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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

AS RECENTES APOSTASIAS NA CÚPULA DAS ASSEMBLÉIAS DE DEUS

De antemão, quero deixar claro que não sou contrário a Assembléia de Deus enquanto denominação evangélica. Esta igreja já foi o berço de muitos renomados pregadores e mestres da Palavra de Deus, homens de Deus, que levaram o Evangelho aos vários "cantos" deste país. Foram eles os precursores da renovação pentecostal séria, experimentada hoje por várias igrejas. Inúmeros materiais, como Bíblias de Estudo, revistas de EBD, livros e comentários bíblicos, além de seminários teológicos de renome foram criados no âmbito das Assembléias de Deus.

Porém, infelizmente, o que se constata hoje é uma queda vertiginosa daquela grande denominação, na pessoa de seus principais líderes nacionais, que outrora primavam pela Palavra de Deus, mas que hoje permitiram-se negociar com o mundo, em troca de dinheiro, aquilo que um dia foi inegociável. Na verdade, desde a vinda do Pr. David Wilkerson, da igreja de Times Square, na Assembléia de Deus de Madureira, quando os líderes daquela igreja até hoje não liberaram para venda os DVDs com a mensagem do pastor - sabidamente exortativa, quanto a apostasia cometida pela AD no Brasil - as coisas iam muito bem.

Recentemente, um pastor muito conhecido e famoso, membro da Diretoria da Convenção Geral das Assembléias de Deus do Brasil (CGADB), solicitou sua reunúncia ao cargo, alegando problemas administrativos internos da denominação, dentre outros. Aproveitou o ensejo e solicitou ato contínuo seu desligamento do rol de membros daquela denominação, saindo então para fundar a sua própria. Muitos irmãos, admiradores do pastor, se escandalizaram com a sua saída, por toda a sua história de membresia e militância denominacional.

No entanto, mais dois escândalos surgem no cenário evangélico, envolvendo o alto escalão das Assembléias de Deus. O primeiro envolve o relacionamento de apoio mútuo, espiritual, entre o bispo Manoel Ferreira, deputado federal e líder máximo da CONAMAD – Convenção das igrejas Assembléias de Deus do ministério Madureira, com o reverendo Sun Myung Moon, da seita Igreja da Unificação. Veja o vídeo abaixo e tire suas próprias conclusões:



O segundo episódio, tão triste e lamentável quanto o primeiro, é registrado num vídeo em que o pastor Samuel Ferreira, pastor da Igreja Assembléia de Deus do ministério Madureira, no bairro do Brás – SP, entra em transe enquanto o pregador conhecido como “profeta Wesley” dá o comando para que os fiéis tragam dinheiro para o pastor. Segundo relato de irmãos presentes, o profeta fez questão de deixar claro que o dinheiro não era para missões, nem para a igreja, mas para o profeta (no caso, Samuel). Bastaram 20 minutos para Samuel despertar do transe com os bolsos e os pés cheios de dinheiro. Veja o vídeo e leia mais em http://www.genizahvirtual.com/2010/01/samuel-ferreira-em-transe-na-ad-do-bras.html, acesso 04/10/10, às 14h.

Não se deve julgar a parte pelo todo, isso é uma lição antiga e aprendida a duras penas. Há centenas, talvez milhares de irmãos sérios que congregam nas Assembléias de Deus, desde simples membros até pastores, pessoas que dão a vida em prol do Reino de Deus. Crentes em Cristo com "C" maísculo, gente que ama a Bíblia e nela medita de dia e de noite, obreiros aprovados pelo Mestre, que não tem do que se envergonhar. Contudo, é muito triste o que estes irmãos estão presenciando. Imagine o que é você dedicar a vida a uma causa - a propagação do Evangelho aliado ao crescimento denominacional -, confiando em sua liderança, e de repente descobre que estes líderes não são aquilo que aparentavam, que estão envolvidos com tudo o que você foi ensinado a não aceitar. Algumas vezes, ensinado até por eles.

O que está acontecendo? Será que este é um episódio isolado (?!?) ou representa o início do "nivelamento por baixo" de uma das maiores denominações evangélicas mundiais? Será que o fato não está a repertir-se noutras denominações evangélicas, que começando pelo cume da liderança se alastra em direção aos fiéis? Será que o neopentecostalismo-capitalista-maquiavélico prevalecerá, ao final, em cada denominação evangélica, enriquecendo pastores em detrimento do empobrecimento espiritual e financeiro do povo de Deus?

E quanto aos que permanecerem fiéis - os 7.000 fiéis: como farão para congregarem? Mudarão o nome da denominação - sim, porque já existem pastores que estão registrando nome de igreja como propriedade particular? Ou retornarão às reuniões particulares, longe dos templos e de sua imundícias, politicagens, pilantragens e heresias, dos holofotes sobre adúlteros e pecadores inveterados?  Será que o fato que gerou a publicação de uma reportagem recente na Revista Época não é, na verdade, o indicativo de uma tendência em prol da sobrevivência espiritual em meio ao caos e apostasia crescentes e dominantes (veja em: http://apenas-para-argumentar.blogspot.com/2010/08/nova-reforma-protestante-e-restauracao.html)?

Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!

Um comentário:

  1. Acredito que estamos vendo a ponta do iceberg,o começo de tudo.Infelizmente,pelo que temos lido e visto ainda vai piorar.Não é para ser catastrófica,mas é a realidade.Fico a pensar o que será das almas,que um dia defenderam e ainda defendem estes homens."Mas ai daqueles por meio dos quais vierem os escândalos..."Precisamos por o nosso coração a largo e nos agarrar firmemente à âncora da nossa fé,para que não nos desviemos.

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