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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

FIDES ET RATIO: EM PROL DE UMA FÉ EQUILIBRADA!

Fides et ratio: fé e razão, uma equilibrando a outra, uma temperando a outra. O que é um crente? Um ser intransigente, carrancudo, bitolado, incapaz de pensar fora das divisas poligonais fechadas de sua fé decoreba? Sim, porque a fé professada pela grande maioria dos crentes modernos não passa de decoreba, gravado por repetição exaustiva, sem o menor raciocínio. Na melhor das hipóteses, são repletos de teologismos, condenando rapidamente todo conceito (e o seu postulador) que não pareça-lhe minimamente conforme àquilo que decorou. Não é à-toa que sistemas e práticas como "teologia da prosperidade", "unções especiais", "coronelismo pastoral", dentre outros, nasçam, cresçam e reproduzam-se a taxas exponenciais no meio evangélico moderno.

Tenho uma proposta: voltemos à Idade Média. Sim, já que o livre pensar é proibido, já que o raciocínio é obra do demônio. Voltemos àqueles dias, tão perfeitamente registrados no filme "O Nome da Rosa": o riso é do diabo, o crente piedoso não sorri e não ri, apenas chora; quanto mais chorar, mais piedoso se tornará. Talvez o Venerável Georg estivesse certo, não é? Talvez devamos apenas "preservar o conhecimento, não perscrutá-lo,  porque não existe progresso na história do conhecimento, meramente uma contínua e sublime recapitulação". Tudo o que passar disso, é ardil do diabo!

Citando William de Baskerville,  “a única prova que vejo do demônio é o desejo de todos em vê-lo atuar”. A única prova para se considerar "obra do diabo" a perscrutação do conhecimento é o desejo insistente de algumas pessoas considerá-lo assim.

Será que o corpo humano deve ser encarado ainda como inviolável, já que "é templo do Espírito Santo" e, portanto, nenhum médico pode operá-lo? O sistema heliocêntrico é correto? É o átomo a menor divisão da matéria? Há um abismo no final dos confins dos mares, que tragarão todos os navegantes que ali chegarem? São os farmacêuticos agentes do inferno, bruxos manipuladores de saber demoníaco? São os químicos, engenheiros químicos e correlatos também discípulos deste mesmo ser maligno? E o avião: voa por causa de poderes mágicos? Como pode o navio, sendo mais pesado que a água, flutuar nela? Fusão é o nome de um time de futebol carioca escrito de forma errada?

Acaso não dotou Deus o homem de um cérebro? Não permitiu-lhe o conhecimento da filosofia e das ciências físicas, químicas e biológicas? Não permitiu que o homem saia da Terra para o espaço, pisando pela primeira vez na Lua no séc. XX? E o que dizer do Direito? Desconsideramos todos os avanços da sociedade quando emitimos posição religiosa obtusa naquilo que é meramente temporal. Imagine como seria a sociedade se a razão não tivesse equilibrado a fé: continuaríamos a viver uma fé cega do período anterior à Reforma Prostestante (a qual, diga-se de passagem, não teria acontecido). Odiosa bitolação!

Faço outra pergunta: como deve se posicionar um profissional liberal, servidor Estatal, quanto ao exercício de sua função pública? Por exemplo, como deve agir um policial (civil, militar, federal, não importa) que é crente: deve deixar sua arma em casa e combater o crime com a Bíblia na mão? Se os bandidos mandarem bala nele, não deve revidar, pois assim está escrito "não matarás", logo deve "dar a outra face" para o bandido? Como fica? A consequência é óbvia: se o policial assim agir, não estará exercendo a função que lhe foi atribuída. Será morto e o Estado se tornará um inferno na Terra, infinitamente pior do que aí está. O mesmo se aplica ao soldado do exército.

Isso significa que a Bíblia está errada e portanto deve ser descartada pelo ente público? Ou que não é pecado a criminalidade? Não, em hipótese alguma! Porém, significa que a fé deve ser exercida à luz da razão; o homem é ao mesmo tempo crente e ao mesmo tempo cidadão. Antes de ser crente, é cidadão, sujeito às Leis que regem sua Pátria. Há respaldo bíblico para isso? Sim, lógico, tanto no Antigo Testamento quanto no Novo Testamento: Veja:
  •  "E uns soldados o interrogaram também, dizendo: E nós que faremos? E ele lhes disse: A ninguém trateis mal nem defraudeis, e contentai-vos com o vosso soldo" (Lc 3.14).  Deveriam os soldados deixarem de ser soldados para serem aptos ao batismo, esta é a pergunta que fizeram. A resposta foi clara: ajam de acordo com a justiça e se contentem com o salário.  João indica seu dever aos soldados. As respostas declaram o dever presente dos que perguntavam e, de imediato, se constituíam em uma prova de sua sinceridade. O evangelho requer misericórdia, não sacrifício; e seu objetivo é comprometer-nos a todos a fazer todo o bem que pudermos, e a sermos justos com todos os homens.
  • "Nisto perdoe o SENHOR a teu servo; quando meu senhor entrar na casa de Rimom para ali adorar, e ele se encostar na minha mão, e eu também tenha de me encurvar na casa de Rimom; quando assim me encurvar na casa de Rimom, nisto perdoe o SENHOR a teu servo. E ele lhe disse: Vai em paz" (II Rs 5.18,19). Aqui, Naamã, o Sírio, após ser curado por Eliseu, explica a sua situação como capitão do exército do rei da Síria. Todas as vezes que o rei da Síria ia adorar o falso deus Rimom, se curvando diante dele, Naamã acabava obrigado a fazer o mesmo. Observe que o texto está no futuro: "quando meu senhor entrar", apontando assim para algo que viria a acontecer depois daquele encontro. Naamã tendo reconhecido o erro daquela prática, pede perdão ao Senhor por isso, antecipadamente, visto que ele não teria como evitá-la devido à sua posição. O que Eliseu lhe diz? Vai em paz!
  • "Vós, servos, sujeitai-vos com todo o temor aos Senhores, não somente aos bons e humanos, mas também aos maus" (I Pe 2.18). Aqui, o termo "senhores" é a trdução do grego "despotes", que deu origem ao termo déspotas, "que é senhor absoluto e arbitrário". Sujeitar é a tradução de "hupotasso", o mesmo termo usado para qualificar a relação entre o marido e a esposa, entre Cristo e a Igreja (Ef 5.22).  
Segundo Max Weber, em sua obra "A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo", com o desenvolvimento do conceito de sola fide, a vida monástica não era apenas desprovida de valor e de justificativa perante Deus, mas também encarava a renúncia aos deveres deste mundo como um produto do egoísmo, uma abstenção das obrigações temporais. Ao contrário, trabalhar dentro da vocação se lhe afigurou como a expressão externa do amor fraternal.

Ora, a vocação da pessoa religiosa enquanto membro de uma religião não é necessariamente a mesma vocação da pessoa enquanto membro do Estado, enquanto cidadão. Isto se deve, dentre outras, às particularidades da religião e do Estado, distintas entre si, a não ser na hipótese do Estado religioso, como é o caso de alguns países árabes. Nestes, o poder religioso e o poder Estatal concentram-se na mão de uma mesma figura; naquele ambos os poderes são exercidos por pessoas distintas.

Os Estados Absolutistas, o grande Leviatã - "aquele Deus Mortal, ao qual devemos, abaixo do Deus Imortal, nossa paz e defesa", deu lugar ao Estado democrático de Direito. De fato, a origem do Estado Moderno surge com o Absolutismo e a idéia de Estado Democrático aparece no século XVIII, através dos valores fundamentais da pessoa humana, a exigência de organização e funcionamento do Estado enquanto órgão protetivo daqueles valores. Três grandes movimentos político-sociais foram responsáveis pela condução ao Estado Democrático, quais seriam: a Revolução Inglesa, com influência de Locke e expressão mais significativa no Bill of Rights de 1689; a Revolução Americana com seus princípios expressos na Declaração de Independência das treze colônias americanas em 1776 e a Revolução Francesa, com influência de Rousseau, dando universalidade aos seus princípios, devidamente expressos na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão de 1789.

As Instituições governamentais no Estado Moderno visam o bem comum da sociedade. É a Constituição Federal que incumbe ao Poder Público a prestação de serviço público. A atribuição primordial da administração pública é oferecer utilidades aos administrados, não se justificando sua presença, senão para prestar serviços à coletividade.  Este serviço público leva em consideração três elementos caracterizadores, quais sejam, o material (atividade de interesse coletivo), o subjetivo (presença do estado) e o formal (procedimento de direito público).

Serviço público é todo aquele prestado pela administração ou por seus delegados, sob normas e controles estatais, para satisfazer necessidades essenciais ou secundárias da coletividade ou simples conveniências do Estado. Fora dessa generalidade não se pode, em doutrina, indicar as atividades que constituem serviço público, porque variam segundo as exigências da cada povo e de cada época. Este serviço prestado se conforma a um determinado e específico regime: o regime de direito público, o regime jurídico administrativo.

Do Direito Administrativo, sabe-se que a Administração Pública baseia-se nos princípios da Legalidade (ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei  - art. 5.º, II, da CF), Publicidade (transparência a todos os atos), Impessoalidade (não discriminação, pessoa jurídica), Moralidade (contra a improbidade administrativa), Eficiência, Motivação Supremacia do Interesse Público sobre o Particular, dentre outros. Obviamente, a aplicação de tais princípios, obrigatórios ao ente público, exclui a possibilidade religiosa num Estado Laico, como o Brasil.

Aplicando o conceito distorcido e forçado do princípio religioso na esfera pública, facilmente concluir-se-á que o crente deve ser um eremita ou monástico. Afinal, sempre ocorrerão situações onde o fiel ver-se-á diante de ações e políticas que não necessariamente coadunam-se com a fé que professa. Este é o caso de profissionais liberais, cuja função é imprescindível para o bem-estar do Estado: policiais, médicos, químicos, professores, economistas, engenheiros, advogados, etc. Da mesma forma, tais profissionais deveriam, segundo tal tacanho e obtuso pensamento, abandonarem suas profissões para se tornarem crentes, já que estas seriam incompatíveis e irreconciliáveis com a fé cristã.

Será que isso é realmente verdade? David Koresh então estava certo em criar o "Monte Carmelo"? Ou Antonio Conselheiro, para o qual a República era o Anticristo, reunindo um grupo de milhares de sertanejos, entre camponeses, índios e escravos recém-libertos e fundando Canudos (rebatizado como "Bello Monte")? Se você pensa assim, seja ao menos coerente e não estude ou permita que seus filhos estudem ou prestem concurso público, pois para você isso tudo "é coisa do diaaaaabbbbooo"! (sic) Nem tampouco cantar o hino nacional, porque "a pátria amada, idolatrada, salve salve!" é idolatria, e isso não é coisa de crente! Se você pensa assim, lamento te dizer: você está lendo a Bíblia de cabeça para baixo!

A imensa maioria (99,9999999999%) das profissões são perfeitamente compatíveis com a fé cristã. Apenas uma ínfima parcela pode ser considerada incompatível; estas não seriam sequer profissões na acepção da palavra, mas apenas uma prática de um pequeno grupo da sociedade, como é o caso da prostituição. Geralmente sua prática deve-se a elementos de ordem social: miséria, desemprego e deficiências do meio familiar: pobreza; por serem abandonadas pelo marido; por serem expulsas do lar por causa de gra-videz indesejada; por terem filhos ilegítimos. "Uma situação econômica precária, marcada pela difícil colocação no mercado de trabalho por baixos rendimentos, e muitas vezes, pela condição de arrimo e chefe de família, é uma forte justificativa para o fato de a mulher se dedicar à prostituição... diante da sua própria situação de penúria e também da de sua família, é necessário que ela se sacrifique por ela e pelos seus. A prostituição surge então como um recurso quase legítimo para a falta de dinheiro” (http://www.scielo.br/pdf/rlae/v7n3/13471.pdf. Acesso 01/09/2010, às 14h40min)

Ainda sobre a prostituição e adicionando-se o elemento do sexo fora do casamento, segue a pergunta: o Estado deve distribuir preservativos gratuitamente? Esse assunto foi abordado pelo Pr. Antonio Carlos Costa, da Igreja Presbiteriana da Barra, no blog Genizah (http://www.genizahvirtual.com/2010/08/pergunte-ao-pastor-distribuicao-de.html. Acesso 01/09/2010, às 14h40min). A prática da prostituição, bem como do sexo fora dos limites do casamento é pecado? Sim, é claro! Sou eu, enquanto crente em Cristo e pastor evangélico, de alguma maneira favorável a estas práticas? Em hipótese alguma, combato-as ferrenhamente com as armas que disponho! Afirmo e reafirmo que os que tais coisas praticam não herdarão o reino de Deus!

Mas não estamos aqui discutindo o caso do ponto de vista do ente religioso, mas sim do Estatal. Deve o Estado Laico tratar do caso sob o viés religioso-dogmático ou sob o viés da saúde pública? Diante de tudo o que foi exposto acima, o Estado, enquanto laico, deve abordar a questão do ponto de vista da saúde pública. Na história da humanidade, quando o Estado tratou os problemas sociais sob a ótica da religião, e tal coisa se deu quando o Estado assumiu uma religião, isto redundou em caça às bruxas, apedrejamento de prostitutas, genocídio de judeus, etc. O que deve fazer o Estado? Prender todas as prostitutas em presídios? Prender todos aqueles que se relacionam sexualmente sem estarem casados, praticantes de relações sexuais ilícitas? Criar uma espécie de Alcatraz, ou Absolom, e mandar essas pessoas todas para lá? Qual é a solução? Não distribuir preservativos e ter que lidar depois com uma imensa epidemia de DSTs, caos da saúde pública; afinal que "morram os infiéis"?

Por isso, reafirmo o que já foi dito em argumentações anteriores. Será que nós, evangélicos, não estamos transferindo para o poder público a nossa responsabilidade quanto ao "bom combate da fé", quanto ao ensino bíblico-doutrinário (e sobre programas de saúde) sobre o assunto e suas consequências aos membros da sociedade e deixar que o poder público legisle sobre os aspectos de saúde, segurança e meio ambiente? Será que essa transferência de responsabilidade não aponta para a iminente falência ou redução de significância da Igreja Evangélica perante à sociedade? Deus ordenou que nós, crentes em Cristo, praticássemos a contra-cultura do Reino de Deus, não ao Poder Estatal.

Assim, qual é o papel da Igreja? Enquanto agência do Reino de Deus na Terra, mostrar ao homem como Deus vê suas práticas na Terra, contrárias à Sua Palavra - como pecado. Ensinar que, porém, Deus amou cada homem de tal maneira que deu Seu Único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna. Ensinar, deste modo, que é necessário arrependimento, confissão e identificação com a morte, sepultamento e ressurreição de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, que Ele veio para salvar o homem dos seus pecados. Batizar os novos crentes e ensiná-los a guardar todas as coisas que o Senhor nos ordenou, por meio do discipulado cristão. Enviar cada discípulo para que faça novos discípulos. Combater, por meio da oração, do jejum e da Palavra de Deus aliada à razão e conhecimento secular, toda e qualquer forma de opressão, de exploração e de injustiça na sociedade em que se encontra.

Enquanto membro da sociedade, cabe à Igreja aprender a orar por seus governantes. Aprender a votar, não trocando votos por benesses, não abrindo o púlpito para propaganda política, nem tampouco votando em alguém meramente por filiação religiosa e/ou partidária. Ensinar àqueles irmãos realmente vocacionados por Deus para o exercício da função pública que pesará sobre eles grande responsabilidade, diante de Deus e dos homens. Que não devem julgar com parcialidade, fazendo verdadeiro juízo entre homem e homem; não devem aceitar suborno de forma alguma, nem oprimir o pobre, a viúva ou o órfão. Que a autoridade que exercerão emana de Deus, e a Ele darão contas pelo exercício dela. Que devem criar políticas públicas que abençoem a vida dos membros da sociedade como um todo, não sendo ávaro ou mesquinho, mas contentando-se com o seu justo salário. Que andem na luz, como na luz Ele está.

A Igreja deve ser o catalisador de mudanças na sociedade onde se insere, tanto por meio de suas armas espirituais, como pelo uso da razão. Fora disso, é farisaísmo e/ou exercício religioso vazio, pura perda de tempo; instrumento de dominação e de opressão, cárcere da alma humana. Corremos o risco acabarmos destruindo o pecador, e nada fazer para impedir a proliferação do pecado. Acabemos com pecado, não com o pecador!

Pense nisso. Deus está te dando visão de águia!

3 comentários:

  1. Pastor,o senhor tocou na ferida:a grande cegueira tem assolado a igreja.Por isso muitos são vistos como pessoas obtusas,ignorantes(em ambos sentidos).Há aqueles que apelam para as agressões,por não saberem manter um diálogo franco.Outros são arrastados por qualquer sabichão,fantasiado de pastor.Quanta falta tem feito a instrução,o banco escolar.Por falta destes,é que vemos Edir Macedo,Valdomiro Santiago e outros terem grande número de seguidores.O povo tem perecido ,porque lhe falta conhecimento da verdadeira doutrina,pura ,cristalina,sem mistura com mediocridades.Tolo é o homem que tem cérebro ,mas não usa.Paulo,o grande apóstolo era homem de grande saber,e certamente não nasceu sabendo.Precisou estudar,instruir-se.A Bíblia precisa ser lida e interpretada de forma correta e não pegando-se textos fora de seu contexto.Isso só servirá para gerar confusão.Confusão essa que muitos hereges adoram.

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  2. Pr. Ricardo,
    Sua argumentação tem precisão e fundamento. Percebi que a formulou com paixão e não menos reflexão.
    Corroboro com suas observações em prol da busca pelo conhecimento não somente na área teológica mas em todas as outras. Afinal de contas, Deus nos fez seres que podem,e ouso dizer devem, crescer, se aperfeiçoar e se tornar a cada dia mais produtivos e úteis no contexto da própria criação divina e das sociedades humanas.
    Mas, nem todos tem ciência dessa realidade e prosseguem em suas mediocridades e limitações impostas por eles mesmos.O pensamento medieval os cega e os faz infrutíferos para a sociedade como um todo. Bitolados e limitados a seus guetos e cercados religiosos.
    Quando se tenta levar alguém a refletir, a analisar com maior abrangência e profundidade um determinado assunto (inclusive bíblico) somos rotulados de fariseus ou ainda de teóricos contumazes ou até de "desviados".
    Constato muitas vezes que muitos crentes não conseguem raciocinar ou emitir opiniões concretas fora do contexto evangélico ou da sua crença.
    Não conseguem argumentar sobre questões como as que abordou em seu post, a não ser para sem refletir ou discernir propagar ofensas e ataques desnecessários a quem levanta essas questões. Cremos como cristãos que todo assunto ou questão deve ser respondida sob o crivo bíblico, mas a reflexão para aplicarmos corretamente os princípios e valores de Deus devem ser analisados profundamente antes de emitirmos nossas conclusões. Esse é o verdadeiro crivo bíblico.
    Muitas vezes a cegueira religiosa não permite a muitos enxergar além das "leis denominacionais" e das imposições a uma interpretação superficial e como deixou transparecer em seu texto, fria e insensível. Mistura-se o religioso com outras concepções que a ele não pertencem. Sabemos o que é pecado, odiamos profundamente sua origem, prática e consequência. Porém, amamos, respeitamos e ajudamos os pecadores. Uma coisa não exclui a outra.
    E com relação a política, ao voto e todo esse contexto, aí encontramos a maior confusão de todas.
    Finalmente creio que o bom teólogo cristão saberá discernir estas questões e ensinar seus irmãos.
    Deus nos ajude para isso cumprirmos.
    forte abraço,
    Em Cristo,
    Pr. Magdiel G Anselmo.

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  3. Pr. Ricardo,

    Já inclui seu banner lá também.

    Obrigado por prestigiar nosso blog com seus comentários.

    Abraço!

    www.hermesfernandes.blogspot.com

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