:14; Colossenses 3:16)
Além disso, encontramos na Bíblia que a confissão deve ser feita sobretudo a Deus, que, por meio de Jesus Cristo, nosso Advogado junto ao Pai, nos perdoará de nossos pecados (1ª João 1:7 a 2:2).
 
 
Relações familiares: Se a família do membro não responde às tentativas agressivas de recrutamento, o membro da igreja é regularmente exortado por seus líderes a rejeitar as relações com os membros familiares, a favor da sua nova "família espiritual". Como 80% das pessoas que fazem parte do Movimento de Boston estão entre as idades de 18 a 28 anos, normalmente elas se separam dos pais, e às vezes seus cônjuges também são abandonados, porque não quiseram se unir ao Movimento.

Pecado e Salvação: Crêem que somente na ICI há verdadeiros discípulos de Cristo, os únicos que fazem parte do Reino de Deus na terra. Assim, sua salvação está ligada ao fato de fazerem parte do movimento, que exige obediência irrestrita. Qualquer dúvida ou questionamento deve ser evitado, pois conduzirá o indivíduo à perda de sua alma. Para os adeptos da ICI não existe pecado original. Eles afirmam que o pecado original foi uma invenção do século VII d.C. para apoiar o batismo infantil. Cada pessoa é responsável pela sua própria vida; portanto a culpa pelo pecado de Adão não foi transmitida. A natureza humana é capaz, por si só, sem nenhum auxílio sobrenatural, de evitar o pecado e praticar a vontade de Deus. Assim, quando alguém entra na ICI pode arrepender-se de seus pecados e mudar seu padrão de vida sem a intervenção do Espírito Santo. Demostrando a mudança, então é batizada para receber o Espírito Santo e ser salva. (CCAP, 2009)

Refutação: Essa forma de pensar é conhecida como Pelagianismo. Foi rejeitada pela Igreja no 5° século. No século V, Pelágio havia debatido ferozmente com Agostinho sobre este assunto. Agostinho mantinha que o pecado original de Adão foi herdado por toda a humanidade e que, mesmo que o homem caído retenha a habilidade para escolher, ele está escravizado ao pecado e não pode não pecar.
Por outro lado, Pelágio insistia que a queda de Adão afetara apenas a Adão, e que se Deus exige das pessoas que vivam vidas perfeitas, ele também dá a habilidade moral para que elas possam fazê-lo e embora considerasse Adão como "um mau exemplo" para a sua descendência, suas ações não teriam consequências para a mesma, sendo o papel de Jesus definido pelos pelagianos como "um bom exemplo fixo" para o resto da humanidade (contrariando assim o mau exemplo de Adão). Isso é exatamente igual ao modo da ICI encarar o Senhor Jesus: Apenas como um bom exemplo a ser seguido.
O pecado original (hereditário) não consiste na imitação de Adão (como pretendia Pelágio), mas na falta e corrupção da natureza humana, gerada naturalmente da semente de Adão (Gn 6.5; Sl 51.5; Jr 17.9; Mt 15.18-20; Rm 1.21-25; 3.9-23; 5.12-19; Ef 2.1). B. B. Warfield, um teólogo da cidade de Princeton, considerou o Pelagianismo “a reabilitação da visão pagã do mundo”, e concluiu com grande clareza: “Há duas doutrinas fundamentais sobre salvação: a que ensina que a salvação vem de Deus, e que ensina que a salvação é vinda de nós mesmos. A primeira é a doutrina fundamental do Cristianismo; a última, do paganismo universal”. (Horton apud Neto, 2009)

Vida após a morte: Dividem a humanidade em dois grupos: os justos (membros da ICI) que vão para o céu e os ímpios que vão para o inferno. Como "ímpios" designam todos os que não fazem parte da ICI, mesmo que afirmem ser cristãos ou discípulos de Cristo.


Conclusão:

A Igreja de Cristo Internacional é um grupo sectário que deve ser evitado. Junto com sua doutrina errada de que o batismo é necessário para salvação, é também um grupo legalista, manipulativo e que usa culpabilidade e doutrinas aberrantes para manter seus membros em submissão. Destruiu muitas vidas e continua afastando muitas pessoas do verdadeiro Cristianismo.

A ICI é uma seita agressiva e perigosa, porque suas doutrinas parecem estar superficialmente alinhadas com a ortodoxia. Seus adeptos, na maioria, são sinceros no que crêem (Jo 16.2). Todavia, os ensinos dessa seita levam as pessoas para bem longe de Jesus e criam, na mente de seus adeptos, uma frustração sem precedentes, pois o seu ideal espiritual nunca é tangível. É como diz Provérbios 14.12: “Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele conduz à morte”. Conforme disseram Stephen Arterburn e Jack Felton, a “fé tóxica é um relacionamento perigoso e destrutivo com uma religião que permite que a religião, não o relacionamento com Deus, controle a vida da pessoa”. (CCAP, 2009)


FONTES:

16 comentários:

  1. Quantos estão se sentindo esmagados por homens ditos pastores e por igrejas malucas!Lobos em pele de ovelha.Usam de toda artimanha para ludibriar os que tentam se aproximar de Cristo.Mas a sentença ,o juízo os
    aguarda.Célere se aproxima.Que Deus tenha misericórdia do seu remanescen-
    te.

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  2. gosto muito da igreja... sair e voltei de pois de 8 anos que o senhor continue transformando o seu povo a igreja passou por grandes mudanças mais continua com o mesmo amor uns pelos .

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  3. Igreja de Cristo de Boston nunca mais !!!

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  4. Eu Conheci e Apredi sobre o cristianismo verdadeiro na Igreja de Cristo Internacional do Rio de Janeiro.
    Todas as igrejas, religiões, seitas, grupos, profissões, tem pessoas falhas, pessoas boas e más. Hoje não faço mais parte da Igreja de Cristo, mas ali adquiri convicções profundas e inabaláveis sobre o poder de Deus em nossas vidas e sobre o preço que o Sr. Jesus pagou na cruz por nossas vidas.
    Sou muito grato a Deus por um dia ter conhecido a Igreja de Cristo Internacional do Rio de Janeiro.
    Quem conhece o verdadeiro cristianismo baseado na Blíblia Sagrada, como é esinado lá, nunca mais será a mesma pessoa.

    Luiz Lemos

    (Critão da Assembleia de Deus)

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  5. Eu também participei da igreja de Cristo. Era jovem e em busca de um ideal. 18 aninhos... a cibla ideal! aprendi muito sobre a biblia , sobre o poder de Deus...mas também aprendi a não confiar em todo mundo q diz ser seu amigo!! muita manipulação, distorção da biblia, invejas, fofocas... como em qualquer lugar onde reunem-se HUMANOS!
    algumas pessoas quando tornavam-se lideres, esqueciam a HUMILDADE
    Igeja de Cristo nunca mais, e estou aprendendo a reconstruir uma vida Cristã, pois fiquei muito tempo decepcionada com as comunidades ditas "cristãs".

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  6. Lucas Ferraz Silva22 de maio de 2013 19:59

    Primeiramente quero agradeçer por essa publicação a respeito da ICOC,sei que o publicador foi muito usado por Deus em carater de expor a mentalidade distorcida da ICOC.
    Fui membro dessa igreja a 6 anos,e certo que pequei um periodo que a igreja começou a reformar a sua doutrina devido,graças a Deus,a constatação de sua maneira de sustentar um tipo de vida cristã tão nocivo e danoso aos que aderiam a mesma.E claro que podemos mudar teoricamente certos fundamentos em qualquer organização, mas sabemos de fato,que o que faz a diferença mesmo é a pratica.Infelimente ainda a muitos indicios dessa doutrina McKeaniziana no modo de agir e fazer as coisas em relação a liderançã da Igreja,e preciso mesmo que eles tomem o vinho novo e se transformem em vasilhas novas,caso contrario se embriaguerar outra vez no vinho velho e não saberar para onde andar.
    Não agradeço a Deus por ter feito parte dessa Igreja,mas agradeço a Ele por ter o Seu Espirito Santo,homens nenhum fez a diferença na minha vida,so Cristo,a Ele seja a Gloria,o Louvor para todo sempre,amém.

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  7. Fui Batizado em1992 fiquei 10 anos na igreja ICI,la aprendi muitas coisas meus valores sao outros, e pela disciplina que mudamos nossa cultura, vicios, etc, estou casado e sou muito grato pelo que aprendi neste tempo.

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  8. Queridos Irmãos!
    Ainda faço parte da ICOC realmente muitas das práticas não bíblicas informadas neste site são verdadeiras! Graças à Deus passamos por uma reforma, as Igrejas da ICOC agora são autônomas e Deus tem nos dado paz em nosso convívio! Eu mesmo fiquei afastado por 05 anos mas estou firme agora e Deus tem abençoado muitíssimo, temos uma célula em Nova Iguaçu e temos crescido em espírito e vida! Procure uma de nossas Igrejas, assista o culto e tire suas conclusões, não se baseie em depoimentos sem antes averiguar! Que o nosso Deus esteja com todos vocês!

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  9. Olá,
    Sou filha de um ex lider da ICOC e hoje sou cristã. De certo que minha vida foi muito marcada por essa igreja, seja por boas lembranças, seja por más. Meus pais se afastaram da ICOC no início dos anos 2000, quando perceberam que suas doutrinas estavam muito distantes daquilo que Jesus pregava e vivia. Meu pais sofreram muita perseguição após o afastamento e no período anterioir também, visto que expunham suas opiniões contrárias ao que pregava a ICOC. Meus pais foram proibidos de se aproximar das igrejas. Depois de uns anos, quando algumas pessoas se levantaram contra as práticas abusivas da ICOC, escrevendo cartas à todos os membros e boa parte da igreja partiu, meus pais voltaram a participar dos cultos. Voltaram, pois aquele sistema violento havia sido derrubado, assim como o líder principal, Kip McKean e outros que mantinham o mesmo pensamento. A maioria dos que ficaram eram membros antigos, que tinham visto o inicio da igreja do Brasil, como uma família e construiram muitos laços com essas pessoas. Já faz mais de 10 anos que essa "revolução" aconteceu. Muito mudou e muito ainda tem o que mudar. Eu fui batizada nesse período, quando era adolescente e já me questionei muito sobre a igreja que frequento, assim como sobre minha fé em Cristo. Já visitei muitas igrejas e outras religiões. O que a ICOC fez no passado é muito feio e sei que doloroso, pois senti na pele. E ao mesmo tempo, vejo que onde há poder e há seres humanos, pode haver corrupção. E houve e haverá, pois assim é o homem. Sou grata por aqueles que se "rebelaram", inclusive meus pais, que tiveram, depois de muitos erros também, a humildade e a coragem de se oporem às doutrinas erradas. Sigo frequentando a ICOC, por ver que lá há muito da minha história, há muitos laços antigos e profundos, há seres humanos que erram, há pessoas que se amam e que buscam a Cristo. Ainda vejo erros, mas hoje com maturidade sei me posicionar. E assim vem sendo onde frequento. As decisões são tomadas em grupo, com todos os membros interessados - que são a maioria. Os cultos são dados não só por um líder todo domingo, mas por uma diversidade de pessoas que se interessam em pregar a palavra de Deus e que têm maturidade para tal fim. A oferta - assunto sempre polêmico - é responsabilidade de cada um com Deus e ninguém me obriga ou me pergunta sobre isso, além de sempre exporem um "balanço" mensal sobre o que entrou e os gastos que foram feitos. Fico feliz por sermos um grupo simples, que não prega uma ascenção social, mas uma ascenção no amor. Eu particulamente não convido pessoas por aí, não faço bate-papos, não exponho minhas crenças para qualquer um, nem obrigo a aceitarem a minha. Aprendi a ter meu relacionamento com Deus. As vezes tenho vergonha do passado da ICOC, mas sei que minha fé e meu amor por Cristo não passam por igreja alguma. Enfim, coloquei aqui meu "testemunho", pois leio muito sobre o passado da ICOC, já que quando tudo aconteceu eu era uma criança e achei válido por aqui alguns pensamentos.

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  10. Interessante que outras práticas também estranhas ao evangelho são presentes nas demais denominações evangélicas e são aceitas naturalmente, assim outras foram no passado da ICOC:

    -Visão Hierarquizante da Liderança da igreja
    -Pastor/Bispo/Presbítero como vicários de Cristo
    -O uso liberado e desordenado de dons espitiruais sem respeitar a ordem dentro da assembleia como ensina Paulo
    -Congregações hierarquizadas com uma igreja chefe
    -A repressão à questionamentos e críticas de quem ensina
    -A rápida ascensão dos ricos e famosos a cargos de púlpito nas igrejas em detrimento dos pobres.

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  11. Fui membro da Icoc e minha percepção é que a maioria das mudanças foi superficial. Por exemplo, os membros dizem que sua Igreja não é a única verdadeira, mas afirmam que é muito difícil achar um discípulo de Cristo em outra Igreja.
    Acredito que muitas pessoas permanecem lá por dependência emocional a pessoas que as manipulam, mesmo que de forma não proposital.
    Dá a impressão de que confiam mais em homens do que em Deus.

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  12. Não existe transparência, lobos, permitido atuar de forma destrutiva.

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  13. Como mãe de uma jovem cristã, estou muito preocupada com algumas inclinações que ela vem apresentando e apesar da ICOC, afirmar que passou por uma reforma, muito de doutrinas que não são bíblicas ainda existem nas comunidades. Então, oro, com fervor, clamando ao Espírito Santo que dê discernimento a ela e traga a luz da verdade que liberta.

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  14. É preciso ter muito amor e muita paciência para libertar uma pessoa presa nesse movimento, pois os vínculos emocionais são muito fortes. Basta uma pequena menção, ou mesmo idéia ou intenção de deixar o movimento, que a mente da pessoa é invadida por poderosos sentimentos de culpa, revelando que a mesma encontra0-se debaixo de poderosa opressão espiritual.

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  15. Participei deste movimento por volta de 2003 e recordo de todas as práticas mencionadas neste artigo. Arrependo-me de ter levado outros amigos para esta igreja. As palestras ocorriam em universidades e em locais frequentados por jovens iguais a mim. Alerto aos pais a respeito dos efeitos de isolamento e condutas que quase sempre mostram que os melhores amigos são aqueles da igreja. Aos poucos o dito movimento mostra suas garras e incute na cabeça dos novos cristãos que eles são os verdadeiros discípulos de cristo após sofrer uma verdadeira lavagem cerebral.

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  16. Só faço uma única pergunta: Você já conversou pessoalmente com o Kip?
    Aconselho você a mandar uma mensagem inbox no face com ele e conversarem. Já que todos acham que é algo pessoal, a igreja dele e o sistema dele.
    Eu cresci na ICOC e no momento da queda do sistema sofri muito em minha adolescência. Mas infelizmente a queda levou a morneza de corações e eu como adolescente com convicções não tão profundas, fui me afastando e conhecendo o mundo pecaminoso. A cada dia me enchi mais e mais de pecados. E isso não me levou a nada.
    Acho muito fácil vir aqui e expor a sua opinião, mas falar de pecado ninguém quer.
    Em 2015 pude conhecer o novo movimento de Deus, com o sonho de evangelizar o mundo nessa geração restaurado, o discipulado com amor e ter a bíblia como padrão para ter minhas próprias convicções.
    A maioria aponta o dedo para o Kip. Mas quem quer ouvi-lo e perdoar?
    Ele não é menos pecador que ninguém. Falhou e se arrepende. Se você quer seguir a Cristo e obedecer a bíblia vá curar sua amargura. Perdoe Kip ou quem que seja que tenha ferido a sua fé através de um "sistema fragilizado e humano" mas que ainda assim resgatou muitas vidas.
    Conheça o novo movimento de Deus.
    Não vá pelas convicções e depoimentos de ninguém. Vá atrás e tire suas próprias convicções.

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(1) Reservo o direito de não públicar criticas negativas de "anônimos". Quer criticar e ter a sua opinião publicada? Identifique-se. Outra coisa: não publicarei nenhuma crítica dirigida a pessoas; analise a postagem e então emita seu parecer, refutando-a com a apresentação de referências, se assim for o caso (2) Discordar não é problema. É solução, pois redunda em aprendizado! Contudo, com educação. Sem palavrão nem termos de baixo calão! (3) Responderei as críticas na medida do possível e segundo o meu interesse pessoal (4) Não serão aceitos, em hipótese alguma: mensagens com links que dirigem e façam propaganda a sites católicos, espíritas, ateus, ortodoxos gregos, judaizantes, adeptos de teologia da prosperidade, religiões orientais, liberais, nem nenhum outro que negue Jesus Cristo como Senhor, Deus, único e suficiente Salvador. Estende-se essa proibição a mensagens que propaguem essas idéias/crenças e que queiram debater e provocar discussões.